Beyblade não me pertence

Capítulo anterior: A primeira fase do campeonato começou cheia de emoções fortes. No primeiro combate, os Blitzkreig Boys derrotaram os All Stars com uma vitória de dois a zero. No segundo combate, os The Demons mostraram o seu poder aos White Tigers X que sofreram uma derrota desastrosa. No último combate, as Night Girls enfrentaram os BBA Revolution, vencendo os BBA Revolution. Durante o combate de Ling contra a Rika, os The Demons finalmente descobriram que era a Ling a sua presa. Tyson e Hilary finalmente se entenderam, começando a namorar.


Capítulo 10: O primeiro passo

Sr. Dickinson: - Meninos, chegámos. – disse o Sr. Dickinson, parando em frente de um hotel que ficava no centro da movimentada cidade de Nova Iorque.

Daichi: - Uau! Que bonito! – comentou Daichi olhando para o enorme e luxuoso hotel.

Hilary: - O de Moscovo era bonito, mas este é ainda melhor! – disse Hilary, com os olhos a brilhar de entusiasmo.

Sr. Dickinson: - Ainda bem que gostam. – sorriu o Sr. Dickinson. – Bom, meninos agora estão por vossa conta. Podem ficar no hotel, dar um passeio, tudo o que quiserem. Têm o dia livre. Eu vou tratar de uns assuntos sobre o campeonato. – continuou, fazendo sinal a Haruka para que ela e as companheiras o seguissem.

Tyson: - Boa, temos o dia livre! – disse entusiasmado.

Hilary: - Então o que vamos fazer? – perguntou a Tyson, que estava ao seu lado segurando a sua mão.

Kenny: - Vocês não acham melhor nós... – mas o rapaz não teve tempo de acabar pois foi interrompido por um Tyson muito alegre.

Tyson: - Vamos dar um passeio!

Kenny: - Mas então e o treino? – perguntou preocupado.

Tyson: - Relaxa Kenny, o treino fica para depois. – disse muito descansado.

Hilary: - Depois do passeio, certo? – perguntou olhando de canto para o namorado.

Tyson: - Sim, sim, claro. Para depois do passeio que não vai demorar o dia todo. – concordou um pouco nervoso.

Kenny: - Sendo assim, acho que podemos ir. – concordou mais descansado.

Daichi: - Boa! Então Ling, o que achas? – perguntou Daichi à rapariga que estava ao seu lado, distraída. Ling não tinha prestado atenção à conversa pois estava com os olhos presos em um certo rapaz de lenço branco. – Olá, Terra chama Ling! Há alguém em casa? – chamava Daichi, passando a mão em frente dos olhos escuros da companheira.

Ling: - Huh? O que foi Daichi? – disse, despertando do transe e sorrindo normalmente.

Daichi: - Pode-se saber para onde estavas a olhar? – perguntou um pouco desconfiado.

Ling: - Eu? Para nada. – desculpou-se, sem jeito. – Mas o que é que querias?

Tyson: - Ling, nós vamos dar um passeio antes do treino. Também queres vir? – perguntou com um sorriso um pouco sugestivo, pois sabia exactamente para onde Ling tinha estado a olhar.

Ling: - "Um passeio..." Ah, não fica para depois. – e dito isto afastou-se dos colegas, que apenas deram aos ombros um pouco confusos e foram-se embora. Ling correu até à pessoa que tinha estado a observar desde que tinha saído do autocarro e ficou um pouco nervosa antes de chamar pelo seu nome. – Kai!

O rapaz virou-se para trás encarando um pouco surpreso a jovem que vinha em sua direcção. Cruzou os braços e olhou friamente para Ling. Esta não se assustou nem se sentiu indesejada. Já se tinha habituado com aquela expressão fria. Afinal de contas ele não tinha outra.

Kai: - O que se passa? – ao ouvir a voz dele Ling cruzou as mãos atrás das costas e baixou um pouco a cabeça, corada.

Ling: - Bem, sabes é que eu estava a pensar que se não tivesses assim nada para fazer nós os dois podíamos ir dar um passeio. Se não te importares, é claro.

Estava nervosa. Já não se sentia tanto à vontade com o Kai como dantes. Seria assim o comportamento de uma rapariga apaixonada? Talvez fosse essa a explicação para as suas atitudes idiotas. Kai bufou, virou as costas e olhou de canto para Ling.

Kai: - Desculpa, mas estou demasiado ocupado para andar por aí a brincar. – disse friamente e afastando-se da jovem.

Ling ficou em choque com aquelas palavras. Ele tinha-a tratado como se ela fosse uma criança. Bem, talvez ela fosse mesmo uma por ter agido daquela forma. Lágrimas formaram-se nos seus olhos e Ling baixou a cabeça, triste.

Ling: - "Porque é que ele é sempre assim...? Tão frio e arrogante..." – Ling suspirou. Limpou as lágrimas que teimavam em cair com a mão e entrou no hotel.

O que a jovem não sabia é que todos os seus movimentos tinham estado a ser observados por um grupo de quatro rapazes muito ambiciosos e perigosos. Os The Demons tinham começado a caça e agora não iriam largar a sua presa durante um segundo sequer. O trabalho que tinham em mãos era demasiado importante para ser deixado de lado por caprichos.

Dimitri: - Parece que a lindinha levou uma tampa. – disse Dimitri num tom de escárnio.

Ivan: - Não sei porquê! Até eu não me importava de ir dar uma voltinha com ela. – disse Ivan, no mesmo tom de Dimitri.

Nicolau: - Vocês são sempre iguais. – suspirou Nicolau. – Não se esqueçam que o mais importante é capturar o bit-bicho da miúda, não andar a passear com ela. E agora que ela está sozinha é a oportunidade perfeita para agirmos.

Dimitri: - Bolas, será que não sabes o que é divertimento? – perguntou, olhando de canto para Nicolau. Este nem se dignou a olhar o loiro.

Alexander: - Uma bela jovem sozinha e com o coração destroçado...o alvo perfeito. – comentou Alexander, com um sorriso um pouco assustador e um brilho alucinante nos seus olhos negros, enquanto observava a entrada do hotel.

Ivan: - O que estás a planear Alexander? – perguntou olhando para o líder curioso, que virou o seu olhar para ele.

Alexander: - O Nicolau tem razão. Agora que ela está sozinha, temos a oportunidade perfeita para agirmos.

Dimitri: - Boa! Vamos atrás dela? – perguntou animado por pensar que poderia se divertir um pouco a destruir beyblades.

Alexander: - Mais ou menos. Eu vou atrás dela.

Nicolau: - Então optaste pelo plano do engate? – disse sarcástico, encarando o líder.

Alexander: - Mas que rude Nicolau. Plano do engate...eu vou mas é consolar uma jovem com o coração destroçado e depois então vou tê-la na palma das minhas mãos. – disse com um sorriso sádico.

Dimitri: - Uhh, com que então o nosso líder vai se divertir. – disse com o seu sorriso sádico e olhando para Ivan.

Ivan: - Bem, à muito tempo que não te víamos assim, hein Alexander? – disse com um sorriso matreiro para o líder.

Alexander: - É, acho que sim. – disse voltando o olhar de novo para a entrada do hotel e sorrindo um sorriso sádico ao ver a sua presa sair do hotel naquele exacto momento. – Bem rapazes, vemo-nos depois. Eu agora vou atrás do belo anjo de cabelo negro. – e dito isto o rapaz de cabelo vermelho abandonou os companheiros, começando assim a sua perseguição.

Dimitri: - Anjo de cabelo negro? Mas o anjo que vimos ontem não tinha o cabelo loiro? – perguntou, um pouco confuso.

Ivan: - Às vezes consegues ser tão idiota, Dimitri. – suspirou o rapaz.

-x-

Ling caminhava devagar pelas ruas de Nova Iorque. Estava um belo dia. O sol brilhava, o céu estava limpo e via-se apenas umas pequenas nuvens brancas no céu semelhantes a pequenos pedaços de algodão. Pelas ruas, várias pessoas apressadas corriam para os seus encontros, alguns casais passeavam com os seus filhos, crianças passavam a correr, enfim um dia normal. Enquanto Ling caminhava sossegada passou por ela um jovem casal de namorados. Ling virou-se para trás para os ver afastarem-se. A jovem suspirou e voltou à sua caminhada.

Ling: - "Será que algum dia serei como eles...?" – Ling riu do próprio pensamento. Desde que aceitara que estava apaixonada tinha notado que só divagava e pensava em coisas que nunca tiveram lugar na sua mente. Todos os momentos que tinha passado com Kai. Tentava recordá-los até ao mínimo pormenor. Mas sempre que o fazia a tristeza apoderava-se de si. – "Porquê...? Porque me fui apaixonar...? E então... logo por ele? Porque não me apaixonei por alguém como o Ray? Ou como Max, ou até como o Tyson? Mas não. Tive que me apaixonar por ele... logo ele! Por aquela pessoa fria e arrogante. De expressão impassível e olhar impenetrável. E sem qualquer sorriso. É verdade... nunca o vi o sorrir. Parece que um sorriso é algo que não existe naquela face. Não... não é verdade! Ele já sorriu. Ele já foi feliz! Naquela fotografia ele parecia tão... bem. Porquê? Porque será que ele mudou tanto assim? Acho que nunca vou saber..."

Voltou a suspirar, cansada. Sentou-se num dos bancos do parque ao qual tinha acabado de chegar. Olhou em volta. Aquela era realmente uma bela paisagem. Mas não para se observar sozinha. Antes que pudesse voltar aos seus pensamentos, Ling foi distraída por uma voz vinda de trás de si.

- Ora, ora, mas o que faz uma menina tão bonita sozinha no parque? – disse uma voz, num tom um pouco cínico.

Ling assustou-se ao ouvir aquela voz de repente e virou a cabeça rapidamente para donde esta tinha vindo. Ficou um pouco chocada com a figura que estava ao seu lado. Um belo rapaz nos seus 17 anos de cabelos vermelhos, olhos pretos e um sorriso agradável e enigmático no rosto.

Ling: - Tu és...aquele tipo dos The Demons, não é verdade? – disse, um pouco na dúvida.

Alexander: - Aquele tipo? – disse com aquele mesmo sorriso que era capaz de confundir até mesmo a pessoa mais concentrada.

Ling: - Desculpa, mas não sei o teu nome. – disse, virando a cara. O rapaz riu e posicionou-se em frente de Ling.

Alexander: - Alexander Ustinov, líder dos The Demons. Muito prazer. – disse, esticando a mão, com o mesmo sorriso estampado no rosto. Ling encarou a mão um pouco surpresa, mas agarrou-a, um pouco insegura.

Ling: - Ling Akimoto dos... – mas não acabou, pois foi cortada por Alexander.

Alexander: - BBA Revolution, eu sei. – sorriu. Largou a mão de Ling e sentou-se ao lado dela, deixando uma distância razoável entre os dois. – Então, o que estás aqui a fazer sozinha?

Ling: - Vim arejar as ideias, mais nada. – disse, encarando o chão.

Alexander: - Hum, certo. – disse, não muito convencido. - E porque estás assim tão triste? Aconteceu alguma coisa? – perguntou, olhando-a. Esta encarou-o um pouco assustada.

Ling: - Porque queres saber? – perguntou, tentando recuperar do choque e um pouco desconfiada.

Alexander: - Nada em especial. – disse descansado. – Apenas não gosto de ver pessoas tristes, principalmente aquelas que tem um sorriso tão bonito como o teu. – continuou, aproximando um pouco o seu rosto de Ling, que corou devido ao acto e às palavras do rapaz.

Ling: - Não digas isso. – disse corada e virando a cara, voltando a encarar o chão.

Alexander sorriu vitorioso. Até agora estava tudo a correr na perfeição. Realmente era fácil enganá-la. Aquilo seria muito mais simples do que ele imaginara.

Alexander: - Então, é por causa do Kai dos Blitzkreig Boys, não é? – disse encostado no banco e com os braços esticados por cima deste.

Ling, ao ouvir aquilo, voltou ao seu estado de choque. Na sua mente, passeava a pergunta de como aquele rapaz poderia saber tanta coisa sobre ela. Encarava-o, apavorada e nervosa. Alexander rapidamente percebeu a mensagem.

Alexander: - Deves estar a perguntar-te como eu sei estas coisas. – disse, esfregando a nuca e olhando um pouco sem jeito para Ling. – A verdade, é que desde aquele dia em que quase combateste com o Dimitri deixaste-me curioso a teu respeito. Assim, passei a observar-te e, como não sou burro, percebi o que se passava. – continuou, com o mesmo sorriso. Ling baixou a cabeça, voltando a encarar o chão.

Ling: - Nota-se assim tanto? – perguntou numa voz triste.

Alexander: - Mais ou menos. Mas o que quer que ele te tenha feito é melhor esqueceres. Só um idiota deixaria alguém como tu assim triste.

Ling olhou surpresa e ao mesmo tempo feliz para Alexander. Apesar de mal o conhecer e de saber que a equipa dele era uma das mais perigosas, sentia-se bem ao lado dele. Aquele sorriso enigmático deixava-a descansada e aquele tom sempre relaxado também a acalmava.

Ling: - Obrigado... – disse, um pouco corada. Alexander sorriu, não o sorriso enigmático que mostrava para a jovem, mas sim o seu sorriso demoníaco e sádico, embora Ling não tenha visto.

Alexander: - Bem... – o rapaz levantou-se e pôs-se novamente em frente de Ling. – Já que está um dia tão bonito, que tal um passeio pela movimentada cidade de Nova Iorque? – continuou, esticando novamente a mão a Ling.

A jovem sorriu e agarrou a mão. Tinha um toque suave e um pouco frio. Sentia-se estranha ao agarrar aquela mão. Era como se perdesse a noção do tempo ao agarrá-la. Era uma sensação estranha, mas boa.

Ling: - Sim, vamos dar um passeio. – disse, já com o seu sorriso de volta. Alexander retribuiu o sorriso e os dois saíram do parque em direcção ao seu passeio.

-x-

Rika: - Tão lindo! – comentou, ao ver uma borboleta branca pousar numa flor.

Sorriu e posicionou a sua câmara para tirar uma fotografia. Ajustou o ângulo e disparou. Ao voltar a encarar a borboleta, sentiu-se satisfeita por saber que aquela era mais uma foto perfeita para juntar à sua colecção. Quando Rika estava prestes a tirar outra fotografia é distraída por o barulho de vozes de um grupo que se aproximava.

Rika: - "Mas são os BBA Revolution. Huh? Espera aí! A Ling não está com eles! Será que...não ela deve ter ficado no quarto. É melhor segui-los para ter a certeza." – e assim o vez.

A jovem de cabelos cor de mel seguiu os BBA Revolution discretamente até ao quarto deles. Pelo caminho, Rika reparou que o líder dos The Demons não estava junto dos seus companheiros no restaurante do hotel. Tremeu do pensamento que invadiu a sua mente. Não podia ser verdade, pois não?

-x-

Haruka: - Então Shiori, como vai isso? – perguntou a rapariga, aproximando-se da colega.

Shiori estava sentada no sofá com o seu portátil em cima dos joelhos, enquanto a luz deste era reflectida nos seus óculos pequenos.

Shiori: - Bem. Embora não tenhamos o nível máximo dos poderes da Ling, esta informação já é suficiente para podermos saber com o que estamos a lidar.

Haruka: - Óptimo! Isso deixa-me mais descansada.

Miharu: - Ah, será que vocês não sabem falar de outra coisa a não ser dessa miúda? – perguntou a jovem de cabelos azuis enquanto escovava o seu longo cabelo.

Haruka: - Miharu, sabes muito bem que a nossa missão é protegê-la! – repreendeu a líder.

Miharu: - Eu sei disso, mas será que nós não podemos mudar de assunto durante um bocado? Sabem, é que eu ainda não a suporto depois dela me ter roubado o Kai em Moscovo! – disse, com os seus olhos rubi num vermelho mais acentuado que o normal.

Haruka: - Ah claro. Só podia ser isso. – disse a jovem de cabelo lilás, olhando de canto para a amiga. Quando Miharu estava prestes a argumentar a porta do quarto é aberta com a máxima força.

- HARUKA!

Rika tinha acabado de entrar a toda a velocidade no quarto e parecia cansada devido à correria que tinha feito.

Haruka: - Rika? O que se passa? Porquê essa pressa toda? – perguntou a jovem um pouco confusa e assustada.

Rika: - Isto é grave...é muito grave! – disse enquanto tentava recuperar o fôlego.

Shiori: - Rika, o que foi? – perguntou a jovem levantando-se do sofá e tirando os óculos.

Rika: - A Ling...ela não está no hotel!

Miharu: - É só isso? Provavelmente ela saiu com os amigos, ora! – disse, muito descansada.

Rika: - Vocês não percebem. A Ling saiu sozinha. Os BBA Revolution estão todos no hotel, excepto ela.

Shiori: - Tens a certeza? – perguntou preocupada.

Rika: - Absoluta. Quando eu estava lá em baixo vi os BBA Revolution entrarem no hotel e, quando reparei que a Ling não estava com eles, decidi segui-los. Eles foram até ao quarto e até eles se surpreenderam por ela não estar lá.

Haruka: - Oh não! Isto é perigoso. Ter a Ling por aí sozinha não é nada bom. – disse, séria.

Rika: - E vocês ainda não sabem do pior.

Miharu: - O quê? Há mais? – perguntou, começando a ficar preocupada.

Rika: - Sim. É que quando eu estava a seguir os BBA Revolution reparei que o líder dos The Demons não estava com os colegas no restaurante do hotel.

Shiori: - O Alexander não estava com eles? Isso é muito estranho.

Miharu: - Então se ele não estava com eles e a Ling não estava no hotel será que...

Haruka: - Oh não! Temos problemas!

-x-

Max: - Tens a certeza que queres fazer isto? – perguntou ao amigo de cabelo preto entrançado, que estava ao seu lado encarando seriamente a porta à frente de ambos.

Ray: - Sim, Max. Acho que está mais que na altura de sabermos a verdade. – disse, num tom sério e encarando Max.

Max: - Mas não te lembras que tínhamos combinado que não iríamos desconfiar de nada novamente?

Ray: - Eu sei, mas há coisas que não podemos ignorar, Max.

Max: - Tens razão. Vamos lá então. – e dito isto, o jovem de cabelos loiros bateu na porta à sua frente.

Ao ouvirem a licença para entrarem, Max abriu a porta e os dois rapazes entraram no quarto que, na verdade, era o escritório provisório do Sr. Dickinson.

Sr. Dickinson: - Max, Ray? O que vos traz por cá? – perguntou, pousando um monte de folhas que tinha em mãos.

Max: - Sr. Dickinson, nós precisamos falar com o senhor. – disse sério e aproximando-se da secretária do homem, junto com Ray.

Sr. Dickinson: - E sobre o que é? – perguntou, estranhando a presença daqueles dois rapazes no seu quarto/escritório.

Ray: - É sobre a Ling. – disse encarando o homem, sério.

Ao ouvir aquele nome e ver as expressões sérias nas caras dos dois rapazes, o Sr. Dickinson assustou-se um pouco, temendo para onde a conversa iria ser levada.

Sr. Dickinson: - O que tem a Ling? Passa-se alguma coisa com ela? – perguntou sério, mas notando-se um pouco de nervosismo na sua voz.

Ray: - O senhor não precisa esconder, Sr. Dickinson. Nós já percebemos que se passa alguma coisa com ela, por isso não adianta o senhor enganar-nos.

O homem encarou Ray nervoso e surpreso. Não sabia o que dizer, mas não os podia envolver no assunto. Suspirou cansado e olhou para os rapazes, com tristeza no olhar.

Sr. Dickinson: - Têm razão...realmente se passa algo, mas...não vos posso dizer nada.

Ray: - Eu sabia. – disse com convicção, embora estivesse um pouco surpreso pela revelação vinda por parte do Sr. Dickinson.

Max: - Então há realmente um bom motivo para a Ling ter entrado nos BBA Revolution.

Sr. Dickinson: - Sim, mas por mais que eu quisesse vos contar não podia. Este é um assunto muito delicado e não quero envolver mais ninguém nisso.

Max: - Mais ninguém? O senhor por acaso não está a querer dizer que existe mais pessoas dentro deste assunto, pois não? – perguntou, um pouco desconfiado.

Ray: - São as Night Girls e os The Demons, não é verdade?

Sr. Dickinson: - Sim. – concordou, derrotado. – Rapazes, eu não sei como vocês descobriram, mas por favor ouçam aquilo que vos vou dizer. – os dois concordaram. – O assunto que tenho em mãos é muito delicado, por isso peço-vos para não se meterem nisto. A Ling não sabe nada sobre isto, por isso podem confiar nela, tal como nas Night Girls que me estão a ajudar.

Max: - E os The Demons? – ao ouvir aquele nome, o Sr. Dickinson encarou sério os dois rapazes.

Sr. Dickinson: - Tenham muito cuidado com esses quatro rapazes. Eles são muito perigosos. – as suspeitas de Ray e Max quanto aos The Demons foram confirmadas com o aviso do Sr. Dickinson. – E, por favor rapazes, prometam-me que não dizem nada a ninguém. Ninguém pode saber disto! – pediu o homem, quase numa súplica.

Max: - Claro Sr. Dickinson, não se preocupe. – disse Max, ainda um pouco desconcertado após ouvir aquilo tudo.

Ray: - Nós prometemos, não se preocupe. – concordou Ray, estando no mesmo estado que Max.

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Ling: - Obrigado pelo dia de hoje Alexander, diverti-me muito. – agradeceu, sorrindo amavelmente ao rapaz que estava à sua frente.

Alexander: - De nada. – disse, sorrindo aquele sorriso misterioso que cativava Ling.

Os dois tinham acabado de chegar do seu passeio por uma parte de Nova Iorque. Naquele momento, estavam perto da mesa onde os The Demons estavam sentados. Ling sorria docemente a cada palavra proferida por Alexander e isso divertia o rapaz, embora isso não se mostrasse no seu rosto. Os restantes Demons olhavam para a cena, divertidos por estarem encarregues de uma pessoa tão ingénua.

Mas não eram só os The Demons que observavam aquela cena. De longe, um rapaz estava com os olhos presos em Ling e Alexander, enquanto os dois conversavam. Pela expressão no seu rosto, podia dizer-se que ele não parecia gostar daquilo que estava a ver, se aquela não fosse a sua expressão de sempre.

Kai olhava desconfiado para os dois. Não gostava daquilo. Não confiava no líder dos The Demons. Logo quando o viu pela primeira vez sentiu que ele não era fiável. Mas o que mais o perturbava, e embora tentasse negar a si próprio, era o facto de Ling estar ali despreocupada a falar com ele.

Ling: - Então até amanhã! – despediu-se sorrindo e indo em direcção ao elevador.

Alexander: - Até amanhã! – disse, acenando para a rapariga que se afastava, mas que continuava acenando para ele. Quando ela finalmente entrou no elevador, Alexander sentou-se junto dos colegas voltando à sua expressão fria de sempre.

Dimitri: - Ela é mesmo burra! – começou Dimitri, ainda sob o efeito da cena que assistira.

Alexander: - Nem queiras saber. – disse Alexander, um pouco entediado.

Ivan: - Mas ela não achou estranho apareceres de repente e dares em cima dela? – perguntou Ivan, estranhando aquele facto.

Alexander: - Sim, mas com um sorriso fi-la esquecer-se de tudo. É para verem o quanto fácil vai ser capturar o bit-bicho dela.

Ivan: - Lá nisso tens razão. – concordou Ivan, satisfeito pelas palavras do líder.

Nicolau: - Então já queres avançar Alexander? – perguntou, no seu tom sério de sempre.

Alexander: - Ainda não...acho que ainda me posso divertir mais um pouco antes do golpe final. – respondeu, formando-se aquele sorriso demoníaco no seu rosto.

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Ling caminhava devagar pelo corredor até ao quarto da sua equipa. Na sua mente, as lembranças do seu passeio com Alexander estavam muito presentes. Tinha sido tudo muito inesperado, mas muito bom. Aquele passeio tinha-a ajudado a tirar um pouco Kai da cabeça. Kai... ele tinha negado o seu pedido. Ele sempre fora frio com ela. Ele nunca lhe tinha dirigido um sorriso ou um olhar de carinho. Então porque motivo se teria apaixonado por ele? Ling tirou esses pensamentos deprimentes da sua mente e voltou a lembrar-se do seu passeio, sorrindo ao lembrar-se do sorriso amável e misterioso de Alexander. Andou mais um pouco pelo corredor até chegar ao seu quarto. Quando entrou, lá estava a sua equipa animada como sempre.

Ling: - Olá pessoal! – cumprimentou com o seu habitual sorriso.

Tyson: - Ora, ora mas vejam só se não é a menina irresponsabilidade. – disse, num tom brincalhão.

Ling: - Que estás a dizer, Tyson? – perguntou confusa.

Tyson: - Tu esqueceste-te que hoje nós tínhamos treino. – Ling engoliu em seco. Era verdade, tinha-se esquecido.

Ling: - Huh, bem eu... – Ling tentava desculpar-se, com uma mão atrás da cabeça, enquanto começava a suar frio por não conseguir arranjar uma desculpa decente.

Daichi: - Isto nem parece teu, Tyson! A dar raspanetes nas outras pessoas por chegarem atrasadas quando tu é que chegas sempre atrasado. – disse, olhando de canto e tentando provocar o amigo, o que conseguiu.

Tyson: - É o quê? Por acaso estás a insinuar que eu chego sempre atrasado? – perguntou irritado, aproximando-se de Daichi.

Daichi: - Eu não estou a insinuar, eu estou a afirmar! – disse também irritado, começando os dois uma das suas habituais brigas enquanto Kenny e Hilary tentavam, inutilmente, pará-los.

Ling olhava para a cena, sorrindo. Naquele dia, nada a podia pôr de mau-humor e tudo graças àquele rapaz de quem ela tinha uma ideia completamente errada. Olhou pela janela e não foi impossível conter o seu sorriso de felicidade ao lembrar-se, novamente, do belo dia que tinha passado com Alexander. Graças a ele, tinha conseguido tirar os maus pensamentos da sua mente e olhar em frente. Estava realmente agradecida por aquilo que Alexander tinha feito.

Ling: - "Alexander Ustinov... obrigado."

Continua...


Dimitri: - Bwahahahahahahahahahah! Ai mãezinha...Bwahahahahahahahahahahahahah! Não eu já apresento... Bwahahahahahahahahahahahahah! – ria o loiro descontroladamente, já chorando de tanto rir.

Xia: ¬¬ No coment...

Dimitri: - Desculpa Taichou eu... Bwahahahahahahahahahahahahah!

Xia: ¬¬' Desisto. Caros leitores, leitoras, escritores e escritoras sejam todos bem-vindos à 9ª edição do Cantinho da Xia! Como podem ver, o nosso locutor de serviço não se encontra em condições de fazer a introdução, por isso fi-la eu.

Dimitri: - EI! Mas eu estou mais em que condições Taichou! (um segundo depois) Bwahahahahahahahahahahahahah! – ri ele já a rebolar por todo o estúdio.

Xia: ¬¬ Ninguém merece. Brooklyn, Mystel! Venham cá buscar este lunático! – os dois rapazes aparecem com batas vestidas e com uma maca. Carregam o loiro e vão-se embora.

Brooklyn: - Eu ainda gostava de saber porque é que fui qualificado para a equipa médica. Eu sou um psicopata! Quem precisa de médico sou eu! u.ú

Mystel: - Que queres que te diga? Há coisas muito invulgares neste mundo. Por exemplo, eu consigo voar e não tenho asas!

Brooklyn: - Pois, realmente há coisas muito invulgares no mundo, principalmente nesta fic. u.u

Xia: ¬¬...

- Com licença, será que já posso entrar? – pergunta alguém com uma voz fina e aparecendo do nada.

Xia: o.o Huh? Shiori! Sim, entra lá! – ela vem sentar-se no sofá. – Caros leitores, a convidada de hoje, Shiori Suzuki.

Shiori: - Olá! – diz acenando amavelmente para o público.

Xia: Bom, vamos lá passar à apresentação da Shiori. Chama-se Shiori Suzuki, tem 15 anos e vive em Londres. Tem cabelo num tom de vinho claro, liso e chega-lhe até à cintura. Usa-o solto com uma trança no lado direito. Tem os olhos da mesma cor, é de estatura média, elegante, tem a pele clara e por vezes usa óculos. Shiori vive com os pais em Londres, cidade onde nasceu. Os seus pais trabalham numa empresa a tempo inteiro, por isso nunca têm tempo para estar com a filha. Desta forma Shiori teve que arranjar algo com que se entreter durante o tempo todo que passava sozinha. Concentrou-se nos estudos o que permitiu que se torna-se numa das melhores alunas da escola que frequenta, mas houve também algo que lhe chamou a atenção: o beyblade. Achava aquele pequeno engenho engraçado e decidiu experimentar. Gostou da sensação, mas para ela não bastava jogar. Fez imensas investigações sobre os beyblades o que a tornou num génio no Beyblade tal e qual o Kenny, mas apenas com uma diferença: ela é muito perigosa no seu jogo. E aqui está a minha menina.

Shiori: - Sim, sou eu mesma! E se estão a perguntar-se o porquê de eu ter nascido na Inglaterra e ter nome japonês, isso é devido à incompetência da escritora quando nos criou. u.u

Xia: ò.ó Cala a boca e lê o resumo!

Shiori: - Hai! – põe os óculos, pega nas folhas que estavam em cima da minha secretária e olha para elas muito, mas muito desconfiada.

Xia: o.o Shiori, o que se passa, porque estás com essa cara?

Shiori: - Porque estou com esta cara? PORQUE ESTOU COM ESTA CARA? Ora, porque isto que está aqui escrito nem pode ser chamado de letras! Tu chamas a isto uma letra? – pergunta muito furiosa, quase esfregando-me as folhas na cara. – Eu vou levar séculos a traduzir isto! Mas só há uma coisa a fazer...PARA O COMPUTADOR! – e sai a mil à hora do estúdio, deixando-me abandonada.

Xia: O.O''...Bem...parece que este cantinho...ficou por aqui...? Sim, ficou por aqui e já passo a explicar porquê.

Hoje não consigo terminar o cantinho, porque não me sinto capaz de escrever humor. Mesmo que tentasse, iria sair algo assim um pouco fora do comum. Não iria gostar do resultado, podem ter a certeza. Por isso, decidi que este cantinho de hoje serviria para eu falar um pouco sobre, bem...tudo!

Primeiro, tenho que pedir desculpa por a fic chegar tarde, mas teve mesmo que ser. Não tive tempo senão agora. Segundo, não estou satisfeita com o capítulo. Tenho que admitir, não estou totalmente satisfeita com o resultado do capítulo 10. Podia tê-lo mudado, eu sei, mas ao lê-lo não me achei capaz. Não ficou mau de todo, mas houve partes que simplesmente...não encaixam bem.

Terceiro, tenho que agradecer a todos os que me têm apoiado com a fic. Adoro receber as vossas reviews! São um óptimo incentivo para mim! Agradeço de coração a todos: minha nee-chan littledark, Aki Hiwatari, Maylene Angel, AngieGirl, Hana Sakurazukamori, Hiwatari Satiko, Hane Oegawa e como não podia deixar de ser à minha grande amiga Washu que me tem apoiado com toda a fic. Se não fosse ela acho que a fic nunca teria chegado onde chegou.

Bem, por hoje é só isto. Espero que tenham gostado deste capítulo, que me mandem as vossas reviews a dizer o que acharam e que continuem a gostar da fic! Como o Dimitri não está cá vou dizer o título do próximo capítulo. Vai intitular-se Segunda fase, New York City (espero pelo teu comentário Aki! XD)

Jinhos minna-san!

Bye, bye! n.n