Ultimo cap minna. Fiz bem grandão, então leiam a vontade. XD cap dedicado a todos os meus leitores, amigos e... Todos que me apoiaram e incentivaram.
Boa leitura.
- eu não imaginava que tudo isso tinha acontecido.
- fazer aquele acordo foi o pior erro da minha vida e infelizmente Isabel e Arthur pagaram por isso.
Nami se aproximou dele.
- se eu encontrar a coroa... Meu pedido se realizará?
- se for o correto... Poderia me recordar... o seu nome?
- Nami, meu nome é Nami.
- Nami... Um bom... nome – e com isso Arlong fechou seus olhos pela ultima vez.
- obrigada...
Mesmo comovida com a história que acabara de ouvir, a ruiva somente sentiu uma fraca tristeza quando viu o maior fechar os olhos. Mesmo sabendo que ele fora enganado e tudo o mais, não conseguiria, talvez nunca, perdoa-lo.
- então... acabou – disse Luffy.
-não, não acabou.
- como assim?
- mesmo que eu não tenha mais os dois para me atrapalhar, mesmo que eu consiga provar que sou uma Light, seria presa, pois também sou a Gatuna e se quisesse escapar, teria que ir embora dessa cidade pra sempre, sem falar que – segurou as mãos do rapaz – você acabaria sendo preso por me ajudar.
- olha Nami...
Um estrondo enorme pode ser ouvido da porta do salão.
- POLICIA!
Os dois se levantaram.
- foge Nami.
- o que?
- foge daqui, encontre a coroa e resolva tudo.
- mas e você?
- já disse pra não ficar se preocupando comigo – colocou um pequeno papel em suas mãos – encontre a pessoa desse endereço, ela vai te ajudar, agora vai.
Ela puxou-o e deu-lhe um beijo apaixonado.
- se cuide.
- você também.
Correu para o lado leste da mansão e fugiu por uma janela do primeiro andar, correndo para as árvores que havia lá. Percebeu que toda a propriedade estava cercada por carros da policia de Linered, inclusive seu carro.
- aquele ali é o Sengoku, comandante geral? Este caso é tão importante assim pra ELE vir?
De fato Sengoku estava lá e não parecia nada satisfeito. Continuou observando e não conseguiu acreditar quando viu Zoro e Robin sendo levados para uma das viaturas.
-"ela me seguiu, aquela grande baka" – sentia-se triste por vê-la ali, mas feliz por saber que a morena se preocupava com ela.
Seu coração doeu quando viu Luffy passando pelas portas algemado e de cabeça baixa, queria correr até ele e livrá-lo, porém desperdiçaria a chance que lhe fora dada.
"não se preocupe com a gente" – disse uma voz em sua cabeça – "vá"
- vou salvar vocês, custe o que custar.
Roubou uma das viaturas que lá havia e seguiu para o endereço que Luffy lhe dissera antes de fugir.
Tenho que ser rápida.
OOO
Monkey D. Garp era um ex-policial muito respeitado em Linered por sua grande contribuição, coragem e garra e era da casa dele que Nami estava batendo a porta neste momento.
"porque ele achou que um policial poderia me ajudar? Será que às vezes ele pensa no que faz?"
Um homem de aproximadamente cinquenta anos atendeu a porta e parecia uma versão mais velha de Luffy.
- Garp-san?
Ele ainda estava sonolento quando abriu a porta, porém ao ver quem era, despertou num pulo.
- você é...? Venha, entre logo antes que te vejam.
- t-tudo bem – nunca imaginou que seria recebida dessa maneira.
- nunca imaginei que te encontraria de novo Nami.
- como você sabe meu nome?
- melhor se sentar, parece cansada.
E estava mesmo.
- Garp-san, sei que não é uma boa hora para visitas, mas...
- então você é a namorada do meu neto – disse interrompendo-a – você é tão ou mais linda que sua mãe.
- conheceu minha mãe?
- Isabel Lightbringer? Todos a conheciam, gentil, engraçada e muito doce, um pena ter sido assassinada.
- como sabe disso?
- você não sabe nada mesmo sobre mim?
- só o básico.
- quem você acha que te salvou no dia do acidente?
Nami respirou bem fundo para absorver aquela informação.
- então foi você...
- Arlong não te contou essa parte?
- como sabe que ele me contou tudo?
- porque ele é o único além de mim e Akainu e que conhecem a verdade sobre aquele dia.
- entendo, mas porque só eu sobrevivi? Porque mais ninguém da minha família está vivo?
- Arthur tomou essa decisão.
- meu pai?
- quando ele descobriu sobre os planos de Arlong e Akainu, já era tarde demais e naquele momento, ele só pôde proteger você, uma pessoa que Akainu não conhecia, pois só tinha três anos.
- e os Light são somente apresentados à sociedade a partir dos cinco anos – agora tudo fazia sentido.
- isso mesmo.
- mas Arlong devia saber sobre mim, Por que não disse nada?
- me lembro de que quando ele te viu pela primeira vez, disse que você era uma miniatura de sua mãe.
- "tanto que me confundiu com ela quando me viu" eu acho que posso acreditar em tudo que diz Garp-san, mas como você sabe de toda essa história?
- era um amigo de longa data de seu avô, sou um tipo de amigo da família, embora me desaponte ver a neta de meu amigo ser uma ladra.
Nami sentiu seu rosto arder.
- na época eu era inconsequente e imatura, me tornar uma ladra foi a opção mais rápida que encontrei para conseguir as joias da minha família.
- Nami, não me diga que só as quer por ganancia?
-longe disso Garp-san – não ficou ofendida com a pergunta, afinal, ela era uma ladra e era isso que eles faziam – quando comecei a investigar meu passado, descobri uma carta de meu pai endereçada a mim, dizendo que elas me ajudariam a resolver todo esse mistério e de fato ajudou.
- você deve ter passado por poucas e boas, mas é bem a cara de seu pai fazer algo desse tipo. Orgulha sua família Nami.
- obrigada, agora me responda uma coisa, como fui parar naquele orfanato?
- quando seus pais morreram, Akainu continuou a vigiar todos que eram próximos a eles, inclusive eu. Consegui enganá-lo por um tempo, mas sabia que uma hora ele descobriria, eu não tive escolha, mas eu não deixei de cuidar de você. Semanalmente eu ligava para lá perguntando como você estava e o que fazia, porém há dois anos, quando fez dezoito, eu perdi seu paradeiro.
- e se eu tivesse sido adotada?
- você teria uma vida normal, como seus pais desejavam pra você.
Abaixou a cabeça para absorver todas aquelas informações, sentia-se confusa, porém leve.
- gostaria de tê-los conhecido e agradecer pela vida que me deram – lagrimas rolavam por sua face – e fazer algo por aqueles que se sacrificaram.
-talvez... haja uma maneira.
OOO
Luffy nunca imaginou que um dia se encontraria na sala de interrogatório da policia de Linered, pelo o menos não sendo o interrogado. Sengoku fizera questão de cuidar disso pessoalmente, porque além de correr o risco de perder seu melhor detetive, Luffy era neto de um grande amigo.
- então detetive, o que tem a nos dizer?
- fiz o que achava certo.
- como Akainu e Arlong morreram? – secretamente Sengoku acreditava na total inocência do rapaz, mas tinha que ser imparcial nessas horas.
- Akainu esfaqueou Arlong e depois ficou louco e caiu do telhado.
- e o que você estava fazendo lá?
- fui sequestrado.
- e porque te sequestraram?
Luffy mostrou o anel em seu dedo.
- ela apareceu?
-... Não.
- mentira, eu sei quando mente pra mim Luffy.
- Tudo bem, ela estava lá, mas só pra impedir que eu fosse morto e ela também por causa da ligação.
- viu o rosto dela?
- não. – disse olhando pros lados.
- está mentindo de novo.
Luffy o encarou e Sengoku pode ver uma incrível determinação em seu olhar.
- você sabe quem é ela, não sabe detetive?
- eu não vou trai-la.
- não é possível que essa ligação seja tão forte assim – esbravejou – só um Lightbringer pode fazer uma ligação como essa.
- e ela é.
O comandante arregalou os olhos.
- o que está dizendo?
- Gatuna é a ultima Light sobrevivente, você não é tão burro pra não ter notado algo de estranho nessa história Sengoku.
- "como ele pode ser tão risonho normalmente e tão astuto quando necessário?" o que sabe detetive?
- desligue o gravador.
- vai me contar tudo se eu fizer isso?
- só não direi o nome dela.
- certo.
Luffy conhecia Sengoku há muito tempo, sabia que ele não acusaria ninguém ser ter certeza dos fatos então lhe contou o que sabia, com exceção de alguns detalhes e nomes.
- eu não sabia que a situação estava tão ruim assim, entendo seus sentimentos de querer protege-la, mas devia ter comentado esse assunto comigo com mais antecedência.
- ela acabaria sendo presa e sabe disso.
- mesmo que as razões dela sejam as mais nobres possíveis, e mesmo que ela seja uma Lightbringer, ela não poderá fugir da lei.
Aquilo pesou no moreno.
- e eu? Não vai acontecer nada?
- infelizmente a chance de seu cargo de detetive ser retirado é alta.
- é um preço pequeno a pagar.
- onde ela está agora?
- em um lugar onde ela tem a chance de mudar tudo.
- ela planeja sair da cidade?
- duvido muito, ela ainda não terminou o que tem para fazer aqui.
- você a ama?
Luffy abaixou o olhar.
- "isso é um obvio sim, Luffy nunca errou em julgar as pessoas, essa menina deve ser muito boa".
O telefone de Sengoku tocou.
- Cobi! Não lhe disse que não queria ser incomodado?
-sinto muito senhor, mas acho que deveria ver o anuncio do prefeito.
Quando ligou a tv de seu celular, o prefeito havia acabado de iniciar seu anuncio.
- caros cidadãos de Linered, receio que aquela terrível ladra tenha passado dos limites, acabei de saber que ela, com a ajuda de alguns traidores, assassinaram nosso querido chefe de policia Akainu e nosso tão estimado Arlong, mas não se preocupem, vou leva-los a justiça e recuperar as joias da nossa tão amada família fundadora, não podemos permitir que fiquem mais em mãos erradas.
Os cidadãos presentes ficaram eufóricos e Sengoku estava claramente abismado e furioso.
- MAS QUE MERDA É ESSA? – exasperou o detetive.
- Cobi! – disse Sengoku ao celular – como essa informação vazou?! Fui bem especifico na questão do sigilo e segurança.
- eu também não sei senhor... Espere um pouco, os policiais da recepção deteram um suspeito tentando sair do prédio.
- interroguem- no e me informe depois.
- sim senhor!
- Sengoku – começou o moreno – tem que ver o prefeito agora.
- concordo, e você vem comigo.
- algemado?
- não há necessidade... Luffy...
- o que?
- ela vale tanto assim?
- vale, vale muito.
OOO
- Garp-san, essa é... ?
Nami não acreditava em seus olhos, não acreditava que a solução de seus problemas, a chave para mudar tudo, estava bem na sua frente.
- Coronam Lightbringer, a verdadeira.
- por que você a tem?
- foi à única que consegui recuperar quando Arlong as entregou por aí, fiz a minha parte – colocou a coroa nas mãos da garota – agora faça a sua.
- você não sente nada ao tocá-las?
- um choquinho de vez em quando, mas nada de mais.
- nunca imaginei que duas pessoas da mesma família conseguiriam tocar nelas.
- não perca tempo com devaneios, faça logo o pedido.
- você acha mesmo que isso vai funcionar?
- é a herdeira legítima, tenho certeza.
- mas e se não for o pedido correto?
- então pense bem antes de fazê-lo.
A ruiva parou para admirar a coroa por um momento e realmente ela era linda, era feita de prata reluzente, assim como o resto da coleção, com pequenos ramos de flores e folhas delicados entalhados nas suas seis pontas. Era uma joia simples, mas imponente.
Sentia o peso da responsabilidade que tinha naquele momento e até tremia um pouco por isso.
"eu poderia desejar que aquele acidente nunca tivesse acontecido, entretanto Akainu ainda tentaria matá-los de qualquer jeito, deve ser algo mais profundo...".
Garp achou melhor deixá-la sozinha.
"por causa de um acidente perdi meus pais para o Arlong que também perdeu seus pais para um... acidente" – uma luz se acendeu na cabeça de Nami – mais é claro! Por que eu não pensei nisso antes? Estava bem na minha cara, eu já sei como concertou tudo isso, eu só preciso-
- NAMI, VENHA VER ISSO!
A ruiva saiu de seus pensamentos e foi em direção à sala.
- é o Luffy, ele e Sengoku estão na prefeitura.
- e o que eles estão fazendo lá?!
- prefeito acabou de fazer um discurso lamentando pela morte de Akainu e Arlong, além de colocar toda a culpa em cima das suas costas, e do jeito que aquele idiota é esquentado...
-... ele vai acabar fazendo alguma loucura, temos que ir pra lá Garp-san, estou com um péssimo pressentimento.
- não vai conseguir entrar sem permissão.
- não preciso de permissão, se esqueceu de quem eu sou?
- podem te prender Nami, ou pior.
- aquele prefeito deve ter algo relacionado àqueles dois, Luffy está em mais perigo do que eu.
- já que não consigo te impedir então eu vou com você.
"por que sinto que algo horrível está para acontecer?"
OOO
Sengoku estava possesso, mas sua raiva nem se comparava com a de Luffy. Estavam na sala pessoal do prefeito que não parecia nem um pouco feliz, pra falar a verdade ele estava quase apavorado.
- POR QUE FEZ AQUELE DISCURSO RIDÍCULO?
-f- f-foram ordens do Akainu-sama.
- Akainu está morto.
- ele me deu instruções sobre o que fazer caso fosse morto antes de ir pra mansão e disse que os subordinados dele não deixariam barato se eu não cumprisse com o combinado.
- que subordinados?
- Akainu era o chefe de policia, mas também era o líder do submundo dessa cidade. Ele tinha informantes em todos os lugares e pessoas dispostas a morrer por ele caso necessário, mesmo morto, existem pessoas a cumprir as ordens que ele deixou.
- eu já ouvi algo sobre isso – disse Luffy.
- Akainu controlava os piores criminosos desse lugar e agora que ele está morto, essa cidade vai virar uma bagunça – disse o prefeito – mostrar minha lealdade a ele é uma maneira de me manter vivo.
- aposto que foi ele quem te ajudou com a candidatura, por que eu nunca vi um prefeito tão imbecil que nem você – Luffy estava louco pra espancar a cara desse homem.
- sim – respondeu de cara feia – mas eu só assinava papeis, ele quem tomava as decisões.
- controle do submundo, da policia e da prefeitura, como alguém consegue tudo isso? Para fazer uma coisa dessas, ele precisaria de uma enorme quantidade de dinheiro e uma enorme influencia.
- agora tudo se encaixa...
- o que quer dizer Luffy?
- agora está explicado porque ele matou o casal Lightbringer, Arlong me disse que quando conheceu Akainu, este lhe prometeu que se fizesse como ele lhe ordenava, poderia ser o chefe da família e teria Isabel, mas pediu alguns favores em troca e uma enorme quantidade de dinheiro.
- e com a influência de Arlong na sociedade, ele conseguiu se por dentro da policia e da prefeitura.
- e no final Arlong ficou sem o controle da família e perdeu Isabel.
- foi um coitado.
- o que vamos fazer com esse aqui Sengoku? – disse apontando para o prefeito.
- ele terá que contar tudo o que sabe e com sorte não será preso, mas perderá seu cargo.
- eu não acho que será assim.
O prefeito estava agora com uma arma na mão apontando-a na direção dos dois e com um sorriso arrogante no rosto.
- o que está tentando fazer?
- vocês sabem demais, se a população souber de tudo isso, eu serei deposto ou até pior.
Luffy notou uma luzinha vermelha na mesa.
-"o que será isso?".
- posso perguntar uma coisa? Tudo bem que o Akainu é um cara nojento, mas você o obedeceu só pra salvar a sua pele?
- claro que não, eu só enganei aquele panaca, assim como todos os outros trouxas dessa cidade, viu como foi fácil fazê-los acreditar que aqueles dois eram heróis e que eu lamentava terrivelmente suas perdas?
- e aquela conversa de ameaça?
- não fiz aquilo por eles nem por mais ninguém, isso se chama publicidade.
- se você nos matar por sabermos disso, que desculpa dará? – Sengoku também notou a luzinha na mesa.
- direi que foi em legítima defesa. Direi que vocês tentaram me matar e que não tive outra escolha além de atirar, mas sou um cara bom, informarei que vocês dois foram enganados por Gatuna e por isso não tiveram culpa de suas ações, com isso o povo me chamará de misericordioso e eu vencerei de lavada nas próximas eleições, agora se ajoelhem – os dois obedeceram.
- aceita um último pedido, senhor misericordioso?
- pode falar.
- poderia aumentar o volume do microfone de sua mesa?
O homem olhou para onde sua mão estava apoiada e viu que tinha acidentalmente ligado o microfone conectado ao enorme megafone externo.
- MERDA!
- achei que diria isso.
- seu, SEU DESGRAÇADO! Me enganou esse tempo todo.
- foi mal, minha namorada é uma ladra então peguei uns costumes.
- não vai se safar dessa.
- ah ele vai sim – disse uma voz feminina.
- quem é?
O prefeito se virou e deu cara com uma jovem de cabelos ruivos.
- Nami?! Como entrou aqui?
- pela janela, agora Senhor Prefeito - Nami tinha uma aura negra envolta de si – percebi que tinha intenção de atirar no meu namorado, o que acha que devo fazer com você?
O homem estava tão amedrontado que esqueceu que tinha uma arma na mão.
- M-M-M-M-ME PERDOE POR FAVOR!
- tarde demais.
Nami bateu tanto nele que nem a mãe o reconheceria.
- acho que isso basta.
- que medo – disseram os dois.
O celular de Sengoku tocou.
- quem é?
- Cobi senhor, está tudo bem? Estou aqui do lado de fora com um esquadrão de apoio.
- sim, recebemos uma ajuda inesperada – disse olhando pra moça – mande alguns homens e um par de algemas.
- sim senhor.
-"devia ter pedido dois pares" – pensou o comandante.
A ruiva abraçou Luffy com todas as forças.
- ei! Que desespero é esse?
- somente uma sensação. Fiquei com medo de algo ruim acontecer, você é muito descuidado Luffy.
- shishishi.
- então essa é a Gatuna?
Luffy abraçou Nami protetoramente.
- sim.
- você parece com sua mãe.
- já me disseram isso.
- sabe que mesmo por bons motivos, não poderá ficar livre não é? – a essa altura Sengoku já havia desligado o microfone.
Ela sorriu com melancolia.
- sim.
- mas Sengoku-
- tudo bem Luffy, meu dever está feito, provei a culpa de Akainu e descobri os motivos de Arlong, além disso, com você aqui, posso fazer meu pedido.
- pedido? Então você encontrou a coroa?
- estava com seu avô esse tempo todo.
Nami tirou de sua bolsa uma sacola de veludo não muito grande e de dentro dela tirou a coroa de prata.
- essa é a... - começou Sengoku.
-... Coronam Lightbringer, ela realiza seu desejo se pertencer à família e se este for o correto. Eu ainda não fiz o pedido porque precisava de todas as joias ao meu lado – pegou a mão do rapaz onde estava o anel de prata – inclusive essa.
- está esperando o que então? – disse cheio de empolgação – faça logo.
Nami fechou os olhos, se concentrando, de repente a coroa e o resto da coleção começou a brilhar e rodear ela e Luffy.
- Coronam Lightbringer, eu a chamo para realizar o meu desejo.
As joias pararam de girar e ficaram enfileiradas uma ao lado da outra, com exceção dos anéis.
- Nami Lightbringer, herdeira da família e nossa mestra, qual é o seu desejo?
- eu desejo-
O barulho foi ao mesmo tempo rápido e ensurdecedor, mas para a ruiva, este veio acompanhado de uma terrível dor na região do abdômen, fazendo-a vacilar e cair.
- NAMI! – segurou-a, impedindo sua queda.
A bala veio da arma que o prefeito segurava anteriormente, ou melhor, que ainda segurava.
- pela surra que me deu e por acabarem com a minha vida.
- maldito – Luffy tencionou ir à direção dele, mas sentiu uma pontada terrível no mesmo local de Nami.
- Luffy... Fique calmo.
- como posso ficar calmo?! Você tem que ir para o hospital.
- não... Não preciso, eu tenho que terminar o pedido.
- mas Nami...
-confie em mim, por favor.
Luffy suspirou, mas assentiu.
- qual é o seu desejo, minha mestra?
- eu desejo... eu desejo que os pais de Arlong não tenham morrido naquele acidente.
- O QUE?! – exasperou o moreno.
- tem certeza do que quer?
- sim.
- mesmo que isso cause uma terrível mudança na história?
- é o que mais quero.
- seu pedido, Nami Lightbringer, é sincero e sem egoísmo, ele será concedido.
- obrigada.
Perdendo o brilho, as joias voltaram pra mão de Nami.
- por que os pais dele Nami? Por que não pediu que os seus tivessem se salvado no acidente?
- por que não adiantaria nada. Salvando a família de Arlong, eu impeço o esquema de assassinato dos meus pais através da manipulação de Akainu em Arlong.
- mas e você?
- o futuro será mudado, não tem com o que se preocupar – Luffy ainda estava tenso – o problema, é que vou ter que me separar de você por algum tempo.
- eu vou te achar.
- não vai se lembrar de mim.
- vou saber quando te ver.
Nami se aproximou de Luffy e o beijou.
- eu sei que vai.
Eles ficaram abraçados até perderem a consciência, mas não estavam tristes, porque se encontrariam mais tarde, em outra vida...
FIM
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BRINCADEIRA! FIQUEM TRANQUILOS, A HISTÓRIA NÃO ACABA AQUI, MAS EU ESTAVA DOIDA PRA FAZER UMA TROLLAGEM. SE VOCES DESCEREM UM POUCO, VOU SABER O QUE ACONTECEU COM ELES, ENFIM, BOA CONTINUAÇÃO DE LEITURAXD
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Joias, uma arma, gritos e uma pessoa segurando-a fortemente, sua mente estava repleta dessas imagens, mas a imagem dessa tal pessoa era o que lhe interessava.
- Nami, Nami! Acorde Nami! – ouviu alguém lhe chamando.
Remexeu-se um pouco antes de abrir os olhos e se deparar com versão mais velha de si mesma, com exceção dos olhos que eram azuis.
- mãe... O que foi? Aconteceu alguma coisa?
- estou te chamando há algum tempo Nami, você deve ter caído no sono de tanto ver televisão – disse sorrindo – de um jeito nessa cara de sono, tem uma pessoa querendo te ver.
- eu já vou.
A ruiva se levantou do enorme sofá branco de onde estava, desamassou suas roupas e o longo cabelo e desligou a Tv depois de ver o final sobre uma matéria da prisão de um tal traficante chamado Akainu.
- "espero que não seja nenhum pretendente, de novo".
Foi em direção ao salão principal, deparando-se com seus pais, sua irmã Nojiko e uma quarta pessoa próxima à escada.
- Nami, este é Monkey D. Garp, um velho amigo de seu avo.
O homem aparentava ter seus sessenta anos, porém seu sorriso e olhar faziam-no parecer uns vinte anos mais novo. Nami simpatizou com ele logo de cara.
- não precisa de tantas formalidades, podem me chamar de Garp.
- sou Nojiko Lightbringer, fico muito feliz em te conhecer, senhor Garp.
- só Garp, por favor.
- e eu sou Nami Lightbringer, mas só me chame de Nami, muito prazer em conhecê-lo Garp.
- caramba Arthur- disse o homem dando uns tapinhas nas costas do pai de Nami– como conseguiu duas filhas tão lindas?
- puxaram Isabel.
- mas a personalidade de Nami é toda sua querido – disse Isabel.
-"de novo essa conversa" – pensaram as duas irmãs em uníssono.
Garp se aproximou de Nami.
- se quiser saber alguma coisa vergonhosa sobre o seu pai ou de meu neto é só dizer. Nami desatou a rir.
- Garp! – disse Arthur – não há necessidade.
- vou fazer questão de lembrar isso.
- Nami... – Arthur estava ficando deprimido por ter uma filha tão má quanto a Nami.
- onde está seu neto Garp?
- acho que em algum lugar do jardim, eu acho. Ele prefere ficar em lugares abertos.
- preparamos um ótimo almoço pra vocês, Nami, poderia procurá-lo, por favor?
- tudo bem. Mãe, eu chamei a Robin para vir aqui pra almoçar com a gente também, então acho que ela vai chegar daqui a pouco.
- ela ligou há uns dez minutos, já disse para o segurança no portão que ele poderá deixá-la passar e Robin também disse que trará o namorado.
-"droga" - Nami não gostava nem um pouquinho de Zoro – você vai ficar para o almoço Nojiko?
- hoje não vai dar Nami, tenho que receber uns sócios da Company, mas vou chegar mais cedo, bye bye.
- bye bye...
Nojiko esteva aprendendo com o pai desde pequena como administrar uma empresa e tem se saído muito bem, porém se horário era agora muito apertado e quase não ficava em casa. Já Nami cuidava da parte econômica da empresa e graças a ela, a Light Company era a número no mercado, mas a agenda da ruiva não era tão restrita, por isso podia aproveitar de vez em quando um tempo com família.
- Garp-san – sentia-se mais a vontade chamando-o assim – qual é o nome dele mesmo?
- Luffy.
Nami sentiu seu corpo tremer.
- não demoro.
O jardim da mansão Light era enorme, mas como estava um sol escaldante, conclui que ele estaria numa área sombreada, ou seja, no lado leste, onde havia muitas árvores.
- que calor.
Viu de longe uma silhueta deitada debaixo de uma enorme árvore.
- "deve ser ele" – pensou aumentando o ritmo do passo.
- que tipo de pessoa – começou falando um pouco alto – vem visitar alguém e dorme... No... Jardim.
O rapaz deitado na grama parecia ter a mesma idade de Nami, tinha cabelos negros e repicados, usava uma bermuda preta e uma camisa sem mangas vermelha escura e era bonito, muito bonito e dormia de forma tão tranquila que Nami não pôde evitar corar.
- eu já o vi... Tenho certeza disso, mas onde?
Colocou a mão em seu ombro e o remexeu de leve.
- Luffy – de novo aquele tremor – acorde.
Este homem lhe parecia tão familiar, porque não se lembrava dele?
Ele foi abrindo os olhos devagar, focando as imagens e ao ver a sua frente, levou um belo susto.
- calma, calma, não vou fazer nada de mal pra você.
Ele se acalmou na hora.
- você deve ser Nami não é? Desculpe, eu acabei achando essa sombra e cai no sono – parecia envergonhado.
- tudo bem, essa sombra é boa mesmo – percebeu que os olhos dele eram tão negros quanto os cabelos - seu avô me disse que preferia lugares abertos... Não gosta de se sentir preso?
- nem um pouco, é mais tranquilizante ficar em um local sem barreira alguma.
- eu também prefiro assim, mas devia ter pelo o menos seguido algumas regras de etiqueta, como por exemplo – estendeu a mão pra ele – cumprimentar os donos da casa.
- é verdade – pegou a mão dela, sentindo uma corrente elétrica passar pelo seu corpo – sou Monkey D. Luffy, prazer.
- Nami Lightbringer – disse brincalhona, apreciando o contato – o prazer é meu.
Os dois não conseguiam definir esse sentimento que os rodeava, era uma espécie de nostalgia, mas como poderia ser se nunca se encontraram?
- o almoço está sendo servido, não está com fome?
Um barulho enorme pôde ser ouvido do estomago do moreno.
- acho que isso é um sim – disse Nami com uma gota enorme na cabeça – segure minha mão que eu te ajudo a se levantar.
- obrigado.
Os dois voltaram a encostar as mãos e novamente veio àquela sensação de nostalgia.
- Luffy-
-... Já nos vimos em algum lugar? – disse completando o pensamento da moça.
- já está me paquerando?
- NÃO! – disse vermelho – não quis dizer isso.
- estou brincando – se divertia até demais com a reação dele – eu ia te perguntar a mesma coisa, mas parece que nenhum de nós se lembra. Vamos apenas esquecer e voltar, estão nos esperando... – a verdade é que preferia continuar ali com ele.
Luffy só assentiu com a cabeça. Voltaram silenciosamente, mas sem notarem que suas mãos ainda estavam unidas.
- achei que não viria- LUFFY! O que pretende segurando a mão da nossa anfitriã? – Garp estava quase tendo um ataque.
Os dois olharam pra suas mãos e ficaram vermelhos na mesma hora e com o susto afastaram-se.
- ji-chan, não precisa me bater tão forte – Luffy recebia umas belas pancadas na cabeça – ela me ajudou a levantar e eu só esqueci de soltar a mão dela.
- Nami, é verdade o que ele está dizendo? – perguntou Garp.
- sim Garp-san "ou não" – respondeu.
Nenhum deles notou o olhar que Arthur lançou para Isabel.
Robin chegou logo depois com seu namorado, Zoro, que sempre implicava com Nami quando tinha chance.
- olá metida, fez algo de bom nessa mansão além de dormir hoje?
- olá imprestável e não me confunda com você, não sei como conseguiu entrar na Company sendo tão vagabundo.
Discussões como essa eram mais do frequentes entre os dois então ninguém se importava em impedi-los.
- ué? Luffy! O que está fazendo aqui? – perguntou o de cabelos verdes.
- meu avô, ele é amigo da família. Nós estávamos na Central de Polícia de Linered acertando uns detalhes da minha transferência pra cá e acabei vindo aqui como penetra.
- transferência – quis saber Nami.
- não conhece seus próprios convidados Nami-sama? – Zoro não perdia uma oportunidade de irritá-la – Luffy é um tipo de detetive consultor da polícia, ele trabalhava na cidade vizinha, mas veio pra cá há uma semana.
- por isso que eu nunca te vi na cidade, mas de onde vocês dois se conhecem?
- estudávamos no mesmo colégio quando mais novos – explicou Luffy.
- e porque escolheu ser um detetive?
- é uma história pra outro dia.
- pessoal, venham comer – chamou Isabel.
- ainda bem, estou morrendo de fome.
- "detetive hein? Quero muito ouvir essa história".
A refeição foi tranquila até Luffy roubar a comida do prato de Zoro e eles começarem a brigar como duas crianças.
Depois disso, todos foram pra área próxima à piscina e como vingança pelo Almoço, Zoro jogou Luffy dentro da piscina fazendo todos rirem.
- bem, já que nosso convidado aprovou a temperatura da agua, porque não damos um mergulho? – propôs Arthur.
- ótima ideia.
- pode me emprestar um biquíni, Nami?
- claro Robin, vem comigo.
As duas chegaram ao quarto de Nami e esta foi procurar os biquínis que tinha para escolherem.
- Nami, por que está tão aérea hoje?
- eu não consigo esconder nada de você, não é?
- é o Luffy? Ele está te deixando assim?
- é e não é. É como se eu já o conhecesse, só que de algum outro lugar, de uma outra vida sei lá e ele me faz sentir coisas que eu nunca pensei que sentiria por alguém.
- talvez você já o tenha visto em um evento ou algo do tipo e sobre os sentimentos, posso dizer que você caiu de amores por Monkey D. Luffy, e não se sinta mal por isso, ele é um amor.
- ele é mesmo maravilhoso... Peraí, porque estou concordando logo de cara? Eu mal o conheço!
- talvez sim, talvez não, agora vamos nos aprontar porque é capaz de eles ficarem preocupados.
- você fala como se ele fosse meu namorado.
- e não é? Não oficialmente pelo o menos.
Demoraram uns dez minutos lá em cima e quando Luffy e Zoro não aguentavam mais esperar, as duas e desceram e ambos tiveram que segurar seus queixos por um momento.
Nami usava um biquíni azul escuro com detalhes brancos, enquanto Robin usava um biquíni roxo com detalhes negros.
- ela é tão linda...
- se apaixonou por Nami irritante Lightbringer, Luffy?
- acho que apaixonar é uma palavra muito fraca para descrever o que eu senti por ela quando a vi.
Isabel observava de longe e achava aquilo tudo uma graça.
- será que eu também fiquei assim quando vi o Arthur pela primeira vez? – murmurou pra si mesma – vou dar um empurrãozinho pros dois.
- Robin, poderia passar protetor nas minhas costas?
- me desculpa minha filha, mas eu pedi pra ela primeiro – disse Isabel, dando uma piscadela pra Robin.
- pediu?
- pedi – levou a morena pelo braço – Luffy-kun, poderia ajudar minha filha, por favor?
- "O QUE?!" – Nami corou só com a imagem de Luffy passando a mão em suas costas.
- claro.
Luffy saiu da piscina e Nami pôde perceber que este estava só de bermuda, porque nadar de camisa não devia ser confortável pra ninguém, mas Nami não se incomodou nem um pouquinho com isso, afinal ver um rapaz lindo, sem camisa, com água escorrendo por todo o seu corpo não era uma visão de nada desagradável.
- o que posso fazer?
- você pode passar nas minhas costas? – disse mostrando o produto – se não for te incomodar...
- n-não tem problema.
Ele abriu a tampinha e derramou em sua mão a quantidade que julgava suficiente, chegou perto dela e começou a massagear suas costas, espalhando o produto com cuidado.
Para não atrapalhá-lo, Nami prendeu seu cabelo com as mãos.
- "por que seu toque é tão familiar pra mim?".
- terminei.
- obrigada.
- o que acha de um mergulho agora? – disse divertido.
Luffy a pegou no colo e seguiu em direção à piscina.
- L-Luffy, espera! Não faz isso!
- espero não.
Então sem piedade ele foi lá e a jogou.
- AAAHHH!
Luffy gargalhou até não poder mais até que percebeu que a ruiva ainda não tinha colocado a cabeça pra fora.
- Nami? Nami! – se agachou na borda da piscina procurando algum sinal dela – aparece, tô ficando preocupado.
Como se atendendo ao pedido, Nami apareceu na sua frente, rodeou os braços em volta dele e o puxou pra baixo. Entrando na brincadeira, Luffy inverteu os papéis e começou a também puxá-la pra baixo. Brincavam como duas crianças. Quando notaram que não havia mais ar em seus pulmões resolveram sair, porém Nami sentiu uma terrível câimbra na perna, impedindo-a de nadar.
- "merda" - Tentou subir, porém seus esforços eram inúteis.
Luffy chegou lá encima, mas ao ver que ela não tinha voltado, puxou uma grande quantidade de ar e voltou pra baixo. Nami estava quase no fundo da piscina.
- "ela vai sufocar antes de eu levá-la pra cima, é bom que ela não me bata com o que vou fazer".
Aproximou-se dela e juntou seus lábios, passando todo o ar que lhe restava.
Diversas imagens passaram em um flash pela mente dos dois, como se algo em suas cabeças estivesse se destrancando. Viram cenas de uma luta entre os dois, de Nami descobrindo a carta de seu pai, do primeiro beijo entre eles e do ultimo antes de perderem a consciência.
Chegaram um pouco ofegantes à superfície e com os olhos completamente arregalados.
- vocês estão bem? – perguntou Isabel – ficaram muito tempo embaixo d'agua.
- estamos sim, foi só um contratempo.
- já está escurecendo, melhor sairmos antes que esfrie – sugeriu Robin.
- eu e Luffy temos um assunto para tratar, poderiam ir na frente?
- claro – Isabel estava quase empurrando todo o mundo pra longe.
- por que essa pressa Isabel? – Arthur estava sendo levado longe por sua esposa.
- eles se lembraram.
Arthur ficou sério.
-então é melhor deixá-los a sós mesmo.
Quando todos se afastaram, os dois se abraçaram fortemente, como se fosse a primeira vez que se viam em séculos.
- conseguimos Luffy – disse entre lágrimas – conseguimos, o desejo se realizou e - - foi calada.
O moreno a beijava com amor e paixão, impedindo-a de dizer uma palavra sequer.
- você fala demais Nami.
- "é, falo mesmo" – pensou enquanto rodeava o pescoço de seu namorado com os braços.
De fato, palavras não eram necessárias, afinal os dois sabiam que o desejo tinha se realizado, Arlong tinha seus pais e Nami os dela, e o mais importante, eles se reencontraram e agora que o fizeram nada nem ninguém os separaria.
De longe, o casal era observado por duas pessoas com enormes sorrisos em seus rostos.
- eles ficam lindos juntos.
- acho que nossos herdeiros estão oficialmente definidos.
- gostaria de saber o que aconteceu com eles.
- Caelis e Saltus nos deram informações mais do que suficientes e saber demais pode não ser uma coisa boa.
- realmente.
- acho curioso nenhum dos anéis ter escolhido a Nojiko, ela é mais velha que Nami.
- o herdeiro dos Lightbringer nunca foi decidido dessa maneira, Nojiko é maravilhosa e nossa linda filha, mas Nami tem um coração mais puro e livre e acho que foi isso que encantou as joias.
Isabel e Arthur receberam uma breve memória do que aconteceu com Luffy e Nami essa manhã, mas não disseram nada, porque aparentemente, ninguém mais sabia ou lembrava esses acontecimentos, inclusive Nami, porém sabiam que ela se lembraria de tudo assim que voltasse a ver seu escolhido.
- vai sentir falta dos anéis em nossos dedos?
- um pouco, mas eles deixaram de ser nossos a partir do momento em que Nami acordou nesta manhã.
- quando vamos dá-los a eles?
- não se preocupe com isso, porque já estão com eles.
- o que? – Isabel olhou sua mão e de fato seu anel tinha sumido – pra onde foram?
Isabel talvez não conseguisse ver da distancia em que estava, mas Luffy e Nami já estavam com Saltus e Caelis em seus respectivos dedos, brilhando delicadamente, simbolizando o laço que eles criaram acidentalmente e que jamais poderia ser quebrado.
Primeiro eu gostaria de agradecer a todos que chegaram aqui, não sabem a felicidade e a tristeza que estou sentindo nesse momento por ter terminado Lightbringer, me diverti muito, ri muito, chorei um pouquinho também, mas principalmente, fiquei emocionada pelo apoio que recebi durante todo esse tempo, em especial da Danny e da Sahara que sempre me animaram. Agradeço ao Ragster que também tem acompanhado todos os caps e me inspirado a continuar e também a Yukaoneechan que sempre faz uma forcinha pra ler, mesmo com seu tempo super apertado. Um grande abraço para meus leitores anônimos, que mesmo não falando comigo, eu sei que sempre estão ai pra rir das minhas bobeiras e loucuras, ou melhor, das bobeiras e loucuras da Nami e do Luffy. Postarei um especial sobre o porquê de Luffy ter se tornado um detetive, não sei se ficará bom, mas vou tentar. E não percam minha nova história: Nami in Wonderland, não direi muita coisa, mas será uma estranha, e bota estranha nisso, adaptação de Alice in Wonderland, com mais base no filme feito por Tim Burton do que na versão original.
Foi uma honra partilhar minhas ideias com todos aqui e novamente obrigada XD.
Agora Lightbringer apagará suas luzes...
