Então gostaram, bem não esqueçam de comentar.

CAPÍTULO 9

Sesshoumaru havia acabado de chegar depois de umas poucas rodadas de carteado e acabara de tirar o casaco quando o som chegou até ele. Ele voltou o ouvido para a janela aberta. Novamente ouviu o som. O som distante de choro. Ele sempre teve consciência de sua audição afiada, e de seu ainda mais afiado olfato.

Ele nunca havia prestado muita atenção a isso, não até saber sobre a maldição. Agora ele sabia por que seus sentidos eram muito melhor adaptados do que os dos homens normais. Era o animal... o animal que aguardava dentro dele para ser libertado.

Por que ela estava chorando? Que era Rin, ele não tinha duvidas. Ele deveria se apressar para ajudá-la? Ou estaria ela chorando por algo sem muita importância? Alguma farpa que alguém lançou contra ela no sarau dos Lê Grande? Mas não, ela estava chorando com o coração, com a alma. Algo estava terrivelmente errado, e ele tinha de ir ver e descobrir o que era.

Sem se importar em colocar o casaco, ele deixou seu quarto. Havia pouco serviçais na residência. Todos os homens. As mulheres eram muito assutadas para trabalhar para ele. Não viu ninguém quando desceu as escadas, então saiu pela porta da frente.

A grama estava molhada. Havia uma neblina pesada no ar. Uma leve garoa caia. Ele estaria ensopado quando chegasse ao quarto de Rin. Quanto mais perto chegava da casa, mais fácil era de se ouvir os gemidos chorosos. Ele se apressou.

Ele escalou a grade de sua sacada sem incidentes, meio preocupado que ela houvesse trancado sua porta. As portas estavam fechadas por causa do ar frio da noite, mas não estavam trancadas. Ele entrou. Seus olhos se ajustaram facilmente à escuridão. Ele a via aconchegada sob as cobertas.

- Rin?

Com um pulo, ela jogou as cobertas de lado e se sentou.

- Sesshoumaru?

- O que aconteceu?

- Oh! Sesshoumaru! – ela saiu da cama e correu pelo tapete. Ele não podia ficar mais surpreso quando ela se jogou em seus braços – Foi horrível!

Suas mãos automaticamente se dirigiram para os cabelos soltos. Parecia a mais fina seda debaixo de seus dedos – O que foi horrível? Por que você está chorando?

- Lydia – ela conseguiu dizer entre os soluços. – Ela se enforcou!

Sesshoumaru levou Rin para a cama. Ele a ajudou a sentar-se antes de se sentar ao lado dela.

- Lydia? Ela era sua amiga?

- Minha criada – ela respondeu. – Ela tinha sido demitida no começo da semana, mas hoje à noite quando chegamos do Lê Grande, lá estava ela, pendurada nas vigas.

Quando Rin cobriu o rosto com as mãos e deixou escapar outro soluço, ele colocou o braço em volta de seus ombros.

- Foi minha culpa – ela murmurou – Foi por minha causa que bankotsu a demitiu. Só posso presumir que ela não conseguiu outro emprego e, então, algo deve ter acontecido e ela decidiu que a morte era a saída mais fácil do que seu futuro frio.

O sofrimento profundo de Rin por causa da criada o surpreendeu. Verdade, o que ela viu teria afetado qualquer pessoa, mas muitas jovens de sociedade, ele imaginava, chorariam um pouco por causa do incidente e depois o deixariam de lado, esquecendo rapidamente o problema. É claro que ela havia descoberto o corpo há apenas umas poucas horas.

- Ela deixou um bilhete? Qualquer explicação sobre o porquê de ter tomado tal decisão? – ele perguntou.

Rin sacudiu a cabeça. – Não. Nada que alguém tivesse achado pelo menos. Ela...

- Ela o que?

- Ela tinha hematomas pelo corpo.

Um alarme soou na cabeça de Sesshoumaru: - Hematomas?

- No rosto. – Rin continuou. – Parecia que ela havia sido espancada recentemente, e muito espancada. bankotsu disse que ela andava com um bando de arruaceiros. Eu o ouvi dizendo ao policial que um de seus homens, que era um bêbado, provavelmente a espancou. Talvez ele tenha terminado o relacionamento deles. Talvez depois de ela ter sido demitida o que a levou a se enforcar.

- bankotsu esteve com você a noite toda no Lê Grande, não é?

Ela confirmou. – Sim, porque você pergunta?

Sesshoumaru suspeitava que seu irmão de criação tivesse cometido o crime, mas ele havia estado com Rin na festa toda a noite. Ele possivelmente não poderia ter sido responsável pela morte da criada. Pelo menos não pelo enforcamento.

- Você era muito próxima desta mulher?

Rin soluçou maciamente. Seus olhos estavam brilhantes pelas lágrimas quando o olhou. – Eu considerava que éramos amigas. Nós éramos muito mais próximas, acredito, que muitas pessoas de classes diferentes. Mas ela nunca me falou de sua vida pessoal.

- Por que ela foi demitida?

De repente, Rin desviou os olhos dele. Ela não queria responder. Sesshoumaru começou a voltá-la em sua direção, mas quando a tocou no braço, ela hesitou.

- O que aconteceu com seu braço?

- Eu machuquei! – ela respondeu baixinho, mas ainda se recusando a encará-lo.

- Como?

- Não me lembro.

Uma suspeita o atingiu, Uma que já o havia atingido antes. Ele tinha que ter certeza desta vez. Sesshoumaru tinha de saber com certeza. Ele se aproximou, pegou a manga de seu vestido de algodão, e o rasgou nos ombros. Rin arfou e tentou afastar-se, mas ele não a permitiu escapar. Na pálida luz do quarto ele viu o feio machucado, a impressão de dedos contra a pele. Seu sangue começou a ferver.

- Quem fez isso a você, Rin?

Seus olhos se encheram de lágrimas novamente. Por um momento ela pensou que não conseguiria dizer nada a ele. Respirou profundamente e respondeu:

- Bankotsu. Ele já me machucou antes. Ele tem um temperamento horrível!

Sesshoumaru praguejou, levantou-se e se dirigiu à porta do quarto.

- Vamos ver o que ele acha de agredir um homem!

Rin saltou da cama e se apressou na frente dele, pressionando-se contra a porta antes que ele a abrisse.

- Não, Sesshoumaru, você não deve fazer isso! Ele nem mesmo está em casa. Depois que o policial se foi levando o corpo de Lydia, ele foi ao clube.

Determinado, Sesshoumaru se voltou para a porta da sacada. Sua raiva crescendo a cada minuto.

- Então eu vou procurá-lo.

- Por favor, não me deixe!

Seu pedido abafado o deteve. Ele se voltou para olhá-la, tão delicada, tão amedrontada. Ela estava em pé no meio do quarto tremendo. Seu vestido rasgado pendendo de um ombro macio. Ele havia deixado à porta aberta e o vento frio da noite tinha entrada no quarto. Sesshoumaru aproximou-se e a fechou, então foi ter com ela.

- Vá para a cama – ele ordenou suavemente. – Você está exausta.

Ela se dirigiu à cama e entrou embaixo das cobertas. Sesshoumaru se juntou a ela, sentando-se na beira da cama. Sua camisa estava úmida por causa da garoa, e agora o ar frio penetrou em sua raiva e ele ficou gelado.

- Você realmente não havia tropeçado e caído contra uma cadeira na noite do baile em Greenleys, não é?

- Não – ela respondeu. – Bankotsu me estapeou por... ter saído com você.

- E, também, você não saiu comigo para impressionar suas amigas, não é?

- Eu não tenho amigas. – ela admitiu. – Bankotsu vai me forçar a casar porque precisa de dinheiro. Eu pensei que se você me arruinasse, nenhum homem iria me querer e ele me deixaria voltar para o interior.

Sesshoumaru suspirou. Ele passou os dedos pelos cabelos úmidos para afastá-los do rosto.

- Rin, deve haver alguém que possa ajudá-la. Família...

- Eu não tenho ninguém. De repente ela se sentou, - Meu pai morreu, Ele me deixou aos cuidados de minha madrasta porque ele sabia que ela me amava e cuidaria de mim, mas ela está muito doente, e seus advogados deram a minha guarda a Bankotsu, Ele dissipou toda a minha herança. Agora ele espera poder me usar ainda mais.

Suas suspeitas não eram nada comparadas às revelações que ela fazia. "Bom Deus, como ela conseguia viver em condições tão deploráveis? Ela era um pouco menos que uma prisioneira nessa casa, à mercê de um homem que a usava para seus ganhos e a abusava dela em troca." Sesshoumaru queria matar Bankotsu. Ele queria mais do que matá-lo. Ele queria rasgar sua garganta com os dentes.

- Por que você não me disse a verdade logo no começo?

Rin olhou para as mãos. – Eu não o conhecia. Não podia ver que bem faria lhe dizer a verdade. - Ela olhou para ele. – Ainda não sei.

Ela tinha razão. O que ele poderia fazer por ela exceto matar o homem que ousava tratá-la daquela forma? O meio social iria adorar a oportunidade de provar que ele era, de fato, um assassino. Como ele poderia lhe oferecer proteção, sem oferecer-lhe seu nome? E ele não podia oferecer-lhe seu nome. Ele não poderia lhe oferecer um futuro brilhante, crianças, nenhuma das coisas que ela merecia.

- Você está tremendo novamente. – ele notou. Sesshoumaru puxou as cobertas para cobri-la, mas ela começou a bater os dentes. Ela precisava de mais calor do que o fogo poderia fornecer. Ele tirou a camisa úmida antes de se estender ao lado dela, puxando-a para seus braços. Ela ficou tensa.

- Não tenha medo de mim! – ele disse contra seus cabelos. – Quero apenas aquecê-la com o meu calor.

Momentos após ser abraçada, ela relaxou contra ele. Ele queria mais informações sobre Bankotsu.

- Você não me disse por que a criada foi demitida. – ele a relembrou. – Ou por que você acredita que ela foi dispensada por sua causa.

Rin colocou a cabeça embaixo do queixo dele. Os cabelos delas tinham o perfume de lavanda e estavam espalhados pelo seu peito.

- Ela me disse que Bankotsu a havia se imposto a ela. Eu o chamei à atenção pelo fato, ele ficou furioso. A próxima coisa que soube foi quando Mary, a governanta, disse que Bankotsu havia demitido Lydia.

Um estuprador, além de espancador de mulheres? Quanto mais Sesshoumaru descobria sobre Bankotsu, mais ele pensava em Kagura. Ele não conseguia imaginar como ela foi parar em seu estábulo, mas se ela estivesse fugindo de alguém, por exemplo, dessa casa, ela apenas teria de correr pelo gramado para se esconder em sua propriedade. Bankotsu não tinha sido suspeito, não quando o assassinato poderia recair sobre um homem que já tinha uma reputação questionável perante a sociedade.

- Você fica aqui comigo um pouquinho? – Rin pediu – Até eu adormecer?

Ele estava louco para encontrar Bankotsu – bater nele até que ele desmaiasse, pelo menos. Talvez ameaçá-lo de que se ele levantasse a mão contra Rin mais uma vez, ele se daria muito mal. Mas ela ainda estava tremendo nos braços dele, e se sua presença a fizesse se sentir segura, mesmo que por um tempo, ele ficaria. Era tudo o que ele podia fazer para ela.

- Está bem, eu fico. – ele respondeu, acariciando seus cabelos de seda. Uma pergunta surgiu repentinamente em sua mente. – Qual é o papel de Jenine em tudo isso?

Ela estremeceu contra ele, mas ele não sabia se de frio ou pela menção do nome do homem.

- Bankotsu deve muito dinheiro a ele por divida de jogo. Ele me quer em troca.

- Então seu irmão está negociando você, como um tapete usado?

Ela não respondeu. Ele sabia que ela se sentia humilhada por ele ter descoberto seus segredos. Isso o deixou com mais raiva ainda, se é que era possível. Ele tinha que tirar Rin dessa situação, e rápido.

- A duquesa-mãe – ocorreu-lhe num estalo. – Eu posso conseguir-lhe abrigo com ela. Ela é velha, e frágil, mas ela é como uma galinha velha quando alguém a quem protege é ameaçado.

- Não creio que Bankotsu me deixe partir – Rin disse. – Não sem lutar.

Sesshoumaru a trouxe mais para perto. Instintos protetores cresceram dentro dele. – Se ele quer guerra, pode deixar que eu dou isso a ele!

Rin havia pensado no que Sesshoumaru faria se ela tivesse uma segunda chance de lhe contar sobre o irmão de criação. Agora ela sabia. Ela se sentia segura nos braços dele, segura pela primeira vez em meses. Segura, mas nem tanto. Mesmo em seu estado de espírito, ela tinha consciência do bater compassado de seu coração sob seu ouvido. Consciência da pele macia e quente. Consciência de seu cheiro que lhe despertava os sentidos.

Ela sempre pensava se não tivesse posto seu plano audacioso em ação naquela noite em Greenleys, ela ainda sentiria tanta atração por ele? Mas ela sabia que sim. Ela tinha se sentido atraída por ele à primeira vista, antes mesmo de saber seu nome. Antes de ouvir os sussurros misteriosos sobre ele. Quem diria então que Sesshoumaru Taishou viria em defesa de uma mulher? Que ele talvez fosse mais honrado do que aqueles que o esnobavam?

A exaustão a dominou. Ela havia chorado por causa de Lydia até o fim de suas forças, e agora, Rin fechou os olhos e permitiu que Sesshoumaru a abraçasse. Ele afagava seus cabelos gentilmente, e essa ação a ninou. Ela não queria pensar sobre o amanhã. Sobre a batalha que aconteceria quando Sesshoumaru tentaria tirá-la de sob o teto de Bankotsu e de seu controle cruel. O amanhã chegaria cedo demais.

Beijos:

Rukia-hime: Fique tranqüila, logo, logo esses dois vão ter o que merecem, o sesshy cuidara pessoalmente dos dois.

Hachi-chan2:Bem, não aconselho a comer o fígado dele não pode esta estragado. E o casamento do sesshy e da rin esta próximo, mas não será um casamento normal não, pois tudo depende da rin.

Meyllin:Estou super feliz em saber que tem uma nova leitora, espero que continue acompanhando e quero sempre de encontra por aqui, ta beijos.

Ana Spizziolli:Calma, o casamento desses dois esta próximo depois dessa ultima que o Bankotsu vez, o sesshy ira agir.

Individua do mal:Como pediste, o sesshy descobriu tudo e agora ele ira começar a agir.

Kuchiki-Rin:Eu sei como você se sente, mas fique tranqüila.

Acdy-chan:Parte do sofrimento da rin vai acabar logo, logo e com certeza ela não vai se casar com o babão.

Lady Muise: Valeu. Espero que tenha gostado desse capitulo.

jeh-Chan:Realmente eu amo as sua reviews, você e dez beijos.

sandramonte:Infelizmente e uma verdade.

Pammy-sama:Bem não tão rapidex assim, mas eu tentei.