Verdade revelada

- O que diabos você pensa que está fazendo? - me virei e disse para quem quer que fosse que tinha me molhado toda.
Eu nem fiquei tão surpresa quando vi o Sasuke segurando o balde vazio.
- Eu é que pergunto! Você sabe a idiotice que quase acabou de cometer? – cara, ele parecia furioso. Mas não tão furioso quanto eu.
- Eu não estava cometendo idiotice nenhuma. Eu só ia ajudar um amigo! – cuspi as palavras na cara dele e o soquei.
- Dando o seu corpo para ele ocupar? – Sasuke aumentou o tom da voz nesta frase. Espera um pouco, que história era essa?
- Como assim?
- Esse feitiço que você estava fazendo era um de possessão. – ele disse isso como se a resposta à minha pergunta fosse óbvia.
- Hima, o que ele está dizendo é verdade? Ei! O que você está fazendo? – se enrolando nas minhas pernas estava Hima. Eu me abaixei e segurei o seu rosto de gato entre as minhas mãos. Repeti a pergunta. Tudo o que ele fez foi miar.
- Essa não. – toda a cor do rosto de Sasuke pareceu sumir.
- Essa não o que? – eu estava começando a ficar nervosa em não saber o que realmente estava acontecendo ali.
- Eu não fui rápido o suficiente. Ele não tomou o seu corpo, mas conseguiu deixar o corpo de gato. - olhei para o gato. É, ele parecia ser um gato comum.
- E isso é ruim?
- É claro que é ruim! Orochimaru é o pior bruxo que já existiu! – de quem ele estava falando?
- Espera um pouco, quem é esse tal de Orochimaru? O meu amigo se chama Hima.
- Ele mentiu para você ou usou algum diminutivo do nome ou outra coisa do tipo. Hima, Orochimaru... Percebeu?
- Como eu vou saber que não é você quem está mentindo para mim? – em minha sincera opinião, Sasuke nunca havia feito nada para merecer o título de confiável - Hima, ou Orochimaru, disse para mim que era um bruxo bom!
- E você acreditou nele? Em um gato? Olha aqui, sangue só é usado em feitiços ruins! Ele é seu?
- O que?
- O sangue!
- É claro que não! - que idéia mais maluca.
- Tem certeza? Se não for o seu sangue, talvez nós tenhamos alguma chance. – foi aí que eu me lembrei de uma coisa.
- Hum, bem, eu piniquei um dedo em um espinho de uma daquelas rosas e uma gota de sangue caiu sobre ela, mas uma bem pequenininha e...
- Ótimo! - esse foi o ótimo mais carregado de sarcasmo que eu já tinha ouvido.

Correndo pela lateral da casa, Sasuke seguiu até um carro estacionado na frente do portão e começou a conversar com alguém pela janela do passageiro. Eu fiquei atrás dele tentando ouvir a conversa.
- E então, você conseguiu? – do banco do motorista, Itachi perguntou.
- Ele deixou a prisão de corpo de gato e agora está à solta.
- Droga! – Itachi bateu com força no volante e saiu do carro parando na frente do irmão.
- O que está acontecendo? O que nós vamos fazer? – ninguém parecia querer me inteirar dos fatos.
- Agora que ele já não está mais preso ao corpo de gato ele pode, e com certeza vai, tentar possuir o corpo da sua amiguinha aí. Temos que vigiá-la para que isso não aconteça. – que ótimo! Eu fui ignorada completamente.
- Nós podemos levá-la para a nossa casa e... – a minha paciência se esgotou e eu explodi.
- Calem a boca! Eu não vou para a casa de ninguém e quero que algum de vocês dois me explique a merda que está acontecendo aqui!
- Será que nós podemos entrar? Vamos te explicar tudo. - pela primeira vez, Sasuke não parecia querer me machucar. Ele parecia até querer me proteger.
- Tudo bem, mas vocês vão ter que me ajudar a limpar a bagunça que ficou no jardim.


O capítulo mais curto até agora, mas com muitas revelações. O que vocês acharam, hein?