Em busca do paraíso

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Narrado por Aurora

-O que você está fazendo aqui? – Perguntei completamente chocada.

-Vai dizer que não sabe – Falou Marcus e eu baixei os olhos para não me iludir – Porque você foi embora?

-Vai dizer que não sabe – Falei virando as costas para ele fechando os olhos quando senti que ele estava quase grudado ao meu corpo – O que você quer Marcus?

-Quero você de volta no a Itália – Respondeu Marcus e eu me virei ignorando a proximidade em que nossos corpos se encontravam.

-Não você não quer, Marcus. Você nunca sabe o que quer – Falei mordendo o lábio inferior refreando a vontade de chorar – O Aro me permitiu ir embora.

-É claro que ele permitiria – Falou Marcus amargo e eu dei um passo para trás.

-Marcus! Que surpresa mais encantadora – Disse Edward em um tom calmo aparecendo no jardim ao lado de Bella que me olhou pedindo desculpas silenciosas.

-Edward! – Cumprimentou Marcus sem tirar seus olhos dos meus.

-Porque não conversamos lá dentro? – Perguntou Bella tentando ser amistosa.

-Seria melhor – Falei me apressando para lá.

-Marcus – Cumprimentou Carlisle sorrindo amigavelmente.

-Ola Carlisle – Disse Marcus em tom cordial – Desculpe se eu estou sendo rude, mas porque a casa cheira a lobos?

-Longa história meu amigo – Falou Carlisle sorrindo e Marcus forçou um sorriso.

-Porque você não sobe para ficar com a Leah, Bella – Pediu Edward e a morena assentiu me mandando um sorriso antes de sair – Eu e o Carlisle estávamos indo para o hospital e a Esme para a cidade. Então fiquei a vontade.

-Não é necessário, Edward – Falei sorrindo percebendo bem o que ele estava fazendo.

-Muito obrigado, Edward – Disse Marcus e eles saíram em silêncio. E acredito que o Edward daria um jeito para nenhum dos outros aparecerem – O Edward é sempre tão sensitivo.

-Acho que leitor de mentes na verdade – Falei sentando no sofá olhando para o Marcus – A final, porque você está aqui?

-Eu não poderia deixar você simplesmente ir embora – Disse Marcus em tom baixo olhando para o chão e novamente senti vontade de chorar.

-Eu não agüento mais, Marcus, não agüento mais essa situação – Falei escondendo meu rosto com minhas mão – Não agüento saber que você é o amor da minha existência, mas não me quer. Não quero, não agüento olhar para seu rosto dia após dia, década após década e não poder te tocar. Eu não posso mais.

-Você sabe que eu quero você Aurora, mas eu não posso – Disse Marcus e eu sorri com amargura o encarando novamente.

-Você não pode, e eu não posso mais continuar com isso – Falei levantando me aproximando dele passando minha mão pelo seu rosto fazendo um breve caricia sentindo seu corpo primeiro endurecer para logo relaxar – Há muitos anos eu parei de sonhar que aconteceria algo entre nós Marcus. Apesar de destinados a ficar justos, apesar de você saber a intensidade do amor que sinto por você. Tudo se trata de escolhas. E você já fez a sua. Mas, pelo menos agora eu vou ficar envolta de pessoas que realmente acreditam que amar vale à pena. Ficar em volta de pessoas que eu mesmo ajudei. E isso me faz bem. Saber que eles estão felizes. Então, por favor, só vai.

-Aurora – Sussurrou Marcus e eu tirei a minha mão do seu rosto subindo as escadas sem olhar para trás. Assim era mais fácil dar adeus.

Narrado por Isabella

-Vocês vampiros são muito, muito estranhos – Comentou Leah e eu sorri – O que essa novata é?

-Bom, nós vampiros quando amamos é tudo extremamente intenso sabe? E a Aurora vê os possíveis companheiros para eternidade. Mas, como tudo na vida, isso depende das escolhas de cada um – Expliquei e ela fez cara feia me fazendo sorri novamente. A Leah realmente não acreditava mais no amor.

-Ola queridas – Cumprimentou Aurora aparecendo na porta parecendo extremamente abalada – Acho que não fomos apresentadas. Eu sou a Aurora.

-Leah – Respondeu a loba e eu sorri.

-Aurora, tem como você ficar cuidando da Leah? – Perguntei sorrindo de forma amistosa – Eu preciso ir falar com o Edward.

-Claro, querida – Disse Aurora e eu saí apressada encontrando quem eu procurava já perto da cidade – MARCUS!

-Acho que não fomos apresentados – Comentou Marcus continuando a andar.

-Eu me chamo Isabella – Falei meio apreensiva e ele não parou de andar – Você não pode ir embora!

-E posso saber por quê? – Perguntou Marcus se virando para me encarar e seus olhos eram tão frios.

-Porque a Aurora merece ser feliz – Falei tentando simplificar tudo que eu estava pensando e sentindo.

-E é por isso que eu vou embora menina, para que a Aurora possa ser feliz – Disse Marcus já se virando, mas segurei o seu pulso fazendo com que ele me olhasse de modo quase assassino. Realmente não era seguro fazendo contato corporal com um vampiro daqueles.

-Olha, eu realmente não sei os motivos que o fazem querer afastar a Aurora então não posso te julgar – Falei soltando o seu pulso como se tivesse levado um choque – Mas, quando o Edward me explicou tudo disse que um amor pode se perder pela escolhas que fazemos. Que tudo é tão frágil quanto um cristal. E até então só você havia feito escolhas. Contudo, agora, ela fez a dela. E talvez demore, mas ela talvez consiga te esquecer e outra pessoa entre na sua vida a fazendo ser feliz.

-Isso é o que eu quero – Falou Marcus me olhando friamente querendo que eu vá embora e o deixe ir em paz.

-Que bom saber que você está preparado para saber que os sorrisos que ela esboçar não serão para você. Que os olhares amorosos não seguiram mais a sua direção. Que os abraços, beijos e qualquer demonstração de afeto não terão o teu corpo como receptor – Falei com calma e com um sorriso frio no rosto – Sabe, de certa forma eu te invejo. Porque eu não sou altruísta ao ponto de pensar em me afastar do Edward seja qual for o motivo. Nisso eu sou demasiadamente egoísta. Porque eu o amo demais para dar as costas. Mas, já estou interrompendo sua ida demais. Foi um prazer conhecê-lo.

-Essa sua jogada não funcionará comigo – Disse Marcus e eu sorri inocentemente como só a Alice conseguiria fazer melhor.

-Vale a pena pelo menos tentar não é? – Falei arrancando um pequeno sorriso dele antes que eu saísse em direção à floresta parando em uma clareira que parecia um pedaçinho do paraíso, era tudo tão perfeito.

-Eu sempre quis te mostrar esse lugar e nunca encontrei o momento ideal – Comentou Edward que estava deitado no centro da clareira mais parecendo uma estatua de mármore que tem por intuito demonstrar a própria perfeição. A personificação da beleza.

-Você está com raiva de mim? – Perguntei ainda parada entre as árvores mesmo sabendo que ele me via perfeitamente.

-Porque eu estaria com raiva de você? – Questionou Edward com calma fazendo um gesto com a mão pedindo para que eu me aproximasse. E na velocidade de um humano me pus a sentar ao seu lado. Baixando o rosto para não encarar seus olhos bondosos. Eu sabia que estava sendo boba. Sabia que mais parecia uma criança. Mas, eu tinha medo de ver decepção em seu olhar.

-Por não ter te contado sobre a possível chegada do Marcus – Respondi e quase pude o sentir sorrir quando o mesmo segurou meu queixo fazendo com que eu o encarasse.

-Minha menina, isso não era um segredo seu – Falou Edward acariciando meu rosto com delicadeza me fazendo fechar os olhos para apreciar melhor o carinho – Não há nada pelo que se desculpar. Só sinto pela Aurora.

-Eu também – Falei deitando a cabeça no seu colo sorrindo quando o sentir fazendo cafuné de uma forma lenta, carinhosa. Que aposto, que se eu pudesse dormir já estaria sentido minhas pálpebras pesarem – Porque o Marcus tem que ser tão cabeça dura?

-O Marcus já teve um amor, Bella – Contou Edward em tom baixo – Só que ela foi destruída. Ninguém nunca entendeu bem o que aconteceu. Mas, se fosse eu. Também teria medo de perder meu amor novamente.

-Nós sempre perdemos coisas importantes por medo, não é? – Comentei e ele baixou o rosto colando seus lábios na minha testa de um jeito carinhoso – Eu tenho sorte por ter você em minha vida, Edward.

-Não mais do que eu – Falou Edward e eu segurei sua nuca acariciando de leve antes de puxar seu rosto para mais perto do meu o beijando com desejo. Seus lábios eram exigentes como de degustasse meu sabor. Como se fosse um vinho raro que o Edward queria descobrir cada detalhe escondido. Puxei-o para mais perto fazendo com que seu corpo ficasse por cima do meu. Minhas mãos puxavam seu cabelo com força enquanto suas mãos invadiam minha blusa tocando em minha pele e parecia que meu corpo entraria em combustão espontânea. Eu o desejava demais para o meu próprio bem. Era como se nada a mais estivesse acontecendo a não serem suas mãos no meu corpo me levando a beira da completa insanidade.

Inverti nossas posições sentando em sua barriga com uma perna de cada lado do seu corpo. Encarei-o encontrando nos seus olhos o reflexo perfeito da minha luxúria e colei nossos lábios novamente me perdendo em um caleidoscópio de sensações que só Edward poderia me fazer sentir. Suas mãos pareciam brasas queimando meu corpo enquanto subiam pecaminosamente lentas por minhas coxas subindo pela lateral do meu corpo tirando minha blusa.

Nossos lábios se desgrudaram e eu levantei os braços para ajudá-lo na tarefa. O Edward sempre foi adepto a que as roupas permanecessem em perfeito estado. Sorri para ele descendo meus beijos por sua bochecha e mandíbula subindo minhas mãos pelo seu peito sorrindo de forma lasciva rasgando sua blusa o fazendo gargalhar de modo despreocupado antes de inverter novamente nossas posições me beijando com desejo me levando quase ao estado nirvana.

-Er...desculpa interromper esse momento – Ouvi o Black falando e gritei enquanto o Edward cobria o meu corpo pegando minha blusa me entregando. E era nesses momentos que agradecia o fato de não poder mais corar.

-Eu sugiro que você pare de pensar isso, Black – Rosnou Edward e seus olhos estavam enegrecidos do que antes era desejo para a raiva. E eu realmente nem queria imaginar o que o Black estava pensando para deixar o Edward tão irritado.

-Meio impossível, sanguessuga – Falou o lobo e levantei em um pulo me colocando na frente do Edward.

-Olha seu imbecil ou você fala para que veio aqui ou pode ir embora. Eu realmente não estou com paciência de atuar adolescentes e seus hormônios. – Falei irritada retirando meu escudo por breves segundos para acalmar o Edward. "Amor, seja lá o que essa criança está pensando, lembre que ele só pode imaginar" pensei fazendo o Edward ficar levemente mais calmo – Agora fala, Black.

-Ta! Desculpa! – Falou Black desviando o olhar do meu corpo. Era realmente divertidíssimo ser o objeto de desejo de um adolescente – Eu não sei como desafiar o Sam sem expor a Leah ou me passar por um filho da puta ambicioso.

-Qual o problema de se passar por um filho da puta ambicioso? – Perguntei o olhando com ironia.

-O problema é que se ele ficar como ambicioso nenhum lobo o seguirá – Falou Edward bem mais calmo, mas seus olhos ainda estavam negros.

-Ai as coisas se complicam – Falei mordendo o lábio inferior – O que eu acho é que você tem que conversar com a Leah.

-E falar o que? Que vou expor a vida dela? – Perguntou o Jacob irônico e eu revirei os olhos.

-Bom, só assim os lobos vão poder se decidir entre ficar com um idiota ou uma criança – Respondi com um sorriso sarcástico e ele rosnou me fazendo levantar a sobrancelha – Ela ta acordada.

-Está bem então. Vamos? – Chamou Jacob e eu nunca tive tanta vontade de rir.

-Vai indo na frente – Mandou Edward e eu lhe lancei um olhar irritado – Bells, infelizmente temos que resolver isso.

-Mas, eu quero ficar aqui. Com você. Continuando de onde fomos interrompidos – Falei pausadamente subindo minhas mãos pelo seu peito nu roçando meus lábios nos seus.

-E eu quero ficar aqui com você, mas você precisa ir aconselhar a Leah e eu preciso ir caçar – Disse Edward e eu sorri de forma sensual.

-Eu adoraria te ver caçando – Falei tentando parecer inocente.

-Provavelmente seria outra coisa que eu caçaria – Disse Edward segurando minha nuca com força roubando meus lábios nos seus. Devolvi o beijo com desejo colocando meu corpo no seu segurando no seu pescoço passando minhas pernas pelo seu quadril.

Eu estava totalmente sustentada pelo Edward sentindo um delicioso atrito entre os nossos centros de prazer levando o resto de sanidade que poderia existir tanto em mim quanto no meu controlado vampiro. E admito que no meu íntimo eu simplesmente adoro fazer o Edward perder sua compostura.

-Bella, o que em você está vibrando? – Perguntou Edward enquanto sugava meu pescoço me fazendo revirar os olhos.

-A droga do celular – Respondi gemendo de insatisfação quando o Edward parou de brincar com a pele do meu pescoço – Edward!

-Atende Bella – Mandou Edward e eu sabia que todo o seu controle estava de volta então atendi a peste do celular.

-Bella! Bella, você está bem? – Perguntou Alice aflita e eu arregalei os olhos completamente preocupada me sentando no chão enquanto Edward me olhava também preocupado escutando com calma.

-Alice, eu estou ótima – Falei lançando um olha interrogador para o Edward – O que aconteceu?

-Ai meu Deus! Oh Deus! Ainda bem – Disse Alice parecendo muito nervosa e ao mesmo tempo aliviada.

-Ali, se você ainda estiver com o Jasper passe para ele – Pedi e ouvi-a passando o celular de mão – Jasper? Jasper, o que está acontecendo?

-A Alice estava com um pressentimento que algo muito ruim está para acontecer com você – Explicou Jasper tentando ficar calmo, mas eu sabia que ele estava se matando por saber que a Alice estava de alguma forma sofrendo – Aconteceu alguma coisa?

-De diferente só que a Aurora irá morar com vocês e o Marcus apareceu por aqui – Respondi ficando em pé com a ajuda do Edward.

-E você ainda diz "só"? – Perguntou Jasper alarmado e o Edward tirou o celular da minha mão com delicadeza e carinho.

-Jasper, acalme-se ou deixará a Alice alarmada – Pediu Edward em um tom seguro – O Marcus não veio aqui em busca de problema, veio atrás da Aurora, mas já se foi.

-Tudo bem. Vou desligar – Falou Jasper cortando a ligação e o Edward me devolveu o celular.

-Ela sempre tem isso? – Perguntou-me Edward me retirando dos meus pensamentos.

-Sempre – Respondi fechando minha blusa novamente – O que me preocupada é que quando acontece sempre ocorre algo, seja para o bem ou para o mal.

-Vamos torcer para que nada aconteça – Falou Edward beijando minha testa – Agora é melhor você ir ver como estão às coisas com a Leah.

-Boa caçada – Falei beijando seus lábios de leve saindo correndo pelas árvores. Eu ainda pensava no que poderia ser que a Alice havia previsto e quando senti o cheiro de vampiro parei instintivamente de correr.

-Ora, ora, ora aonde o destino me levou – Disse àquela voz que até hoje me dava nojo – Se não é a minha cria favorita.

-O que você está fazendo aqui? – Perguntei olhando com nojo para aqueles olhos vermelhos.

-Passeando – Respondeu James com ironia.

-Pois continue com seu passeio e saía da minha frente – Falei com calma sorrindo irônica – Eu não sou mais aquela humana fraca.

-Isso eu quero ver – Disse James sorrindo malicioso pulando para me atacar, mas foi segurado pelo pescoço no ar pelo Emmett que apareceu do nada enquanto Rosalie se colocou ao meu lado.

-Posso saber o que você acha que está fazendo atacando a minha irmãzinha? – Perguntou Emmett rosnando ameaçador enquanto James se soltou do aperto rosnando também. Rosalie apertou minha mão antes de sair correndo pelas árvores.

-Apenas conversando com minha cria – Disse Jasper irônico – Querendo saber se continua tão fraca. Porque com certeza foi o sangue mais doce que eu provei.

E antes que ele pudesse falar qualquer a mais o Edward saltou de cima das árvores pulando em cima dele com uma ferocidade que eu nunca tinha visto antes.

-Vai lá Edward! Acaba com ele – Gritou Emmett parecendo bastante animado – Ele falou e quis machucar sua mulher! Vai lá, maninho! Eu faço a fogueira!

-Emmett! Faz eles pararem – Pedi completamente apavorada – O Edward vai se machucar.

-Não! O Edward vai arrancar cada pedacinho daquele idiota – Falou Emmett gargalhando e logo depois James conseguiu se soltar e saiu correndo prometendo voltar – Vai! Foge seu covarde!

-Edward! – Exclamei correndo até ele procurando ferimentos odiando ver que o James machucou seu abdômen.

-Vai se curar rápido – Disse Edward segurando o meu rosto com as duas mãos me fazendo encarar seus olhos ainda negros – Você está bem?

-Nunca mais me deixe tão preocupada outra vez – Falei com os olhos molhados por lágrimas que nunca iriam ser derramadas – Eu fiquei com tanto medo dele te machucar.

-Ele nunca mais vai se aproximar de você – Falou Edward me abraçando com força.

-Ele não vai deixar isso em branco – Sussurrei o abraçando com mais força.

-Ele que volte – Falou Rosalie se juntando ao abraço.

-É isso ai ursinha, ele que venha – Disse Emmett rindo a toa – Só que vai ter que enfrentar todos os Cullen antes de chegar perto de você, Bellinha.

-Ursinha? – Questionou Edward em tom de riso e eu ri de encontro ao peito do meu amor.

-Nós estamos juntos – Disse Emmett abraçando a Rose pelos ombros a fazendo sorri.

-Parabéns – Falei ainda abraçada ao Edward. Nós começamos a nos mover em direção a nossa casa. Mas, algo me dizia que não seria a última vez que eu veria o James.

* * *

Narrado por Jacob

Dizer que eu estava constrangido era apenas o começo do que eu sentia. Seria impossível não ter sonhos eróticos com aquela vampira hoje. Cheguei à casa dos Cullen e subi até o quarto da Leah encontrando uma vampira desconhecida no quarto.

-Quem é você? – Perguntei a olhando desconfiado.

-Aposto que esse deve ser o Jacob – Disse a vampira olhando para a Leah com um sorriso no rosto – Eu sou a Aurora. Sou a nova integrante dos Cullen. Virei vegetariana.

-Oh! Parabéns – Falei sem saber mais o que dizer. Não havia avisado que haveria novos vampiros por aqui.

-Eu estava terrivelmente curiosa para encontrá-lo – Falou a vampira com um sorriso gentil no rosto. E ela quase conseguia ser tão educada quanto a Esme – Quando a Leah me contou tudo que estava ocorrendo fiquei bem mais aliviada quando soube que você iria resolver essa história terrível.

-Desde quando você conversa com vampiros? – Perguntei arregalando os olhos surpreso.

-Desde que eu passo 24 horas cercada por eles – Respondeu Leah enquanto a vampira de olhos estranhos sorria passando um negocio estranho em seu cabelo.

-Bom, imagino que tenha algo muito importante a tratar com a Leah – Disse Aurora como sempre sorrindo – E bem, eu escutaria de qualquer forma. Então se incomoda de eu continuar a tratar do cabelo da Leah? Essa menina o cortou de uma maneira que não sei como conseguiu ficar se olhando no espelho.

-Não, er...tudo bem – Falei constrangido.

-Como está a minha mãe? – Perguntou Leah parecendo indiferente a vampira que permanecia mexendo em seu cabelo.

-Está preocupada com a mãe da sua amiga, mas tranqüila por saber que estou cuidando de você – Respondi e ela sorriu irônica perante a última parte da explicação – Eu estou aqui para falar de outro assunto.

-Você vai mesmo desafiar o Sam? – Perguntou Leah e seus olhos eram indecifráveis.

-Essa é a idéia – Falei sem saber como abordar o problema.

-E qual é desculpa que você usará? – Perguntou Leah e parecia que ela já sabia o motivo da minha visita.

-Esse é o problema – Falei criando coragem – Se eu não contar o verdadeiro motivo nenhum lobo me seguirá e não adiantará de nada tudo isso.

-Oh! – Exclamou Leah completamente sem ação e nesse momento ela pareceu tão fragilizada e indefesa que senti um forte impulso de abraçá-la. Mas, o refreei quase que instantaneamente.

-O que está acontecendo Leah? – Perguntou a vampira em um tom extremamente preocupado. O que me deixou sem entender, já que ninguém se preocupava tanto com uma pessoa com tão pouco tempo de convivência.

-O Jacob terá que contar o real motivo para desafiar o Sam se quiser que algum lobo o acompanhe – Explicou Leah olhando para o chão com sua voz impessoal.

-E você ta com medo – Disse Aurora depois de alguns segundos me fazendo olhar para a Leah surpreso. A Leah com medo? – Lembra quando eu expliquei brevemente o meu "poder" especial? Então, eu sinto coisas sobre humanos porque já fui uma e sobre vampiros porque sou uma. Não sinto sobre lobos, mas continuo a perceber sentimentos que unem pessoas. E eu sei que o Jacob nunca fazia algo que lhe magoasse intencionalmente. Você está entendo o que eu quero dizer?

-Que eu posso confiar no Jacob – Disse Leah parecendo esquecer que eu também estava no quarto – Faz o que tiver que fazer, Jacob.

-Eu...tudo bem então – Falei passando a mão pelos meus cabelos curtos – Olha Leah, eu realmente confio em mim e tudo mais. Só que se as coisas não saírem como o planejado eu vou ser exilado. Então antes de desafiar o Sam vou conversar com meu pai e com o Carlisle e pedir pela sua proteção.

-Como assim? – Questionou Leah nervosa e quando seus olhos se encontrar com os meus senti uma apreensão. Um medo de que essa fosse à última vez que eu a veria.

-Eu vou sair – Disse Aurora saindo correndo fechando a porta em seguida atrás de si.

-Não sejamos ingênuos Leah – Falei me acocorando aos seus pés colocando as mãos na cama uma a cada lado do seu quadril – A partir do momento que eu desafiar o Sam eu posso perder e não poderei mais te proteger. Então eu preciso saber que você ficará bem.

-Eu...brigada – Disse Leah e seus olhos foram de encontro ao meu de uma forma tão indecifrável. E em um impulso. Uma vontade que não consigo explicar de onde veio. Levantei o tronco tocando seus lábios com os meus e quando sua resposta foi positiva levantei sem quebrar o contato aprofundando o beijo. Suas mãos se afundaram nos meus cabelos e seu gosto e cheiro atiçaram meus sentindo e a fiz deitar na cama. Cobri seu corpo com o meu tocando na sua pele quente por baixo de sua blusa. E quando já estava difícil de respirar me afastei levemente encarando seus olhos nublados de desejo. E foi quando me dei conta que eu estava deitado na cama beijando Leah Clearwater.

-Er.. – Tentou dizer Leah quando praticamente pulei da cama ficando de pé na sua frente.

-Para dar sorte – Falei sorrindo antes de ir embora.

* * *

Narrado por Marcus

Observei a vampira ir embora e terminei de andar entrando no meu carro pronto para ir até Seattle e pegar um avião de volta para a Itália. Mas, fui tirada dos meus pensamentos com a batidinha na janela e quando olhei vi o Carlisle sorrindo para mim.

-Ola meu amigo – Falou Carlisle e eu abri a porta saindo para falar com ele – Já está indo embora?

-Vou pegar meu avião em Seattle – Falei com calma e ele me sorriu novamente – É uma pena que não pudemos conversar mais.

-E já resolveu o seu problema com a Aurora? – Questionou Carlisle preocupado.

-Ela vai ficar aqui – Disse tentando não mostrar a minha amargura – Eu quero pedir para que você a ajude e a proteja.

-Não precisava nem pedir Marcus – Falou Carlisle em tom calmo me oferecendo a mão que apertei com calma – A Aurora estará mais protegida do que nunca.

-Obrigada Carlisle – Disse entrando no carro para logo sair de Forks. A viagem até Seattle passou rápido e eu queria esquecer a imagem da Aurora indo embora. Era mais difícil do que eu imaginava ficar longe dela. Entrei no hotel onde havia guardado as minhas coisas e sorri amargo quando entrei no quarto – Veio ver se eu voltaria como o ordenado?

-As ordens oficiais são essas – Respondeu aquela voz angelical que combinava com os traços delicados e harmônicos emoldurados por cabelos loiros levemente cacheados. Ela lembrava tanto um anjo. Mas, conhecendo-a como eu conheço. Ela só podia ser um anjo da morte.

-E quais são as não oficiais? – Perguntei sentando em um dos sofás e ela sorriu.

-Não é só você que quer se despedir da Aurora – Falou Jane sentando-se ao meu lado com um sorriso no rosto – Leve-me até lá.

-Eu já me despedi – Falei olhando para seus olhos e ela franziu a testa.

-Não seja egoísta – Pediu Jane – Iremos correndo e voltaremos mais rápido ainda.

-Não me deixará em paz enquanto eu não for não é? – Perguntei e ela sorriu já pulando da janela e não tive outra escolha se não correr atrás dela.

Eu nunca fui adepto dessa maneira de se locomover, mas admito ser bastante útil. Chegamos à casa dos Cullen sem problema, mas para minha total surpresa estava vazia. Apenas a estranha loba acolhida pelos vegetarianos estava lá.

-Onde estão todos? – Perguntou lançando um olhar repreensivo a Jane que torcia o nariz parecendo bastante incomodada.

-Na floresta – Respondeu a loba a contragosto – Aparentemente há vampiros inimigos na área.

-Inimigos? Os Cullen bobocas possuem inimigos? – Perguntou Jane incrédula, mas nem liguei começando a correr pela floresta pulando para cima das árvores sendo seguido por Jane que rosnou baixo quando viu os Cullen na frente de três vampiros. Era fato que os quatro homens protegiam as mulheres, mas ver a Aurora em posição de batalha a vez pular na frente de todos encarando os três forasteiros. Só não posso dizer quem ficou mais surpreso. Os Cullen ou os três vampiros.

-Aurora, é por isso que você deixou a Itália? – Perguntou Jane de costas para os vampiros encarando Aurora que relaxou sorrindo para ela.

-Oh Jane! Normalmente é tudo mais calmo, mas esse vampiro quer matar a Bella e nenhum de nós deixaria que isso acontecesse – Falou Aurora com calma e eu não sabia se tinha mais vontade de matar os vampiros ou a tal Bella por colocar a Aurora em perigo.

-Vocês não sabem quem eu sou, mas vou me apresentar – Falou Jane se voltando para os vampiros "inimigos" sob os olhares surpresos dos Cullen – Eu sou uma Volturi e os Cullen estão sobre a proteção dos Volturi a partir de agora. E se vocês se aproximarem de algum deles pelo menos uns 1.000 metros, não se engane que eu vou saber, e ai vou matar cada um lentamente. Aproveitando cada grito.

Jane sorriu de forma sádica e seus traços angelicais se tornaram demoníacos quando o loiro que aparentava ser o líder dos vampiros começou a se contorcer gritando de dor. Aurora fez menção de se mover para impedi-la, mas a Bella segurou seu pulso.

-Lembre dessa dor quando pensar em se aproximar dos Cullen – Disse Jane sorrindo novamente – Estão esperando o que para ir embora? Um convite?

Os outros dois ajudaram o loiro a levantar e saíram correndo nos deixando sozinhos. Jane se voltou para os Cullen estreitando os olhos irritada.

-Espero que vocês cuidem melhor da Aurora do que isso – Disse Jane encarando o Carlisle que sorriu de forma gentil.

-Cuidaremos – Falou Carlisle em tom carinhoso – Mas, você pode ficar um tempo por aqui para se assegurar de tal fato se assim preferir.

-Não precisa se incomodar Carlisle – Falei pulando da árvore – Nós já estamos de partida.

-Na verdade, não estamos mais – Falou Jane sorrindo – Eu aceito com prazer esse convite de passar um tempo em Forks, Carlisle.

* * *

N/a: Ola meus amores!!

Sim, também fiquei surpresa quando vi que estava na data certa!!

hauhauhauahuaha

Então...surpresa!!

Gostaram do capítulo??

Varias surpresas não??

E do próximo capítulo não passa a batalha entre os lobos!!

Então gostaram dos recém-chegados??

Espero que sim...mantenham a mente aberta por a minha mente insana está prometendo mil e uma loucuras

Nayfa-- Ola querida!!

Tudo bem??

Espero que goste desse capítulo também

Bom meus amores, agora explicações sobre o capítulo.

A parte que o Edward comentou da história do Marcus, eu meio que procurei na internet. E uma página dizia que ele amou a irmã do Aro, e quando ela pediu para ele deixar os Volturi o Aro a destruiu.

Não sei se de fato aconteceu, mas como se encaixou perfeitamente no que eu pretendia acabei usando a informação.

Próximo poste: 23/04

Não deixem de mandar reviews e aproveito para agradecer a quem colocou a fic em alerta e/ou favorita e a minha pessoa como autora favorita. Muito obrigada mesmo.

=***

Até o próximo.

08/04/2010