Sasuke acaba se ferindo em uma missão Anbu, e tem de passar por uma cirurgia. Porém, ele não esperava permanecer por 10 dias, internado. Tsunade prevendo uma possível fuga, coloca uma pessoa para vigiá-lo, garantindo que o Uchiha não saia do hospital. A vigia é ninguém mais, ninguém menos que, Sakura Haruno.
Esses dias serão suficientes para resgatar um sentimento antigo? Ou farão com que ambos se distanciem ainda mais?
Naruto não me pertence.
10 Dias Com Ela — Capítulo IX
Nono Dia
..
Suspirando, fechei o último livro da pilha. Durante esse tempo que permaneci internado acabei por me entupir de literatura, chegando ao total de quatro livros lidos. Assim que saísse do hospital, eu deveria passar na casa de Naruto e os entregar, já que tais objetos eram de Hinata. Ela os havia emprestado a mim para que eu não ficasse mofando de tédio.
Levantei-me da cama e vagarosamente comecei a arrumar os meus parcos pertences, pois segundo Shizune eu devia ter apenas o dia de hoje e mais uma parte da manhã de internação. Então estaria livre para voltar a minha rotina. Fiz uma careta para minhas mãos com o pensamento. Digamos que o meu cotidiano não era algo para se ansiar; missões, um distrito solitário, mais missões, algumas saídas com os meninos e mais missões.
Pare com isso, Sasuke. Você não é de ficar reclamando.
Ótimo, estava discutindo comigo mesmo. De repente me peguei rindo da situação, foi apenas saber que logo sairia daqui que meu psicológico se abalou. Nos primeiros dias o que eu mais queria era dar o fora, entretanto, uma certa mulher me fez ir mudando de ideia gradualmente. Desejava passar mais tempo entre essas paredes sem sal somente pelo fato de que podia receber uma visita de Sakura.
Só havia uma explicação para isso. Eu estava me agarrando a ela como se precisasse de ar, Sakura se tornara uma pessoa de grande importância para mim. Via-me dependente dela, não só por conta do meu antigo estado físico, mas sim diante de todas as diversas situações que ocorreram em minha passageira estadia e turbulenta adolescência.
Patético.
Então era desse modo que todos se sentiam quando pegavam-se apaixonados. O amor sempre me pareceu algo anormal, alguns contavam como coisas estranhas apareciam em seus estômagos quando a pessoa amada estava por perto, comparando ainda tal sensação com borboletas dançantes, embriagadas de um sentimento louco e devastador. Porém, nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo.
Meus pensamentos foram interrompidos pela chegada de Sakura ao quarto. Ela encontrava-se parada ao lado da porta, parecia esperar alguma reação de minha parte. Logo dei-me conta de que deveria dizer algo para enfim quebrar o doloroso silêncio.
— Como está? – sorri de leve, como se apenas tivesse feito aquilo para mostrar-me menos decepcionado.
— Bem, – ela forçou uma certa felicidade. – e você? Feliz por sair do hospital e se livrar de mim? – riu com uma pitada de sarcasmo e desgosto. Pelo menos pude perceber que ela também sentiria a minha falta. – Precisa fazer um último exame, tudo bem? Assim podemos ver se está tudo nos conformes – dei de ombros como quem concordava com a declaração e fui em direção a margem do recinto.
Assim que saímos comecei a segui-la sem protestos, pois não gostaria de arranjar briga com a minha ex-companheira de time. Andávamos lado a lado e o clima entre nós era terrivelmente pesado, como se quiséssemos dizer muitas coisas, mas infelizmente palavras nos faltavam. Foi então que me peguei decorando todos os seus traços, percebendo a bela e madura mulher que ela havia se tornado.
Jamais mergulhei tão profundamente em suas características, a preocupação em sair desse local sempre foi maior do que a vontade de analisá-la. E eu era um idiota por isso, um fodido bastardo. Como pude ter a ignorado durante tanto tempo? Uma pessoa que se dedicou a mim quando mais jovem, constantemente empenhada em me tirar da escuridão. Possuía um peso grande demais para carregar, no entanto ignorei totalmente o pedido daqueles que se importavam comigo e, por fim, acabei não compartilhando dessa dor com eles. Talvez, se eu tivesse acatado esses, meu irmão poderia estar vivo e bem aqui, junto a mim. Mas o mundo gira, dá voltas e tudo se encaixa. Itachi morreu como um herói, aquele que tem a maior das virtudes: compaixão.
Coisa que aprendia a sentir e demonstrar.
Quando estávamos chegando ao local do exame, uma figura conhecida se encontrava estranhamente sentada na cadeira próxima a recepção. Hinata lia uma revista qualquer e por um breve acaso acabou me vendo pelo canto dos olhos. Ela tratou de sair dali apressadamente, nem se dando o trabalho de me direcionar um educado "oi".
Hyuugas, sempre tão estranhos.
O que fazia no hospital? Deveria ter vindo visitar algum amigo ou até mesmo um de seus colegas de time. Afinal, Kiba nunca teve a cabeça no lugar, sempre fora impulsivo e fazia de tudo para se sobressair nas missões. Aquele paspalho continuava com a ideia de ser Hokage, fantasiando momentos de glória a seu respeito. O mundo, definitivamente, estava infestado de idiotas.
Desligando-me dessa linha de raciocínio, continuei a caminhar juntamente de Sakura até que alcançamos o nosso destino.
— Fique à vontade, Sasuke-kun – dizia enquanto pegava alguns de seus instrumentos médicos. A Haruno com toda a certeza estava nervosa, pois suas mãos tremiam ao segurar tais coisas. Será que se alimentava bem? Dormia corretamente? Fiquei preocupado durante alguns instantes, já que a ideia de vê-la mal me deixava irrequieto.
— Sakura? – ela estremeceu ainda mais com o som da minha voz. Parecia um pouco pálida. Andava com problemas de saúde? – Há algo de errado?
— Não, imagina. Está tudo bem, é só esse calor infernal.
— Hm.
Não acreditei em nada que ela disse. Sakura não se abalaria por uma simples mudança de tempo, era uma kunoichi no final das contas e já enfrentou coisas piores. Mas, infelizmente, ela era do tipo que sofria calada e somente algo de sua extrema importância poderia deixá-la daquela forma. De certa maneira aprendi a conhecê-la um pouco.
Ela posicionou-se logo a frente e segundos depois começou o seu trabalho. As mãos pequenas iam de encontro a minha pele, os toques superficiais me faziam arrepiar e aqueles olhos esmeraldinos percorriam cada pedaço de mim. Poderia jurar o quanto aquilo era proposital, talvez quisesse que eu lhe implorasse amor. Ah, pirralha insolente… como eu queria sussurrar em seu ouvido, dizer-lhe que era somente minha e de mais ninguém. E para completar, escutar de sua boca gemidos incessantes de prazer.
— Sasuke-kun? – me despertou para a realidade. Merda, gostaria que todos aqueles pensamentos se tornassem reais. – Terminamos. O resultado é sensacional, pois sua fadiga muscular sumiu – sorriu, tímida. – Você se recuperou rápido, se outra pessoa estivesse em seu lugar, certamente não teria a mesma sorte. E ainda, os pontos de chakra voltaram ao normal. Você vai poder sair daqui, Sasuke-kun. Você vai! – segurou minhas mãos de maneira impulsiva e acolhedora.
Sim, Sakura. Eu vou.
Essa era a hora, estávamos muito próximos e não poderia mais me segurar. Contaria os meus sentimentos a ela – ou ao menos tentaria – e foda-se como reagiria. Precisava desse momento.
Sakura me pertencia.
— Preciso lhe dizer algo – acabei falando num rompante, ela assustou-se com minha repentina ação e então se encaminhou para longe de mim.
Maldição, eu não conseguia ser delicado pelo menos uma vez na vida?! A pequena piada sobre cavalos feita por Naruto zuniu em meus ouvidos. Infelizmente, antes dela me responder ouvimos algumas batidas na porta. Um homem alto, que utilizava roupas semelhantes as dela, entrou no quarto.
— Doutora Haruno – o imbecil estraga prazeres chamou-a com um sorriso. Não percebera que interrompeu um momento importantíssimo e que levou tempos para se concretizar?! – Você já está terminando com o seu paciente? Desculpe o incômodo, mas todo o corredor encontra-se ocupado e preciso usar a sala.
— Não se preocupe, Doutor Kozima – as bochechas de Sakura foram coloridas com tons fortes de rosa, possivelmente isso provinha de sua raiva interior. Porém, profissional da maneira que era, não deixou transparecer. – Estou terminando. Aguarde dois minutos, sim?
— Claro.
Logo após conseguir o que queria, o médico saiu do local, deixando-me sozinho mais uma vez com a discípula da Hokage. Abri a boca para tentar falar algo, qualquer coisa, mas ela levantou a mão em pedido de silêncio.
— Não diga mais nada, quem precisa falar algo sou eu. Por favor – a rosada tentava segurar as lágrimas e parecia prestes a explodir. Não gostaria de manter-me em silêncio por mais tempo, porém acabei aceitando tal pedido. Alguns minutos a mais não fariam diferença. Além disso, Sakura estava sufocada. – Vamos voltar para o seu quarto, lá poderemos conversar melhor.
Andava acatando pedidos demais. Esses valeriam a pena? Esperava que sim!
No caminho de volta ao meu dormitório eu tive a leve impressão de que vi Naruto circulando por entre os corredores do hospital. Só não sabia o porquê, já que não o via há dias. Talvez fosse alguém parecido com ele, entretanto, o Dobe era inconfundível. Ainda mais com aquela roupa alaranjada esquisita e chamativa.
Parei minhas hipóteses de aparecimento, todas realizadas em relação a Naruto e Hinata, quando vi Sakura estacionar ao lado de uma nova sala. Olhei para a porta e vi uma placa cinza indicando o dono dela, as letras em itálico diziam Dra Sakura Haruno.
Nós não íamos para o meu quarto.
— Se importa de pararmos alguns segundos aqui? – ela comentou, olhando-me como se pedisse desculpas pela pequena pausa. Como resistir a um olhar desses? – Só preciso pegar um relatório que devo entregar a Shizune depois, coisa rápida – explicou, entrando na sala.
A segui por pura curiosidade. Queria saber como eram os seus locais privados, se ela os matinha organizados ou não, se tinha muita decoração e principalmente se haviam fotos minhas. Bufei com a última observação, era muito convencimento de minha parte pensar que ela teria fotos minhas em sua sala. Porém, minhas sobrancelhas subiram um pouco ao notar um mural atrás de sua mesa, ele estava recheado de fotografias do Time 7. Ao menos eu apareço nelas.
O lugar possuía um visual simples e aconchegante ao seu modo, os toques de Sakura tiraram o ar sóbrio do recinto, começando pela única parede que não era branca e sim vermelha, a cor dos Harunos. Nela encontrava-se o mural. O restante da sala era composto por uma mesa de madeira com duas cadeiras do mesmo material, um pequeno sofá preto – localizado no canto oposto —, alguns vasos de plantas e dois arquivos para armazenar a papelada.
Sakura se dirigiu a um desses, ela mexia nas pastas com pressa a procura do tal relatório. Aproveitei o momento para pensar em como falaria tais palavras a ela, quis me bater por agir tão impulsivamente naquela hora, agora eu não tinha ideia de como colocar meus sentimentos em palavras. Nunca fui bom em me expressar por esse modo, sempre preferi usar de ações, porém elas não estavam ajudando nesse caso. Eu poderia continuar beijando Sakura, a cercando insistentemente, no entanto ainda não entenderia que eu a queria ao meu lado.
— Achei! – ela ergueu a pasta em alívio, seu olhar parou em mim por alguns segundos e depois se fixou em algo além de onde eu estava parado. – Você fechou a porta? – indagou, olhando-me com curiosidade.
— Hã? – respondi, confuso. Olhei para a porta e constatei que essa realmente estava fechada, mas eu não havia feito isso – não fui eu.
Sakura ia de encontro a ela, entretanto, parou seu percusso enquanto abanava as mãos, tal sinal era semelhante a um "deixa pra lá".Suspirando, fui para perto dela e notei seu cenho franzido enquanto olhava a maçaneta. Percebi que mesmo girando e dando puxões aquela não se abria.
— Mas que porra… – Sakura começou a exclamar, porém parou quando notou um pequeno papel passar por cima do umbral.
Sendo um curioso como era, abaixei-me e peguei o item. Conforme li o conteúdo escrito, senti que uma chama de raiva foi acesa. Alguém havia tramado isso e estava se achando um perfeito cupido.
Naruto, seu desgraçado!
— O que diz? – a Haruno questionou.
— Aproveitem esse tempo, trancados, e se entendam! De seus amigos e cupidos, Hinata e Naruto. – li a mensagem. Então era por isso que aqueles dois estavam no hospital, também explicava o porquê da Hyuuga ter corrido de mim daquele modo. – parece que vamos ficar algum tempo aqui – comentei enquanto sentava-me no sofá.
Ouvi um suspiro vir de Sakura, espiei a rosada pelo canto dos olhos e a encontrei apoiada contra a parede, com os braços caídos ao lado. Sua posição era um tanto… sensual. Ela havia fechado os olhos e a cabeça encontrava-se encostada no concreto – bem como o restante do corpo – mas as pernas estavam estendidas e levemente flexionadas, fazendo suas nádegas se empinarem um pouco.
Deixei que meus olhos apreciassem a visão, decorando as suas curvas, sua pele, seus atributos e sua beleza única. Apenas o simples movimento de respiração fazia com que meu olhar ficasse grudado em seu colo. Agora tenho a total certeza de que sou um tarado. Tarado por minha Sakura. Pois essa mulher mexe com todos os meus sentidos, até mesmo os predatórios.
Sem perceber, mudei minha posição para olhá-la melhor, eu estava virado em sua direção ao analisá-la e foi assim que Sakura flagrou-me. Seus olhos abriram-se de repente e arregalaram-se ao me notar, as bochechas adquiriram um tom próximo de seu cabelo, em evidente vergonha. Se isso acontecesse em outra ocasião eu provavelmente cruzaria os braços e desviaria o olhar, mas não o fiz. Sustentei o olhar.
Estava farto de fugir.
— Sasuke-kun – Sakura chamou-me, parecia determinada pelo olhar que lançava. – acho que podemos usar desse tempo para conversarmos sobre aquilo – ela respirou fundo e me encarou. – o que eu queria dizer antes é q-que… eu ainda gosto de você – um pequeno sorriso surgiu em sua face. – apesar de todo o tempo e distância, esse sentimento nunca morreu. Por vezes achei que já o tivesse esquecido, mas bastava uma foto sua para me fazer questionar sobre isso. Então guardei esse sentimento no fundo do meu coração para que eu não sofresse pela sua perda, e construí um muro ao redor de mim. Esses dias em que você passou aqui no hospital, provocando-me e irritando-me, foi o tempo necessário para ruir todo o trabalho que tive. Eu preciso colocar isso para fora antes que exploda – suas mãos agarravam a blusa na altura do peito e seus olhos estavam brilhantes de lágrimas que ainda não caíram – Estou irremediavelmente apaixonada por você, seu idiota!
Eu, com toda a certeza, era o bastardo mais feliz desse mundo. Escutar tais palavras, vindo de Sakura, fez meu coração um tanto adormecido se esquentar. A situação também me trazia um déjà-vu, de quando eu estava prestes a sair de Konoha, onde Sakura me interceptou e se declarou. Engraçado como ela se abria em momentos de despedida, pois a minha eminente saída do hospital dava essa sensação.
— Você é mesmo… – aproximei-me devagar dela, capturando toda a sua atenção. – muito irritante – seu espanto foi instantâneo, já que os olhos se arregalaram diante minha resposta. No entanto, quando percebeu o meu sorriso a compreensão chegou ao seu olhar. Era a mesma frase que tinha lhe tido anos atrás, na nossa despedida. – Acontece que dessa vez eu não vou embora sem você – cheguei mais perto e coloquei uma mão em sua bochecha alva, coberta por lágrimas. – eu realmente preciso de você, Sakura – sussurrei, encostando minha testa na sua. Não eram necessárias mais palavras, sabia que havia me entendido. No final de tudo ela sempre entendia.
Fechei o espaço existente entre nossas bocas. Beijei-lhe com urgência, querendo mais e mais dessa mulher. Fui correspondido com a mesma intensidade, ela me sugava e eu deixava ser tomado. A apertei ainda mais contra meu corpo, fundindo-a em mim. Sakura respondia com apertos fortes em meu cabelo e arranhões nas costas. Fui a pressionando contra a parede e ao mesmo tempo passeava por entre suas curvas, apertando suas coxas, seios, quadris e demais atributos.
Deixei seus lábios e fui descendo pela curva de seu pescoço, criando um rastro por onde passava. Eu já podia sentir a respiração dela ir aumentando, as reações de Sakura injetavam um fogo em minhas veias, enlouquecendo-me. Me afastei alguns centímetros e a olhei, sabia que deveria sorrir feito um sacana, mas não havia como evitar diante a visão que tive; sua boca estava entreaberta e com um sorriso satisfatório, os olhos fechados com força.
— Sasuke-kun – puta merda, como eu adorava a ver falar meu nome, mesmo com o sufixo. Aqueles orbes esmeraldinos me fitavam com uma mistura de sentimentos; excitação, repreensão, timidez, felicidade – acho que nós deveríamos… - coloquei um dedo em seus lábios e não deixei que ela terminasse a frase, já havíamos adiado o nosso momento por tempo demais.
— Sa-ku-ra – cantei seu nome em seus ouvidos, fazendo com que tremesse.
A Haruno mexeu-se entre meus braços, irrequieta. Tomei proveito da situação e a empurrei o mais gentilmente que podia em direção a sua mesa. Não houve resistência de sua parte enquanto eu a virava de costas para mim e a apoiava no móvel. Inclinei-me sobre seu corpo, tendo o cuidado de não soltar totalmente meu peso, e observei com prazer as mãos de Sakura apertarem a mesa com força. Deslizei uma mão por sua coxa direita em um ritmo calmo, torturando-a. Conforme fui subindo a palma, Sakura dava pequenas arqueadas.
Usando a mão esquerda, puxei a cortina rósea que eram seus cabelos para o lado, expondo assim seu delgado pescoço. Pousei os lábios ali, mordiscando de leve enquanto subia ainda mais a outra mão, levantando por completo a saia negra que ela usava. Um pequeno gemido escapou de Sakura quando pousei a mão na sua área íntima, por cima da calcinha. Estimulado por isso, mordi com leveza o glóbulo de sua orelha e comecei a movimentar, como uma carícia, dois dedos nela. Acabei ganhando outros dois gemidos e uma rebolada.
Quando fiz menção de tirar o pequeno pedaço rendado que era sua roupa íntima, a Haruno parou minha mão a segurando. Sem sair da posição em que estava, ela abriu o zíper lateral da saia e deixou a peça cair no chão, com um movimento rápido dos pés chutou-a para longe. Dei uma risada curta com tal ação, a qual deixou claro que ela estava mais do que disposta. Então aproveitei e retirei seu jaleco, colocando-o sob a mesa ao nosso lado.
A próxima vítima seria a sua camisa branca, mas era preciso desabotoar os botões da mesma, coisa que era um tanto difícil por ela estar deitada por cima deles. Sakura deve ter pensado a mesma coisa, pois virou-se de fronte e sentou-se no móvel. Perdi um pouco do fôlego ao olhá-la naquele modo, entregando-se a mim com um brilho perigoso nos olhos verdes. Antes que eu pudesse me mexer novamente, ela atacou a minha camiseta com vontade, arrancando-a de mim. Um arrepio desceu pela espinha quando a rosada arranhou meu tórax com as unhas, deixando vários rastros avermelhados.
Puxei-a para mim e a beijei com força, explorando com vontade e selvageria. Senti suas pernas enroscarem em minha cintura, diminuindo o espaço entre nós. Sem cortar a conexão de nossos lábios, fui desabotoando a camisa dela. Amaldiçoei os botões que por vezes dificultaram a tarefa de despi-la, e logo fiquei tentado a simplesmente estourá-los, mas Sakura ficaria sem o que vestir, dando assim uma visão generosa de si para os outros.
Essa, realmente, não era uma opção.
As pequenas mãos abandonaram as costas e começaram a brigar com o cós da calça de malha, ajudei-a a se desfazer da minha peça para deixar-me apenas com a cueca. Um pequeno grunhido escapou de mim ao ouvi-la gemer meu nome após deixar seus seios livres e então massageá-los. Sentia meu sangue correr mais rápido para uma direção e bombear um certo local, deixando-o duro. Por Kami, quantas vezes sonhei em tê-la assim comigo? Ainda tenho um pouco de medo de acordar e ver que tudo não passou de um sonho. Mas, felizmente, eu estava bem acordado.
Ao observá-la quase nua daquele modo, em sua sala, um mutirão de ideias apossou-se de minha mente. Uma delas em especial se fixou, um pequeno fetiche que tive desde o primeiro dia aqui. Sakura percebeu a minha mudança e afastou-se um pouco, seu rosto transmitia curiosidade.
— Tive uma ideia – anunciei, sorrindo de canto. A médica ergueu uma sobrancelha, incentivando-me a continuar – por que você não fica apenas de jaleco? – expus meu fetiche.
— Gosta de brincar de médico, Sasuke? – ela ronronou ao pegar a peça e esfregá-la sutilmente em mim – pois eu vou adorar analisar cada canto seu, querido paciente.
Minha respiração ficou presa com a atitude, eu definitivamente gostei dessa Sakura mais abusada. Porra, como gostei. Estreitei o olhar conforme ela vestia o jaleco, o movimento fez seus seios subirem e descerem, clamando pela minha atenção.
O que Sakura fez em seguida me surpreendeu ainda mais, ela empurrou-me com um dos pés – ainda calçados pela sandália negra de salto – direcionando-me para o chão. Descendo da mesa logo após, ela me fez deitar no piso e posicionou uma perna em cada lado meu, de pé. A visão que tive foi a melhor, a pequena peça de renda preta, a calcinha, que ainda estava em seu corpo contrastava com sua pele. Eu ainda conseguia ficar mais excitado?
De repente a médica retirou-se do meu campo de visão e seguiu para perto da porta, levando consigo uma das cadeiras. Enquanto ela andava seus quadris mexiam-se em um ritmo lento, mas avassalador. Quando completou seu percurso, mais uma vez apoiou a torneada perna na madeira velha do objeto. Suas mãos acariciavam a suave pele da coxa, tentando a todo custo proporcionar-me uma satisfação ainda maior.
— Dança pra mim, mulher. – disse como uma ordem. Queria vê-la rebolar, se empinar e remexer aquele corpo que era e sempre seria de minha posse.
— Peça com carinho, Sasuke-kun – protestou um pouco envergonhada, entretanto, parecia se divertir ainda mais com nossos joguinhos particulares.
— Por favor, Sa-ku-ra.
Ela sorriu satisfeita com a minha resposta e instantes depois começou a se remexer. Sakura era como um continente jamais habitado, um terreno desconhecido que eu gostaria de explorar. Queria descobrir os seus segredos, embriagar-me com suas imperfeições e, principalmente, lidar com seus desejos mais profundos. Algo a qual eu poderia visitar todas as manhãs, ou até mesmo chamar de lar. Desejava me atracar as suas curvas e permanecer nelas durante a eternidade.
Os passos de dança tornaram-se perfeitos aos meus olhos, era seu único e desejado espectador. Seus finos dedos se moviam com a graciosidade de uma princesa e a astúcia de uma serpente, almejando a todo momento seduzir a presa. Realmente não me importava em desempenhar esse papel, já que há tempos representava-o. A pequena menina se transformava em uma grande mulher e então eu só conseguia pensar em como estava sedento por ela.
Sakura conduzia suas mãos por entre as fendas do corpo, passeando pelos seios e logo depois chegando aos fios de seu exótico cabelo. Ela concluiu os sensuais movimentos e assim andou com elegância até mim. Então a kunoichi abaixou-se, caminhando em seguida como um felino enquanto alcançava o meu peitoral. Não aguentei muito tempo, pois ansiava sua boca de uma forma irracional.
Puxei-a de encontro ao meu corpo, apalpando toda a carne que estava exposta. Rolávamos no chão frio da sala, entretanto, o calor que emanava de nossos sexos nos envolvia em uma capsula de luxúria e prazer. Minha pirralha insolente tirou aqueles malditos sapatos, podendo somente então se aconchegar mais confortavelmente a mim. Os peitos duros se empinavam a cada toque e fiz questão de sugá-los como se eu fosse uma criança necessitada de seu leite materno.
Sakura gritava tamanha a excitação. Pensei por um minuto se alguém poderia ter nos escutado, porém desisti da ideia ao visualizar sua calcinha molhada. Agarrei-a com força, sentindo todo o líquido que se dissipara pelo tecido. Imaginava o momento em que provaria seu gosto e também quando nos encaixaríamos com a perfeição de dois amantes apaixonados. No entanto, a vontade de vê-la implorar para que eu a penetrasse se tornara maior do que o esperado. Os sussurros dela se assemelhavam a uma linda melodia, poderia escutá-la a todo instante.
Tal pensamento me fez deslizar as mãos por suas macias coxas, chegando assim a sua cavidade e enfim movendo a sua última barreira. O pano descia lentamente e ela se contorcia a espera das minhas estocadas. Enquanto pedia por mais carícias o suor costumeiro deslizava de suas costas, impregnando pelo local o seu doce cheiro característico. A lingerie fora retirada, e então restara-se somente o branco jaleco.
— Ande logo, Sasuke-kun. Eu preciso de você.
Porra.
Essa voz, sua voz. Não poderia esperar mais.
Sentei-a por certo tempo em meu colo, derrapando segundos depois o pano sobrevivente. Á medida que descia-o depositava pequenos beijos em seu alvo pescoço. Minha marca jazia na rosada pele. Em vista disso suas costas finalmente foram de encontro a superfície e ela tão logo estava pronta para receber-me. Retirei então minha cueca, para que pudéssemos enfim continuar sem qualquer impedimento de roupas.
Foi assim que a penetrei em uma só estocada. Nos emolduramos com a total certeza de que fomos feitos um para o outro, já que nossas entradas se chocaram com tamanha precisão. O ritmo em que a envolvi começara lento, pois gostaria de torturá-la com meu ambicioso sexo. Era como se a punisse por me fazer esperar tanto, sempre com insultos na ponta da língua e sendo uma menina má. Mas, merda, isso também era uma aflição para mim. A necessitava. Sem demora aumentei o compasso, enchendo-nos de prazer.
Sakura assemelhava-se a uma bomba relógio, essa parecia estar prestes a explodir e imediatamente cravou suas unhas em meu dorso nu, passando em seguida a gemer meu nome diversas vezes. Nos elevávamos de um modo monstruoso, como se fosse o último momento que passaríamos juntos. Porém, aquilo não me surpreendera. A relação que havíamos construído era mais complicada do que o normal, os encontros eventuais de antigamente marcaram-se pelo ódio e amargura de um passado assustador.
Um grito abafado. Um aperto repentino.
Os corpos chegaram ao chão caindo de exaustão, minha mão apenas esticara-se em busca de um copo d'água e com tal veio a insistente vontade de abraçá-la até que pudéssemos adormecer. Um pequeno sorriso subira ao meu rosto, já que possivelmente estava mais do que feliz. Podia me sentir vivo novamente, pronto para dar início a uma nova era de minha vida. Ao lado dela.
Então o vento soprou e balançou seus cabelos.
Ah, era só Sakura ficando ainda mais bonita.
