Beautiful Monster
Capítulo 10
Jensen foi para o lado de fora da boate, querendo um pouco de ar puro, e de repente sentiu-se sendo agarrado pela camisa, e um punho se conectando com o seu olho esquerdo. Cambaleou, sem saber o que o atingiu e, ao tentar se recuperar, recebeu outro soco no queixo, que quase o derrubou, se não fosse pelo cara alto que apareceu do nada e o segurara, evitando assim a sua queda.
Apesar dos seus olhos terem ficado embaçados pela dor e pelo fio de sangue que escorria da sua testa, pode ver o seu agressor sendo empurrado e levando um soco no rosto.
Jared. Jared o estava defendendo, e isso fez o coração de Jensen aquecer por um momento. Logo ambos foram separados pelos seguranças da boate e Jensen podia ouvir o cara gritando xingamentos e dizendo pra ele não mexer com o seu namorado. William, o homem negro com quem Jensen havia ficado na semana anterior, também estava ao lado do cara, tentando tranquilizá-lo.
Ao olhar para trás, Jensen percebeu que Jared voltou a segurá-lo e que, como sempre, havia um sorriso cínico em seu rosto. Afastou-se bruscamente dos seus braços e tentou caminhar, mas suas pernas o traíram, fazendo-o cambalear novamente. Sua cabeça latejava e tudo o que queria era poder sair do meio da multidão que havia se aglomerado ao seu redor.
A ideia de Jared parecia ser a mesma, porque o moreno praticamente o arrastou em direção aonde o seu carro estava estacionado.
- É melhor você não se meter com aquele cara, ele é barra pesada - Jared comentou. - Ou melhor, com o namorado dele.
- Oh, é mesmo? – Jensen ironizou.
- Quem diria, hã? – Jared fez com que o loiro se encostasse na lateral do seu carro. – O senhor certinho aqui, se metendo em briga por causa de macho – gargalhou.
- Eu não me meti em briga alguma, o cara é quem partiu pra cima de mim. Eu nem sabia que o Will tinha um namorado. Droga! – Jensen não sabia por que estava se justificando. Tinha passado apenas uma noite com o cara, jamais imaginaria que ele tinha um namorado e, para piorar, que era ciumento e encrenqueiro.
- Está feio isso aqui – Jared tocou muito de leve no supercílio de Jensen, que sangrava. – Eu vou te levar para um hospital, você precisa de pontos.
- Eu não vou com você a lugar algum. Eu estou bem, não preciso da sua ajuda. Pra falar a verdade, eu não preciso de você pra nada! – Jensen não sabia por que estava tão zangado com Jared. Talvez por que a última coisa que desejava era que ele o considerasse um fracassado, depois de acabar de levar uma surra, sem sequer se defender. Ou talvez porque soubera que Jared foi embora da boate com dois homens na semana anterior. Provavelmente pelos dois motivos.
- Tudo bem – Não apenas o tom de voz de Jared mudou. Ele já não estava mais sorrindo ou debochando, pelo contrário, parecia haver uma pontada de mágoa e decepção em seu olhar. – O Chad vai levar você.
Jensen queria abraça-lo e beijá-lo naquele exato momento, queria dizer que sim, que precisava dele como do ar para respirar, mas o seu orgulho ainda estava ferido. Pelo menos desta vez, lutaria contra a vontade de ceder, mesmo que isso doesse mais em si mesmo.
- Eu? – Chad abriu os braços, indignado.
- Não precisa, eu posso me virar sozinho – Jensen retrucou. Nem sequer tinha notado a presença de Chad até aquele momento.
- Eu disse que o Chad vai te levar - O tom de Jared era autoritário, desta vez.
- Oh, agora eu também tenho que cuidar do seu pet? - Murray reclamou.
- Jensen! O nome dele é Jensen! - Jared gritou, puto, e Chad sentiu que não era hora para discussões.
- Quer saber? Jensen! – Chad enfatizou o seu nome. – Entra nessa porra desse carro de uma vez.
- Jensen percebeu que Jared e Chad estavam com os ânimos alterados e entrou no carro. Não queria causar outra briga, só queria cuidar logo daquele corte e poder voltar para casa. Já tinha passado por muita humilhação e estresse naquela noite, tudo o que precisava agora era sumir dali.
Ao chegar em seu apartamento, depois de ir ao hospital e levar três pontos, com um Chad Murray muito puto o encarando, como se Jensen fosse o próprio demônio encarnado, Jensen se deitou, encolhido em sua cama. Ficou encarando o teto e não pode evitar um sorriso. Jared tinha entrado em uma briga por ele, e não tinha sido a primeira vez...
"- Jenny! Onde está você, sua bichinha de merda?
- Você quer chupar o meu pau, Jenny?
Jensen se encolheu, escondido atrás de um poste de concreto. Seu corpo inteiro tremia. Pensou em correr para a diretoria da escola, mas jamais conseguiria chegar, antes de ser pego. Correr nunca fora o seu forte, e não tinha nenhuma chance contra os atletas valentões da escola.
Se conseguisse alcançar a saída dos fundos sem ser visto, estaria a salvo, mas para isso precisaria atravessar toda a quadra de esportes. Respirou fundo e saiu em disparada, correndo o mais rápido que pode. Mal tinha alcançado o meio da quadra, quando o avistaram...
- Lá está ele, não deixe esse viadinho escapar desta vez! – O mais velho dos três garotos gritou.
Logo Jensen se viu sendo agarrado pelo braço, e sabia que estava perdido. As aulas já tinham terminado e não havia mais ninguém por ali. Exceto um garoto, sentado ao longe nas arquibancadas, fumando. O garoto pelo qual Jensen sempre tivera uma admiração secreta, uma paixão patética e totalmente platônica, porque ele sequer sabia que Jensen existia, agora iria presenciar a sua maior humilhação, e isso fez o seu coração apertar.
Jensen não teve chances… seus livros foram lançados ao chão e gritou ao levar o primeiro soco, mas sabia que não seria ouvido. E mesmo que alguém o ouvisse, quem se importaria com ele?
Dois garotos o seguravam, e o mais velho batia. Jensen ficou grato quando ele não bateu em seu rosto, pois como explicaria ao seu pai, se aparecesse em casa com os óculos quebrados e o rosto cheio de hematomas? Com certeza levaria outra surra.
A dor em seu abdômen era tanta, que fez Jensen se curvar, e foi outro erro...
- A bichinha está facilitando as coisas, caras. Está louco pra ser fodido pelo meu pau, não está? - O garoto mais velho falava próximo ao ouvido de Jensen, lhe fazendo sentir ainda mais nojo.
- Não! - Jensen gritava, a voz engasgada pela dor e pelo choro. - Eu só quero ir pra casa. Me deixem ir!
- Oh, não finja que você não quer. Agora você vai ver o que é ser fodido por um homem de verdade, viado! - O garoto falava enquanto abria as calças de Jensen, que chorava e tremia, desesperado.
- Tirem as mãos de cima dele! - Jensen não sabia de onde vinha aquela voz, mas ela lhe deu alguma esperança.
Empurrou os caras que o seguravam e, desequilibrando-se, caiu sentado no chão, com seu traseiro nu e as calças e cueca arriadas até o joelho. Levantou-se rapidamente e puxou-as para cima, envergonhado de si mesmo.
- Nós ainda não acabamos com você, bichinha! - Um dos garotos lhe apontou o dedo, ameaçadoramente, e Jensen sabia que deveria correr, mas só conseguiu ficar ali parado, paralizado pelo medo.
- O que você quer, Padalecki? Quer foder o Jenny também? - Gargalhou. - Você pode ficar com ele depois que nós terminarmos.
- Dê o fora daqui - Jared falou para Jensen, que apenas os olhava, assustado.
- Não se meta no que não é assunto seu - O cara retrucou e Jared deu-lhe um soco no rosto, derrubando-o.
No instante seguinte, tudo aconteceu muito rápido, Jensen mal podia processar... Os outros dois caras partiram para cima de Jared, derrubando-o e lhe chutando as costelas e abdômen, mas o moreno conseguiu recuperar o controle, se levantou e continuou a lutar.
A briga só terminou quando o zelador da escola gritou de longe, e todos saíram correndo.
- Eu vou levar você pro hospital. Ou quer chamar alguém? - Mesmo machucado, Jared ajudou Jensen a ajuntar seus livros e ir até o carro, que Jensen pensava ser da mãe dele, ou do seu padrasto.
- N-não. O meu pai vai me matar se souber que eu apanhei de novo.
Jared apenas dirigiu, e não disse nada a caminho do hospital.
- Daqui pra frente é por sua conta - Jared sinalizou para Jensen sair do carro, quando estacionou diante do hospital.
- Obrigado. P-por tudo - gaguejou, de repente se sentindo ainda mais patético.
- E Jenny - chamou quando Jensen já ia saindo do carro. Jensen pensou em corrigí-lo, dizendo que esse não era o seu nome, mas não o fez. - Saia dessa merda dessa escola enquanto é tempo. Nem o seu pai, os professores, seus super-heróis - apontou para as HQs que Jensen carregava junto com seus livros - ou nem mesmo a polícia vai ajudar. Assuma o controle da sua vida, porque ninguém vai fazer isso por você.
Jensen ficou refletindo sobre aquilo e observando o carro se afastar pela avenida… Foi a última vez que viu Jared ou teve qualquer notícia dele."
E agora ele estava ali, salvando-o mais uma vez. Okay, talvez Jensen estivesse exagerando e romantizando sobre o que acontecera na boate, mas no fundo, por mais que Jared tentasse negar, sabia que ele se importava. Sabia que ainda existia um pouco do garoto que o salvara, debaixo daquela casca vazia.
J2
Era muita coisa para lidar e Jensen tinha medo de acabar enlouquecendo. Depois de pensar e repensar os prós e os contras, resolveu voltar para a terapia. Tinha se consultado com Linda, uma psicóloga loira, na faixa dos quarenta anos, por alguns meses, e depois desistira. Tinha sido um erro.
Gostava de conversar com ela, pois podia falar sobre suas esquisitices - ou boa parte delas, já que algumas coisas preferia manter para si - sem sentir que estava sendo julgado, e isso era muito bom.
- Então você acha que o fato de ele ter defendido você, significa que ele te ama?
- Não. Quero dizer, talvez… da maneira dele, é claro. Eu não acho que Jared realmente saiba amar, ou saiba o que é se sentir amado. É como se ele estivesse protegido de qualquer tipo de sentimentos no mundinho dele. Como se tivesse criado uma barreira e delimitado até onde as pessoas podem chegar, onde ele não corra o risco de se sentir vulnerável.
- E você acha que pode ultrapassar essa barreira?
- Eu cheguei perto. E não estou disposto a desistir.
- Mesmo que isso possa te machucar?
- Nada pode me machucar mais do que viver longe dele - Parecia dramático, mas era como Jensen realmente se sentia.
- Já faz algum tempo desde que você me procurou pela última vez, Jensen. O que fez você voltar? - Linda ajeitou os óculos sobre o nariz, lhe dando total atenção.
- Eu não sei. Acho que eu precisava conversar com alguém.
- E os seus amigos? Você tem conversado com eles? Não entenda como uma crítica ou reclamação, eu apenas fiquei curiosa - Linda sorriu.
- Algumas coisas eu prefiro manter para mim mesmo. Eu sei como é, todos vão me aconselhar a esquecê-lo e a seguir em frente, dizer que ele não me merece, e blá, blá, blá… e eu simplesmente… eu não posso.
- Por que você acha que não pode? Continua apaixonado por ele, ou algo mudou?
- As pessoas não entendem… eu preciso dele e ele precisa de mim. Eu só preciso encontrar uma maneira… As pessoas têm maneiras diferentes de amar. Você mesma me disse isso uma vez.
- Você está certo, mas quando eu te encorajei, eu não conhecia a dimensão disso tudo. Jensen, às vezes, nós precisamos ser um pouco egoístas e pensar em nós mesmos. Quando algo não funciona, não é errado desistir e seguir em frente, procurar outro caminho.
- Eu não quero seguir outro caminho. Não é por isso que eu vim aqui, acho que foi um erro - Jensen fez menção de se levantar para ir embora, mas a mulher colocou a mão em seu braço, o impedindo.
- Eu entendo. Da última vez que você esteve aqui, você estava saindo com um rapaz… Ian, não era esse o nome dele?
- Sim.
- Foi uma boa experiência?
- De certa forma. Ele satisfazia minhas… necessidades, mas eu não o amava. E depois o Ian, ele é meio como o Jared, mas não é o Jared. Quero dizer, eles frequentam os mesmos lugares, tem amigos em comum, e eu sinto que há uma espécie de competição entre eles, então eu usei o Ian pra tentar provocar ciúmes no Jared. Foi só isso.
- E funcionou?
- Não exatamente. Jared mal me enxergava. Talvez agora funcionasse, mas eu já não consigo mais… não acho que seja certo continuar com esse jogo.
- Por que você acha que agora poderia funcionar? O que mudou?
- Ele me enxerga, agora. Mais do que isso, ele me quer - Jensen sorriu. - Nós passamos um final de semana juntos e eu cheguei tão perto… Eu sei que ele me quer. Mas ao mesmo tempo em que ele quer, ele me afasta. Como se o meu amor o machucasse… como se ele não quisesse ser amado.
- Mas e quanto a você, Jensen? Esse amor não machuca você?
- Não. Ele me mantém vivo. Talvez seja a única razão pela qual eu tenha chegado até aqui.
- E a sua vida, Jensen? Seu trabalho, amigos, família… Não tem mais nada que você ame, além de Jared?
- Eu não tenho mais contato com a minha família, tenho poucos amigos, ou talvez nenhum amigo verdadeiro, eu… Mas eu amo o meu trabalho. Sim, eu amo...
Nos minutos restantes do seu tempo, Jensen falou sobre fotografia, sobre o que as imagens significavam, e sobre como enxergava o mundo e as pessoas através das lentes… Quando saiu do consultório, sentia-se um pouco melhor. Talvez nunca devesse ter parado de fazer terapia, ou talvez precisasse apenas de um amigo. Já tinha tentado se abrir no passado, mas tudo o que as pessoas conseguiam fazer era julgá-lo, então aprendera a guardar os sentimentos para si mesmo. Era mais seguro assim.
J2
Quando Jared não apareceu no bar que sempre frequentava ou na boate, nem na sexta-feira, e nem no sábado, Jensen sabia que ele estava passando o final de semana com Tom Welling. Embora soubesse que para Jared era apenas negócios e não havia nenhum envolvimento emocional com Tom, seu coração não sabia separar as coisas.
Já os tinha observado juntos, e até mesmo tinha uma foto deles juntos. Não estavam se beijando e sequer se tocando, mas havia algo ali… Algo que Jared não tivera com Jeffrey, ou qualquer um dos seus outros amantes. Era como se houvesse uma cumplicidade entre eles e era isso o que incomodava. Provavelmente porque queria isso para si.
Sem ter nada melhor para fazer no sábado à noite, Jensen simplesmente ficou por ali, apreciando o movimento do bar, quando Michael Rosenbaum apareceu por ali.
Mike era o cara a quem Jensen havia recorrido para conseguir o telefone de Chad, quando precisara. Já o tinha visto algumas poucas vezes com Jared e Chad, até mesmo com Ian, mas não o conhecia de verdade.
- Hey - Rosenbaun sentou-se na banqueta ao seu lado, no balcão do bar. - Confesso que quando você me ligou, eu não liguei o nome à pessoa. Eu não me importei na hora, mas hoje quando eu vi você aqui, bateu a curiosidade, sabe? O que o Jensen queria de tão urgente com Chad Murray? Quero dizer, vocês não são amigos, certo? Se fossem, você teria o número do celular dele e não teria que pedir pra mim, então…
- Foi uma emergência - Jensen não esperava por aquela abordagem, e não sabia o que dizer. Óbvio que não poderia dizer a verdade.
- Uma emergência? - Mike ergueu as sobrancelhas, esperando uma explicação.
- Eu não te devo explicações - Jensen bebeu o restante da sua cerveja e fez menção de se levantar para ir embora.
- Não, não mesmo. Eu posso perguntar pro Jared, afinal, ele sempre sabe tudo a respeito do Murray. Mas era sobre ele, não era? A emergência? - Mike sorriu, sarcástico, fazendo Jensen voltar a se sentar e pedir outra cerveja.
- O que faz você pensar isso?
- O óbvio. Você vive rastejando atrás dele, assim como o Chad.
- Eu não vivo rastejando atrás dele - Franziu o cenho, indignado.
- Não? - Mike gargalhou. - Você não é invisível, Ackles. E mesmo quando estava com o Ian, dava pra ver em quem realmente estava o seu interesse. O Murray pelo menos tem seus motivos pra ser fiel ao Jared, mas você?
- Que motivos o Chad tem? - Jensen de repente ficou curioso.
- Isso não é problema seu - Michael se aproximou e sussurrou no ouvido de Jensen.
- E você, Mike? Qual o seu interesse nisso tudo? - Jensen sorriu, observando o homem à sua frente. Cabelos loiros e arrepiados, olhos verdes, alto e bonito. Até onde estava disposto a ir para obter respostas? Então pensou em Jared, provavelmente na casa de praia com Tom, e percebeu que não tinha nada a perder, faria qualquer coisa para saber mais sobre ele.
Duas horas e algumas cervejas e doses de uísque depois, Mike estava no apartamento de Jensen, com o loiro sentado em seu colo, provocando-o.
Ambos já estavam sem camisa e duros, os beijos cada vez mais ousados e quentes…
- Então, qual é a história do Jared com o Murray? - Jensen perguntou entre os beijos, esperando que Michael já estivesse bêbado o suficiente.
Mike afastou seu rosto e gargalhou, segurando os cabelos curtos de Jensen.
- Primeiro me mostre uma boa utilidade pra essa sua boca linda - Lambeu a boca de Jensen e voltou a se afastar para olhá-lo - Depois, quem sabe… - sorriu, cínico.
- Okay - Jensen sorriu com malícia e empurrou o outro para que ficasse mais à vontade no sofá, enquanto desceu do seu colo e se ajoelhou entre as suas pernas…
J2
- Foi há alguns anos, eu não conhecia o Jared, nem o Murray naquela época. Houve uma festa… essas festas privadas onde rola de tudo… sexo, drogas… - Michael falava quando ainda estavam nus e relaxando na cama de Jensen. - Eu tinha recém chegado, e só estava lá, bebendo e observando tudo. Em um dos quartos havia uma movimentação maior, vários caras rindo e pareciam estar se divertindo com algo. Tava rolando um gang bang, você sabe… Eles chamaram um prostituto, e esse cara era o Murray. Até aí tudo bem, isso é bastante comum nessas festas, o problema é que depois de algumas horas, ele estava completamente drogado e sequer sabia o que estava fazendo ali. Eu não me lembro direito o que houve, mas Jared foi quem o tirou de lá. Eu nunca vi alguém tão furioso na vida… ele bateu em vários caras que tentaram impedí-lo, então ajudou Chad a se vestir e o levou embora. A festa acabou bem ali.
- Eles já se conheciam antes disso?
- Não. Essa é a parte interessante, não é? Jared Padalecki ajudando alguém que sequer conhece? Ele podia ter simplesmente fingido que não viu o que estava rolando, igual a todo mundo, mas não... Fiquei sabendo que o Chad passou seis meses em um centro de reabilitação, depois daquilo. E ele e Jared tem sido amigos, ou pelo menos estão sempre juntos, desde então.
- Eles namoraram, ou…?
- Não. Eu realmente não acho que tenha rolado algo entre os dois. É mais como se Jared o protegesse, ou algo assim. Não é algo que se espera de alguém como o Jared, mas… Vai entender?
- Talvez ele não seja tão indiferente quanto quer mostrar, não é?
- Talvez… eu não me importo. Tudo o que me importa é o que eu quero fazer com você agora - Mike sorriu de um jeito safado e sugou um dos mamilos do loiro.
Jensen sorriu e correspondeu aos toques, mas a sua mente estava longe dali. Sem saber, Mike tinha renovado as suas esperanças. Talvez Jared não fosse realmente o monstro frio e sem coração que demonstrava ser. E Jensen não sossegaria antes de descobrir.
Continua...
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Guest: Obrigada! Fico muito feliz em saber.
taty souza: Feliz em saber que está gostando. Obrigada!
