– Nossa – disse, olhando chocada ao redor – Aqui não mudou quase nada.

Estávamos no apartamento de Edward, nossa antigo lar.

Edward me seguiu e fechou a porta atrás de si. Ele deu de ombros enquanto olhava para o cômodo.

– Eu não quis mudar, embora minha mãe tentou me convencer disso algumas vezes – disse e suspirei.

– Ela me odeia, não é? – ele balançou a cabeça e passou os braços ao meu redor, descansei a cabeça em seu peito.

– Não exatamente, ela só está... chateada – disse com cuidado e suspirei novamente.

Era claro que Esme me odiava, eu havia magoado o filhinho dela e todos sabem o quanto ela era louca por seus filhos.

Deixei esse pensamento de lado quando Edward começou a nos balançar na sala e ri quando ele me rodopiou.

– O que está fazendo? – perguntei, segurando em seus ombros e ele me olhou divertido.

– Dançando – somente disse e sorri me acomodando em seu peito.

Ficamos nisso por mais alguns segundos, mas então eu senti suas mãos descendo por minha cintura e eu percebi que o momento havia passado.

Olhei para seu rosto e arfei com a profundidade dos seus olhos, que pareciam mais bonitos do que qualquer outro dia. Seu rosto abaixou em direção ao meu pescoço, depositando pequenos beijos, deixando um rastro de brasa por onde passavam, como uma lenta e prazerosa tortura.

Senti meus pés enfraquecerem e agradeci quando seu braço me trouxe para mais perto, me segurando e apertando-me de encontro ao seu corpo.

Seus lábios ainda continuavam a me torturar, mas piorou quando ele passou a usar sua língua, me fazendo gemer e agarrar em seus ombros com mais força. Eu já estava ofegante e nem tínhamos nos beijado.

Ele mordeu de leve meu pescoço e dessa vez meu gemido foi mais alto.

– Edward... – ele riu e mordeu minha mandíbula. Arfei segurando-o com mais força, eu estava quase implorando para ele parar com essa tortura de vez e me beijar logo.

Mas, antes que eu expressasse meu pensamento, seus lábios vieram para os meus e suspirei levando minhas mãos a sua nuca, puxando seu cabelo macio, sentindo-o me apertar em seus braços quando sua língua pediu passagem para minha boca, o que eu prontamente aceitei.

Parecia que faísca estavam sendo lançadas ao meu redor. Eu me esqueci de tudo, o que aconteceu, quem eu era, onde eu estava. Nada importava, tudo em que eu conseguia me concentrar eram nos seus lábios nos meus, todo o resto desaparecia como mágica.

Eu pude senti-lo se movendo, mas não sabia aonde estávamos indo, eu não me importava.

Segundos depois senti algo macio em minhas costa e entendi que estávamos na cama, seu corpo grande cobrindo o meu, sem depositar seu peso sobre mim. Seus lábios não soltaram os meus nem por um momento, mas tivemos que nos separar quando o ar faltou.

Eu não pude ficar chateada, no entanto.

Sua boca voltou a descer por meu pescoço e suas mãos passaram a descer por meu corpo, chegando até a minha coxa e puxando o tecido fino do vestido para cima. Arrepiei-me ao sentir sua mão grande tocar tinha barriga exposta.

Ele continuou a subir o vestido e tive que levantar os braços para peça sair.

Meus mamilos enrijeceram imediatamente quando o ar gelado me atingiu. Edward se afastou por um momento e ficou me encarando, seus olhos estavam escuros de desejo. Tentei cobrir meus seios, mas as mãos de Edward me pararam.

– Não – disse com a voz rouca e baixa – Eu quero te ver.

– Você está muito vestido – disse, minha própria voz tão rouca como a dele.

Ele sorriu e sentou na cama, me trazendo junto para seu colo, deixando cada perna minha ao seu redor e levando minhas mãos a sua camisa.

– Tire – sorri, abrindo os botões, sentindo minhas mãos tremerem um pouco no processo. Tratei logo de me acalmar.

Vamos lá Bella. Você não é mais uma menininha virgem. Disse assim mesma, mas o problema era exatamente esse. Eu me sentia como na nossa primeira vez, sim, porque havia sido Edward que tirou minha virgindade.

Suspirei ao sentir meus dedos tocarem em sua pele, ele parecia estar mais musculoso desde a última vez.

– Eu andei me exercitando... – disse, como se estivesse lendo meus pensamentos e arqueei uma sobrancelha em sua direção – Era uma distração... Para não pensar em você – confessou e forcei um sorriso, sentindo novamente a culpa me dominar – Ei... Não pense nisso Bella. Vamos fazer dar certo dessa vez, eu tenho certeza. Só, por favor, não fique se culpando.

Assenti, me deixando ser abraçada por ele, sentindo seu aperto ao meu redor, como para se certificar que eu estava mesmo aqui, que esse momento estava acontecendo.

Relaxei meu corpo e o senti depositar um pequeno beijo na curvatura do meu pescoço, um beijo inocente, mas que apenas serviu para todo o desejo que sentia voltasse com força total e não passou despercebo apenas por mim como minha pele arrepiou.

Me afastei dos seus braços e sorri enquanto voltava a tirar sua camisa, a peça de roupa descartada segundos depois, me fazendo suspirar ao sentir seus músculos sob o meu toque.

Minhas mãos subiram por seus braços, apertando seus bíceps no processo, fazendo-o respirar mais rapidamente. Continuei a explorar seu corpo, direcionando minhas mãos para seu peito firme e descendo até seu abdome mais definido, sentindo-o tencionar seus músculos por onde minhas mãos passavam. Não pude evitar olhar para seu corpo e não beijá-lo e fiz igualmente a ele, depositando um pequeno beijo em seu pescoço, fazendo-o aumentar seu aperto em minha cintura.

– Bella... – gemeu antes de cobrir meus lábios com os seus.

Gemi voltando a colocar meus braços ao redor dos seu pescoço, sentindo-o depositar meu corpo novamente na cama e ficando por cima de mim, sempre controlando seu peso.

Suas mãos voltaram a subir por meu corpo, dessa vez parando em um dos meus seios e arfei ao senti-lo apertar o mesmo. Não demorou muito para seus lábios percorrerem o mesmo caminho. Eu estava arfante quando ele nos separou e cobriu meu seio livre com sua boca, fazendo-me soltar mais gemidos.

Porém, mesmo que fosse uma tarefa muito difícil, eu conseguiu pegar sua cabeça e trazê-lo de volta aos meus lábios. Ele ainda estava muito vestido e eu não queria roupas entre nós, não agora.

Tentei me concentrar no que fazia, mas parecia muito difícil raciocinar nesse momento, principalmente quando suas mãos ainda estavam em meus seios, apertando e massageando os mamilos enrijecidos.

Consegui, com algum esforço, chegar ao cós da sua calça jeans. Minhas mãos tremeram ao abrir o botão, que no momento parecia uma tarefa muito difícil, e felizmente fui ajudada por ele, empurrando a peça para fora do seu corpo, que teve que se afastar de mim por um momento, mas tão logo como ele saiu, voltou.

Eu podia sentir sua excitação contra minha coxa, presa pela única peça que usava. Então, querendo um contato mais íntimo, passei minhas pernas ao redor de sua cintura, gemendo quando senti o contato entre nossas intimidades.

– Eu quero você Edward... – sussurrei contra seus lábios e ele gemeu.

- Linda ...

Seus lábios pareciam mais urgentes, suas mãos estavam sem controle.

Lentamente, como se para me torturar, suas mãos desceram por meu corpo, chegando ao elástico da minha calcinha e infiltrando sua mão no tecido fino, tocando-me intimamente e me fazendo soltar um gemido mais algo.

Eu arfava e apertava seus ombros com força, seus dedos brincavam com minha intimidade, massageando o clitóris inchado, me fazendo ficar mais molhada do que já estava.

Eu não aguentava mais. Eu o queria dentro de mim.

– Por favor Edward... – implorei quando senti meu ventre se contrair. Eu não queria vir em seus dedos, eu precisava sentir ele me preenchendo, precisava sentir que esse momento era real.

Não sei se ele percebeu o que eu sentia, ou se ele próprio se sentia assim. Mas o fato é que Edward tirou sua mão da minha intimidade, fazendo todo meu corpo protestar com a falta do contato, e ele começou a tirar minha calcinha, jogando-a em algum canto do quarto e logo depois se afastou para tirar sua box.

Escutei um barulho de plástico sendo rasgado e imediatamente entendi o que ele estava fazendo.

Pude sentir meu corpo tremer em antecipação, por algum motivo comecei a me sentir nervosa. Era bobo eu sabia, nós já fomos casados e claro que não erámos santos, mas dessa vez era diferente, eu sabia disso, ele sabia.

Seus olhos me observaram por um momento e ele voltou para cima de mim, beijando meus lábios lentamente, até sentir meus músculos relaxarem.

Não era preciso palavras. Eu sabia o que ele queria dizer com aquele beijo. Ele também sentia isso, todos meus medos e inseguranças, ele também sentia...

Uma de suas mãos colocou minha perna em volta as sua cintura e eu fiz o mesmo com a outra. Seus lábios se separaram de mim por um momento, olhando-me em meus olhos com uma pergunta muda. Assenti sorrindo, inclinando-me para beijar seus lábios de leve. O sentir sorrir contra meus lábios, enquanto lentamente entrava dentro de mim, me preenchendo por completo, meu corpo e minha alma.

Eu me sentia viva outra vez.

Todo a dor que eu sentia parecia ser esquecida. Todas minhas frustações e angustias eram dele, ele tomava tudo de mim, ele era tudo pra mim e eu era dele, sempre fui e sempre serei.

As lágrimas vieram aos meus olhos enquanto o sentia me amar. Eu o apertava em meus braços, cravando minhas unhas em suas costas, enquanto seu rosto estava enterrado em meu pescoço, deixando-me deixar sair tudo que prendi durante esses anos. Deixando-me me libertar.

Em algum momento a dor foi embora, em algum momento as lágrimas pararam de cair. Mas em nenhum momento ele parou de me amar, essa era sua forma de dizer "eu estou aqui, eu estou do seu lado", e tudo que eu pude fazer foi beijá-lo, para mostrar o quão grata eu era por isso.

Meus gemidos estavam se tornando mais altiveis, fazendo-o grunhir mais e aumentar suas investidas. Eu podia sentir que estava vindo e ele também sentiu, pois eu o apertava em volta de mim, fazendo seu membro entrar com mais dificuldade e o suor escorrer por seu corpo com o esforço.

– Edward... – gemi quando senti o aperto em meu ventre – Eu vou...

– Sim... – gemeu com dificuldade – Vem pra mim Bella.

E sem nenhuma palavra meu corpo convencionou com o prazer, me fazendo ficar fora do ar por alguns instantes enquanto sentia as milhões de sensações se espalharem por meu corpo. Eu podia escutar um pouco ao longe o rugido de Edward ao encontrar seu próprio prazer e preencher a borracha que nos separava, deixando seu corpo cair sobre o meu sem forças.

Ficamos alguns minutos em silencio, esperando nossas respirações se normalizarem, até que o senti se distanciar de mim, me fazendo me sentir vazia quando deslizou para fora de mim. Fiz uma careta quando ele saiu da cama e foi em direção ao banheiro, voltando segundos depois e ficando por cima de mim, beijando meus lábios com carinho.

– Bella... – disse, depois de afastar seus lábios e colando sua testa na minha – Isso foi...

– Eu sei – o interrompi, passando meus braços ao redor do seu pescoço – Eu também senti isso Edward, foi maravilhoso.

Nós sorrimos um para o outro e ele voltou a me beijar.

O beijo logo começou a ficar mais urgente, mas antes que pudesse piorar ele me afastou gentilmente.

– Vamos, precisamos de um banho – disse e sorri quando ele me pegou no colo, levando-me em direção ao banheiro. Não pude me conter e beijei seu pescoço, fazendo ele parar e me olhar por um momento, tentando fazer cara feia – Bella...

Somente sorri e dessa vez beijei seus lábios, sentindo-o voltar a andar com mais pressa.

Eu tinha certeza. Essa iria ser uma longa noite.

...

Na manhã seguinte acordei confusa. Eu não estava no meu quarto e nem Ryan e Louise me acordaram... Foi então que todas as lembranças do dia anterior voltaram. Sorri ao sentir um braço em minha cintura e me virei para trás.

Edward ainda dormia, seu rosto estava sereno e ele ressoava baixinho. Passei um dedo por seu rosto, admirando o quanto ele parecia ainda mais belo para mim. Sorri me inclinando e beijei sua bochecha, com cuidado tirei seu braço de mim e sai da cama.

Me estiquei enquanto andava em direção ao banheiro. Escovei os dentes com uma escova extra que havia lá, fiz uma careta ao olhar para minhas roupas jogadas no chão e me dirigi ao closet, pegando uma das camisas sociais de Edward e vestindo-a, ficou até metade das minhas coxas, mas servia por enquanto.

Desci para a cozinha, com a intenção de preparar o café da manhã. Fiquei um pouco chocada ao abrir a geladeira e não ver quase nada, como Edward conseguia sobreviver somente com isso?

– Eu não tenho passado muito tempo em casa – me virei assustada ao ver Edward atrás de mim e ele imediatamente me puxou para seus braços.

– Por que não? – perguntei, passando os braços ao redor do seu pescoço e ele deu um meio sorriso.

– Porque era um pouco doloroso chegar em casa e não te ver. Eu costumava pensar que quando eu chegasse em casa, você estaria lá, tentando cozinhar alguma coisa ou queimando nossa cozinha – tentou brinca, mas baixei os olhos. Sentindo-me miseravelmente culpada novamente.

– Não vamos pensar nisso agora – sussurrou perto da minha orelha e tremi ligeiramente, sua voz ainda provocava coisas inexplicáveis em mim.

– E vamos pensar em que então? – perguntei e ele me afastou um pouco, um sorriso lento se espalhando em seus lábios.

– Eu tenho algumas ideias... – murmurou com o rosto a centímetros do meu e sorri.

– Eu aposto que tem.

– Você não pode me culpa, não é Bella? – falava enquanto passava seu rosto por meu pescoço – Foram tantos anos...

– Não... – sussurrei, incapaz de pensar em algo coerente. Seus lábios me fazendo novamente esquecer de tudo – Eu também senti saudades.

Ele sorriu antes de colar sua boca na minha e me fazendo dele novamente. Pois eu era sua, não importava o momento ou ocasião, eu sempre iria querê-lo. Eu sempre seria dele.

E dessa vez seria para sempre.


Oi! O que estão achando? Será que dessa vez Bella conseguirá vencer os problemas?

Estou amando os comentários de vocês, me divirto e me emociono a cada um!

Próximo cap nosso Ed irá fazer uma surpresinha para as crianças e Bella, o que será?

Beijinhos e até a próxima!