Ai ai ai!

Naninha apareceu!

Cara, eu tava trabalhando feito uma condenada, mas essa semana to praticamente de folga!

Ebaaaaa!

Bom, eu vou posta sem dia certo, ok?

Quando eu tiver cap eu posto, e pronto, pq fica meio apertado meu tempo ai eu não posso traduzir e vcs ficam sem cap, por tanto, sem dia certo pra posta!

E hj aparece o Edward e o Emmet!

Capitulo 10 – Benções e Boda

Encontrei uma maneira de me distrair enquanto James se entretem comigo, minha mente esta me preparando, minha mente esta pensando no que preciso para ter um bebê.

E obviamente não quero ter meu irmão e nem meu sobrinho em meu ventre, não devo ficar grávida do meu pai nem do meu irmão.

Tenho que conseguir anticonceptivos, que besteira, quero um bebê e tenho que usar esses medicamentos para não ter-lo, não ainda.

Acho que o destino trabalha de formas estranhas.

Meu pai está tempo sem vir me visitar no meu quarto e não é que eu sinta sua falta, mas temo que na sua próxima visita ele queira recuperar o tempo perdido.

Mas parece que ele não esta bem de saúde.

Minha mãe teve que interná-lo, algo sobre ácido úrico, muita carne, uma besteira, mas acho que meu pai teve muita carne na sua dieta, claro eu estou incluída, mas agora suas pernas são tão inúteis como meu braço esquerdo.

Justiça divina? Não acho que seja.

Minha mãe pediu que eu levasse comida para ele no hospital, tive sorte, um médico me viu e perguntou por que eu tinha um braço enfaixado e imóvel.

O que posso dizer? Conto a versão completa e real ou me conformo em dizer "cai".

É automático.

- Obrigada Doutor, estou bem, apenas cai – bendito medico, não acreditou em mim.

- Me deixe ver seu braço – me levou para seu consultório dentro do hospital, com um cuidado que nunca tinha recebido antes ele tira as vendas que eu mesma tinha colocado.

- Quantas vezes você caiu? – seu olhar era de nojo ao ver as cicatrizes de agulhas e machucados roxos que eu tinha, a bola da minha mão estava enorme, acho que inchou mais depois do livro.

- Muitas, mas estou bem – é automático – estou bem doutor, não preciso de nada – só um bebe, mas não vou dizer isso ao médico.

- Onde estão seus pais? - seu olhar era de fúria, me lembra o do meu pai quando se irrita comigo, puxo minha mão de imediato, tem coisas que você aprende com os anos e isso é se proteger, cobri minha mão com meu corpo – O que aconteceu? O que fizeram com você?

- Nada doutor – por que não posso falar tudo o que acontece comigo?

- Você tem medo, certo? - ou o doutor é muito inteligente ou um intrometido de primeira.

- Você pode curar minha mão doutor? – na verdade o que me interessa não é ter uma mão útil, se não estar bem para poder abraçar meu bebê, carregá-lo direito, vi na televisão que os bebês são carregados pelos dois braços, ainda mais quando estão comendo de mim, perdão, quando estão "mamando" *, não gosto dessa palavra porque me lembra que eu sou uma boa boqueteira, mas tenho que aprender nossos significados para tudo.

*Bem, em espanhol "mamando" quer dizer quando um bebe esta mamando, comendo, se alimentando no seio materno e em termos sujos quer dizer chupando, boquete, bem todas essas coisas relacionadas ao sexo oral.

- É fácil menina, só uma pequena operação e sua mão vai ficar como nova, só tenho que falar com seus pais primeiro, onde estão mesmo? – uma operação, nunca fui operada, tive em muitos hospitais, tive muitos nomes para meus pais não terem problemas, mas nunca me operarão.

Não tenho medo, de verdade, o sangue não é mais nojo, e a dor, a dor e eu já somos um, então, também não sinto medo disso. Um pouco de esperança apareceu dentro de mim. Se me operam, bem, se minha mãe deixa que me operem poderei ter minha mão boa, e poderei carrega meu bebê sem problemas.

- Meu pai esta internado no terceiro andar, no quarto 301 – disse rapidíssimo, queria que o doutor me operasse o mais rápido possível, melhor se pudesse ser hoje.

- Me acompanhe, vamos ver se seus pais concordam – sorri, não porque doía, sempre doía, sorri por agradecimento, era estranho, senti cócegas na barriga, sorri e quase chorei de alegria. Não sabia que podia se sentir assim.

O doutor, que nem o nome eu sabia, saiu rápido do seu consultório, começou a me dizer que tinha que tirar algumas radiografias e exames de sangue e coisas assim, mas que seria uma operação simples, rápida.

O que importa o que tenha que fazer, segurei minha mão no meu peito, não podia correr sem que doesse muito, não tinha idéia do porque, mas qualquer movimento fazia com que a bola doesse.

O doutor conhecia o hospital como a palma da sua mão, porque chegamos rapidíssimo, esperei fora do quarto, não queria ver a cara da minha mãe quando o doutro lhe perguntasse sobre s cicatrizes e tentasse convencê-la, ninguém sabia que eu continuava usando as agulhas, sim, plural.

Os chineses usavam agulhas, claro que não era o mesmo, mas se eles podiam fazer isso, eu também podia, me distraia ver meu braço cheio de agulhas. Era hipnótico ver o sangue sair dos pequenos furos.

Era como os piercings ou essas coisa que se usam agora, eu fazia para evitar sentir a dor da minha vagina, para evitar pensar na dor da minha mão, ou para não ver o reflexo dos meus olhos tão feios, cafés, tristes, de cachorro de rua.

O doutor disse algo a minha mãe, algo pra que ela concordasse tão rápido, eu deveria ter estado lá para escutar, mas não, fiquei do lado de fora.

Mas o resultado foi o mesmo, bendito médico, fez com que me internassem.

Peso 40 quilos, tenho 14 anos, minha pele esta cheia de machucados, manchas de anemia, minha pele tem cicatrizes difíceis de explicar, a pele esta pegada nos ossos, tenho pouco cabelo, fino e faltam em algumas partes e não posso dizer por que estou completamente raspada na parte de baixo.

Ah! E não estudo.

Incrível, voltei pra casa no terceiro dia. Lazaro se levantou da tumba no terceiro dia, eu fui para meu inferno no terceiro dia. Deus não existe.

Me operaram, e o doutor resultou ser um bom cirurgião plástico, porque me disse que não ficaria uma cicatriz feia, apenas uma linhas, ninguém veria a costura ou algo similar. Que besteira, isso era o de menos, para não ter a maldita bola eu aceitaria ter as costuras ou grampos que ele quisesse.

Por que estou na minha casa? Varias enfermeiras foram me visitar esses três dias que eu estive no hospital, não sei pra que tanto se era só uma bola, mas elas me perguntaram muitas coisas, como quanto eu comia, quantas vezes.

Pensaram que eu tinha anorexia! Minha mãe disse isso. A coisa mais tonta do mundo, adoro comer, mas quem tem fome na minha casa, na verdade, acho que sim, sou anoréxica, gosto de comer, mas evito o maximo que posso. Às vezes James me bate no estomago e vomito tudo, e como não sei quando vão me bater, então evito ter muito o que vomitar.

Mas eles têm razão, tenho que comer melhor, não posso ter um bebê nas minhas condições.

Me salvei de limpar a casa por 2 semanas, uma benção a mais.

Mas isso não me salvou do meu pai, saímos juntos do hospital e ele já estava tocando em mim no carro, colocou sua mão dentro da minha calcinha e meteu seus dedos em mim, estava desesperado para chegar a casa e colocar as coisas em dia.

Minha mãe dirigia o carro e James me dava umas olhadas que me fizeram adivinhar que hoje eles brincariam comigo.

Benditos anticonceptivos.

Meu bebê precisa de muitas coisas.

Tenho que engordar um pouco primeiro tenho que ser uma boa mãe, uma que possa ajudá-lo na escola. Ou seja, tenho que estudar muito. Não pode ter uma mãe burra, tem que ser alguém inteligente, tenho que voltar a estudar.

Mas primeiro o começo. Tenho que comer mais vezes, diariamente seria um bom começo. Vou tentar por você bebe.

Passaram as 2 semanas de descanso na limpeza, não dos boquetes nem das fodas, mas tem coisas que não mudam mesmo que tenha uma mão operada.

Posso escutar minha irmã Rosalie falando com alguém no telefone. Seu novo namorado posso apostar.

Ela se transformou em uma namoradeira, pior que James, às vezes duram apenas uns dias e acaba. Fala com suas amigas sobre quem beija melhor ou quem dá o presente mais caro.

Tem 15 anos, é linda, seu corpo parece de alguém mais velha, usa roupas muito justa e sempre usa saltos. Eu sei fuma e já vi mais de uma vez bêbada.

Mesmo assim continua na escola, que desperdício, se eu estudasse não perderia tempo nisso.

Entro na biblioteca e procuro os temas que ela deveria esta estudando. Esta no primeiro ano, eu reprovei a oitava serie, tenho que recuperar o tempo perdido.

- Mamãe, você pode me inscrever outra vez na escola? – fui à escola e falei com a diretora, ela me conhecia e sabia que eu tinha sido uma boa aluna, calada, tímida, mas não me metia em problemas com ninguém e tinham boas notas, inventei uma historia que eu tinha ficado doente e coisas desse tipo. Acreditou em mim, com minha pinta de anoréxica! Me deu a oportunidade de voltar, era uma escola publica, no outro dia fiz um teste para saber em que nível estava.

Minha mãe me matriculou incrível, acho que o bendito doutor tinha ameaçado e ligava sempre para minha casa, para perguntar sobre meu braço, mas também para perguntar como estou na escola. Seu nome, Jasper Whithlock. Estranho, mas não importa um anjo disfarçado de médico.

Segundo ano, apesar dos meses perdidos, apesar de tudo, as horas que eu passei na biblioteca, passando a limpo as anotações incompletas de Rosalie, todo esse tempo teve frutos. Entrei no segundo ano, tenho 14 anos, só faltam alguns meses para que acabe o ano escolar.

A diretora me disse que minhas provas foram perfeitas, que se pudesse me daria o certificado, mas que eu teria que fazer umas provas antes e isso demorava um pouco, por isso que deveria aproveitar esses meses indo à escola.

Me transformei em autodidata, minha meta era ser a melhor mãe do mundo, contei os livros que meu pai tinha centos.

Tracei um plano, de alguma maneira tenho que continuar estudando, limpar a casa, satisfazer ao meu pai e irmão, não ficar grávida ainda e ler pelo menos 3 livros por semana. Claro que manter as melhores notas era indispensável.

Terminei o ano, e estou estudando para o próximo ano. Li quase a metade da biblioteca do meu pai, estou focada em estuda algo de ciências, matemáticas, físicas e química.

Bebê juro que sua mãe não será uma burra, te juro que tua mãe vai poder te ajudar quando você tiver tarefa.

Tem uma festa na casa da minha tia Carmen, a mãe de Tanya e companhia.

Quase não vou a festas, mas essa em especial temos que ir todos, minha tinha Carmen e meu tio Eleazar vão comemorar 25 anos de casados, terá uma cerimônia na igreja, festa e todas essas coisas.

Como se fossem se casar outra vez.

Não que eu esteja ansiosa, mas por alguma razão sei que vai acontecer algo.

A cerimônia é linda, mesmo que eu não me imagine casando nunca, primeiro porque não poderia me casar de branco estando usada como estou, segundo que não acho que ninguém queira me dar a benção depois de tudo que eu tive que passar, terceiro não teria ninguém para convidar, e claro o mais importante, quem se casaria comigo?

Não, casamento não é para mim.

Sento no fundo, meus pais e irmão sentam na frente, de onde estou posso ver a cabeça loira de todos, bom, meu pai tem os cabelos da mesma cor que os meus, mas dá no mesmo, são a típica imagem da família feliz.

Me sento onde as pessoas que não são da família estão vendo a missa. Aqui estou melhor.

A igreja fica a uns quarteirões da casa da minha tia, saio antes dos meus pais e vou caminhando, sei que não vão sentir minha falta nem ficar bravos, quando vamos a uma festa, é como se eu não fosse sua filha, nem me olham, me ignoram e eu agradeço por isso.

Quando chego à casa da minha tia ainda não tem muita gente, apenas vejo distante um grupo de garotos conversando e tomando refrigerante.

O vejo.

Se eu o tivesse desenhando, se tivesse desenhado o pai do meu bebê, seria como esse garoto: alto, cabelo desarrumado, olhos verdes, lábios carnosos, um lindo nariz, traços fortes, mãos finas, sorriso alegre.

Quero fazer tantas coisas, correr e cumprimentá-lo, cair correndo, correr para longe e não voltar. Correr, correr.

Mas não bebê, você vai nascer, não me importa como.

- Você é sobrinha de Carmen, certo? – viro e vejo um homem me cumprimentado, não faço idéia de quem seja. – Sou teu primo, Alex.

- Alex? – continuo sem saber quem é, mas suponho que nesse tipo de festa se conhece primos perdidos, rezei para que o pai do meu bebê no fosse meu primo.

- Bella Swan, para te servir - se escuta feio, sirvo de tantas maneiras, mas é o habitual, certo?

- Alex Volt, sou filho de Aro, primo de Carmen e por tanto primo segundo se, ou algo assim - era um menino divertido, sorriso fácil, covinhas na bochecha, olhos cinza, bonito, mas um primo.

- Prazer Alex.

A timidez não desaparece do dia pra noite, uma pena.

- Deixe que eu te apresente aos meu amigos - me pegou pelo braço, o direito, por sorte, e me levou onde estavam os outros garotos rindo.

- Eles são os Cullen - começou a apontar os meninos - Emmet é o guarda-roupa da esquerda

- Um prazer, qual o teu nome?

- Sou Bella Swan

- A irmã de Rose – lembrei de um tal Emmet, ele devia ser esse garoto que ela falava por telefone.

- Sim, sou eu.

- Meu nome é Edward - finalmente o pai do meu bebê se apresentou, Edward tem um nome bonito, se meu bebê fosse um menino eu poderia colocar esse nome nele sem problemas.

Estendi minha mão e o cumprimentei, tinha uma mão calorosa, mas seu dedos grandes me chamaram a atenção, era uma mão muito elegante para o meu gosto.

- Tua irmã Rose vai vir? – Emmet procurava entre as pessoas que chegavam minha irmã, senti pena por esse garoto, minha irmã tinha um namorado, não fazia idéia de como o dessa semana se chamava, mas agora eram todos maiores de 20 anos, e Emmet se muito tinha 18 ou algo assim.

- Sim, deve esta com meu pais, não demora – o que lhe digo? Que minha irmã aproveita qualquer minuto para ir com seu namorado transar em um carro, não acho que Emmet seja assim, Deus, espero que Edward também não seja, bem, quem sabe, seria mais rápido assim.

- Você que beber algo? – Edward me olhava nos olhos, me senti estranha, na verdade me incomodou, não como meu pai ou James me olhavam, ele tinha algo nos olhos, inocência, que ridículo! Um homem com inocência, bem, suponho que exista de tudo.

- Sim, por favor, mas não precisa ir pegar para mim – por um momento quis aceitar um copo de água, mas meus pais chegariam a qualquer momento e eu queria desaparecer da festa, com sorte eu poderia ir para casa, que idéia, ver Edward me fez querer ir contra meu plano.

Esse olhar inocente era muito pra mim, tenho que procurar outro candidato, um que eu não precise violar para engravidar.

Conversei com meu primo e com os Cullen durante horas, era estranho, os três eram melhores do que eu poderia imaginar, foi como ar fresco, como brisa marinha. Joguei conversa fora, se acredito em fantasma, se existe ET, vampiros e homens lobos, Edward queria ser um vampiro, seu irmão Emmet queria ser um homem lobo, Alex queria ser como um vulcão e quando perguntaram a mim fiquei calada. Não ia dizer a eles: quero ser mãe.