P.S: Gente desconsidere qualquer relação que Gina e Molly tem nos livros de Hp pois, eu fiquei tão empolgada com essa Molly da fanfic que nem me toquei da relação Mãe/Filha dos livros de HP. Então, por favor não me matem, mas nessa fanfic a Mrs. Wesley só tem 7 belos filhos e odeia de paixão a Gina!
Hermione baixou os olhos para as mãos quando a carruagem começou a diminuir a velocidade e passar pela movimentada rua, rumo ao elegante sobrado dos Winglington. Ainda estava muito envergonhada para olhar para Leo e Harry, que estavam sentados à sua frente. Apesar de ter compreendido a necessidade de provar sua virgindade e que nunca tinha dado à luz uma criança, odiou o fato de os dois homens saberem o que ela tinha enfrentado naquela tarde.
Ela suspirou e olhou para fora da janela, mesmo não tendo nada muito de interessante para se ver. Em vários sentidos tinha sido humilhante passar por um exame tão intimo, ter o seu estado de pureza legalmente atestado por dois médicos e uma parteira, registrado por escrito para que outros homens pudessem ler caso fosse necessário. Durante a provação procurou se lembrar o tempo todo de que estava fazendo aquilo pelo bem de Anthony. Isso não ajudou muito, mas a impediu de sair correndo da sala.
Agora ainda tinha de ir a um baile, sorrir e conversar como se não houvesse nada de errado no seu mundo, para piorar, as chances de ver Lady Gina Potter, a mulher que ainda tinha os direitos legais sobre Harry, eram imensas. Com que freqüência uma mulher se encontra com a esposa do noivo? Ela refletiu. Não que já tivesse concordado com o noivado. Hermione se perguntou se já tinha passado algum dia de provação como aquele. Somente as últimas e doloridas horas ao lado do leito de morte da irmã podiam ser consideradas piores. Olhando discretamente para seus acompanhantes, acabou se surpreendendo com o inusitado desejo de rir. Os dois pareciam tão embaraçados quanto ela. Não tinha lhe ocorrido que os homens que tinham pedido o exame pudessem se sentir tão desconfortáveis com a situação. O mais estranho foi que o aparente desconforto dos dois acabou servindo para atenuar o seu. Assim garantiu que eles só tinham feito aquilo por uma absoluta necessidade de proteger a condição de Anthony como herdeiro de Harry. Isso acalmou um pouco o temor por Harry ter questionado sua inocência e exigido uma prova antes de se casar.
A única coisa boa sobre toda a situação mortificante foi que serviu para fazê-la parar de pensar um pouco no baile dos Winglington. Ela odiava de coração tais eventos, mas este em especial ia ser pior do que qualquer outro. Harry estava prestes, a revelar para o mundo que estava bem vivo. Hermione não tinha dúvida de que isto iria colocar Tom e Gina no encalço novamente. A única dúvida que pairava sobre o desfecho do plano era como os inimigos de Harry iriam começar a feri-lo novamente. Também ia ser um tanto estranho entrar em um baile acompanhada de um homem casado. O fato de Leo estar junto provavelmente ia ser a única coisa que poderia atenuar a força dos comentários. Nesta noite, todas as atenções e as conversas iam girar em torno do miraculoso retorno de Harry do mundo dos mortos, mas Hermione sabia que essa proteção não iria durar muito. Logo alguém iria se lembrar de que ela tinha entrado no salão de baile de braços dados com ele. Depois disso, as conjecturas sobre seu lugar na vida dele teriam início e era exatamente isso o que ela mais temia.
Quando a carruagem parou, foi Harry quem a ajudou a descer. Hermione ainda não estava certa se a ideia de entrarem juntos no baile era particularmente boa, mas ele insistiu. Além das fofocas que poderia causar, o ato em si tinha ares de um desafio atirado aos pés de Tom Potter e de uma bofetada na bela face de Lady Gina. Hermione não estava com medo, pois sabia que Leo e Harry iriam garantir sua segurança, mas ao mesmo tempo não desejava se tornar alvo do interesse da esposa e do tio de Harry. Em seguida, ela suspirou, pois sabia que não haveria como escapar daquele destino. Ela era parte de tudo aquilo e, mesmo que tivesse permanecido em casa, logo Tom acabaria descobrindo a dimensão do papel que ela desempenhara.
Sob sua mão, ela sentiu a tensão aumentando no braço de Harry quando eles cumprimentaram os anfitriões. A roliça Lady Winglington quase desmaiou, mas a noção do sucesso que seria o seu evento, devido à surpreendente ressurreição de Harry, logo lhe devolveu as forças. Quando Harry foi anunciado, o silêncio abrupto no salão se estendeu durante alguns segundos. O murmurinho que se ergueu, pouco depois, indicou a ela que aquela seria uma noite longa, cheia de perguntas e rumores. Sua esperança era de que o alarido tivesse impedido todos de ouvirem seu nome, mas temia não ter tamanha sorte.
Harry olhou na direção onde Hermione estava, parada ao lado da sua mãe e da sua irmã, Phillipa. Ainda não tinha encontrado as palavras certas para comentar sobre a provação à qual ela fora submetida para assegurar os direitos de Anthony. Para sua surpresa, a situação acabara se mostrando uma provação para ele também. Por várias vezes teve de se segurar para permanecer sentado e esperar, engolir o forte desejo de sair correndo e resgatá-la de todo aquele embaraço. Seu único consolo foi perceber que Leo parecia estar sofrendo tanto quanto ele.
Seria mais fácil ignorar tudo, fingir que nada tinha acontecido, mas ele sabia que seria um erro. Harry não tinha dúvida de que, em algum momento, Hermione deve ter imaginado se ele não tinha pedido o exame para se certificar da sua pureza. Essa era uma dúvida que não podia crescer. Especialmente porque Hermione ainda não tinha dito se aceitava ou não se casar. Ele e Leo consideravam o noivado acertado, mas seria bom ouvir da própria Hermione que ela concordava.
— E bom vê-lo bem. Já está totalmente recuperado?
Aquela voz profunda e suave fez com que todos os músculos do corpo de Harry enrijecessem de vontade de desferir um soco. Ele se virou para encarar o tio. Tom Potter era um homem belo,vinte anos mais velho do que ele. Era alto e forte, tinha todos os fios de cabelo e belos dentes. Não precisava de enchimentos sobre os ombros ou nas panturrilhas para que as suas roupas assentassem com mais elegância. No fundo dos olhos acinzentados do homem, Harry só viu dúvidas e um toque de dor que ele evitava transparecer para todos os presentes.
De braços dados com o tio e secando os olhos marejados de lágrimas fingidas, com um lenço delicado, estava Gina, sua esposa traidora. Harry desejou com todas as suas forças bater na mulher que tinha deixado seu filho para morrer. Odiava-a imensamente. Nunca tinha tocado em uma mulher com violência e não tinha a menor intenção de permitir que Gina o forçasse a quebrar seu código de honra. Para ele, um homem capaz de bater em uma mulher não passava de um violento covarde, e ele nunca se dobrou àquele tipo de comportamento baixo.
O interesse de todos os presentes no salão de baile irritou e divertiu ao mesmo tempo. Muito antes de ter se entregado à boêmia, o mundo e a sua mãe já sabiam que ele era um marido enganado. Sem dúvida estavam esperando por uma briga escandalosa. Não era sua intenção dar a todos o prazer de ver uma briga, mas ele não tinha dúvida de que Gina e Tom iriam fazer de tudo para oferecer um belo espetáculo aos curiosos.
— Como você pôde deixar que sofrêssemos pela sua morte, Harry? — perguntou Gina num tom de voz chocado, como se a dor no seu coração dificultasse sua fala.
— Sofrer? Não consigo imaginá-la sofrendo por isso — ele disse e quase sorriu quando os belos olhos azuis de Gina começaram a brilhar de fúria.
Essa era a Beatrice que ele agora conhecia. Estava ficando difícil para ela continuar ocultando a mulher forte e fria atrás da beleza. Isso só trabalhava a favor deles.
— Claro que sofri — ela disse sua voz já não era mais tão trêmula e suave. — Apesar de toda a humilhação que passei por culpa sua, no último ano, você ainda é meu marido.
Ele deu uma olhada para o decote generoso do vestido de seda azul, uma cor que ela sabia que combinava com seus olhos, e apenas arqueou uma sobrancelha.
— Ah, o sentimento é recíproco. Talvez fosse eu quem devesse sofrer —ele murmurou, e em seguida olhou para o tio. — Será que eu deveria lhe agradecer por estar consolando minha viúva distraída? Não, espere você já estava oferecendo seu consolo quando ela foi abandonada pelo marido cruel e sem sentimento, não estava?
— Você não deveria brincar com isso, sobrinho — Tom disse, sem ao menos olhar para Gina, que silvava furiosa. — Se não se importar, mostre um pouco de respeito pela sua família.
— Claro que me importo, e tenho grande respeito por ela. A minha mãe e as minhas irmãs sabem por que tive de me recuperar dos meus ferimentos em segredo. Elas me perdoaram pela minha omissão. Agora, se os dois puderem me dar licença?
Harry começou a dar as costas, mas em seguida hesitou por um momento antes de olhar de volta para o tio e a sua esposa. — Eu me esqueci. Pretendo retornar em breve para Colinsmoor. Seria melhor, eu creio, se você, tio, e você, Gina, não estivessem mais lá. Ou na casa de Potter. Na verdade, quero vocês e toda sua gente fora das minhas propriedades, exceto aquela que passei a escritura para Gina. Um pequeno chalé em Kent, eu creio. Pedirei para meu novo advogado enviar alguns homens para garantir que você saia, levando apenas o que trouxe consigo.
— Você não pode me expulsar da nossa casa — Gina esbravejou, deixando de lado a atuação e mostrando o que de fato sentia, pura fúria. — O que todo mundo vai pensar se você jogar a sua esposa na rua?
— Que eu finalmente tomei juízo? Não se aflija, Gina . Tenho certeza de que você vai cair suavemente.
Harry saiu andando sem dizer mais nada. Naquele momento, todos estavam do seu lado. Seu tio e sua esposa não tinham feito muitos amigos. Mas Harry sabia que se cuspisse toda a fúria que queimava por dentro, aquela solidariedade poderia enfraquecer. Até mesmo aqueles que desconfiavam que Tom e Gina tinham tido um dedo no seu quase assassinato e na necessidade de se esconder durante a recuperação poderiam não gostar quando ele começasse a atirar todas as acusações e ameaças em um baile. O fato de ter acabado de expulsá-los da casa era totalmente aceitável, pois Gina nunca escondera de ninguém a esposa infiel que sempre foi. A constante humilhação tinha sido um dos motivos que o levara a se atirar na lama.
Ele avistou Sirius parado próximo às portas dos fundos, que davam para o jardim. Sirius deu um tapinha na parte esquerda do seu paletó bordado em azul e Harry quase sorriu. Sabia que sob aquela mão, no bolso interno do paletó elegante, havia um fino frasco de prata cheio do melhor conhaque. Uma dose era exatamente do que estava precisando para levar o amargor da boca e da mente. Harry seguiu o amigo até o jardim iluminado por tochas.
— Acho que eu esperava que fosse sair muito mais fogo quando você finalmente os confrontasse — disse Sirius enquanto estendia o frasco para Harry.
— Nenhum dos dois quis isso. — Harry sorriu e tomou um gole. —Tenho certeza de que Gina seria capaz de promover um escândalo, mas acho que meu tio a coloca em rédeas curtas. Meu querido tio Tom não quer chamar muita atenção para ele ou para quaisquer desavenças que possam existir entre nós e a sociedade sabe que há muito tempo ele e a minha esposa são amantes. Ninguém espera que nos comportemos como uma família feliz.
— É verdade, mas as aparências devem ser mantidas.
— Vai ser interessante descobrir a fofoca que irá correr entre as rodas agora que expulsei ambos da minha casa.
— É bem capaz que eles saiam do baile mais cedo para que possam retornar o mais rápido possível para Colinsmoor e roubar o que puderem.
— Vai ser difícil conseguirem roubar algo, pois já tem um grupo de homens de minha confiança esperando por eles. Nesta manhã, os criados ajudaram a indicar exatamente quais eram os pertences deles. Acho até que os dois já encontrarão as malas feitas e prontas para serem levadas.
Sirius riu, mas logo ficou sério.
— Tom vai ficar furioso.
— Eu sei. Mas espero que a fúria o leve a cometer um erro grave.
— O seu plano é apanhá-lo tentando matá-lo? Ele ainda não foi apanhado e nem tentou fazer isso com as próprias mãos.
Harry encolheu os ombros.
— Nada do que fizemos ou descobrimos é suficiente para apanhá-lo e acusá-lo por nenhum dos crimes que já cometeu. Não temos outra opção senão empurrá-lo contra a parede.
— Então é guerra declarada?
— Sim. — Ele franziu o cenho. — Só temo até onde ele será capaz de levar isto. Temos muitos homens para proteger todos, mas Tom é muito bom em trazer homens para o seu lado. Mesmo assim, que outra opção existe? Isto precisa terminar.
— Sim, precisa. — Sirius estendeu o frasco outra vez. — E então, a bela Hermione já disse se aceitará se casar com você?
Harry praguejou e tomou outro gole.
— Não. E depois do que ela teve de enfrentar hoje, acho que nunca irá aceitar.
— Por mais desagradável que tenha sido, ela é esperta o bastante para saber que foi necessário. Hermione jamais teria concordado caso pensasse o contrário. Você vai ter de desenterrar todo o charme para persuadir e cortejar essa mulher, Harry.
— Foi exatamente por causa do meu poder de persuasão que acabamos noivos.
— Não, foi a luxuria. Um desejo mútuo tenho certeza, pois você nunca conseguiria comprometê-la a menos que ela quisesse. Isto pode ser o bastante para muitas mulheres, especialmente quando o prêmio é um conde, mas não para Hermione.
— Não vou dizer palavras de amor que eu não sinta — Harry crispou, apesar de saber que Sirius tinha razão.
— Ninguém lhe pediu para fazer isso. Mas você gosta dela, não gosta? E confia nela.
— Sim, e não tenho medo do dom que ela possui ou receio de que nossos filhos possam ter algum. Mas não é isso que uma mulher espera de um homem quando está sendo cortejada.
— Hermione ficará satisfeita se você deixar isso claro e fazer com que ela acredite. Eu a conheço há anos, e acredito que ela não seja uma tola romântica. Ela está com a reputação comprometida e sabe que o casamento é resultado disso. O que ela não quer é se casar com um homem cujo único interesse seja levá-la para a cama. Tenho certeza de que Leo deve ter lhe contado como muito dos casamentos na família terminaram mal. Hermione sabe disso e precisa mais do que desejo ou caso contrário fará o possível para desfazer o noivado. Uma vez que você não pode contar para ninguém sobre o noivado, pois ainda está casado com Gina, Hermione terá tempo bastante para se livrar do compromisso.
Harry assentiu com um aceno de cabeça, devolvendo o frasco para Sirius, e alisando distraidamente seu paletó bordado em prata.
— Então, deixe comigo. Tenho certeza de que conseguirei convencê-la de que gosto e confio nela. Além do mais, ainda tenho um ás na manga.
— E o que seria?
— Se ela se casar comigo, não terá de perder Anthony.
— Você seria capaz de usar o seu filho para empurrá-la para este casamento?
— Num piscar de olhos — Harry respondeu, mas acabou questionando a própria determinação em arrumar uma esposa quando tinha clamado com afinco que nunca mais iria querer uma.
Lady Lilian observou seu filho se afastando de Tom e Gina e se juntando ao amigo Sirius. Em seguida voltou os olhares para a dupla que estava tentando matar seu filho e sentiu um calafrio. Conhecendo os dois como conhecia, pôde ver com nitidez o ódio oculto sob suas máscaras de educação. Evidentemente, antes de sair, Harry tinha feito ameaças e dito a eles que deixassem Colinsmoor.
— Acho que, até agora, eu ainda não tinha aceitado de fato que o irmão do meu marido e a minha nora realmente queriam ver meu filho morto — ela murmurou.
— É mesmo difícil de acreditar — Hermione concordou. — Mas quando se pensa nos motivos para fazerem tudo que fizeram, fica fácil se lembrar de muitos outros que sentem o mesmo, mas que mesmo assim não recorreram ao assassinato. Por isso é importante que consigamos controlar a próxima tentativa deles de matar Harry, pois este é o único meio de evitarmos que os outros crimes que Tom cometeu venham a público.
— Eu sei. Eu odiaria que o nome da família Potter fosse manchado, mas ao mesmo tempo não gosto da ideia de ver Harry servindo de isca para nos proteger disso.
Hermione fez um afago no punho cerrado de Lady Lilian .
— É mais do que isso, não é mesmo? Ele está protegendo o nome e a honra de todos os antepassados. E traição — ela sussurrou — é um crime que irá marcar gerações dos Potter.
— Lá vem Lady Molly. Oh, céus! Vamos mudar de assunto — Lady Lilian sorriu. — Não foi isso que você disse? Que é agradável ao tato.
— Sim. Foi o que imaginei quando ouvi sobre isso nos estábulos uma vez. No entanto, é uma desgraça de áspero.
— Eu sei. Não sosseguei enquanto não descobri por mim mesma. Ah, prazer em vê-la, Lady Molly — Lady Lilian cumprimentou a senhora de formas arredondadas que parou diante delas. — Permita-me apresentar a minha acompanhante, a Srta. Hermione Granger.
— Ela veio com seu filho — disse a senhora, erguendo os óculos com cabo para dar uma olhada em Hermione. — Uma Granger, é? Você se parece muito com Helena Cummings. Conheci a garota anos atrás.
— Ela é a minha mãe. Casou-se com Sir George Granger, que morreu sete anos atrás — respondeu Hermione.
— Ah, ouvi falar. Caiu de um cavalo.
— Exatamente. — Hermione tinha tentado alertar o pai, mas ele não quis ouvir. De vez em quando ela se questionava se ele não tinha escutado simplesmente porque não se importava mais em viver ou morrer, e por isso ela culpava a mãe. — Ele era um homem bom.
—Sim, era. Mas se casou com a mulher errada. Sem querer faltar com o respeito, mas Helena era uma pirralha exibida, mimada e que nunca pensou em ninguém mais além de si mesma.
Hermione concordou com um aceno de cabeça apenas. Não havia o que responder para tal afirmação. O difícil era entender como a mulher tinha dito sem querer faltar com o respeito, para logo em seguida acabar com a reputação de uma pessoa. Se amasse sua mãe, Hermione imaginou que pudesse pensar em um modo de defendê-la. Mas o mais triste foi reconhecer que não seria capaz de tomar tal atitude.
— Por que você chegou acompanhada de Lorde Potter?
— Molly — Lady Evelyn murmurou em protesto, mas a mulher ignorou e continuou com os olhinhos azuis escuros fixos em Hermione.
— Também vim acompanhada do meu primo e guardião. Lorde Sir Leopold Granger, milady.
— Que maravilha! — O olhar da senhora se voltou para Lady Lilian. — Deve estar feliz que o garoto esteja firme e forte, não é mesmo?
— Imensamente — respondeu Lady Lilian. —Assim como também espero mantê-lo no caminho certo.
— Então é melhor que ele arrume alguém para dar uns tiros naquele tio dele e naquela vagabunda com que o garoto tolo se casou.
Hermione e Lady Lilian fitaram boquiabertas, enquanto Lady Molly saía tão abruptamente quanto chegara.
— Bem, pelo menos sabemos que algumas pessoas já suspeitavam de Tom e Gina — Hermione comentou, pouco depois. — A senhora acha que Lady Molly costuma compartilhar sua opinião com mais alguém?
— Com muita frequência — respondeu Lady Lilian. — Só espero que as pessoas com quem ela resolva compartilhar o que acabou de nos dizer acreditem nela. Mas me pergunto como ela ficou sabendo.
— Talvez ela não saiba, apenas desconfie. Mas não importa. Mesmo que apenas uma mulher resolva sair opinando sobre o fato já será de grande ajuda.
Quando Phillipa retornou da dança com um jovem visconde, Hermione pediu licença para ir ao toalete. Rezou para que não estivesse muito cheio, pois ela estava começando a ficar cansada da multidão. O baile a agradara em um ponto ao menos. Naquele momento todas as fofocas estavam girando em torno de Gina e Tom. Ela ficou surpresa que os dois ainda não tivessem indo embora, pois os murmúrios sobre eles estavam ficando cada vez mais altos, a ponto de ficar quase impossível de serem ignorados.
Hermione estava justamente pensando em passar perto da dupla para que pudesse dar uma boa olhada na vil Gina quando entrou no toalete e ficou cara a cara com a mulher. No mesmo instante, desejou não ter visto o quanto Gina era bela. Mais alta e muito mais voluptuosa do que ela, Lady Gina tinha quase tudo que os homens almejam em uma mulher. Olhos azuis, lábios fartos e os longos e curvados cílios. Ao ver o colo alvo e impressionante da mulher, Hermione lutou contra o impulso de baixar os olhos para seus seios pequenos, cobertos com pudor por um lenço fino, quase transparente.
— Você é a mulher que veio com meu marido.
Surpresa com a abordagem abrupta, Hermione olhou ao redor e sorriu. O cômodo não estava cheio, mas também não estava deserto. Três mulheres estavam lá dentro, ajeitando os cabelos ou os vestidos. Esse não era o lugar para começar uma discussão com Gina. Além do mais, Hermione estava com medo de falar muito caso a mulher a deixasse ainda mais nervosa.
— Cheguei acompanhada do Lorde Granger, meu primo e guardião. O seu marido... — as palavras tiveram um gosto estranho na sua língua —simplesmente nos acompanhou.
— Você entrou de braços dados com ele.
— Ele era o mais próximo da carruagem quando comecei a descer.
A expressão da mulher deixava claro que ela já tinha uma opinião formada sobre o lugar que Hermione ocupava na vida do marido e nada iria mudá- la. Depois de todas as infidelidades, Hermione considerou muita hipocrisia de Lady Gina se fazer de ultrajada pelo fato de o marido ter entrado acompanhado de outra mulher em um baile. Talvez fosse parte do espetáculo, do seu papel de esposa abandonada e constantemente humilhada pelas infidelidades do marido. Uma olhada de soslaio nas mulheres que ouviam atentas indicou que Gina seria uma tola se pensasse que alguém estava acreditando na pose.
— Sei que foi você e seu primo que o esconderam de mim — Gina rompeu. — Como você ousa esconder o marido da esposa amada?
— Esposa amada? Ah, bem, pode ser, uma vez que dizem que é uma mulher muito amável, só que nem sempre com o próprio marido.
Gina deu uma bofetada nela, o barulho do estalo da sua mão contra a face de Hermione silenciou a platéia risonha. Foi preciso muita força de vontade para Hermione não cerrar o punho e acertar um soco direito no belo narizinho de Beatrice. Ela encarou a mulher e de repente sentiu um calafrio familiar descendo a espinha. Em vez do belo rosto de Gina, ruborizado de fúria, ela viu uma caveira. A caveira ainda tinha o mesmo penteado de Gina e estava sob o mesmo corpo, mas ainda era uma caveira. Ao redor do pescoço da mulher havia uma corda grossa.
— Por que você está me olhando assim? — Gina demandou, a voz refletiu um leve tremor. —Você é tonta?
Hermione começou a se desvencilhar da visão no exato momento em que Gina erguia a mão para lhe dar outra bofetada. Então uma mão coberta por uma luva de renda preta deteve o pulso de Gina. Hermione ergueu os olhos e se deparou com Lady Molly parada ao lado de Gina e olhando feio para a mulher.
— Vocês três — a senhora inclinou a cabeça na direção das outras mulheres, fazendo com que o elaborado penteado oscilasse sobre sua cabeça —, saiam. — As três saíram correndo do toalete e Lady Molly olhou para Hermione. — Ela bateu em você, não bateu?
—Tenho todo o direito de bater nela, pois ela está tentando roubar meu marido — disse Gina enquanto tentava inutilmente livrar o pulso da mão firme de Lady Molly.
Lady Molly fungou de um modo muito masculinizado.
— Por Deus, garota, você não acha mesmo que está conseguindo enganar alguém, acha? Você é tão tola assim? — Ela empurrou Gina na direção da porta. — Saia daqui. Ainda deve ter restado um ou dois homens lá fora para quem você ainda não abriu as pernas.
Apesar de Gina ter bufado de raiva, ela se foi. Hermione se aproximou da bacia cheia de água perfumada de rosas sobre um aparador de mármore e lavou delicadamente o rosto. Uma olhada no espelho lapidado pendurado sobre o aparador indicou que não iria ficar nenhum hematoma, e ela suspirou.
— Ela a acertou em cheio. Por que você permitiu?
— Fui apanhada de surpresa.
— E não quis revidar, não é mesmo?
— Se tivesse revidado acabaria quebrando aquele nariz empinado dela, e o escândalo seria todo meu. Acho que vou deixar para ela o peso desse. — Ela deu uma olhada para Lady Molly e disse: — Não se preocupe que já estou de saída, se estiver precisando de privacidade.
— Não entrei aqui para isso. Eu sabia que a vadia estava aqui, por isso segui você.
— Oh! Bem, obrigada pela gentileza de interceder a meu favor.
— Não foi nada. O que você viu?
— Como?
— Vamos, garota, sei sobre os dons dos Granger e dos Vaughn. Você tem o dom. Assim como reconheci o modo como você olhou para ela enquanto estava parada sem fazer nada para impedir que aquela vadia a acertasse pela segunda vez. O que você estava vendo?
— Lady Molly, a senhora tem algo contra Gina, bem, uma mágoa pessoal ou algo assim?
— Além de não suportar ver uma vadia se passando por uma dama de respeito, não. Você quer saber se ela se deitou com o meu marido? — Lady Molly soltou uma gargalhada sonora. — Não, garota, meu Arthur ama seus cavalos mais do que as mulheres. Ele se interessou o suficiente para me dar sete belos filhos, e isso foi o bastante para mim. Agora, conte-me o que você viu.
Hermione suspirou.
— Para que a senhora tenha então uma história nova para contar na próxima festinha?
— Não — ela disse, de um modo quase gentil. — Sei quando devo permanecer em silêncio. Como eu disse, sei sobre sua família, até sou amiga de alguns. O meu pai também era amigo. A amizade foi muito útil para o exército.
Ciente de que a mulher não iria desistir até que ela lhe contasse o que tinha visto, Hermione olhou no fundo dos olhos da senhora e disse:
—Vi uma caveira no lugar do rosto de Lady Gina, ela tinha o mesmo penteado e o mesmo corpo. Lady Gina vai morrer em breve. Ela também tinha uma corda ao redor do pescoço, portanto, pode ser que morra enforcada.
— Foi por isso que você ficou tão pálida. Não deve ter sido uma visão muito bonita. Gratificante, mas não bonita.
— A senhora está certa de que não tem nada pessoal contra a mulher?
— Só acho que os Potter são gente de bem, exceto por Tom. E que eles não merecem o que aquele homem e aquela vadia estão tentando fazer. —Lady Molly sorriu. — E a minha querida amiga Minerva Potter precisa se libertar do fardo que aqueles dois representam.
Mais uma vez Hermione se viu boquiaberta diante do que a mulher acabara de dizer enquanto Lady Molly deixou o toalete. Depois de sair do estado de estupor, ela se olhou no espelho novamente. As marcas dos dedos de Lady Gina ainda estavam muito visíveis no rosto, mas Hermione sorriu. Pelo menos, iria servir como um bom motivo para alguém levá-la de volta para casa.
(N/A): Oii gente, olha eu aqui de novo, desculpa pela demora, mas tava aproveitando meus últimos dias de férias :( mas aqui estou eu de novo, atualizando as histórias.
Muito obrigada a todos que estão lendo e principalmente para quem está deixando reviews, o apoio de vocês é maravilhoso!
Mariana Thamiris: Na hora em que Leo chegou dá uma raiva dele, dele, tipo, "Deixe eles se agarrarem, seu idiota." Mas o momento mais HOT deles ainda vai chegar. Capitulozinho sem muito HH esse, mas o próximo vai compensar, prometo! Espero que você tenha gostado da atualização e que deixe mais um das suas maravilhosas e engraçadas reviews, bjoos querida.
Midnight: As coisas saem bem rápido nessa fanfic, já estamos no casamento - mesmo que Mione ainda não tenha dito o SIM-. O ruim é que está faltando a parte HOT deles, mas essa já já sai, o Harry vai usar todo o seu poder de sedução com Mione e ela vai - tem que- ceder! Espero que tenha gostado da atualização, bjoos querida.
Flor amarela: Esse Harry não é uma graça, eu sei que é clichê, mas é por isso que eu adoro livros: Os homens deles são tão perfeitos, lindos, maravilhosos, ricos, sou apaixonada por todos. O Harry vai usar todo o seu charme e a Mione vai ceder rapidinho, pode acreditar. Espero que tenha gostado do capítulo, bjoos querida.
Witchysha: Que bom que você gostou dos capítulos! Não fazer "Bobeirinhas"? kkkkkk mas essa é a melhor parte! kkkkkkk espero que tenha gostado da atualização,bjoos querida.
Reviews ?
