Depois da Dor

by Karol Freitas


Disclaimer: Infelizmente Supernatural não me pertence mas eu posso sonhar com o Dean.

Sinopse: Dean foi abandonado por Castiel, a pessoa que ele achava que seria o amor de sua vida. Mas o mundo dá voltas e Sam o ajuda a superar toda a dor.

Shipper: Dean/Sam

Avisos: Fic Slash! Homossexualismo. Wincest. Conteúdo adulto! OCC. Isso quer dizer dois homens em uma relação amorosa e sexual. Já estão avisados

Beta: Bia Winchester. e co-autora também.


Capitulo IX

Aquele estava sendo o pior dia de suas vidas, bem pior do que o dia anterior. Na verdade, parecia uma consecução de dias horríveis. Logo que chegaram em casa, deitaram-se na cama, sem se tocar ou proferir qualquer palavra. Não havia o que se falar. Era tudo claro demais. Eles se amavam e seu pai os odiava, ninguém falava sobre isso e eles voltavam o sofrer. Agora, a única solução era deixar o tempo correr e com sorte, tudo se encaixaria ao seu lugar. Eles só esperavam que não fosse tarde mais.

Dean novamente precisava de um tempo para espairecer, mas dessa vez estava decidido a cumprir sua palavra, não abandonaria Sam, nem mesmo se afastaria. O fato era que ele precisava de um ar e aproveitaria para pegar o resto de suas roupas e objetos no apartamento há muito esquecido. Então, deixou um bilhete informando onde estaria e que logo voltava. Deu-lhe um beijo suave nos lábios, deixando Sam adormecido na cama.

Saiu porta a fora. Finalmente começava a nevar. Era a estação do ano que ele mais gostava. As ruas ficavam enfeitadas de branco, as crianças brincavam com a neve e todos se enrolavam em cobertores e bebiam chocolate quente. Era mágico aquele ar de calmaria e paz depois de tudo o que tinha acontecido. Dava-lhe a coragem e esperança suficiente para continuar seu caminho.

Andou lentamente pelas ruas, observando o céu branco que era tão agradável. Apesar de tudo, estava confortável. Era como se um peso tivesse desaparecido de seus ombros. Estava leve. Ele sabia que ainda iria sofrer muito, mas felizmente não teria que esconder mais nada. Era quase perfeito. Ele só esperava colocar um sorriso naquele rosto cheio de covinhas lindas novamente.

Chegou ao seu apartamento enquanto pensava em Sam, subiu no elevador e parou em seu andar, balançando as chaves, sorridente. Abriu a porta e quando estava entrando um abraço barrou seu caminho. Olhou para trás. Dean não conseguia acreditar em seus olhos. Castiel estava à sua frente, sorridente também.

-x-

Sam acordou assustado. Seus sonhos da infância tinham voltado de forma inesperada, aquele sonho onde todos lhe abandonavam e até mesmo Dean virava as costas para ele, lhe deixava mais apavorado do que qualquer outra coisa. Era aquela sensação de criança, onde você pensa que vai ser abandonado se não for bonzinho, sentia que nunca seria bom o suficiente. Pelo menos foi o que experimentou em toda a sua infância. Havia sido difícil, porem só ele sabia o quanto doloroso foi, e apesar de tudo, tinha sido muito feliz.

Sempre havia tentado ser o melhor possível em tudo. Obrigava-se a ser sempre o mais esperto, o mais inteligente, o mais popular. Sam se esforçava tanto que às vezes acabava se perdendo, meio sem identidade. Sempre precisava ser o melhor. Tinha que estar à altura do irmão de ouro, que sempre se doava aos outros, que era justo e talentoso. Achava que tinha que ser tão bom quanto o irmão, talvez assim ele merecesse ter a atenção e o tempo de Dean e só assim o loiro poderia amá-lo tanto quanto ele o amava. Sam era muito contraditório, o motivo que o fazia se esforçar tanto era o mesmo que o fazia tão bem, que lhe aliviava a alma e lhe dava a coragem suficiente para ser o que ele queria ser e amar quem quisesse. E será que existia coisa mais contraditória do que amar o próprio irmão?

Era nisso que Sam pensava enquanto acordava e se dava conta que seu loiro não estava ao seu lado na cama. Ele sentia a falta de Dean sobre seu corpo, seu calor lhe fazendo tão bem. Procurou o loiro pelo quarto. Não estava em lugar nenhum, já começava a se desesperar quando viu um bilhete. Graças a Deus! Dean não havia lhe abandonado, apenas tinha ido buscar suas coisas no seu apartamento.

Já era tarde. Ele se sentia muito preguiçoso e irresponsável. Era hora de voltar à rotina. Estava em cima da hora, mas ainda daria para fazer tudo o que havia se proposto a fazer. Trocou-se rapidamente e foi à cozinha onde Logan o esperava ainda emburrado.

Uma coisa era certa, Sam estava cansado dessa atitude mimada. O garoto que ele conhecia não agia dessa forma, ou quem sabe era assim que seu filho se comportava na maioria do tempo, principalmente quando ele não estava por perto, e isso devia ser oitenta por cento do tempo. Sam buscava a paciência máxima dentro de si, tudo o que ele pudesse reunir seria bem bem-vindo.

Sam enfim tinha entendido. Ele precisava reiniciar sua relação com Logan. Agora, o garoto loiro já era adolescente e por mais que ele não quisesse assumir, eles não se conheciam e nunca tinha querido antes. Bem, era hora de ele assumir seu papel, mesmo que tardiamente.

Começou colocando algumas regras de convívio. A primeira delas e mais importante era: Logan não podia ter tudo o que queria e, o respeito era essencial para um bom relacionamento. Aparentemente, o menino tinha entendido mais rápido do que o moreno esperava.

Incrivelmente, Logan ficou lá, sentado por mais de uma hora ouvindo o pai falar. O garoto não parecia aborrecido e nem irritado, apenas ouvia atento. E se Sam não estivesse tão concentrado em por alguma ordem naquela casa veria que Logan segurava o riso. É isso mesmo, o garoto só precisava de um pouco de atenção.

Depois de uma longa conversa onde tudo tinha sido colocado no lugar, ambos tinham percebido que cada um tinha sua responsabilidade na relação. Logan não podia fazer o que quisesse e Sam precisava dar mais atenção ao garoto. Na realidade, a única coisa que eles precisavam era a presença de um na vida do outro. O resto se ajeitaria com o tempo.

Com isso, Sam saiu para passear com Logan, tiveram um tempo de pai e filho, se divertindo num parque de diversões. Infelizmente, o dia acabou rápido. Dessa vez Logan não reclamou, pegou na mão do pai e foram para o carro. No caminho Sam se lembrou de Dean e resolveu ligar para casa, ninguém atendia e então ele fez a única coisa que lhe veio a cabeça: deixou o filho com Mary e nem mesmo entrou na casa, com medo de arranjar confusão com John, depois seguiu para o apartamento do loiro, que aparentemente se recusava a atender sua ligação.

Chegou no prédio e subiu as escadas, o porteiro o deixou passar. Subiu pelas escadas e logo estava no andar do loiro. Antes de chegar à porta do apartamento ouviu vozes sussurradas perto dele, se virou e viu o que nunca esperava presenciar. Castiel abraçava Dean, e na cabeça de Sam aquilo era intimo e pessoal, e tudo só piorou quando ouviu a próxima sentença.

"- Foi ótimo, Dean. Eu precisava disso. Obrigada."

"- Eu também, Cas. Estava com saudades."

Abraçaram-se forte novamente para logo em seguida Castiel, com passos largos e apresados ir embora, entrando no elevador e Dean entrava em casa em casa, feliz e suspirando. E se Sam não estivesse com tanto ciúmes veria que aquilo era estranho e teria percebido que enquanto Castiel andava olhava para todos os lados, esperando que algo aparecesse.

-x-

Aquilo era o fim para Sam. E de novo alguma coisa acontecia, colocando seu mundo de pernas para o ar. Dessa vez ele não podia perdoar. Era a única coisa que ele não aguentaria, seu Dean estava lhe traindo. O que ele poderia ter feito de errado para merecer tal punição? Ele não sabia, estava completamente perdido.

Sam não sabia se entrava no apartamento e lhe dava um soco ou se chorava feito uma menininha ali mesmo, no corredor escuro. Ele não sabia o que fazer em absoluto. Decidiu-se por fazer o que qualquer homem magoado e desiludido faria. Beberia até entrar em coma alcoólico.

Assim, desceu as escadas como se estivesse correndo de alguma coisa e parou no primeiro bar que encontrou. Era um bar daqueles bem comuns, algumas mesas e um balcão. Sentou-se na cadeira fungando e pedindo a bebida mais forte que eles tivessem.

O barman deu de ombros e serviu. Sam não sabia o que era aquilo, só sentia o gosto peculiar da bebida que descia rasgando sua garganta, logo veio a anestesia da bebida. Agora ele estava melhor. Tudo estava bem de novo. Ele nem se lembrava de Dean, quase nem se lembrava do próprio nome. Quantos drinks já tinha bebido? Não fazia ideia, podia ser um ou dez, não fazia diferença alguma. O ponto importante era se sentir bem.

A sensação ficava melhor a cada segundo. Mãos desconhecidas passeavam por seu corpo. Uma boca beijava seu pescoço. Aquilo era muito bom. Ele se perguntava de onde aquelas mãos habilidosas tinham vindo. Espera! Ele não se lembrava de estar com ninguém. Abriu os olhos que nem ao menos tinha se dado conta que estavam fechados.

Enxergou de forma embaçada, uma mulher morena. Tentou focar o olhar, mas estava difícil, logo desistiu, aquilo começava a lhe dar dor de cabeça. Bem, acho que agora o certo seria saber o nome da garota, não é? Sam também achava isso, entretanto ele teve que pará-la antes que ficasse sem suas roupas no meio de todos. Ele podia estar bêbado porem ainda tinha seu orgulho próprio.

"- Quem é você?" Conseguiu desenrolar a língua para falar, ou para ele parecia isso.

"- Eu? Eu sou a... Sou a Ruby. Isso! Meu nome é Ruby!" A morena falava gargalhando, ela não parecia estar certa do próprio nome, mas a pergunta estava respondida. Qual era a próxima pergunta mesmo? Hmm... No momento era impossível lembrar porque a garota tão bêbada quanto ele agarrava-o mais forte a cada segundo. Ela estava sentada no seu colo e rebolava gostoso.

Não era culpa dele. Fazia tanto tempo que ele não transava que estava ficando difícil negar alguma coisa. E bêbados não são conhecidos por seu poder de negação. Faziam o que tinham vontade, e no momento sua vontade era foder aquela garota até gozar bem forte. Era isso o que ele faria.

Se levantou puxado a garota para o banheiro. Entrou numa cabine qualquer e colocou a garota em seu colo. Tudo era mais facilitado devido ao vestido dela. Ele puxou a calcinha dela de qualquer jeito para baixo e penetrou-a com seu membro sem cuidado nenhum, rápido e forte. Ele só conseguia ouvir os gritos da garota em seu ouvido e suas unhas em sua pele. Estava anestesiado. Não sentia muita coisa. O sexo não parecia tão bom como geralmente era. Era gostoso mas faltava seu loiro. Dean! Sam se lembrou de Dean, sentindo-se levemente culpado, o mais culpado possível que o efeito da bebida deixava, entretanto logo se esquecia do mundo com o prazer crescendo, sem controle algum de seu corpo, gozava, silencioso.

Encostou sua cabeça na parede, respirando forte, tentando acalmar seu coração e corpo, por algum tempo não se mexeu, devagar seu cérebro foi voltando a raciocinar e ele percebeu o erro que havia cometido. Havia traído Dean e se o loiro não tivesse o traído? Ele ficaria ainda mais infeliz.

Quando decidiu se levantar e puxar as calças para cima, a garota não se encontrava no banheiro. Deus! O que ele havia feito? Provavelmente se arrependeria mais tarde, ou melhor, já estava arrependido, essa não havia sido sua melhor transa e nem tinha chegado perto. Arrependimento duplo.

Sam não sabia como contar aquilo para Dean. Mesmo que o loiro tivesse lhe traído, ele nunca iria fazer igual ou era o que ele achava. O que ele podia fazer agora? Aquilo não tinha explicação e muito menos desculpas. Ele estava completamente ferrado. Então beberia mais, só um pouco mais, assim ele teria coragem suficiente para ligar para Dean. E isso foi feito. Bebeu o suficiente para não conseguir levantar da cadeira e apertou o numero da discagem direta.

Dean atendeu desesperado, irado e gritando. E apesar de saber que hoje as coisas estariam ruins para seu lado, sorriu. Dean ainda queria falar com ele. Alivio e felicidade eram seus sentimentos.

"- Dean. 'To bêbado. Você pode vir me buscar?" Sam falou de olhos fechados, com medo da reação do loiro que estava a ponto de meter as mãos pelo telefone e estrangulá-lo.

"- O que? Onde? Com quem? Sam, o que estava pensando?" Dean estava realmente bravo. O loiro não sabia se gritava até sua raiva passar ou se preocupava-se com o irmão. Ele sabia o quão fraco o moreno era para bebidas. Sam era tão fraco para bebida que se ele fosse assaltado entregaria as coisas sorrindo.

"- Eu estou no bar perto da sua casa. Uma morena estava comigo. Você estava me traindo." Sam falou tudo junto, talvez assim o loiro não percebesse a culpa em sua voz. Mesmo bêbado sabia o quão ferrado estava.

"- Hey! Espera ai!? No bar com uma mulher? Eu não te traí. Você tem que me escutar! Droga, Sammy!" Pelo tom de voz do loiro, Sam sabia que Dean não estava mais querendo lhe arrancar os membros. Ele acreditava em cada palavra do irmão e era um grande idiota, era a única coisa em que ele podia pensar.

"- 'To te esperando." Sam desligou o celular sem mais palavras, encerrando a conversa. Era mais seguro dizer tudo de uma vez, cara a cara. Enquanto isso ele continuava com sua bebida. Apenas o copo poderia consolá-lo agora.

-x-

Dean chegou ao bar em cinco minutos, foi apenas o tempo de vestir um casaco e atravessar a rua. Encontrou Sam jogado no balcão do bar com um copo de bebida na mão. Ele estava mais triste do que Dean algum dia já tinha visto. Não teria coragem de brigar com ele, não importava o que tivesse feito.

Sam sente alguém apertando seu ombro. Era seu irmão. Levantou sua cabeça, aliviado. Dean realmente não tinha lhe abandonado. Sentia vontade de chorar, mas o máximo que ele fez foi levantar da cadeira com as pernas tremendo e abraçar o irmão. Isso era o suficiente para lhe deixar melhor. Devia não ter sido tão impulsivo, agora ele esperava poder consertar tudo, com sorte não haveria consequências.

"- O que aconteceu, amor?" Dean perguntou carinhoso, acariciando os cabelos do moreno em seu abraço apertado, ele nunca teria coragem de magoar ainda mais Sam. Sentia que seu irmão não aguentaria mais dores, ele se sentia igual, entretanto aguentaria tudo por ele.

"- Podemos conversar em casa?" Sam sussurrou com a voz baixa.

Dean apenas suspirou. Sam usava aquele tom que amolecia suas defesas, aquele tom que lhe convencia a fazer qualquer coisa, e mesmo ele sabendo disso não deixava de ser convincente. Bem, o que ele podia fazer além de acatar o pedido do irmão mais novo?

Então, Dean abraçou a cintura do irmão e foram para a casa do loiro, atravessaram a rua e pegaram o elevador em silencio. Dean não sabia o que dizer e Sam não queria falar nada, não tinha nada de positivo para compartilhar, na verdade, se ele pudesse nunca falaria nada sobre isso.

Infelizmente o caminho era curto e chegaram rápido demais para o desespero de Sam que começava a temer seriamente ser largado. Porém, Dean não fazia nada mais do que tirar as roupas do moreno, devagar, peça por peça, caminhando com o moreno em direção ao chuveiro. Nem parecia que há dez minutos o loiro estava furioso, pois agora ele só parecia cuidadoso.

Com tanto cuidado, Sam se sentia a cada momento pior, ele não merecia isso. Tudo o que se sentia merecedor era da solidão e tristeza. Era isso, ele não merecia Dean.

"- Para com isso, Dean!" Sam parou as mãos da loiro que lavava seu corpo lenta e delicadamente. Sam não se conformava com aquilo, ele havia errado bem feio e ainda assim Dean o perdoava sem nem saber o motivo.

"- Porque? Você merece tudo o cuidado e dedicação. Você é meu amor." Dean também não entendia porque Sam fazia tanto drama, já tinha acontecido e não havia nada possível para desfazer o erro. Perdoar e esquecer havia sido seu lema por toda a vida e agora isso seria de grande ajuda, mas aparentemente Sam não concordava com isso.

"- Será que você não entende? Eu te traí com a primeira que apareceu. Eu sou um idiota. Desculpe-me." Sam confessou fechando os olhos, sentindo ainda as mãos do irmão que continuavam deslizando pelo seu corpo. Ele pensava que não merecia tanta felicidade.

"- Hmm... Me deixe ver... Por quantos anos eu fugi de você? Uns seis anos? E logo que eu decido voltar, você, o irmão abandonado, me recebe de braços abertos. Sem contar tudo o que aconteceu no último ano. Agora, me diz, como não te perdoar?" Dean falou baixinho, o que fez Sam abrir os olhos e se aproximar mais ainda para escutar tudo o que o irmão falava.

Dean nunca esteve tão sedutor do que nesse exato segundo, talvez fosse porque nunca havia precisado seduzir o irmão. Uma dose de sexo sempre melhorava tudo, não importava se fosse um homem ou mulher. Era sempre a solução perfeita. Dessa vez quem iria manipular seria Dean. Em pouco tempo Sam estaria fazendo qualquer coisa que o loiro quisesse. Absolutamente tudo.

"- Então... porque você não deixa isso pra lá e aproveita comigo?" O loiro acabava seu discurso, olhando Sam tremer em seus braços, obediente. Dean aparentemente estava sendo bastante eficaz e motivador.

Assim, devagar, nessa cadência sensual, Dean masturbou o irmão, tão torturante que fazia o moreno revirar os olhos de prazer e impaciência. Sam queria tudo rápido e fugaz, como sempre havia sido, mas hoje ele não mandava, o moreno via isso estampado no rosto do irmão que lhe observava séria e atentamente. E quando seu irmão mais velho mandava, Sammy obedecia. Então, ele se deixou ficar ali, encostado na parede, hipnotizado pelos olhos do irmão.

O único barulho que se podia ouvir era a água caindo, Sam tinha medo de falar alguma coisa e o encanto desaparecer. Tudo aquilo que ele estava vivendo era seu desejo mais profundo, ele não queria acordar e ver que tudo era obra de sua imaginação.

Mais devagar ainda Dean pegou Sam pelas mãos, o levando para o quarto. Deitou o moreno delicadamente na cama. E assim, molhados, o loiro começou a explorar seu corpo novamente. Beijou-lhe a boca lentamente enquanto suas mãos deslizavam todo o caminho por seu abdômen e coluna, sem esquecer parte alguma.

Sam sentia as mãos do irmão sendo substituídas pelos lábios mais rápido do que ele podia prever, sem querer soltou um gemido rouco, tão gostoso que Dean não resistiu, chupando-o tão lento como havia feito com o resto do corpo, mas esse toque foi forte, intenso. Sam teve que fechar os olhos, isso era diferente de tudo o que ele tinha sentido. Se deixar controlar sempre havia sido difícil, entretanto deixar que Dean o dominasse estava sendo surpreendentemente bom. Ele sempre se surpreenderia com Dean. E só porque era seu irmão, ali, impedindo que ele fizesse qualquer outra coisa, só porque eram as mãos e os lábios de Dean, ele se entregava dessa forma, sem nem mesmo hesitar ou pensar duas vezes. Então se estivesse com Dean, seu coração estaria seguro.

Aquilo estava muito bom assim. Dean nunca pensou que fosse gostar de chupar alguém, que seria tão gostoso e prazeroso, mas ele também precisava de um certo alivio. Precisava sentir o interior do corpo do irmão, como tantas vezes Sam havia feito com ele. Então, com o lubrificante em mãos começou a prepará-lo. Devagar, como tudo estava sendo essa noite. Lentamente relaxando sua entrada, alargando tão devagar que Sam não sentia nenhum tipo de desconforto, apenas o prazer latente que o fazia querer gemer e gozar a cada toque. Oh! Ele estava tão perto, daria tudo por poder ter seu orgasmo, entretanto esperaria por seu irmão que estava tratando-o com tanto carinho e atenção, que apenas lhe dava mais prazer. Sinceramente, Sam pensava não ser possível se sentir tão bem, tão realizado, tão feliz.

A próxima coisa que o moreno sentiu foi Dean penetrando-o torturantemente devagar, lhe alargando ainda mais. Essa parte sempre era estranha, talvez um dia ele se acostumasse, mas dessa vez a dor não veio. Um leve desconforto foi tudo o que sentiu, e só durou até Dean chegar até o fim, onde encontrou aquele ponto que o fazia delirar. Deus! Sam poderia morrer agora.

Dean mordeu os lábios tirando um filete de sangue. Ele nunca havia se contido tanto na vida. Sua vontade era colocar Sam de quatro e fodê-lo tão forte que o irmão realmente veria do que as estrelas eram feitas. Mas não dessa vez, ele continuaria nessa tortura até que Sam lhe implorasse por mais.

Foi nessa cadencia que Dean fez o irmão abrir os olhos. O que ele via era o puro amor e desejo. Era encantamento e entrega. Era todo o sentimento que ele sempre havia procurado em tanto corpos, masculinos e femininos, e que nenhum deles jamais havia lhe dado. Era o amor puro na sua forma mais fiel. O tipo de amor sem pretensão, sem posse, sem interesse. Apenas o amor entre duas pessoas era o necessário. Era tudo o que ele sempre havia pedido.

"- Dean..." Sam o tirou de seu transe. Dean tinha se perdido na beleza do irmão, o modo que seus corpos reagiam tão bem juntos, o tremer, o ofegar baixo. Tudo era tão perfeito.

Dean tinha entendido, Sam estava quase gozando, sem qualquer ajuda externa, apenas naquela penetração torturante. Então, para fechar a noite memorável Dean se moveu mais rápido, uma, duas, três vezes, na quarta ouviu o grito de Sam e ele finalmente pôde gozar também. Teve que se segurar na cabeceira da cama ou provavelmente teria quebrado alguma coisa.

Respirou profundamente uma vez antes de sair dentro de Sam, ouvindo aquele último suspiro e corpos ainda tremendo juntos. Deitou-se na cama de olhos fechados, puxando o irmão para perto. Enfim conseguia respirar livremente. Sentiu uma dor e olhou para os braços, eles tinham sangue seco com algumas feridas. Suas costas também não estavam diferentes. Voltou a fechar os olhos dando uma risadinha maliciosa.

"- Desculpa." Ouviu a voz de Sam contra seu pescoço, sem graça e tímido.

"- Eu adorei. Agora vou te chamar de gatinho, porque você tem umas garras bem afiadas, hein?!" O loiro riu de novo, quebrando o clima.

"- Jerk."

"- Bitch"

"- Te amo."

"- Eu também. Te amo muito."


Ola, como vocês estão? Então gostaria de saber o que estão achando da historia, se não nunca vou saber onde acertar. Estou aberta a sugestões. E claro mandar um comentário não mataria ninguém. Até a próxima. Obrigada por ler.


Resposta aos comentários anônimos:

Dels: srsrs A jess vai se ferrar bem legal, mas ainda está cedo, ainda tem muita historia para ler, espero que você continue acompanhando. O john? Humm... não sei, talvez... Bem, se eu contasse perderia a graça, não? srsr

Naty: srsrs Verdade, todo mundo chorando, eu jurava que não seria tão dramático, mas está bem emocionante e divertido de escrever e principalmente pela reação das pessoas, é muito gratificante receber comentários tão incentivadores.^^ Obrigada pelo apoio. Faço capítulos grandes porque posto uma vez na semana, se não seriam mais capítulos menores. Eu odeio ter que ler um pedacinho e depois ficar esperando seculos por outro pedacinho, desse jeito acho que todos ficam felizes.^^