voltas tão repentinas,
do claro
para o escuro,
Capítulo 9-- Conseqüência
Narrado por Lizzie
- Você acha que isso é realmente necessário? - Perguntei olhando a carta assinada por Sirius dizendo que ele já estava a par da acusação.
- É claro que sim - Respondeu Phill passando a mão pelos meus cabelos - Você quer que a Kate continue respondendo daquela forma que ela te responde? Você sabe que ela só está assim por influência do Black. Você sabe o quanto ele é ruim.
- Você tem razão - Falei lembrando da minha última conversa com a Kate.
- Eu vou trabalhar. Nós nos vemos a noite - Disse Phill aparatando e mal ele sumiu uma coruja apareceu deixando uma carta cair no meu colo. Mesmo receosa, abri a carta e aos poucos fui reconhecendo a letra.
Olá Lizzie,
Quanto tempo se passou desde a última vez que nós nos vimos? Anos talvez. Pensei que nunca acharia um bom motivo para escrever, mas infelizmente encontrei.
Você mais do que ninguém sabe que eu mesmo não concordando com os seus atos, nunca me importei com suas ações. Mas, parece que você esquece que não é mais só você. Lizzie, sua filha sofre uma consequência por cada mínimo ato seu e acusar Sirius de pedofilia implica fazer com que sua filha faça um exame físico-psicológico. A Kate passou por um trauma recente, é bom que lembre disso antes de continuar com essa loucura.
E falando em consequências essa sua acusação de mexer com artes das trevas não vai prejudicar apenas o Sirius, vai prejudicar principalmente ao Harry. Eu acho que não preciso enumerar os traumas que esse menino passou, mas não sei se você sabe: ele vai ter que ir para um orfanato bruxo. Só que é claro que isso é apenas um detalhe.
Você por acaso lembra da promessa que fez a Lily? Você já a quebrou uma vez, não faça novamente.
Remus Lupin
As palavras escritas naquela carta me atingiram como uma tapa na cara. Mesmo não tendo uma boa relação com os marotos desde a metade do sexto ano a citação da promessa mexeu comigo. Contudo, ele continuava a ser um arrogante assim como todos os outros marotos. Se ele pensava que esse joguinho emocional iria me afetar estava muito enganado. Só eu sei o que é melhor para a minha filha.
Narrado por Kate
Meu dia não estava nada bom. Ontem à noite tive que conversar com Rachel. Não a nada pior do que saber que sua amiga está sendo feita de boba. Infelizmente ela não reagiu nada bem à traição. Chorou muito, mas disse que mesmo ainda gostando do namorado iria terminar.
Outra coisa que não me deixava dormir era imaginar o Sirius preso. Eu sabia que nada indicava para uma vitória da minha mãe, mas uma vez a reputação manchada é difícil se recuperar. Sem contar que ao lembrar do Harry em um orfanato eu só o imagino sendo atacado, mas ainda faltava muito para as próximas férias. Desci já atrasada sentando ao lado da Gina que conversava com a Alexandra.
- Cadê o Harry? - Perguntei sorrindo.
- Aqui - Disse Harry sentando ao lado da Gina beijando a bochecha da minha amiga. Eu pude notar que ele estava extremamente pálido, mas antes que eu pudesse falar alguma coisa às exclamações de pavor começaram.
- O diário noticiou a fuga dos comensais - Falou Hermione e eu instantaneamente olhei para a mesa da Sonserina. Draco estava com a sua expressão séria e arrogante como se não tivesse se importando com todos os olhares voltados para si, mas eu sabia que aquilo o estava magoando e assim que o vi saindo nem pensei duas vezes antes de ir atrás.
Narrado por Draco
Os olhares estavam na mesa da Sonserina. Os olhares estavam em mim. As expressões de medo começaram a ecoar e algumas pessoas até choravam baixo. Era como se aquela fuga fosse o principio do fim, e de certa forma era. Esperei o caos piorar para sair do salão.
- Então Malfoy ajudou o papai a fugir, foi? - Perguntou um corvinal ao lado de dois lufas.
- E se eu tiver ajudado? Você vai procurar um grifinório para se esconder atrás dele? Porque eu devo ser muito poderoso para provocar uma fuga em Azkaban - Falei exalando sarcasmo e tom maldoso.
- Você é louco - Falou um lufa e eles saíram.
- Porque você tinha que falar daquele jeito? - Perguntou Kate e eu virei para olhá-la evitando os seus olhos que deviam estar lotado de decepção.
- Porque eles me atacaram primeiro... eu só me defendi - Respondi em tom frio.
- Não fala assim comigo, não com esse tom - Pediu Kate se aproximando de mim.
- Talvez eu não seja tão bonzinho como você pensa, talvez eu seja igual ao meu pai - Falei e assim que terminei, ela deu uma tapa na minha cara.
- Nunca mais repita isso entendeu? Você não é igual ao seu pai. Um sobrenome não define uma pessoa - Disse Kate em tom claro e firmo.
- Como você pode ter tanta certeza? - Perguntei de modo incerto.
- Porque por incrível que pareça, Draco Malfoy, eu te conheço - Afirmou Kate e eu derrotado, medroso, em pedaços só consegui abraçá-la - Vem comigo. Hoje a gente não vai assistir aula.
Ela segurou a minha mão e começou a me arrastar e quando vi estávamos na estatua da bruxa de um olho só. Passamos pelo corredor estreito e antes que saíssemos pelo porão da Dedos-de-mel a Kate parou tirando a capa e a gravata.
- Você não quer que eles percebam que a gente é estudante né? - Perguntou Kate sorrindo e eu tirei a minha capa e minha gravata. Nós escondemos nossas coisas levando só a varinha e dinheiro no bolso. - Saímos discretamente do porão e quando o balconista ia perguntar algo a Kate sorriu para ele jogando os cabelos com precisão.
- Você pode-me dizer onde ficam os caramelos? - Perguntou Kate em tom doce e inocente, por um segundo até eu acreditei que ela estava procurando caramelos.
- É... é... na pra-prateleira dois a di-direita - Respondeu o pobre rapaz completamente embasbacado.
- Brigada querido - Disse Kate sorrindo. Ela comprou algumas coisas e me fez pagar e saímos. Ela andava, andava e eu só a seguia. Já estávamos afastados do vilarejo quando ela abriu um largo sorriso - Chegamos!!
- Um precipício? - Perguntei espantado.
- Eu adorava vim aqui. Sabe, eu sempre pensava que só tinha duas escolhas na minha vida. Ou pular ou desistir, mas eu percebi que ser extremista não leva a nada. O mundo não é apenas dividido entre pessoas boas e comensais, ninguém é totalmente bom ou totalmente mal - Respondeu Kate se sentando em uma pedra grande e plana perto da beira do precipício e eu sentei ao seu lado. Eu finalmente entendi o que ela queria dizer - Como eu te disse antes uma pessoa não é determinada pelo sobrenome ou casa em que foi selecionada, e sim por sua moral, criação e principalmente por suas escolhas.
- Eu estava precisando disso - Falei suspirando tocando no seu rosto com carinho - Você é especial.
- Eu só sou uma meia-veela normal - Disse Kate sorrindo, mas eu pude notar que ela estava corada.
- Porque a gente nunca deu certo? - Perguntei a olhando com cuidado e percebi que ela corou mais um pouco e seus olhos ficaram cheio de lágrimas.
- Acho que por eu não ter feito as escolhas certas - Respondeu Kate sem me encarar, mas fiquei impaciente e puxei levemente o seu rosto ate que seus olhos ficassem na altura dos meus.
- Talvez você possa refazê-las - Falei e seus olhos ficaram arregalados antes que um pequeno sorriso surgisse na sua face.
- Não depende só de mim - Disse Kate e foi a minha vez de sorrir.
- É não depende - Falei acariciando o seu rosto me aproximando mais.
Narrado por Kate
- O Draco ta bem? - Perguntou Gina sem olhar para mim - O Harry ta preocupado.
- O Harry está sempre preocupado - Retruquei sorrindo sentando ao lado dela na sua cama - E o Draco ta ótimo.
Gina finalmente levantou os olhos. Ela percorreu meu rosto com cuidado captando cada mínimo detalhe antes de abrir um largo sorriso. Ela começou a pular na cama de joelho.
- Finalmente!! Finalmente! - Comemorou Gina rindo - Como foi?
- Simplesmente perfeito - Falei sorrindo abertamente - Eu estou nas nuvens.
- Vocês ficaram né? - Perguntou Gina parecendo querer uma confirmação mais clara.
- Sim – Respondi com um largo sorriso no rosto – Foi mais perfeito do que eu sonhei em imaginar. Eu acho que agora eu sei o que é tentar esquecer o passado e seguir em frente.
- Eu acho que você se fixar no passado tentando prever o que vai acontecer no futuro é muito... sei lá... positivista¹ [?] – Disse Gina rindo feliz – Mas, para de me enrolar. Eu quero todos os detalhes.
Vários dias depois
Narrado por Kate
O inverno havia chegado trazendo um frio infernal [?] com ele. Andar pelos corredores era quase uma tortura física e olha que eu estava parecendo duas de mim de tanto casacos. Eu e o Draco estávamos muito bem. Era um pouco complicado chocar dois egos, mas eu gostava demais dele para me importar.
As férias de Natal começavam amanhã e, infelizmente, o meu loiro aguado ia para casa, mas nós iríamos nos ver na véspera de Natal. Em uma loucura totalmente defendida por Dumbledore e pasmem, Minerva McGonnagal. Nós iríamos nos encontrar com os outros na casa do Remus onde seria a festa. E essa noite prometia ser movimentada. O Bill, irmão mais velho da Gina, iria apresentar sua noiva à família e pelo que a minha amiga ruiva comentou todos os seus irmãos iriam comparecer. Mas, isso era problema do Harry. O meu tinha nome e sobrenome: Narcissa Malfoy.
Conhecer sogra não é o presente de Natal que eu sempre pedi a Deus. Que Merlin perdoe a minha piadinha negra e sem graça, mas a Gina é que tem sorte. Falando na ruiva lá vem ela parecendo completamente aluada.
- O que houve? – Perguntei curiosa. Só uma pessoinha de olhos verdes e cabelos que mais pareciam um ninho de passarinho para deixar a minha amiga assim.
- Harry. Sabe, a gente tava treinando na Sala precisa e eu descobri que posso fazer pequenas magias sem varinhas – Falou Gina sorrindo animada – O Harry me disse que tem muitas surpresas para a minha pessoa no Natal. To curiosa.
- E você não tentou descobrir nada? – Perguntei indignada.
- Claro que tentei – Respondeu Gina com cara de obvio – Mas, ele não falou nada.
- Sim, falando no Harry. Será que você pode perguntar se a Rachel pode ir para a festinha de Natal. É que ela vai ficar sozinha aqui no castelo – Pedi com os olhinhos brilhando.
- É claro que sim – Respondeu Gina sorrindo – Ela anda tão tristinha. Aliás, vou falar com ele agora. Volto já.
Narrado por Gina
Despedi-me da Kate e sai em direção à sala de transfiguração. O Harry havia comentado que seria sua última aula. Andei pelos corredores desviando dos alunos e uma cena peculiar no fim do corredor me chamou atenção.
- Mais que merda!! Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não quero mais saber disso? – Perguntou Harry gritando bastante irritado socando a parede.
- Harry – Chamei vendo que Hermione esta muito irritada também – O que está acontecendo?
- Isso não é da sua conta, Gina – Respondeu Hermione de maneira ríspida e o Harry se encostou na parede respirando com dificuldade.
- Se o Harry começa a gritar com os amigos, esmurrar paredes e descontrolar magia, sim!, É da minha conta – Falei de maneira bastante irritada.
- Ah é! Esqueci que você é uma namoradinha atenciosa – Disse Hermione em tom irônico.
- Olha aqui, Hermione, eu não sei o que está acontecendo com você, mas nem ouse descontar em mim ou no Harry – Mandei autoritariamente – Se você quer um saco de pancadas é melhor usar as criançinhas do primeiro ano, elas se intimidam com um olhar irritado.
Hermione bufou saindo pisando duro. Eu respirei fundo tentando me acalmar. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas iria descobrir.
- Harry, o que está acontecendo? – Perguntei o encarando, contudo algo estava errado com ele. O Harry sentou no chão passando a mão pelo rosto tirando a toca que estava na sua cabeça – Você ta se sentindo bem??
- Uma dor. Ta doendo muito – Respondeu Harry com a mão no estomago e só então percebi que apesar do frio ele estava suando. Se eu já estava preocupada fiquei ainda mais quando ele tossiu e saiu sangue.
- SOCORRO!! SOCORRO!! ALGUÉM ME AJUDA!! – Gritei aplicando um "Sonorus" na garganta.
- Que escândalo é esse, Srta. Weasley? – Perguntou o professor Snape aparecendo no corredor.
- Prof. Snape, o Harry... me ajuda – Pedi desesperada vendo que o meu amor estava desacordado.
O Snape conjurou uma maca e com um olhar pediu que eu me afastasse. O professou colocou o meu amor nela e o levitou correndo para enfermaria. Madame Pomfrey nem perguntou, colocou o Harry em uma cama a escondendo por cortinas. Eu comecei a chorar de forma silenciosa, ver o Harry tão fragilizado e não poder fazer nada me fazia sentir impotente. Era nessas horas que odiava ser tão sensitiva.
- Ele vai ficar bem – Disse Snape e eu só o encarei entre as lágrimas e esquecendo que ali era Severus Snape eu o abracei buscando conforto.
¹ Positivismo: Teoria sociológica que acredita que estudando o passado pode-se prever e evitar determinados acontecimentos. Tipo, Fato A + Fato B provocam uma Guerra C então quando o Fato A acontecer é só evitar o Fato B que a Guerra não se repetira. Totalmente científica. Gente, isso é o positivismo na literatura ta?
N/a: Ola pessoas do meu coração!!
Demorei muito??
Espero que não. Não gostei muito desse capítulo, mas minha beta disse que estava legal e espero que vocês também gostem.
Peço desculpas por não respondido os comentários passados, mas só agora me acostumei a ter aula novamente
Hauhauhauahuahuaha
Tava parada desde janeiro ^^
ANGELITA-- Ola querida!! Tudo bem?? Bom...eu também gostaria e muito de estar no lugar da Gina naquela hora hoho quando ao que vai acontecer ao Sirius, muitas águas vão rolar por baixo dessa ponte ainda ^^
laura potter-- Ola!! Como você está indo? ^^ Bom...huahauhauahua inveja da ruiva comunitária então hoho O Sirius infelizmente ainda vai passar por poucas e boas, a mãe da Kate é um tanto quanto confusa. O Sisi é terrível huahauhauuahuah E a Kate e o Draco a cada momento vão se aproximar mais ^^
Bruna-- Ola querida!! Fico muito feliz que esteja gostando da fic. Espero que continue gostando e comentando *-*
Dulce Maria-- Direito a resposta?? Bom...mesmo que um autor tente escrever uma fic o mais imparcial possível da sua realidade eu acho que ele não consegue. Eu realmente acho que o homem romantiza menos a primeira vez. Na época em que tudo aconteceu o Harry achou certo ter relações com a Hermione, mas com o tempo ele percebeu o seus erros, o quanto poderia ter esperado, mas daí você não pode voltar atrás só lhe resta guardar as boas lembranças e arcar com as conseqüências. Quanto ao fato da Gina ser virgem. Bom, ela mesmo namorando com outros, sempre soube que amava o Harry e não queria que a lembrança mais importante da vida dela fosse "machada". Quanto a intensidade do relacionamento quando um sentimento mais intimo cresce em uma atmosfera de medo do amanhar (coisa que está acontecendo com eles) acho que eles ficam mais intensos, mas isso é só uma crença da autora. E quanto ao "eleito" o Harry nessa fic nunca foi reconhecido pelo mundo bruxo como o "eleito" todos acreditam que quem derrotou Voldemort foi Dumbledore.
Bom...para quem gosta de ação o próximo capítulo vai animar vocês
Hoho
Agradeço a quem colocou a fic como favorita e/ou alerta e a minha pessoa como autora favorita, e vamos mandar reviews também ^^
Ahhh já ia esquecendo. Não sei se já havia comentado, mas esses "Narrado por..." são personalizados *-* só que aqui na FF não dá para colocar no capítulo, vocês querem que eu coloque no meu perfil???
=****
Ate o próximo.
