N/A: Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling.
N/A(2): Este capítulo contém Lemon (sexo explícito entre as personagens).
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No Capítulo anterior: - "Esse Gryffindor teimoso podia dar o braço a torcer..." - pensa, cerrando os olhos e deixando-se levar ao maravilhoso mundo dos sonhos. Onde ele e Harry eram felizes sem interrupções.
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Um novo dia. O sol brilhava insistentemente no céu brindando todos os arredores da mansão Riddle com um luminoso e radiante dia. No entanto, um certo jovem de 16 anos e lindos olhos verdes, permanecia deitado na cama que dividia com seu... seu... Enfim, ele não sabia ao certo o que Tom Riddle representava agora em sua vida, e essas duvidas é que mantinham o pequeno Harry com os olhos vidrados no teto, tentando achar uma explicação para tudo aquilo.
- "Por que ele é assim?" – suspira, virando-se de lado na cama e contemplando o vazio leito que todas as noites era ocupado pelo Lord – "Grita, me dá um tapa, me aterroriza e no final é gentil comigo".
Se confusão e incerteza matassem, o pobre garoto já estaria fazendo companhia aos seus pais. Pela sua cabeça só passavam imagens do Lord ora machucando-o, ora tratando-o com carinho, pareciam pessoas diferentes que queriam a todo custo confundi-lo.
- "Mas o pior de tudo é que acabo me deixando levar" – cerra os olhos levemente, trazendo para junto ao seu corpo o travesseiro que era usado pelo mais velho, o abraçando e sentindo aquele delicioso aroma de fragrância masculina que só os melhores perfumes muggles poderiam oferecer e que em Tom Riddle era totalmente natural – "Devo estar louco..."
- "Ou apaixonado" – uma voz rebate dentro de sua cabeça.
- "O que?... Isso é impossível! Ele ma..."
- "Matou seus pais e mais um monte de gente que você também nunca conheceu".
- "Mas poderia ter conhecido!" – responde, sentindo-se um idiota por estar discutindo com sua própria consciência. Que por sinal era muito cruel.
- "Só que não conheceu! O que está feito está feito. Tom teve seus motivos para se tornar o Dark Lord – diga-se: Uma vida sofrida num orfanato com asquerosos muggles – Mas mesmo assim libertou seus amigos e não fez nenhum mal a você!"
- "Não?"
- "Não! Se ele quisesse, as coisas poderiam ser bem piores e você sabe disso!"
- "Mas..."
- "Vai ficar se martirizando por pessoas que nunca conheceu e um mundo de bruxos egoístas que não estão nem aí para os seus sentimentos e só querem saber de serem salvos pelo menino-que-sobreviveu?"
Harry coloca as mãos sobre a cabeça, apertando-a com força, numa tentativa inútil de calar aquela voz que ele sabia que estava certa.
- Droga... – murmura, escondendo seu rosto no travesseiro – Por que isso tem que ser verdade, Tom?
Suspirando mais uma vez, Harry resolve colocar o travesseiro do Lord no lugar e ao erguesse, percebe um pedaço de pergaminho cuidadosamente colocado na cabeceira da cama.
- O que é isso? – perguntava-se com curiosidade, pegando o pequeno bilhete.
"Bom dia Harry..."
Sem duvida era a letra de Tom.
"Espero que tenha descansado bem..."
O Gryffindor poderia jurar ver um sorriso malicioso nos lábios do Lord ao escrever aquela frase.
"Infelizmente não pude esperá-lo acordar, precisei resolver alguns assuntos de trabalho. Mas não se preocupe, logo estarei de volta..."
- Como se eu fosse me preocupar – replica contrariado.
"Não esqueça de tomar café da manhã. Nos vemos mais tarde. Ass: Tom M. R."
- Hum! Pelo menos dessa vez deixou um bilhete... – uma estranha sensação de calor percorria seu peito enquanto lia pela segunda, terceira e quarta vez o recado do Lord. Até guardá-lo com muito cuidado dentro da gaveta.
Voltando a deitar-se na cama, o Gryffindor finalmente se dá conta que ainda estava nu e uma linda cor carmim toma conta de suas bochechas.
- Melhor tomar um banho e mandar o elfo servir o café... – sorri inconscientemente ao lembrar-se das palavras de Tom.
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Logo após uma relaxante hora desfrutando da água quentinha da banheira, Harry já se encontrava arrumado e agora contemplava sua imagem no imenso espelho do armário. O Gryffindor vestia uma roupa mais ao estilo muggle, calça jeans ajustada que marcava suas belas e torneadas pernas, camisa de seda na cor branca combinando com os sapatos do mesmo tom e de quebra uma túnica aberta, creme com delicados bordados em ouro, que parecia um jaleco de médico, mas que acentuava ainda mais seu ar angelical.
Saindo finalmente da frente do espelho, com o pensamento: "O que Tom viu em mim, afinal?" Harry se dirige para a mesa de refeições que tinha no quarto. Uma mesa de mármore, para quatro pessoas, bem confortável e espaçosa.
- Mikey!
Em menos de dois segundos seu elfo pessoal já atendia o chamado. Fazendo a longa e exagerada reverência que Harry já estava acostumado.
- Pois não, senhor? Mikey está aqui para servil-o humildemente – diz com emoção.
- Er... Obrigado, Mikey. Por favor, sirva o café da manhã.
- Sim senhor!
O elfo estala os dedos e um verdadeiro banquete aparece na frente do adolescente. Panquecas com mel, bolos de diversos tipos, frutas maravilhosas que nem estavam na estação, waffles, biscoitos, uma enorme cesta de pães que oferecia desde croissant até pão francês, vários tipos de geléias, pelos menos três tipos diferentes de sucos, chocolate quente e frio... Enfim, uma infinidade de coisas que Harry observava com uma sobrancelha levantada, perguntando-se para que tanto exagero.
- Deseja mais alguma coisa, amo? – pergunta preocupado – Quem sabe um tipo de bolo especial? Ou uma outra geléia?
- Não! Er... Está tudo ótimo, Mikey! Pode se retirar.
- Sim senhor! – sorri radiante – Qualquer coisa é só chamar, senhor, com licença.
E com um "plop" o elfo desaparece.
Harry balança a cabeça negativamente, divertido, pensando em como tudo naquele lugar oferecia reações exageradas.
- Exageradas e confusas... – suspira, voltando seus pensamentos para o Lord novamente, enquanto colocava um pedaço de waffle na boca.
Ninguém poderia culpar o pobre Gryffindor por estar tão confuso naquele momento, quando sentia seu coração bater acelerado cara vez que era tocado pelo assassino do seus pais. Mas o que atormentava ainda mais sua mente bagunçada, eram as repentinas mudanças de atitude do Lord.
- Parece que quer me deixar louco... – murmura consigo, bebendo um pouco de suco.
Harry tinha de admitir, mesmo sentindo as bochechas corarem, que na maioria das vezes o Lord tratava-o muito bem. É claro que era um pervertido, cínico, possessivo, autoritário, chantagista... Mas quando não era desafiado pelo Gryffindor, ou qualquer coisa do tipo, sempre se mostrava agradável, carinhoso ao seu "jeito", protetor, sincero, dedicado, extremamente sexy e um amante formidável na cama...
- Oh, Merlin! – Harry sente seu rosto ficar escarlate, de tamanha vergonha, ao pensar nessas qualidades específicas.
- Vejo que está pensando em Tom...
Uma conhecida e divertida voz faz o Gryffindor sair de seus devaneios para contemplar a bela serpente que entrava no quarto e, naquele exato momento, enroscava-se em sua cadeira, pousando a cabeça no seu ombro.
- Eu?... Er... Hehe... Que idéia, Nagini! – sorri com nervosismo – Estou apenas tomando meu café da manhã.
- Hum, mas parecia que...
- Servida? – antes mesmo de ouvir a resposta, Harry já colocava alguns biscoitos em sua boca.
- cof..cof.. – balança a cabeça ligeiramente, encarando-o com censura – Não adianta vir com isso, pequeno, pode contar o que houve.
Harry suspira derrotado, sabendo que não teria escapatória da preocupação materna de Nagini.
- Está certo... – murmura, desviando o olhar para o chão – Eu estava pensando nele.
- Bingo!
- É que ele me confunde muito! Por exemplo, uma hora me trata bem e na outra me bate!
- ELE TE BATEU?
- Calma... Foi só um tapa... – se assusta um pouco com o olhar furioso dela.
- Hum! Espero que não volte a acontecer, se não aquele Lord esquentadinho vai se ver comigo! – diz mais para si que para o garoto – Bom, mas por que ele fez isso?
- Por que?
- Sim...
- Ah, por que eu disse que não pertencia a ele, e como fiquei assustado com a cara que ele ficou, comecei a gritar pedindo ajuda...
- E o que mais?
-...Er, então, até aí ele estava calmo – sorri meio sem jeito – só que eu estava tão desesperado que acabei chamando pelo Draco...
- O QUE? – se as serpentes arregalassem os olhos, Nagini estaria fazendo isso agora.
- Eu não sei o que me deu – murmura envergonhado – pode ser que isso tenha tirado ele do sério, mas não era para tanto!
A cobra balança a cabeça negativamente e o encara como uma mãe que está prestes a dar um conselho para o filho.
- Harry, Harry... Você não sabe como Tom ficou ao saber que você tinha sido seqüestrado – diz seriamente – Por mais que ele tentasse esconder, pude ver muito bem, pela primeira vez, o medo no olhar do Lord das Trevas.
- Ele...?
- Sim, ele teve medo de perdê-lo. Não perder uma "posse", mas perder uma pessoa importante para ele. Perder você, Harry.
- Importante? – pergunta sem conseguir conter a emoção na voz.
- Exato. Importante, não como uma arma, mas pelo que você é.
Vendo o adolescente morder o lábio levemente, tentando esconder as emoções que queriam aflorar a todo custo, Nagini resolve continuar:
- Imagino que você perceba o que Tom sente de verdade cada vez que ele te toca, não é mesmo? – a cor das bochechas do Gryffindor era a resposta que a serpente precisava – Mas será que você também demonstra o que sente?
- O que? – arregala os olhos, totalmente surpreso.
- Isso que ouviu. Você demonstra o que sente por ele, Harry?
- Eu...Eu... – desvia o olhar, angustiado – Não sinto nada por ele!
Nagini balança a cabeça negativamente.
- Novamente aquele blábláblá de matou seus pais, é o Lord Obscuro, cruel assassino e todas essas bobagens?
- Mas isso tudo é verdade!
- Sim, e daí? Ele matou seus pais, ok foi errado, mas você não pode sentir falta de pessoas que nunca conheceu. Cada um tinha sua posição na guerra e o Lord apenas cumpriu a dele, eliminando os riscos para sua vitória.
- Isso é...
- Egoísta? Sim. Então me diga, Harry, se Tom não pensasse nele mesmo quem pensaria? – o encara fixamente – Os asquerosos muggles que o perseguiam no orfanato, o pai que mandou a mãe embora ao saber que ela estava grávida, ou quem sabe o bondoso e gentil professor Dumbledore que sempre viu apenas seus próprios interesses?
Aquelas palavras deixam o Gryffindor em choque.
Eram todas muito...
Verdadeiras.
- Você é a primeira pessoa com quem Tom se preocupa de verdade. E deveria mostrar o que também sente por ele, porque sabe muito bem que sente algo sim!
Harry abaixa o olhar com um misto de vergonha e culpa.
- E se ainda achar que eu estou enganada, tente imaginar-se sem ele... – vendo que o Gryffindor a encarava, espantado, Nagini continua -...Pense em como seria estar longe daqui para sempre e nunca mais vê-lo.
Ao notar o brilho de angustia inundar aquelas belas órbitas verdes, a serpente se desenrola dele e dirige-se à saída, sabendo que seu trabalho de colocar uma luz na cabecinha teimosa de seu filhote estava feito.
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(Enquanto isso, no Beco Diagonal)
Terror.
Medo.
Agonia.
Palavras necessárias para definir o que os bruxos que faziam suas compras no Beco Diagonal passaram a sentir assim que Comensais da Morte começaram a atacar o local. E para piorar, o próprio Lord Voldemort, mais conhecido como "Aquele-que-não-deve-ser-nomeado" estava presente no ataque.
Luzes vermelhas e verdes misturavam-se como fogos de artifícios trazendo pânico e destruição a todo lugar. Os homens com máscaras de prata lançavam malefícios em qualquer direção sem se preocupar com os atingidos. E contemplando tudo de cima, flutuando em nuvens negras no ar, Voldemort mantinha-se com um sorriso vitorioso no rosto.
- "Isso mesmo, corram, supliquem por suas inúteis vidas... – pensava malignamente – Não deixarei que esqueçam quem está no controle por aqui".
O Lord observava satisfeito, como os aurores que chegavam às pressas eram massacrados pelos seus Comensais. Não existia piedade, não existiam malefícios para atordoar... Eram maldições para matar, torturar, eliminar!
Saíra logo cedo com este propósito fixo. Mostraria a todos aqueles inúteis bruxos, principalmente aos seguidos de Dumbledore, que O Senhor das Trevas não estava para brincadeiras e logo, logo, o mundo mágico estaria totalmente submetido aos seus pés.
- "Conquistar o mundo é fácil, se comparado a fazer aquele Gryffindor teimoso deixar de lutar contra os seus desejos por mim..." – sorri com malicia.
De fato, para Tom aquele ataque era "matar dois muggles com um Avada Kedrava só", pois além de deixá-los cientes da grandiosidade de seu poder e assim desmoralizar totalmente o ministério, também aproveitava para aliviar um pouco suas tensões causadas por um certo adolescente rebelde.
- Hum! Esses aurores são tão inúteis... – revira os olhos, entediado, ao ver como caiam mortos um a um.
- EXPELLIARMOS!
A maldição passa quase raspando.
Por questão de meros segundos que sua preciosa varinha não lhe escapou da mão. E, enfadado, o Lord volta-se à direção do ataque.
- O que?... – arqueia uma sobrancelha, contrariado.
Aquilo não estava em seus planos.
- Surpreso em me ver, Tom?
- Quem é vivo sempre aparece, não é, velhote? – sorri com burla – mas podemos dar um jeito nisso...
Dumbledore não parecia dispor de muita paciência naquele momento e logo prepara a varinha, sendo prontamente imitado pelo Lord Obscuro.
- Por que não me entrega logo o Harry e damos um fim nisso?
- Ah, então é pelo garoto?
- Por quem mais seria?
- Estou começando a ficar com ciúme... – seu olhar escurece e um brilho de malicia era facilmente detectado – Não gosto que fiquem atrás do que é meu.
Um raio vermelho proveniente da varinha de Dumbledore é lançado em direção ao Lord, mas este bloqueia com perfeição, divertindo-se muito ao ver o olhar cheio de fúria do ancião.
- Seu maníaco! Ele é só um menino!
Uma gargalhada maliciosa é o que Dumbledore obtém como resposta. Coisa que o enfurece ainda mais, fazendo-o voltar a atacar.
- AVADA KEDRAVA!
Obviamente o Lord desvia e encara o "bondoso" diretor com um sorriso cínico nos lábios.
- Ora, ora, meu velho, eu não sabia que seus princípios permitiam tais maldições...
- Para um bem maior. Ou como diriam os muggles: "os fins justificam os meios".
- Muito bom, mas deixe-me ensinar como se faz... AVADA KEDRAVA!
Por muito pouco que o raio verde não atingiu em cheio o diretor, que rapidamente teve que convocar uma parede de cristal e lançar-se para longe dali. Tinha de admitir que o Lord sabia o que fazia, mas não se deixaria vencer facilmente... Não com o trunfo que possuía na manga...
E assim Lord Voldemort e Alvo Dumbledore enfrentavam-se de igual para igual. Lançando maldições antigas, proibidas, esquecidas... Não importava mais nada, se não a vitória.
Verde.
Vermelho.
Azul.
Roxo.
As cores das maldições faziam uma aquarela viva nas ruas, e enquanto os dois maiores magos de todos os tempos duelavam flutuando no ar, Comensais da Morte enfrentavam aurores e agora os membros da Ordem da Fênix, numa batalha árdua e sangrenta.
- CONFINGO! – grita Dumbledore, com a intenção de atingir Tom com a maldição explosiva. Mas este repele facilmente.
- CRUCIO! – é a vez do Lord, que por pouco não atinge o alvo.
- ESTUPEFAÇA!
Desviando novamente, Tom observa a gigantesca estátua de um dragão situada no telhado de Gringotes, o banco dos bruxos, e não pensa duas vezes antes de lançar o feitiço.
- DRACONIFORS!
Para a agonia de Dumbledore, o Lord transformara um dragão de pedra em um de carne e osso, e possuía total controle sobre ele.
- Ataque! – Voldemort ordena e rapidamente as chamas saem da boca do dragão em direção ao corpo do diretor.
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- Parece que o amo está se divertindo... – Bellatix comenta, com um sorriso cheio de maldade no rosto.
À sua frente estava seu "querido" primo, em posição de ataque, lutando contra vários Comensais. Mas a bela mulher não se intimidou e entrou no meio dos jorros de luzes indicando a todos os outros, com apenas um olhar, que aquele oponente era seu.
- Sentiu minha falta, priminho?
- Tanto quanto ficar preso em Azkaban – sorri cinicamente.
- Hum! Você continua o mesmo cão mal educado!
- E você a mesma psicopata assassina – a encara fixamente – Onde está meu afilhado, Bellatrix? Não me obrigue a perguntar novamente!
Uma risada entre infantil e maligna toma conta do local.
- Não se preocupe, o pequeno Harry está em ótimas mãos... – diz a ultima palavra sugestivamente.
- Ora sua...!
- CRUCIO! – grita com ódio
- ESTUPEFAÇA! – ele rebate da mesma forma.
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De volta a batalha nos céus, os dois experientes magos continuavam no mesmo patamar. No entanto, Voldemort parecia manter certa vantagem, pois Dumbledore precisava proteger-se dos ataques do Lord e das investidas brutais do Dragão.
- Já não tem a mesma velocidade não é, meu velho? – comenta com burla – CRUCIO!
E outro feitiço quase atinge o ancião de raspão.
- Não me subestime, Tom...
Pegando o enfurecido Dragão desprevenido, Dumbledore lança um feitiço certeiro no coração.
- REDUCTO! – e em poucos segundos o animal era apenas cinzas no chão.
Vendo que aquilo aborrecera o Lord, cortando rapidamente sua concentração, o velho diretor aproveita para usar o tão esperado truque que tinha na manga. E murmurando diversas palavras numa língua desconhecia, ele invoca o antigo e maligno feitiço.
- Desgraçado... – Tom murmura, e esquecendo seu Dragão vencido, volta-se novamente para o velhote. Mas logo percebe que, estranhamente, os dois encontravam-se em pé sob uma rua do Beco, e as de mais lutas aconteciam alheias a eles.
- O que signi...? – mas antes do Lord completar a pergunta, seus olhos vermelhos fixam-se numa figura inesperada.
Não podia ser verdade.
Era loucura.
Não podia ser ele.
- Harry! – Tom grita, surpreso e ao mesmo tempo temeroso pela segurança do menino. O belo moreno de olhos verdes vinha andando impassível em direção aos dois, passando no meio das maldições sem temer nem desviar o olhar. Seu corpo esguio e sedutor aproximava-se a passos decididos, fazendo a respiração do Lord falhar por alguns instantes.
Os passos cada vez se tornavam mais rápidos e logo o Gryffindor estava correndo em direção aos dois magos, com sua face angelical emanando aquela doçura e sensualidade inocente que o Lord tanto adorava. Mas para total surpresa e desconserto deste, o menino se lança nos braços do velho diretor de Hogwarts.
E o que mais causara impacto em Tom Riddle foi o olhar cheio de agradecimento de Harry, junto ao sorriso aliviado, enquanto abraçava Dumbledore com carinho e ternura.
- O que?... – por mais que não quisesse, o Lord ficara atordoado, vendo como Harry abraçava o velho desgraçado como uma criança que acaba de encontrar seu salvador.
Era irreal de mais para ser verdade...
Dumbledore era um velho manipulador!
Ele, Tom Marvolo Riddle, era o verdadeiro salvador de Harry!
- Vamos, minha criança... – o diretor acariciava os cabelos revoltos do Gryffindor calidamente.
Aquilo faz uma aura de fúria envolver o Lord, fazendo seu olhar tornar-se roxo com um brilho negro, mas mesmo assim Dumbledore continuava:
- Muito bem, pequenino... - sorria com auto-suficiência, segurando Harry delicadamente pelos ombros e o virando para que encarasse o Lord -...Faça o que foi treinado para fazer.
Sem hesitar Harry pega a varinha e caminha em direção a Voldemort.
- Sim, senhor.
Tom encarava o menino sem demonstrar qualquer sinal de emoção, mas só ele sabia o turbilhão de sentimentos que o inundava por dentro.
Medo.
Este era o principal deles.
Não por perder sua vida, estranhamente não se importava com o que aconteceria a ele, mas sim com o fato de perder Harry para sempre. Pois de um jeito, ou de outro, o perderia... Vivendo ou morrendo não estaria com o Gryffindor... Nunca mais.
- Seus dias de terror acabaram, Lord Voldemort! – Harry o encarava decidido.
- "Lord Voldemort" – repete mentalmente, observando aqueles olhos verdes.
Um verde sem brilho...
Apagados...
Vazios...
Sem vida...
Como se fosse uma ilusão...
- "É Claro! – na mesma hora um grande alívio percorre seu corpo – Como não vi isso antes?"
Um sorriso sarcástico aparece nos seus lábios. Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa um raio vermelho é disparado em sua direção.
E acontece tudo muito rápido.
Dumbledore lançara uma perigosa maldição em direção ao Lord. Mas este consegue, ainda que debilmente, bloqueá-la. Entretanto vê-se atingido de raspão, ao notar o sangue escorrer de seu ombro esquerdo.
- Miserável! – murmura entre os dentes, sentindo como a dor o invadia rapidamente.
- Mi Lord! - Rodolphus Lestrange, o comensal que estava mais próximo ao Lord, se assusta com a cena, mas tranqüiliza-se ao ver seu amo, mesmo ferido, lançar um poderoso feitiço contra o ancião e este escapar por muito pouco.
Mas pouco a pouco as coisas iam piorando para os Comensais da Morte. Os inexperientes e fracos aurores passavam a receber cada vez mais reforços de aurores consagrados e dos membros da Ordem da Fênix.
- As coisas não estão indo bem... – McNair aparece para ajudar Bella, que por pouco não é atingida por um Rictusempra de Sirius.
- Eu sei...
Naquele exato momento o poderoso feitiço do Lord atinge em cheio o velho diretor, que rapidamente se vê envolto por uma resistente esfera de gelo. Com isto Bella aproveita para falar com o amo.
- Senhor! – a Comensal encarava-o, apreensiva – São muitos! E cada vez chegam mais reforços!
Mas parecia inútil. Voldemort mantinha-se em silêncio, observando como Dumbledore se esforçava para livrar-se do gelo, enquanto trazia seu braço esquerdo firmemente sujeito por sua mão direita já ensangüentada.
- Amo! – agora era Lucius quem aparecia – Precisamos sair daqui! O senhor está ferido, além do que já causamos todo o alvoroço que desejava...
- "Maldição..." – Tom pensava.
Entretanto, Lucius e Bella tinham razão. Naquelas condições seria pior continuar ali. E o mais importante era que seu recado já estava dado.
- Muito Bem! Vamos Voltar!
O Lord dá um aceno afirmativo para McNair e este lança a "Mosmordre" no céu, indicando que o terror e a agonia marcaram presença naquele lugar.
- Isso não termina aqui, velhote – são suas ultimas palavras para o diretor, que acabara de sair da esfera e tentava debilmente normalizar a respiração, antes de aparatar de volta para a fortaleza.
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Em poucos segundos todos os Comensais desaparecem do Beco Diagonal e quatro deles – Bellatrix, McNair, Lucius e Rodolphus – seguem com o Lord para a fortaleza obscura.
Ao se encontrarem, finalmente, na bela sala de estar da mansão, Rodolphus e McNair amparam o Lord sujeitando-o cuidadosamente por cada braço, observando como o amo ficava cada vez mais pálido pela grande quantidade de sangue que estava perdendo.
- Me soltem!... Estou bem! – Voldemort rosnava, mas era visível que cairia a qualquer momento.
- Mi Lord... – Bella o encara, temerosa – Precisamos cuidar desse ferimento.
A pele já naturalmente pálida de Tom cada vez mais ia perdendo a cor. Seus olhos encontravam dificuldade de manter-se abertos, pois uma grande sonolência se apossava do seu corpo. E aquela agonizante dor do ferimento, pouco a pouco era neutralizada, a medida em que toda sua veste era tingida de vermelho.
- "Velho desgraçado!..." – Tom amaldiçoava Dumbledore mentalmente, sentindo uma estranha dificuldade para respirar tomar conta de si.
- O que vamos fazer? – Lucius olhava para os de mais comensais, preocupado. Não podiam desobedecer Voldemort, mas se acontecesse algo com ele os interesses de todos cairiam por água abaixo. E também se o Lord melhorasse e visse que eles não haviam feito nada, com certeza suas cabeças rolariam, mesmo que alegassem estar cumprindo ordens.
Naquele instante os esforços de Tom para bloquear os efeitos da maldição chegam ao limite e acaba por perder a consciência, tendo que ser firmemente amparado pelos dois Comensais que já o seguravam.
- Por Salazar!... – Bella grita.
Todos se encontravam com as mesmas preocupações.
E enquanto os Comensais debatiam-se em batalhas internas, um jovem e curioso Gryffindor, que estava na biblioteca próxima a sala, aproximava-se cuidadosamente do local para saber qual a origem de todo aquele alvoroço.
A passos tranqüilos Harry abre a porta e ingressa na sala, podendo contemplar a imagem de quadro vultos mascarados ao redor de um homem que parecia ferido. Muito ferido.
- "O que está acontecendo?" – perguntava-se mentalmente, enquanto se aproximava dos adultos, e podia distinguir com mais clareza os cinco personagens.
Quatro Comensais da Morte e o Lord.
O Lord...
- "NÃO!"
Aquilo não podia ser verdade...
O Lord não estava...
- TOM! - grita assustado. Seus preciosos olhos verdes se enchiam de lágrimas rapidamente diante da cena - Não! Não pode ser, por favor...
Sem pensar em mais nada o Gryffindor corre em direção ao homem desacordado, segurando sua mão com desespero e percebendo como ela estava gelada.
Os quatro Comensais encaravam o menino, boquiabertos, atordoados com tamanha mostra de preocupação.
- O que aconteceu? – Harry pergunta a beira do desespero, encarando os subordinados do Lord seriamente. E estes não sabiam se respondiam, socorriam Voldemort, ou se deixavam os queixos caírem no chão por tamanha surpresa.
- Dumbledore... Ele... Ele... – McNair se pronuncia, não sabendo muito bem por onde começar -...O atingiu, mas foi de raspão...
Bella encarava o menino, intrigada, e estranhamente vê a necessidade de tranqüilizá-lo.
- Está só desacordado – diz rapidamente.
Aquelas palavras fazem um enorme peso sair das costas do Gryffindor, mas mesmo assim seu coração continuava apertado. Se seguisse daquela forma, Tom não resistiria por muito tempo...
Encarando Rodolphus e McNair com seus olhos verdes decididos, Harry toma a palavra:
-E O QUE ESTÃO ESPERANDO PARA LEVÁ-LO AO QUARTO? – praticamente rosna. E diante daquela ordem tão segura e direta, os dois não pensam duas vezes antes de transportar rapidamente o Lord para o quarto.
Em menos de um minuto Voldemort já estava confortavelmente deitado na cama, com as vestes limpas graças a um feitiço de McNair e com o preocupado Gryffindor sentado ao seu lado, molhando o ombro ferido com uma toalha umedecida com água quente que fora convocada por Bellatrix.
- Se continuar assim ele não vai melhorar... – Harry murmura para si mesmo, alheio aos quatro Comensais que o encaravam abismados, ao redor do leito dos dois magos.
Aquela cena era a ultima que eles imaginaram ver em suas vidas. Harry Potter passando um pano umedecido sobre o ombro ligeiramente descoberto do Lord das Trevas, enquanto o encarava com preocupação e temor. Uma preocupação e um temor diferente dos quais estava acostumado, não temia ser ferido pelo Lord.
Temia...
Temia perdê-lo...
- Precisamos de um medi-mago! – diz o Gryffindor.
- O que? – Lucius arqueia uma sobrancelha.
- Quer que eu desenhe, Malfoy?
- Mas isso é muito perigoso – ignora o cinismo do Gryffindor – eles podem denunciar a localização da fortaleza e...
- NÃO ME INTERESSA A MERDA DA LOCALIZAÇÃO! – o encara, furioso – Se for o caso, mate-o depois! Mas me traga um medi-mago AGORA!
Os quarto arregalam os olhos, surpresos.
Aquela atitude era irreal de mais. O frágil e inocente Harry tinha um brilho de cólera no olhar e sua voz caracterizava-o mais como um leão furioso, que tentava a todo custo proteger... proteger... O Lord?
Seja lá como for, ninguém parecia muito disposto a contrariá-lo, ainda mais notando a poderosa aura que o adolescente emanava mesmo estando com a gargantilha que deveria conter sua magia.
- "Quem ele pensa que é?" – Lucius pensa por alguns segundos, mas a poderosa magia de Harry envolve o corpo do loiro de uma forma hostil, chegando a sufocá-lo, e rapidamente o patriarca dos Malfoy faz uma sutil reverencia.
- Traremos um medi-mago em instantes.
Ainda com um pouco de falta de ar, Lucius se apressa em sumir com os outros três em direção ao Hospital St. Mungus, deixando o Gryffindor sozinho com Tom.
Harry encarava os olhos fechados de Tom Riddle com uma profunda dor em seu peito, desejando acordar daquele pesadelo. Porque aquilo só podia ser um pesadelo. Não tinha outra explicação.
- Você não pode fazer isso comigo... – murmura, sentindo as lágrimas deixarem seus olhos, inconscientemente.
Lentamente a respiração do Lord se tornava mais pesada, mais dificultosa, como se fosse perdê-la de vez. E aquilo fazia o pobre coração do menino apertar ainda mais.
Não queria perdê-lo.
Não podia sequer imaginar tal fato.
Quando Nagini propôs que ele se imaginasse sem o Lord, seus olhos se voltaram nublados de repente, pois não sabia como fazê-lo. Não queria.
Tom Riddle significava mais em sua vida do que poderia pensar, ou admitir.
- Você não pode me deixar!... Acorda, Tom! – pedia entre lágrimas. Dando-se conta que se o Lord não acordasse mais, perderia a oportunidade de contar a ele seus verdadeiros sentimentos. Os sentimentos que nunca admitira ter.
Naquele instante uma bela serpente ingressa no quarto e encara, chocada, seu amo desacordado na cama. Nagini sabia que alguma coisa estava errada, pois os Comensais não ficaram para comemorar a vitória e Tom ainda não tinha dado as caras.
E agora sabia o porque.
Seu amo estava ferido, e pelo cheiro de sangue que ela detectava, parecia muito grave.
- Por Salazar... – murmura preocupada, subindo rapidamente na cama e notando um jovem mago ajoelhado ao lado do Lord, com os olhos banhados de lagrimas.
Aquilo sim era outra cena impressionante. Impressionante e absurdamente melancólica. Seu pobre filhote se dava conta do que sentia, da forma mais dolorosa que podia existir.
- Nagini? – Harry murmura com a voz quebrada, percebendo a presença da serpente.
- Estou aqui, pequeno...
- Por favor, diga que ele ficará bem...
- Shiiii... Calma, ele vai ficar bem... – diz com doçura, enrolando-se em volta do menino. Tentando convencer a ambos de suas palavras.
Por sorte, Nagini ainda podia sentir os sinais vitais de Tom. Mas não sabia por quanto tempo poderia durar, afinal não era por nada que Dumbledore também era considerado o maior mago de todos os tempos.
- Não quero que ele me deixe... – Harry passava sua pequena e delicada mão pelo rosto de Tom, sentindo falta daquele característico calor.
- Eu sei, pequeno... – ela suspira – Eu sei...
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Pouco mais de quinze minutos havia passados desde que os Comensais foram em busca de um médico, e agora os quatro retornavam, trazendo um aterrorizado homem prezo por feitiços. O médico parecia não ter mais de trinta anos e já conservava fios brancos na cabeça, o que para Harry significava que ele deveria ser bom, tendo em vista também que em seu crachá encontrava-se: "Diretor Clinico Geral".
O jovem Gryffindor ignora o olhar surpreso e ao mesmo tempo cheio de angustia do homem, encarando-o seriamente.
- Você sabe quem eu sou e sabe quem ele é – diz num tom que deixava claro que não estava brincando – Não faça perguntas. Apenas cure-o.
- Mas... Mas eu não posso... Ele...
- Você é médico?
- Si..Sim.
- Então fez um juramento, não fez?
- Eu..fiz...
- Não importa quem seja... – as esmeraldas de Harry agora emanavam perigo, e a serpente envolta do corpo do menino também não ajudava a acalmar o médico -...Seu trabalho é curar. Então faça isso!
- Sim...Sim, senhor.
Com as mãos tremendo, suando frio e sentindo um terrível nó em sua garganta o médico se aproxima daquele que é considerado o Terror do Mundo Mágico, sem conseguir parar de se perguntar: "o que HARRY POTTER, está fazendo ali? Preocupado com aquele que deveria ser seu pior inimigo?"
- Não pense. Apenas faça! – a voz do menino sai fria e taxativa, surpreendendo os próprios Comensais.
- Ce..Certo.
Com muito cuidado o médico pega sua varinha, estando sob a mira de outras quatro, e murmura um feitiço para controlar a hemorragia interna que ainda não havia parado. Em seguida, ele mentaliza outro feitiço para sumir com a queimadura e suprimir a dor.
- "Oh Merlin... O que estou fazendo?" – respira fundo por alguns segundos e logo volta a se concentrar em seu paciente.
Devagar ele abre um dos olhos do Lord e, após sentir um arrepio de medo percorrer sua espinha ao observar aquela orbe vermelha, avalia em que estado se encontrava para poder receitar as poções adequadas.
- Já curei a hemorragia e o ferimento... – diz com um nervosismo palpável na voz -...Receitarei uma poção para que seu corpo se estabilize e recupere-se mais rápido.
- Para seu próprio bem, é melhor que funcione.
- Ele... Ele ficará bem... – encara o menino com temor – Eu juro por Merlin! Estou fazendo meu trabalho...
- Ótimo. Falta mais alguma coisa?
- Não... – convoca um pergaminho e uma pena -...Colocarei aqui os ingredientes da poção, como deve ser feita e de quanto em quanto tempo deve ser administrada.
- Certo... - pensa por alguns instantes e dirige-se a um dos mascarados – Rodolphus providencie isso, rápido!
O Comensal não pensa duas vezes antes de pegar a lista e já sair para fazer a poção, enquanto os outros, ao verem o olhar de Harry, se apressam em tirar o medi-mago dali.
- Senhor Potter... Por favor, volte! – o homem grita ao ser sujeito pelo braço, surpreendendo a todos – O mundo precisa do senhor... Essa guerra...
- A guerra não me interessa. Tirem-no daqui.
Os três obedecem prontamente e tiram o relutante homem do quarto, deixando Harry com Nagini e o Lord. O menino acariciava a mão do mais velho rezando a Merlin, Grodric, Salazar... Quem quer que fosse, para que Tom melhorasse logo. Ver a face do Lord sem aquele sorriso malicioso que, silenciosamente, ele tanto gostava era muito doloroso.
- Nagini... – Harry encara a serpente com preocupação -...Por favor, vá ver se Rodolphus está fazendo a poção corretamente e certifique-se de que ele não tente nada de errado.
- Pode deixar, pequeno – ela se desenrola do corpo dele e dirige-se à porta – Não deixarei que ninguém tente nada contra ele... E contra você.
- Obrigado.
Harry observa, com um pequeno sorriso cálido no rosto, a serpente sair do quarto. E logo volta suas atenções para o Lord, deitando sua cabeça no peito másculo de Tom Riddle e aproveitando para acompanhar as batidas do coração.
Lentas.
Tranqüilas.
Ritmadas.
Indicando que a vida ainda estava presente naquele belo corpo. E que o jovem Gryffindor podia ter esperanças que logo, logo, contemplaria aqueles penetrantes olhos escarlates percorrendo-lhe com desejo, como antes.
- "Não me deixe sozinho de novo, Tom... – pensava tentando conter as lágrimas -... Não quero que volte a ser como era antes. Não quero estar nas mãos deles".
A possibilidade de perdê-lo assustava mais que qualquer coisa. Mais do que aquele dia, quando Sirius quase caiu atrás daquele véu, no Ministério. Mais do que no dia do Torneio Tribruxo quando foi com Cedric para o cemitério e este quase foi morto. Mais do que pensar na possibilidade de sua própria morte... Era como se descobrisse algo que tentou esconder por muito tempo e agora não pudesse exteriorizar, pois a única pessoa que deveria ouvir a verdade mantinha os olhos fechados, num sono profundo e demorado.
A necessidade de ver aqueles olhos vermelhos se abrindo e o sorriso sensual tomando conta do belo rosto de Tom, fazia o mundo do pobre Gryffindor girar num emaranhado de confusões. Afinal, supostamente, Harry deveria estar contente pelo estado do Lord das Trevas, mas imaginar-se feliz naquela situação chegava a enjoá-lo.
Precisava daquele sorriso...
Daquela voz maliciosa...
Do olhar intenso...
Dos toques quentes...
Mas, principalmente, de sua presença cálida e envolvente.
- Você vai melhorar... – murmura, olhando impaciente para o relógio em cima da mesinha – Tem que melhorar...
Harry já estava ficando irritado com a demora de Rodolphus em trazer a poção, precisava administrá-la no Lord assim que este acordasse, e ansiava que isso acontecesse logo.
Finalmente, após uma longa eternidade para o Gryffindor – que na verdade não passou de vinte minutos – Rodolphus aparece com o pequeno frasco da poção arroxeada.
- Aqui está, Potter!... Err... Harry... Err... Senhor! – balança a cabeça, confuso.
- Já era hora!
Harry o encara aborrecido, pegando o delicado frasco e inspecionando meticulosamente. Infelizmente não era Snape, então não sabia como avaliar uma poção, mas não podia pedir para o professor cuidar disso por questões óbvias.
- Sinto muito – o Comensal começa - mas como o...
- O que está fazendo aqui ainda? – o Gryffindor pergunta, furioso – Já era para estar providenciando mais doses!
- Mas...
- Ou você acha que apenas uma será milagrosamente suficiente? – rosna com sarcasmo.
- É que eu...
- SUMA DAQUI AGORA!
Diante de tal ordem que parecia do próprio Voldemort, Rodolphus inconscientemente faz uma longa reverencia e se retira às pressas do quarto.
Harry, por sua vez, balança a cabeça negativamente, pensando no quão inúteis eram os servos de Tom. Com um suspiro aflito ele volta para a cama, senta-se na beira e encara os próprios pés com angustia, sem conseguir parar de pensar naquela situação.
- "Quando irá acordar? – sente uma nova lágrima escorrer – Eu não..."
Mas uma profunda e maliciosa voz o tira de seus pensamentos:
- Sabia que você tem um dom nato para Lord Obscuro?
O jovem Gryffindor volta-se rapidamente ao dono daquela bela voz, sentindo o coração a ponto de sair pela boca.
- Já pensou em seguir carreira? – pergunta com aquele característico sorriso malicioso, arrancando mais lágrimas dos olhos já avermelhados de Harry. Mas desta vez eram lágrimas de alívio e alegria. Emoções que inundavam o Gryffindor e o faziam agir por impulso...
Sem parar para pensar, Harry se lançava nos braços do Lord, abraçando-o com força enquanto sentia as lágrimas saírem livremente. Ato que a principio deixou Tom em estado de choque, mas logo em seguida permitiu-se envolver por todas aquelas emoções.
- Acalme-se, pequeno, eu estou bem... – acariciava os cabelos revoltos com ternura.
- Seu idiota! – murmura entre lágrimas, enterrando seu rosto no pescoço do mais velho – Queria me deixar sozinho, é isso?
- Não diga bobagens...
- Você... Você é imortal! – soluçava – Não pode morrer! Não pode me deixar!
- Não vou fazer isso – abraça o pequeno corpo com força, sentindo como tremia em seus braços.
Tom estava surpreso e ao mesmo tempo imensamente feliz com a revelação de tamanhos sentimentos. Ele próprio nunca sentira isso antes. Essa estranha felicidade que aquecia seu coração ao saber que Harry chorava por ele, que estava preocupado, que...
Sim, por que não dizer? O amava...
Ainda que não tivesse dito.
- Estava preocupado comigo, pequeno? – pergunta docemente, após sentir que o jovem mago se acalmara um pouco.
- Eu... – as bochechas do Gryffindor tornam-se intensamente carmim – er...Eu...
- Vamos, admita!
- Idiota! – desvia o olhar, encantadoramente envergonhado – É claro que sim... – murmura.
- Viu? Não doeu nada... – sorri com burla, acariciando a bochecha rosada.
- Apenas... Apenas não faça mais isso...
- Isso o que?
- Se ferir desse jeito e... – as lágrimas voltavam a se formar nos belos olhos verdes -...me assustar... – abaixa a cabeça – fiquei com medo...
- Não me feri porque quis – amaldiçoa Dumbledore mentalmente – mas não se preocupe, não acontecerá novamente.
- Eu não quero...
Tom o encara, intrigado:
- Não quer o que?
-...Perder você.
Aquelas palavras surpreendem os dois magos. Tom encarava o Gryffindor sem conseguir pronunciar uma palavra, achando que poderia despertar a qualquer momento, já Harry sentia-se estranhamente leve ao confessar aquilo, como se revelasse um segredo que estava matando-o.
- Isso não vai acontecer, pequeno – o Slytherin sorri com carinho – eu...
Mas antes que pudesse completar a frase, Harry já pousava seus lábios sobre os do Lord, fazendo o coração de ambos acelerarem. Num ato de pura surpresa e carinho, que Tom Riddle nunca imaginou provável acontecer.
A principio era um beijo suave e ingênuo, iniciado pelo inexperiente Gryffindor, mas que logo se tornava mais exigente e sensual. Afinal, após sair do transe momentâneo, o Lord passara seus braços em volta da estreita cintura do menino, trazendo-o para mais perto e aproveitando aquela oportunidade que parecia única.
Após alguns prazerosos minutos naquele beijo quente e envolvente, Harry parece finalmente cair em si e se afasta depressa do poderoso agarre de Tom.
- Você precisa tomar a poção! – diz preocupado, aproveitando para tomar um pouco de fôlego.
- Não, eu já estou bem...
Mas era inútil, Harry já alcançava o pequeno frasco na mesinha e o entregava ao Lord.
- Estou ótimo, não preciso disso...
- Tom!
- Mas é verdade, eu... – ao ver o olhar do Gryffindor, Tom se cala e resolve tomar aquela "coisa inútil e terrivelmente amarga" logo. Constatando que realmente era eficiente, pois o pequeno desconforto muscular que ainda tinha na região do ombro sumira rapidamente, junto com qualquer outro sinal de dor, trazendo-o de volta a ativa com força total.
- Viu? Não doeu nada... – Harry sorri com burla, imitando as palavras do Lord.
- Essas poções são horríveis!
- Mas eficazes! E é isso que importa – coloca o frasco de volta no lugar – Daqui doze horas te darei a outra dose para manter a cura...
Mas antes que Harry pudesse continuar, Tom já o puxava pela cintura, aprisionando-o em seus braços.
- Prefiro outro tipo de cura... – sorri com malicia, brindando o Gryffindor com aqueles maravilhosos olhos vermelhos, cheios de luxuria e desejo.
Harry cora inevitavelmente, mas sorri, aproximando seus lábios dos convidativos lábios do Lord, beijando-o com paixão.
Submetendo o Gryffindor a um beijo cada vez mais intenso, Tom percorria a alva cintura com suas mãos impacientes, irritando-se com as inoportunas roupas que tanto o atrapalhavam. Já Harry ainda encontrava-se um pouco tímido, mas deixava-se levar da mesma forma, adorando poder tocar aquele maravilhoso homem da forma que tanto desejara.
O jovem mago sentia uma sensação nova, como se fosse sua primeira vez. Pois podia deslizar seus finos e delicados dedos pela pele do Lord, percorrendo aquele corpo másculo e bem trabalhado, com um certo tremor ainda. Mas não existia mais culpa, martírio, ou qualquer outro pensamento inútil.
- Ahhh... – um gemido repleto de desejo escapa dos belos lábios do menino, mas este não se reprime e pelo contrário, deixa-se levar pelos toques quentes e sensuais que o mais velho distribuía por todo o seu corpo.
Tom estava adorando aquele "novo" Harry que se entregava sem medo e com pura paixão. Que o tocava e beijava da mesma forma intensa, seguindo seu ritmo com perfeição. Explorando cada parte do seu corpo com curiosidade e excitando-o cada vez mais.
Sem medo.
Sem preocupação.
Sem tormentos.
Apenas Desejo...
Apenas Amor...
- Tom... Ah... – Harry murmura, ao ver-se livre para tomar um pouco de ar – Você não pode... Ah... – geme, ao sentir a língua do Lord num ponto sensível de seu pescoço -...Se esforçar desse jeito! Seu ferimento vai...
- Estou ótimo, pequeno – sorri com malicia, virando-o repentinamente na cama para poder ficar por cima daquele lindo e convidativo corpo. Sendo, é claro, uma bela forma de mostrar que estava certo.
- Mas...
Harry não tem tempo de replicar, pois o Lord já voltava a invadir seus lábios. Percorrendo, com as mãos ávidas, aquele belo corpo adolescente que ainda estava escondido pelas roupas. Por pouco tempo, é claro...
Sem muita paciência, Tom se desfaz das vestes que Harry usava, jogando todas no chão do quarto. Com movimentos rápidos e precisos em poucos instantes o Lord pôde contemplar seu pequeno Gryffindor como veio ao mundo.
- Pára de me olhar assim... – Harry murmura, sentindo as bochechas ficarem irremediavelmente vermelhas. E aquela era uma das coisas que mais encantava o Lord, pois para o Gryffindor toda vez era como se fosse a primeira. Sempre mantinha aquele ar de doçura e inocência que já eram marcas de sua personalidade.
Mas, mesmo com as bochechas coradas, Harry passa a desabotoar a incomoda túnica de Tom, arrancando um sorriso cheio de desejo e malicia por parte deste.
Os dedos do menor lutavam com os botões da bela roupa, mas se continuasse daquele jeito o mais velho acabaria por perder a paciência e o possuiria de uma vez só. Então para evitar tal falta de romantismo, Tom ajuda o pequeno mago e se desfaz rapidamente de suas próprias vestes.
- Nossa... – Harry não consegue evitar soltar tal comentário, o que obviamente enalteceria o ego do Lord, se este não estivesse concentrado de mais contemplando o Gryffindor embaixo de si.
Os dois pareciam hipnotizados.
Estudavam-se mutuamente.
Tom observava como corpo do jovem era adorável e emanava, ao mesmo tempo, inocência e sensualidade. Harry era definitivamente perfeito. Esguio, cintura fina, musculatura delicada e pouco desenvolvida, pernas torneadas, pele macia, cabelos sensualmente revoltos, lábios rosados e chamativos, mas o que sempre chamara a atenção de todos estava ali, voltados à ele. Os brilhantes olhos verdes do "menino-que-sobreviveu" encaravam o Lord das Trevas nublados de desejo. Um desejo arrebatador por aquele homem que tanto o inundava de prazer.
Inconscientemente, Harry analisava o mais velho da mesma forma, perguntando-se como poderia existir tamanha perfeição. Se alguma vez Tom Riddle quisera se igualar a um deus, Harry pensava que não era preciso, pois estava claro que já era um. As costas largas e sensuais, o porte atlético, seus músculos varonis e bem marcados - sem nenhum exagero, apenas pura e viva perfeição – as pernas firmes, a tez suave, o cabelo alinhado com uma mecha caindo na frente do rosto dando um ar puramente sensual, e é claro, aquele olhos... Vermelhos... Intensos... Que pareciam decifrá-lo por dentro.
Ignorando o impulso de permanecer ali para o resto da vida, contemplando a imagem perfeita do Lord, Harry passa suas pernas em volta da cintura dele, seguindo seus mais profundos desejos.
- Ahhh... – outro gemido rouco escapa dos lábios de Harry, ao sentir o membro do Lord roçar-lhe intimamente.
E aquilo parece ser de mais para Tom. As pernas do Gryffindor envolta de si, o gemido rouco, sentir seu membro roçar naquele ansiado local, faz o Lord impulsionar o quadril para frente, provocando o pequeno corpo e fazendo seu próprio desejo crescer cada vez mais.
- Ahhh... Tom... - Harry geme com desejo, entrecerrando os olhos.
Diante de tal cena, Tom pousa dois dedos na boca do Gryffindor e observa, extasiado, como este os chupava com vontade. Lambuzando-os por vários minutos com sua cálida e convidativa língua.
Com um olhar cheio de desejo, o Slytherin guia um dedo até o interior de Harry e o penetra lentamente, sentindo seu próprio corpo tremer pela antecipada cobiça de possuir logo aquele estreito lugar.
Harry geme, sentindo um pouco desconfortável esse toque em seu interior, mas logo aquele longo dedo passava a fazer movimentos circulares, num ritmo lento e profundo, para depois entrar e sair num vai e vem ritmado e excitante. Enquanto o Lord tomava seus lábios da mesma forma quente e sensual.
Após mais alguns movimentos, Tom introduz o segundo dedo, vendo como a resistência do orifício diminuía pouco a pouco. Sem deixar de beijá-lo, passa a mover os dedos, um pouco mais rápido, procurando ir mais fundo até encontrar...
- Ahhhhh!... Tom!... Aí! – Harry geme por entre o beijo.
Sim.
Definitivamente havia encontrado sua próstata.
É o que o mais velho constata com um sorriso malicioso nos lábios, concentrando os movimentos naquele ponto exato. E após alguns instantes, temendo que o Gryffindor não conseguisse se conter e porque ele próprio já não estava agüentando tamanho desejo, Tom retira os dedos subitamente. Ganhando um gemido frustrado por parte daqueles lindos lábios.
Mas logo o Lord substitui seus dedos por algo bem maior e penetra o menino com cuidado, lentamente, desfrutando da delirante sensação de ser engolido pouco a pouco por aquele delicioso lugar.
- Ahh... - um pequeno gemido de dor escapa dos lábios de Harry, que passa os braços em volta do pescoço do Lord, beijando-o pausadamente para esquecer aquele crescente incomodo.
Tom, por sua vez, concentra-se em beijá-lo e acariciar cada milímetro do suave corpo. Percorrendo com seus dedos longos as pernas torneadas e macias do menino. Tocando-o com pura doçura e sensualidade para que esquecesse da dor.
- Ahhhhh!... – agora é a vez do Lord gemer, com a voz rouca, sentindo-se completamente tragado pelo Gryffindor. Mas mesmo assim, mantinha-se parado até ele se acostumar, apenas fazendo lentos movimentos com o quadril.
Após alguns necessários minutos para respirar, Harry sorri com carinho e encarando o mais velho, diz:
- Ah... Tudo bem...
Tom concorda com a cabeça e corresponde ao sorriso. Beijando-o apaixonadamente, enquanto começava o lento, mas profundo movimento de vai e vem.
- Ahhhhh...
Aquela sensação era totalmente nova para os dois. Como se estivessem fazendo algo mais que sexo. Unindo-se de várias formas.
E de fato estavam.
A cada investida a aura de Tom envolvia o corpo de Harry com suavidade e calor, transmitindo todo desejo e emoção que lhe percorria naquele instante. Da mesma forma, a aura do Gryffindor desprendia-se do seu corpo, indo ao encontro do Lord e o envolvendo com toda a entrega e doçura que Harry oferecia.
A magia dos dois deixava seus corpos e se integravam de uma forma única. Tal poder podia ser visto a olho nu. E era impressionante, tanto que a sutil cicatriz que ficara no ombro do Lord no lugar do ferimento, sumira inexplicavelmente, deixando sua pele perfeita como antes.
Cada toque de Tom.
Cada beijo que Harry dava.
Cada investida.
Cada gemido.
Cada pequeno contato dos dois fazia suas magias se entrelaçarem numa dança hipnotizante e sensual.
As mãos do Lord mantinham-se firmes na cintura de Harry, investindo contra o delicioso corpo com força e desejo, e este respondia com total entrega, gemendo alto de prazer. Sentia como o Tom tocava aquele lugar preciso em seu interior, levando-o a beira da loucura.
- Ahhhhhh... Tom!... - Harry joga a cabeça para trás, cerrando os olhos com força ao aproximar-se da arrebatadora sensação do orgasmo.
E o Lord deixa escapar um gemido rouco, sentindo-se deliciosamente esmagado pelas estreitas paredes do Gryffindor que se contraiam devido ao prazer.
No mesmo instante, sem conter os gemidos, os dois chegam ao clímax. Harry no abdômen do Lord e este em seu interior.
- Ahhhhhhhhh...
Perfeito.
Único.
Arrebatador.
Um prazer que nunca sentiram em suas vidas...
Após alguns segundos, Tom sai com cuidado de dentro do menino e deixa-se cair ao lado dele na cama, com a respiração ainda um pouco agitada. Mas com um sorriso radiante no rosto. Pensando que este, sem duvida, fora o melhor sexo de toda sua vida.
Não.
Não foi apenas sexo.
Com Harry isso era diferente... Tudo era diferente...
- Está sentindo alguma coisa? – o Gryffindor encarava-o com preocupação.
- Sim...
- Oh, Merlin! Eu disse para não fazermos isso! Seu ferimento deve...
Mas antes que Harry continuasse o discurso, Tom puxa-o para um exigente beijo. Explorando aquela cálida boca com sua língua e, é claro, sendo correspondido da mesma forma.
- Sinto que ser atingido pelo velhote foi a melhor coisa que já me aconteceu... – diz com um sorriso no rosto, ao separar-se do Gryffindor e encará-lo nos olhos.
-Não diga uma bobagem dessas!
- Mas é verdade... – trás o lindo menino para deitar nos seus braços -...Só assim um certo Gryffindor cabeça dura deu o braço a torcer.
- Hum! Você não tem jeito mesmo... – Harry sorri, se aninhando contra aquele caloroso corpo que o abraçava protetoramente.
Parecia que os dois tinham tirado um enorme peso das costas.
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Naquele momento, desde o vão da porta, Nagini observava os dois teimosos finalmente se entenderem. E um grande alívio também percorria seu corpo, afinal a felicidade do seu amo e de seu filhote era o que importava para a bela serpente.
- Esses dois não têm jeito mesmo...
Quem presenciasse a cena poderia jurar ver um sorriso cálido em sua face, se as serpentes sorrissem, é claro.
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Continua...
Próximo Capítulo: Harry, não faça isso, deixe de ser bobo... - suspira, mas por dentro sorria divertido com a atitude do Gryffindor.
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N/A: Olá, everybody! – sorri feliz da vida – Como é bom vê-los de novo! Nha... Peço mil desculpas pelo atraso! T.T ...Era para este capitulo ser postado final de semana passado, mas com a volta às aulas minha vida ficou de cabeça para baixo... x.x ...Dá para acreditar que tive aula no sábado? – olhar indignado – Maldita grade curricular!
Mas vamos ao capítulo... Caraca! Ficou "um pouquinho" grande... Er... Desculpem... T.T ...Mas... Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia! xD ...O Gryffindor mais teimoso de todos os tempos se rendeu aos encantos do Lord! Bom, antes tarde do que nunca, eu já estava quase me conformando em torturá-lo até o final da fic... (o que não seria nada ruim... – sorrisinho sádico – heheh... xD).
Nhai pelo visto na reta final nem tudo serão flores xD Será que eles vão conseguir? Oh, o que o futuro prepara para Tom Riddle e Harry Potter? Não percam essa turminha do barulho aprontando altas curtições! – voz do narrador da sessão da tarde – ignorando meus momentos problemático (xD) não percam!
Espero que tenham gostado desse capítulo! – sorriso esperançoso no rosto – Por favor, mandem Reviews!! E prometo que dessa vez o próximo cap. virá mais rápido! – olhinhos brilhando.
Qualquer comentário, críticas, elogios ou sugestões...
São sempre bem vindos!
Meus agradecimentos super especiais à:
amdlara (Nhai Harry esperando um bebê? – momento suspense – Oh, quem sabe... Gostaria que fosse assim? Nhai no egiptólogo tudo pode acontecer xD Nhai fico feliz que tenha gostado do Cap. Muito obrigada pela review! AMEI!)
Laura (Desculpe! Acho que quase te matei de ansiedade né? T.T ah, mas ta aí um novo cap. grandão! Espero que goste! – sorrindo – Hehe tadinho do Harry, acho que agora ele aprendeu que não vive sem aquele Lord maravilhoso xD ...Muito obrigada pela review! Mesmo, mesmo!)
St. Luana (Kya! –olhinhos brilhando intensamente – Muito obrigada pela review! Nhai espero que goste desse cap! Nossa querida Nagini fez uma boa aparição – sorrindo – e o lemon dos dois foi daquele jeitinho... hehe... por isso não coloquei antes, achei que ficaria melhor nesse cap. Nhai espero que goste! – emocionada – Obrigada! Mesmo, mesmo! ADOREI de mais o comentário! MUITO, MUITO, MUITO! – super feliz.)
Pri Malfoy Potter (Heheh... – assobiando – Ok, eu confesso! Torturar o Harry é um dos meus esportes preferidos xD ...Nhai mas agora ele sofreu menos, viu? Er.. eu acho xD Bom! O importante é que o menino viu que não pode viver sem o Lord! Nhai mas... no final tudo pode acontecer... – tambores ao fundo – Espero que goste do cap! Nhai Muito obrigada pela review! – sorrindo, super feliz).
AnaBella Black's (Nha! – sorrindo animada – que bom que gostou! Pode deixar que vou tentar fazer o melhor possível com a Bella... Nesse cap. ela também teve uma boa participação xD lutando com o Sirius principalmente, quando comecei a fazer a confusão no Beco Diagonal, não pude deixar de colocar ela o primo se enfrentando.. pelo menos um pouquinho xD Nhai que bom mesmo que você gostou! – olhinhos brilhando – Muito obrigada pela review! Amei muito, muito, muito!)
Giny Weasley Potter (Nhai obrigada pelo comentário! Espero que siga lendo e que goste desse cap. – sorrindo – conto com próximas reviews dizendo o que achou! Muito obrigada, beijinhos!)
Thais Cristina (Olá! Nhai fico muito feliz que você tenha gostado! – radiante – Obrigada mesmo! Espero que goste desse novo capítulo! Nhai, conto com sua review dizendo o que achou!... Muitos beijos!)
Muito obrigada de coração, everybody! – sorrindo super feliz – Vocês já sabem de cor e salteado, mas repito: suas reviews são minha inspiração! Obrigada mesmo!
Espero que gostem desse novo capítulo! E mandam suas Reviews! – olhinhos brilhando mais e mais - Estarei aguardando ansiosa!
Beijos...
Tassy-Riddle!
