Buried
Disclaimer: As personagens pertencem a JKR e companhia. Algumas coisas pertencem a Chris Carter também!
Censura: M, para linguagem, descrição de cenas e violência. Eu avisei!
Capítulo 9 – Irresistível
Sede Agência da Scotland Yard, Londres
Apoio Profissional – Dra. Sibila Trelawney
10:32 a.m.
Terça-feira
"Então?" – Sibila Trelawney, pigarreou, tentando chamar a atenção de Lily. A agente estava muda há 13 minutos, quando entrara no consultório de Sibila, para receber aconselhamento.
Desde que sonhara estar presa e enterrada, Lily não dormia a noite. James mencionara que era normal ter esse tipo de reação nas primeiras vezes em que se tem contato com esse tipo de caso envolvendo crimes violentos. Mas o pesadelo tinha mexido com ela de uma forma bastante profunda. Bastava fechar os olhos para sentir o gosto da terra em sua boca, a falta de ventilação, o medo. Tudo.
Era como se estivesse estado lá. E era horrível.
Na primeira noite em que tivera o pesadelo, pode contar com a presença de James. Eles tinham ido juntos para a casa dela, no meio da noite, para discutir o caso em que estavam trabalhando. Ela desconfiava que ele tivesse dormido na poltrona do quarto dela durante a noite; depois do pesadelo, ele ficou sentado no pé da cama dela até que ela pegasse no sono novamente, e Lily não tinha certeza que ele tivesse deixado o quarto, a não ser para ir embora. Quando acordou, no manhã seguinte, James já não estava mais.
"Agente Evans"? – Sibila tentou novamente, fazendo Lily acordar de seu devaneio – "Escute, sei que não é fácil estar aqui. Os agentes costumam encarar o aconselhamento como uma coisa ruim, quando não o é. O que se vê por aqui, as coisas que vocês presenciam, enfim, são trabalhos que nenhuma pessoa pode executar sem que algo dentro de si fique afetado" – Lily mirou atentamente a mulher à sua frente. Não imaginava que algo sensato poderia sair da boca da psicóloga, que se vestia como hippie e tinha o olhar vago, quase sonhador.
"Não estou afetada" – mentiu – "Só...quis saber o que era o aconselhamento profissional".
"Agente Evans" – Sibila suspirou – "Não sei qual o tipo de caso você está tratando agora. Mas, se veio apenas ver como funciona o aconselhamento profissional, poderia começar respondendo minha primeira pergunta".
Lily piscou. "Eu acho que não ouvi sua pergunta, Dra. Trelawney. Poderia repetir?" – Lily ignorou o calor que se formou em seu rosto. Estava envergonhada por não ter ouvido nada do que Sibila tinha lhe falado desde que entrara no consultório.
"Muito bem" – Sibila sorriu, calmamente – "Eu tinha perguntado como você se via dentro da Agência. Que tipo de agente você é aqui dentro, quem é a agente Evans?"
Lily respirou fundo. Talvez não tivesse sido uma boa idéia ter procurado aconselhamento. Ela não estava precisando conversar com nenhuma psicóloga sedenta por preparar um perfil dela. Ela já tinha James para isso. Mas também sabia que agora era tarde demais e qualquer tentativa de fugir dali apenas a depreciaria de algum jeito.
E não existia possibilidade de isso acontecer. Não agora, com a tal agente Vance por perto.
Ela só queria ouvir alguém dizendo que era normal sentir-se amedrontada e que pesadelos são só pesadelos. Mas, poderia ela pedir isso sem se expor?
"Não saberia dizer que tipo de agente eu sou. Não sei qual o meu papel aqui dentro" – ela soltou, pesarosa.
Os últimos dias tinham sido difíceis. Os pesadelos à noite, o sumiço inexplicável de James, a conversa que ouvira no banheiro, o plano de Snape...tudo lhe trazia uma sensação de derrota e deslocamento.
"Talvez eu não tenha um papel aqui" – ela finalizou, desviando os olhos do olhar atento de Sibila. A mulher deu um franco sorriso e anotou qualquer coisa em seu caderno.
Lily brincava com a barra da saia, traçando com a ponta do dedo todo o pontilhado marcado pela costura. Sibila percebeu a ansiedade latente da agente. Ela não queria fazer um diagnóstico apressado sobre a personalidade de Lily, mas já podia dizer, de antemão, que o motivo da visita ia um pouco além de problemas e dúvidas profissionais.
"Agente Evans" – ela retomou – "Esse consultório não trata exclusivamente de problemas profissionais. Funciona como base psicológica para qualquer problema que envolver os funcionários da Agência, principalmente os particulares" – Sibila esperou Lily arrematar qualquer comentário, mas a agente limitou-se a abrir a boca e fechá-la novamente, deixando que a psicóloga continuasse – "Então, você pode conversar comigo sobre qualquer problema que a incomodar, frustrar ou assustar."
Era isso. Lily já tinha percebido as intenções de Sibila, mas ela não deixaria que as coisas ultrapassassem o limite do razoável. De forma alguma, Lily entraria em aspectos de sua vida pessoal com aquela desconhecida.
"Me desculpe fazê-la perder tempo" – Lily disse, levantando-se com pressa – "Eu realmente não tenho nada que me incomode no momento, mas agradeço em saber que se tiver, poderei contar com seu apoio, Dra".
Sibila levantou-se quando Lily chegou à porta. "Agente Evans, já vi muitas como você passarem aqui. E posso afirmar o que vai acontecer. Se não procurar ajuda no tempo certo, vai ser enterrada e sufocada por seus próprios pensamentos e sentimentos. Não deixe que isso aconteça."
Lily abriu a porta rapidamente, ignorando a sensação profética que o conselho de Sibila lhe acometeu. "Obrigada, Dra. Tenha um bom dia" – disse e seguiu para o corredor, rezando para que ninguém a tivesse visto saindo do consultório.
Precisava sair dali.
Sede Agência da Scotland Yard, Londres
15:45 p.m.
Escritório do Agente Especial James Potter
Terça-feira
James estava sentado de frente para o computador quando Lily entrou no escritório. Ele parecia concentrado demais para notar a presença dela. A agente aproveitou a chance para analisar o pequeno espaço do escritório. Nenhum sinal de Vance. Eram apenas eles dois. Ela andou até a mesa de James, ficando na frente dele.
"Agente Potter" – ela cumprimentou com um sorriso e sentiu vontade de rir quando James deu um pulo na cadeira e rapidamente apertou uma combinação de botões no teclado, fazendo sumir a tela do que quer que estivesse lendo no computador.
"Evans" – ele quase gritou – "Você podia ter me matado entrando assim, tão quieta".
Lily riu do parceiro. Ela quase podia jurar que James estivera vendo algum tipo de pornografia antes dela chegar. "Eu bati na porta ao entrar. Mas você estava tão concentrado, que não me ouviu" – ela observou James arrumando desajeitadamente os óculos sobre o nariz – "O que estava lendo, que te deixou tão concentrado, Potter?" – ela perguntou, ciente de que James parecia envergonhado. Como um menino pego no flagra.
"Nada" – ele respondeu rápido, atento que Lily desconfiava do que ele estivera lendo – "Onde esteve a manhã toda?" – ele desconversou. James levantou o rosto e encarou a parceira com severidade.
"Acho que eu poderia te fazer a mesma pergunta, não?" – ela o encarou de volta. Qualquer clima ameno que estivera pairando no escritório foi substituído por um manto pesado de tensão. James parecia nervoso e irritado. Mas Lily não estava melhor.
"Estive resolvendo alguns problemas" – ele desviou o rosto para a porta, não conseguindo encarar a parceira – "Eu cheguei hoje e só a agente Vance estava aqui."
Agente Vance? O que tinha acontecido com Emmeline? - Lily pensou, um pouco mais amarga do que gostaria. Afinal, a simples menção à agente Vance incomodou Lily. Apenas dois dias antes, ela e James pareciam caminhar para um tipo de entendimento cúmplice, uma aproximação mais intima do que a simples profissional. Ela quase podia considerar que os dois já eram amigos, mais do que apenas parceiros. Ele tinha passado a madrugada de sábado cuidando dela, tão gentil e solícito e então, de repente, ele estava distante e estranho. Como se toda a evolução entre eles tivesse sofrido um retrocesso. E Emmeline era a razão disso. Desde que ela aparecera, James tinha simplesmente mudado.
"Pois eu também estava resolvendo problemas, agente Potter", ela devolveu, em tom de desafio. A bem da verdade, depois da rápida consulta com Sibila, Lily não quis ficar na Agência. Ela perdeu a noção da hora, durante o almoço. Ficou horas sentada na praça em frente a Yard, pensando em tudo e em nada.
"Você não podia ter deixado o escritório sem ninguém" – James reclamou, em tom implicante, ainda olhando para a porta.
"Achei que tivesse dito que a agente Vance estava aqui?" – Lily sibilou sarcástica.
James não respondeu.
"Potter, qual o problema? Não acredito que esteja realmente brigando comigo porque, assim como você, eu precisei sair para resolver algumas coisas" – ela o incitou a olhá-la, dando a volta à mesa dele, ficando na frente do parceiro, cruzando os braços na frente do peito.
James sabia que a briga não ia ser fácil.
"Snape vai comandar a força-tarefa" – ele disse, emburrado. Ainda sem olhar para Lily, levou a mão aos cabelos, assanhando um pouco os fios. Depois, retirou os óculos e esfregou os olhos com força.
"Eu sei" – Lily respondeu, o tom mais ameno – "Eu te liguei ontem diversas vezes para avisar, mas você não me atendeu".
James sentiu o tom magoado da parceira e só então, olhou para ela.
"Eu realmente tive que resolver uns problemas", ele murmurou, desculpando-se.
"Dumbledore está uma fera" – ela contou – "Estivemos esperando você por horas para começara reunião ontem. Snape ficou irritado com você, pediu para que fosse retirado do caso!"
James riu. "Então valeu a pena não ter ido" – e diante do olhar confuso de Lily, emendou – "Ter deixado Snape irritado foi a única coisa boa que aconteceu nesses últimos dias, Evans".
Lily não respondeu, mas não conseguiu evitar um olhar de censura para o parceiro. Não era hora de James invocar a rixa imatura que ele tinha com Snape.
"Não vão me tirar do caso, Dumbledore não permitiria. Ele sabe que precisa de mim" – James continuou – "Snape não tem capacidade de comandar uma força tarefa sozinho".
"Ele parecia bastante seguro" – Lily contrapôs – "O plano está bem elaborado. Vamos em breve visitar um galpão e... não me olhe assim! Potter, você não apareceu na reunião, não pode saber se o agente Snape está bem preparado ou não!"
James bufou, parecendo cada hora mais irritado. "Está do lado dele, agora?"
Lily arqueou as sobrancelhas. "Do lado dele? Não acho que seja o caso, eu só..."
"Só está apoiando uma força tarefa de um agente incompetente, ao invés de apoiar seu parceiro!" – James se exaltou.
"Potter, do que diabos você está falando? Não se trata de estar do lado de ninguém, trata-se do que é melhor para o caso! O que deu em você?" – ela aumentou o tom de voz.
"Nossa" - uma vozinha feminina que, até então, não estivera presente no escritório, fez tanto Lily quanto James calarem-se imediatamente e se virarem para a porta.
Emmeline estava ali parada, ainda segurando a maçaneta da porta, um sorriso encantador no rosto – "Dá para ouvir você gritando com James lá de fora, agente Evans!", comentou, sua voz cheia de falsa censura.
Lily se empertigou. "Não estou gritando com o agente Potter. Estamos conversando. É isso o que os parceiros fazem, agente Vance" – ela sibilou, seus grandes olhos verdes cintilavam em direção à Emmeline.
"Bem" – a outra agente fechou a porta do escritório – "Não foi o que pareceu. De qualquer forma..." – ela provocou – "... eu nunca falaria com um parceiro dessa forma, Evans."
James manteve-se calado, lançou de esguelha um olhar frio para Emmeline, e depois, olhou para Lily novamente. Ele podia ver o rosto de Lily enrubescendo, para total satisfação de Emmeline.
"Não estávamos brigando, Emmeline" – ele falou por fim.
Os olhos azuis de Emmeline viraram-se rapidamente para ele, numa demonstração clara de que ela não tinha gostado da intromissão. Depois, virou o rosto graciosamente na direção de Lily e sorriu docemente. "Está bem, Jay. Não vamos continuar com isso, certo, agente Evans?"
Lily controlou a vontade de bufar. Adiantou-se para a mesa do parceiro.
"Potter", ela começou, "O agente Snape sendo ou não competente, está na frente da força tarefa agora. E acho que não estamos em posição de discutir isso no momento" – ela olhou de relance para Emmeline, atenta que a outra agente a olhava de volta, seu rosto perfeito parecia debochar dela – "Mas Dumbledore me garantiu que vamos estar à frente, junto com ele".
James não pode deixar de notar que Lily estava tentando fazê-lo ser razoável. Ele sentiu-se agradecido por isso, pelo esforço da parceira. Segurou um pequeno sorriso de satisfação.
"James é claramente mais qualificado para ficar à frente da tarefa" – Emmeline opinou.
"Potter, Dumbledore quer conversar conosco ainda hoje. Vamos trabalhar em cima dos projetos elaborados pelo agente Snape" – Lily ignorou o comentário de Emmeline – "Você poderá mexer no que achar necessário", ela finalizou. Era uma tentativa de evitar que James se metesse em mais problemas, já que a ausência do dia anterior fora suficiente para que Dumbledore pensasse em tirá-lo do caso.
"James deveria elaborar todos os passos do projeto todo" – Emmeline se intrometeu novamente – "Seria ótimo se voltasse a trabalhar comigo, na Europol" – ela sorriu. "Não se preocupe, Jay, eu te ajudarei no que for preciso!"
No mesmo instante, James olhou para Lily. Ela estava no limite, ele podia dizer. Emmeline estava sendo provocativa, ele sabia o jogo dela.
"Agente Vance" – Lily começou em tom perigoso, mas James não deixou que ela continuasse.
"Evans" – ele disse, em tom de censura, encerrando a conversa – "Falaremos com Dumbledore hoje à tarde e resolveremos isso."
Lily ficou incomodada com o desfecho da conversa. Ele tinha chamado a atenção dela, quando Emmeline é quem tinha deturpado todo o contexto, provocando Lily e causando uma situação embaraçosa entre ela e James.
Mais do que isso, enquanto Lily tinha defendido e protegido o parceiro no dia anterior, na frente de todo o resto da equipe montada para esse caso, James, pelo contrário, não fora capaz de detectar a intenção maldosa de Emmeline naquele momento. Ela é que fora censurada e podia ver a vitória brilhando nos olhos da outra agente.
Sentiu vontade de sair e bater a porta, de perguntar a Emmeline o que ela estava de fato fazendo ali com eles, quando a equipe que ela deveria coordenar estava em outro andar. Eles eram, agora, um trio e ela não tinha ficado sabendo?
Lily lançou um olhar magoado para James, mas se conteve. Puxou a cadeira que ficava na frente da mesa dele e se sentou, seguida por Emmeline.
Lily relatou detalhadamente o que fora conversado na reunião do dia anterior; James manteve-se quieto, afundado na cadeira; eventualmente, tomava notas sobre o plano traçado. Parecia desgostoso. Apenas quando Lily terminou o relato, é que ele se ajeitou na cadeira, olhou seriamente para Lily e Emmeline e apontou as falhas no plano de Snape.
"Quem descobriu esse galpão?" – perguntou.
"Ninguém especificamente" – Lily respondeu, mirando apenas o parceiro. Ela preferiu ignorar a presença de Emmeline – "Foi feito um levantamento de todos os galpões fechados e isolados num raio de 100 km; o assassino precisa de um lugar isolado, no qual possa construir uma caixa, levar suas vítimas e sair com elas de lá, sem ser percebido".
"Certo, certo" – James concordou. Então, fechou os olhos e Lily antevia que ele estava se preparando para invocar a mente do psicopata – "Ele os leva sempre para o mesmo lugar. Lá devemos encontrar madeira em abundância, pás e terra. Isso pode significar que ele não gosta de mudanças. Ele tem um ritual; leva a vítima, estrangula até ela desmaiar e então as coloca na caixa. Talvez ele só as coloque na caixa quando chega ao local onde serão enterradas".
Lily fez um aceno com a cabeça. "Pelo estado dos corpos e pela hora aproximada das mortes das vítimas, é impossível que ele esteja além de 100 km. As marcas das mãos dele no pescoço, na hora de estrangular, permite que se calcule uma distância temporal de aproximadamente 8 horas entre o estrangulamento e o óbito verdadeiro" – ela fez uma pausa, sob o olhar atento do parceiro – "estima-se que as vítimas tenham ficado até 6 horas vivas, depois de enterradas. A falta de oxigênio e a quantidade de terra engolida e aspirada é que são as causas fatais. Ele não teria muito tempo de estivesse a mais de 100 km de distância daqui" – ela finalizou, seu rosto um pouco mais pálido do que o normal.
"Então" – Emmeline interrompeu – "De quantos galpões estamos falando?"
"Ao todo, são 23" – ela olhou para Emmeline, mas rapidamente voltou seu olhar para o parceiro – "Inicialmente, era para ser apenas um, mas fizeram um levantamento e chegamos a conclusão de que a ação tem que envolver todos de uma vez. Vamos ser divididos em equipes de 3 a 4 agentes, mais reforço policial."
"Terá que ser rápido" – James concluiu – "Se ficarmos muitos dias entrando em galpões, podemos perder a chance de pagá-lo".
Lily e Emmeline assentiram.
"E quanto ao perfil?" – Emmeline perguntou – "Já o temos fechado?"
"Não" – James ressoou – "Ainda faltam detalhes. Evans, lembra-se do resultado da autopsia de Samantha Mumphet e Elizabeth Stuart? Bom...lembra-se da marca sobre o peito das garotas? Com forma de moeda?"
"Já sabemos do que se trata?"
"Smith me mandou um relatório muito interessante essa manhã. O formato redondo é possivelmente um medalhão de prata. Eles conseguiram fotografar o contorno de um desenho na pele da vítima. A pressão com o medalhão foi feita perto do peito, na região do coração" – James apontou a foto do corpo de Samantha, desenhando o contorno com as pontas dos dedos.
"E qual seria o desenho, Potter?" – Lily perguntou, embora, o caminho que os dedos de James percorriam não deixava dúvida do que se tratava.
"Uma cobra, mais provavelmente uma serpente" – ele respondeu.
"Deus, que maluco" – Emmeline sibilou – "Por que uma serpente?"
"Serpentes são simbolismos transcendentais. Estão presentes em quase todas as culturas religiosas ao redor do mundo. Por a serpente tirar sua pele e sair do esconderijo da casca morta, como um ser novo e fresco, ela é considerada um símbolo universal da renovação, da regeneração que pode conduzir para imortalidade. É também o simbolo da sabedoria. Para a religião cristã, a serpente signifa desobediência, a representação das forças do mal. Mas existem críticas a essa interpretação, pois o evangelho de Mateus dignifica a serpente do Éden como um ser de extrema inteligência".
Lily fez uma breve pausa, tentando enxergar a forma da serpente. "Não me parece que se trate de um tipo de ouroboros" – ela afirmou, e diante do olhar confuso de James, emendou – "São as serpentes que formam um anel, a boca e a cauda, como num círculo. Essas serpentes representam a unidade, a totalidade da existência".
"Interessante" – Emmeline ponderou, embora o tom debochado não tenha passado despercebido por James e Lily.
"Muito, muito mesmo"- Lily respondeu, ignorando Emmeline novamente – "Posso estar muito errada, mas acho que estamos diante de algum tipo de ritual religioso. Com base nos estudos de antropologia, é possível detectar de que cultura um determinado povo provém, quais as suas bases religiosas e ritualísticas e desenhar o caminho evolutivo deles a partir de então".
"Acho que está certa" – James assentiu com a cabeça. Depois, pegando seu bloco de anotações, aonde tinha escrito detalhes e observações sobre o caso, anotou as ponderações de Lily – "Então, vamos por partes. Podemos separar a simbologia da serpente entre o significado positivo e o negativo."
"Então" – Emmeline levantou-se da cadeira e colocou-se a três passos da mesa; arrumou os cachos do cabelo com as mãos e dirigiu-se a James – "Estamos diante de um tipo padrão. Se se inspirar na serpente de forma positiva, acredita que o ritual que faz é uma purificação, um renascimento. Mas isso não responde se ele acredita que a purificação é dele ou das vítimas. Se interpreta a serpente de forma negativa, vê nas vítimas pessoas que infringem as regras. Regras morais ou religiosas, provavelmente. Daí porque essas pessoas serem escolhidas como vítimas", concluiu.
"Faz sentido" – Lily concordou – "Mas talvez ele veja a coisa como todo. Não acredito que ele escolha vitimas para que ele seja regenerado; ele também pode ter em mentes os dois sentidos. A regeneração é necessária para aqueles que precisam, para aqueles que infringem a moral que ele acha certa".
"Brilhante, Evans" – James sorriu, surpreso. Depois, como se um interruptor fosse ligado em sua mente, ele arriscou traçar um perfil – "Ele não mata para ele, mata para os outros. Ele passou por algum coisa recente, algum tipo de chamado. Talvez ele se considere algum escolhido, algum tipo de Messias. A intenção dele é purificar... ele escolhe as vitimas pessoalmente, não de forma aleatória. Ele deve estudá-las, até encontrar alguma coisa que ele identifique como quebra de padrão. Talvez ele incite as vitimas de algum modo. Emmeline, precisamos saber tudo sobre a vida do garoto que foi encontrado. Talvez achemos alguma ligação com drogas ou prostituição. As outras duas vitimas tinham vidas levianas, ele as conhecia. Como?" – James olhou para Lily, mas ela percebeu que ele não estava falando com ela – "Não se trata de comunidade. Alguma coisa maior, talvez. Igreja, associação?"
"Acho que já temos alguma coisa para começar" – Emmeline disse interrompendo o raciocínio de James, indo em direção à porta – "Vou levantar essas informações, James".
James esperou Emmeline sair da pequena sala do escritório antes de tornar a traçar o perfil, com Lily.
"Vamos esperar as informações de Emmeline" - ele observou - "Preciso entender como ele escolhe as pessoas. Não é aleatoriamente, mas ele precisa encontrá-las primeiro. Se se trata de um religioso, não podemos descartar nenhum templo. Mas seria fácil demais. Ele nao quer que seja fácil, embora quer ser achado. A serpente é a inspiração dele. Talvez possamos procurar em orfanatos e casas de custódia, algum homem saido recentemente de lá, religioso ou com conhecimentos em rituais. Desses rituais que citou, algum deles fala sobre invocação?"
"Existe uma história da mitologia maia pré-colombiana a respeito de serpentes. Diz a história que existia uma Serpente da Visão, a mais importante de todas as serpentes maias. Durante os rituais, sacrifícios de sangue eram feitos com participantes que alegavam experienciar visões espirituais, comunicações com pessoas já falecidas. A serpente servia como um canal de comunicação, um elo entre o mundo físico e o mundo espiritual."
James estudou atentamente o rosto da parceira. "Acredita nisso?" – ele perguntou.
Lily balançou a cabeça para o lado, dando de ombros. "Não sei. Rituais são questões subjetivas. A exemplo da mitologia grega, as histórias sobre rituais são sempre simbólicas. A cultura maia era bastante avançada para a época; é inegável o conhecimento e entendimento que tinham sobre diversas questões cientificas. Mas não acredito que os homens possam abrir um canal com a espiritualidade; acho que o que se foi, se foi".
James deu um sorriso orgulhoso. "Uma cética!"
"Não" – ela se defendeu – "Não sou cética, embora não possa me considerar uma crente. Só não acredito em tudo".
"E no que você acredita, Evans?" – ele provocou.
"Na vida, em geral" – ela devolveu – "Mas isso não importa, não tem nada a ver com o que estamos investigando. Acredito, porém, que nosso assassino possa acreditar em rituais, sim."
"Você acredita em mais do que isso" – ele provocou novamente, ignorando a ultima parte da frase de Lily.
"Diga o que quer dizer logo, Potter" – ela se irritou. Detestava os jogos psicológicos dele.
"Você sabe" – ele deu de ombros, sorrindo desafiadoramente. Mas Lily sabia que o jogo dele tinha um motivo, além de irritá-la.
"Potter" – ela sibilou em tom perigoso.
"Você é cristã, usa uma cruz escondida por debaixo da roupa. Vai pelo menos uma vez por semana a alguma igreja, nenhuma em particular. Você fica lá horas olhando as imagens, ainda que não participe diretamente de nenhum culto. O que você pensa quando está lá?" – ele demandou, mas desta vez, não havia nenhum tipo de provocação. Ele realmente queria saber porque essa era a única coisa que ele não conseguia ler na parceira.
"Eu não acredito nisso!"- Lily pulou da cadeira, seu rosto estava adquirindo um tom escarlate – "Em primeiro lugar, já disse que não sou um teste seu, então, pare de me analisar. Em segundo lugar, você andou me seguindo?"
James estreitou os olhos. Não havia nenhum sinal de humor na expressão dele – "Já passo tempo demais com você para querer segui-la, Evans. Mas, sim, fui muito bem informado sobre você, antes de aceitá-la como parceira".
"Suas fontes, por acaso, são aqueles seus três amigos engraçadinhos, Potter? E..." – ela respirou fundo, procurando algum controle – "...desde quando você me aceitou como parceira? Eu fui designada para você tanto quando você foi designado para mim. Somos parceiros! Não temos nenhuma relação de hierarquia aqui!"
James não podia argumentar contra isso. Mas trabalhava sozinho há alguns anos. Suas parcerias eram conhecidas pela alta rotatividade. De alguma forma, ele via como se ele tivesse uma opção em ter ou não parceiros. Geralmente, optava por não ter.
Ele sabia que Lily estava certa e não tirava o direito dela de ficar irritada com a intromissão dele. Não tinha sido certo pedir para Peter investigar a vida de Lily antes dela começar a trabalhar com ele. Mas ele tinha feito isso com todos os parceiros que tivera, depois de Emmeline. E fora a primeira vez que deslizou. Nunca tinha deixado escapar qualquer menção ás investigações que fazia sobre os parceiros que lhe eram designados.
"Eu estou esperando uma resposta, Potter" – ela exigiu – "Não gosto que desconfiem de mim. Não gosto de ter um parceiro que me investiga, principalmente quando se trata de assuntos particulares".
"Já foi há algum tempo" – ele justificou – "Só queria saber quem você era, Evans. Era um direito meu..." – ele baixou os olhos e o tom de voz. Parecia quase envergonhado. "Isso foi antes...antes de te conhecer pessoalmente".
"Não era um direito seu, continua não sendo" – ela respondeu, fazendo força para que os olhos não marejassem. Ela se sentia decepcionada com James, e humilhada de alguma forma, com sua intimidade invadida. "E por acaso sabe quem eu sou, Potter? Por acaso as informações que levantou a meu respeito te permitem olhar para mim e me dizer quem eu sou?"
Ele suspirou pesadamente. Seus olhos agora estavam sérios, talvez pelo tom escurecido que exibiam. "Não", considerou, "Continuo não sabendo quem você é, não completamente, pelo menos" - o tom dele era de pesar, como se o fato de não poder dizer a Lily quem ela era o aborrecesse de alguma forma.
"Tinham razão quando me diziam que você era um cretino arrogante" – ela cuspiu venenosa. Depois, sentou-se novamente, com a cabeça virada para a porta.
James não respondeu. Qualquer palavra agora soaria desculpa, e Lily, ele tinha certeza, jamais aceitaria isso. Principalmente porque aquela discussão tinha tudo de não profissional. James não sabia dizer a partir de que momento a conversa virou pessoal. Não sabia dizer o que tinha acontecido e porque se sentia culpado e comovido. A sua frente, a parceira parecia congelada na cadeira, lutando bravamente para não deixar que ele percebesse seu ressentimento.
Ela nunca o deixaria vê-la chorar, ele podia dizer.
James tirou um momento para olhá-la de perfil.
Ela era tão diferente de Emmeline. Não fisicamente, isso era obviamente notável. Mas ela era diferente. Só diferente.
"Você não usa maquiagem" – ele apontou, sem saber exatamente o porquê. Ele nunca reparou nesse tipo de coisa. Mas Emmeline tinha comentado isso no almoço do dia anterior. Ela tinha passado horas atormentando James por causa da parceria dele com Lily. E olhando atentamente para o rosto de Lily, ele percebia que Emmeline tinha razão. Mas não de uma forma negativa, como ela tinha tentado convencê-lo que era; Lily era ela mesma, o rosto limpo, apresentando seus defeitos, mas também, sua beleza natural. Ainda que ela não fosse um modelo de beleza, ela era linda de um jeito muito particularmente dela.
Lily virou-se para ele, surpresa pelo comentário impertinente. Ele devia pedir desculpas, mas, ao invés disso, estava criticando a aparência dela.
"Você prefere que eu comece a andar arrumada como a Barbie faz?" – ela devolveu, explicitamente se referindo a Emmeline.
Ele sentiu vontade de rir. Mulheres, sempre em eterna competição, ele pensou. Se Lily apenas soubesse sobre Emmeline, se ela apenas soubesse quem era Emmeline, James tinha certeza que Lily jamais tentaria se comparar a ela.
"Não acho que você possa se comparar à Emmeline" – ele respondeu, claramente ignorando o quão ofensiva e deturpada a frase tinha soado.
Lily, por sua vez, já sabia que James não a achava particularmente atraente. Isso tinha ficado bastante claro que ela conheceu os Marotos. Você disse que ela era feia, James. Ela se lembrava perfeitamente de Sirius e Peter repetindo a mesma frase. E também não se importava que ele não a achasse atraente, esse tipo de coisa geralmente causa a ruína de uma boa parceria – não que eles sequer tivessem uma boa parceria. Mas, pelo amor de Deus, ela era uma mulher.
"Certo" – ela respondeu baixinho pelo simples gosto de ter a última palavra. De forma alguma ela deixaria James saber o quanto isso a afetara.
De repente, o ar parecia pesado e Lily começou a se sentir sufocada dentro do pequeno escritório. "São quase 17 horas, Potter. Temos que encontrar Dumbledore" – ela lembrou, aliviada por poder sair de perto de James e ir para outro lugar. Agarrou a bolsa e levantou antes de ouvir uma resposta de James. Ela não conseguia encará-lo. Ficou de costas para ele, esperando que ele a alcançasse.
James notou o rosto da parceira quando ela se levantou. Lily já tinha ficado vermelha mais vezes do que ele podia se lembrar, e ele achou engraçadinho o fato dela ter enrubescido com o elogio dele.
"Certo", ele concordou, perdido. Ele também se sentiu envergonhado pelo que tinha dito. Agarrou suas anotações e seguiu a parceira, que já estava de pé, parada junto à porta, nunca olhando diretamente para ela.
Catedral de São Paulo
19:48 p.m.
A tarde tinha sido longa e tensa. Duas discussões com James, uma quase discussão com Emmeline, duas horas tentando impedir que Dumbledore expulsasse James da Agência, devido a "insubordinação irrecuperável" da qual ele, aparentemente sofre; uma conversa pouco amigável com Snape sobre o perfil do assassino que caçavam, outra discussão com Snape sobre o primeiro lugar onde deveriam procurar (James defendeu que os galpões mais pertos do centro deveriam ser o primeiro lugar procurado, mas Snape acha que é óbvio demais. James disse que o assassino é óbvio – "quer clichê maior do que motivo religioso?" e quer ser achado porque "ele está espalhando a marca dele, a marca da morte dele". Mas Snape insiste que James está apenas querendo tomar a frente da força tarefa).
A divisão das equipes também fora outro assunto controverso.
Snape perdeu quanto ao primeiro galpão, mas ganhou a discussão sobre as equipes.
Snape, Weasley e Edgecombe liderariam a tarefa, soltando ordens para as outras equipes. Lily, James e Diggory ficariam com a primeira frente; a equipe de Emmeline seria a segunda frente e uma terceira equipe ficaria de resguardo, em caso de necessidade.
Do estudo da localização dos galpões, os agentes montariam as frentes de ataque. A principio, James deveria comandar a primeira frente, que cuidaria de observar e tomar os fundos dos galpões.
Ele estava zangado com isso, não gostava de receber ordens, principalmente de Snape, mas ele não teve opção.
Mas Lily sabia, ela tinha certeza, que ele agiria da forma dele. E isso poderia comprometer o sucesso da tarefa.
Então, quando tudo acabou, quando Dumbledore mandou os agentes para fora de sua sala, alegando que já estava com dor nos ouvidos, devido à gritaria entre Snape e James, Emmeline resolver, novamente, provocar uma situação conflitante e embaraçosa, conclamando que ela precisava falar com James a sós e o arrastando para longe dos olhos de todos.
Não que ele parecesse exatamente feliz com o fato, mas em momento algum demonstrou resistência. Era óbvio, para ela, que James e Emmeline eram amantes.
E por toda a confusão que aquele dia foi, por toda a provocação de Emmeline e James, pela presunção e arrogância com a qual Snape a tratara durante a reunião com Dumbledore, pela ansiedade da primeira tarefa realmente em campo, Lily sentiu que já não tinha mais forças naquele dia.
Embora esgotada, ao invés de se dirigir diretamente para o conforto de sua casa, Lily seguiu caminho para a Catedral. Andava visitando com alguma freqüência aquele templo. Lá, buscava um pouco de paz e inspiração. As imagens e o ambiente acalmavam-na nos dias mais tensos, como aquele tinha sido.
Ela sentou-se num quarto de banco, que ficava à esquerda da entrada principal. Era um lugar discreto, no qual as pessoas raramente prestavam atenção.
Ela fez o sinal da cruz, em respeito ao local e ao ritual que estava em andamento, então, deixou a cabeça pender para trás e fechou os olhos.
Não que ela fosse propriamente religiosa – a cruz no pescoço fora um presente dos pais e ela gostava de tê-la por perto-, mas o lugar era uma fonte de energia para ela. Bastava pensar que, sobre ela, existia uma energia maior e mais poderosa do que tudo.
Era, também, uma fonte de inspiração, pois bastava olhar para o rosto de todas aquelas imagens sofredoras, para que Lily refletisse o quanto a vida dela não era assim tão ruim.
E naquele dia, especialmente, ela só queria deixar tudo para trás.
"Encontramos-nos de novo" – alguém disse ao seu lado.
Lily notou, com agradável surpresa, que se lembrava daquela voz. Abrindo lentamente os olhos, viu aquele homem, Riddle, parado ao lado do banco onde estava sentada. O porte alto dele a fazia sentir pequena e indefesa. O timbre da voz era tão profundo que sentiu que os pêlos da nuca estavam todos ficando arrepiados. Ela não se lembrava dele ser tão bonito.
"Oi" – ela disse, sorrindo docemente para o homem parado à sua frente.
"Buscando inspiração?" – ele retribuiu o sorriso e se adiantou, sentando ao lado da agente.
"Buscando paz" – ela retornou, fechando novamente os olhos.
"Não acha que o fato de nos encontrarmos novamente deve significar alguma coisa?" – ele perguntou, olhando atentamente para Lily, que mantinha os olhos fechados. Ele não resistiu em traçar, com a ponta do dedo indicador, um risco suave pela lateral do rosto dela, chegando até a boca.
Lily abriu os olhos, confusa, ao sentir o toque de Riddle em sua pele. Ela não admitia esse tipo de liberdade com pessoas desconhecidas, mas, de alguma forma, o homem a olhava de forma irresistível e ela se permitiu aproveitar o momento.
O momento, no entanto, durou apenas alguns segundos.
Riddle logo percebeu o corpo de Lily endurecendo. Ela levantou a cabeça e afastou o rosto do toque dele.
"Acho que significa que nós dois estamos mais perdidos do que parecemos" – ela sorriu, aliviada pela distância.
O homem, no entanto, não devolveu o sorriso. Fixou seus olhos negros na curva da boca de Lily. Ela podia sentir a tensão entre eles, podia sentir o magnetismo do olhar dele sobre ela.
Era tão profundo e significativo como os olhares que James dava a ela, como uma forma muda de comunicação. E então ela entendeu. James.
Rapidamente, ela levantou-se, deixando Riddle confuso.
"O que se passa?" – ele quis saber, parecendo ofendido.
"Preciso ir embora" – ela respondeu – "Está tarde."
Riddle levantou-se e se aproximou perigosamente dela. "Está fugindo de mim?"
Lily ignorou a pergunta, mas Riddle a encurralou na lateral do banco. "Olhe para mim", ele mandou. O tom de voz deveria ter irritado Lily, mas, ao invés disso, ela levantou o rosto e olhou para o homem que segurava seus braços. "Você é mesmo muito bonita", ele sussurrou, "Irresistivelmente bonita. Posso entender agora."
Depois, dando um passo para o lado, soltou Lily, para que ela pudesse sair.
Ela ainda ficou alguns minutos olhando para o homem, querendo entender o que diabos ele quis dizer com aquilo. Mas Riddle era indecifrável.
Ele dirigiu a ela um sorriso misterioso, os olhos brilhando, tão negros que eram.
"Da próxima vez que nos encontrarmos", ele disse, "será a sua perdição. Estarei esperando por você". Então, virou-se e foi embora, enquanto Lily, completamente confusa, apenas o seguiu com o olhar.
N/A: Olá para todos, sei que estou terrivelmente atrasada na fic, mas passei por um grave período de falta de inspiração. A boa noticia é que já tenho a fic inteirinha desenhada. Ainda teremos mais 10, talvez 11 capítulos pela frente, onde muita coisa vai acontecer. Sei que é indesculpável e uma tremenda desconsideração com todos que lêem e comentam. Também sou leitora, também fico brava quando não atualizam. Mas, concordem comigo, pior seria escrever qualquer coisa e detonar a fic, né?
Olha, a partir de agora, teremos muita ação, muitas brigas, Lily chorando, James chorando, Voldie fazendo maldades, traição e algumas descobertas interessantes.
Esse capítulo postado tem algumas coisas que serão fundamentais para o desfecho da fic. No capítulo "Sozinho", vou apresentar o meu Riddle, algumas coisas vão fazer sentido e vão ser dar a entrada para o grande clímax da fic.
É isso.
Desculpas pela demora, mas prometo que agora vou até o fim! Não vou mais abandonar a história, principalmente porque estou mesmo louca para escrever o próximo capítulo.
Ah, sim, MUITO IMPORTANTE: OBRIGADA por todas as reviews incriveis que me mandaam e continuam mandado, ainda que a fic tenha ficado parada por tanto tempo. Adoro as opinioes e críticas, todas muito bem vindas. Correções também são muito bem vindas, ok? Não fiquem receosos de apontar os erros seja de que base forem. Estou sempre querendo aprender. Infelizmente, algumas vezes, não tenho mais como alterar na fic, mas agradeço anyway!
Beijos a todos!
