Fiz um trecho narrado em
3ª pessoa, não sei se ficou muito bom... quero a opinião de
vocês!!!
Boa leitura ;)
Capítulo Dez
A campainha tocou de novo, num ritmo mais rápido e agressivo. Quem diabos podia ser? Dei de ombros internamente – eu não ia atender mesmo, de que importava?
— BELLA! QUER FAZER A GENTILEZA DE ABRIR A DROGA DESSA PORTA?! – gritou Alice, socando as fechaduras.
Se eu não estivesse tão distante, teria rido.
Mas agora, não. Agora tudo parecia apagado, longe... Eu imaginei o sorriso de Jacob tentando me acalmar, mas eu sabia que não era daquilo que eu precisava. A sensação de traição só aumentava.
Eu precisava conversar com Jacob. Contar sobre Edward e suas táticas infalíveis de conquista. Contar que eu o amava, mais do que tudo, mais do que a mim mesma.
Se, mesmo assim, Jacob fosse capaz de me amar, eu nos daria uma chance. Jacob também merecia ser feliz, e se existisse a possibilidade de eu tornar isso real, eu o faria.
Edward não se importa comigo, mas Jake sim. Eu poderia fazer um esforço – dar a Jacob o amor rejeitado por Edward e seus joguinhos. Eu não era burra o suficiente para pensar que um dia amaria Jacob – ou qualquer outro homem – como amo Edward, mas talvez quase.
O equivalente, ou pelo menos algo parecido. Eu era capaz disso, eu ia aguentar. Ia passar por isso inteira, por Jacob. Ele me amava, mesmo eu o evitando e discutindo com ele, culpando-o pela minha incapacidade de ser feliz com um cara que, por acaso, acabou de me agarra na minha casa e depois ir embora.
Tudo bem que ele foi expulso, mas mesmo assim.
Meu celular tocou e eu o desliguei. Hoje eu não estava para músicas que me lembravam Edward.
Quando pronunciei mentalmente o nome dele, algo se mexeu dentro de mim. Como se, até em minhas entranhas, estivesse óbvio que eu precisava dele para viver.
Mas quem está falando sobre viver? Ninguém precisa de uma vida para ser feliz. Eu não preciso de Edward para ser feliz. Bem, talvez precise, mas quem liga para felicidade?
Eu tinha Alice, e ela me amava, mesmo sabendo de minhas tendências emos e problemáticas. Alice estaria sempre lá para mim, mesmo quando eu não abria a porta para ela – como agora, apesar de já fazerem alguns minutos que ela foi embora.
O telefone da casa tocou e eu quase atendi. Quase.
Ativei o botãozinho vermelho da secretária eletrônica que eu nunca deixava ligado.
"Bella, atenda. Bati na sua casa e você me ignorou! O que aconteceu? Me ligue logo."
Alice, é claro.
Que outra pessoa no mundo diria naquele tom depressivo que eu a ignorei? Provavelmente, quando eu atendesse o telefone ela começaria a falar normalmente, como se nada tivesse acontecido.
Afinal, ela era Alice.
Rastejei até a cozinha, mas estava sem apetite. Realmente não havia sido uma boa ideia chamar Edward para almoçar comigo. Tudo aconteceu tão rápido, de repente eu estava tentando evitar que eu o agarrasse e ele me agarrou.
Totalmente surreal. Em cem anos eu não imaginaria uma coisa dessas. Hmpf, eu sabia que não devíamos ter nos declarado um ao outro, noite passada. Aquilo não ia nos fazer bem de nenhuma forma. Eu sabia, sabia!
Mas no momento, achei lindo ele dizer que ele gostava de mim no colegial. Por que eu sou uma idiota, e por um momento eu parei pra pensar se seria possível que ele também gostasse de mim até hoje.
Ainda bem que já está bem claro que não.
(Narrado em 3ª pessoa)
Edward ainda estava sentado no carro, parado no estacionamento de seu prédio. Não conseguia encontrar uma razão para que Bella reagisse daquela forma.
Ou melhor, até conseguia achar um motivo – o mais óbvio, e mais provável. Obviamente, Bella não o amava. É claro, um bom amigo, confidente... e nada além disso.
Mas ele havia passado dos limites, justamente como ela havia dito para não fazer. E agora Bella estava brava com ele, por ser tão idiota.
No entanto, havia algo errado ali.
Se fosse esse o caso, Bella não diria o de sempre? Toda aquela coisa de "Somos amigos, e apenas isso"... Edward pensou e concluiu que Bella seria delicada o suficiente para explicar isso a ele, se fosse o caso.
Quando o mandou ir embora, ela estava nervosa e triste. Não como se estivesse com pena dele por não entender, mas como se estivesse sentindo nela mesma a dor.
E a pergunta era: Como? Como Bella pôde simplesmente ignorá-lo? Edward sentia que Bella lhe devia ao menos isso, mas não conseguia sentir raiva. Ele fora o precipitado, não era culpa dela.
Eu preciso ligar para ela, concluiu o rapaz, alarmado. Mas o celular dela estava desligado – nem tocou. Tentou o número da casa e este chamou duas vezes até que a secretária eletrônica fosse acionada.
Dois toques? – refletiu Edward por um segundo. Não era possível que estivesse programado para deixar recado no segundo toque. Bella devia estar lá, acionando manualmente, com certeza.
— Bella... – começou ele, inseguro. Passou a mão pelos cabelos, nervoso. – Eu... Eu queria conversar com você. Eu acho que nós devemos isso um ao outro. Pelo menos uma... conversa civilizada. E-eu... Eu acho que você está chateada comigo, e talvez você tenha razão, mas...
Antes que ele pudesse concluir, a ligação foi cortada. Edward bufou sozinho.
Apesar de tudo, ele não conseguia se arrepender. Aquele beijo estaria sempre guardado em sua memória – o único momento irracional dela, em que ela retribuiu o beijo.
A sensação das suas bocas juntas, com uma só... Ele poderia morrer naquele momento, mas aquele beijo não iria esquecer.
Saiu do carro e subiu todos os quatro andares pela escada. Quando chegou ao seu apartamento, desabou no sofá, ainda com o celular na mão.
Resolveu tentar de novo.
Bella, longe dali, estava começando a parar de chorar, e tudo o que sentia era raiva. Raiva de si mesma, raiva de todos... Irracional e descontrolada, tentou ignorar novamente o telefone quando tocou. Devia ser Alice de novo, já que Edward já tinha ligado.
Nervosa, pegou o telefone.
— Alice, quer para de me encher? – ela grunhiu no telefone.
Edward, surpreso, ficou quieto. Tentou arriscar.
— Er... Não é a Alice. – começou ele.
— Argh. – Bella grunhiu.
— Não, não desligue, por favor. – pediu ele.
Bella segurou o telefone.
— Bella, fale comigo.
— O QUE VOCÊ QUER QUE EU DIGA? – gritou ela, exasperada.
— Eu quero que você diga... – fez ele, trincando os dentes de frustração. – Diga que vai ouvir cada palavra que eu disser, e DEPOIS vai falar.
— Não. – ela discordou. – Eu não quero ouvir, Edward.
Mesmo assim, ele tentou.
— Me escute, eu não fiz aquilo para que você...
Mas era tarde, e Bella já havia desligado. Triste, ele abaixou a cabeça e apoiou-a nos joelhos, como vira Bella fazer certas vezes. De qualquer modo, ele não desistiria dela – nem se quisesse, conseguiria. Precisava daquele olhar, daquela voz... Não agüentaria muito tempo sem ela.
Alice's PoV
— Carlisle... – chamei, me aproximando de fininho de sua porta. Bati levemente e entrei. – Eu tenho um alerta vermelho sangue. Pode me dar dez minutos? – pedi, fazendo uma careta.
— É sobre o quê? – perguntou ele.
Mas, eu sabia por seu sorriso que ele deixaria. Estava apenas preocupado comigo. O melhor de todos os chefes.
— É a Bella. – respondi, me sentando na cadeira à frente de sua mesa. – Ela não atende de modo algum, e eu queria dar um pulo lá.
— Você acha que aconteceu alguma coisa? – fez ele, arregalando os olhos.
Eu ri levemente.
— Acredite, não é o que você está pensando. Eu tenho certeza que aconteceu alguma coisa, mas deve ter sido uma briga com Jacob, ou mais provavelmente com Edward. – expliquei. – Então... eu posso?
— É claro. Mas não demore muito. – ele sorriu.
— Sim, senhor! – brinquei, ao sair.
Corri até o apartamento da Bella, bati na porta, mas ela não respondeu. Algo estava errado ali. Tentei o celular, e o número da casa. Quando ela finalmente atendeu, apenas disse com uma voz triste "Não, Alice. Não estou afim."
Voltei para o trabalho, preocupada. Devia haver algo que eu podia fazer... Tinha que ter alguma coisa!
Eu sorri comigo mesma e disquei o telefone de Edward na minha mesa. Ele atendeu imediatamente.
— Oi! – cumprimentei, rindo.
Edward respirou fundo, controlando a voz.
— Olá, Alice. – fez ele, e depois ficou quieto.
Definitivamente, alguma coisa está errada.
— Er... posso arriscar que você e Bella brigaram? – tentei.
De novo ele respirou fundo.
— Não. Nós não brigamos. – respondeu, sério.
— Então o que aconteceu com ela? – perguntei, surpresa.
— Com ela? – ele ecoou, a voz com alguma vida agora. – O quê aconteceu com ela?
— Ela... – hesitei. Se eles não tinham brigado, poderia ter acontecido outra coisa, entre ela e Jacob. Seria maldade contar a Edward? Bella provavelmente contaria, de qualquer forma, mas... – Ela não atende o telefone, não abre a porta...
— E você imediatamente pensou em mim. – ele me cortou, criticando com aspereza.
Wow. Esse não é Edward.
— Na verdade, eu achei que vocês estivessem brigados, por que ela geralmente só fica depressiva quando fica muito tempo longe de você. – expliquei, percebendo um segundo depois que havia falado demais. – Quer dizer, quando vocês brigam ela sempre fica muito mal, então foi a primeira coisa que eu pensei, mas como você já disse que não, não sei o que pensar; porque Jacob não teria esse efeito sobre ela, e como vocês não brigaram, eu realmente não sei o que pode ter acontecido. Bella não costuma se prender numa concha por coisas simples, você sabe de alguma coisa que pode ter acontecido?
Respirei fundo, puxando o ar depois de ter tagarelado tudo num fôlego só. Eu esperava que minha fala exagerada tivesse distraído Edward do que eu havia falado no começo.
— Ela brigou comigo. – Edward explicou, com a voz meio morta. – Eu... bem, não sei se você entenderia...
— Me diga que você não fez algo idiota... – pedi, fechando os olhos com força por um segundo. – Por favor, por favor, me diga que você não fez algo idiota... – repeti.
— O que seria algo idiota? – fez ele, amargo.
— Edward, a Bella te ama muito, e eu tenho certeza de que você também se importa com ela. Mas existem... coisas... que ela não te fala, e não sou eu que vou te dizer isso. A questão é que Bella está trancada em casa e não atende o telefone de nenhum modo, e isso provavelmente se deve a algo que você fez.
Edward começou a balbuciar alguma coisa mas eu o cortei.
— Não estou dizendo que você fez algo idiota, mas talvez ela tenha interpretado mal. Vamos lá, eu te conheço, você não pode ter feito algo tão idiota assim, pode? É, eu também acho que não.
Dez segundos de silêncio.
— Eu acho que sim. – ele sussurrou.
— O que você fez? – pedi, controlando a minha voz para que saísse normal.
— Alice, eu não quero falar sobre isso... – ele gemeu.
— Edward! Me diga o que você fez! – exigi, sibilando.
— E-eu... eu... – fez ele, com a voz culpada.
— Desembucha! – mandei.
— Eu a beijei.
— Como é que é?? – eu pedi, rindo.
— Droga, Alice, você ouviu! – ele disse, nervoso.
— Espera... Bella está fazendo todo esse doce só porque você a beijou? – perguntei, mais para mim mesma.
— Só? – ecoou ele, triste. – Ela ficou tão... nervosa... Eu nem sei o que fazer, já que ela também não atende quando eu ligo...
— O que raios está se passando na cabeça da Bella? – murmurei. – Pra quê tudo isso? Que sentido tem?
— O que você está dizendo...? – perguntou ele, angustiado.
— Edward! Eu preciso de um favor... – fiz eu, começando a sorrir. – É pelo próprio bem da Bella!
— Qualquer coisa. – ele respondeu.
— Na verdade, não é só um... – expliquei, sorrindo maliciosamente.
— Pode falar, Alice.
— É o seguinte, Edward...
Bella's PoV
Antes que eu enlouquecesse, eu precisava sair de casa. Peguei a minha bolsa e, distraidamente, fui até o estacionamento pegar a minha histórica Chevy. Eu a usava em raros momentos de solidão, e esse parecia ser um deles.
Dirigi até o mercado e comprei tudo o que estava faltando – a lista que eu havia feito mentalmente enquanto esperava Edward chegar. Novamente, o nome dele fez com que eu tremesse. Me apoiei na prateleira e respirei fundo, engolindo as lágrimas.
— Você está bem? – perguntou uma garotinha, me cutucando.
Eu sorri para ela, assentindo.
— Estou bem, obrigada. – respondi, me ajeitando de pé.
— Qual é o seu nome? – fez ela, sorrindo com uma janelinha.
— Bella. – respondi. – E o seu?
— Eu sou a Kate. – a garotinha estendeu sua pequena mão para me cumprimentar.
— Quantos anos você tem, Kate? – perguntei, enquanto balançava sua mãozinha.
Ela levantou a mão esquerda com todos os dedos separados – cinco.
— Você é muito bonita, Kate. Espere crescer e verá quantos rapazes vão gostar de você. – brinquei, passando a mão no cabelo liso e loiro dela.
— Mas eu não quero muitos. Eu só quero um. – respondeu ela, séria.
Eu ri levemente.
— Ah, é? E ele tem nome?
— Tem sim! O nome dele é Garrett! – ela respondeu, sorrindo brilhantemente. – Nós vamos nos casar, quando formos grandes. – explicou ela.
Uma lágrima brotou dos meus olhos. A garotinha – exceto pela sua excepcional beleza – era exatamente como eu. Quando crianças, eu e Edward havíamos jurado nosso amor eterno, e que íamos casar e ter muito filhos... Agora parecia apenas uma baboseira de crianças.
— Boa sorte com isso, Kate. – falei, suspirando.
— Não chore... – pediu ela, puxando meu braço levemente.
— Eu estou bem. – garanti.
— Minha tia sempre diz que homens choram por futebol, e mulheres choram por amor. Você está chorando por amor, Bella? – perguntou ela, fazendo um biquinho preocupado.
Eu me senti ridícula, mas não consegui evitar. Me agachei até ficar na altura dela e pus a mão em seus pequenos ombros.
— Sim, eu estou. – confessei.
— Não se sinta covarde por chorar por amor! Você seria covarde se não amasse, por medo de chorar. – ela falou, olhando-me seriamente.
— Você tem certeza que tem só cinco anos? – perguntei, rindo.
— Minha tia sempre diz isso sobre amor. – ela explicou.
Sorrimos uma para a outra por um segundo.
— KATE! – gritou uma mulher, ao longe, e veio correndo até nós. – Quantas vezes já não te disse para não falar com estranhos?
— Ela não é estranha, ela é a Bella! – discordou Kate, ofendida.
— Kate! Não faça mais isso comigo! – a mulher abaixou-se e eu me afastei um pouco, sem graça. – Vamos, Katie.
— Foi um prazer conhecê-la, Bella. – disse a pequena, sorrindo.
— O prazer foi meu, Kate. – respondi. Virei-me para a mulher que estava com ela. – Sua filha é maravilhosa. – elogiei.
A mulher sorriu, sem graça.
— É minha sobrinha. – ela explicou. – Cuido dela desde que minha irmã morreu. É uma garotona guerreira.
Eu sorri.
— Ela é sim. – concordei.
— Lucy. – ela estendeu a mão para mim.
— Bella. – cumprimentei. – Foi um prazer conhecer-te.
— Igualmente.
Nós duas sorrimos e eu me afastei.
— Tchau, Bella! – gritou Kate, e eu acenei para ela.
Afinal de contas, crianças não eram tão ruins assim. Eu acho que agüentaria uma. Talvez duas...
Balancei a cabeça. Não, eu não agüentaria nenhuma criança, e eu sabia que não. Não, a não ser que... Mas não, eu ia tirá-lo da cabeça por um tempinho. De agora em diante, o nome Edward – suspiro – está terminantemente proibido em minha mente.
-------------------
Essa
criancinha me deu medo! HSUAHSUAHSUAHSHAU
Nem sei de onde veio, eu
simplesmente acho que as crianças costumam ser muito filosóficas e
tal... E saiu isso _O_
Booom, lá vou eu com as reviews!
Nane HSUAHSUAHSAUHSUAHSUAHSUAHSUAHS, eu me racho com todo mundo querendo que o Jacob suma.... haha... Mas, ah, calma. Muita coisa vai acontecer ainda (eusemprefaloisso).
Rêh Olha, eu acho que no 12 ou no 13 o Edward já vai se explicar... Mas não garanto exatamente. Estou pensando seriamente se a Bella conta ou não conta pro Jacob. Por enquanto, apesar de todo o drama, ela não vai contar. Vou ver isso ainda ;)
O resto eu respondi por pm.
GENTE! EU ESTOU MUITO FELIZ!
Eu compreei O Arcano Nove (o segundo livro da série A Mediadora, da DIVA Meg Cabot) *--*
Então provavelmente vou demorar pra postar, já que vou reler o livro.
E, ah! AMEEI todas as reviews, todas mesmo! Fiquei emocionada com as 15!! *-*
Amo vocês!
Até breve!
(e, ah, se eu tirar I de inglês a culpa é de vcs, pq eu deveria estar fazendo o trabalho agora ;D)
Isa
