No dia seguinte, Chichi anda está tentando lidar com o estupro que sofrera, quando aquele que dominava seus pesadelos, parece na sua frente...

Frente a ela, ele descobre algo que não era capaz de fazer, por mais que seu corpo e mente lhe gritasse... E isso o desespera.

OooOooOooOooO

No dia seguinte, Chichi se encontrava em sua cela sentada no chão no canto com os braços abraçando suas pernas que estavam dobradas rente ao tórax.

Lágrimas insistiam em cair sem dá-lhe trégua, juntamente com a dor pungente em suas partes íntimas e seios. Olhava para a parede oposta com um olhar perdido.

Pouco comera no café da manhã servido em sua cela destrancada, contendo um chá para aliviar as dores. Por mais que desejasse fugir, não conseguiria e sabia disso, pois, lá fora haveria vários saiya-jins passando, outros voando, acabando por tornar sua fuga impossível.

Os sons de passos descendo as escadas chama-lhe a atenção, fazendo-a temer por saber que não era a senhora e sim, seu mestre.

Antes, sentia medo dele, mas, nem tanto. Mais por causa dos castigos. Porém, a noite anterior a mudara, tornando-a alguém acovardada e temerosa.

Agora, a sua presença lhe fornecia um absoluto terror.

Cada passo que ecoava se dirigindo à cela dela tornou-se uma tortura, fazendo-a chorar sem silêncio, ainda mais intensamente.

Os passos param e ela sente que ele a olhava de fora da cela. Chichi não ousava olha-lo com medo do que encontraria. Abraça mais fortemente as suas pernas, enquanto seu tremor aumenta.

Kakarotto observa a sua escrava encolhida e tremendo como se estivesse com frio. Além disso, sentia o forte odor de pavor e o cheiro salgado de lágrimas intensamente forte.

Sua cauda se contorce na cintura e não entendia por que tal comportamento dela lhe deixava irritado ou estranhamente triste, por mais que não houvesse lógica para ele. Afinal, ela era sua escrava e podia fazer o que quisesse, inclusive se divertir, se este fosse o seu desejo.

Sua irritação aumenta conforme nota o rumo indesejável de seus pensamentos e rapidamente, com excessiva violência, os detém, enquanto fecha os olhos e se concentra, para limpar sua mente dessas sensações errôneas e que eram pertencentes somente aos fracos e patéticos que sentiam algo pelos seus animais.

Ele era o saiya-jin mais poderoso do universo, cujo poder ultrapassava inclusive o do rei. Não era um retardado fraco para permitir-se perder seu orgulho saiya-jin.

Retornando gradativamente ao seu orgulho, ele fala com a voz fria e autoritária:

– Saia da cela para que este Kakarotto possa treina-la. Você precisa se preparar para a Rinha amanhã.

Vendo que ela se levantava devagar, tremendo e encolhida, fala, agora extremamente irritado:

– Quer se tornar uma escrava sexual de uma vez? Pois, senão tiver utilidade nas lutas, prevejo que este será o seu futuro! - sua cauda sai da cintura e chicoteia o ar com violência.

– Mas... - sua voz sai baixa, quase inaudível, mas, não para o saiya-jin que bufa, irritado.

– Irei tê-la algumas vezes. Uma escrava sexual é obrigada a satisfazer seu mestre diariamente. Pretende ter a experiência diária ou esporádica?

Ela treme e se levanta, rapidamente, pois, não suportaria diariamente. Rapidamente, tropeçando levemente em seus pés saí da cela, parando ao lado dele com a cabeça baixa, mas, sem deixar de temê-lo.

Após algumas horas, Kakarotto observa que ela tem receio de se aproximar dele, evitando contato o que é ruim, pois é um treino de luta e ela precisa avançar e não ficar somente na defensiva.

Com seu nível de frustação alcançando níveis exacerbantes, ele lança uma esfera de energia nos pés dela, apenas o suficiente para provocar hematomas, fazendo-a cambalear, aproveitando este instante para pressiona-la contra a parede com violência, fazendo questão de pressionar onde provavelmente tinha hematomas, para faze-la sentir bastante dor. Algo que consegue.

Usando seu corpo e pernas para imobiliza-la, ergue o queixo dela com violência, obrigando a olhar para ele, enquanto segura seus braços através dos pulsos com a outra mão, deixando-os esticados e pressionados contra a parede.

Tudo isso a fazia gemer de dor, enquanto chorava com os olhos cerrados, em silêncio, porém, com o corpo quase convulsionando de tanto pesar.

Ele a pressionar mais, agravando os hematomas, enquanto sente uma raiva intensa transbordando de dentro de seu ser. A visão dela com dor e chorando mexia com ele há um nível extremamente desconfortável, além de vexatório.

Odiava esses sentimentos que insistiam em driblar suas restrições, obrigando-o sempre a estar alerta, reprimindo-os a todo o momento.

Muitas vezes desejou elimina-la. Era o mais sensato segundo o seu orgulho. Se algo o incomoda, basta se livrar. Conseguia escravas em qualquer lugar, em qualquer planeta subjugado por eles. Por mais que fosse um desperdício mata-la por causa de seus ascendentes e talento nato, seria a única forma de ter a paz mental que sempre tivera antes da chegada dela.

A paz que tanto perdera com a chegada dela. O descontentamento e raiva eram quase diárias. Se irritava com coisas tidas como outrora levianas para ele.

Sentindo perder seu parco controle, cada vez que a via emitir um choro abafado, ele grita com a voz extremamente irritada:

– Cale-se animal!

Mas, ela não parava, orando mentalmente para que ele perdesse o controle e a matasse, pois, assim poderia rever seu pai e conhecer a sua mãe no outro mundo. Não precisaria mais ter medo ou sofrer. Sabia que a única forma de um escravo conseguir a liberdade era através da morte.

Ele solta os braços dela, enquanto rosna em fúria, começando a formar uma esfera de energia na mão que outrora a segurava.

Todos os seus tendões, assim como os seus músculos clamavam para jogar a esfera nela e assim varrer a sua existência por completo. Sua mente orgulhosa gritava para que acabasse com ela, a fim de retornar a sua paz. Ela era tão patética que mata-la, era como pisotear um verme.

De fato, no instante que se preparava para pressionar a esfera contra ela, se aproximando lentamente de seu tórax, enquanto prendia o queixo dela para cima, o fugaz pensamento dela desaparecendo, lhe trouxe desespero.

Um desespero tão grande que paralisou os seus músculos com eficácia e silenciou a sua mente. Sentiu o sangue gelar com tal visão, o apavorando em seu íntimo.

A esfera desaparece e ele a solta, enquanto seus braços caem um de cada lado do corpo, enquanto processa o que lhe sucedeu.

Mentalmente e fisicamente esgotada, Chichi encontra-se sem energia para manter-se em pé.

Então, quando ele libera seu corpo do pressionamento que fazia contra o dela, a chikyuu-jin escorrega para o chão, sentindo seus músculos dormentes, principalmente do pescoço. Sua mente estava com os pensamentos nublados e pouco a pouco a escuridão a engolia.

Após alguns minutos se refaz do choque e fica atordoado, pois, fora um medo tão poderoso que praticamente o paralisou a um nível profundo. Nunca havia sentido aquilo, nem mesmo na sua época de treino ou quando enfrentou um saiya-jin poderoso pela primeira vez quando fez o teste para ser considerado adulto e não mais criança.

Com o controle voltando aos poucos, a sua ira retornou. Sentiu-se também frustrado por não conseguir mata-la. Algo dentro dele era veemente contra essa ideia e ele não conseguia controla-lo. Isso o amedrontava no fundo de seu ser e temia que alguém descobrisse. Sentia vergonha e raiva.

Bufando, ele se retira da sala, murmurando maldições para a terráquea que não conseguia matar, enquanto subia as escadas.

Sua ira não se acalmara e não sabia como se acalmar. Lutar contra Vegeta estava fora de cogitação, pois, no estado mental que se encontrava, correria o risco de mostrar a ele a diferença de poderes, acabando por suscitar a ira do príncipe.

Sabia que se lutasse, liberaria toda a sua frustação, raiva e ira. Lutaria até que não se aguentasse em pé e só havia uma forma de fazer isso. Algo que fazia nos últimos anos em segredo durante o dia ou treinar na câmara de gravidade até não se aguentar de pé.

Sair da forma atual e se dirigir a uma Central, mesmo de segunda classe, pois, nessas havia dezenas de conterrâneos ansiosos para alguma batalha.

Além do mais, todos o conheciam na forma super saiya-jin 4. Provavelmente não o reconheceriam na forma saiya-jin normal.

Além disso, se mantivesse inicialmente sua energia baixa, não conseguiriam reconhece-la. Ademais, com tantos saiya-jins concentrados e desejando uma batalha, muitos não se importavam de identificar o adversário, pois queriam uma batalha e não uma conversa amigável.

Fazendo isso, seu nível de poder cairia conforme lutasse consecutivamente, embora soubesse que precisaria encontrar um adversário próximo de um super saiya-jin 1 para ter uma luta acirrada.

Porém, contava que com a quantidade de lutas que teria, sua energia iria cair gradativamente e com isso, facilitaria aos seus adversários, fazendo-o não precisar encontrar adversários poderosos.

Mergulhar a cabeça em lutas acirradas e extenuantes, era uma ótima forma de liberar sua raiva, quando não podia treinar até cair.

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