A mão do destino
Capítulo 10 – Intrigas e Descobertas
Autora : Ivys
Beta : Kuchiki Rukia.13
Chase observava a reação da morena sentada à sua frente e ficava imaginando o que aquela garota havia visto no tal Padalecki. Era uma garota bonita, nenhuma beleza extraordinária, mas chamava atenção e era bastante sensual.
Primeiro fora Jensen, que caira de amores pelo gigante, agora Genevieve que segundo Danneel, andava suspirando pelos cantos, sonhando com o rapaz. Infelizmente ele acabara de destruir seus sonhos ao contar-lhe que o cara não se interessava por mulheres; que havia sido noivo de um homem e estaria casado atualmente se toda aquela tragédia não houvesse acontecido.
— Isto é simplesmente inacreditável! – exclamou Genevieve atônita com as revelações que Chase fizera – Além de ser um desperdício de mau caminho. Mas...então, Jensen vem o enganando todo este tempo?
— Bem, os médicos acreditam ser melhor que Padalecki lembre-se aos poucos; por si só. Mas claro que o Jensen aproveitou-se da ocasião para conquistá-lo. – respondeu Chase, sem esconder o desprezo na voz.
— Você precisa contar o que sabe Chase. Jared não pode continuar sem saber de nada.
— Acha mesmo que ele acreditaria em mim? – perguntou com sarcasmo – A não ser que tivéssemos a sorte dele lembrar-se de tudo após eu contar-lhe o que sei; do contrário, ele acreditaria que estou inventando tudo, por causa de Jensen.
— Tem que haver um jeito!
— Talvez tenha... – falou Danneel que até então, apenas ouvira o relato e a conversa entre os dois.
Chase e Genevieve olharam para ela na expectativa e Danneel apenas sorriu.
— Confiem em mim – seu sorriso alargou-se ainda mais – Acabo de pensar em um jeito de contar a Jared para que ele não tenha a menor dúvida do que realmente aconteceu.
...J.A & J.P...
Definitivamente Jensen estava estranho, pensava Jared observando o loiro colocar os pratos na mesa para o jantar.
Depois de tê-lo deixado na empresa pela manhã, e telefonado para ele, duas vezes durante o correr do dia; ao buscá-lo no final do expediente, Jared o percebera um pouco distante. Era quase imperceptível, mas ele o conhecia bem e sabia que algo o estava preocupando.
Percebera também que Jensen tentava disfarçar. Sorrira para ele e fora carinhoso ao perguntar como havia sido o seu dia, até lhe dera um celular novo de presente, mas mantivera-se afastado. Nem mesmo suas mãos se tocaram.
Jared começou a imaginar o que poderia estar preocupando-o. Seria algum problema na clínica ou será que o loiro estava arrependido do que havia acontecido entre eles?
Só havia uma forma de descobrir...
— Jen... – chamou-o inseguro.
— Huumm? – o loiro respondeu sem levantar a cabeça.
— Está tudo bem? – perguntou baixinho e foi o seu tom de voz que chamou a atenção de Jensen, que levantou a cabeça em seguida e o encarou, notando sua expressão preocupada.
Sentiu-se imediatamente culpado; claro que Jared tinha percebido que ele estava um diferente e depois do que acontecera entre eles na noite anterior, o moreno deveria estar com mil teorias na cabeça.
Não queria que ele se sentisse inseguro, mas culpava-se por não ter conseguido resistir ao desejo de seu corpo. Só que Jared não tinha nenhuma culpa nisto.
Aproximou-se dele e o abraçou, sentindo o moreno descansar a cabeça na curva de seu pescoço. Acariciou seus cabelos por alguns segundos e depois o afastou um pouco, apenas o suficiente para que pudesse olhar em seus olhos.
— Jay, se está preocupado que eu tenha me arrependido do que fizemos ontem, pode esquecer. – disse Jensen sem desviar o olhar – Jamais vou me arrepender! Mas acho que talvez a gente deva ir um pouco mais devagar...
— Devagar? Jensen nós... – Jensen colocou um dedo em seus lábios, calando-o por um momento. O olhar de Jared era de interrogação.
— Sei que vai dizer que esperamos tempo até demais... – sorriu ao notar a expressão de Jared e ver que acertara a resposta do moreno – Mas Jay, podem existir coisas em seu passado, que colocquem em dúvida tudo o que você está sentindo. Coisas que você precisa saber antes de nos envolvermos ainda mais.
— Nada do que tenha acontecido em meu passado vai mudar o que eu sinto por você. - disse Jared, o olhar ainda preso ao de Jensen – Não sei quanto a você Jen , mas não acho que seja possível me envolver ainda mais do que já estou envolvido. Eu amo você, e amor é o máximo em relação a envolvimento, não é?
Foi Jensen quem quebrou o contato visual. Ouví-lo novamente falar que o amava era tudo o que ele mais queria e a vontade de responder dizendo que sentia o mesmo era imensa. Mas ainda não conseguira vencer o medo.
Supondo que Jared se lembrasse de toda sua história e supondo que o perdoasse, será que algum dia ele conseguiria sentir-se seguro em relação aos sentimentos do moreno. Será que algum dia conseguiria ter a certeza de que não era apenas a sombra de Jensen Winchester?
Soltou Jared do seu abraço e começou a se afastar, mas o moreno o puxou novamente de encontro a seu corpo e o beijou. Um beijo faminto, carregado de desejo, de medo e insegurança.
Jensen correspondeu e se deixou levar pelas sensações que o beijo lhe trazia. Era como se estivesse flutuando. Sorriu para Jared ao término do beijo e pegando em sua mão, conduziu-o para a mesa.
— Vamos jantar. - foi só o que disse.
Comeram em silêncio a maior parte do tempo; vez ou outra Jensen fazia alguma pergunta ou contava sobre algo que havia acontecido na clínica, Jared respondia e também prestava atenção ao que o loiro falava, mas não dava continuidade à conversa.
Seu olhar estava triste e em um determinado momento, Jensen parou de tentar manter a conversa fluindo.
Após arrumarem a cozinha, Jensen o convidou para assistir a um filme que havia trazido para eles: Marley e Eu.
— Dizem que é um ótimo filme, engraçado, comovente, mas um pouco triste também. – explicou para Jared.
— Se importa se deixarmos para ver outro dia – Jared perguntou – Ou você pode assistir é claro. Mas eu estou um pouco cansado e acho que vou para meu quarto.
— Claro, tudo bem Jay – respondeu Jensen tentando ocultar a decepção – Assistiremos outro dia.
— Ok, boa noite Jensen. – Jared saiu em direção ao quarto e Jensen ficou parado, no meio da cozinha, pensando em quantas burradas estava fazendo nestes últimos tempos.
J.A & J.P
Chase, Danneel e Genevieve saíram da boate onde haviam se encontrado e foram todos para o apartamento da ruiva. O lugar era pequeno, mas os móveis eram de extremo bom gosto e a decoração em estilo moderno, dava um ar de elegância ao local.
Genevieve observava o apartamento com bastante interesse, a amiga gostava de viver bem e cercada de coisas bonitas. Sentiu certa inveja da ruiva. As duas se conheceram há dois anos, em um evento de moda em que Danneel participara como modelo e Genevevieve fora assistir com um antigo namorado que trabalhava na produção do evento. Por estar com alguém da produção, tivera acesso aos camarins e acabara conhecendo algumas modelos, Danneel entre elas.
Ao final do desfile, sairam todos juntos para uma esticada em uma casa noturna. Divertiram-se bastante, conversaram muito e descobriram ter muitas coisas em comum; ficaram amigas desde então.
Porém, o nível de vida de Danneel era bem superior ao da morena. Além de ganhar muito bem em seu trabalho como modelo, a loira também costumava ganhar alguns "presentinhos" de seus admiradores. E o último presente havia sido este apartamento em que eles estavam.
Danneel costumava sair com executivos de grandes empresas, bancários ou algumas estrelas em ascenção. Dizia para a amiga, que sempre se podia ter os dois lados de uma relação, o prazer e a recompensa; mesmo se obtivesse um ou outro com pessoas diferentes.
Não tinha preconceitos; a prova disto era Chase, bissexual assumido, com quem Danneel saia atualmente, entre um executivo e outro.
Genevieve por sua vez, trabalhava como secretária de Justin, há três anos; gostava do emprego, ganhava razoavelmente bem e vez ou outra, conhecia e saia com algum amigo do patrão.
Sua primeira tentativa fora Jensen, que lhe logo lhe frustrara as intenções. Saiu algum tempo com Rosenbaum, mas o interesse dele era apenas se divertir e ela queria algo mais sério. Queria alguém que a levasse para o altar e que esse alguém de preferência pudesse bancar todos os seus sonhos de consumo.
Mas isto não significava que também não se interessasse por alguém com status social mais baixo. Jared era a prova. Embora pelo que acabara de descobrir, seu status social era muito mais elevado do que todos imaginavam, incluindo ele próprio.
— E então Dan, qual é a grande idéia – perguntou Chase, tirando-a dos seus devaneios.
— Internet. – respondeu olhando para os dois e rindo da expressão de ambos – Ora vamos pessoal, pensem. Um grupo terrorista ataca explodindo um hotel onde haveria um casamento gay, um dos noivos morre e o outro perde além do futuro marido, a família, amigos, casa... É claro que isto foi divulgado em todos os jornais do país.
— Claro – disse Genevieve sorrindo para a amiga – E não existe melhor lugar que a net para procurar por notícias. Mas, tudo bem, procuramos, encontramos e aí fazemos o quê, enviamos um Cd com a gravação para o Jared?
— Acho que não é necessário tanta elaboração – disse Chase pensativo – Quanto mais simples for o plano, melhor funcionará.
J.A & J.P
Três horas depois que fora para seu quarto, Jensen estava ainda sem conseguir dormir, levantou-se e seguiu em direção ao quarto de Jared. Não saberia dizer nem para si mesmo, o que queria. Seu coração pedia uma coisa, mas sua razão lhe dizia outra. Parou em frente à porta que estava entreaberta e viu que Jared também não dormia. O moreno estava deitado de costas, com os olhos fixos no teto.
Mesmo sem se mover, Jared percebeu o momento em que Jensen parou à porta. Aguardou alguns segundos sem se mexer, esperando que ele entrasse ou falasse alguma coisa, mas como Jensen continuou imóvel e calado, desviou o olhar dos desenhos que a luz formava no teto e encarou-o com uma interrogação no olhar.
— Eu não consegui dormir... sozinho – Jensen respondeu à pergunta silenciosa que lera no olhar do moreno.
Os olhares se cruzaram novamente e Jared podia perceber nitidamente o que predominava no olhar de Jensen. Medo. Só não entendia o por quê. Do quê Jensen tinha tanto medo? Desistiu de tentar entender naquele momento. Jensen também parecia confuso e perdido.
Permaneceu em silencio, mas afastou o corpo para um canto da cama, cedendo espaço para que o loiro pudesse deitar a seu lado.
Jensen não hesitou, era o sinal que esperava. Estivera martirizando-se desde o final do jantar, pensando no olhar de confusão e mágoa que vira em Jared. Sabia que o moreno esperava que ele retribuísse com gestos e palavras, tudo o que ele estava demonstrando sentir. E fazer isto, era o que ele mais desejava; mas não podia, não ainda.
Deitou-se ao lado de Jared, de frente para ele. O moreno continuava olhando-o como se quisesse desnudar sua alma. Talvez quisesse mesmo. Talvez quisesse desvendar em seus olhos, todos os mistérios e segredos que imaginava que ele estivesse escondendo.
Não conseguiu sustentar o olhar por muito tempo, estendeu os braços e puxou Jared de encontro a seu corpo, abraçando-o em seguida. O moreno soltou um longo suspiro e deixou sua cabeça repousar sobre o peito de Jensen.
Ambos fecharam os olhos, mas o sono não veio de imediato, permaneceram acordados durante muito tempo ainda, cada um imaginando o que se passava na cabeça do outro, até que o cansaço finalmente os venceu e eles adormeceram.
...J.A & J.P...
Acabaram perdendo a hora no dia seguinte e tiveram que fazer tudo às pressas para não chegarem atrasados aos respectivos trabalhos. Nenhum dos dois falou sobre a noite anterior.
Jensen estava estacionando o carro para deixar Jared na empresa, quando seu celular tocou. Atendeu-o e não sabia se ficava aliviado ou amedrontado, depois de ouvir o que a pessoa lhe disse.
— Era o Dr. Mason, Jay. – disse ele assim que desligou o telefone – Ele está antecipando seu retorno; voltará amanhã e quer falar conosco na parte da manhã.
— Conosco? – perguntou Jared tentando entender as implicações deste "convite". – Isto significa que eles decidiram que já é hora de eu conhecer o que eles sabem sobre meu passado?
— Eu estarei a seu lado – Jensen respondeu – E continuarei sempre, se você permitir...
— Se eu permitir? – Jared segurou-lhe o rosto com as duas mãos e olhando em seus olhos, falou – Não importa o que eu descubra ou deixe de descobrir amanhã. Você, apenas você, é a única pessoa que eu sempre vou querer ao meu lado.
Dizendo isto, encostou seus lábios aos dele, numa carícia suave. Saiu em seguida e não notou a lágrima solitária que corria pela face do loiro.
J.A & J.P
Ao contrário de todos os outros dias, estava tudo bastante calmo na empresa, nem mesmo o telefone tocava muito, o que contrastava com a agitação de Genevieve.
A secretária parecia atolada de trabalho e parecia um pouco perdida no meio de tantos papéis. Jared a ouviu resmungando sozinha, algumas vezes.
Sempre que estava livre, se oferecia para ajudá-la e embora houvesse ficado chateado com ela, por causa dos telefonemas de Jensen que ela omitira, ele não era de guardar rancor por muito tempo. Foi até a sua mesa e perguntou-lhe se ela queria ajuda.
— Ah! Jay, se você puder... – responder ela agradecida – Nem sei por onde começar. Tenho que organizar este arquivo inteiro até o final da tarde, e Justin me pediu que fizesse um levantamento de uma concorrente que ganhou uma licitação em que participamos, no ano passado. O problema é que não consigo encontrar.
— E está procurando extamente onde? – perguntou Jared, olhando para a montanha de papéis em cima de sua mesa.
— Não, não esta aqui. – respondeu ela sorrindo – Foi publicado no jornal da cidade entre final de Novembro e começo de Dezembro de 2008. Mas eu precisaria olhar todas as páginas principais para tentar localizar.- fez uma pausa e olhando para ele continuou – Se você pudesse pesquisar isto pra mim na internet...
— Claro, pesquisa é comigo mesmo. – respondeu Jared retribuindo o sorriso.
— Nossa Jay, você não sabe o quanto vai me ajudar, fazendo isso. – entregou um papel para Jared com o nome da empresa que precisava verificar e fingiu voltar sua atenção para o arquivo.
Meia hora depois, Jared olhava atônito, para uma foto sua ao lado da manchete principal do Jornal da Cidade da Califórnia do dia 04 de Dezembro de 2008.
Na manchete : Ataque terrorista põe fim ao sonho de casamento de casal gay.
Ao final da reportagem uma foto de Jensen Winchester ilustrava a matéria.
Continua...
N/B: Caralho. Esse capítulo foi de tirar o fôlego. Cara, eu realmente não sei bem o que dizer. Só sei que... MALDITA GENOVEVA. MALDITA DANNEEL. MALDITO CHASE. QUE TODOS VOCÊS QUEIMEM NO MARMORE DO INFERNO. Rsrs. Ivys, você ta cada vez melhor, e continuo dizendo. Nem precisará mais de mim. –down- mas tudo bem. Estou aqui ainda. Ta muito bom o texto. Beeeijos, quero o onze logo. Byee
N/A: Este capítulo foi um pouco menor, mas eu prometo tentar compensar no próximo. Deu pra perceber que as coisas começarão a se complicar a partir de agora, não é?
Será que Jared vai finalmente lembrar de tudo? Leiam aos próximos capítulos. Rsrs
Agora queria falar sobre uma coisa chata que aconteceu. Nestas duas últimas semanas, algumas fics J2 foram deletadas do site, entre elas Refuge da Kuchiki e o Diário de um fã, minha e da PsychO. Sei que alguns de vocês acompanhavam O diário de um fã, por isso, quero avisá-los que ainda estamos postando a fic, em outro site. Não vou deixar o link aqui, porque não acho legal fazer propaganda de outro site estando aqui no FF, mas se alguém quiser o link, é só me pedir por e-mail : ivyJ2 hotmail . com . Ficarei feliz em informar e ainda mais feliz em saber que continuarão a ler.
Quero agradecer aos reviews do capítulo nove:
Nath : Fiquei curiosa sobre a música que você escreveu inspirada em Me apaixonei por seu sorriso. Me manda a letra? Meu endereço de e-mail está aí acima. Ah! Controle a crise de raiva. Rsrs. Obrigada pelos elogios e muito obrigada por ler e comentar.
Sun Spn, Alcia Darcy, Cici, Tsuka, Empty Spaces, Patrícia Rodrigues, CassGirl 4Ever, Lyra Kajin e dandi winchester, obrigada pelos comentários, eu nunca vou cansar de me repetir que seus reviews fazem os meus dias mais felizes.
E Kuchiki, Lyra, Alcia, Tsuka e Sun, obrigada pelo apoio no momento da crise.
Beijos para todas,
Amo vocês!
