Harry Potter™, personagens e lugares, não me pertencem.

Esse capítulo contém cenas impróprias para menores de 16 anos.

CÁRCERE

Capítulo X

As mãos pequenas e quentes dirigindo-se ao pescoço claro, puxando-o num misto de desespero e autoridade. Capturou os lábios finos ainda umedecidos com a sua saliva. Os dedos frios dele pousaram sobre suas coxas, enquanto os dentes incisivos encarregavam-se de atacar-lhe os lábios inferiores. Ela gemeu. As mãos descontroladas bagunçaram os cabelos louros. Parou um instante para fitá-lo, sorriu. Os lábios voltaram a se encontrar num beijo curto.

- O que houve? – Outro sussurro.

- Odeio os seus cabelos alinhados.

- Achamos algo em que concordamos.

Outro beijo. Mais intenso. Desabotoou a camisa que ele vestia, lentamente. Atirou-a a um canto, deitando-se sobre ele no instante seguinte. O sonserino observava-a surpreso. Ela sorriu, capturando-lhe os lábios. As mãos grandes e gélidas a retirar-lhe a blusa. Tomou-lhe um dos seios com as mãos. Ela gemeu, tão próxima, descendo os lábios para o pescoço alvo que atacou sem piedade.

- Granger... - Ele arfou.

Sua boca agora percorria o abdomen definido pelo quadribol. Ora sugava, ora mordia, lambia ou simplesmente beijava. Os seios roçando-lhe a pele, provocando calafrios. Com os olhos fechados, ele rendia-se completamente a ela. Os dedos pequenos soltaram o botão, arrastaram o zíper. O tecido fino foi deslizado, liberando o membro rígido e com poucos pêlos. Ela não faria isso, faria? Quem era essa garota à sua frente afinal? Onde fora parar a sabe-tudo que tanto o importunava? A grifinória tateou o local com a língua. Provava aquele novo sabor, visivelmente curiosa e extasiada. Um suspiro audível. Um incentivo para aprofundar o contato. Envolveu-o com a boca. Movimentos precisos. Instintivos, urgentes. Ele gemia, incapaz de conter-se. Você-é-maravilhosa. Fitou-o por um instante. Sorriu. Prosseguiu com os atos que proporcionavam-lhe tamanho prazer. As mãos agora auxiliandon-a nos movimentos rápidos; a língua encarregando-se da extremidade.

- Hermione... - Gemeu, quase gritando.

Apertou ligeiramente a base, aumentando a velocidade.

- Eu vou... - Sussurrou, anestesiado.

Hermione não interrompeu as carícias. Será que entendera o recado? Não tinha forças para repeti-lo. Sentiu arrepios. Sabia que o ápice estava próximo. O líquido viscoso emergiu e não pareceu enojá-la. Provou daquele sabor dele, só dele, engolindo a solução levemente salgada. O sonserino puxou-a para perto, beijando-a mais uma vez. As mãos apertavam-lhe a cintura descontroladas.

- Você é maravilhosa. - Repetiu, em um sussurro.

Ela sorriu. O silêncio voltou a reinar. Ele retirou um cacho que caía sobre os olhos da grifinória e acomodou-o atrás da orelha. Ela pareceu incomodar-se. Quando se tornaram tão íntimos? Desviou os olhos das milhões de matizes de cinza. A ausência de ruídos começou a inquietá-la, tornando-a incapaz de bloquear algumas lembranças.

- Conte-me alguma coisa sobre você.

Ele a olhou, assustado. Hermione Granger deveria ser daquelas que precisam conversar depois do sexo.

- Por que você não me pergunta alguma coisa?

- Certo. Seguir Voldemort foi opção ou imposição? - Levantou uma das sobrancelhas, olhando-o nos olhos.

- Imposição camuflada de opção. - Ela tentou detectar alguma angústia; falou por completo. Provavelmente Draco Malfoy aprendera a sufocar seus sentimentos ainda pequeno. - Minha vez. - Declarou, hesitando em seguida. Era complicado formular uma pergunta que não envolvesse o trio maravilha ou que a chateasse, de um modo ou de outro.

- Pode falar do Harry ou do Ron. Eu já não me incomodo mais.

Era mentira. Mas até mesmo as mais cínicas mentiras tem um fundo de verdade.

- Você tinha mesmo algo com o pob... Weasley? - Corrigiu-se no último instante.

- Nós namoramos por sete meses. - Engoliu seco. Recompôs-se. - E a Parkinson?

- Pansy é esperta, e eu gosto disso. Nós... Saímos algumas vezes. Mas digamos que ela gostava mais do meu dinheiro do que do meus belos olhos. Minha vez, não é? Quando... Quando começou a me odiar?

- A odiar, realmente? Quando roubou o lembrol do Neville e quase fez com que Harry fosse expulso. - Ela sorriu com a lembrança.

- Longbottom sempre foi um idiota de primeira. - Ele riu. Ela pareceu irritar-se. - Mas confesso que ele me surpreendeu durante a guerra.

- Força de vontade é sempre fundamental. - Percorreu os lábios dele com o indicador. - Quando deixou de me odiar?

- Quem disse que eu deixei, Granger? - O levantar de sobrancelhas.

Ela afetou-se com o comentário. Por um único milésimo de segundo. Então afastou-se dele, pondo-se de pé e caminhando até outro canto da sala.

- Tchau, Malfoy. - Havia um tom divertido em sua voz. Uma provocação implícita. Quase um desafio.

Fitava a parede de pedras. Sentiu os braços mornos envolverem sua cintura.

- Eu não sei, Granger. Talvez tenha sido quando eu percebi que seu orgulho é a sua maior fraqueza. - Declarou, recordando-se do episódio em que ela se entragara a ele, temendo que ele a estuprasse. - Foi quando eu me dei conta de que você é... Humana.

Hermione esperava qualquer resposta, menos aquela. E ainda havia um elogio subentendido, ela observou. Encarou-o, com um leve sorriso. Foi o incentivo que faltava ao sonserino para que prosseguissem com o jogo de sedução. Prensou-a na parede gélida, tomando-lhe os lábios com furor. Ela correspondeu com entusiasmo, enlaçando-o com as pernas e convidando-o a aprofundar o contato. Em questão de instantes, ele a penetrava e ela gemia o nome dele. O primeiro nome.


N/A: Dois capítulos, novamente. Obrigada por todo o carinho e todo o apoio. Pretendo não abandoná-los mais, haha. E comentem! Beijos.