CAPITULO X

POV BELLA

Acordei com minha cabeça explodindo, mal conseguia abrir os olhos, estava no meu quarto e usava outra roupa. Sentia um gosto horrível na boca, fui até o banheiro e escovei os dentes várias vezes, flashes da noite passada me invadiram, a linda loira de olhos verdes e peitos enormes, ex-namorada dele.

Tava na cara que era louca por ele, e o meu namorado parecia um idiota olhando pra ela, sorria o tempo todo... Cretino! Eles falavam de coisas das quais eu não fazia idéia, tinham um passado juntos, uma história... Senti raiva, ciúme, vontade de desaparecer e nunca mais voltar... Não me lembrava de mais nada, tudo não passava de borrões. Desci as escadas bem devagar, minha cabeça parecia que explodiria ao menor movimento.

- Bells! – gritou Thony assim que me viu, me encolhi sentindo a cabeça latejar.

- Oi meu amor, fala baixinho porque a Bells ta com muita dor de cabeça. – pedi o beijando, mesmo com os óculos escuros, pude ver Alice, Jazz, Rose e Emm sentados no sofá.

- Boa tarde! – me sentia péssima. – Desculpem... Acho que bebi demais ontem e...

- Você chapou legal Bellinha, tava doidona. – Emm disse divertido pra variar.

- Bella? Que bom que acordou, venha comer alguma coisa. – Esme pediu de forma carinhosa, passou o braço pelo meu ombro, me conduzindo até a cozinha, Thony veio atrás de nós.

- Boa tarde Bella. – Maria disse ao me cumprimentar.

- Boa tarde. – notei que Edward não estava por lá.

- Ta dodói Bells. – dizia Thony preocupado.

- Isso já vai passar Thony, não se preocupe querido. – explicou Esme. - Tome isso, lhe fará bem. – disse me entregando dois comprimidos e um copo com antiácido.

- Onde está Edward?

- Saiu bem cedo, deve estar chegando, volte lá pra cima e descanse filha, temos uma reunião muito importante hoje e você precisa estar cem por cento.

- Não acho que conseguirei ficar nem dez por cento, Esme. – ela sorriu meneando a cabeça.

- Irá, esse remédio é tiro e queda, acredite. – assenti me virando para voltar para o quarto.

- Reunião? Reunião pra que?

- Vá descansar filha. – disse somente, achei melhor não insistir, onde Edward teria ido tão cedo?

Despertei me sentindo bem melhor, olhei no relógio e já passava das quatro e meia da tarde, ajeitei meu cabelo, escovei os dentes e desci novamente, achei melhor continuar com os óculos.

- Olha a Bella adormecida ai! – brincou Emmett de onde estava, Edward estava sentado no braço do sofá, conversava com Carlisle, estranhei ao ver Charlotte ali.

- Charlotte? O que faz aqui? – fui até ela, que me abraçou apertado, notei que próximo de nós, havia um homem o qual nunca tinha visto.

- Boa tarde Bella, que bom que melhorou. – assenti para Carlisle sem saber o que dizer, Edward continuou onde estava, nem sequer me cumprimentou, Thony correu pro colo dele. – Agora que estamos todos aqui, peço que me acompanhem até a sala de jantar.

- Maria? Pode ficar com ele pra nós? - pediu Esme, Maria chamou Thony para ir lá pra fora.

- O que está acontecendo? Porque tanto mistério? – perguntou Alice.

- Logo saberá Alice, não seja impaciente. – Carlisle a repreendeu, aquele homem nos acompanhou até a sala de jantar.

Carlisle sentou-se na cabeceira da mesa, Esme ficou na outra, ele me indicou a cadeira ao seu lado e o homem sentou-se diante de mim, Edward ao meu lado e Charlotte ao lado do homem, Rose e Emm, já Alice e Jazz ao lado de Edward.

- Bella, sente-se bem? – Carlisle perguntou de forma carinhosa, segurando minha mão.

-Sim, aconteceu alguma coisa? Algum problema com a guarda de Thony?

- Oh não querida! – respondeu sorrindo, o que me deixou mais aliviada. – Na realidade temos uma revelação a fazer e espero que me perdoe por não ter pedido sua permissão para o que fiz. – senti a mão de Edward segurar firme minha outra mão. – Este é o agente Cooper, ele é do FBI. – pensei que meus olhos fossem saltar.

- FBI? Mas o que foi que eu fiz? – eles sorriram meneando a cabeça.

- Não fez nada filha. – disse Carlisle segurando minha mão, piscando em seguida.

- Bella? – desviei minha atenção para Charlotte que me chamava. – Quando você chegou ao Saint Louis, eu trabalhava como ajudante da antiga diretora e a senhora Molina achou melhor ocultar de você às circunstancias em que chegou, esta me entendendo?

- Sabia esse tempo todo de onde vim?

- Não! Você veio trazida pelo conselho tutelar... A polícia havia estourado um cativeiro onde mantinham crianças que seriam vendidas. – ninguém falava nada, todos ouviam calados. - Você estava entre elas, foi entregue a nós enquanto faziam as investigações, mas não encontraram evidências de onde havia sido tirada, ou como chegou a eles. – senti um enorme nó se formar em minha garganta, retirei os óculos para olhar diretamente nos olhos dela.

- Está me dizendo que fui arrancada dos meus pais, da minha família? – ela somente assentiu.

- Quando estive no Saint Louis... – disse Edward desta vez. - Charlotte contou a mim e a Alice...

- Vocês sabiam? E não me contaram? – o cortei puxando minha mão, ele me olhou assustado.

- Pedi sigilo absoluto a eles, Bella. – Charlotte interveio.

- Quando veio pra cá conosco, pedi ao meu pai que entrasse em contato com alguns amigos seus e tentasse descobrir o que aconteceu. – ele continuou. – Já que o Saint Louis nunca dispôs de dinheiro ou influência para prosseguir com as investigações. – desviei meu olhar dele, para o tal agente, diante de mim.

- Entrei em contato com meu amigo que é superintendente do FBI... – disse Carlisle desta vez. - O tio de Jasper, Henry Hale, ele nos chamou semana passada para uma reunião com ele, na qual comparecemos Charlotte, Edward, Jasper e eu.

- Mentiu pra mim? Outra vez?

- Foi preciso, me perdoa. – Edward pediu com a voz embargada.

- Tudo estava correndo em absoluto sigilo Bella e ainda está. – concluiu Carlisle.

- Se a reunião era sobre mim, porque não fui chamada?

- Não sabíamos o que haviam descoberto e achamos melhor não lhe dar falsas esperanças... Me desculpe. – insistiu, Edward parecia nervoso, preocupado.

- Está querendo dizer que descobriram quem são meus pais, é isso? – falei impaciente.

- Sim, mas as coisas não são tão simples assim. – olhei pra Carlisle sem entender. – Mas creio que seja melhor que o agente Cooper lhe explicar. – disse apontando para o tal homem diante de mim.

- Trabalhamos em conjunto com a Interpol e graças a informações cedidas pela senhorita Reynolds. – falou apontando para a mesma. – Ligamos os casos e acabamos localizando sua família, que não é daqui e sim de Florença, da região Toscana, na Itália...

- Como é que é?

- Deixe-o contar filha. – pediu Carlisle.

- Você nasceu na Itália, Isabella, tem dupla nacionalidade, já que sua mãe era americana...

-Era? Desculpe!

- Como ia dizendo. – falou ignorando o que eu disse. - Seu verdadeiro nome é Isabella Alessia Dwyer Salvatore, nasceu em treze de setembro de 1991 e...

- Espera um pouco, está me dizendo que minha mãe já era e que não tenho dezoito anos ainda? Mas como...

- Irá completar dezoito no dia treze de setembro. – respondeu prontamente.

- Isso só pode ser um pesadelo, ainda estou dormindo e vou acordar a qualquer momento. – segurei meus cabelos com força, a dor de cabeça estava voltando.

- Como ia dizendo é filha de Renée Dwyer Salvatore e Charlie Felippo Salvatore, neta de Carmem Fiorella Salvatore e Matteo Felippo Salvatore...

- Está dizendo que eu tenho pais e avós? Mas não disse que...

- Deixe-o concluir, filha. – insistiu Carlisle.

- Isabella, você foi raptada quando tinha apenas um ano e oito meses, estava com sua mãe na propriedade que pertence a sua família em Cannon Beach- Óregon... – notei uma troca de olhares entre ele e Edward. – A casa foi invadida, sua mãe foi morta com três tiros e você foi levada e entregue a receptadores que traficavam crianças.

- Então minha mãe está morta? – minha voz não passou de um sussurro.

- Tem que ser forte Bella. – Edward pediu voltando a segurar minha mão.

- Ela está morta Edward... – não contive as lágrimas.

- Lamento Bella, não tem idéia do quanto lamento. – dizia acariciando meus cabelos.

- Bella? – ouvi Esme me chamar, ergui o olhar e ela estava ao nosso lado. – Filha, tome. – disse me entregando uma caixinha com lenços de papel. – Sei que é forte filha, escute até o fim Bella, é importante pra você que saiba de sua origem, não foi isso que disse a Edward? Que era horrível não saber quem é ou de onde veio? – voltei a olhar para Edward que tinha os olhos vermelhos.

- Sim. – foi o que consegui responder.

- Aconteça o que acontecer, independente do que descobrir aqui hoje, saiba que pode contar com essa família, pode contar comigo. – assenti voltando minha atenção para o agente.

- Desculpe. – pediu constrangido, somente assenti pra que continuasse, queria acabar logo com aquilo. – Conseguimos essas informações ligando os casos, o de desaparecimento com o seu rapto, Charlotte nos forneceu material genético seu para que fosse comprovado que se tratava da mesma criança e não há a menor sombra de duvidas, Isabella. – afirmou por fim.

- Meu pai e meus avós estão vivos?

- Sua avó vive em Florença, na região da Toscana, na Itália, é de onde vem sua linhagem, infelizmente... – senti o aperto de Edward se intensificar ao ouvi-lo. – Seu avô é falecido e seu pai faleceu a aproximadamente um ano em um terrível acidente de carro. – eu mal o via, as lágrimas saiam grossas.

-Então só me resta minha avó, é isso?

- Sim e ela está ansiosa para conhecê-la. – somente assenti.

- Falei com ela Bella, a senhora Carmem está nos aguardando, iremos pra lá se assim desejar é claro. – disse Carlisle.

- Acho que ela não terá opção senhor Cullen, é uma exigência da Condessa – falou o tal Cooper.

- Condessa? – soltou Emm.

-Sim, Condessa, sua família descende da nobreza Italiana Isabella, sua avó é Condessa Salvatore, seu avô foi o Conde Matteo Salvatore, um homem muito bem relacionado e bem sucedido nos negócios, seu pai era filho único e herdeiro do grupo Santinni, já ouviu falar?

- Não.

- Sua família é muito respeitada por toda a Europa, são muito influentes, o grupo Santinni é composto de uma rede de hotéis de luxo espalhados por toda Europa, Ásia e Oriente médio, sem contar as empresas e outros negócios. Ficará a par de tudo já que é a herdeira universal de todo esse patrimônio, uma fortuna estimada em alguns bilhões de euros.

Eu ri, eu ri muito, eu estava gargalhando e não conseguia parar, todos me olhavam chocados.

- Bella? Você está bem filha? – ouvi Carlisle dizer, mas não conseguia responder, eu só conseguia rir.

- Bella, meu amor, você está bem? – a voz preocupada de Edward me fez parar de rir, ele segurava meus rosto em suas mãos. – Você está bem?

- Eu... Eu... – tudo começou a girar e a escuridão me atingiu.

POV EDWARD

Bella? Bella? Pai ela não reage. – ela havia perdido os sentidos e não voltava, a peguei nos braços levando-a para a sala, a colocando no sofá.

- Me deixe examiná-la filho. – meu pai pediu, me afastando dela.

-Acalme-se Edward, o choque deve ter sido grande demais. – dizia minha mãe vendo minha agonia.

- Bella? Filha como se sente? – perguntou meu pai, Bella finalmente estava reagindo.

- O que aconteceu? Minha cabeça ta girando... Acho que não deveria ter bebido... – gemeu levando a mão a cabeça.

- Com toda a certeza, não. – concordou meu pai.

- Tive um sonho muuuito estranho. – disse estendendo a palavra, olhou a sua volta parando no agente Cooper e Charlotte. – A droga! Eu ainda to sonhando? – revirei os olhos e meu pai segurou o riso.

- Não está sonhando filha, sei que é um choque pra você, mas é real. – afirmou, o olhar de Bella ficou perdido.

- Meus pais... – sua voz saiu embargada e Bella nem chegou a concluir.

- Lamento muito filha, gostaria que fosse diferente, mas...

- Eu... Eu tenho uma avó? – disse entre soluços.

- Sim e ela quer te conhecer, está nos aguardando, se nos permitir acompanhá-la é claro. – ela olhou para todos naquela sala fixando seu olhar em mim, secou as lágrimas com as costas das mãos.

- Não vou a lugar algum sem vocês... Principalmente você. – as lágrimas voltaram com força total.

- Estaremos ao seu lado Bella, vou estar ao seu lado, não se preocupe. - disse a envolvendo em meus braços, aos poucos ela ia assimilando as coisas, a ficha finalmente havia caído para Rose, Alice e Emm também.

- Isso tudo é tão louco, não é? – ela tinha a cabeça apoiada em meu peito, estávamos em seu quarto, deitados na cama. – Ainda me custa a acreditar que tudo o que aquele homem falou seja real.

- Faço idéia, demorou pra ficha cair pra mim, imagino pra você. – falei brincando com uma mecha de seu cabelo.

- Acha que ela irá gostar de mim? Sou uma pessoa tão...

- Linda? – conclui por ela, que grunhiu soltando um som estranho. – Doce, meiga, inteligente...

-Não vejo nada disso ai, deixa de ser exagerado.

- Só estou sendo sincero, ela vai amar você Bella, não tem como não amar.

- Quando iremos para a Itália?

- Creio que em uma semana, por quê? Está ansiosa?

- Não sei se ansiosa é a palavra certa... - estava hesitante.

- O que está se passando nessa cabecinha? – perguntei depositando um beijo no topo de sua cabeça.

- Tanta coisa... Estou com medo, mas ao mesmo tempo curiosa para vê-la, saber como ela é... Saber como meus pais eram, a cor dos olhos deles do que gostavam, se eles se amavam? Se... Se me pareço com eles em alguma coisa, é tudo tão...

- Novo?

- É. – disse sentando-se de frente pra mim. – Com o tempo desisti de tentar adivinhar essas coisas, mas agora que estou prestes a descobrir... Estou com medo. – confessou insegura, a puxei para o meu colo, Bella sentou-se sobre mim com uma perna de cada lado eu estava recostado na cabeceira da cama.

- Não fique, vai dar tudo certo e sua avó vai amar você, senhorita Salvatore.

- É estranho, não sei se vou me acostumar com esse nome, gosto do Swan, combina mais comigo.

- Vai se acostumar. – de repente Bella me olhou séria como se tivesse se lembrado de algo.

- Porque fez tudo isso? E porque não me contou?

- Uma vez me disse que era horrível não saber suas origens, se lembra? – ela somente assentiu. – Fiquei com aquilo em mente, por isso pedi ao meu pai que me ajudasse, só não fazia idéia de que a coisa seria assim tão grande.

-Porque não me contou? Porque mentiu pra mim?

- Não sabíamos se encontraríamos algo, as chances eram remotas, se te contasse e não encontrássemos nada, se decepcionaria. – falei acariciando seu rosto com o polegar. – E quando Henry nos contou o que descobriu, achamos melhor estarmos todos juntos ao contar, ficamos preocupados. – Bella somente me olhava como se assimilasse o que havia acabado de dizer, puxou o ar com força o soltando de uma vez só.

- Por isso não me ligou? Ou não atendeu as minhas ligações? – ela havia me pegado.

- Confesso que fiquei inseguro... – Bella franziu o cenho.

-Inseguro?

- Não sabia como isso afetaria você e... Tive medo... Tenho medo na realidade. – me corrigi. - Que essa descoberta afete o que temos... O que sente por mim.

- E porque afetaria?

- Não sabemos o que nos aguarda na Itália, sua avó com certeza deve ter planos pra você e...

- Seja o que for, terá que incluir você e Thony, porque não vou me afastar de vocês. – havia tanta verdade em suas palavras, minha mãe estava certa.

- Mas quando a vi no portão de desembarque, quando estava ali, nos meus braços... –depositei um beijo em seus lábios. – Tudo desapareceu.

- Mudando de assunto... – Bella mordeu o lábio inferior, me sondando com o olhar. – Porque nunca me falou sobre a loira peituda?

- O que? – com tanta coisa pra pensar, e Bella queria falar sobre ontem?

- A loira peituda, sua ex- namorada, mais uma delas. – falou com certa irritação na voz.

- O que tem ela? – soltei meio atravessado.

- Pelo que pude notar eram bem ligados, se conhecem há muito tempo e...

- Já que tocou no assunto, porque sumiu daquele jeito? Quase me mata de susto e porque diabos bebeu tanto? – seus olhos semicerraram e Bella ergueu o queixo, empinando aquele nariz lindo.

- Estava sobrando ali! Todos estavam tão animados que me deixaram de fora da conversa principalmente você que ria de tudo que a idiota dizia.

- Não seja absurda Bella! – ela tentou sair de cima de mim, mas a mantive firme ali. – Nos conhecemos desde crianças, namoramos no colegial e...

- Ficou impressionado com a mulher estonteante que se tornou, não é? Olhava pra ela embasbacado! – acusou, estava brava, muito brava. – Só faltou babar nos peitos dela.

- Não fiquei não. – me defendi e novamente Bella tentou se levantar.

- Vi quando a perua se aproximou da mesa Edward, o abraço que trocaram, o modo como a olhava. – estava enciumada. – Como prestava atenção a tudo que grunhia.

- Por isso bebeu daquele jeito? Porque estava com ciúme da Lauren? Estávamos só conversando criatura?

- Ficou mexido quando a viu Edward, não minta pra mim, eu vi. – falou exaltada.

- Só fiquei impressionado, não nos víamos há mais de quatro anos, namoramos no segundo ano do colégio e...

- Eu sei, ela fez questão de dizer que Tanya o tirou dela, esqueceu? Ou estava tão absorto nos peitos dela que não ouviu?

- Não seja ridícula Bella. – disse irritado, em um movimento rápido, se soltou saindo da cama.

- Ótimo! Agora sou ridícula também. – revirei os olhos impaciente.

- Por isso sumiu e encheu a cara? Porque ficou com ciúme de Lauren, ficou naquele estado lastimável? – ela fez bico e seu queixo tremeu.

- Além de ridícula, sou bêbada e ciumenta, o que mais? – às vezes seu sarcasmo era irritante.

- Esta vendo coisas que não existem, Bella. Fazia anos que não nos víamos, ela era nossa amiga, sua família é muito amiga da minha, nossos pais são amigos, estudaram juntos, ele é diretor de um dos melhores hospitais de Londres, Lauren também faz medicina e...

- E você descobriu que tem tudo haver um com o outro, não é?

- Para de distorcer as coisas! – praticamente gritei me levantando.

- Distorcer as coisas? Sabe não vi sua "amiga" – dizia fazendo aspas no amiga.- Se pendurar em Emm ou em Jazz para cumprimentá-los, nem ficava mostrando os dentes pra eles como se fosse um dentista ou coisa parecida... Ela babava em você, como você nela.

- Acho melhor eu ir embora, é impossível falar com você assim. – falei indo em direção a porta. – Você é muito teimosa e cabeça dura!

- SAI DAQUI! – gritou atirando um enfeite em mim, a sorte que sua mira era péssima.

- FICOU MALUCA GAROTA!

-SAI DAQUI! – ela pegou outro enfeite, sai batendo a porta com tudo encontrando os quatros no corredor e minha mãe na entrada.

- O que foi isso? Dava pra ouvir os gritos do andar debaixo. – dizia chocada.

- Aquela garota é maluca! – falei passando por eles, a porta se abriu.

- Não me chama de maluca seu... Seu... AHHH! – gritou atirando outro vaso ou sei lá o que em mim errando feio novamente.

- Estão vendo? Ela é louca! – desci as escadas indo direto para a garagem.