"Adeus" Lily disse, segurando a maçaneta. Aquilo entre eles já tinha ido longe demais. Ela era a irmãzinha de seu melhor amigo, uma criança ainda. Claro que ele não era tão mais velho, mas não era certo. Então por que pareciam serem feitos um para o outro? A garota estava hesitante, mas depois daquela briga idiota por causa dos seus orgulhos, era impossível um dos dois vacilar. Ela deu uma última olhada por cima do ombro. "Eu não vou correr atrás de você, Lily" ele disse.
Ela não respondeu antes de bater a porta atrás dela.
"Lily, me desculpa" ele gritava, batendo forte na porta. Ela não sabia direito o que responder, então só gritava do outro lado. Estivera irritada por muito tempo. Queria abrir a porta e pular nos braços dele, mas sabia que não devia. "Eu não deveria ter dito aquilo. Você é a única que eu quero e eu sempre vou voltar por você". Ela prendeu a respiração, com medo de que se soltasse o ar se transformasse em um suspiro.
Ele abriu a porta com a chave reserva. "Velhos hábitos nunca morrem" ele disse, estendendo a chave. Ela ficou parada em frente a ele, sem conseguir se mover.
"Eu não sou nada sem você, Potter" ele disse. Ela se rendeu e se jogou nos seus braços.
Quem os olhava ficava intrigado. Num minuto ela batia nele com um livro bem grosso, no outro ela enchia seu rosto de beijos e ele a abraçava-a pela cintura, como se nada tivesse acontecido. Eles não conseguiam viver longe um do outro. Não eram um casal perfeito, estavam mais para disfuncional, por isso era tão misterioso e encantador a maneira como se relacionavam. As pessoas viviam se perguntando qual era o segredo para a sobrevivência de tantas brigas e – enfim – eles concordavam na resposta:
"Minha vida seria uma droga sem ele"; "Minha vida seria uma droga sem ela".
