Notas da Autora:

Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs.Fic 100% Beward

Obs. Historia para maiores de 18 anos


Bella se moveu na cama, mais não conseguia se mexer muito, pois havia um braço sobre seu corpo, sorriu ao lembrar que ainda estava nos braços de Edward e se aconchegou mais.

Ainda não acreditava em tudo que estava acontecendo. Estava ali com ele, seu amor, sabia quem ela era e não a rejeitara. Não sabia se chorava de alegria ou se sorria até explodir de felicidade. Sentiu os braços dele a apertarem mais forte contra o peito e seu sorriso aumentou, explodir de felicidade definitivamente.

Beijou o peito nu e tirou os braços dele do seu corpo, em silencio levantou da cama e vestiu o robe e saiu do quarto. ainda era muito cedo, mais estava morrendo de fome, havia passado o dia anterior todo na cama com Edward.

Nem acreditara que dormira tanto, sempre gostara de acordar cedo para passear, sorriu com o pensamento, para que passear, quando ele estava a poucos passos dela.

Saiu para o corredor e desceu a cozinha, viu a velha mulher que preparava o café e foi até ela sorrindo.

- Bom dia menina, acordou cedo.

- Bom dia. Na verdade dormi demais, e estou faminta. – a senhora sorriu e começou a servi-la.

- Não, prepare uma bandeja, para dois. – a mulher sorriu e Bella acompanhou.

- Está com o seu barão?

- Não. – Bella sorriu ao ver a confusão da mulher. – Estou com um novo aman... – Bella parou de falar, Edward era seu amante? Seu amor? Suspirou e forçou um sorriso. – Tenho um novo protetor.

- Oh... Pensei...

- Sim, o barão MacCarty prometeu sempre me proteger, mais eu quis esse novo.

- Bem se a senhorita quis. – Bella sorriu e esperou a bandeja ficar pronta.

A cozinheira insistiu que alguma das criadas a levasse, mais Bella não deixou, com a bandeja pesada nos braços subiu as escadas e entrou no quarto quase caindo quando mãos grandes a ampararam tirando a bandeja de seus braços e colocando sobre uma cômoda.

- Ai está você. – ela viu a preocupação nos olhos dele e sorriu, mais seu sorriso sumiu e fez um biquinho.

- Você devia estar deitado. – ele arqueou uma sobrancelha.

- Eu estava, mais acordei e não há vi, bem pensei... pensei... ele passou a mão pelo cabelo o deixando mais bagunçado, ela olhou seu peito nu e voltou os olhos para os dele rapidamente.

- O que?

- Que tinha me deixado. – murmurou e ela o abraçou apertado.

- Nunca Edward. Eu só queria fazer uma surpresa.

- Carregando essa bandeja imensa? – ela sorriu mordendo os lábios.

- Bem, não imaginava que fosse tão pesada. – ele sorriu e a abraçou.

- Quer que eu deite novamente? Assim pode fazer sua surpresa. – ela riu.

- Tudo bem. – ele beijou seus lábios e tirou as roupas voltando para a cama. Ela riu e pegou a bandeja com dificuldade e foi para a cama.

- Bom dia amor.

- Bom dia.

- Eu sonhei com isso. – ele sussurrou e a puxou para seu colo.

- Comigo lhe trazendo uma imensa bandeja? – ele riu e beijou seu nariz.

- Não sua boba, sonhei com isso, acordar com você, ter você em meus braços todas as manhãs, e dormir abraçados a você todas as noites. – ela sorriu e deitou a cabeça em seu peito.

- Eu queria sonhar com isso, mais não me atrevia.

- Por quê? – ele segurou seu rosto a encarando e viu tristeza nos belos olhos castanhos.

- Eu sou uma meretriz Edward, eu não posso sonhar... – ele a abraçou contra seu peito e beijou seus cabelos.

- Pois, a partir de agora, você está intimada a sonhar, sonhar com o nosso futuro.

- Edward...?

- Sim, está. Eu vou tirar você daqui. Fazer de você minha esposa.

- O que?

- Você quer, não quer. Quer estar comigo para sempre.

- Oh sim, mais... – ela abaixou os olhos e ele segurou seu queixo a fazendo a olhá-lo e esperou pacientemente ela continuar. – Como vai me apresentar aos amigos, eu não passo de uma... – ele a beijou, seus lábios a tomaram com paixão e urgência, viu seus braços enrolarem no pescoço dele aceitando o beijo e o seguindo em sua paixão.

Se separaram ofegantes, as respirações saindo em arfadas, os olhos conectados passando todas as emoções que sentiam, ele encostou a testa na dela e sussurrou seu amor e ambos sorriram, sem mais palavras tomaram o café.

Quando terminaram colocaram a bandeja no chão e deitaram com os dedos entrelaçados e os corpos colados, ainda em silencio ambos tocavam o rosto um do outro com as mãos livres.

- Você tem que ir?

- Sim.

- Quando volta?

- Pensei que tínhamos um encontro marcado.

- Temos? – ele riu e beijou seus dedos.

- Achei que ia me ajudar a fugir. – ela riu baixinho.

- Verdade, parece que faz anos que ficamos juntos na clareira.

- Sei como se sente. Mais agora estamos juntos, sem mais segredos, e ninguém vai nos separar. – Bella sentiu um aperto no peito e lembrou de Tânia.

- Quem nos separaria? – falou fraquinho.

- Emmett. – ela sorriu.

- Não, ele não.

- Sim Bella, para ter você.

- Ele não me ama Edward, ele ama a esposa.

- E por que se deita com você. – viu que ele começava a se zangar e suspirou.

- Não posso contar.

- O que? Tem segredos para comigo?

- Não são meus segredos Edward, eu não trairia um amigo. – ele se levantou irritado e começou a se vestir.

- Amigo? Bella ele era seu amante. – Bella se encolheu e sentiu uma lagrima deslizar e a secou rapidamente.

- Sim ele era, mais era meu amigo, cuidava de mim.

- E eu sou o que?

- Você é meu amor. – ele suspirou e ficou de costas para ela.

- Eu não gosto disso Bella, Emmett traiu minha irmã, a magoou... Eu não posso...

- Edward, não é como você pensa. De uma chance a Emmett... – ele se levantou e quando a olhou ela viu raiva em seus olhos.

- Não, se você vai defendê-lo eu não quero ouvir. Se você o prefere fique com ele.

- Edward...

- Eu já vou. Bom dia. – ele saiu do quarto e Bella encarou a porta com dor nos olhos e o coração partido. Sabia que não devia sonhar, não deveria nem se atrever a começar, Edward não era dela e nunca seria.

[...]

Emmett suspirou sentado em seu quarto, lembrou como sua pele formigou ao tocá-la e como seu coração saltou com a sensação da pele dela em contato com a sua, ela tinha razão, fazia tempo que não a tocava, não se permitia.

Não queria mais a dor da traição dela, e vê-la, olhá-la era sempre um lembrete. Lembrete que não fora o suficiente para ela, e agora nem Bella teria para apagar a dor.

Ainda se lembrava de como se tornou protetor de Bella, ela era tão doce e inocente, tão cheia de alegria. Mais sabia que ela não pertencia a casa de Carmen, ela não se encaixava naquele lugar.

Via que os homens eram loucos por ela, sua beleza delicada e clássica, uma boneca de porcelana, ele nunca a amou, mais sempre a viu como uma amiga, alguém em quem confiar, ou para abraçar quando ele precisava. Arrependia-se de deitar-se com ela.

Mais quando estavam unidos esquecia tudo, esquecia que nunca teria o amor da esposa. Sabia que não era certo estar com Bella, mais nos raros momentos esquecia que em casa havia a esposa fria, e o filho que nem sabia se era seu, mais temia perguntar se era, temia ouvir a verdade e saber que de fato o trairá.

Afundou o rosto entre as mãos e suspirou, o que faria sem Bella, sem sua melhor amiga. Ela sempre o aconselhara a enfrentar Rosalie, a dizer o que sentia. Mais nunca tivera coragem.

Ouviu um barulho alto e levantou o rosto, e percebeu que o barulho vinha de sua porta, levantou a abrindo e encontrou o cunhado enfurecido.

- Edward... – não terminou de falar pois, o cunhado lhe dera um soco. – Estás louco?

- Não, estou muito são. Quero saber, exijo saber. Que mentiras contou a Isabella, o que disseste a ela para que ela visse em você um santo e não o canalha que és.

- Edward, não sei do que fala? Eu... – abaixou os olhos constrangido.

- Sabes, disseste mentiras a ela. Se fez de santo, quando não passa de um canalha, enganas a minha irmã sem nenhum pudor. – Emmett se enfureceu e levantou.

- Não fala do que não sabes.

- Estou mentindo? Não está tendo Bella por amante, enquanto sua esposa está grávida em casa? – Emmett sentiu vergonha, mais sabia que não era o único culpado, enfrentou Edward novamente.

- Sim, não nego. Tomava Isabella por amante, nos braços dela esquecia a traição de minha esposa.

- O que? Agora levantas calunias contra a minha irmã?

- Não, não o faço. Ela me traiu, me enganou, temo que o filho que espera não sejas meu. – Edward olhou o cunhado atônito e deu um passo para trás.

- Tens provas? Tens?

- Sim, a vi com um dos meus amigos. Ele a beijava em minha casa. Logo depois ela apareceu grávida.

- O que ela disse? – Emmett caiu em uma cadeira esfregando o rosto.

- Não tenho coragem de perguntar. E se for verdade, e se...

- Temos que saber. – começou a caminhar para o quarto da irmã mais Emmett correu a lhe impedir.

- Não.

- Por quê?

- Pode afetar a gravidez, o medico disse nada de estresse. – Edward olhou confuso para Emmett e acabou por assentir.

- Você a ama Emmett?

- Sim. Mais eu não posso olhar para ela, saber a verdade. – ele voltou para sua cadeira sentando pesadamente.

- Mais e Isabella?

- Eu nunca a amei, e nem ela a mim. No começo eu só cuidava dela, sabia que ela odiava a vida de meretriz, que desejava mais. Mas eu amo Rose e mais que minha amizade e proteção eu não podia dar. Enfim eu a tomei, me arrependo sempre. Não gosto de fazer, mais na hora me parece melhor que enfrentar uma esposa fria.

- Que confusão. – Edward sentou também e ambos ficaram em silencio.

- Sim, e você Edward. Você tem boas intenções com ela? – Edward riu e Emmett o olhou bravo.

- Desculpe. Mais a situação não lhe é familiar? – Emmett franziu as sobrancelhas e por fim sorriu.

- Sim, foi o mesmo discurso que me passou.

- Sim foi. Eu amo Emmett.

- Ama?

- Sim, aconteceu, e eu não sei o que fazer.

- Vai ser amante dela?

- Não, eu a tirarei de lá, eu casarei com ela.

- Casar?

- Sim, você não faria se fosse livre? – Emmett sorriu.

- Sim eu faria. Mas sabe que terá que enfrentar muito por ela. Para muitos ela sempre será uma meretriz.

- Eu sei. Mais eu não quero que ela seja de mais ninguém. Quero que ela seja somente minha.

- Então não perca tempo. – Edward sorriu, mais o sorriso sumiu.

- Deus! Eu gritei com ela.

- O que?

- Por sua causa, ela não quis me contar... E eu me irritei... Preciso vê-la.

- Agora?

- Imediatamente.

[...]

Isabella ficou deitada na cama sentindo as lágrimas quentes deslizar por seu rosto, se enrolou em uma bola não sabendo o que fazer, será que ele havia mesmo a deixado. Será que o amor que ele lhe declara era tão frágil que na primeira prova se ruiu diante de seus olhos.

Ouviu passos e a cama afundar, sentiu dedos em seu cabelo e desejou que fosse Edward, mais sabia que se fosse ela sentiria calor com o toque, mais o toque era frio e lhe causou arrepio.

- Pobre Isabella. Sempre uma sonhadora.

- O que quer?

- Soube que ele a deixou. – Bella segurou a língua, não sabia se isso era verdade, acreditava que sim, mais ainda mantinha esperança de que ele iria voltar.

- Agora você perdeu não só o conde Cullen, como sua melhor amiga e irmã. Por que eu não a perdoarei Isabella.

- Por que diz isso Tânia. Eu lhe juro que não sabia que ele era o seu conde. Eu lhe contei sobre Edward, sobre tudo o que vivemos, e você, o que viveu com o conde? – Tânia a olhou com ódio.

- Como poderia viver algo com ele. Como quando ele estava cego desde que a viu. E é sempre assim, todos preferem Isabella Marie, até minha tia a ama mais do que a mim.

- Não sejas tola Tânia. Sua tia a ama.

- Não, ela sempre a protege, você nunca leva bronca, mesmo quando foges e ninguém sabe pra onde. Se fosse qualquer outra menina ela teria dado algum castigo.

- Está exagerando Tânia.

- Não, e sabes que é assim. Você sempre foi à preferida. Mais quando eu escolhi um para mim, quando eu finalmente escolhi alguém, você não se importou de tirá-lo de mim.

- Eu não o fiz Tânia. E você sabe que ele era meu antes de você sonhar com ele.

- Ele nunca será seu, Isabella. Você nunca será de ninguém. Ninguém ama uma meretriz. Você acabara como todas nos, sozinha e velha, sem filhos e sem família. Pare de sonhar com o impossível.

- Não. – Bella choramingou lembrando das palavras de Edward, ela tinha que sonhar, ele prometera.

- Sim. Pare de ter sonhos tolos. Ele somente queria se divertir com você, e logo lhe chutara e você terá outro amante. – Bella se encolheu e afundou o rosto no travesseiro.

- Não, não, não... – chorou novamente e ouviu vozes mais tampou os ouvidos, e de repente um toque quente que fez sua pele inteira formigar.

- Saia daqui. – ela o ouviu gritar quando tirou as mãos e olhou para cima e viu Edward irritado. – Saia, não sei qual o seu problema garota, pare de incomodar Bella. – Bella olhou de relance e viu ódio nos olhos de Tânia quando ela saiu correndo.

- Bella, amor? – ele chamou e ela o olhou confusa.

- Achei que tinha me deixado.

- Nunca amor. Eu só estava zangado. Perdoe-me. – ela sorriu e ergueu os braços o chamando, ele sorriu e deitou em seu peito.

- Perdão, perdão, perdão... – sussurrou e ela beijou seus cabelos.

- Sempre. – ele ergueu o rosto e tocou sua face.

- Desculpe-me amor. Eu nunca mais magoá-la.

- Não me magoou, só me assustou.

- Assustei?

- Sim, achei que não me amava. Estava tendo tantos sonhos Edward, eu tive medo de só serem sonhos. – ele sorriu beijando suas bochechas.

- Não serão sonhos Bella, eu os realizarei todos.

- Mesmo?

- Sim, e vou começar agora.

- Verdade, e que sonho realizara primeiro? – ele sorriu e encostou os lábios nos dela.

- A levarei daqui e me casarei com você.