- Eu sempre gostei de estrelas – afirmou Draco se aconchegando em Harry.

Eles estavam deitados no meio do campo de Quadribol, sobre uma manta que Harry havia conjurado. Draco tinha a cabeça apoiada no ombro do grifinorio.

- Snape me contou sobre seu pai – Harry afirmou, sentiu Draco se mexer ao seu lado, se aconchegando mais.

- Eu sei, mas há outras coisas que ele não ti contou, ainda não é hora de você saber – afirmou - Daqui a pouco temos que entrar – mudou de assunto.

- Mas já!? – exclamou Harry – eu esperava poder me agarrar com você sob as estrelas um pouco mais.

Draco gargalhou e beijou o moreno. Harry puxou o corpo menor contra o dele, aprofundando o beijo.

Draco fechou os olhos e escorregou a cabeça até o peito do seu escolhido, e ficou assim por um tempo. Ele, Harry e as Estrelas.

O.O.O

- POTTER VOCE PODE ME EXPLICAR O QUE FOI QUE EU ACABEI DE VER? - a voz de Snape soou pelo cômodo de forma intimidadora – Espero, sinceramente que isso que eu tenha visto, foi um sonho muito real.

Harry olhou para os olhos negros que se estreitaram, engolindo em seco, se ajeitou na cadeira.

- Foi sem querer – disse totalmente sem graça.

- Foi sem querer? – Snape repetiu furioso – É isso que você vai falar para Voldemort quando ele olhar em suas lembranças e ver essa cena que eu vi? É assim que pretende proteger Draco?

- EU NÃO CONSIGO ME CONTROLAR ESTA BEM? – Harry desabafou exaltado – Não é algo que eu consigo controlar, é tão forte e...eu preciso ficar perto dele...eu...me apaixonei esta bem? – Harry disse com a voz embargada, não queria chorar na frente de Snape.

- Não dá – continuo – Eu sei que tenho que protegê-lo, mas eu não consigo mais ficar longe dele Snape, eu...eu o amo.

Severus viu a sinceridade na voz de Potter, e por isso suspirou cansado, puxando uma cadeira e se sentando perto dele, conjurou uma bandeja com dois copos d'água.

- Eu entendo como se sente. Não vou pedir para que se afaste de Draco, mas...- ele olhou serio para Harry - você se dedicara ao maximo nas aulas de Oclumencia e não pode completar o enlace com Draco.

- Por quê?

- Por que nos primeiro dois anos, o enlace e muito forte, então caso um dos dois morra o outro morre também.

Harry se afundou mais na cadeira, ele sabia disso, graças ao livro que Hermione o obrigara a ler sobre Veelas, sabia que o enlace era algo muito poderoso.

Severus terminou de beber a água e olhou seriamente para Harry.

- Tome cuidado Potter, mantenha esse relacionamento em absoluto segredo, se isso chegar aos ouvidos do Lord, teremos sérios problemas.

Harry assentiu e voltou para a sua torre, contaria a Draco sobre o ocorrido no dia seguinte, teriam muito tempo para conversar pois seria sábado e não pretendiam ir a Hogsmeade.

O.O.O

O sábado amanheceu ensolarado. Harry acordou um pouco tarde, mas ainda encontrou Ron e Mione terminando seu café.

- Onde está Draco? – vendo que o loiro não estava em sua mesa.

- Está nos jardins, disse que está te esperando – respondeu a castanha enquanto terminava seu pão. – Vocês vão a Hogmeade?

- Ahh não – Harry respondeu sem graça – Temos outros planos.

Harry corou quando viu os amigos trocarem um olhar significativo, antes de se levantarem e se despedirem.

Harry terminou seu café com calma, enquanto caminhava em direção aos jardins, sua mente vagava através das lembranças de Draco.

Lembrou de seu sorriso infantil, sua voz cantando uma melodia qualquer enquanto estudava, sua língua soltando palavras sabias e afiadas. O olhar carinhoso, cheio de amor e ternura que o aquecia, o cheiro gostoso de seus cabelos, a maciez de sua pele de alabastro, o calor que o envolvia e o fazia se sentir bem, acolhido, protegido.

Caminhou um pouco pelos jardins até que avistou os cabelos loiros espalhados pela grama, o corpo jogado no chão, as mãos acariciando a grama. Os olhos fechado e a boca entreaberta, a pele branca sendo iluminada pelo sol.

Harry arfou, vê-lo daquele jeito era perturbador, Draco era tão belo e puro, uma beleza tão profunda que dava vontade de chorar.

Harry respirou fundo e se aproximou, tampando o sol com a cabeça para observar Draco, que abriu os olhos pela falta momentânea do sol.

- Harry – ele disse em uma voz manhosa, aceitando a mãos estendida para poder se levantar.

- Sonhou comigo? – Harry perguntou enquanto, dava beijos na bochecha alva.

- Humm Talvez.

Harry sorriu e se aproximou colocando o rosto de Draco entre suas mãos acariciou suas bochechas rosadas, o nariz, as sobrancelhas loiras, o maxilar e os lábios rosados, macios e convidativos.

Encaram-se por um tempo e Harry se aproximou, acabando com a distancia. Draco tinha um gosto que viciava, era como chegar em casa depois de uma longa viagem, era algo certo,era firme, era seu.

Terminaram o beijo com selinhos, e se afastaram dentro do abraço o suficiente para se encararem.

- Snape viu minhas lembranças – Harry começou – Levei uma bronca daquelas.

Draco esfregou o nariz no seu antes de puxá-lo, andaram em direção a uma arvore com copas grandes, que fazia uma sombra agradável abaixo de si.

Sentaram e automaticamente se aconchegaram no outro, Draco enterrou a cabeça no pescoço de Harry e lhe deu vários beijinhos, fazendo um trilha pela bochecha morena, antes de capturar o lábio inferior de Harry, selar seus lábios brevemente e se afastar.

Harry olhou Draco suspirar antes de encostar a cabeça em seu ombro, se movimentou para acomodá-lo, passando o braço por suas costas e acariciando a cintura.

- Severus é mais do que meu padrinho – confessou – Ele foi e é, minha mãe e meu pai.

- Como assim? – Harry realmente não havia entendido onde Draco estava querendo chegar com aquilo.

- Narcissa, nunca foi uma mulher muito, maternal e amável digamos assim. Sabendo disso o Sevrus, assim que soube da gravidez dela, começou a tomar poções especiais...

- Poções para...

- Quando eu nasci – Draco continuou ignorando o que Harry havia falado – Ela nem se quer quis me ver, estava mais preocupada em restaurar seu corpo.

Harry sentiu a melancolia que Draco tentava esconder, pelo abandono da mãe, por isso apertou levemente sua cintura em forma de apoio.

- O Severus que cuidou de mim, as poções que ele havia tomado eram para que ele produzisse leite, pois não queria que eu fosse alimentado por leite artificial, sabendo que o leite de peito era importante. Ele ajudou meu pai, ambos não queriam elfos cuidando de mim o tempo todo. – Draco se aconchegou melhor no outro.

Harry ficou mudo diante das palavras, nunca esperaria algo tão...bonito...vindo de Snape, tinha que reconhecer que Severus Snape era um grande bruxo, um grande mago e um grade ser humano.

- Ele faz isso tudo pelo nosso bem – continuou o loiro – Ele tem razão quem disse sobre...- então Draco corou furiosamente e prendeu seu olhar no chão –..sobre completar o enlace...que dizer...se um dia você quiser, é claro...bem..er...nos..

Harry não pode deixar de sorrir, Draco ainda não tinha conhecimento sobre seus verdadeiros sentimentos, mas ainda não era hora de os revelar.

Draco observou Harry levantar, e por isso se levantou também, o moreno então pegou sua mão e começou a caminhar em direção a uma área onde a vegetação se itensificava, até chegarem a fonte onde haviam se encontrado a tempos atrás.

- Por que viemos pra ca? – Draco perguntou.

- Tinha algumas pessoas no jardim, não queria que nos vissem juntos e isso pudesse gerar alguma suspeita. - enquanto falava, Harry caminhou em direção a uma área onde as arvores faziam uma sombra convidativa, conjurou uma manta e a estendeu, se sentando e encarando o loiro. Harry sorriu, admirando Draco, a mistura de sol e sombra em seu rosto, o ar despojado, e aquele brilho natural que o encantava, deu alguns tapinhas no espaço vazio ao seu lado, chamando o loiro para se sentar ao seu lado.

Draco caminhou lentamente até Harry, seus olhos perdidos em contemplação do mar verde que se focava em si. Observou Harry ali sentado, suas pernas estavam levemente flexionadas e abertas, ele apoiava os cotovelos nos joelhos. Se movendo indeciso, em um arroubo de atrevimento, se ajoelhou entre as pernas do moreno e deixou suas mãos vagarem até a nuca e os cabelos rebeldes.

Harry engoliu em seco, suas mãos seguravam o quadril estreito, não tento coragem de move-las, apenas fazia um carinho com os dedos. Mas o que o deixava desconcertado era o olhar de Draco, os olhos agora em mercúrio liquido o encaravam com uma intensidade que enviou ondas violentas de calor ao seu baixo ventre.

Draco capturou os lábios carmim levemente, mordeu o lábio inferior de Harry lentamente, seus dentes puxando a carne de maneira provocante, depois passava a língua bem lentamente pelos lábios entreabertos.. Harry teve que se controlar para não gemer, as mãos macias escorregaram para seus ombros o apertando levemente.

Não conseguindo se conter, Harry deslizou as mãos pelas costas de Draco, colocou uma em sua nuca e o puxou para um beijo profundo, se inclinou um pouco para trás, para pode colar o tórax do outro no seu, aumentando o contato. Harry sentiu as mãos deslizarem de seus ombros para seu peito, o empurrar levemente para que se deitasse, o corpo de Draco sobre o seu.

Draco deslizou seus lábios pela bochecha do moreno, até chegar ao seu pescoço, mordeu e lambeu aquele local varia vezes, arrancando gemidos de Harry, lambeu e mordeu o lóbulo de sua orelha para em seguida assoprar, sentindo Harry se arrepiar.

Harry olhou para os olhos nublados e sorriu, os lábios tão inchados quanto os de Draco, o peito arfante, deixou sua mão escorregar pela nuca do outra e seus dedos se embolarem nos fios prateados antes de puxá-lo para um beijo ardente. Invertendo as posições, Harry aprofundou ainda mais o beijo, não precisava abrir os olhos para saber que Draco estava brilhando.

O.O.o

A conversa com Dumbledore o deixara alerta. Horcruxes. Sete. Destruir.

O Diretor estava doente por causa disso. Nunca se esqueceria daquelas horas infernais que passou naquela caverna. Dumbledore acabou incumbindo Harry de caçar e destruir todas.

Assim que se formasse partiria com Ron e Hermione a procura delas, infelizmente teria que passar em Grimmauld Place mesmo que fosse para visitar os futuros papais Remus e Tonks. Aquele lugar sem Sirius não era a mesma coisa.

Riu-se. Remus e Tonks iam ser pais, incidente de percurso de fato. Whisky de Fogo, duas pessoas solteiras e uma casa vazia podia ser uma combinação bem perigosa. O lobisomem havia ficado feliz com a possibilidade de ter um filho e Tonks mesmo não estando em seus planos, também.

o.o.o

O últimos meses para a formatura, foram como um sonho para Draco e Harry, ficar nos braços do outro era o paraíso, o lugar deles, juntos, sempre.

Harry olhava Draco dormir, após um cessão gostosa de amassos. Era um pouco frustrante, Harry tinha que admitir, não avançava muito, o maximo que acontecia era tirar as camisas e nada mais. Porem o desejo que ter mais de Draco aumentava a cada dia, era no banheiro que encontrava alivio para sua paixão frustrada.

Foi após a formatura, um dia antes de partirem para Grimmauld Place no escritório de um debilitado Dumbledore que receberam a noticia.

Draco entrara para a Ordem e permaneceria na mansão por segurança.

Aquilo deixou o coração de Harry mais aliviado, sabendo que Draco estaria num lugar seguro. Abraçou Remus por um longo tempo, antes de abraçar Tonks e parabenizá-la pelo bebe, e logo a bruxa de cabelos rosas começou a tagarelar sobre seus planos para o pequeno.

Era muito tarde quanto todos foram se recolher, Draco e Harry concordaram que deveriam dormir em quartos separados, por isso ficaram mais algum tempo na sala curtindo um ao outro, se deixando esquecer da guerra la fora, só por algumas horas.

N/A

Nossa, demoro mais saiu...

Mil desculpas pela demora, estava em época de prova e eu tenho um "filho" de 1 ano e três meses pra cuida então fica complicado né?

Como já disse antes, não vo abandona nenhuma das minhas fics.

Muitíssimo obrigada a todas as vews que eu recebi, agradeço muito ao apoio e ao comentando....

No proximo cap teremos...Dragoes...

bjs