Name: O Espírito da Fênix

Author: Delly black fenix

Beta: Bruna Watson

Type: Romance / Suspense

Censura: vai de cada um.

Ships: Edward / Bella

Criada em: 12 de outubro de 2009

Resumo: Bella Swan teve um dia terrível. No espaço de poucas horas, ela sobreviveu a uma explosão, viu sua patroa morrer, teve um sonho assustador, e agora está num decadente hotel em Chicago, com o charmoso e sexy Edward, um homem que ela deseja e de quem ao mesmo tempo tem medo...

Há mais de trezentos anos, Edward é o guardião da Fênix, uma mulher mortal escolhida para afastar as trevas, e por uma bizarra reviravolta do destino, Bella se tornou essa mulher. Três horas atrás, tudo o que Edward queria era seduzi-la... Agora, é seu dever protegê-la.

Um plano aterrorizante está em execução; um plano que precipitará Edward e Bella numa batalha épica entre o Bem e o Mal... e numa corrida desesperada para salvar sua paixão!

Capa: http: //farm3. static. flickr. com/2787/4105581505_4a4716488d_o. jpg (é só tirar os espaços)

Disclaimer: Os personagens pertencem a Stephanie Meyer e o texto a Alexandra Ivy (pseudônimo para Debbie Raleigh)

N/A: Gentii eu fiz uma capa para a fic, dêem uma olhada lá. Tem o link aqui e no meu perfil é direto também. Aproveito a oportunidade para me desculpar por estar off no ultimo capítulo e para agradecer a todos os comentários, em especial à juliablack que disse que iria comentar todos os dias para eu postar logo e dizer que eu sei o que é estar louca por uma fic e o autor não postar logo. Isso é totalmente frustante.

Então é isso, o capítulo está aqui e eu ainda tenhos as minhas duvidas se alguém realmente lê o N/A...

~° delly °~

N/B: fica tranqüila, eu leio o N/A DOIOIOIEODIEODIEODIEO. (N/A: *-*)

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Capítulo 9

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Horas mais tarde, Edward continuava a caçada pelos silenciosos subúrbios da cidade. A seu lado, Bella, que tomava a contra gosto as ervas que tinha insistido que bebesse, estava sentada em um estranho silêncio. Muito silenciosa, deu-se conta quando jogou uma olhada ao delicado perfil, prateado pelo efeito da luz da lua.

Embora Bella sempre tivesse o cuidado de manter a distância, não era habitual que se calasse completamente. Deveria estar se queixando por quão inútil era procurar alguma pista das bruxas ou lhe castigando por ter ex-amantes letais. Ou pelo menos, lhe dizendo como deveria conduzir.

Em vez disso, estava sentada com os ombros cansados, bebendo as ervas e… Repentinamente, o cenho de Edward se aprofundou. Estava cantarolando? Pelo sangue do Diabo. Definitivamente havia algo que andava mal nesta mulher. Reduzindo a velocidade do carro, ele esclareceu a garganta cauteloso.

—Bella?

—Mmmmmm?

—Está bem?

—Só estava pensando.

Bom, isso não parecia tão mau. Pelo menos não tinha entrado em estado catatônico.

—O que está pensando?

—Todos os vampiros têm um Porsche?

Desconcertado, deu-lhe um rápido olhar. Era nisso que tinha estado tão absorta? Nas preferências de transporte dos vampiros?

—Claro que não— disse devagar — Conheço vários vampiros que preferem o Jaguar e inclusive um que acharia perfeito um Lamborghini. - Melhor dizendo, isso é o que ele desejaria.

—Ah! — agitou o dedo para ele. — Sabia que havia algo suspeito. Simplesmente supunha que esses ricos tinham vendido sua alma ao diabo. Ao invés disso, são todos demônios. Sim, tudo isto é uma grande conspiração. — Ela riu bobamente. Logo, tomou outro grande gole, virou a cabeça no suave couro do assento e o olhou com os olhos meio fechados. — O que aconteceu com os dias que um vampiro se escapulia através da rede de esgoto e vivia em uma úmida cripta?

Ele arqueou uma sobrancelha.

—Acredito que terminaram ao mesmo tempo em que os mortais decidiram engatinhar para dentro de suas covas.

—Ainda assim, deveria se converter pelo menos em morcego ou ter a testa muito pronunciada. Algo mais vampiresco.

Bem. Era oficial. Sem exceção, as mulheres mortais eram as criaturas mais imprevisíveis, caprichosas e dementes que jamais andaram na terra. E essa mulher era a campeã das campeãs em levar um vampiro à loucura. Um minuto estava aterrorizada, ao seguinte zangada, e logo, toda suave e vulnerável.

Ainda assim, esse risinho tolo e esse humor quase frívolo era uma mudança clara. Poderia pensar que estava bêbada se não fosse… Oh, condenado inferno. Os olhos de Edward se estreitaram quando a viu dar outro longo trago à bebida. Era isso. Tinha passado tanto tempo desde que Rosalie se converteu na Fênix que havia esquecido o efeito das potentes ervas. Ao longo dos anos, ela havia se acostumado à beberagem, mas houve um tempo que tinha reagido com o mesmo vertiginoso atordoamento.

— Bella? — murmurou.

— Mmmmm?

—Está bebendo as ervas de Rosalie?

—Sim. — sorriu alegremente. — E sabe, uma vez que se acostuma ao gosto amargo e aos grumos ocasionais, não é totalmente repulsivo. Faz sentir… formigamentos.

—Formigamentos?

Abruptamente ela fez uma careta.

— Exceto por meu nariz. Não posso sentir meu nariz. Ainda está aí, certo?

Edward engoliu a risada quando se estirou para lhe dar um ligeiro golpe no nariz. Quando estava bêbada era inesperadamente cativante.

— Sã e salvo no centro de seu rosto. — lhe assegurou.

— Bem. Eu não gosto muito dele, mas não quero perdê-lo.

— Não? É um nariz bonito de se ter. — percorreu seus pálidos traços durante um momento antes de voltar o olhar para as escuras ruas. — É um perfeito e fino nariz.

— É muito pequeno e têm sardas. — ela resmungou.

Edward apertou os dedos no volante enquanto girava para o parque que estava no limite do arvoredo.

—Mortais. —resmungou molesto— Por que se preocupam tanto pela aparência física? Não só desaparece rapidamente, mas também é insignificante.

Suas palavras foram recebidas com um ruído desdenhoso.

— Falou um que pertence às pessoas realmente formosas. — se queixou Bella— É fácil condenar a vaidade superficial quando se é como um deus grego.

Edward lhe deu uma rápida olhada.

— Pensa que pareço um deus grego?

— Na realidade, parece mais um pirata. Um pirata muito, muito perverso.

Um pirata? Isso parecia quase tão bom como um deus grego. É obvio, havia dito que era um perverso.

— De acordo, vou tomar isso como um elogio.

— Tem que saber que é magnífico.

— Bom, tudo isso está no reflexo, querida. — disse com voz seca— Não passo muito tempo me arrumando diante dos espelhos.

—Oh… esqueci— soluçou. — Sinto muito.

—Não é tão excitante como ter a testa pronunciada ou converter-se em morcego, mas pelo menos é vampiresco.

Ela assentiu lentamente.

— Suponho que é verdade. E tem as presas.

— Sim, tenho as presas.

Deixou sair um suspiro lânguido.

— Ainda assim, converter-se em morcego seria genial.

O sorriso de Edward se desvaneceu. Ela não tinha nem idéia do monstro em que era capaz de converter-se. Em sua mente tudo o que havia eram mitos e contos de fadas.

—Bella.

—O que?

— Acredito que já teve o suficiente dessas ervas por enquanto.

Houve uma breve pausa antes que lutasse por endireitar-se no assento.

— Pode ser que tenha razão. A cabeça está começando a me dar voltas.

Edward deu um pequeno golpe no interruptor para baixar o vidro, permitindo que entrasse no carro uma rajada de ar fresco.

— Melhor?

— Sim. — tirou a cabeça pelo vidro, respirando profundamente. — Sabe, acredito que essa beberagem contém licor.

Edward riu entre dentes quando reduziu a velocidade e conduziu o carro até detê-lo.

— Não se preocupe, querida, muito em breve estará desfrutando de um sorvete de chocolate em lugar de beberagens que parecem ter licor.

Colocando a cabeça para dentro, Bella lhe obsequiou com uma elevação de sobrancelhas.

— Por que paramos? Estamos perto do esconderijo?

— Isso é o que intento averiguar.

Piscou surpreendida.

—Pode senti-lo?

—De fato, espero cheirá-lo.

—Ugh! As bruxas fedem?

—As bruxas não, mas sim algo que há perto do esconderijo. —explicou com um sorriso— Quando Rosalie voltava das visitas, sempre trazia um aroma peculiar.

Bella inclinou a cabeça para um lado.

— Que tipo de aroma?

Edward deu de ombros.

— Não estou seguro. Só sei que quando retornava, eu evitava a casa durante dias. Era muito… peculiar.

Bella pensou durante um longo momento.

— Um açougue? Ou uma fábrica de curtidos?

Edward elevou as sobrancelhas ante a inocência de suas palavras.

— Teria reconhecido o aroma do sangue, meu doce.

— Oh… bem. Que tal uma refinaria de petróleo ou um curral de gado?

— Não, era mais como um campo de trigo podre.

Ela franziu o cenho. Edward não a culpava. Inclusive para um vampiro poderoso, um leve aroma que não podia definir era dificilmente algo com o que pudesse contar. Não era MacGyver.

Então, sem advertência, lhe apertou o braço com força.

—Oh, por Deus!

Imediatamente alerta, Edward olhou ao redor para assegurar-se de que não lhes atacavam.

— O que acontece?

—Sei onde está — murmurou.

—O esconderijo?

— Sim.

—Como?

—Faz anos, meu irmão mais velho trabalhou na fábrica de cereais. — explicou. — Quando voltava, a casa inteira cheirava a trigo podre durante horas.

Havia trigo podre no cereal? Infernos. Como se atreviam os humanos a estremecer-se ante a preferência dos vampiros pelo sangue? Pelo menos ele o ingeria sem estar podre.

— Merece a pena tentá-lo. — concluiu. — Em que direção?

—Sul.

Ligando o motor, Edward girou o carro para o sul. Não tinha garantia de que o esconderijo estivesse perto da fábrica, mas pelo menos era um lugar pelo que começar.

Quando o silêncio descendeu novamente, Edward jogou um olhar furtivo para a mulher que estava ao seu lado. Nesta ocasião, Bella não estava escondendo as potentes ervas ou cantarolando em uma agradável nuvem de névoa. Em lugar disso, suas sobrancelhas estavam franzidas, e mordiscava o lábio inferior como se estivesse profundamente pensativa.

Com esforço, resistiu à urgência de lhe perguntar no que estava pensando. Se nos últimos meses tinha aprendido algo a respeito desta mulher, era que podia escrever uma tese sobre a obstinação. Revelaria o que queria revelar e quando quisesse fazê-lo.

Foi vinte minutos depois que por fim voltou à cabeça para estudá-lo com uma expressão preocupada.

— Edward?

—Sim.

— Jasper parecia zangado quando falou com ele.

De repente Edward apertou fortemente os dedos no volante. Tinha suposto que Bella estava muito ocupada assegurando-se de que nenhum dos hóspedes lhe atacasse o pescoço para dar-se conta da confrontação que teve com seu companheiro vampiro. Parecia que nem sequer um hotel cheio de vampiros e demônios abandonando-se em orgias podia mantê-la distraída.

— Não estava muito ansioso por entregar as chaves do seu Porsche favorito. —replicou com tom ligeiro. — Pode ser muito fastidiosamente possessivo com seus brinquedos.

—Não. — disse com um categórico movimento de cabeça. — Não acredito em você.

— Bastante severo, querida — protestou.

—Não queria que me levasse ao esconderijo. Por quê?

Edward murmurou uma maldição em voz baixa. Maldito Jasper e sua pobre imitação de mamãe galinha.

—Não pôde escutar o que estávamos dizendo. — tentou fanfarronar inutilmente.

— Sei que estavam discutindo e que ele tratava de convencer você de algo— lhe acusou. — Estava preocupado pelo que fariam a você no esconderijo, não é?

— Jasper sempre desconfiou da magia.

— Edward, quero a verdade. — cruzou os braços sobre o peito, tomando claramente uma atitude de "não me faça de boba". —Farão mal a você?

Ele deu de ombros.

— Necessitam-me.

— Necessitavam-lhe, mas agora tudo mudou — murmurou, chegando muito perto da verdade. — De fato, acredito que devemos reconsiderar o fato de procurar as bruxas.

— O que?

— Não quero que lhe façam mal.

Edward manteve um turvo olhar no caminho vazio. Apesar do prazer que lhe produziu sua preocupação, não queria converter esta mulher em uma mártir.

— Bella, não temos alternativa.

— Sempre há alternativas.

Sua expressão se endureceu ante as suaves palavras.

— Não se quer ver livre da Fênix? Elas são as únicas capazes de transferir o poder a outro.

Houve uma longa pausa, e Edward quase se convenceu de que tinha forçado Bella a entrar em razão, quando ela esclareceu a garganta.

— Então talvez eu devesse ficar com a Fênix.

O carro foi para um lado perigosamente antes que Edward pudesse recuperar o domínio de si mesmo. Condenado inferno, a mulher nunca falhava em agarrá-lo com a guarda baixa. Reduziu a velocidade e lhe lançou um olhar descontente.

— Não sabe o que está dizendo — grunhiu. — Não foi preparada para se converter no Cálice.

— Rosalie foi? — perguntou-lhe elevando as sobrancelhas.

Ele fez uma careta quando recordou a sua antiga ama. Embora Rosalie houvesse sido humana, sempre tinha acreditado, de forma arrogante, que estava por cima de outros. Algo não surpreendente na filha de um duque que se considerava ao mesmo nível que seu próprio Deus. Rosalie tinha visto o poder e a imortalidade da Fênix como um direito mais que como um dever.

— Ela sabia no que se metia — murmurou.

Bella estendeu a mão para tocar ligeiramente seu braço.

— Então me diga.

Edward escolheu as palavras cuidadosamente. Não queria aumentar seu medo, mas por outro lado, tinha que assegurar-se de que entendesse meticulosamente por que era impossível para ela carregar tanta responsabilidade.

— Pode imaginar o que é ser imortal? — perguntou finalmente.

— Bom, posso imaginar que faz do seguro de vida uma questão discutível.

—Bella... — disse com voz áspera.

Ela deu de ombros.

— Admito que nunca tive uma razão para pensar sobre isso.

— Significa ver sua família e amigos murchar-se e morrer enquanto permanece exatamente igual — lhe informou bruscamente. — Significa ver a vida passar sem que nunca te toque. Significa estar completamente sozinha.

Bella lhe ofereceu uma risada sem humor.

— Minha assim chamada família, poderia posar para um pôster de famílias disfuncionais. Meu pai nos aterrorizava e logo nos abandonou, minha mãe se embebedava tanto que morreu antes do tempo e meus irmãos fugiram para Chicago assim que puderam escapar. — houve um breve silêncio. — Sempre tive que estar sozinha. — sussurrou na escuridão.

Edward se sobressaltou.

—Bella.

Ela inspirou abruptamente, lamentando o breve momento de vulnerabilidade.

—Que mais?

—Sempre será perseguida. — replicou agudamente, desprezando a urgência de lhe oferecer consolo. Tinha que fazer que recuperasse o juízo. — A cada instante, alguém malvado estará planejando sua morte.

Ela virou no assento para olhá-lo diretamente.

— Mas disse que a Fênix está começando a ocultar-se.

—Está, mas sempre restarão os que possuem suficiente poder ou estão o suficientemente desesperados para te rastrear. Por isso eu estava preso ao espírito, como amparo.

Pôde sentir seu olhar percorrendo seu sério perfil.

— Então você pode me proteger.

Edward ficou rígido e a pele lhe picou com uma repentina quebra de onda de desgosto por si mesmo.

— Como protegi Rosalie? — grunhiu.

— Edward, não pode se culpar…

— Não é questão de culpa; é questão de reconhecimento — replicou com um tom escuro. — Condenado inferno, nem sequer sei o que a matou. O que significa que quanto antes lhe entregue às bruxas, melhor.

— Edward…

— Não — girou a cabeça para atravessá-la com um olhar feroz. — Devemos fazer isto pela Fênix, Bella. Deve ser protegida por aqueles que estão mais preparados para mantê-la fora de perigo.

Superada com claridade por sua estratégia, Bella franziu o cenho frustrada antes de atirar-se contra o suave couro do assento.

— Você não joga limpo, sabe?

Seus lábios se curvaram com humor irônico.

— Um vampiro, doçura, nunca joga limpo. Só brigamos para ganhar.

Uma hora depois, Bella abria caminho resolutamente entre as más ervas que haviam crescido nos campos que rodeavam o parque industrial. Más ervas e aborrecíveis arbustos de espinhos mutantes por energia nuclear, descobriu ao parar pela enésima vez para tentar salvar suas calças da destruição. Diabos, nunca tinha gostado da natureza. Era suja e estava cheia de horripilantes criaturas e coisas que a faziam espirrar. E esta pequena excursão não fazia que tomasse mais carinho. Não podia nem imaginar por que as bruxas não tinham elegido um local no centro comercial. É obvio, as ervas e os espinhos eram só uma pequena parte de seu atual desconforto, admitiu tristemente.

Os nós que retorciam seu estômago e a secura de sua boca eram devidos às bruxas que estavam procurando.

Edward era inflexível em que esta era a única opção, mas não estava muito convencida. Independentemente de seus nobres motivos, tinha sido testemunha dos gritos de piedade de Rosalie quando elas tinham forçado ao poderoso espírito a entrar em seu corpo e, pior ainda, de seu desprezo por Edward quando o tinham encadeado com sua magia.

Podiam ser de confiança umas mulheres capazes de semelhantes atos?

Sentindo náuseas nervosas apertarem seu estômago, Bella virou para olhar ao

homem que caminhava a seu lado. Necessitava urgentemente uma distração se não queria envergonhar-se fugindo e gritando de terror.

— Se pretende me fazer perder a cabeça com uma caminhada à luz da lua, Edward, tenho que te dizer que não estou impressionada — brincou com tom tenso.

Girando a cabeça, ele emitiu um familiar e perverso sorriso.

— Que vergonha, querida. O que pode ser mais romântico que uma agradável brisa noturna…

— Perfumada com o rançoso fedor da fábrica.

— Ou estar rodeado pela beleza da natureza.

— Más ervas que raspam e picam, e que me provocarão bolhas muito desagradáveis.

Ele riu ante suas palavras ácidas.

— Pelo menos tem que admitir que nunca tinha tido um companheiro mais bonito, encantador e sexy.

Bom, ele tinha razão, reconheceu ironicamente. Nem em suas mais selvagens fantasias pôde imaginar que semelhante homem diabolicamente arrumado existisse.

— Possivelmente — concordou a contra gosto. — Mas a maioria de meus encontros não vêm com um fardo de demônios, monstros e zumbis.

Uma sobrancelha negra se arqueou.

— Bastardos aborrecidos. Obviamente não entendem o forte encanto de uma verdadeira aventura.

— Aventura? — fazendo uma careta, Bella esmagou um mosquito com um tapa. — Uma aventura é caminhar através da Praça de São Marcos em Volterra, ou beber café em um encantador restaurante em Paris. Não abrir-se caminho através de um brejo em busca de bruxas.

— De fato, a última vez que tentei desfrutar de um café em Paris, quase me cortaram a cabeça na guilhotina — murmurou— Entende, querida? Tudo é questão de perspectiva.

Bella tropeçou para ouvir a confissão feita de forma indiferente.

— Bom Deus, poderia parar de fazer isso? — queixou-se.

—O que?

— Mencionar o passado de forma tão casual. E eu que pensava que era velha porque me lembro de Melrose com saudade.

Ele simplesmente riu. Maldita fosse sua alma de vampiro.

— Você foi quem tirou o tema de Paris. Só estava te oferecendo minha própria experiência na cidade.

Seu olhar escorregou sobre o formoso rosto banhado pela luz da lua.

— Então, estava em Paris durante o regime do terror?

— Por uns poucos e inesquecíveis meses — sorriu tristemente. —Sugiro que o visite quando não houver uma revolução em processo.

Bella pôs os olhos em branco. Ela na sedutora e sofisticada Paris? Sim, o dia em que lhe crescessem asas e fizesse uma tatuagem na bunda.

— Levarei em conta quando a oportunidade destinada a nunca aparecer ande por aqui.

Nas sombras, os olhos como prata líquida a abrasaram.

— Quem sabe o que te proporcionará o futuro, querida? Faz uns poucos dias não esperava estar com um vampiro ou brigando para salvar ao mundo do mal.

— De fato, teria parecido muito mais provável umas luxuosas férias na França.

Estirando a mão, Edward tirou um cacho que tinha escapado da trança.

— É muito jovem para ser tão cínica.

— Sou realista, não cínica — corrigiu firmemente. — As férias em Paris não são para mulheres que ganham o salário mínimo e… — se calou abruptamente, com os olhos alargados pelo horror. — PUTA QUE PARIU!

Uma sutil tensão ardeu ao redor de Edward quando passou rapidamente uma escrutinadora olhada sobre eles.

— O que ocorre?

— Estou sem trabalho, e meu aluguel venceu.

Houve um momento de afiado silêncio antes que Edward inclinasse a cabeça para trás para gargalhar loucamente. Franzindo o cenho, Bella fincou as mãos nos quadris.

— O que é tão engraçado?

Ele estendeu a mão para lhe agarrar o queixo com seus dedos.

—Converteu-se no Cálice de um poderoso espírito, enfrentou demônios, e dirige-se para se pôr em mãos de umas bruxas. E agora está preocupada sobre se poderá ou não pagar o aluguel?

A Bella lhe estreitaram os olhos ante sua diversão.

— Estou preocupada em passar os dias empurrando um carrinho de supermercado pelas ruas e dormindo sob os bancos do parque… possibilidades muito reais que são tão más como qualquer demônio ou bruxa.

Ele franziu o cenho quando seus dedos vagaram até lhe acariciar a bochecha.

— Pensa que permitirei que lhe joguem à rua?

Uma forte dor oprimiu o coração de Bella. Logo, as bruxas poderiam remover o feitiço e Edward seria preso a outra. Por que ele iria lhe dedicar um único pensamento?

Eram pólos opostos, neste caso vampiro e uma mortal.

Mais preocupava do que queria admitir ao pensar em estar de novo completamente sozinha, Bella forçou um rígido sorriso em seus lábios.

— Bom, enterrou a sua antiga amante em um porão.

— Só em defesa própria — apertou seu rosto com os dedos, com uma expressão estranhamente sombria. — Prometi que nada te machucaria, Bella. Nada. É uma promessa que tenho intenção de manter sem importar o que nos proporcione o futuro.

Ela se forçou a tragar o nó que sentia na garganta quando seus dedos subiram para lhe cobrir a bochecha. Por Deus, sabia como roubar o coração de uma mulher.

— Edward. — disse brandamente.

Ele deixou escapar um pequeno gemido de sua garganta quando pressionou a testa contra a dela.

— Oh, querida, se tiver um pouco de piedade em seu coração, não me olhe assim. Pelo menos não agora.

Um escuro e pecaminoso calor percorreu Bella quando se pressionou contra o duro corpo dele. Se não se encontrassem em um brejo espinhoso, ou se os demônios não estivessem perseguindo-os, ou se não houvesse perto bruxas à espreita, o teria atirado ao chão e feito o que gostasse com ele. Maldição, a fazia sentir-se quente e incômoda. Infelizmente, nenhum desejo podia mudar sua situação, e com um tremente suspiro, forçou-se a dar um passo para trás.

— Temos que encontrar o esconderijo. — disse com uma careta resignada.

Edward fechou os olhos brevemente, como se lutasse por recuperar o controle, antes de levantar a cabeça e percorrer com o olhar o céu adornado de estrelas.

— Sim, o amanhecer chegará logo. Acabemos com isto.

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Lemons no próximo capítulo (66)