Epilogo
Meu namorado não é o tipo de pessoa que manifesta sua felicidade através de alegria – pelo contrário, ele consegue chegar a níveis de mudez ainda mais elevados.
Eu, no entanto, tenho que ficar me refreando. Eu estava feliz, droga, por que tinha que ficar fingindo que não estava? Meus amigos, por sorte, já sabiam o motivo de eu andar por aí mostrando todos os meus dentes em um sorriso: eu e Sesshoumaru estávamos namorando desde o dia anterior, no festival que houvera no templo do meu avô.
Deus... Era só eu pensar que estávamos namorando que eu sentia aquele frio de nervosismo na barriga e sentia minhas bochechas ficarem vermelhas.
- Guarde esses dentes, moça, não sou dentista. – Kouga reclamou, apertando meu nariz até que eu protestasse.
- Deixe-a, Kouga... – Ayame veio em minha defesa – Ela tem motivos para estar feliz... Não é qualquer uma que conseguiria agarrar o Sesshoumaru. Amiga, ele é meu nas segundas e nas quartas. - Defesa? Han? Ela queria era roubar meu namorado... Maldita.
- Eu fico com ele nas terças e nas sextas. – Sango garantiu, fazendo Miroku fazer uma careta de desagrado – Ficou com ciúmes?
- Não, eu estava planejando pegar eles nas terças.
Fingindo horror, eu reclamei que, pelo jeito, não sobraria nenhum dia para mim, que era a namorada (ainda não) oficial dele. O que fez Kouga me abraçar e sugerir que fugíssemos juntos e deixássemos aqueles falsos tarados para trás.
Deus, por que não me destes amigos normais?
- Ka-chan... – Sango começou, quando todos pararam de rir – Você sabe que vai ser atacada pelo fã-clube do Sesshoumaru, não é?
Cocei a testa, pensativa.
- Sei... Acho que só estou em paz por que a notícia não se espalhou ainda. – o que eu sabia ser uma questão de tempo, já que, aparentemente, os ouvidos dos fuxiqueiros dessa escola estavam ávidos por notícias da malvada e cruel Kagome, aquela que enganara o gentil Sesshoumaru (pobres criaturas iludidas).
Naquele momento, Eri e Yuna brotaram do chão (é a única teoria que tenho, elas apareceram do nada!) exclamando que o Houjo estava me procurando.
Sango e Ayame ainda protestaram, mas eu fui literalmente – tá, estou exagerando – arrastada pelos corredores, na direção do meu armário, onde o Houjo me esperava.
Olhei para ele calmamente. Lá no fundo da minha mente, eu tenho a impressão que, um dia, eu o achei atraente... Depois de sentir a pegada do Sesshoumaru, eu me pergunto seriamente sobre o que vi nesse cabelo de cuia – falar mal de alguém em pensamentos não é pecado, quem irá me condenar?
Tão rápido como surgiram, Yuna e Eri sumiram. Coincidentemente, Houjo estava nervoso, o que indicava que havia algo de muito sério que ele queria me falar.
- Bem, Higurashi, eu... Eu soube dos boatos que essas pessoas estão espalhando de você. E... Eu pensei bastante e...
Se ele gaguejasse mais uma vez, eu ia embora. Que inferno, logo tocaria o sinal para começar as aulas e eu ainda não tinha visto meu namorado (ele tinha que se atrasar logo hoje).
- Eu sempre gostei de você, Higurashi. – ele falou, respirando fundo. Aquilo me pegou de surpresa. Ele tinha mesmo que falar aquilo naquele momento em questão? – Todos vão parar de espalhar boatos se você... Se você tiver um namorado. Eu...
O sinal tocou. Encarei Houjo, sem saber o que falar. Como agir nessas horas?
- Nós nos falamos no intervalo. – Houjo disse, e saiu correndo.
Como é que ele se declara e sai correndo do nada?
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Antes do intervalo, a escola inteira sabia que Houjo havia me pedido em namoro. Por Deus, até as paredes fofocam nessa escola?
As pessoas me observavam nos corredores. Mas eu pouco ligava, a única coisa que eu queria era achar o Houjo, mandá-lo pastar e ir ao encontro do meu namorado – embora eu não soubesse como agiria na frente dele.
Uma mão me agarrou quando eu virava em uma esquina do corredor. Ergui o rosto, surpresa, e observei aquele meio-sorriso irônico: sim, era o meu namorado arrogante.
- Fugindo de mim? – ele perguntou, apertando-me contra ele, enquanto abraçava minha cintura.
- Procurando você. – respondi, e empurrei o peito dele – Vamos, me solte, alguém vai ver...
Ele não me deu ouvidos... Arrogante de uma figa, ele acreditava realmente que podia fazer tudo o que queria quando queria. Não que eu estivesse reclamando, o que eu mais queria, naquele momento, era que ele me beijasse.
Meus braços envolveram seu pescoço, enquanto ele deslizava os lábios pela minha bochecha.
- Foi uma noite longa... – ele disse.
Com certeza, aquela seria a frase mais romântica que ele teria me dito, desde que não tivesse proferido-a com aquele tom de frieza irremediável... Acho que para ficar com ele, tenho que levar o pacote inteiro: incluindo aquela personalidade fria como gelo.
Ele me beijou lentamente, como se quisesse me dizer que nós teríamos muito tempo pela frente. Mas, naquele momento, eu pouco me importava com isso.
Meu coração batia tão forte que eu sentia as batidas em meus ouvidos. Acho que ele notou meu nervosismo, pois me abraçou ainda mais, uma mão pressionando o meio das minhas costas. Fiquei na ponta dos pés para aprofundar o beijo.
Separamos-nos ao ouvirmos uma professora bradando:
- O que vocês acham que estão fazendo?
- Namorar nas dependências da escola é proibido. – falava o diretor calmamente, embora suas palavras soassem duras.
Maldito Sesshoumaru, olha aonde havia nos metido! Encarei-o. Ele parecia bastante confortável com a situação... Não, diria que ele está quase satisfeito! O que isso significa?
- Vocês vão levar suspensão de dois dias de aula. Como é a primeira vez que vocês dois são chamados aqui, não vou chamar seus pais... Espero que não aconteça novamente. – o diretor suspirou – Vocês são alunos exemplares, não me forcem a tomar medidas drásticas, por favor. Agora, vão. Peguem seus materiais e vão direito para casa.
Eu encarei Sesshoumaru, enquanto andávamos pelo corredor.
- Viu no que nos meteu?
- Você não estava gostando do que estávamos fazendo? – eu senti minhas bochechas ficarem vermelhas. Ele realmente sabe como me tirar do prumo.
- Vai ser a maior fofoca na escola. Você sabe que essa escola é de fuxiqueiros, quando notarem que nós dois fomos suspensos, vão falar com o Sano e aquele professor mexeriqueiro vai contar tudo. – eu massageei as têmporas, sentindo o começo de uma dor de cabeça.
- Estou contando com isso. – ele resmungou.
Eu demorei alguns segundos para entender.
- O quê? Você... Você fez de propósito? – exclamei.
- Lógico. Com quem você acha que está falando? Como se eu pudesse ser pego desprevenido por uma professora qualquer...
Eu segurei o braço dele, fazendo-o parar.
- Por que você fez isso? – perguntei.
Ele desviou os olhos por um momento, embora bem rapidamente.
- Aquele maldito Houjo... Quem ele acha que é para pedir você em namoro? E ainda fui chacota a aula inteira, para variar. – Ele realmente só estava se importando com a reputação? Que filho de uma... – Ele não é homem o suficiente para você. – dessa vez os olhos dele me encaravam, como se quisesse que eu dissesse que ele era esse homem (se bem que acho que ele é arrogante demais para necessitar que eu diga isso).
- Você está com ciúmes? – perguntei.
Ele não me respondeu, apenas estreitou os olhos, em ameaça.
- Sim, e o que há nisso?
- Nada. – garanti – Mas é algo realmente fofo...
Eu senti, pelo olhar assassino que ele me lançou, que eu não deveria ter falando aquilo.
- Você precisa ser punida. – ele falou calma e friamente.
Eu senti minha espinha gelar de terror. É agora que eu me ajoelho e peço perdão pelos meus pecados?
Ele me empurrou contra a parede e me abraçou, segurando meu rosto. Eu entendi a mensagem assim que vi aquele meio-sorriso irônico: vou beijá-la até que você implore para que eu nunca a deixe.
- Não faça isso... Você viu o que aconteceu da ultima vez! – exclamei, embora a luta para sair daquele abraço só fazia com que eu me aproximasse ainda mais dele.
- Já fomos suspensos, o que mais podem fazer?
E me beijou.
Demônio! Ele sabe como me atingir. Fiquei tão envolvida com aquele beijo que nem notei quando o sinal que indicava o final do intervalo tocou.
Os corredores se encheram de alunos que não queriam voltar para as salas.
Maldito Sesshoumaru, ele realmente sabia como espalhar uma notícia... Não que eu estivesse reclamando dos seus métodos.
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Nota da autora debilitada: Oi gente, belezinha?
ESSE EPÍLOGO FOI ESCRITO POR LADIE-CHAN (TRACY ANNE DUARTE)
A minha beta :va:
Espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei, deixem recados elogiando ela xD
p.s. – ENTREM NO NEED FOR FIC, O MAIOR FORÚM DE FANFIC NO BRASIL!
p.s.² - minha Beta me mandou avisar que tem continuação do Festa de Halloween, se chama Festa de Aniversário de Casamento.
p.s.³ - se minha Beta continuar a surta dessa forma com essa história haverá mais temporadas dessa história do que em Simpsons!
p.s. 4 - escovem os dentes três vezes por dia. não gastem água atoa. levem as mãos antes e após as refeições e... faça que eu digo e não que eu faço, agora sim, fui!
