A viagem saiu tranquila, sabe, pelo menos eu acho que não houveram discussões em geral. Mas não posso dizer nada, fiquei o tempo todo dormindo.
Bom, dormi, na realidade, bem pouco, por que quando eu tava na melhor parte do sonho... "Acorda, Nessie! Temos que vestir os uniformes de Hogwarts!"
AAAAHHH!
Que saco!
Pois é, depois disso, eles me explicaram algo sobre... era algo envolvendo um cara chamado Snape (não é aquele professor que, segundo Hermione, era emo/gótico/punk/seboso?), uns anões, e... ah, sei lá do eu ela tava falando.
Depois de todo o blá, blá, blá, eu peguei meu iPad (linderrérrimo, roxo com estampa floral preta), e pus-me (odeio essa palavra, me lembra !) coloquei-me a escutar Who's Laughing Now? Da Jessie J.
Eu simplesmente amo essa música! A-M-O!
Por fora, calma, mas por dentro, eu parecia minhoca em terra quente, dançando essa música. (E a autora aqui está dançando exatamente assim na frente do computador.)
Mas em fim... a viagem foi normal.
Andávamos em direção a Hogwarts em grupo, por uma imensa, gigantesca, grotesca (!) quantidade de metros. Não me pergunte como esses humanos conseguem caminhar isso todosantodia.
Quando chegamos aos portões, eu ainda estava escutando minhas amadas musicas, já tinha rodado a playlist (que vale lembrar não é tão pequenininha assim) duas vezes.
Havia uma professora, que pelo que eu entendi, seria a Fessora Mcgonagall (Isso aí, mentalmente irei chama-la de Fessora,assim como irei chamar toodos os outros professores ( ou fessores, no caso) existentes nesta imensa... coisa sem fim.), ela tava procurando alguém, no meio dos alunos.
HÁ!
Que ser mais azarado, cara!
Logo no primeiro dia já vai direto pra diretoria... coitada dessa pessoa!
Meio que congelei quando ela se virou pra mim e esboçou um sorriso.
Cruzei, mentalmente, os dedos.
Não seja eu!
Não seja eu!
Não seja eu!
- Senhoria Cullen! – Ela disse.
Quedroga!Soueu.
Suspirei ao ver o que teríamos que fazer para chegar a diretoria.
Depois de longas (longas, eu disse loooongas) e suicidáveis escadas finalmente (FINALMENTE! FINALMENTE! ALELUIAAA!) chegamos a maldita salinha.
Ok, isso é muito esquisito.
Tem uma gárgula, que tivemos que passar para chegar aqui.
Umagárgulaquesemexe.
E que fala!
E depois tinha um tipo antigo e esquisito de elevador...
sério, isso tudo é muito... surreal.
As vezes eu ainda espero que de repente eu vou abrir os olhos e minha mãe vai estar me sacudindo, tentando me acordar, e falando algo sobre meu quarto ser uma bagunça...
Como eu tenho saudades disso.
Pensei que nunca iria dizer isso, sabe. Mas...
Que porcaria eu to falando?
Sério, acho que Hogwarts está me afetando. Eu to muito melancólica.
Meu Deus!
Eu virei emo.
Ok, mas como eu estava falando...
Entramos numa salinha esquisita, que estava cheia de quadros que se mexiam, serio, dava medo. Eu poderia dizer que eles tinham desenvolvido algum tipo de tecnologia, tipo uns Gif's... se um quadro não tivesse dito "Então essa é a vampira?", eu meio que dei um pulo quando ouvi. Não gritei porque... eu perdi a voz no susto.
- Boa noite senhorita Cullen! Espero que tenha gostado da viagem até aqui! – O carinha que pelo que eu entendi seria o fessor Dumbledore, falou com um sorrisinho amigável no rosto.
- Huh... é, foi legal.
Então eu percebi um coisinha, sabe... um pequeno detalhe, coisa pouca.
A sala estava cheia de pessoas. Provavelmente professores, que me seguiam com os olhos como... como professores.
Ok, já vi que eles pensam que eu sou uma assassina doida que vai matar todo mundo.
- Boa noite. – Eu falei pra eles. Que foi? Se eles acham que eu vou matar todo mundo, tenho que pelo menos ganhar a simpatia deles, né. Ok, isso não faz sentido.
A resposta deles foi um pequeno murmúrio. Talvez a fessora Mcgonagall fosse a única que não me julgasse... apesar de que o tal Dumbledore não parece tão ruim.
- Bem, senhorita Cullen, creio que temos muitos assuntos para resolver.
- Sim. – Só disse que eu falasse o que? "Ah, deixa disso Dumby(?)!"?
- Bem... creio que já tenha tido tempo para absorver que é uma animaga...
- Desculpa interromper, professor, mas... eu achei que o senhor tinha dito que eu era uma bruxa... e, o que é uma animaga?
- Oh, claro, não havia lhe contado... a senhorita já havia se transformado em algum animal... ser, algo do tipo?
- Sim, em um lobo, mas... eu pensei que eu era uma transfiguradora, ou... – Eu não completei a frase justamente por que não tinha um "ou". O que faz eu me perguntar: Como esse veio sabe tanto sobre mim?
- Animagos são bruxos que tem o poder de se transformar em algum animal, coisa,ser... geralmente, está na genética. Sua avó, não a vampira, mas sim a de sangue, mãe do seu pai. Ela se chamava Annabeth Masen. Ela era uma animaga também. Uma bruxa abortada... Isto é, que teve sua varinha tomada pelo ministério, pelo fato de ter contado a um trouxa que ela era uma bruxa, e feito um feitiço na frente dele... mas, o assunto é você, creio.
Era muita coisa pra mim absorver ao mesmo tempo... quer dizer que eu tinha bruxos na família?
Como assim?
Talvez... fazia sentido, se eu estivesse no lugar dessa tal de... Annabeth (é esse o nome, né?) eu esconderia do meu filho... que dizer, pra que falar, se eu não sou mais?
Meu pai talvez não tenha pegado "o gene".
Até que faz sentido, sabe...
- Quanto a sua alimentação. – Dumbledore continuou. Eu sabia que ele não estava falando do meu vicio pó cupcakes. – Você poderá caçar duas vezes por semana, nas terças e aos sábados. A noite. Isto, – Ele me mostrou uma chave de aparência antiga. – Irá parecer no bolso da sua roupa, nestas noites, ao mesmo horário. Quando estiver com ela, guarde-a bem. Ela abre os portões de Hogwarts. Não se esqueça de tranca-los quando voltar.
Ele deu um sorrisinho tipo... " velho-biruta", e deixou a chave sobre sua mesa.
- O professor Snape irá leva-la ao Salão Comunal. – Ele disse, e um homem com cara de emo deu um passo a frente. Ele simplesmente andou, deu um tchau pra todo mundo e o segui.
Depois das infinitas e incansáveis escadas, finalmente estávamos chegando no tal Salão Comunal.
Ele abriu a porta com um imenso barulho, e todos olharam adivinha pra quem?
Exato.
Eu.
Precisava fazer tanto barulho?
