Disclamair: Harry Potter não me pertence, essa fic é feita apenas para diversão, não estou ganhando nada com isso.

OBS: Se vocês acharem algum erro ortográfico por favor me avisem para que eu possa corrigir. Obrigada.

" Itálico com aspas " = comunicação telepática com as fênixes.

' itálico e sublinhado com apóstrofo' = leitura de algum livro/ grimório/ bilhete/ carta/ jornal.

Itálico com a palavra FLASHBACK = lembranças atuais ou outra linha do tempo

Somente itálico = sonho/ visão.

"Itálico em negrito com aspas" = língua de cobra.

CAP: 10 – Proteções, Protetores, Protetorados.

Rua dos Alfeneiros estava em polvorosa, mesmo quase uma semana depois da visita em massa da policia nas casas da região. Era inicio das férias de verão quando os moradores da pacata rua foram abordados pela New Scotland Yard. Os policiais fizeram várias perguntas desde quão tranqüila era a região até possíveis problemas que eles poderiam apontar para que eles, a policia, evitassem acontecer. É claro que todos falaram sobre o horrível menino Potter. Sobrinho dos respeitáveis senhor e senhora Dursley e que, pelo que todos sabiam, estudava em um centro de correção.

Tal não foi a surpresa quando foram informados pela policia que o jovem Potter não era um delinqüente. E que a policia estava verificando a área justamente para conferir a proteção do jovem Lord. Isso mesmo, o menino que por anos todos pensaram ser filho de marginais e que estava seguindo o caminho dos falecidos pais; era na verdade filho de um Lord e ultimo membro de uma importante casa nobre. Foi com maior espanto que descobriram que o menino estudava na verdade em um colégio interno de grande prestigio. Claro que devido a segurança do menino, os policias não poderiam informar o nome do local.

Foi então que os vizinhos dos Dursley's começaram a finalmente pensar e informar aos gentis funcionários do governo que, realmente, todos os problemas causados na região vinham do filho do casal da casa nº 4 na Rua dos Alfeneiros. Um menino gordo, horrivelmente mimado e cheio de vontades que assustava as crianças menores da região, chamado Duda. Os cidadãos de bem também relataram a aparente falta de atenção que o menino de cabelos negros tinha, assim como parecia que ele era o único a fazer as tarefas na casa.

Um profundo desgosto tomou conta de muitas pessoas, ao descobrir que o menino só ficara com a família de Lady Potter, pois o padrinho do menino estava impossibilitado de cuidar da criança, devido a ter sido seriamente ferido ao tentar defender a família Potter do terrorista que matou os pais do menino e quando ficou bom dos ferimentos foi convocado para a Guerra das Malvinas em 1982, sendo novamente ferido, passando muito tempo em coma e só recentemente recuperado das lesões.

Claro que essa parte era mentira, mas quem poderia dizer? Certamente não os "gentis" moradores daquela região, afinal, não era como se eles poderiam dizer para um policial que eles estavam mentindo.

Mas, era de consenso geral, que o pior foi enfrentar a ultima pergunta. Porque ninguém avisou o serviço social a forma como a criança era tratada?

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Petúnia e Valter Dursley estavam tremendo em suas bases. Durante anos eles haviam recebido uma generosa quantia para cuidar da aberração do seu sobrinho e agora, de alguma forma, o padrinho do menino surgira e colocou tudo de cabeça para baixo. Começando com virando a mente de todos os seus vizinhos contra eles. O casal no nº4 podia sentir os olhares que as pessoas davam a eles, quando saiam de casa. Até mesmo seu filho estava sofrendo com tudo isso. O serviço social havia sido chamado e agora seu filho tinha que ir ao psicólogo todos os dias durante suas férias e mesmo em Smeltings ele teria que ver o conselheiro da escola, como se ele fosse o louco da casa. Seu marido estava enfrentando uma audição no trabalho e todas as suas contas estavam sendo reviradas pelo governo.

Ela esfregou a esponja sobre o balcão, o cheiro dos produtos de limpeza subia pelo ambiente, ela esperava, em vão, limpar sua casa da sujeira que as aberrações do seu sobrinho e o padrinho dele deixaram para trás quando o homem veio ver qual eram exatamente as condições de vida do menino. A assistente social e um detetive da Scotland Yard estavam esperando-os na porta quando chegaram. O maldito menino mal agradecido havia contado que até os onze anos dormira no armário sob as escadas, mostrou as belas roupas velhas de Duda que ele havia recebido como se fossem lixo e mostrou a porção de comida, como se ele devia receber mais do que lhe davam. Depois levou as pessoas do governo até o quarto de reposição de Duda para lhe mostrar onde ele agora dormia, graças a sua generosidade é claro.

Mas aquelas pessoas deviam estar cegas, pois tiveram a audácia de lhes chamar de irresponsáveis e inadequados para criar uma criança, eles não viram o quão generosos eles foram em receber o indesejável em sua casa e o abrigar, alimentar e vestir. E daí que eles recebiam um subsídio de duas mil libras para cuidar do imprestável? Ele não merecia ser bem cuidado, ele deveria ter morrido com o imprestável do pai e a aberração da mãe, sua irmã. Ela esbarrou em um copo que estava em um canto do balcão e o mesmo caiu no chão, estilhaçando. Ouviu Marge entrar em casa falando com Duda e reprimiu um grunhido. Por fim suspirou aliviada. Pelo menos agora eles estavam livres da aberração, o padrinho do menino o levara para sempre e nunca mais ele voltaria.

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Ela olhou para os livros que tirou de dentro dos malões que havia tirado do porão. Sua avó Cedrella, de acordo com uma carta dentro de um dos malões, guardou consigo vários livros de natureza mais delicada, da extensa biblioteca de sua família, antes de fugir, grávida, de casa para casar com seu avô. Além de algumas jóias e investimentos feitos em segredo quando descobriu que estava esperando um filho do seu "amante secreto". Gina se perguntou se sua família sabia disso, mas resolveu falar com o homem somente após o jantar, agora ela tinha que ajudar Rony com oclumência, Harry achava que trabalhar na meditação e tentar trabalhar o máximo possível em cima das lembranças iria ajudar o ruivo com seu problema de TDAH.

-Ron? -ela perguntou batendo na porta do quarto do irmão. –Você está pronto? -perguntou entrando no quarto.

-Você tem certeza de que vai funcionar? -ele perguntou inseguro.

-Piorar é que não vai. –ela deu de ombros.

Quando Harry descobrira que Rony tinha déficit de atenção, ele lhe mandara uma carta informando do problema do ruivo e lhe pediu para continuar com as aulas de oclumência que ele havia começado na escola com o ruivo. Seu futuro namorado também tinha Dean Thomas começando a ensinar Rony como desenhar, o que ia ajudar bastante a ilustrar o que ele lia nos livros. Ela observou enquanto seu irmão sentou-se relaxado no chão do quarto com as costas apoiadas na cama e lentamente acalmou sua respiração. Foi um consenso entre Harry e Gina de que eles iriam pelos caminhos mais longos e calmos da magia mental com o irmão dela, devido a alta possibilidade dele desistir se algo não saísse como o planejado durante as aulas.

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Isobel olhou para o grande caldeirão com uma poção de cor verde musgo borbulhando furiosamente, faíscas como pequenos fogos de artifício saltavam de cada bolha estourada. Finalmente sua poção estava terminada depois de onze meses, dez dias e nove horas. Aquela receita estava em sua família por gerações e devido sua complexidade e ingredientes raros combinados com feitiços em língua de cobra, a fazia especialmente cara, o que permitiu sua família acumular uma razoável fortuna. Grande parte daquele caldeirão seria destinado a um pedido especial, ela pegou a bandeja com vários frascos e cuidadosamente os encheu com a poção. Ao seu lado direito, sua mãe a ajudava olhando seu bebê e ao seu lado esquerdo, seu pai lacrava os frascos e os enviava aos destinatários dos pedidos.

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Harry olhou através da janela do escritório em sua suíte para o grande jardim do Protetorado Lily Rosalie e suspirou satisfeito, o grande castelo que estavam era no meio do Distrito da Floresta de Dean em Huntley, escondido pelas arvores e por uma generosa quantidade de feitiços protetores e o feitiço Fidelius, como todas as suas outras propriedades. Depois que seu primo Charlie, pai de Olívia e Mark que descobriram também ser considerado um aborto como os pais dele, assumiu como responsável temporário pela papelada e os documentos pela legalização andou mais rápido, sendo finalizado quando Sirius foi inocentado e assumiu como primeiro diretor do local. O ministério havia disponibilizado um grande livro com o nome e endereço de cada criança bruxa, havia mais dois livros iguais, um no ministério e um em Hogwarts. As atualizações eram feitas quando a criança fazia sua primeira magia acidental. E até agora eles haviam retirado trinta crianças de orfanatos trouxas, cinco delas inclusive já cursando Hogwarts, e quinze outras de famílias abusivas.

Um sorriso saudoso surgiu quando ele viu duas das meninas, as gêmeas Ania e Alice de seis anos, brincando no jardim com uma Sofie de quatro anos, sob o olhar atento de duas das elfas-domésticas da família Potter. Ele havia conseguido retirar a menina do orfanato antes que ela fosse adotada pelo casal Velasques. Ele correu os olhos pelas outras crianças que começavam a sair para brincar no jardim sob a supervisão de alguns outros elfos domésticos. Muitos deles demoraram a acreditar que eram bruxos e bruxas, mas aos poucos foram aceitando seus poderes. Harry havia entrado em contato com tantos abortos quanto possível, alguns haviam conseguido superar, tanto quanto fosse possível, o sentimento de rejeição por parte de suas famílias e agora muitos trabalhavam no Protetorado como psicólogos e enfermeiras.

Seus tutores também haviam ajudado, indicando outros amigos em suas áreas de trabalho, afinal o lugar também funcionaria como uma escola pré-Hogwarts. Ele viu que todos os possíveis candidatos as vagas de professores foram aprovados pelos tutores e por Rasmuri. O duende realmente levava o titulo de protetor bastante à sério, o jovem bruxo pensou com uma risada. Ele viu a grade escolar que estava organizando, tomando cuidado para não exigir muito deles, mas então ele lembrou-se da sua encomenda para Isobel. A poção de aprendizagem já devia estar pronta e no caminho de ser entregue para ele. A complexa poção iria aumentar a capacidade de absorver informações, dar uma melhor compreensão e fixa-la permanentemente como uma memória fotográfica. Aquilo seria realmente bom, pois todos, incluindo ele, iriam ter as mesmas aulas que as crianças trouxas da sua idade estavam tendo, para o caso de algum deles querer fazer uma faculdade que não existia no mundo mágico, o que era uma infinidade de opções, levando em conta como o mundo trouxa Inglês avançou em relação ao bruxo.

Durante as férias todos iriam relaxar, mas ainda teriam aulas opcionais como: Danças, musica, artes plásticas, teatro, diferentes tipos de esportes, jardinagem, etc. Ele queria ter e dar todas as oportunidades que nenhum deles tiveram na primeira linha do tempo da vida de Harry. O som de gritos no jardim o fez tirar os olhos da lista em sua mão e olhar novamente pela janela. Sirius tinha chegado e como sempre estava correndo em sua forma animago atrás das crianças e lambendo quem ele derrubasse no chão. O ex-maroto havia amado ter tantos aprendizes de encrenqueiros.

-Entre. –ele disse quando ouviu batidas na porta que dava para o ultimo dos andares da biblioteca principal do castelo. –Olá Kami.

-Olá, mestre Harry. –uma pequena elfa-doméstica disse, torcendo o vestido verde pálido que usava como uniforme. –Duende Protetor Rasmuri acabou de chegar pelo fogo e espera mestre Harry na entrada.

-Traga-o aqui Kami, por favor. –o moreno pediu levantando-se da cadeira.

Era hora de ele mostrar a Rasmuri as memórias e contar toda a verdade para o protetor das suas contas.

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Gina olhou para seu pai atentamente. O homem estava estupefato com os papéis a sua frente e pela forma como seus olhos corriam uma e outra vez pelas mesmas folhas, ela podia dizer que ele não acreditava no que estava lendo. Rasmuri havia enviado os documentos atualizados no fim daquela tarde depois que ele teve uma conversa com Harry. A ruiva sabia que o duende agora sabia de toda a verdade e estaria levando as memórias para o alto conselho da nação duende.

-Como você conseguiu isso? -ela ouviu seu pai perguntar.

-Rasmuri, o diretor chefe do Departamento de Contas e Heranças mandou. –ela disse encolhendo os ombros. –Na carta dizia que o pacote devia ser mandado no meu aniversário de sete anos, e que ele estava verificando porque não foi feito na época. –e completou. -Eu achei que o senhor devia saber que os cofres foram liberados. –ele acenou debilmente com a cabeça e colocou os papeis sobre a mesa e passou as mãos pelos cabelos ralos.

A ruiva suspirou cansada e saiu silenciosamente do galpão do seu pai, sendo recebida por uma brisa fresca, aquela noite estava especialmente quente, fazendo-a lembrar dos fins de tarde no Egito. Ela passou as mãos pelos fios ruivos e os prendeu em um coque usando a varinha de sua avó para prender no alto da cabeça. Ela olhou para o braço nu reprimiu um sorriso, ninguém poderia ver, tocar ou detectar seu coldre de varinha e sua varinha personalizada. Malika havia providenciado que ela fosse "avaliada" por uma Mestra Medjai, os Medjai eram os bruxos mais antigos que se tinham noticias e mestres na produção de varinhas raras. Harry e Neville também tinham varinhas Medjai's como segunda varinha, também escondidas por coldres especiais.

Ela entrou na casa e viu sua mãe começando a tricotar os suéteres que ela lhes daria para o natal. Olhou em volta certificando-se que ninguém a olhava e tirou um frasco de poção de restauração mental do bolso da bermuda, a receita especialmente "escura" que Luna pegou na biblioteca da família Lovegood era uma versão mais branda da que foi usada no casal Longbottom, colocou a poção no copo e encheu com suco gelado e levou até sua mãe. Gina forçou um sorriso para a mulher sentando-se no sofá e abrindo um dos livros de Feitiços Antigos que tirou de um dos malões do porão. Quando ela e Gui chegaram do Egito, confirmaram com alguns feitiços discretos que sua família, em especial sua mãe, estavam sendo afetados por feitiços de compulsão e outros tantos feitiços mentais. Foi difícil começar a deslizar as poções nos sucos da família, como os elfos-domésticos que Harry dera de presente para sua mãe, achavam que não devia colocar nada nos sucos, foi depois de muita conversa que ela e Gui convenceram os dois seres pequenos que era para o próprio bem da família.

Fazia uma semana que as poções estavam sendo administradas e a atmosfera do lar Weasley já era muito mais branda e a matriarca da família era muito menos histérica. Em dois dias a mulher ia começar a usar os vales que ganhara, durante todo o fim de semana Molly e Arthur Weasley iam passar em um SPA mágico nas Bahamas e de lá seguiriam para um cruzeiro mágico pelo Caribe, América do Sul, subindo novamente passando pela África, Ilhas Gregas, litoral espanhol com duas noites em Ibiza e Majorca, litoral italiano e voltando para Inglaterra de onde seguiriam para encontrar os filhos na Copa Mundial de Quadribol.

Gui e Carlinhos seriam os responsáveis pelos irmãos mais novos, mas devido os gêmeos terem perdido a aposta com Harry e agora terem que ter novos assuntos e estariam muito ocupados entre fabricar os próprios produtos e estudar com afinco para recuperar o tempo perdido. Percy agora trabalhava para o ministério e era um pouco menos cabeçudo com o cargo que ocupava, Rony estava ocupado relendo os livros do primeiro e segundo ano, já que com a oclumência melhorando sua concentração e os desenhos que ela ou ele mesmo faziam para ilustrar as informações dos livros, estava melhorando rapidamente em seu aprendizado, até mesmo começando a fazer suas tarefas. Malika vinha quase todos os dias para ajudá-la com as lições de controle da magia caótica. Passou a página e ofegou com o gráfico desenhado na página, olhando para a página ao lado ela viu um raio, a runa SIGEL, desenhado no topo da página com a descrição da chamada: 'PROTEÇÃO SIGELA PROTEÇÃO FINAL. '

-Mãe, eu estou com dor de cabeça, vou deitar mais cedo. –ela disse fechando o livro e dando um beijo na testa da mulher.

-Você quer uma poção querida? -a mulher perguntou.

-Não obrigada. –agradeceu, apertando o livro fortemente entre os dedos. –Acho que eu só estudei demais hoje. –completou. –Boa noite.

-Boa noite, querida.

Gina subiu as escadas o mais rápido e discreta que conseguiu, seu coração batia descontroladamente em seu peito. Ela tinha, em suas mãos, o ritual que Lily Potter fez para proteger Harry. Ela precisava avisa-lo com urgência.

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Alvo Dumbledore virou mais um frasco com poção para dor de cabeça, era o terceiro somente naquela semana. Alguém havia comprado tantas ações quanto possível no Profeta Diário e estava transformando o jornal completamente. As noticias antes facilmente exageradas ao ponto da difamação e mentiras maquiadas para suavizar a opinião publica eram publicadas praticamente sem controle, mas agora o novo sócio majoritário estava ditando novas regras, com direito a edições especiais quase que duas vezes ao dia, tamanho era o fluxo de novas informações que chegava e antes eram facilmente barradas.

Passou as mãos pelo rosto cansado. A mais nova edição especial estava anunciando a venda, por correio coruja, de compêndios sobre diversos assuntos, desde avanços dos trouxas em educação, medicina e tecnologia, avanços bruxos em outros países até compêndios sobre famílias bruxas novas e antigas com suas realizações e escândalos. A nova edição também anunciava que Gringotes estaria começando a oferecer teste de linhagem aos bruxos nascidos- trouxas, com uma taxa reduzida no próximo mês, devido ao fato de que alguns bruxos teoricamente sem família bruxa foram identificados como sendo filhos ou de alguma forma parentes de abortos de antigas famílias. A informação não seria divulgada para ninguém salvo as pessoas que queriam tornar o assunto público.

O velho bruxo olhou para o poleiro da sua fênix. Fawkes havia voltado, mas algo parecia estranho com seu familiar. A ave não respondia telepaticamente suas conversas e nem tentava falar com ele da mesma forma, atendo-se apenas aos trinados comuns a todas as outras pessoas, era quase como se ele tivesse feito algo que irritou seu familiar. Ele pegou mais uma carta que ele escrevera para Sirius Black, sobre os arranjos da tutela de Harry e caminhou até a fênix. Fawkes apenas lhe deu um olhar e lhe virou as costas. Suspirando exasperado ele saiu da diretoria em direção o corujal.

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Hermione olhou-se no espelho novamente da penteadeira. Desde que chegara da escola ela teve muito sobre o que pensar. Chegando finalmente a conclusão que ela apenas confundiu as intenções do seu amigo devido a uma paixonite que ela teve por ele, ou melhor, pelo menino-que-sobreviveu. Ela conversara com sua mãe e a mulher chegou a mesma conclusão, foi apenas uma confusão comum na transição da fase infantil para a adulta, não ajudou em nada que ela estava passando por uma grande mudança hormonal causada pela seu primeiro ano de menstruação e seu humor estava oscilando como ondas no mar. Sem falar que Harry havia ficado realmente mais bonito durante as ultimas férias e ficara quase tão alto quanto Rony, só que com músculo bem mais definidos.

Ela pegou a edição especial do jornal bruxo e começou a fazer uma lista dos livros que ela iria querer. Havia muito o que recuperar nos estudos, ela ficara no topo da turma como sempre é claro mas foi por uma margem preocupante que ela não perdeu seu lugar para Harry. E o pior era que ele nem ao menos estava se esforçando para ser o melhor, sempre que ela o via ele estava estudando algo completamente diferente do assunto passado pelos professores. Mas verdade seja dita, muitas vezes ela foi dormir e ele continuou na Sala Comunal rodeado de livros grossos em idiomas que ela desconhecia, aparentemente ele estava se focando muito na parte de aprender tantos idiomas quanto fosse possível no menor espaço de tempo. Mastigou a ponta da caneta trouxa, ela precisava saber o que seus pais achavam sobre ela pedir pela tutoria da professora Alessi de idiomas, afinal seus pais eram adultos e saberiam o melhor caminho a seguir, sempre.

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Frank e Alice Longbottom observavam com carinho enquanto seu filho cuidava das novas mudas de plantas que ganhara de um amigo, o filho deles continuava a falar sobre cada planta que estava na estufa. Fazia algum tempo desde que ambos os ex-aurores saíram do hospital, mas só recentemente estavam totalmente recuperados para andarem mais de cem metros sozinhos sem se cansarem muito, haviam dois elfos-domésticos e uma médica, emprestados pelo tal amigo de Neville, que passavam o dia ao lado deles.

Contudo, ambos os pequenos seres e a mulher tinham ordens expressas de os fazerem executar algo que os trouxas chamavam de fisioterapia, além de tomar conta dos horários das poções e alimentação. A médica em questão era filha de um casal de abortos que se especializara na tal área de fisioterapia, que era basicamente trabalhar o corpo deles por meios de movimentos suaves até que eles se recuperassem totalmente. Augusta Longbottom não deu muito crédito para a mulher, mas Neville bateu o pé e enfrentou-a, dizendo que ele e seu amigo haviam achado quem curasse Frank e Alice, portanto, ele teria mais direito em dar uma opinião do que ela, alguém que não tirava os olhos do passado e não via o presente, segundo as palavras do menino. Desse dia em diante Augusta reservou-se a ficar observando o progresso dos dois de longe. Vez ou outra Frank e Alice a ouvia murmurar algo, mas não conseguia pegar exatamente qual eram as palavras.

Os pais de Neville também tinham vários outros médicos, parentes de abortos, que vinham cuidar deles. Os cuidados iam de Fonoaudiologia, para recuperar a dicção perdida pelo tempo sem falar, até tutores em História da Magia para os atualizarem sobre o que aconteceu enquanto estavam em estado vegetativo. Eles insistiram em conhecer o amigo do seu filho que fizera e continuava fazendo tanto por eles, mas Neville continuava dizendo que ainda não podia, devido eles precisarem se recuperar e seu amigo agora estar ocupado em gerenciar os negócios da família. Ambos os bruxos sorriram ao mesmo tempo quando o menino se aproximou a passos largos, segurando nas mãos a pequena muda do ingrediente mais raro de conseguir para a poção que estava ajudando-os com os espasmos musculares.

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Era mais de meia-noite quando Harry voltou para o Protetorado via floo. Foi mais de quatro horas sendo interrogado pelo alto conselho da nação duende. Eles queriam saber tudo o que aconteceu e como aconteceu, o real motivo dele ter voltado no tempo e porque somente agora ele revelou ter conhecimento do futuro. Definir o encontro como difícil seria um eufemismo para a reunião. Por mais que ele estava em bons olhos para os duendes, eles ainda o olhavam com desconfiança e foi realmente complicado convence-los de que foi o próprio alto conselho que lhe deu instruções para não contar de imediato.

Somente depois que um dos conselheiros sugeriu um juramento bruxo sobre a magia e vida, foi que os duendes se convenceram das suas palavras. Daí pra frente as negociações começaram a evoluir, não ao ponto de serem aprovadas, mas pelo menos eles ouviram os relatos e viram as memórias sobre o destino dos duendes durante a guerra. Ele estava satisfeito com o primeiro passo ter sido dado e ter finalmente divido as informações com os seres que ele chegou a considerar mais do que o próprio povo bruxo. Principalmente por Rasmuri e Durkrosk fazerem parte do alto conselho.

Subiu as escadas esperando que um banho e uma noite bem dormida fariam seu cansaço sumir. Chegando em seu quarto ele passou direto para o banho. A água fria acalmou o calor que sentia e realmente o ajudou a relaxar, saiu tempos depois com uma toalha enrolada na cintura e outra na mão enxugando o cabelo. Um assobio apreciativo o assustou, fazendo-o pular em seus pés.

-Céus, Gina! -ele exclamou vendo a ruiva rir em cima da sua cama. –Você quase me matou!

-Sinto muito, Harry. –ela disse, mas o sorriso em seu rosto dizia claramente que ela não sentia. –Achei melhor avisar que eu estava no quarto, afinal você passou direto por mim uma vez. –completou abanando a mão de lado.

-Oh... Sinto muito. –ele disse indo pegar algo para vestir no closet. –A reunião em Gringotes foi massacrante. –explicou voltando usando somente a calça do pijama de seda verde escura, ele sentou-se na cama passando a mão na parte de trás do pescoço.

-Algum sucesso? -ela perguntou sentando-se atrás dele e começando a massagear o pescoço e ombros.

-Hum... Senti falta disso. –ele disse com um gemido. –O alto conselho me ouviu e viu as memórias.

-Isso é um começo não?! -ela comentou incerta, descendo os dedos pela linha da coluna desfazendo aos poucos os "nós" nos músculos tensos.

-Algum, sim. –ele murmurou sentindo os dedos dela deslizando sobre sua pele.

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Gina pressionou os dedos nos músculos ao fim da omoplata e ouviu Harry soltar um gemido entre o prazer e a dor. Ela concentrou-se na magia que Zaina lhe ensinou e segurou o ombro esquerdo puxando-o levemente em sua direção, enquanto sua mão direita brilhava levemente em tom azulado, pressionou mais um pouco os dedos no mesmo músculo, a ruiva podia sentir os músculos relaxando enquanto fazia pequenos círculos com as pontas dos dedos enquanto pressionava a pele do moreno.

Ela passou para o ombro direito fazendo os mesmos movimentos e usando a mesma magia, os gemidos de prazer do bruxo sentado a sua frente só a excitavam cada vez mais. Era maravilhoso dar prazer ao seu amado somente com uma massagem nada... Erótica. Subiu as mãos para o pescoço e trabalhou nos músculos superiores dos ombros, pescoço e na base da nuca. Descendo novamente as mãos tomando o cuidado de pressionar os polegares na linha da coluna, passando exatamente no centro de uma das suas tatuagens e a única nas costas.

A tatuagem que era centralizada nas costas era um falcão com as asas totalmente abertas, com as pontas para cima, no topo da cabeça havia um circulo representando o sol e em cada uma das garras segurava uma cruz de Ank. A caçula Weasley continuava descendo passando os polegares pela linha da coluna fazendo pressão e girando os dedos em pequenos círculos até a base da coluna, onde ela espalmou as mãos e as subiu e desceu por toda a extensão das costas dele. Ela continuou com a massagem por algum tempo até que Harry segurou suas mãos quando estavam em seus ombros e virou-se para ela.

-Por mais que eu ame suas massagens e lhe agradeço pela de hoje. –ele começou. –Eu não acho que você veio aqui nessa hora para apenas me fazer relaxar. –completou com um sorriso cansado.

-Não, mas acho que assunto pode esperar. –ela disse soltando as mãos das dele e tocou o rosto dele entre elas, usando os dedos indicadores e central para massagear as têmporas dele.

-Gina. –ele suspirou segurando suas mãos novamente.

-Eu achei o feitiço. –ela sussurrou olhando o local onde a cicatriz esteve antes.

-Que feitiço? -ele perguntou franzindo a testa, ela ficou calada os olhos fixos no lado direito da testa, ele soltou suas mãos em choque e levou os dedos sobre o local. –Você quer dizer...

-O que sua mãe usou para lhe proteger. –ela colocou os pensamentos dele em palavras enquanto deslizava a ponta dos dedos desenhando novamente o raio no local onde antes tinha a cicatriz. –Podemos falar sobre isso depois. –ela ofereceu. –Eu não acho que você esta descansado o suficiente para essa conversa.

-Sim... Depois. –ele balbuciou e deixou que ela o puxasse para deitar-se na cama.

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Dumbledore caiu em sua cadeira, totalmente confuso. Segundo Arabella Figg, Harry não havia estado nem um dia na casa de seus tios, mas as proteções continuavam no lugar. Ele não entendia como era possível, as proteções deveriam ter ruído sem a presença do menino no local. Ele voltou-se para sua grande estande de livros particulares e pegou um especifico sobre proteções de sangue. Ele precisava ver se havia alguma resposta para esse enigma.

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O dia amanheceu com uma chuva fina de verão. Harry sentiu um peso sobre seu estomago e sorriu ao sentir o cheiro característico do cabelo de Gina, rolando para o lado ele a abraçou. A ruiva aninhou-se melhor entre seus braços soltando um suspiro satisfeito e murmurou alguma coisa, antes de o afastar.

-Hei! -ele protestou.

-Tenho que voltar para casa. –ela disse saltando da sua cama. –Daqui a pouco minha mãe vai me chamar ou mandar um dos meninos, mais tarde eu volto com Malika. –completou e deu-lhe um beijo rápido nos lábios, sumindo logo em seguida com Luxor.

Jogou-se na cama e lamentou silenciosamente que ele ainda teria que esperar pelo menos mais três anos antes de fazer Ginevra sua esposa sem ganhar olhares de repulsa da maioria das pessoas. Mesmo que a idade de consentimento na Grã-Bretanha bruxa era de treze anos, as pessoas sempre estavam à procura de algo para espezinhar. Com um grunhido ele forçou-se a levantar da cama e foi tomar um banho frio para terminar de acordar. Naquele dia ele e as demais crianças do Protetorado iriam até a Londres trouxa para comprar roupas e ir a um parque de diversão, enquanto Sirius terminava com a papelada necessária para todos saírem de férias no Continente.

Harry havia providenciado que Dobby conseguisse mais alguns elfo-domésticos, para que os que já estavam servindo sua família não ficassem sobrecarregados com manter todas as casas da sua família e os cuidados com o Protetorado e as crianças aos seus cuidados. Algum tempo depois ele estava descendo as escadas em direção o salão de refeições, muitas das crianças e adolescentes já estavam no local tomando o café da manhã. Alguns elfos ajudavam as crianças menores a comerem seu alimentos sem se sujarem muito. Loly, uma das elfas mais velhas veio segurando algumas cartas nas mãos.

-Obrigado, Loly. –o moreno agradeceu. –Katerina Linsey, Jude Corbin e Mikaela Cox. –ele leu as cartas de Hogwarts que chegaram, as três meninas olharam pra ele. –Suas cartas de Hogwarts!

Elas saltaram de suas cadeiras e correram até ele. O moreno sorriu com a animação das meninas enquanto elas liam avidamente sua correspondência e mostravam as outras meninas e meninos que ainda não haviam recebido suas cartas. Ele lembrava-se bem da sensação de ter sua carta em mãos, mesmo que a dele precisou de um tempo à mais para ser entregue. Nos próximos dias ele ia levar todos até Beauxbatons; Sirius havia falado com Madame Máxime sobre a possibilidade de alguns alunos extras, se alguém do Protetorado quisesse ir.

Sirius chegou quase uma hora após o café da manhã, ele sorriu largamente quando quatro das crianças menores correram, ou pelo menos tentaram correr, ao seu encontro e tentaram escalar suas pernas. Harry e as crianças estavam no solário que no momento estava sendo usado como sala de desenho. Pegando uma das crianças embaixo de cada braço e tentando arrastar outras duas que estavam abraçadas as suas pernas, ele tentou chegar até Harry que ria da situação do seu padrinho.

-Siri, au-au, Siri! -Harry se dobrou de rir com o pedido de Robert Cooper, de três anos, um dos meninos que estava agarrado a uma das pernas do bruxo mais velho.

-Siri vai brincar de au-au depois, ok. –ele disse com um suspiro e baixou as crianças dos braços. –Aqui, vão brincar com isso. –ele conjurou grandes bolas coloridas, ganhando gritos felizes das quatro crianças.

-Au-au, Siri? -Harry perguntou entre risos.

-Ria enquanto pode, Pontas Junior. –o ex-maroto disse em tom de ameaça. –Sua sorte é que eu não tenho uma penseira para mostrar a todos você quando criança.

-Sorte minha. –disse insolente. –Tudo resolvido no ministério?

-Sim. –ele disse tirando uma pasta negra do bolso e colocando sobre a mesa. –Todos os vistos mágicos e trouxas estão aqui. Vamos tomar o Noite Bus até o cais e de lá pegamos um barco que eu preparei para o continente, vai ser como um mini-cruzeiro.

-Você lembra que nós. –ele começou indicando Sirius e ele. –Temos uma reunião dia quinze, certo?

-Luxor ou Pretorian pode nos trazer? -o homem perguntou.

-Sim, eles podem, só queria saber se você estava lembrando. –ele deu de ombros.

-Harry, Sirius? -uma voz feminina soou hesitante na porta.

-Oi, Emma. –Sirius saudou uma das meninas.

Emma Hawke era uma menina de recém completos dez anos. Ela tinha cabelos curtos e cacheados da cor de chocolate ao leite emoldurando o rosto oval, olhos cor de caramelo puxado para o dourado, pele branco pálido e corpo franzino. Emma havia sido uma das crianças que fora jogada em um orfanato quando começou a apresentar sinais de magia. Infelizmente isso havia sido depois de sete anos felizes ao lado da sua "família". Os pais dela haviam levado-a para um dos piores orfanatos que existia ao extremo leste de Londres. Uma antiga foto que ela tinha, mostrava que antes do orfanato ela tinha os cabelos longos e um sorriso que chegava aos olhos, sorriso que só depois de muitas horas com uma das psicólogas, do Protetorado, começava a voltar em raras ocasiões.

-Você quer falar em particular? -Harry perguntou, quando notou que a menina estava calada olhando de Sirius para ele e voltando para Sirius.

-Sim, por favor. –ela pediu quietamente.

-Katerina, Jude e Mikaela, ajudem Kami, Mika, Loly, Tiffy e Paty a olhar todo mundo, Harry e eu voltamos já. –Sirius disse e levantou-se, pegando a pasta com os vistos e colocando-o no bolso.

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Sirius levou Emma e Harry até o escritório que ficava ao lado da biblioteca e a maioria das vezes era usado quando uma das crianças e adolescentes queriam conversar em particular com Sirius ou com Sirius e Harry. Já que todos ali dentro sabiam que havia sido idéia do seu afilhado criar aquele refugio para eles. Ele observou Harry sentar em uma cadeira mais ao fundo como ele sempre gostava de deixar a figura de "autoridade" para ele, "o adulto responsável".

-Pode dizer Emma. –ele incentivou sentando-se em uma cadeira de frente para ela e inclinando o corpo um pouco para ficar na altura dos olhos da menina.

-Eu... –ela começou e parou torcendo os dedos. –Eu queria... Eu queria ver minha família. –ela finalmente falou em voz miúda. –Saber se eles...

-Se eles se arrependeram e a querem de volta? -ele completou segurando as mãozinhas entre as suas, ela acenou com olhos úmidos. –Pode ser depois do passeio que vamos fazer? -ele perguntou. –Eu preciso pedir que vejam se eles ainda estão morando no mesmo lugar. –explicou.

-Tudo bem. –ela disse com um pequeno sorriso esperançoso.

-Agora vá desenhar com as outras crianças. –ele disse e beijou-a na testa.

-Eles não vão aceita-la. –Harry disse quando a porta fechou, Sirius o olhou. –A mãe de Emma, não lembra quem foi seu pai e a abandonou em uma igreja.

-Essa família que a abandonou era sua família adotiva, então. –ele completou.

-Sim. –ele disse com um suspiro cansado. –Eles jogaram isso na cara dela na minha outra linha do tempo. Ela... Ficou tão despedaçada.

-O que houve? -ele perguntou quase temendo a resposta.

-Ela os matou e se matou em seguida. –ele disse olhando fixamente para a janela. –Descobrimos tempos depois que seu pai era Malfoy.

-O bastardo filho de uma puta! -ele esbravejou levantando-se em um pulo da cadeira onde estava. –Ele... por favor me diga que ele não...

-Ele estuprou e obliviatou muitas mulheres trouxas, algumas delas engravidaram dele.

-As crianças estão aqui? -Sirius perguntou, seu afilhado apenas acenou com a cabeça tristemente. –Sofie?

-Emma, Sofie, Cristofer e Mikaela, até onde sei. –ele ouviu o tom frio que Harry usou. –Felizmente as crianças puxaram a aparência e caráter de suas mães.

-O que você vai fazer? Mikaela vai para Hogwarts no próximo termo. –ele se ouviu perguntar, sua voz soando derrotada até para seus ouvidos. –Vai oferecer a poção de herança?

-Eu vou. Não faz bem nenhum esconder deles o que realmente houve para os seus nascimentos. –Harry respondeu. –Só me preocupo mais com a resposta que Emma possa ter.

-Vamos cruzar essa ponte quando chegarmos lá.

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Arthur Weasley sempre foi um homem simples, que amava sua família acima de tudo, que tinha desejos fáceis de serem conseguidos e tudo o que queria era sua família sendo unida e feliz. Mas quando sua caçula o abordou com uma pasta cheia de documentos de Gringotes, com números de contas, ativos, rendimentos, investimentos e uma vontade escrita por sua mãe; seu mundo virou de cabeça para baixo. Agora ele estava em Gringotes com sua esposa para uma reunião o tal duende Rasmuri. Gina havia zunindo toda a manhã durante o café da manhã sobre como era o protocolo padrão de interação Duende / Bruxo, que era ensinado em Alexandria. Pelo que sua menina falara, ele havia feito isso da maneira errada toda sua vida.

-Obrigado por nos receber, diretor Rasmuri e que seu ouro flua cada vez mais. –Arthur disse, inclinando levemente a cabeça e oferecendo a mão, como Gina havia lhe dito para fazer.

-E que o ouro chegue a você. –o duende retornou. -Não há o que agradecer, senhor Weasley. Os documentos deveriam ter sido enviados há muito mais tempo. Mas já cuidamos do responsável pelo atraso. –o duende disse com um sorriso cruel nos lábios.

-Agradeço mesmo assim, por nos receber. –ele disse. –E também por nos mandar os documentos, foi uma surpresa quando minha filha me deu a pasta que foi mandada.

-Sim, eu teria mandado a para o senhor, sendo o pai da menina saberia melhor o que fazer, mas as instruções eram claras e a jovem senhorita Weasley devia receber a pasta. -o duende lhe disse.

O patriarca da família ruiva apenas acenou brevemente. Durante toda a tarde eles conversaram e o buxo ruivo ficava mais surpreso pelas medidas que sua mãe tomara, aparentemente, antes de seu nascimento. Mais surpreso ainda ele ficou ao saber que seus pais haviam feito um cofre para cada um de seus filhos. Depois de tomar posse de seu cofre e ficar responsável pelos cofres dos seus filhos menores de idade, ele e Molly foram acompanhados por um duende para fazerem alguma retirada. O homem apoiou-se na parede de pedra do cofre ao ver as pilhas de ouro e pedras preciosas. Algumas estantes com livros que ele olhou de perto e pareciam ser simples livros de romance trouxa. Alguns móveis e baús estavam espalhados pelo local entre as pilhas de galeões, sickles e nuks.

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'PROTEÇÃO SIGELA PROTEÇÃO FINAL. '

'A proteção sigel é a ultima proteção que um bruxo ou bruxa pode oferecer à um ente querido. É assim por ser basicamente uma transferência de magia. O protetor deve cortar-se e usar seu sangue para desenhar a runa sigel na pele da pessoa a ser protegida . Deve-se ter cuidado para recitar o feitiço enquanto se desenha a runa.'

'Minha vida pela sua, meus poderes o proteja, meu amor viva em você e você viva com o meu amor'.

'Se houver amor verdadeiro entre o protetor e protegido, o protetor deve sentir toda sua magia escoar e um tênue e rápido brilho branco vai envolver o alvo da proteção.O protetor deve estar ciente de que é uma magia irreversível, como a runa sigel é a runa da vitória incondicional, derrota de todo mal e integralidade. É a runa de grande força diretriz para a evolução individual. Runa de grande poder, fala da força vital colocada à nossa disposição. Com ela incorporamos novas energias.No caso a energia a ser incorporada será a magia envolta do protegido. O protetor deve estar pronto para dar sua vida em sacrifício para selar totalmente o feitiço, mesmo que não morra, pois a abnegação da própria vida em favor de outro é sem duvida prova de amor incontestável.'

Harry olhou para o curto texto no grimório e os desenhos esquematizando-o à sua frente. Ele podia sentir os braços de Gina em volta da sua cintura, abraçando-o por trás. Ele não queria, não podia acreditar que sua mãe havia feito tal ritual de proteção. O texto a sua frente era claro como água, não deixava brechas ou duvidas sobre o que aconteceria. Era rápido e fácil de fazer, mas as conseqüências...

-Harry. –Gina o chamou em um murmúrio. –Você está bem?

-Ela abriu mão dos poderes dela, Gina. –ele sussurrou. –Por isso ela não tentou duelar. Ela usou toda sua magia para me proteger. E... Ela sabia que tinha... –sua voz quebrou no fim.

-Sua vida valia mais para ela do que ser uma bruxa ou mesmo viver. –ela falou, o carinho e admiração evidente em sua voz. –Eu a entendo.

-Você?

-Se eu soubesse disso antes, eu teria feito o mesmo para nossa Rosalie. –a ruiva murmurou, subindo a mão esquerda dele para o peito dele, onde ela sabia ter a figura de um cervo com a cabeça pouco acima da de uma corsa e um entrelaçado de espinhos e rosas circulando os dois animais.

Eu também teria. –o moreno confessou fechando os olhos e permitindo, finalmente, as lágrimas virem.

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N.A: Olá meus queridos leitores! Eu sinto muito pela demora da atualização, mas eu vou realmente continuar nesse ritmo de postagem ou um pouco mais lento pois estou voltando a estudar! Não se preocupem eu vou continuar a fic, só que os capítulos podem ficar com as atualizações mais lentas. Espero que tenham aproveitado e gostado do capitulo. Beijo à todos! Agora vamos as repostas das reviews.

Giny: Que bom que está gostando! Esse capitulo foi um pouco menor do que os outros mas espero que tenha gostado também. Bjs.

Ilyatur: Sempre achei Hermione mandona, acho que ela se redimiu um pouco no ultimo livro, mas ela para mim ela sempre foi muito arrogante, principalmente no sexto livro quando Harry a supera em poções. Nos livros ela é considerada uma das bruxas mais inteligentes da sua geração, eu não acho. Pra mim inteligência não é só decorar tudo o que lê, mas sim aprender, interpretar e questionar se não podia ser feito de outra forma. O arco realmente foi inspirado no do Hank, eu amoooo Caverna do Dragão! Desculpe que esse capitulo demorou tanto para sair também, mas como eu disse, eu estou diminuindo um pouco o ritmo para estudar.

Danda Jabur: Que bom que gostou! Espero que esse capitulo também foi do seu agrado, até breve, bjs.

Megan: Olá, que bom que finalmente comentou *\o/* Obrigada pelos elogios. Eu não pretendo abandonar a fic, pode ficar despreocupada ! Espero que goste e comente esse capitulo, bjs.

Anelisa Souza: Que bom que está gostando! Depois que você re-ler todos os livros sem a euforia e de modo mais "frio" você realmente percebe as manipulações do Dumbledore e os defeitos dos personagens. Acho que espero ter agradado nesse capitulo, bjs.

Gigi W B Potter: Agradeço o elogio. Sim, eu sou a favor de não pintar tudo como preto e branco, as pessoas não são todas boas e nem todas más e como diz o ditado: O inferno está cheio de boas intenções. Eu acho que Dumbledore foi um pé no saco, foi pensando no melhor mas por causa disso ele quase botou tudo a perder nos livros. Eu realmente acho que J.K. Rowlling fez o Harry as "crianças" tão obedientes só para que seus leitores não começassem a terceira guerra mundial por começarem a questionar os pais.

Sarah Weasley Potter Black: Já mandei os links, espero que tenha recebido. Então? Gostou desse capítulos? Bjs.

Guest: Como eu disse na N.A do capitulo 9, o fanfiction comeu parágrafos inteiros, eu reescrevi muito dos outros capítulos, no capitulo do presente da Molly, eu descrevi metade do presente que o Harry deu pra ela, a outra metade eu escrevi nesse capitulo. Os interesses em proteção que o Sirius disse, foi colocar suas contas e bens sob a proteção do Rasmuri, por isso ele é o protetor das contas Potter. E o Duda não está melhor, eu só mostrei ele se interessando por meninas, independente de ser bruxa ou não, no futuro os Dursley vão aparecer novamente. Espero que tenha gostado desse capitulo, bjs.