Olá, eu voltei, espero que gostem!

Astoria ainda estava atordoada quando a confusão generalizada começou, ela viu como os convidados começavam a correr e viu flashes vindos dos fotógrafos, foi quando alguma coisa estalou em sua mente e ela fez as conexões, sem hesitar, ela foi abrindo caminho pela multidão e surpreendeu a todos quando chegou perto de Colin derrubou-o no chão com um salto digno de um felino predador.

Foi você! – Ela rosnou com a varinha do pescoço dele.

- Eu teria votado no amiguinho japonês dele, mas Colin também é uma opção viável. – Disse Neville ao lado dela, tendo um jornalista japonês amarrado por um feitiço a seus pés.

- Neville, essa sua ideia de uma armadilha não saiu como você esperava, certo? Onde estão meu marido e meu filho, seu maldito incompetente dos infernos?! – Harry bradou a plenos pulmões.

- Eu calculei mal, eu pensei que esse fosse o cúmplice dele, mas claramente ele tem outro. – Neville disse, sem tirar os olhos de Colin, que continuava preso embaixo de Astória.

- Leões estúpidos! Ele é um duplo, esse não é o Colin original. É uma técnica japonesa muito antiga, um bruxo pode se duplicar desde que armazene magia suficiente e tenha controle mental de alto nível. – Ela disse meio desesperada pelos acontecimentos.

- Duplo, hein? Isso é ótimo. Duplos não podem desaparecer nem voltar ao corpo original a menos que estejam com proximidade física. – Disse Harry com um sorriso maníaco no rosto. – Vamos para a Central, vai ser divertido conversar com você Colin. Sabe que não há leis que protegem réplicas, certo? Posso te interrogar do jeito que eu quiser.

O duplo deu um meio sorriso para o mago moreno.

- Boa-sorte com isso Harry, vai precisar.

- Você também, seu merda. – Respondeu o moreno segurando-o pelos cabelos e aparatando para a Central.

H D

A primeira coisa que Draco sentiu quando acordou foi frio, e a segunda foi medo, sua parte veela estava na borda de sua consciência, significava que seus dois bebês estavam em risco, James e o que ainda estava dentro dele. Sentia os braços presos por correntes a uma parede e estava numa posição incômoda, sem poder se ajoelhar ou ficar de pé. Ele teve dificuldades para abrir os olhos, a luz mesmo que fraca enviou flashes de dor por sua pobre cabeça, fato que ele ignorou ao abrir totalmente os olhos e rosnar foi um gemido dolorido vindo de James. Sua parte veela quase saiu de controle para arrancar a pele de Colin com as unhas quando viu que o menino estava nu e amarrado com tiras de couro cru numa posição claramente dolorosa no chão.

- Olha o que você fez Jamie, acordou a vadia do seu pai. – Disse Colin venenosamente enquanto ainda apertava os grampos ao redor dos mamilos frágeis do menino.

James tinha um caminho de lágrimas e seu rosto afogueado, de dor, raiva e vergonha de estar nu e amarrado daquele jeito. Ele desviou o olhar do loiro, ele odiava reviver aquele pesadelo, era o mesmo lugar frio e com cheiro ruim e ele sabia que faltava pouco para que seu algoz começasse a machucar Draco.

- Fique longe do meu filho! – Draco disse numa voz áspera e animal.

O pequeno e delicado sequestrador loiro sorriu diabolicamente.

- Parece uma reprise do que a Ginny disse, eu te faria gritar como fiz com ela. Mas agora não tenho tempo, meu duplo foi capturado e não creio que serão bonzinhos com ele lá na Central. – O fotógrafo disse se aproximando do veela.

Colin agarrou os cabelos de Draco com raiva mal contida no rosto, ele analisou as feições do veela com uma careta de desprezo.

- Não sei o que o ele viu em você, não tem nada de suave e delicado em você! Eu sou muito mais bonito! – Ele gritou a plenos pulmões, fazendo com que gostas de saliva espirrassem no rosto de Draco. – Por culpa sua ele não voltou pra mim! Ele devia ser meu depois que largou aquela vadia da Ginny! Nenhum de vocês o merecia, nenhum dos dois entende nosso mundo! Harry era pra ser meu! Tudo ia ser perfeito, ele faria tudo ir embora e ia ser só meu! – Colin esbravejou irado, sentia pela conexão com seu duplo que tinha pouco tempo, seu outro corpo estava sofrendo, mas o problema era a voz de Harry que se insinuava pela névoa de dor do outro prometendo delícias que ele só podia imaginar em troca da localização de Draco e James.

Draco manteve a calma e ficou feliz por afastar aquele homem de James, mesmo que fosse à custa de muitos fios de cabelo que o maldito puxava.

- Harry? Ele nunca olharia pra você. – O veela provocou sem piedade.

- Você acha isso mesmo, não é? Mas ele olhou, tocou, ele adorava me comer, muito mais do que você seu loiro de gelo dos demônios! Ele só te quer por você ser um veela asqueroso! – Colin gritou possesso antes de dar um soco no rosto de Draco, coisa que fez James se encolher de medo e apreensão por seu irmãozinho se Colin resolvesse torturar Draco.

Sangue escorreu da boca de Draco, mas ele se recusou a perder a calma, Harry e Longbobo, certamente já estariam a caminho, então ele teria seus momentos com esse lunático.

- Deixa ele em paz! – James gritou se retorcendo e sentindo o couro das amarras machucando sua pele.

Colin riu ao ouvir o desespero na voz do menino, ele só precisava de mais alguns momentos antes de estragar para sempre a família perfeita de Harry Potter.

H D

Os gritos que que se ouviam por trás da porta da sala de interrogatório fariam homens normais estremecerem, mas Lucius e Severus não foram comensais da morte por nada, eram mais fortes que a maioria.

- Acha que ele ainda demora? – Perguntou Severus despreocupadamente.

- Não, mas já faz duas horas, esse sangue-ruim já pode ter estripado os dois a essa altura pelo que me consta.

- Duvido disso sr. Malfoy, ele gosta de saborear as torturas que inflige. – Disse Neville estremecendo quando ouviu a réplica de Colin vaiando de dor.

- Problemas com os métodos do seu chefe? – Provocou Lucius.

- Perdão se isso me lembra dos gritos dos meus pais. Nem todos são feitos de gelo como vocês. – O auror disse acidamente.

- Você tem bolas afinal de contas, Merlin seja bendito. – Disse o loiro ao mesmo tempo em que Harry abria a porta da sala, com sua túnica manchada com salpicos de sangue.

- Eu sei onde eles estão... e porra, me lembrem de nunca sonhar em foder outro homem, ao que parece meu pau causa vício e demência.

- Sério Harry? Você e o Colin? – Neville disse. – Ron tem razão, você era uma puta.

- Cale a boca, temos que ir buscar meu filho e meu marido que você perdeu. Vocês dois ficam em casa, Neville vem comigo para terminar o que começou.

- Mas... – Lucius começou a protestar, mas Harry acariciou seus cabelos e disse com voz letalmente suave:

- Não teste minha paciência hoje, vá para casa.

Lucius rilhou os dentes, mas assentiu, sentia a magia de Harry soltar faíscas ao redor da sala. Ele esperava que tudo saísse bem ou as estruturas da magia britânica iam sofrer um baque com a explosão do moreno. Neville seguiu Harry e fez sinal para seus aurores o seguirem também, ele precisaria de reforço se tivesse que conter o Chefe.

As previsões de Neville se mostraram acertadas até certo ponto, quando eles explodiram a porta que dava acesso a masmorra onde Colin mantinha James e Draco presos, ele achou que o ex-colega de casa iria morrer, já que ele claramente tinha terminado de dar um soco no veela de Harry Potter.

- Vocês não deveriam ter chegado tão rápido. – Colin disse com aspecto compungido, mas rápido o suficiente para encostar uma faca afiada no pescoço de Draco, fazendo com que um fio de sangue escapasse da pele alabastrina.

- Nesse caso, deveria ter feito uma duplicata que não se desmanchasse de desculpas e informações depois de uma sessão comigo.

- O que você fez? Crucios estão fora de moda. – Zombou Colin.

- Fiz algo que funcionaria com você, tudo isso por que sente falta do meu pau Colin? Um pouco patético demais até pra você. – Harry provocou, vendo pelo canto dos olhos como Neville já tinha tirado seu filho do local.

- Você é o patético! – Colin gritou. – Você escolheu essa escória, esse bicho nojento em vez de mim! – Ele sapateou como uma criança mimada.

- A questão é ele é uma foda de infarto, já você era tão excitante como Umbrigde de tanga, mas eu era um adolescente, sabe como é... – Harry zombou.

Colin se esqueceu de Draco e avançou com a faca numa clara intenção de ferir Harry, mas o moreno foi mais rápido, num golpe copiado de uma de suas lutas com Bellatrix, ele murmurou o feitiço que transformou sua varinha num chicote, cuja ponta acertou a mão de seu atacante, fazendo com que a faca voasse e se cravasse no vão das pedras da masmorra. Harry sempre teve raízes muito trouxas em si, ele queria vingança, ele queria machucar Colin e segurando o homem menor pelo pescoço jogou-o no chão com um estrondo.

- Eu devia te matar agora. – O moreno disse calmamente e sorrindo diabolicamente.

- Faça, só mais um pouco de pressão e você vai ver como é bonito ver a vida sumir dos olhos de alguém. – Colin disse forcejando, com voz áspera.

- É uma pena para você que eu prometi você de presente para outra pessoa. Draco vai cuidar de você, por um longo, longo tempo. – Harry murmurou no ouvido do outro e sentindo uma satisfação animal quando o sequestrador começou a espernear e tentar usar sua magia, coisa impossível pelo feitiço restritivo que Harry tinha colocado nele.

Draco sorria diabolicamente atrás de seu marido, seu lado veela queria sangue e ele se sentia bastante selvagem quando se tratava de seus filhos e de seu marido. Ele iria investigar a fundo esse interrogatório e que meios de persuasão Harry tinha usado com a réplica de Colin.

H D

Lucius e Severus receberam James em casa, já que o menino tinha esperneado que não iria para St. Mungo e já que uma explosão de magia de sua parte tinha mandado alguns aurores de Neville para as macas do hospital, a equipe preferiu mandá-lo para casa. Lucius deixou Severus do lado de fora do quarto para colocar o menino numa banheira cheia de espuma.

- Draco está bem e seu irmão também, seu pai já prendeu aquele homem. Ele nunca vai voltar. – O loiro ia dizendo enquanto ensaboava com cuidado o corpo do menino.

Os tremores de medo e de nojo ainda não tinham deixado o corpo de James, ele sentia dor nos vergões que as amarras de couro tinham deixado em sua pele. Ele não queria contar a Lucius o que tinha acontecido, ele iria ficar com nojo dele, não ia mais querer abraça-lo.

- Isso é uma besteira, sabe? Eu amo você, você é o único Weasley de que eu gosto. – Disse o homem adivinhando seus pensamentos.

- Ele machucou Draco por minha causa.

- Ele machucou Draco porque era um doente... eu juro pela minha honra e pelo nome da minha família que nada disso é culpa sua.

Lucius sentiu suas entranhas retorcerem de ódio pelo causador da mágoa e do medo que viu nos olhos do menino quando ele finalmente o olhou.

- Sério?

- Sim, muito sério.

- Nós Malfoy não mentimos para a família James. – Disse Draco recostado no batente, também de banho tomado, vestindo apenas um roupão verde.

- Só para o resto do mundo. – O menino disse um pouco ausente.

Os dois veelas se desfizeram em cuidados com o menino pelas próximas horas. Quando Harry chegou em casa depois de fichar Colin e seu cúmplice na Central e acompanhar a escolta dos dois para a prisão ele encontrou os dois veelas deitados um de cada lado de seu filho em sua cama.

- Ei, muitos homens na minha cama para o meu gosto. – Ele brincou.

- Está com inveja porque tenho os dois só para mim. – James provocou-o com voz sumida de sono.

- Não deixe Severus ouvir isso filho, ele tem ciúmes doentios do seu querido Lucius por algum motivo insano, já que ninguém iria querer esse loiro azedo além dele.

James riu quando seu pai foi alvo de dois feitiço certeiros, um direto em seu rosto, vindo de Lucius e outro em sua sensível parte traseira, cortesia de Severus.

- Veja como fala do meu marido Potter.

Harry teria respondido se não estivesse mais preocupado com estar parecendo um sapo, e com o traseiro dolorido.

- Vá dormir no sofá, vamos ficar com James. – Draco disse.

- Vou dormir com Severus ou em qualquer outro dos duzentos quartos dessa mansão. – Respondeu o moreno.

- Nem pense nisso Potter, você ainda não faz meu tipo. – Disse Snape olhando como James já dormia. – Ele vai dormir até amanhã de tarde, o corpo dele precisa de tempo para sair do estado de choque, você devia dormir também Harry, parece um zumbi.

- Isso tende a acontecer quando se prende um bando de pedófilos, Colin era o responsável pela distribuição da parte audiovisual, isso vai dar um trabalho do inferno, mas pelo menos esses nós pegamos.

- Quão grande era a operação? – Lucius quis saber.

- Impossível saber, os dois tinham runas de sigilo debaixo da língua, nem poções nem legimência podem ir contra esses feitiços. Ginny tinha razão em sua pesquisa, o mundo mágico tem uma parte podre. – Disse Harry cansado.

- Isso teve sempre Harry, ainda não tinha percebido? – Disse Lucius. – Vá dormir, você está acabado.

O moreno resolveu obedecer ao sogro, antes se aproximou da cama para beijar o marido. Ele arrumou o cabelo loiro atrás da orelha do veela e franziu o cenho para o inchaço no rosto bonito do seu veela.

- Eu devia ter matado o maldito. – Ele resmungou.

- Ele é meu, não faça nada estúpido. Vou passar uma loção nesse machucado, nem está mais doendo. E não pense que me esqueci de que você também está encrencado, ainda não explicou até que ponto foram seus joguinhos de poder com aquela réplica. – Draco suspirou dramaticamente. – Mas meu pai tem razão você está um lixo. Vá dormir, e não durma com Sev, vocês dois tem mãos bobas. – Draco brincou, ele e Lucius rindo das caretas dos dois morenos.

H D

Cassandra foi a primeira coisa que James viu quando abriu os olhos no dia seguinte, ela sorriu e disse:

- Ele acordou Teddy.

- Finalmente, seu preguiçoso! – O metamorfo brincou.

- Eu ainda estou com sono, vocês dois estão atrapalhando meu descanso. – O menino resmungou, ele tinha herdado o amor pelo sono de seu pai.

Ele arregalou os olhos e pulou de susto quando as mãos dos dois chegaram a ele para fazer cócegas, ele não queria ser tocado e se encolheu.

- Não! Por favor, não façam isso.

- James... – Cassandra disse suavemente. – Somos só nós dois, nunca iríamos te machucar.

- É só... sem essa mania gry de ficar tocando, Teddy é um leãozinho, mas você tem que ter mais controle. – Ele provocou.

- Leãozinho? Eu sou um lobo, um lobo grande e imponente. – Teddy disse estufando o peito.

- Pobrezinho, não devemos dizer a ele que parece um filhote fofo, ok Cassie? – James disse para a menina.

O ruivo riu quando Teddy acertou-o com o travesseiro. Cassandra resolveu que era injusto ter o mais velho atacando James e investiu conta o menino de cabelos azuis.

H D

Harry adorava olhar como Draco ficava bonito com uma barriguinha proeminente, a primavera tinha chegado a Malfoy Manor. A nova estação parecia ter levado parte das preocupações das pessoas da casa, Draco tinha deixado suas idas a Azkaban para as sessões só dele com Colin quando o bebê tinha começado a se mover inquieto na última vez em que ele torturava o homem que sequestrou seu filho. Draco tinha descoberto que dar vazão a seu lado veela-vingativo o fazia capaz de algo que não tinha podido fazer na guerra, que era torturar pessoas, seu pai sorriu quando ele comentou esse fato e tinha dito simplesmente "nunca machuque alguém de uma família unida".

Os dois adultos ainda tinham que lidar com os pesadelos de James e a maneira como o menino tinha se fechado nele mesmo, as consultas com o psicomago não pareciam evoluir, mas James parecia mais tranquilo em casa, por isso, eles o traziam quase todos os fins de semana da escola, como esse.

- Draco, não te machuca quando ele faz isso? – Perguntou James com a mão na barriga do loiro.

- Não, só quando ele resolver chutar minhas costelas, mas quando ele esta tranquilo assim é só muito bom.

- Mamãe gostava de me sentir também? – Ele perguntou para Harry com os olhos brilhando.

- Sim, ela adorava. – Harry disse, era verdade, apesar de que ele não tinha convivido bem com Ginny na gravidez de James.

- Vovó Molly não gosta muito do Draco, eu perguntei quando fui lá de manhã porque ela não tinha feito nenhum casaquinho para o Scorp. Então, eu briguei com ela e disse que não ia gostar mais dela também.

Os dois adultos olharam o menino, realmente surpresos.

- Vovô Lucius disse que não tinha problema. – Ele emendou rapidamente.

- Claro que ele disse. – Harry resmungou. – Sua avó deve estar muito triste, ela realmente não é a maior fã do Draco, mas ela fez a torta de carne que ele pediu semana passada, lembra?

- Só porque tio Ron mentiu e disse que era pra ele. – James teimou, cruzando os braços.

- Não olhe para mim, ele tem bons pontos. – Draco disse divertido.

- Ele chamou o bebê de Scorp, se eu faço isso você briga comigo. Você me deve apoio nisso aqui.

- A vida não é justa Potty, e James pode dar um apelido ao bebê, é o irmão mais velho e nem queria chamar meu pobre filhote de Albus.

- Eu gosto de Albus também, vamos chamar o próximo assim. – Decretou James, fazendo seus pais rirem.

O sorriso caloroso do menino tinha ficado mais raro nos últimos meses, ele tinha tido um surto de crescimento depois de seu aniversário de doze anos, mas continuava com ar de menino travesso quando deixava o olhar melancólico de lado.

- É verdade que vamos passar o verão nos Estados Unidos?

- Teddy vai, mas não sei se vamos todos, seu irmão vai estar pequeno ainda. – Disse Harry calmamente.

- Não quero que ele vá. – O menino disse. – Não gosto daquele Dimitri.

- Ele é um lobisomem, pode assustar um pouco.

- Teddy também é e eu gosto dele.

- Você é um ciumento como eu, não gosta de dividir. – Harry explicou e deu de ombros.

- Não sou! Diz pra ele Draco. – Pediu o menino abraçando o veela e fazendo beicinho para o loiro.

- Ele não é como você leão desajeitado, ele é meu sly bonito e inteligente. – Draco riu.

Harry resolveu não discutir, Draco estava de bom humor e ele não ia arriscar azedar o veela grávido, ele ainda se lembrava das semanas sem sexo porque ele tinha torturado a réplica de Colin sexualmente. O loiro não quis saber se o duplo gozou só de ouvir Harry provocando-o com falsas promessas lascivas, o veela considerava que só ele podia gozar sendo torturado por Harry.

H D

Harry gemeu de mau humor quando algo interrompeu seu sono, ele estava começando a cochilar quando batidas na porta o acordaram e a Draco também. Ele estava mais manhoso que nunca já que sua barriga de sete meses e meio o atrapalhava na hora de achar uma posição confortável para dormir.

- É bom alguém ter morrido! – O loiro esbravejou para a porta.

- Calma amor, o que aconteceu Severus? Lucius está bem? – Harry perguntou quando viu o pocionista parado na porta com uma palidez anormal.

- Ele foi para Hogwarts, Teddy se transformou hoje.

Draco arregalou os olhos parecendo desesperado.

- Eu e minha maldita língua, onde está meu filhote? Ele está bem? – Perguntou o loiro se levantando desajeitamente da cama. – Temos que pegar a poção tranquilizante e...

- Draco, você não pode chegar perto dele hoje... sem a mata-lobos ele é imprevisível e poderia machucar você e ao bebê. – Severus disse.

- Ele nunca faria isso! – O veela gritou para o pocionista.

- Não, mas ele se transformou hoje, está assustado, com dor e é um lobisomem jovem, os instintos dele vão gritar que uma criatura grávida vai atacá-lo. Não faça o menino carregar essa dor. – O moreno mais velho insistiu.

- Ele está certo, seu pai vai trazê-lo para casa e amanhã pela manhã você pode curá-lo e mimá-lo por horas do jeito que gosta. – Harry disse abraçando-o.

Draco assentiu, mas seguiu os dois para as alas subterrâneas da mansão, mal se aproximavam da sala de treinamento ultra reforçada de Lucius e podiam ouvir os rugidos assustadores do menino.

- Podem parar de me olhar como se eu fosse ter o bebê aqui. Vão lá ajudar o Teddy e eu vou ficar aqui quietinho.

Foi uma tortura para o loiro ouvir os rugidos se transformarem em ganidos finos, ele sabia que seu pai e os dois morenos o tinham prendido e que isso era para o bem do menino, mas não deixava de ser horrível. Draco contou as horas até o amanhecer e quando seus pais saíram da sala com ar exaurido ele sentiu uma pontada no coração.

- Ele está bem?

- Ele se transformou Draco, ele está machucado, mas vai melhorar. A primeira vez é sempre mais traumática. – Lucius disse passando os dedos pelas mechas desarrumadas de seu cabelo.

- Tudo bem, eu vou cuidar do meu menino bonito.

Quando Draco entrou na sala havia marcas de garras e rastros de sangue nas paredes, a forma humana de Teddy estava no chão, o menino estava enrolado numa manta nos braços de seu padrinho.

- Ele desmaiou depois de voltar ao normal.

- É melhor assim, os ossos quebram para se adaptar a cada forma.

- No caso dele não, não ouvi os mesmos estalos que ouvia quando Remus se transformava.

- Acho que e porque sou metamorfo, não doeu tanto quanto eu esperava. – Disse o menino com voz extremamente rouca.

- Meu menino bonito. – Draco disse suavemente acariciando a bochecha dele. – eu vou trazer suas poções e você vai ficar como novo.

- Não devia perder tempo, hoje ainda é lua cheia. – Disse o menino com um toque de amargura.

- Não fale assim, sempre vou cuidar de você, seja que dia for.

Teddy corou, envergonhado de seu rompante e soltou um suspiro.

- Deveria ir dormir Draco, você está com olheiras e não devia ficar assim, vai estressar o bebê.

- Scorpius não se importa, ele sabe que estou cuidando do meu outro bebê. O primeiro e muito importante.

- Vamos torcer para ele não ter muito dos genes Potter, eles não dividem.

- Dividimos com a família, e você é da família. – Harry afirmou levantando o afilhado nos braços.

- Padrinho, isso é embaraçoso, eu posso andar.

- Poder até pode, mas é mais confortável assim. – Harry disse simplesmente.

Quando os três chegavam à porta do quarto de Teddy se surpreenderam ao ver James com o uniforme da escola parado ali.

- Eu... todo mundo na escola está falando disso. Você está bem? – O menino perguntou se esticando na ponta dos pés para ver os olhos do Teddy.

- Sim, e como você fugiu da escola pirralho? – O jovem lobisomem sorriu.

- Não fugi, Cassie deu um jeito de convencer a diretora, e é só uma fugidinha rápida antes da primeira aula... além disso tive que prometer não fazer nada com os imbecis falando asneira sobre você.

- Eles já estão falando?

- Não por muito tempo. – Garantiu o menino com um sorriso muito Malfoy.

- Pensei que tinha prometido...

- Não fui eu se não podem provar, deixe de ser crédulo. Fique bem, ok? Vou crescer rápido para cuidar de você, papai está ficando velho, não pode te carregar sempre, vai acabar machucando as costas. – O menino brincou e saiu correndo, deixando Draco e Teddy rindo de um Harry chocado com o atrevimento do filho.

E então? O que acharam? O que acham que vem por ai? Me digam e me façam uma autora feliz! Beijos.