"Há certo momento que toda sua vida sai de seu curso.

Nesse momento de desespero você deve escolher a sua direção.

Você lutará pra seguir o caminho?

Outros vão dizer quem você realmente é?

Ou você mesmo vai se rotular?

Você será honrado pela sua escolha?

Ou abraçará seu novo caminho?

Cada manha você escolhe em seguir em frente ou em simplesmente desistir.

Há quem acredite que a passagem do tempo é relativa, ou seja, depende muito do seu humor no respectivo momento. Se está ocupado com algo que lhe satisfaz, existirá a impressão de que o dia passou voando. Agora, basta se entediar que os ponteiros do relógio parecem se arrastar. Então, imagine a lentidão com que as horas se extinguem em uma sala de espera de hospital. O nome do recinto não é à toa. A espera é interminável, especialmente, para alguém no auge de seus 18 anos.

As sirenas da ambulância, a movimentação dos paramédicos, os olhares curiosos e a sensação aterradora de impotência. Depois, apenas o silencio e a total falta de controle. Ele sentou-se na sala de espera do hospital de Lima e desabou. A diferença é que desta vez, o abraço a lhe devolver a noção de realidade não era dela. O braço sobre os seus ombros não pertencia à ela. Daniel reconhece os rostos, nota as palavras dirigidas a si, porém, não raciocina o suficiente para responder. Ele mira o chão e tenta conter a maré de lágrimas. O carro de Quinn Fabray havia sido atingido por uma caminhonete há três quilômetros do cartório municipal. Rachel e Finn estavam ali, ainda solteiros e completamente abalados.

Judy Fabray chegou ao hospital e encontrou o genro transtornado e um garoto com cabelo repleto de dreads, que ainda pode explicar parte do inexplicável. A mulher manteve o equilíbrio para comunicar o ex-marido e ao visualizar a chegada de Russel e o semblante do namorado da caçula, as diferenças nunca foram tão obvias. Os gritos do homem surtem efeito algum, enquanto que o silêncio juvenil comove a mulher. Will tenta apaziguar os ânimos no ambiente e Emma não se afasta do afilhado. Em algum ponto da madrugada, Hector Lopez surge com o fatídico laudo e revela que o quadro se estabilizara, contudo, o estado da jovem ainda era grave. A permanência na UTI significava visitas restritas e pouquíssimo contato com a paciente. O professor sensibiliza o afilhado para inutilidade em ficar no hospital e a promessa de Judy em chamá-lo para um horário de visitas no dia seguinte decreta a partida.

Entretanto, isso havia ocorrido sete dias atrás. Quinn já estava instalada em um quarto sendo observada pelo único neurologista de Lima. A conclusão era simples. A coluna foi bastante comprimida durante o acidente afetando a sensibilidade dos membros inferiores. Resumindo: Quinn Fabray não estava sentindo as pernas, apesar de ter suas articulações em perfeito funcionamento. A expectativa da junta de médicos era que a jovem tivesse um longo período de reabilitação e boas chances de voltar a caminhar.

A questão é que probabilidade e espera não combinam nada com juventude. Os jovens tem pressa e não adianta dar-lhes mil explicações, simplesmente, a paciência não faz parte desse conturbado período de nossa jornada. Por isso, o diagnóstico caiu como um desastre entre os integrantes do New Directions. Rachel era a mais atormentada com a péssima notícia e o olhar furioso do brasileiro não lhe deixava esquecer da sua parcela de culpa. Afinal, Quinn teria avançado no cruzamento ao se distrair com a mensagem de Rachel lhe apressando para o bendito casamento. No dia anterior, Daniel tinha lhe dado uma significativa demonstração do ódio que nutria por sua interferência. Aos prantos, a judia suplicou perdão ao forasteiro no meio do refeitório e foi praticamente ignorada diante de toda a escola. O rapaz se limitou a apanhar os pertences e lhe dar as costas. Indignado, Finn procurou pelo colega após o treino de futebol e lhe questionou sobre a postura indiferente ao apelo da namorada. O carioca mandou, literalmente, o quarterback à merda. Puck, Sam e Mike impediram que ele partisse para cima do imigrante.

Mercedes quase não acreditou ao ouvir relato do próprio namorado. Principalmente, por ter acompanhado o melhor amigo em uma demorada visita à sua sister e se encantado com a doçura que o brasileiro se dirigia a namorada. A negra percebeu que o sorriso não abandonou o rosto dele, porém, as olheiras eram perceptíveis. A expressão corporal não ocultava o fardo que ele carregava por dar-se conta mais uma vez da ruína de seus planos. A blackdiva auxiliou o seu homem no preenchimento do formulário para a Faculdade de New Haven e apoiou inteiramente a suposta volta por cima. A euforia não durou sequer 24 horas. Ela podia entender a fúria avassaladora com relação a Rachel... Afinal, a judia logo cairia em si, deixaria de se culpar pelo acidente e estaria de pé para sua audição para a Academia de Artes Dramáticas em breve. Por outro lado, ninguém poderia afirmar por quanto tempo Quinn ficaria presa a cadeira de rodas. Mercedes Jones podia muito bem compreender o ponto de vista de Daniel, nada que evitasse o sermão tão logo saíram do hospital. Afinal, qualquer um poderia sentir raiva, só não tinha o direito de ser cruel.

Aos poucos, a loira tem seu quadro estabilizado e o controle emocional adequado para se acostumar com a cadeira de rodas. O sorriso retorna para o rosto sempre frisando a condição temporária e a sensação de que algo havia errado começa a assombrar o namorado e a melhor amiga. A transformação ao receber alta é imediata. Quinn recusa as constantes visitas do forasteiro e impõe como sua meta retornar o mais rápido possível para a sua rotina. O objetivo serve de alerta para que ele também se concentre nos treinos e no seu retorno para o time de futebol.

O primeiro sinal de que o relacionamento atravessava uma péssima fase é encontrar a namorada desfilando pelos corredores do colégio de cadeira de rodas ao lado de Artie. A feição retesada do imigrante faz todo sentido para Santana, que aconselha paciência. Se a latina bem conhecida a antiga capitã das lideres de torcida, aquilo representava o orgulho e a tola necessidade de provar a sua independência acima de qualquer adversidade. Brittany abraça calorosamente a loira e lhe dá as boas vindas. O estrangeiro se limita a um rápido beijo no rosto e a apanhar os seus materiais.

_ Ei! Ótimo te ver no colégio, mas, você poderia ter avisado... Eu teria te buscado!

_ Os pais de Artie me apanharam e mostraram como me deslocar pela cidade. Foi bem produtivo... – o carioca sorri – E sei que hoje você tem treino de atletismo mais cedo.

_ É, você precisa de alguma coisa? – ela nega – Certo! Nos vemos no almoço? – Quinn corresponde ao sorriso dele e se despede com um beijo mais demorado.

_ Fico feliz que as coisas entre você e o Dan estejam tão bem... A cadeira de rodas sempre espantou as garotas! – comenta Artie arrancando risadas das garotas.

_ É, o Daniel tem sido ótimo... Só que as nossas conversas tem ficado só nisso, sabem? Como eu estou, se preciso de alguma coisa... Às vezes, essa preocupação me sufoca.

_ Você já tentou falar sobre isso? A maioria das pessoas não sabe agir normalmente depois de uma mudança tão radical, Quinn. Tenho certeza que o Dan entenderia.

Aparentemente, a loira dá razão ao cadeirante e segue com os amigos para a sala de aula. A realidade não era tão simples. O problema não era o namorado, a garota estava se sentindo esgotada pela atenção excessiva dos pais que tentavam lhe proteger de absolutamente tudo, da irmã que lhe indicava médicos e tratamentos diferentes a cada dia, aos parentes que se acumulavam em visitas insuportáveis e recheadas de palavras decoradas. Por isso, ela dava amostrar de estar ótima, extremamente confiante em sua recuperação e preparada para o doloroso processo. Aparentemente, Quinn Fabray estava ótima. Mas, não estava.

Os olhares se concentram nela, os comentários variam da piedade obsoleta às histórias mais absurdas sobre o acidente e ninguém ousa questioná-la sobre o andamento de seu tratamento. Os assuntos na mesa do coral se alternam entre a aula preparatória para fama promovida por Cooper Anderson, irmão mais velho de Blaine, a semifinal do campeonato de futebol e a aproximação do dia mais esperado pelos formandos. Harmony aproveita a deixa esportiva para elogiar o excelente desempenho do capitão em seu retorno as pistas. Rory reforça a boa exibição do colega de equipe após dois meses parado e provoca gargalhadas ao reclamar da própria incapacidade em alcançar a marca mínima para o Campeonato Estadual. A namorada beija o irlandês e ri pela vermelhidão que se propaga pelo rosto dele. O hippie observa a interação do casal com certo ciúme. Aquela garota deveria ser sua. Deveria ser ele a receber o beijo, o carinho e ter a mão entrelaçada à dela. Ele não era um cara ruim e jamais teve a intenção de expor q ex-cheerio àquele escândalo. O único consolo era que não havia perdido Harmony para o atrapalhado leprechaun, não... Rory foi favorecido pela circunstancia. Apenas isso. Adam ouve a piada do primo e sorri ainda fitando o casal. A maré mudaria muito em breve.

_ Todos nós sabemos o motivo de estarmos aqui. Tenho esperado por isso o ensino médio inteiro! Preciso de idéias para o Dia de Folga dos Formandos! – dispara o judeu.

_ Que tal uma maratona de filmes de dança? Podíamos começar com Footlose! – sugere Mike sendo contido pacientemente pela namorada.

_ Podíamos conscientizar as pessoas sobre o perigo do alcoolismo e das drogas? – a protesta de Mercedes não ganha o apoio nem do loiro.

_ Ainda bem que não precisamos te levar a sério, Mercedes. Vamos lá, gente, ninguém tem nada a dizer? Finn? Dan? Fala sério! Daqui a pouco vou apelar para a Santana! – o brasileiro se remexe incomodado e atrai o olhar da namorada.

_ Quinn, eu sinto muito...Era para o meu casamento que você estava indo quando se acidentou e estava respondendo a minha mensagem...E agora estamos sentados planejando o dia mais incrível e inesquecível do colegial e... – o brasileiro se levanta repentinamente e não esconde a raiva ao encarar a judia.

_ Não posso mais ficar... Tenho fisioterapia agora! – a desculpa é pouca convincente – Você me avisa da decisão depois? – a loira confirma e ele se despede com um beijo.

_ O que aconteceu? Por que ninguém me contou que o Daniel tem agido como um idiota? – Quinn pergunta aos amigos e a única com coragem de lhe confrontar é a latina.

_ Em resumo, o Ligeirinho não tem aceitado muito bem as coisas... E resolveu culpar a hobbit por isso. Nós achamos que ele se acalmaria com a sua volta as aulas.

_ Vocês deveriam ter me dito antes... E a propósito, você não teve responsabilidade alguma neste acidente, Rachel. E eu não vou deixar que esse imprevisto arruíne os meus planos ou estrague o nosso último ano, entenderam?

A afirmação da ex-cheerio é bastante confiante, o que intriga a negra. Ninguém em sã consciência teria digerido tamanha mudança em tão pouco tempo e Mercedes conhecia muito bem a sua sister para saber que havia algo muito errado. A reação do seu homem não estava descabida, era o otimismo de Quinn que não se encaixava. Aquilo estava mais para proteção do que para superação. Conhecendo as boas intenções da namorada, Sam sugere que deixasse as coisas se encaminharem de maneira natural. A atmosfera já estava pesada e ninguém estava com animo para enfrentar mais fortes emoções, senão envolvesse os brinquedos do parque de diversões na sexta-feira. Me encontre atrás da biblioteca, dizia a estranha mensagem enviada pela loira para o brasileiro. Ele guarda o celular no bolso, arruma a mochila e se encaminha para o local.

Às vezes penso em quando estávamos juntos

Como quando você disse que se sentia tão feliz que podia morrer

Disse a mim mesmo que você era certa para mim

Então, descobrimos que podíamos não fazer sentido

Bem, você disse que ainda seríamos amigos

_ Ei! A passagem secreta da biblioteca? É a melhor forma de escapar do colégio... – Quinn lhe encara descrente, ele ri – Eu não faço mais isso, lembra? – ele se apóia no corrimão e fica na altura dela – Então, os veteranos chegaram a algum veredicto?

_ Quase uma hora discutindo para decidir pelo parque de diversão, acredita nisso? – Artie comenta e os garotos gargalham, enquanto a jovem segue serena – Sugar deve estar me esperando, combinamos de passar no Breadstix para um milk-shake.

_ Parque na sexta-feira? Pode ser divertido... - a frase é cortada, ele leva as mãos a cabeça e bufa. Aquilo não era uma conversa, era apenas um comunicado.

Às vezes penso em todas as vezes em que você me ferrou

Mas me fazia acreditar que era sempre algo que eu tinha feito

_ Não! Por favor, só me escuta, ta bom? – ele acena positivamente _ Eu amo você, Dan... É sério, eu amo... Só que eu não preciso disso... Especialmente, agora... Eu não preciso de alguém para empurrar a minha cadeira... Não quero tirar o sono e nem ser um fardo para alguém...E eu não preciso que um cara aponte o dedo e culpe as pessoas por um erro meu... Isso... Nós... Não está mais funcionando, não é? – ela encontra os olhos dele inexpressivos. Assustadiços.

_ Você me ama... Mas, não precisa mais de mim... Isso não faz sentido, Quinn. Dias atrás, nós estávamos conversando sobre a faculdade... Você me queria por perto... E agora isso? O que mudou de lá para cá? - as palavras saem de forma áspera da garganta dele. Restava a magoa perante a incerteza que implodiu naquela catastrófica seqüência. Ela, finalmente, fixa a mirada no rosto amargurado do estrangeiro e dispara furiosa.

_ Tudo mudou, Daniel. E eu mal consigo respirar sem tropeçar em algum comentário ou olhar de piedade... E você...Isso não combina com você... Você adora a velocidade, está praticamente curado e não combina com essa lentidão... Simplesmente, nós não combinamos mais... E essa confusão... Essa coisa toda... Acabou comigo... E eu... – as palavras são vencidas pela nova maré de lágrimas.

_ E agora, você ta acabando comigo. Eu entendo e respeito a sua decisão... Por mais que isso me quebre...Mas, estou no meu limite... E quando você diz que não precisa de mim, eu respondo que não vou mais lutar por nós.

E eu não quero viver deste jeito

Seguindo cada palavra que você diz

Você disse que poderia deixar passar

E eu não iria pegá-lo comprometido

Com alguém que você conhecia...

Quinn encara o estrangeiro pela última vez e tenta disfarçar o rastro do choro em seu rosto. Ele se limita em desalinhar ainda mais os cachos com as mãos e sustentar o olhar. Não havia mais nada a ser feito e, muito menos, dito. Desistência. Novamente, a maldita sombra do quase romance retornava para arruinar o presente da loira. A garota força a cadeira e desce pela rampa sem sequer olhar para trás. O carioca estapeia a própria testa e se deixa cair ao chão. Quem ele estava tentando enganar com aquele discurso repetido? Por favor, ele jurara centenas de vezes que deixaria de se importar, que fiscalizaria os próprios pensamentos para afugentar as lembranças dela, que não lhe retribuiria os olhares e que sequer corresponderia aos cumprimentos. Hipocrisia! Especialmente, na situação delicada que ela atravessava. Ele sempre estaria lá, bastava ser chamado. E a sensação de eterna disposição lhe corroia do mesmo modo que o sentimento de impotência ao flagrá-la na cadeira de rodas pela primeira vez.

A batida chapada do armário ainda chamava a atenção de ambos. Principalmente, do rapaz a três metros de distancia. A loira se força duplamente para apanhar o material para a próxima aula e para conter o ímpeto de vigiar cada movimento do alvo preferido. Ele não deveria mais ser sua prioridade. A distração lhe custa o transtorno de assistir a queda dos desejados livros e a constatação de que o conhecido par de olhos lhe observava recheado de preocupação e imediatismo. Os lábios dela formulam um silencioso não e a negativa lhe atinge a queima roupa. Adam percebe a constrangedora situação e se oferece para socorrer a garota, que lhe agradece e ruma para a sala sem se dar ao trabalho de buscar pelo olhar ressentido dele.

Mas você não precisava me ignorar

Fingir como se nada tivesse acontecido

E que não éramos nada

E eu nunca precisei do seu amor

Mas você me trata como a um estranho

E isso é tão injusto

Daniel sabia que era a resposta a altura da sua desistência. Depois de todos os motivos para amar Quinn Fabray, a maior arma dela era ignorar as adversidades ou adversários. E agora, ele se encaixara na lista de indesejáveis e deveria se recolher a sua insignificância. Quinn Fabray era mestra na arte da vingança e especialista em se recompor após desilusões amorosas. O detalhe é que ao contrario de Finn, Puck e Sam, ele era excelenteem reconhecer as mudanças bruscas de humor dela e tinha plena noção de que fingir não significava não sentir, apenas transmitia a proporção do receio dela.

Ele joga a mochila nas costas e agradece ao incentivo do companheiro de baderna. O hippie comenta algo sobre o horário do treino da natação e a próxima fase da competição estudantil a fim de suavizar a tensão. O encrenqueiro alcança a dupla e sugere que se programassem para o fim de semana imersos em uma festa descomunal na fraternidade feminina de Limae o assunto não é abandonado até o brasileiro prometer que, pelo menos, consideraria os planos para o sábado a noite. O sinal toca e o horário adiantado para a fisioterapia o livra do provável sermão de Mercedes e das ameaças da latina. Ele estava farto de ser identificado como o vilão da semana.

Não, você não precisava descer tão baixo

Fazer seus amigos recolher os seus discos

E depois mudar o seu número

Embora eu ache que eu não precise disso

Agora você é apenas alguém que eu conhecia

Daniel ignora o bilhete colado na porta do coral indicando que o ensaio ocorreria no auditório naquela sexta-feira. O rapaz se livra da mochila, apanha o violão e arrisca algumas notas sem o menor entusiasmo. Os erros se acumulam e a mente vaga pelo rompimento, a mudança de status no perfil dela no facebook para solteira, a dezena de opiniões alheias e a sua incapacidade em tomar a mesma decisão. Embora, ele não precisasse de razão alguma para faltar a reunião do Glee Club naquela tarde, era impossível deixar de pensar na dificuldade dali por diante em tratar Quinn Fabray somente como alguém que costumava conhecer.

Há um certo momento que toda vida sai de seu curso.

Nesse momento de desespero, quem você será?

Você baixará a guarda? E achará conforto em alguém em que não esperava?

Você enfrentará seus maiores medos corajosamente?E seguirá em frente com fé?

Ou você vai sucumbir a escuridão da sua alma?"