Disclaimer: Esta é uma fic sem fins lucrativos, adaptada do livro "All night with the boss" da autora Natalie Anderson e da editora Harlequin Books.

Os personagens de Harry Potter e cia pertencem a J.K Rowling, Warner e Editora Rocco.

N/A – Bom meus queridos...cheguei com mais um capítulo....Espero que gostem... Agora finalmente vocês saberão o que a nossa Mione esconde!

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CAPÍTULO NOVE

Hermione alcançava o final do quarteirão quando perce­beu que um táxi a acompanhava. Ignorando quem quer que fosse, prosseguiu acelerada. O motorista avançou alguns metros e parou o carro. A porta traseira do ve­ículo foi aberta no momento exato em que ela passa­va.

— Entre Hermione, ou prefere pegar uma pneumonia? Ela ouviu a voz de Harry e estacou. Ele mantinha um sorriso forçado para disfarçar a tensão.

Sentiu o corpo aquecer em segundos, apesar do frio e da chuva. Como podia reagir tão rápido à simples imagem daquele homem?

— É só uma carona para casa! — ele insistiu.

Como Hermione poderia resistir àqueles olhos ou impe­dir-se de ficar por pelo menos mais cinco minutos ao lado dele?

Harry afastou-se para o outro extremo do banco para que Hermione pudesse entrar e se acomodar.

Ele informou o endereço e o motorista prosseguiu a viagem.

— Sinto muito se eu o embaracei na frente de todos que estavam no bar.

— Não tem por que se lamentar, Hermione. Eu não me aborreci com isso. Pouco me importa que o mundo inteiro saiba que estamos saindo juntos. Só fiquei surpreso pela sua reação em público, já que faz tanta questão de evitar comentários.

Enquanto ele falava, com o canto dos olhos obser­vava-lhe a blusa agora ensopada e transparente. Ain­da bem que ela estava usando o paletó, que, mesmo desabotoada, encobria os bicos enrijecidos dos seios. Quando ele desviou o olhar para as pernas bem torneadas, Hermione travou os joelhos, para impedir qual­quer tipo de provocação.

— Essa não é a verdade, Harry. Eu menti. Não dou a mínima para o que os outros pensam.

Ele ergueu uma das sobrancelhas.

— Então por que fez isso? Houve uma pausa.

— Menti porque não queria me envolver com nin­guém do trabalho. Muito menos com o "chefe". Apren­di essa lição da maneira mais cruel.

— E qual foi essa maneira? — Harry perguntou, remexendo-se no banco, para controlar a ansiedade.

— Minha mãe teve um romance com o chefe dela, quando eu tinha 16 anos. Estava apaixonada e acredi­tava que ele iria se casar com ela. Porém, ele só a esta­va usando. — Hermione deteve-se para um suspiro desgostoso, depois prosseguiu: — A última vez que conversamos, ela estava saindo do trabalho, revelando-me toda a decepção que estava sentindo e me pe­diu para jamais cometer o mesmo erro... Cinco minu­tos depois, aconteceu o acidente e ela morreu. O pior é que não segui os conselhos dela. Quando fiquei mais velha, acabei fazendo a mesma coisa.

— Apaixonando-se pelo "chefe"? Hermione assentiu com a cabeça.

— Patético, não é? Ele me enganou direitinho! Pe­dia para mantermos nosso romance em segredo para evitar comentários sobre "favoritismos". Nunca íamos juntos a lugares públicos. Eu nunca me questionei se aquilo era certo. Estava tão feliz por ter alguém que se importasse comigo e me amasse que nem me preocu­pei em investigar qualquer coisa a respeito da vida particular dele. Depois que perdi minha mãe, fiquei tão solitária e carente que me tornei uma presa fácil para um homem dominador.

— Ele era casado?

— Não. Mas já estava com a data do casamento marcada. Quando descobri a verdade senti o mundo desabar sob meus pés. E é claro que ele veio com desculpas e mais desculpas. Argumentava que se tra­tava de um casamento arranjado pela família, mas que eu era o verdadeiro amor de sua vida. Como ig­norei as justificativas e me afastei dele sem lhe dar a menor chance de reconciliação, já que era meu che­fe, resolveu vingar-se arrumando um jeito de me en­costar em trabalhos monótonos e sem importância. Ou seja, impedindo qualquer oportunidade de pro­moção na minha carreira. Não me interessei em processá-lo por assédio no trabalho, para evitar ex­por minha vida sentimental. O jeito foi desistir e pe­dir demissão. E agora... Aparece você!

Harry a olhou furioso.

— Não tenho nada a ver com essa história, Hermione. Não sou como eles. Sabe muito bem que tenho sido sincero com você. Já ficou no meu apartamento e com­provou que não tenho nenhuma outra mulher.

O motorista estacionou o carro frente ao prédio onde Hermione morava.

— De qualquer maneira, não faz diferença, Harry. Vou partir em menos de 6 semanas.

— Ainda insiste que está tudo acabado?

— É melhor assim.

— Seis semanas é tão pouco! — protestou ele. — Por que não aproveitar? Tenho tantos planos de pas­seios que iria adorar!

— Porque é tempo suficiente para provocar um dano irreversível ao coração. Seria um erro!

Harry entristeceu o olhar.

— Tem certeza de sua decisão?

— Não. Mas sei que é a melhor.

Hermione falou com a razão, mas não podia evitar os anseios do corpo que clamava pelo dele, quase implo­rando por uma carícia. E, antes que acabasse cedendo à tentação, desceu do carro e subiu as escadas o mais rápido que pôde, desesperada por entrar no apartamen­to e trancar a porta.

Enquanto os dedos trêmulos lidavam com as cha­ves, ela ouviu a voz de Harry a menos de três passos de distância.

— Sabe o que acho disso tudo? — rosnou ele, en­tortando a boca para falar. — Uma idiotice!

— Então o que sugere? — Hermione perguntou, no mo­mento em que conseguiu abrir a porta.

— Pelo menos mais uma noite! Sei que me deseja tanto quanto eu a quero!

Antes que ela respondesse, Harry a enlaçou pela cintura e entrou junto com ela. Abraçados, trocan­do beijos famintos, chegaram ao apartamento de Hermione.

A urgência era tão grande que o pouco espaço até a cama parecia distante demais. Harry aprisionou-a con­tra a porta e ergueu-lhe a saia, livrando-a da calcinha da maneira mais rude possível: rasgando-a. O tecido fino e delicado desfez-se diante dos dedos grossos e poderosos. Em seguida, desafivelou o cinto e permi­tiu que as próprias calças deslizassem até os pés, acom­panhadas do boxer.

Não havia tempo para preâmbulos. Ali mesmo, ele a possuiu com furor e paixão, sendo recepcionado com a mesma intensidade. O desejo reprimido explodiu como uma bomba impulsionando os corpos ofegantes e ansiosos em direção ao prazer máximo.

O ranger da porta, sacudida pelas investidas frené­ticas, soava provocante, incitando ainda mais o mo­mento glorioso.

Os gritos de loucura no êxtase final ecoaram em uníssono! Depois, só o silêncio e as respirações arfantes testemunhavam os corpos suados relaxarem aos pou­cos, apoiados um no outro.

— Eu a machuquei? — perguntou Harry, preocupa­do com a avassaladora relação amorosa.

— Não. Você foi fantástico! — Ela respondeu, arfante e sorrindo, diante da expressão assustada que ele mantinha. — E você? Sentindo-se mais aliviado?

— Sim. Mas ficarei melhor quando estivermos estirados naquela cama — revelou Harry, apoiando uma das mãos na porta.

— Eu também. Mas fique sabendo de que precisará me carregar. Não tenho nem mais um pingo de ener­gia sobrando.

— Tudo bem. Só que antes preciso afastar as calças que estão emaranhadas nos meus tornozelos, caso con­trário, posso tropeçar nelas e cairemos no chão — res­pondeu ele com um brilho esplendoroso nos olhos bo­nitos, que o fazia parecer um garoto travesso.

Depois que se livrou das roupas, ajudou Hermione a ti­rar as dela.

E o que restou no chão foi um amontoado colorido de peças amarfanhadas. Com maior facilidade ergueu-a pela cintura. Para surpresa de Hermione, acomodou-a sobre o ombro direito.

— Ei! Está pensando que sou um saco de batatas? Harry deu uma gargalhada espalhafatosa.

— Não. É que assim é mais divertido...

Quando ele a acomodou na cama, sobrepôs o pró­prio corpo ao dela e com o polegar de uma das mãos traçou o contorno dos lábios intumescidos pela fúria dos beijos dele.

— Só por esta noite — lembrou Hermione, com o olhar insinuante.

— Vamos viver um dia de cada vez, linda.

Quando Hermione acordou, no dia seguinte, estava so­zinha na cama.

Imaginou que, finalmente, Harry concordara com ela: só por uma noite. Duvidava que fosse conseguir resis­tir nas semanas que restavam se ele insistisse em saí­rem.

Harry era mais do que uma tentação irresistível e significava para ela muito mais que um simples caso. Ele a acusara de estar arrumando desculpas para dispensá-lo. E tinha razão. O verdadeiro motivo pelo qual ela o estava afastando era porque gostaria de ter Harry pelo resto da vida e não por seis semanas ape­nas. Ele lhe dissera que tinha planos para aproveita­rem ao máximo os fins de semana que restavam. Hermione tinha a certeza de que seria maravilhoso. Porém, re­presentava uma dificuldade ainda maior para tentar esquecê-lo. Por isso queria começar logo a recuperar-se para enfrentar a difícil separação.

Quem sabe a viagem oferecida pela firma de Portu­gal não viesse a calhar?

Ao ouvir o giro da chave na fechadura, sobressaltou-se. E foi com surpresa que viu Harry entrar, lotado de sacolas do supermercado.

— Já acordou? — Harry foi logo falando — Hoje é sábado. Aproveite para descansar um pouco mais. Ain­da está um pouco pálida.

— Quanto tempo pretende permanecer aqui?—per­guntou Hermione.

— Pelo menos até vê-la alimentada com uma refei­ção decente. Precisa recuperar as energias.

Enquanto repisava as mesmas ladainhas, armaze­nava da forma que podia os mantimentos nas pratelei­ras e no frigobar. Além de um sortido de frios, pão, café, framboesas e dois litros de suco de abacaxi.

Ela tinha que admitir que Harry era o homem mais atencioso e gentil que já conhecera em toda a sua vida.

Depois de forçá-la a um café da manhã completo, Harry declarou:

— Agora quero que descanse bastante. Preciso ir para o meu apartamento e trocar de roupa. Virei buscá-la à noite para jantarmos juntos. Eu mesmo vou preparar a refeição. Vai adorar! — E, com voz animada, preveniu: — Arrume uma sacola com rou­pas extras e não esqueça de colocar um par de tênis. Planejei um passeio para amanhã que vai lhe tirar o fôlego!

Ela suspirou.

— Combinamos que seria nossa última noite jun­tos, lembra-se?

— Não. Só me lembro de dizer que viveríamos um dia de cada vez.

Não tinha jeito, pensou Hermione. Era impossível dizer "não" a Harry. Ou, pior, dizer "não" a si mesma. E não era apenas pelo prazer do sexo. Ela gostava da com­panhia dele. De estar com ele, falar, sorrir e principal­mente, vê-lo sorrir. Era como se provasse uma droga da qual era muito difícil se libertar.

Ela pensou na mãe e em toda a história com o "che­fe" dela. Então, lembrou-se do que ela lhe dissera a respeito do amor que dedicara ao pai de Hermione. Bem como todos os anos em que chorara pela perda dele. Dizia a todos que quisessem ouvir: "Melhor ter um grande amor e perder do que nunca ter amado nin­guém."

— Está bem, Harry. Farei como diz. Finalmente ela entendeu que não deveria desistir dele. Pelo menos não até que fosse obrigada.

No domingo à noite, após um dia de passeio mara­vilhoso, Hermione pediu que Harry a levasse para casa. Não queria que saíssem juntos para o trabalho no outro dia.

— Todos já sabem que estamos juntos, Hermione. Que diferença isso fará? — ponderou Harry.

Hermione encolheu os ombros.

N/a – Então meus amores...o que acharam deste capítulo...enfim um pouco de verdade na relação dos dois... Agora vocês já sabem porque ela resistia tanto aos encantos do Harry...

Agradeço mais uma vez a todas as pessoas que deixaram comentários sobre a fic...é satisfatório entrar no e-mail e encontrar reviews.

Angel Cullen McFellou - Pois é..parece que o povo gosta mesmo de complicar..Daqui pra frente a coisa muda um pouco...

2Dobbys – Neste capítulo ela contou ao Harry o que aconteceu...agora...será que ela dará uma chance pros dois viverem como um casal? Porque na minha opinião lá no fundo ela sabe que Harry a ama...o que você acha??

Josy Granger Potter – Corajosa ela não? Pois enfim ela tomou coragem e contou a verdade..será que depois disto, da verdade ter sido contada... ela vai finalmente se render ao Harry?