Capítulo X
— Com licença... Isabella sorriu ao ver a sra. Clearwater entrar na sala recém-pintada e elogiá-la.
— Eu também gostei. Mas, infelizmente, acho que ar ruinei meu vestido — constatou ao notar as manchas que cobriam o tecido azul.
— Pois foi muito bem feito — replicou a governanta, rabugenta.
Isabella fingiu não notar a reprimenda. A sra. Clearwater havia insistido para que o serviço mais pesado fosse deixa do para os empregados e ela não concordara, pedindo para que estes continuassem com a limpeza externa.
— Espero que seu patrão aprecie meu esforço tanto quanto a senhora.
A criada não respondeu de imediato, mas acariciou a hóspede no braço.
— Não dê tanta importância a ele, querida. Uma hora terá seu devido reconhecimento.
Isabella não sabia ao certo o que aquele comentário signi ficava. Então, em vez de responder, começou a recolher os pincéis e as tintas.
— Deixe que eu mesma cuide da limpeza — insistiu a criada. — O sr. Clearwater levou água quente para o seu banho. Vim até aqui para avisá-la. Por que não vai se cui dar um pouco e colocar uma camisola confortável? Levarei seu jantar no quarto. Olhe só essas olheiras... A senhorita precisa de descanso.
Isabella hesitou, mas logo se convenceu, murmurando um agradecimento antes de sair da sala. Vinha trabalhando em um ritmo frenético nos últimos dias, evitando pensar que logo teria de ir embora e enfrentar o conde de Black. Ainda não tivera tempo de pensar se havia alguma escapa tória caso o homem insistisse na proposta de casamento.
Infelizmente seu corpo frágil não estava acompanhando as tarefas pesadas. Contudo, não tinha sido essa a razão pela qual a sra. Clearwater insistira que ela fosse para o quar to. Ao que parecia, a criada temia pela reação do patrão quando visse a pintura da sala de jantar. O sol da tarde lan çava seus últimos raios pelas janelas da sala, anunciando o final do dia; por isso a pressa da governanta. Na certa, ela queria vê-la longe quando Edward acordasse e visse as mudanças.
Isabella suspirou. Planejara alterar a cor das paredes para fazer uma surpresa a ele, mas agora já não tinha certeza se Edward a aprovaria.
Ainda pensando no assunto, entrou no quarto e encon trou a tina com água quente bem diante da lareira. O apo sento estava inteiro iluminado por velas.
Sem demora, despiu-se e escorregou para dentro da ba nheira com um suspiro de prazer. Pena que logo teria de se despedir de tudo aquilo. Naquela tarde, enquanto terminava a pintura, havia decidido que não podia mais atrasar uma decisão definitiva.
Deixando de lado os pensamentos ruins, concentrou-se em tirar as marcas de tinta do corpo e lavar o cabelo. Depois saiu da banheira, vestiu-se e foi secar os longos fios perto da lareira.
Ainda estava ocupada em trançar o cabelo quando Edward entrou de supetão no quarto. Isabella levantou-se e o encarou, alarmada. Ele não entrava em seu quarto desde a noite em que a trouxera no colo da biblioteca.
Avançando em sua direção, Edward tomou-lhe o braço com força.
— Você precisa parar com isso! — vociferou por entre os dentes.
— Parar com o quê? — indagou ela, erguendo as sobrancelhas.
— Com tudo. Não tem o direito de aparecer na minha vida e começar a limpar, pintar e desmontar tudo ao meu redor.
Ele estava mais ressentido do que bravo, concluiu Isabella, relaxando e compreendendo a razão de tamanha fúria.
— E por que não deveria? Por acaso não se acha merece dor? — questionou com voz doce.
A julgar pela expressão nos olhos cinzentos, foi como se ele houvesse acabado de levar um tapa.
— Eu não mereço nada. Sou um monstro. Uma besta — disse ele, ofegante.
Isabella o silenciou com a ponta do dedo.
— Você não é um monstro. Estou aqui há uma semana e não fui atacada.
— Eu quase a mordi.
— Mas não consumou sua vontade. Sei que também não se alimenta da sua gente.
— Você não está entendendo, eu...
— Ao contrário. Monstros não se dão o trabalho de procurar crianças perdidas.
Ele ficou a fitá-la por longos minutos antes de concluir:
— Precisa partir, bem como os novos criados que con tratou. Seguirei minha sina. Ter um castelo limpo e arruma do representa uma vida que jamais poderei ter.
— Oh, Edward... — Isabella suspirou e, movida pela dor contida nas palavras, ela o acariciou no rosto.
Os dois permaneceram na mesma posição, aproveitan do aquele último contato. Era evidente o esforço que ele fazia para ficar imóvel.
Mas o calor da mão delicada finalmente o venceu, e ele pousou um beijo em sua palma.
Antes que Isabella pudesse reagir, ele a puxou para os braços. Impossível negar o desejo que os dominava. Basta va estarem frente a frente para que seus corações começas sem a pulsar no mesmo compasso.
Isabella suspirou. Edward era um poço de contradições: enérgico e suave, lindo e assustador, excitante e perigo so. Mesmo assim, ela se abriu como uma flor para recebê-lo. Seus lábios o convidaram a saborear seu néctar, e ele sorveu cada gota oferecida, deslizando as mãos pela fina camisola, contornando cada curva do corpo feminino.
No entanto, sua voracidade já não se restringia mais a carícias. Edward precisava de muito mais, e aí residia seu maior medo. Fora esse o motivo que o levara a evitá-la na última semana.
Mas o acaso operara a favor de ambos, derrubando as defesas. Todo o controle que ele tão arduamente lutara por recuperar se esvaíra quando a encontrara novamente.
Murmurando de prazer, Edward alcançou os seios túrgidos, demorando-se na carícia. Quando ela também gemeu, aprofundou o beijo, pressionando ainda mais os corpos.
Mesmo tão próximos, ainda estavam longe demais. O desejo de se fundirem em um só, pele contra pele, exigia que tomassem uma providência. Assim, ele levantou a camisola e passou a acariciar as pernas bem torneadas. Mãos ávidas exploraram a pele macia das nádegas, aper tando, tateando, comprimindo-lhe os quadris contra sua masculinidade enrijecida. Em seguida, afastou-a para roçar os dedos nos pelos sedosos que circundavam a intimidade já pronta para recebê-lo.
Isabella sentia-se queimar por dentro, embora não soubes se o que estava por vir. Em meio a um arquejo, percebeu que Edward a invadia com dedos hábeis. Sua pernas fraque jaram quando seu ponto mais sensível foi tocado, e ambos foram abaixando até terminarem ajoelhados sobre o tapete de pele disposto em frente a lareira.
Seu beijo foi interrompido quando Edward passou a beijá-la no pescoço. Embora houvesse se alimentado, ele sentiu a fome aumentar e se tornar cada vez mais amea çadora, se não visse a veia sobressaindo na pele clara do pescoço de Isabella seria mais fácil controlar os ímpetos de sugar-lhe o sangue.
Assim, afundou o rosto no meio dos seios macios ainda cobertos pela camisola. Na última vez, havia cedido a um desejo desesperado, contentando-se em beijar apenas um mamilo; mas naquela noite haveria de ser diferente. Puxou o fio que prendia o decote, alargando-o o suficiente para que o tecido cedesse até a cintura de Isabella. Quando os seios se expuseram à luz flamejante da lareira, ele passou a pavimentá-los com a língua, brincando e mordiscando ambos os mamilos.
— Edward! — murmurou Isabella, sentindo os dedos lon gos voltar para o meio de suas coxas ainda mais ágeis, tocando suas entranhas em movimentos circulares.
Edward, por sua vez, excitou-se ainda mais ao imaginar a completude que seria penetrá-la.
No entanto, Isabella ainda não estava pronta. Era preci so paciência e tal pensamento o alegrou. Afinal, de certa forma isso significava que ainda mantinha o controle.
Isabella se viu em um mundo de desejos nunca experi mentados. As incríveis carícias daquelas mãos fortes a fa ziam perder a razão. Se possível fosse, que o mundo parasse naquele momento mágico, eternizando-o.
Deixando-se dominar pela luxúria, ela se afastou, encarando-o por alguns segundos antes de puxar-lhe a camisa. Não satisfeita, tentou livrá-lo das calças, mas precisava que ele a ajudasse nessa tarefa.
Satisfazendo sua vontade, Edward parou de afagá-la para tirar a camisa por cima da cabeça. Em vez de continuar a se despir, ele se deixou admirar. Encantada pelos músculos bem delineados do tórax nu, e ansiosa por senti-los, Isabella seguiu com os dedos a trilha de gotículas de suor.
Edward aproveitou o momento de contemplação para tomar a barra da camisola nas mãos e puxá-la para cima, desnudando-a inteira. Chocada, ela se deu conta de que es tava com os joelhos separados, sentada sobre as pernas em uma posição totalmente vulnerável.
Uma onda de incerteza e vergonha a invadiu, sombreando o desejo. Bastou que fizesse menção de levantar-se, contudo, para que ele a segurasse, voltando a dominar-lhe os seios.
Aturdida, Isabella viu o prazer sobrepujar qualquer resis tência. Quando ele a penetrou com os dedos mais uma vez e a levou de volta ao paraíso, ela nem sequer protestou.
Desapontou-se quando ele deixou de lhe sugar os mamilos, e se retesou ao perceber a viagem extasiante que os lábios úmidos faziam por seu ventre até aportar no meio de suas coxas. Passado o breve espanto pela audácia do movi mento, Isabella se viu no epicentro de um terremoto de novas sensações enquanto ele sugava sua intimidade, fazendo-a gritar. Quando as mãos frias a galgaram até os seios, ela as tomou nas suas para direcionar o movimento, forçando-o a apertar-lhe os mamilos.
A sintonia das cadeias em diferentes extremos a fez ex plodir, levando-a as raias da loucura e de um prazer aluci nante. Espasmos a faziam contrair-se, ao mesmo tempo em que pronunciava o nome dele em repetidos sussurros.
Edward murmurou palavras doces ao segurá-la durante o clímax que ele acabara de proporcionar. Quando a sen tiu mais calma, ajudou-a a se levantar e a ergueu no colo. Isabella o enlaçou pelo pescoço, ocupando-se em beijá-lo no pescoço na tentativa de agradecê-lo pelo prazer propor cionado.
A sensação que a dominava era de alguém que havia ingerido um poderoso elixir e agora experimentava um estado de torpor. Ainda bem que ele a estava carregando, pois talvez não tivesse forças para ficar de pé.
Antes de chegarem à cama, Edward a chamou baixinho. Quando Isabella levantou a cabeça, suas bocas se atraca ram em mais um beijo. Ela imaginara que havia esgotado suas forças, mas regozijou-se ao sentir a paixão voltar a dominá-la com a mesma intensidade de antes.
Edward sentou-se na beirada da cama com os lábios ain da colados aos dela, e a ajeitou em seu colo. Ficaram frente a frente, olhos nos olhos, trocando um silêncio repleto de desejos.
As mãos de Isabella deslizaram sobre o peito largo até roçarem o cós das calças, e Edward reagiu imediatamen te, gemendo enquanto a beijava. Tomando aquilo como incentivo, Isabella muniu-se de coragem para ousar mais e deslizou a mão para dentro do tecido, tocando-o em sua masculinidade enrijecida. Dessa vez, a reação de Edward foi mais drástica, pois ele afastou-lhe a mão.
— Eu também quero senti-lo — ela protestou quan do as bocas se separaram e ele seguiu traçando seu rosto delicado com a ponta da língua.
— Mais tarde... Mal consigo me conter.
Ela não fazia a menor idéia do que significava aque la alusão a controle, mas também não estava disposta a questioná-lo. Preocupou-se em continuar a acariciá-lo em partes conhecidas. Cravou as unhas nas costas largas ao percebê-lo brincar com sua intimidade, recomeçando o jogo libidinoso.
Estava prestes a atingir o ápice do prazer mais uma vez, quando ele resolveu deitá-la na cama. Antes de cobri-la com seu peso, porém, tirou toda a roupa.
Ofegante diante da beleza máscula, Isabella abriu os braços para recebê-lo de volta e o segurou pelos cabelos, beijando-o sem parar. Instintivamente preparou-se para quando ele voltasse a tocá-la como vinha fazendo.
Foi com surpresa, portanto, que o sentiu preencher seu corpo com o dele. Sentiu uma pontada de dor com a intru são inesperada e gritou.
Edward se deteve por um instante, até vê-la se amoldar e mexer os quadris, acostumando-se à posição.
Isabella estranhou que não tivesse sofrido mais, pois se lembrava dos ensinamentos de sua babá quanto à primeira vez de uma mulher. Ela havia procurado a velha senhora para se preparar para o casamento com o conde de Black.
A tensão que sentia não podia ser chamada de dor, avaliou, e sim de prazer pela unicidade dos corpos.
Os movimentos cadenciados de Edward se intensificaram e sua expressão denotava algo parecido com sofrimento. Confusa, Isabella chegou a pensar que não havia entendido a explicação da governanta. Talvez não fosse a mulher a sofrer em sua primeira vez...
Procurou entrar em sincronia com a cadência mais rá pida dirigida por ele, embora ainda imaginando se o feria de alguma forma. Edward notou seu semblante de preocu pação e parou de se mexer.
— Você está bem? — indagou com voz rouca.
Ela engoliu em seco e respondeu que sim com um sinal de cabeça. Ele voltou a se mover, então, levando-a consi go em seu ritmo frenético. Cedendo a um impulso natural, Isabella o abraçou com as pernas, favorecendo assim o encai xe perfeito. E em meio aquele plural de prazeres, Edward investiu contra ela com mais ímpeto, reconhecendo seu sonho. Sabia que Isabella o receberia daquela forma: com o corpo tão quente que, a despeito de sua natureza, o aquece ria até mesmo numa noite fria e chuvosa. Somente aquela cumplicidade e completude seriam capazes de fazer reviver seu coração adormecido.
Ela repetia seu nome, e sua voz era uma melodia em seus ouvidos. Edward foi se deixando tomar por um crescendo de excitação que tangia o limite do insuportável. Abaixando a cabeça, ele a capturou em mais um beijo enlouquecedor.
O perfume de Isabella o embriagou no momento em que passava de sua boca para o pescoço macio. Ao inalar sua doce fragrância, e já tomado pelo desvario animal, ele cravou os dentes na veia latejante do pescoço alvo.
Ela arregalou os olhos em reação à mordida. Primeiro veio à dor aguda, depois uma excitação ímpar que se espa lhou por seu corpo inteiro.
Foi então que explodiu de prazer novamente.
Mas, dessa vez, a intensidade do orgasmo foi tamanha que a fez perder os sentidos.
N/A:
* A capa dessa fic está no meu perfil!
Oh, meninas, eu me divirto tanto lendo suas reviews.
Obrigada pelo carinho de todas que estão seguindo e comentando. Agradeço a EscorpionGirl, que está sempre aqui, comentando! Lembrando que usuários que possuam conta, as reviews serão respondidas pelo login.
O capítulo de hoje ficou comprido! Espero que gostem.
Beijinhos,
SrtaSwanCullen
