Foram necessárias algumas horas para que todos os relatores do caso de Hagrid de tantos anos atrás pudessem ser reunidos. Alguns estavam mortos, por isso foram trazidos seus quadros, afinal de contas, era uma impressão mágica daqueles que cuidaram do caso havia tantos anos, 56 pra ser mais exato.

Mas foi uma unanimidade o que ocorreu foi a surpresa de que agora Harry Potter tinha, além da vitória sobre Voldemort sobre seus ombros, também as memórias da vida do bruxo das trevas. Muitos deles conheceram os pais do jovem Potter pessoalmente, e sorriram com o ocorrido.

Uma audiência foi realizada às pressas. No final, era preciso que a vítima da situação fosse chamada, e um fiscal foi mandado a Hogwarts para convocar Hagrid. Este, quando recebeu novamente a visita deste homem, ficou pressuroso. Depois que Dumbledore morrera, ele não se sentia mais seguro. Mas o homem foi com um sorriso no rosto, e explicou o que ocorreu. Hagrid chorou de felicidade, e se era coisa de Harry, ele podia confiar.

E assim, no final da tarde, todos os envolvidos, com a exceção de Voldemort, claro, estavam no salão de julgamentos principal. A imprensa estava ali, e saberia em breve o que levava o salvador Harry Potter e o Guarda-caça Rúbeo Hagrid ao julgamento novamente.

O circo se armou. Todos estavam ali, Hagrid, Harry, Ron, Mione, Ginny, MacGonagall, Kingsley e muitos outros, inclusive Percy. Por incrível que parecesse ser, inclusive Rita Skeeter estava ali, anotando tudo o que via. Se manteve longe de Harry e os demais, ainda mantinha vívida a lembrança de ter ficado presa como um besouro dentro de um pote... Obra de Hermione, claro.

-Prezados, vamos iniciar a audiência de inocentamento de Rúbeo Hagrid, atualmente Guarda-caça de Hogwarts, a pedido de Harry Tiago Potter diretamente ao Ministro da Magia atual, Kingsley Aaron Shacklebolt, acolhido imediatamente em virtude das provas apresentadas. - começou Mafalda Hopkirk, executora das leis da magia e juíza naquele momento; Ela era uma das poucas envolvidas no caso que não tinha se envolvido diretamente, afinal de contas, ela nem era nascida na época.

O burburinho cessou e a promotoria começou.

-De acordo com o que consta nos autos, o réu foi acusado e condenado de ter aberto a Câmara Secreta da Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts e também de ter assassinado uma colega, Marie Amaranthys, por consequência. E, também, pelo que consta, havia provas de que tinha sido ele mesmo.

-Senhor promotor, se me permite - disse Harry.

-Concedido, sr. Potter - respondeu o promotor bastante impressionado, e deixando Hagrid à beira das lágrimas. Dumbledore também fizera muito por ele no passado.

-As provas que eu trouxe mostram justamente o contrário. Naquela época, o aluno Tom Riddle, que veio depois ser conhecido pelo nome de Voldemort, forjou as provas que incriminavam Hagrid e que constam nos seus autos. Deve constar em seus autos que somente os ofidioglotas podem abrir a Câmara, esta capacidade tal que é raríssima, sendo eu mesmo tendo visto na linhagem de Slytherin. Voldemort era descendente do fundador, e eu obtive essa habilidade por ter sido uma de suas horcruxes.

Todo o júri ficou escandalizado. Voldemort fizera de Harry uma Horcrux? Ao passo que a grande maioria não sabia o que era uma, os que sabiam ficaram horrorizados. Os que sabiam passaram rapidamente a contar para aqueles que não sabiam, causando uma comoção geral.

-A segunda evidência era que o monstro presente na Câmara e que matou a menina era um basilisco, e não a acromântula conhecida como Aragogue que Hagrid criou. Eu mesmo encontrei e matei o basilisco em meu segundo ano de Hogwarts, com a ajuda de meu amigo Ronald Weasley, aqui presente e de Gilderoy Lockhart, na época professor de Defesa Contra as Artes das Trevas - mas ele não vai se lembrar de nada porque ele foi obliviado pela varinha do meu amigo, na época defeituosa. O promotor não se conteve.

-Uma história bastante mirabolante, sr. Potter. Mas pode provar o que está dizendo? - disparou o promotor.

-Com mais de uma prova, inclusive. A primeira prova que apresento são as minhas memórias do ocorrido, sendo que eu sei coletar, mas não alterar quaisquer tipo de memórias.

E a apresentação durou cerca de cinco minutos, mostrando quando Harry entrou na Câmara usando da ofidioglossia, e a segunda quando ele foi levado à época de quando Hagrid e Voldemort frequentavam Hogwarts - onde o primeiro contava apenas com 13 anos e o segundo com 15. Assim que a apresentação terminou, quase todos pareciam convencidos, menos uma pequena parcela e também o promotor.

-Comovente, sr. Potter, mas inconclusivo, pois se tratam de suas memórias - disparou o promotor.

-Creio que a segunda apresentação o senhor achará bem mais conclusiva, pois se trata das memórias de Voldemort aos seus 15 anos. - disse Harry com um sorriso no rosto.

Muitos ali ficaram espantados. O moleque estava se saindo tão misterioso quanto Dumbledore, com uma cartada atrás da outra. A segunda apresentação durou três vezes mais do que a anterior, mas mostrou claramente o que ocorrera: Riddle abriu a Câmara com sua ofidioglossia, levou o basilisco para perto de Marie - e que para todos entendam, ela ficou conhecida depois como. "Murta que Geme" - e a matou com o reflexo do olhar do monstro. Depois da apresentação, todos os que não haviam se convencido do que Harry tinha pra provar, menos o promotor. Ele parecia querer que Hagrid ficasse à margem da sociedade, sendo que o verdadeiro culpado já estava morto.

-Bom, era isso que eu tinha pra mostrar, agora o julgamento é dos senhores aqui presentes.

Harry saiu andando e voltou pra onde estava sentado, deixando grande parte da plateia embasbacada. No momento seguinte, a sra. Mafalda continuou o julgamento, mesmo que houvesse perdido completamente a compostura anterior quanto a manter as coisas do jeito que estavam. Ginny, Ron e Mione estavam orgulhosos do comportamento incisivo e decisivo do amigo.

Depois de alguns atos de protocolo, finalmente aqueles que trataram do caso anteriormente chegaram a uma conclusão. E já passaram tudo à Mafalda. Foi quando foi pedido a todos que se levantassem para a leitura da nova sentença.

-Dirijo a sentença a todos aqui presentes que, mediante análise das novas provas apresentadas, este júri considera o bruxo Rúbeo Hagrid inocente de todas as acusações. Este Ministério se compromete a pagar, além de uma varinha nova ao mesmo, todo o restante da educação que lhe faltou durante estes mais de 50 anos em que ele foi prejudicado. Esta corte está encerrada e este processo não terá mais recurso, pois a votação, além de unânime, mostrou que a prova apresentada por Hogwarts, encabeçada por sua diretora Minerva MacGonagall e do aluno Harry Tiago Potter, não dá espaço para contraprovas, eliminando qualquer brecha que houvesse antes.

Quando Mafalda bateu o martelo, houve comemoração. Hagrid chorou, pois sua vida estava recomeçando novamente, mas dessa vez de onde parou, havia tantos e tantos anos antes. Hagrid acreditou ver um pouco da aura de Dumbledore em Harry, pois esse agiu igual ao mestre: o primeiro, uma vez que não tinha como provar o que ocorrera, provera moradia e alimento pra ele, além de um serviço que não dependia de magia pra fazer; E o segundo, tendo as provas em mãos para inocentá-lo, o fez sem demora.

O grandão correu para o moreno e deu-lhe um abraço de quebrar ossos. Mesmo sendo esmagado, Harry estava feliz... Finalmente a justiça começara a ser feita para aqueles que sofreram nas mãos do bruxo das trevas. A mídia alardeou com estrondo, colocando mais uma vitória de Harry Potter, e que aquele era somente o começo. E isso era a pura verdade.

O que Harry não sabia era que sua aparição na mídia ia causar alguns encontros a ele. Enquanto isso, Rodolpho e Bianca já haviam dado conta de vender tudo o que havia sido possível e já tinham todo o ouro que puderam arranjar. Naquele momento, eles estavam a caminho do aeroporto, haviam ido a uma casa de câmbio bruxa e trocaram alguns galeões por uma boa quantia de dinheiro trouxa, o que o casal não gostou nem um pouco, mas que foi preciso.

Eles pegaram o suficiente pra pegar duas passagens de primeira classe, uma vez que poucos galeões foram necessários pra isso. Foi até bom, não tinham quase contato com os trouxas.

O voo começaria em breve, e a polícia trouxa estava fazendo a varredura de costume deles, mas que não seria nada pra eles, a não ser que houvesse um auror infiltrado na equipe. E sempre tinha, ao contrário do que a dupla pudesse saber.

Mas eles conseguiram passar sem susto. O avião decolou e a viagem foi tranquila, chegando rapidamente no continente americano. Sem conhecer ninguém e com quem conversar sobre o lugar, os dois tentaram em um primeiro momento, em vão, procurar algum sinal do povo bruxo ali.

E o primeiro sinal foi um bruxo que tinha as roupas tão desparelhadas quanto estranhas. Conversaram com ele durante cerca de uns dois minutos e conseguiram todo o direcionamento que precisava. Juntamente com Bianca, Rodolpho foi até o serviço de chave de portal e assim foram para a Califórnia.

Ali, embora maravilhados com o panorama local, procuraram rapidamente uma casa pra comprar, de preferência bem longe dos trouxas... E conseguiram achar um pequeno povoado às margens de uma das praias ali, onde os trouxas pensavam ser inacessível, mas era somente o feitiço do Estatuto de Sigilo em ação.

O povoado era deveras pequeno, possuía apenas umas 100 pessoas morando ali, entre crianças, adultos e idosos - mas todos muito atenciosos e que não queriam saber do passado de Rodolpho e Bianca, o que foi um alívio pra ambos. Era somente realizar o que fosse preciso dentro de casa que eles não seriam importunados.

A casa que o casal conseguiu comprar era do mesmo tamanho das demais. Era bem pequena se comparada ao chalé deixado na Inglaterra poucas horas antes, mas era aconchegante e podia ser remodelada. O filho do Lorde poderia aprender com os bruxos da escola local e aprender o legado de ódio a Harry Potter dentro de casa... Afinal de contas, que criança não aprenderia a odiar o assassino de seu pai?

Nessa altura, a gravidez de Bianca estava já na reta final, quase completando os nove meses, e ela já tinha passado por dois rebates falsos de trabalho de parto. Nos últimos dias ela não conseguia nem andar muito, mas com um apetite sexual voraz, e Rodolpho achava graça... Afinal de contas, antes de tudo o que ocorrera antes da queda definitiva do Lorde, Rodolpho estava em abstinência forçada graças aos devaneios de Bellatriz em relação a Voldemort.

Voltando a Harry, ele estava para entrar nas férias de inverno. Fora ovacionado por todos em Hogwarts pelo que fizera por Hagrid, e somente alguns não responderam da mesma maneira. Pro moreno pouco importava a reação dos outros, e sim o que Hagrid achava, e o grandão ultimamente fizera de tudo a seu alcance para agradecê-lo.

A nova varinha dele só não fora comprada ainda porque Harry queria estar lá quando isso acontecesse. As provas preparatórias para os NIEM ocorriam com frequência, duas vezes somente nas últimas três semanas. Todos os alunos do sétimo ano estavam exaustos com essa bateria de testes, inclusive Hermione, que inicialmente parecia ter mais energia e notas altas que os demais, mas por causa dos estudos mais alguns conseguiam estar no mesmo nível.

Assim que, no começo do inverno, no último banquete, fora anunciado o começo das férias de inverno (e que MacGonagall fora bastante ovacionada por isso), todos os que não queriam ficar em Hogwarts trataram de arrumar suas malas, e no dia seguinte, ir embora. Dessa vez, Harry não ficaria lá. Tinha um lugar muito especial onde ficar, e não estaria sozinho. Ao fazer suas malas pra ir para a agora sua casa, Harry ficou pensando... "E se meus pais estivessem vivos, como seria a recepção deles? Ali ele se convenceu que tinha de viver um dia por vez. E assim, quando ele se despediu dos amigos pra ir pra casa, ele pensou em descansar a cabeça antes de fazer qualquer coisa.

Mal sabia que teria uma grande surpresa assim que chegasse em casa. Era um final de tarde quando aconteceu isso... Os Weasley e Hermione deixaram Harry em paz, para que descansasse sozinho... Afinal de contas, de tempos em tempos uma pessoa precisa rever seus pensamentos... E era interessante que o jovem Potter decidisse fazer isso agora, alguns meses que se certificou que ninguém penetrasse em sua mente.

Assim que terminou de arrumar seu malão pra levar as coisas de que não precisaria pra casa, Harry foi pra Hogsmeade, pois os maiores de idade que já sabiam aparatar já podiam fazê-lo, e uma vez que Harry já cuidava de si, era só pegar seu malão e ir.

E foi o que ele fez.

Pisando em Godric's Hollow, no meio da praça principal (ainda não acostumara em aparatar diretamente em casa), uma senhora, sua vizinha, que colhia rosas na sacada de sua casa (e cuidava de algumas plangentinas que estavam fechadas em botão), o cumprimentou amistosamente. Era a sra. Frida, que era amiga da mãe de Harry em particular e elas conversavam muito. Nos meses em que Harry reformara sua casa, Thalita o levou para conhecê-la, e ela se encantou com o jovem Potter, sempre o cumprimentando quando o via.

O moreno andou calmamente até a casa da gentil senhora e foi abraçá-la, para agradecer alguns bolos de caldeirão que ela enviara a Hogwarts no fim de semana anterior ao final das férias... Naquele momento Harry estava tenso, então aquele gesto o ajudara demais.

-Eu já considerava sua mãe como uma filha pra mim, agora tenho você, esse homenzarrão todo como meu netinho! - disse Frida com um sorriso imenso depois de receber o abraço.

-Se minha mãe te considerava como mãe dela, porque não consideraria a senhora como minha avó? Foi muito gentil de sua parte ter mandado aquele bolo de caldeirão semana passada pra mim, e tava uma delícia. Me ajudou um bocado a estudar. - disse Harry, sorrindo em retribuição.

-Sério que te ajudou? Assim você faz essa velha aqui morrer de alegria! - disse Frida, com entusiasmo.

Harry ficou encabulado com o que ouviu da gentil senhora... E, educadamente, se despediu dela. Andou mais um pouco pelo centro do vilarejo olhando calmamente tudo o que era possível observar, e depois se pôs a caminho de casa, subindo a depressão e passando pela estátua de seus pais, e chegando à porta de casa. Um sorriso de felicidade se instalou no rosto do jovem Potter. "Finalmente voltei pra casa".

Harry abriu a porta e somente deixou o malão na sala, deitando-se no sofá, e deixando sua mente viajar, mesmo que somente por alguns minutos, por sua imaginação, mas a única coisa que veio à sua mente foram lembranças. Ao menos foram lembranças felizes, onde o sentimento de liberdade se fez presente novamente. Como era bom se permitir pensar em qualquer coisa sem que o peso de uma obrigação pesasse em tudo!

Depois de devanear um pouco, Harry se obrigou a levantar e arrumar as coisas. Pegou seu malão e se pôs a levá-lo até seu quarto. Subiu as escadas lentamente e foi caminhando, até ver que a porta de seu quarto estava levemente entreaberta. "Será que eu esqueci de fechar antes de ir à Hogwarts?", pensou ele. Deixando um pouco o malão de lado e apanhando a varinha, Harry foi entrando lentamente, sem que houvesse o mínimo de ruído... Mas ele acabou sendo traído pelo ranger da porta, que ocorreu de forma bastante medonha, e qualquer ser que estivesse ali dentro poderia ter ouvido a incursão dele. Foi quando o susto tomou conta de Harry.

Lá estava Thalita, deitada em sua cama, nua como veio ao mundo. Ela, ao ver que o amado chegou, disparou um olhar lânguido pra ele, como se o convidasse a chegar perto dela. Ao se ver nessa situação, Harry deixou seu malão perto da porta e saiu, ao mesmo tempo furioso e embasbacado com o que vira. Sabendo o que tinha acontecido, Thalita enrolou-se em uma toalha de banho que havia no armário e foi atrás dele, que havia descido as escadas.

Ao ver que ela tinha ido atrás dele, Harry disparou...

-Eu não tinha dito a você que eu tenho namorada? Ela até veio aqui, e você nem se deu o trabalho de sair na rua pra vê-la... E agora isso! Se você tiver qualquer cópia da chave da porta da minha casa, mesmo que tenha sido usada pra cuidar dela enquanto estive ausente, peço que me devolva agora mesmo, ponha suas roupas e vá embora!

-Vai me dizer que não gostou do que viu? E aquela ruiva que eu vi com você aquele dia é tão sem sal... Você merece coisa melhor, como eu. E estou prontinha pra você, basta eu tirar essa toalha.

Harry não acreditou na audácia que ela havia demonstrado ali. Ela estava querendo levar até as últimas consequências seu desejo de ter sua primeira vez com ele, não se importando sequer com o que poderiam falar dela, ou com o que poderia acontecer ali. Não sabia como agir... Fazia a vontade dela ou aparatava n'A Toca, contando imediatamente à Ginny... Mas a primeira opção daria poder de chantagem à Thalita e a segunda causaria uma confusão tremenda, talvez até chamando a atenção da imprensa e pior, de Rita Skeeter.

Pensando com um pouco mais de calma, lembrando-se de como Hermione fazia ao estar em uma situação difícil, Harry decidiu por atacar os sentimentos dela, para que ela entendesse que tudo não passara de um mal-entendido e que ela fosse embora, o deixando em paz.

Mas como ele faria isso? Não queria ser bonzinho demais e nem grosso ao ponto de ela nunca mais falar com ele... Percebendo a indecisão de Harry, Thalita resolveu falar.

-Pra que pensar tanto assim? Sua namorada nunca vai saber de nada... Vem, Harry, meu amor... Vem sentir o que é bom junto comigo...

A situação estava piorando, e Harry sequer sabia como agir. Foi quando ele pensou: entre um escândalo e uma consciência pesada, que viesse o barraco então. Andou calmamente até à porta da frente, a trancou e desaparatou no mesmo instante. Thalita ficou possessa.

-Como ele pode ser tão idiota e cego por ela! - disse a morena, arrancando a toalha de seu corpo e a atirando ao chão, voltando a ficar nua.

Com tamanha pressão sofrida, Harry aparatou com uma precisão milimétrica na porta da cozinha d'A Toca, batendo nesta em seguida. O interessante é que quem atendeu foi Ginny. Vendo a expressão de puro desespero do namorado, a primeira coisa que fez foi trazê-lo pra dentro. Também vendo a expressão do futuro genro ao passar por si, Molly os seguiu até à sala. Depois de se acalmar, processo esse que levou alguns minutos, ele começou a falar.

-Ginny, meu amor, acima de tudo quero que confie em mim, mesmo depois que eu contar o que aconteceu.

A ruiva já ficou nervosa ao ouvir isso.

-Por que você diz isso?

-Só quero ouvir você dizendo que confia em mim.

Molly já imaginava alguma coisa, mas queria ouvir Harry, então assentiu com a cabeça, o que fez com que a jovem Weasley dissesse o que Harry queria ouvir.

-Sim, meu amor, eu confio em você.

E assim o jovem Potter contou às duas o que ocorrera. A primeira parte, tranquila, e a segunda, ele se mostrou nervoso, mas não pelo fato de sentir culpa, mas de acontecer algo que fizesse com que ele a perdesse.

Depois que ouviu tudo, Ginny respirou fundo e fez o inesperado, ação essa aprovada por sua mãe: a garota abraçou o namorado e o beijou, de modo emocionado.

-Obrigada por ser fiel, meu amor.

-Só fiz o que o meu coração mandou. Mas posso te pedir uma coisa?

-Claro...

-Se você quiser agir em relação a ela, vá em frente, mas tenta não chamar a atenção da imprensa, tá?

-Ah sim, claro... Você não quer aquela idiota da Skeeter no seu pé, né?

-Isso aí.

-Tá bom.