Livro de Katie Ashley. Adaptado por JehSanti para o universo Naruto que, juntamente com seus personagens, pertencem a Masashi Kishimoto.
Classificação: M (+18)
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Capítulo Dez
Sasuke relutantemente soltou a mão de Sakura. Francamente, neste momento sua única vontade era correr atrás dela. A última coisa no mundo que ele queria era ficar com o velho. Ele se mexeu desconfortavelmente em seu pé, limpando o brilho do suor no rosto com as costas da mão. Ryoshu cuspiu um fluxo de suco de tabaco.
- Então você planeja ficar próximo depois que o bebê nascer?
- Sim, senhor.
- E você vai ajudá-la com tudo?
- Bem, nós realmente não temos tudo organizado ainda como vai ser feito. - Quando a expressão de Ryoshu escureceu ainda mais, Sasuke rapidamente respondeu: - Mas eu vou tentar. Honestamente, eu vou. – Os olhos de Ryoshu se estreitaram.
- E você vai casar com ela?
Sasuke sentiu como se tivesse sido chutado nas bolas. Ele lutou para puxar sua respiração. Porra, se eu responder a essa pergunta errada, esse cara sinceramente vai me matar. Sua boca ficou seca, e ele lambeu os lábios. Está ficando mais escuro aqui fora, ou eu vou desmaiar?
- Filho, você não respondeu minha pergunta. Você vai casar com a minha Sakura-chi ou não?
- Vovô! - Sakura gritou, com os olhos arregalados de horror. Sasuke resfolegou com tanta força que ficou momentaneamente tonto.
- O que foi querida? É uma pergunta honesta.
Sakura ficou vermelha de suas bochechas até seu pescoço. Até mesmo seu ombros nus estavam tingidos.
- Não, não é. Sasuke e eu estamos confortáveis com o arranjo que temos. Se mudar alguma coisa, nós vamos te avisar, mas até então, não quero sentir qualquer tipo de pressão, ok? - Seu olhar cintilou sobre Sasuke para ver se ele estava bem com sua resposta, ele assentiu.
Ryoshu beijou o topo da cabeça de Sakura.
- Tudo bem, minha menininha. Eu não vou falar sobre isso novamente. - Ele deu um olhar ardente de nojo para Sasuke, antes de sair.
- Ele está apenas brincando com você. - disse Sakura. Quando ele não respondeu, Sakura estendeu a mão e esfregou seu braço.
- Você realmente ficou com medo dele, não ficou?
Ele olhou para Ryoshu. Cercado por quatro de seus netos, ele se sentia como se fosse a escultura e eles estivessem com a faca.
Uma longa lâmina da faca brilhou na luz solar fazendo Sasuke a tremer.
- Claro que eu fiquei! Eu sei que ele parece para você como um homem doce, mas o homem pode acabar comigo, se quiser, provavelmente com as próprias mãos. E eu tenho certeza que seus tios e primos não se importariam de ajudá-lo a enterrar-me em uma cova rasa.
Os cantos dos lábios de Sakura apareceu.
- Você não pode estar falando sério. Você esqueceu quem você é, Uchiha Sasuke?
Ele bufou.
- Francamente, eu estou com medo de dormir esta noite e eles entrarem no meu quarto e cortarem meu pinto para fora, por ter deixado você grávida.
- Isso seria uma grande tragédia, não é mesmo?
- Ah, sim, com certeza seria.
Sakura riu.
- O problema não é apenas sua preocupação sobre sua neta ter um bebê independente, ou uma proteção de um avô paternal me protegendo do grande lobo mau que roubou minha virtude. - Sua expressão divertida ficou escura. - Ele está levando a minha gravidez de forma mais difícil do que minha avó, porque ele é antiquado. Sendo um representante do templo local, ele nunca será capaz de aceitar que eu estou trazendo um "bastardo", por assim dizer, para o mundo.
Sasuke inspirou uma respiração afiada e estreitou os olhos.
- Ele realmente disse isso a você?
- Não nesses termos exatos, mas sim.
- Isso é um inferno de uma maneira de pensar sobre o seu bisneto.
- Sim, bem, seu pai se sentiu da mesma forma. Lembre-se de como ele queria dar ao bebê o nome dele?
- Isso é verdade. - Sasuke cedeu.
O barulho de um sino os interrompeu e Sasuke se virou para ver Hildie segurando um chocalho velho. Ela sorriu.
- Todo mundo! Chegou a hora do jantar! - ela gritou, apontando para o celeiro.
- Com fome? Sakura perguntou.
- Faminto. - Ele sorriu e passou o braço sobre o ombro dela. - Meu trabalho antes de pegar estrada abriu muito meu apetite.
Sakura abriu a boca, antes de lhe dar uma cotovelada no estômago.
- Você é terrível!
- Você sabe que me ama. - ele brincou.
Quando ela endureceu, ele sabia que tinha dito a coisa errada. Suas palavras carregadas levaram uma conotação diferente do que ele pretendia. Rapidamente, ele tentou se recuperar.
- Quero dizer, o que há para não amar em um pervertido boca suja que está sempre procurando qualquer insinuação sexual, certo?
- Exatamente. - respondeu ela, com um sorriso.
Sasuke não conseguia segurar seu queixo de cair quando chegaram ao celeiro. A aparência rústica era bastante enganosa, depois que se via o interior. O local foi todo esvaziado para deixar um ambiente gigante. Havia dez a vinte mesas redondas com cadeiras dobráveis. No centro da sala, um palco pequeno, de madeira se erguia do chão, onde vários caras afinavam seus instrumentos.
- Muito legal, hein? - Sakura perguntou.
- Eu não tinha idéia de que era tão sério o negócio.
- Yep. Há até uma pequena cozinha na parte de trás, também.
Ela riu, quando ele fez uma expressão confusa.
- Com uma família tão grande como a minha, nós precisávamos de um lugar onde todos pudessem se encontrar.
Jesus, eu não acho que eu mesmo sei quantas pessoas tem aqui, e acho que nunca vou conseguir relacionar quem é quem, ele pensou, enquanto ela o levava para a mesa de comida.
- Confie em mim, no final da noite, eles irão considerá-lo da família. Eu gosto de pensar em nós como a família do filme "Casamento Grego", exceto que estamos no Sul.
Sasuke não tinha certeza se isso era realmente uma coisa ruim. Todo mundo tinha sido tão acolhedor e amigável com ele, mesmo com ele tecnicamente sendo o idiota que tinha deixado Sakura grávida e não se casou com ela.
Depois de encher os pratos com um sanduíche com churrasco dentro, Sakura os levou até uma mesa vazia.
Quando ele mordeu seu sanduíche, gemeu.
- .DEUS! Isto é delicioso!
Sakura sorriu.
- O molho é uma receita da minha avó.
- Sério? Ela poderia seriamente colocá-los em garrafa e vender. É dez vezes melhor do que todas as churrascarias juntas de Ko no Kuni¹.
- Você tem que dizer isso a ela. Isto vai fazer o seu dia.
Um homem idoso arrastou-se para a mesa.
- Este lugar está ocupado, Sakura?
- Não, tio Kyohei. Nós estávamos guardando exatamente para você e tia Tomoe.
Kyohei sorriu para Sakura antes de lhe dar um abraço. Sasuke não podia deixar de deleitar-se com o efeito que ela parecia ter em todas as pessoas daqui. Ela sempre foi encantadora com todos que a rodeavam em Konoha, mas havia algo quase angelical sobre ela aqui.
Mais pessoas entraram e encheram o celeiro, e a banda começou tocar. Sasuke tinha acabado de limpar seu segundo prato de churrasco e estava se debatendo sobre a possibilidade de pegar um terceiro, quando Ryoshu aproximou-se dele.
Sasuke cautelosamente observou o frasco na mão Ryoshu, que estava cheio com um líquido claro.
- Você já participou de um concurso de bebida, garoto da vila? - ele perguntou.
- Vovô, seu nome é Sasuke. - Sakura chiou.
- Desculpe-me. Você já participou de algum concurso de bebida, Sasuke?
- Não, senhor, eu acredito que nunca tenha participado.
Ryoshu entregou-lhe o frasco cheio.
- Por que você não tenta um pouco?
- É uma pergunta capciosa, senhor?
- Como assim?
Sasuke suspirou uma respiração irregular antes de falar.
- Bem, é que Sakura me contou que o senhor é um homem muito religioso, então eu não imaginaria que me faria entrar em um jogo que envolva bebida. Se eu aceitar, o senhor vai me achar um bêbado que não merece um encontro com sua neta. Por outro lado, se me oferece uma bebida e eu recuso, então você irá me considerar um rapaz da cidade efeminado. Certo?
Ryoshu olhou fixo para Sasuke. Finalmente, um grande sorriso apareceu em seu rosto. Ele bateu cordialmente nas costas de Sasuke.
- Eu gosto de sua forma de pensar. - Sem quebrar o olhar de Sasuke, ele trouxe o frasco cheio aos lábios e tomou um longo gole.
- Mas um golinho de vez em quando é perdoado.
Sasuke riu quando ele tomou a bebida de Ryoshu. No momento em que o líquido entrou em sua boca, queimou como um rio de fogo pela sua garganta abaixo até chegar no estômago.
Com Ryoshu olhando para ele com expectativa, ele fez o seu melhor para lutar contra as lágrimas nos seus olhos e o impulso de sufocar e parar.
- Boa safra. - ele respondeu, reunindo a voz mais máscula que conseguiu. Ele rapidamente devolveu a garrafa, antes que mandasse ele tomar mais.
Com uma risada, Ryoshu voltou-se para Sakura.
- Talvez ele seja um rapaz sério, apesar de tudo, Sakura-chi.
Ela arregalou os olhos quando Ryoshu saiu.
- Eu não consigo acreditar que você conseguiu conquistá-lo, especialmente tão rápido. Levou anos para Daichi não levar mais um olhar mortal diariamente, e eles o conheciam toda a nossa vida.
Sasuke sorriu para ela.
- Depois de tudo que nós passamos, eu não posso acreditar que você ainda duvidou da minha capacidade de pegar seu avô pelas calças. - Ele se inclinou e sussurrou em seu ouvido. - Não vamos esquecer todas as vezes que eu consegui com meu charme arrancar suas calcinhas.
De brincadeira, ela o empurrou de volta.
- Você parece esquecer a primeira vez você tentou jogar seu marketing dos sonhos comigo na festa de natal, e eu disse absolutamente e totalmente não.
Sasuke riu.
- É verdade. Pior rejeição da minha vida.
- Eu duvido disso.
- Confie em mim, querida. Realmente foi.
Ela não conseguiu esconder a surpresa em seu rosto. Para mudar de assunto, ela disse: - Você não quer pegar alguma sobremesa para a gente?
Ele ergueu as sobrancelhas.
- Ainda com fome?
Ela riu.
- Pergunta o homem que comeu dois pratos de churrasco contra apenas um meu.
- Tudo bem. Eu vou te dar algo doce.
Ela beijou sua bochecha.
- O bebê e eu agradecemos por isso.
- Sim, sim. Você vai levar essa coisa da gravidez para tudo que vale a pena, não é?
- Absolutamente correto! - Ela respondeu.
Rindo, ele se levantou de sua cadeira.
- Alguma coisa específica que você queira?
- Que tal um pouco de tudo?
Ele deu-lhe um mini saudação.
- Sim, senhora.
Depois de pegar todas as sobremesas por um longo caminho, Sasuke começou a voltar para a mesa com dois pratos cheios até a borda. Quando ele chegou lá, Sakura brincava com uma criança pequena em seus braços enquanto conversava com um jovem casal.
- Oh Sasuke, estes são os meus primos Rena e Darui. - Ela olhou para o bebê nos seus braços e um largo sorriso esticou seu rosto. - E esta é a minha homônima, Saito Sakura.
- Você está brincando.
Rena sorriu.
- Bem, Haruno Sakura era o nome da nossa bisavó, mas eu não poderia imaginar uma pessoa mais doce para dar o nome ao meu bebê, que nossa Sakura-chi.
- Nem eu poderia. - Sasuke respondeu, piscando para Sakura.
- Vamos lá, querida, é melhor ir buscar um prato antes que toda a comida se acabe. - Darui sugeriu.
Quando Rena abaixou para pegar o bebê, Sakura sacudiu a cabeça.
- Eu fico com ela, enquanto vocês comem.
- Sério?
- É claro. Vai ser bom para ir praticando.
Darui riu.
- Uau, eu não acho que tivemos uma refeição livre do bebê livre durante as últimas seis semanas, desde que Sakura nasceu.
- Obrigado, Sakura. - Rena respondeu.
Sasuke sentou ao lado de Sakura, quando Darui e Rena saíram.
O apetite dela parecia ter evaporado com a chegada do bebê.
Então, ele começou comer seu prato de doces, enquanto Sakura arrulhava para o bebê.
- Ela não é linda? - Perguntou ela.
Sasuke virou seus olhos para o bebê enrolado em rosa da cabeça aos pés.
- Ela é quase tão bonita quanto sua homônima. - Sakura riu.
- Ele não é o encantador?
Quando ele tinha se sobrecarregado com açúcar, ele empurrou seu prato longe. Sakura se inclinou, segurando o bebê para ele.
- Você quer segurá-la um pouco?
- Pra você comer?
- Não, eu apenas pensei que você gostaria de ficar com uma menina uma vez. Você só tem sobrinhos.
Sasuke olhou a bebê Sakura cautelosamente. Ela era tão pequena e frágil comparada ao volume de Koan. Ele estava com medo de quebrá-la de alguma forma.
- Sério, Sakura, eu não sei nada sobre as meninas.
- E nós poderíamos facilmente ter uma menina. - Ela, então, entregou a bebê para ele. Relutantemente, ele aninhou ela na curva de seu braço. Seus olhos se abriram, e ela olhou para ele.
Seu rosto começou a amassar, e ela parecia que ia gritar a qualquer momento.
- Merda! Eu deixei ela chateada! - Sasuke gemeu.
Sakura riu.
- Não, você não deixou. Apenas a balance um pouco e coloque a chupeta dela na boca.
Sasuke se atrapalhou com o objeto onde a chupeta estava presa. Quando a bebê Sakura abriu a boca para gritar, ele colocou para dentro e imediatamente ela começou a chupar e se acalmou.
Ele balançou os braços para trás e para frente, e dentro de alguns minutos, seus olhos ficaram pesados. Quando ela adormeceu, Sasuke olhou para Sakura. Ele não podia lutar contra o sorriso orgulhoso que se estendia em seu rosto.
- Você tem um dom natural. - Sakura falou.
- Eu não sei nada sobre isso.
Dariu e Rena voltaram para a mesa com a comida.
- Bom para você, amigo. Você sabe, se preparando para o futuro. - disse Darui, apontando para a bebê nos braços de Sasuke.
- Eu mal tinha deixado de ser um garoto, e já estava com o meu.
- Bem, eu tenho sorte de ter muitos sobrinhos. - Ele mudou a posição da pequena Sakura em seus braços. - E a partir deles, eu sei o suficiente sobre fraldas sujas, para afirmar com certeza que ela está encharcada.
Darui gemeu.
- Fabuloso.
Sakura se levantou da sua cadeira.
- Não, não. Eu troco ela. - Sasuke lhe entregou alegremente, antes de verificar se estava molhado.
Rena entregou o saco de fraldas a Sakura com um sorriso.
- Você é a melhor, prima.
- É um prazer. - Sakura respondeu, sorrindo
Enquanto Sasuke observava Sakura se retirar, uma risadinha penetrante irrompeu em seu ouvido.
- Ei, bonitão, eu sou Miku. Você quer dançar?
Sasuke se virou para ver uma menina, uma menina muito linda, mas apenas uma adolescente sorrindo para ele.
- Hum, eu acredito que não. - Seus lábios vermelhos de rubi enrugaram em um beicinho.
- Por que não?
- Primeiro de tudo, eu estou aqui com Sakura, e, segundo, eu acho que sou um pouco velho demais para você.
- Eu tenho dezenove. Além disso, Sakura é minha prima. Ela não vai se importar.
Sasuke lutou contra o impulso de dizer como diabos ela não faria isso! Mesmo grávida, Sakura tinha potência suficiente para bater em Miku até a próxima terça-feira por flertar com ele. Com um suspiro exasperado, ele levantou suas mãos para cima.
- Olha, é muito legal da sua parte perguntar, mas realmente, eu não vou aceitar.
Sakura escolheu esse momento para voltar com o bebê. Ela examinou os dois, antes de falar.
- O que está acontecendo?
- Eu queria dançar com Sasuke, e ele não aceitou. - Miku admitiu. Sasuke rangeu os dentes.
- E eu claramente expliquei a ela que estava aqui com você.
- Um pouco de dança não faria mal. - Sakura virou o rosto para ele, com um sorriso doentiamente doce. - Eu não me importo, se você não se importar.
Ah, não, ela não tinha acabado de vendê-lo para sua prima com tesão. Ele sabia que ela devia ter algum motivo para fazer isso. Era uma forma de provar a ele que por não assumi-la, ele estava disponível ou algo assim? Ou ele estava sendo muito paranóico sobre seus motivos.
- Tudo bem. - ele murmurou, enquanto Miku o puxava pela mão e arrastava para a pista de dança.
Felizmente, era uma música animada, então ele não seria forçados a ficar pressionado contra ela.
Ele não tinha idéia de como dançar aquele tipo de música, e pelo olhar de pura diversão que irradiava no rosto de Sakura, ele sabia que estava fazendo papel de bobo. Ele iria devolver esta afronta, nem que fosse a última coisa que ele faria.
Quando a dança terminou, ele forçou um sorriso.
- Obrigado, Miku.
- A qualquer hora, coisinha quente. - ela respondeu, batendo na sua bunda. Ela lhe deu uma piscadela antes de correr para se juntar a um bando de meninas no canto.
- Que porra é essa? - Ele murmurou baixinho.
- Quer dançar comigo, garanhão? - Sakura perguntou.
- Considerando apenas que sua prima atacou minha bunda, eu realmente não estou com vontade.
Sakura riu.
- Oh, por favor? Eu quero dançar com o meu homem.
A música virou de um colapso rápido a uma balada doce. Sasuke relutantemente deixou Sakura envolver os braços ao redor dele.
- Eu sinto muito que você tenha sido molestado. - disse ela, olhando para ele.
Sasuke bufou.
- Que seja. Eu simplesmente não posso acreditar que você me penhorou assim para ela. Eu pensei que assistiria uma briga quando você nos viu conversando.
Sakura revirou os olhos.
- Eu não sou ciumenta.
- Sério?
Ela sorriu.
- Além disso, quando eu estava trocando Sakura, eu ouvi algumas das meninas dizendo que tinham apostado com Miku que ela não teria coragem de dançar com você. Eu percebi que eu deveria deixá-la ganhar esta noite.
Sasuke jogou a cabeça para trás e riu.
- Eu não posso acreditar que elas estavam fazendo isso.
- Você é um homem de boa aparência e mais velho, por que não o fariam? - Ela colocou os braços apertados em torno dele. - Se eu fosse adolescente, eu poderia até colocar um dinheiro para dançar com você. - Seus lábios se aninharam no pescoço dela.
- Querida, eu sou seu de graça a qualquer hora, em qualquer lugar.
- Hmm, eu realmente poderia levá-lo agora. - respondeu ela. Após dançarem uma outra canção lenta, eles voltaram para os seus lugares, quando a banda parecia prestes a começar a tocar.
O vocalista, que Sakura tinha apresentado como Katou, foi ao microfone.
- Eu gostaria de uma atenção de todos os meus amigos e familiares que estão aqui para fazer um grande anúncio. Ontem, perguntei a Aiko, o amor da minha vida, se ela aceitava se casar comigo, e ela disse sim! - disse Katou.
Enquanto a multidão irrompia em aplausos e assobios, Sasuke sentiu Sakura ficar tensa ao lado dele. Embora ela continuasse com um sorriso radiante no seu rosto, ele poderia dizer que o anúncio do seu primo a incomodou.
Não demorou muito para ele entender o porquê. Ele sabia que mesmo que ela estivesse emocionada em ter o bebê, ela ainda queria o que Aiko conseguiu: amor, compromisso, e um diamante brilhando em seu dedo. Sasuke se perguntou se ele era o homem que poderia dar isto a Sakura ou se ela estava apenas perdendo seu tempo acreditando que ele pudesse.
- Agora, eu gostaria de fazer uma pausa por alguns minutos e dançar com minha linda noiva.
Seu olhar procurou através da multidão até que parou em sua mesa.
- Sakura, você poderia vir e fazer as honras?
Se Sakura estava tensa antes, ela agora estava absolutamente rígida com a perspectiva de cantar.
- Não, não, não! Eu não canto há muito tempo.
- Isso não é verdade. Você e Ren me proporcionaram grande prazer com seu estilo vocal há apenas alguns meses atrás. - Sasuke argumentou.
Sakura lançou-lhe um olhar mortal.
- Eu acho que há muita diferença em cantar para um bebê dormir na privacidade de meu próprio quarto e em um celeiro cheio de pessoas. - ela sussurrou baixinho.
Ela, então, sacudiu a cabeça para Katou.
- Realmente, eu não posso. - Uma loira alta apareceu atrás deles. Não demorou para Sasuke deduzir que ela era Aiko.
- Oh, por favor, Sakura, cante Cowboy Take Me Away! Você estava cantando na noite em que conheci Katou! - Sasuke trouxe seus lábios perto do ouvido de Sakura.
- Vá em frente. Você pode até cantar de meias no chuveiro... Você é boa! - Ela se afastou para olhar para ele, com a boca aberta de surpresa.
- Sério? - Ele acenou com a cabeça. - Ok, ok, eu vou cantar.
A multidão foi novamente ao delírio, quando Sakura se levantou da sua cadeira.
Quando ela subiu ao palco, Sasuke se inclinou para frente em sua cadeira. Ele realmente, mal podia esperar para ver o seu desempenho. Com as mãos trêmulas Sakura pegou o microfone do suporte. Ela pigarreou algumas vezes antes de falar.
- Eu acho que todos sabem que eu não canto há dois anos, então vocês precisam acreditar em mim quando eu digo que só um amor puro e verdadeiro poderia me trazer a este palco. É o amor que eu sinto por Katou, que ao longo destes anos tem sido como um irmão para mim, e o belo e doce amor entre ele e sua noiva, que me fizeram capaz de cantar esta canção para vocês.
Seu olhar foi para Katou e Aiko que já estavam abraçados na pista, em expectativa com a sua música.
- Esta é para vocês.
O som de um violino de arco e duas guitarras ecoaram pelo galpão. Sasuke viu como o nervosismo de Sakura desapareceu no momento em que ouvia os acordes familiares.
Com total confiança, ela trouxe o microfone para os lábios e começou a cantar. Neste momento para Sasuke, a sala cheia de pessoas desapareceu e ficaram apenas os dois. Deixando os olhos fechados, ele deixou a voz aveludada de Sakura derramar sobre ele. Ele não se importava se as letras eram sobre um cowboy carregando uma mulher longe da cidade grande e a levando para os campos abertos do país.
Ele apenas focou no imenso orgulho que o encheu com seu desempenho.
Quando ela terminou, aplausos e gritos rugiram alto pelo galpão. Sakura corou em um vermelho profundo, mas um sorriso radiante encheu seu rosto. Ela fez uma reverência lindamente.
- Obrigada. - ela murmurou.
- Agora cante Sweet Dreams, Sakura-chi! - Ryoshu gritou.
Sakura sacudia a cabeça furiosamente enquanto colocava o microfone de volta no stand.
- Não, vovô, eu já cantei o suficiente para uma noite.
Ryoshu fincou seu pé no chão de serragem.
- Haruno Sakura, seu avô quer ouvir Patsy Cline, cantando Sweet Dreams!
Sasuke não pôde deixar de rir com o impasse entre Sakura e seu avô.
- Uh-oh, Sakura, ele está te chamando pelo seu nome completo. Melhor fazer o que o homem diz. - ele falou alto. Ela lhe lançou um olhar assassino antes de voltar para seus primos.
- Eu suponho que vocês lembram Sweet Dreams?
Katou, que voltou ao palco, levantou as mãos.
- Oh não, esta é uma música que deve ser cantada "a capela".
Apontando o dedo para eles, Sakura disse: - Eu só quero que você saibam: Eu vou machucar cada um de vocês por isso!
Os meninos riram gostosamente, enquanto saiam do palco. Sakura virou-se para a multidão e apontou depois um dedo para Sasuke.
- Isso serve para você também!
Ele sorriu.
- Eu vou ficar feliz em levar minha parte, quando você repartir sua raiva. Agora faça o seu avô feliz e cante.
Quando Sasuke olhou para Ryoshu, ele acenou e sorriu para ele. Talvez ele estivesse realmente ficando maluco... Pelo menos o seu pinto estava. Ele se encostou para trás em sua cadeira e concentrou sua atenção em Sakura. O momento em que Sakura começou a cantar a música um silêncio caiu sobre o celeiro.
Se ela fez um belo lance em Cowboy Take Me Away, ela estava batendo para fora do parque com um grand slam. Fechando os olhos, ela cantou a letra com tal sentimento e emoção que Sasuke notou lágrimas brilhando nos olhos de várias pessoas.
A diversão de Sasuke começou a desaparecer quando Sakura chegou no segundo verso. A qualidade da sua voz demonstrando a dor, quando ela cantou a letra de Patsy sobre nunca ter usado um anel de seu amante ou ele ter retribuído o seu amor, fez seu peito se apertar em como a letra da música poderia falar sobre ele e Sakura.
Ele se perguntou se ela sempre teve este doce sonho de uma vida junto com ele, que nunca poderia se tornar realidade.
Aplausos estrondosos o arrancaram para fora de seus pensamentos. Sakura acabou a canção e a multidão estava de pé aplaudindo. Ela corou e sorriu.
- Obrigada. - murmurou para o microfone.
Katou e seus outros primos se uniram novamente com Sakura no palco. Cada um a abraçou e beijou antes de pegar seus instrumentos. Eles começaram uma música, enquanto ela voltou para junto dele.
- Então o que você achou? - Ela perguntou sem fôlego.
- Absolutamente incrível.
Sakura sorriu para os seus elogios.
- Sério?
Ele acenou com a cabeça.
- Você estava espetacular cantando com Ren, mas porra… Você estava uma celebridade lá em cima.
Ela riu e beijou sua bochecha.
- Obrigada. - Depois de olhar os casais na pista de dança, ela se virou para ele com um olhar suplicante. - Quer dançar de novo?
Ele gemeu.
- Se você quiser.
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Era depois das onze, quando a última pessoa saiu. Agradavelmente exausto, Sasuke se arrastou da colina para a casa. Depois agarrando suas malas para fora do carro, ele se juntou a Sakura, enquanto caminhavam atrás Ryoshu e Hildie.
- Agora Sasuke, você vai dormir aqui. - Hildie disse, apontando para um quarto.
Ele largou a mala na porta. Não demorou muito para ele descobrir que seu quarto era exatamente ao lado do quarto de Ryoshu e Hildie.
Era uma maneira deles manterem o controle sobre ele. Ele sorriu de volta para eles.
- Parece acolhedor. Obrigado.
- Sakura, você vai dormir no antigo quarto da sua mãe.
Ryoshu em seguida, olhou incisivamente para Sasuke.
- Nós estamos no meio do corredor entre vocês.
Sasuke tentou transformar sua risada em uma tosse. Era tão absurdo que ele e Sakura estivessem na casa dos trinta e fossem tratado como adolescentes.
- Então eu devo dizer boa noite agora. - disse ele. Envolvendo suas mãos em torno da cintura dela, ele a puxou contra ele. - Bons sonhos, Sakura.
- Bons sonhos para você, também, Sasuke. - ela murmurou.
E mesmo sabendo que Ryoshu não iria gostar, ele deu a Sakura um casto beijo nos lábios. Ela sorriu para ele, antes de dizer boa noite para seus avós. Com um aceno final, ela passou pelo corredor. Relutantemente, ele entrou e fechou a porta.
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Sakura sentiu que estava fazendo algo verdadeiramente ilícito quando passou na ponta dos pés pelo quarto de seu avô para encontrar Sasuke. Sua mão tremia lenvemente quando girou a maçaneta, e ela deu um suspiro de alívio por encontrá-la destrancada. Lentamente, ela empurrou a porta, tentando não deixar seu rangido alto ecoar pelo corredor. Ela lamentou o fato de que não tinha pensado em pegar o desengripante debaixo da pia da cozinha.
Sakura encontrou Sasuke encostado na cama com uma papelada colorida espalhada sobre a colcha artesanal. Kiichi estava ao lado dele. No visão dela, as sobrancelhas de Sasuke se ergueram tanto, que quase desapareceu na testa.
- O que diabos você está fazendo aqui? - Ele assobiou. Levantando um dedo, ela fechou a porta atrás de si antes de responder. Quando se virou, ela sorriu.
- Eu queria ver você.
Sasuke revirou os olhos.
- Jesus, Sakura, quando eu penso que o meu pau está seguro da ira de seu avô, você entra se esgueirando aqui.
Ela riu enquanto caminhava até a cama.
- Oh, vamos lá. Você sabe que ele não vai fazer nada disso.
- Eu não tenho tanta certeza disso. - Seus olhos percorreram sua camisola pura.
- O que você realmente quer?
- Você não pode imaginar? Eu quero seu corpo quente sobre o meu... Forte! - Ela brincou.
Ele resmungou.
- Não me torture dizendo coisas como essa.
- Na verdade, eu pensei que você gostaria de ir dar um mergulho à meia-noite.
- Sério?
Sakura assentiu.
- A lagoa é um pouco abaixo da casa.
- É seguro?
- Claro, foi onde eu aprendi a nadar. - Cutucando seu joelho com o cotovelo, ela disse: - Claro, eu não era uma super campeã de natação do país, assim eu não sei?
Sasuke balançou a cabeça como ela lançou a ironia.
- Lá vem você com essa sua boca de novo.
Sakura riu.
- Então isso significa que você está pronto para ir comigo?
- Sim, sim. Estou. - respondeu Sasuke, colocando seus sapatos.
Eles se arrastaram para fora no corredor. Sasuke pisou em um assoalho que chiou, e ambos congelaram. Quando Ryoshu não veio correndo pelo corredor com sua espingarda, eles continuaram pisando na ponta dos pés até a sala de estar. Sakura pegou uma lanterna ao lado da mesa, enquanto Sasuke destrancava a porta. Uma vez que saíram pela varanda, eles se apressaram em descer os degraus e seguir o caminho de cascalho que serpenteava atrás da casa.
Eles mal precisavam da lanterna com a lua cheia brilhando e iluminando o caminho.
Quando eles chegaram ao cais, os dois estavam sem fôlego. Sasuke inclinou-se, apoiando os cotovelos nos joelhos. Uma vez que ele tinha recuperado o fôlego, ele levantou a cabeça e olhou nos arredores.
- Nossa, é lindo aqui.
- Toda esta área é como o lugar mais mágico do mundo. - Sakura respondeu, sem fôlego. Aproximando-se dele, ela deu-lhe o seu melhor sorriso tímido. - Você sabe que eu não mergulho nua com um menino há um longo, longo tempo.
Ele sorriu.
- Sério?
Sakura sacudiu a cabeça. Ela trouxe a camisola sobre a cabeça, deixando-a completamente nua sob o luar. Um ruído de dor irrompeu pela garganta de Sasuke.
- Porra, você não estava usando nenhuma roupa de baixo?
- Não.
- Eu deveria ter de arrebatado no quarto, então!
Ela riu quando Sasuke começou a arrancar sua camisa e boxers em recorde de velocidade. Quando ele começou a se aproximar dela, ela recuou.
- Eu disse nadar nus, não contaminar a lagoa do meu avô mantendo relações sexuais.
Suas mãos foram para seus quadris nus, chamando sua atenção para o seu ereção.
- Você realmente acha que eu trouxe minha bunda aqui a meia-noite para nadar?
- Eu não sei o que você possa ter pensado, mas isso não vai acontecer.
- Sim, vamos ver se não vai acontecer.
- Acho que você vai ter que me pegar primeiro. - ela brincou antes de mergulhar pelo cais. Quando ela mergulhou nas profundezas, a água gelada picava seu corpo como agulhas minúsculas. Ela não tinha idéia de que estaria tão frio no verão. Normalmente, a água ficava morna. Quando Sakura apareceu na superfície, ela lutou contra a vibração de seus dentes. Ela virou-se ao som de um espirro atrás dela.
Mesmo com a luz fraca, ela podia ver o brilho nos olhos de Sasuke.
- Eu acredito que vou pegar você. Ela riu quando ele fechou a distância entre eles em duas braçadas.
Em vez de lutar com ele, ela alegremente deixou Sasuke puxá-la contra seu peito.
- Te peguei! - Ele disse.
Ela fez um beicinho com os lábios.
- Não foi uma luta justa, considerando que eu estou grávida e você é um bom nadador.
- É verdade, você tem razão. Que tipo de homem seria eu tirando proveito da mãe do meu bebê? Vou me comportar agora, e nós vamos ter um bom mergulho.
Ela arqueou as sobrancelhas com surpresa.
- Sério?
Ele deu um sorriso de lobo.
- Bem, há também o fato de que esta água fria não está fazendo nada bem para minha ereção!
- Então eu acho que depois de nadar, nós vamos ter que fazer uma parada para uma ação.
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Mais tarde, enquanto estavam abraçados, um emaranhado de pernas e braços entrelaçadas na costa arenosa, as sobrancelhas de Sasuke franziram.
- Qual é o problema? Sakura perguntou.
- Eu estou apenas surpreso que você não tenha explodido minha bunda pervertida para fora da calçada ainda.
- Hein?
- Você sabe, as coisas do sexo constante. Eu imaginava que você não fosse gostar tanto depois de engravidar.
Sakura começou a rir, tanto de sua declaração como da expressão séria em seu rosto. Ela esfregou a barba no queixo dele.
- Pelo jeito você não leu o livro de gravidez que lhe dei.
Sasuke resmungou.
- Sim, no momento em que eu o tirasse no meio de uma missão ou em algum lugar público, alguém teria arrancado fora as minhas bolas.
Sakura revirou os olhos.
- Ler um livro de gravidez não faria ninguém castrar você. Além disso, você poderia ter comprado para o celular. - Com seu olhar duvidoso, ela beliscou o nariz dele com os dedos. - Se você tivesse lido, teria ficado sabendo que a libido feminina geralmente aumenta bastante durante a gravidez, tanto que os maridos e namorados muitas vezes não conseguem sustentar tanta libido.
- Você está brincando comigo? - Ele perguntou, seus olhos escuros arregalados.
- Não. Eu não estou.
Sasuke sorriu.
- Isso é fudidamente fantástico!
Sakura riu.
- Sim, e quem sabe o que mais poderia estar à espreita sob a capa do livro. Eu sugiro que você o leia.
- Tudo bem. Eu vou ler.
Interiormente, ela fez uma pequena dança da vitória, embora tivesse sido um pouco manipuladora para convencê-lo a ler sobre a gravidez. Quanto mais ele soubesse e compreendesse sobre os próximos meses, melhor. Às vezes a gravidez, não era totalmente atraente, e ela queria que ele estivesse preparado.
Sasuke se afastou dela e se levantou. Sakura ficou imóvel, admirando sua forma nua ao luar. Ele se virou para ela e lhe ofereceu sua mão. Todos os pensamentos inadequados sobre ele desapareceram com seu comportamento cavalheiresco. Quando ele ajudou-a, ela lhe deu um casto beijo nos lábios.
- Droga, eu deveria ter pensado em trazer uma toalha. - disse Sasuke. Sakura sorriu.
- Seu pedido é uma ordem. - Ela caminhou até a borda do cais, onde uma caixa grande de madeira antiga estava encostada.
Era algo que vovô tinha feito há muito tempo, para que seus netos guardassem seus equipamentos de natação. Ela tirou dois cobertores de piquenique xadrez.
- Não são exatamente toalhas e eles estão um pouco mofados, mas eles vão enganar bem.
Sasuke apreciativamente tomou uma dela.
- Parece bom para mim.
Enquanto ele se secava, Sakura se enrolou no cobertor desbotado. Quando ela estremeceu, ele se aproximou e começou a esfregar seus braços para aquecê-la.
- Pronta para voltar para dentro?
- Vamos ficar aqui por algum tempo.
- Você está falando sério?
Sakura acenou e fez sinal para uma rede estendida entre dois grandes carvalhos.
- É uma noite linda, e nós podemos deitar olhando as estrelas.
Sasuke bufou.
- Admirando o céu em uma rede? Isso soa como um clichê de um romance ruim.
- Ah, eu não sabia que você gostava de ler esses romances que falam de corpetes e seus membros latejantes ou pulsantes. Isso parece coisa do Kakashi.
- Ha, ha. - ele respondeu, dando um tapinha em sua bunda.
Depois que Sakura colocou seu vestido e Sasuke colocou seus boxers, ela pegou sua mão e o levou até a rede. Depois que ela se deitou, puxou-o para ficar em seu lado. Depois de colocar seus braços ao redor dele, ela virou a cabeça para ele.
- Então, isso é realmente tão ruim? - Ele sorriu.
- Nada disto. É muito bom, na verdade.
- Ótimo. Estou feliz que você pense assim.
- Eu não posso acreditar o quanto as estrelas ficam mais brilhantes fora da vila. Aqui nas montanhas você tem a impressão que é possível alcançar e tocá-las - Sasuke refletiu.
- Tudo é mais bonito longe da vila.
- Eu percebi uma pitada de saudade de sua voz?
Deitada, o olhar de Sakura seguiu uma gota de água que arrastava pelo peito nu de Sasuke.
- Sakura? - Ele perguntou. Ela suspirou.
- Às vezes eu penso que realmente gostaria de voltar para cá, especialmente para criar o bebê.
Sasuke ficou tenso debaixo dela.
- Você está falando sério?
- Este é o lugar onde eu cresci, o lugar que me é mais precioso no mundo. Toda a minha família está aqui. Se algo acontecer comigo ou com o bebê e eu precisar dela, minha avó está muito longe de mim.
- Você está tentando dizer que você se sente sozinha em Konoha?
- Bem, não, eu quero dizer, Ino sempre está lá, Ren, Kakashi-sensei. Naruto é Hokage, não o vejo frequentemente, mas ele também está lá, assim como Sai... E você está lá também.
Sasuke resmungou.
- Uau, eu fiquei depois de todo mundo, hein?
- Eu não quis dizer isso assim. - Ela levantou a cabeça para encontrar o seu olhar intenso. - Você sabe o quanto você significa para mim, e como eu... Gosto de você.
Ela ficou aliviada ao ver a expressão de Sasuke se iluminar.
- Mas eu não sei nada sobre bebês, e não sou uma certeza, certo?
- Exatamente.
Ela, então, prendeu a respiração esperando ele dizer que ela não precisaria se preocupar sobre isso. Que ele estaria sempre lá no meio da noite se o bebê ficasse doente e ela ficasse com medo dele morrer, ou se ela estivesse esgotada depois de um longo dia de trabalho e precisasse de alguns minutos para relaxar.
- Se você está preocupada em ficar sozinha, você tem o meu pai, a Karin, e Ayuki. Eu prometo que eles vão ter um jeito para apoiá-la.
- É bom saber. - ela murmurou, lutando contra as lágrimas. Seu peito se apertou em agonia com a resposta de Sasuke. Ele não mencionou nada sobre eles serem oficialmente um casal, ou que ele estaria lá com ela.
Então, como poderia ela realmente contar com ele? Em vez disso, ele terceirizou a responsabilidade e o compromisso, mais uma vez. Quando ela iria aprender? Ou, mais importante, quando ela iria parar de gostar dele?
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A sacudida afiada na rede despertou Sakura. Abrindo os olhos, ela olhou para o céu. O sol da manhã passando pelo lugar, fazendo uma mistura colorida de azul, rosa e laranja. De alguma forma, ela e Sasuke tinha conseguido dormir sob as estrelas. Com o som de alguém limpando a garganta, Sakura tentou sair fora da rede, mas Sasuke passou os braços apertados em torno dela.
- Onde você acha que está indo? - perguntou ele, sonolento. Sakura varreu o olhar de Sasuke para onde seu avô estava em pé, com os braços cruzados sobre o peito.
- Temos companhia. - ela sussurrou.
Os olhos pretos de Sasuke se abriram, e uma expressão de horror surgiu quando seus olhos sonolentos enfrentaram o olhar intenso de Ryoshu.
Ele imediatamente se afastou para longe de Sakura e ergueu as mãos em sinal de rendição.
- Eu realmente peço milhões de desculpas por isso, senhor. Eu nunca quis contrariar a sua vontade e dormir com Sakura sob seu teto. - ele disse, soando mais como um articulado adolescente que um homem. Ryoshu olhou ao redor da floresta e, em seguida, para o céu.
- Na verdade, se observar, você não fez isto? Parece que você não está dentro da minha casa, não é? - perguntou ele, os cantos dos seus lábios subindo em um sorriso. Sakura trocou um olhar com Sasuke. Seu avô realmente iria deixá-los escapar tão facilmente?
- Eu sinto muito, vovô.
Ryoshu encolheu os ombros.
- Acho que não há muito que eu possa dizer sobre isso. Vocês são adultos. O que você faz é problema seu, mesmo que eu não concorde com você.
- Mas eu ainda não quero que você fique desapontado comigo. - ela respondeu.
- Eu nunca poderia me decepcionar com você, Sakura-chi. - Ele deu um tapinha na perna dela. - Eu te amo muito, mesmo quando você arrasta um pobre coitado de sua cama para ir nadar nu.
A mão de Sakura voou para a boca, enquanto Sasuke começou a rir.
- Mas como...?
- Isso não importa. Eu não vim aqui para brigar com vocês. Sua avó só queria te avisar que o café da manhã está pronto. E que depois nós iremos ao templo. - Ele lhes deu um sábio olhar. - Todos nós.
Depois que Ryoshu saiu, Sasuke jogou o braço sobre os olhos.
- Eu não posso acreditar que ele nos pegou. - Ela riu.
- Eu não posso acreditar que você está reclamando disso, em vez de que vai ter que ir ao templo.
- Confie em mim, eu não estou feliz com esta perspectiva, mas eu vou, especialmente se isto faz seus avós tão felizes.
- Fará.
- Vamos lá. Vamos nos preparar para nosso momento sagrado!
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CONTINUA
¹ Ko no Kuni - O País do Isto (此の国, Ko no Kuni) é um pequeno país localizado na fronteira do País do Fogo e o País dos Rios. O país deixou de existir depois que foi atacado pela Akatsuki em uma missão de guerra. O país foi depois retomado pelo País do Isso.
Ei, pessoal! Vocês já sabem que não cumpro minhas promessas, né? Mas aqui está o décimo capítulo! O que acharam? Não tivemos nenhuma ação nesse, né? Bom, estamos nos aproximando da reta final e essa fanfic terá duas partes. Ainda estou decidindo se vou colocar tudo junto ou se eu crio uma nova fanfic para a continuação, o que vocês acham? A primeira parte tem doze capítulos e a segunda eu ainda não defini, mas trago essa informação nos próximos capítulos.
Como vocês sabem, é muito difícil adaptar essa fanfic para UN, estou fazendo o máximo que posso, portanto relevem sempre, ok?
Aah, tenho algumas novidades para vocês!
Quem ainda não faz parte do nosso grupo no Facebook, venham participar pois eu sempre posto lá quando vai sair os capítulos e sobre os projetos futuros! O nome é Adaptações SasuSaku! O link vai estar aqui no perfil do ffnet.
Nós temos outro grupo de fanfics de autorias próprias, se chama Casa das Coelhinhas. Temos um grupo e uma página, venham participar também! Lá nós postamos várias outras fanfics de outros casais, fazemos desafios e concursos, é bem legal e todos vocês serão muito bem vindos!
É isso, beijos e até o próximo capítulo!
#JehSanti
