10° capitulo: A frieza da Morte.

(trecho do 7° capitulo)*Ela passou sua mão pelo rosto e desencostou da parede, caminhou em direção ao quarto, ouvindo então alguém bater na porta* Hermione caminhou em passos rápidos até a mesma já pronta para falar algo ao seu amigo. Mas antes de chegar a porta foi arrombada, fazendo a morena cair no chão batendo fortemente sua cabeça.

Os dois comensais que adentraram o lugar estavam com os rostos mascarados, e determinados a terminarem de uma vez o trabalho que tinham para fazer naquele lugar.

Hermione sentia uma forte dor na cabeça, e mal conseguia enxergar os homens a sua frente. Sentiu uma mão fria a puxando. Olhou para lado preocupada com klays, mas surpreendeu-se com o que viu. O moreno estava cumprimentando o outro comensal,e ele o chamava de francês.

-Traidor!-Gritou Hermione enquanto o outro comensal a puxava para fora do quarto.

Klays deu um sorriso de lado para ela, e se virou em seguida para o comensal à sua frente.

-Quero que a família Ballakovs seja solta, e que nada aconteça com aqueles que ajudaram essa miserável

-Veremos isso ainda! Afinal é você quem diz que ela é a tal amiga do Potter, ainda não temos provas.

-Mas é ela sim! E você tem que me prometer que nada de ruim acontecera aos outros... - Disse Klays

-Caso o Lorde queira todos vivos, eles ficarão. Caso contrario, você e aquelas corja de traidores do sangue, terão exatamente o que merecem! - respondeu o comensal.

Mesmo à distancia, Hermione conseguiu ver o corpo de Klays tremer diante da fala fria do comensal.

-Por favor faça de tudo para... - Klays tentou argumentar ,mas o homem interrompeu rindo, divertindo-se com apelação do homem a sua frente.

-Você acha mesmo que me esforçarei para salvar suas patéticas vidas? Acorda! Ninguém ira ajudar! Você está mais perdido que essa nojenta de sanque-sujo !! -Disse o comensal.

Klays deu uma olhada em direção a Hermione, que por sua vez via uma mistura de tristeza e arrependimento surgirem no olhar de Kays. Porém, a morena naquele momento não conseguia sentir pena dele, já que odiara a decisão que ele tomara, e achava que ele merecia algum castigo.

O comensal que estava conversando com ele, se virou e foi até onde estava Hermione e o outro comensal que ainda a mantinha como sua refém:

-Acho que nosso serviço termina por aqui, vamos logo...

-Lacarnum Inflamaro.-A voz de klays ecoou no quarto.

O feitiço atingiu o comensal que estava de costas para o rapaz. Enquanto este se debatia com o fogo que o consumia, o outro comensal jogou Hermione contra a parede e apontou sua varinha para o rapaz.

-Avada Kevada!

Hermione deu um grito agudo, vendo o corpo sem vida de Klays caindo no chão de madeira.

-Aquamenti!-Conjurou o comensal em direção ao outro, o atingindo com uma jato de água.

Quando o fogo finalmente se apagou o comensal caiu no chão com serias queimaduras.

-Vamos logo.-Bradou o outro.

Mas o homem nem conseguia falar somente gemia de dor.

-Viu o que você fez sua sangue ruim! Crucius!

Hermione escorregou pela parede, e caiu no chão sentindo dor por todo seu corpo. Seus gritos causavam uma satisfação doentia para aquele que a torturava.

-Estupefaça! - Aquém gritou, e o homem encapusado que torturava Hermione foi jogado para trás, e caiu desacordado.

-Hermione.!!! - Disse o rapaz que a pouco salvara Hermione...-

A morena olhou para seu amigo e deu um fraco sorriso.

-Ainda bem que você chegou. - Disse ela - Ele nos traiu, Klays disse a esses comensais onde e que eu sou...!!!

-Vem comigo.- Ele a pegou fortemente.

-Obrigada krum.-sussurrou ela antes de abraça-lo, deixando uma lagrima amarga cair...

A loira estava respirando com dificuldade por causa da pressão que o Rapaz fazia enquanto a pressionava contra parede gélida.

-Chega de traição!-Gritou Malfoy com um olhar alucinado- O que exatamente você disse a eles?

-Na..Na...Nada.-Respondeu ela com dificuldade.

-Tem certeza- A voz dele alterada, fez ela fechar os olhos.

-Por...

-Fique quieta.

Hermione não olhava a cena, estava de costas para eles olhando o conteúdo da mala da mulher. Vendo pela primeira vez as cartas que estavam destinadas a ela. As quais esperara durantes meses. Cartas respostas às que mandara a seus amigos, ou até mesmo, aquelas que eram simplesmente para matar saudades, que seus amigos lhe enviaram, mas que ela nunca recebera. Entre várias que ali estavam, ela pegou uma escrita em pergaminho velho, sua mão tremula abriu.

O conteúdo já era conhecido por ela, Malfoy mesmo já contara sobre o acontecimento, e mesmo que não tivesse dito, ela soubera através de terceiros quando ainda estava na Bulgária.

-Por que você escondeu todas essas cartas?-Perguntou a morena ainda olhando o pergaminho em sua mão.

Mas a loira continuou em silêncio.

-Não ouviu a pergunta dela?-Questionou Malfoycom voracidade.

-Por...Saia...

Hermione se virou e foi até os dois, retirando malfoy de perto dela.

-Pronto! Agora diga! - Disse Hermione .

Malfoy olhou o perfil enfurecido de Hermione, a única vez que ele a vira naquele estado foi quando a mesma pensara que ele havia traído ela.

-Não...Queria...Que você...Esperança... - Disse a mulher com dificuldade em respirar.

Os olhos da garota brilhavam por causa da raiva, e das lagrimas que começavam aparecer.

-Eu pensei que meus melhores amigos tivessem me esquecido...Você realmente merece morrer.- A frieza da voz dela, assustou até mesmo Malfoy.

O loiro abraçou Hermione, retirando-a de perto da loira.

-Acalma-se, não esqueça que eu preciso de você! - Disse Draco...

-Eu sei, eu sei... - Respondeu Hermione .

Ele a envolveu fortemente em seu abraço, enquanto ela se aconchegava em seu peito.

-Você fica bem enquanto eu arrumo as coisas? - Draco perguntou.

-Sim, ficarei sim... - Hermione Respondeu .

-Eu mandei um recado para ordem, logo eles estão aqui. - Disse Draco, com voz tranquilizadora.

-Ok. - Ela concordou.

Ele a soltou, e voltou para perto da loira.

-Vamos... - Disse Draco.

(parte escrito por Lunna potter)

- Por que você fez isso? Traiu o Lorde das Trevas desse jeito, já não bastava você não ter conseguido completar a tarefa que ele te deu? - Lucius gritava para seu filho.

- Por favor Lucius, controlasse! - Narcisa tentava acalmar seu marido.

-Não Cissa, você não vê? Não entendo? Ele se aliou a Santo Potter... agora quero ver, se o seu Santo Potter poderá te salvar! -Disse Lucius indo ao encontro do filho, que pela primeira vez em sua vida o encarou.

- Você parece bem satisfeito com a burrada que você fez ! Parece feliz! Como se já não bastasse a vergonha que você impôs ao nome da famíla, a desonra da família Malfoy, tinha que ser meu filho! -Disse ele - Além de não conseguir...

- Já chega! - Gritou Draco, cortando o discurso que seu pai fazia...- não aguento mais você falando, me enchendo com essa besteira de desonra da família Malfoy...- Gritou Draco

- Como ousa me desrespeitar moleque? - Esbravejou Lucius - Você desonrou a família duas vezes, a primeira quando falhou com a missão que o Lorde das Trevas deu a você, e depois, se unindo ao Potter...

-Eu desonrei a família? Você tem certeza disso? - Disse Draco, agora usando a mesma tonalidade de voz que seu pai- Eu pelo menos, só falhei uma vez...Finalizou com voz irônica.

-O que quer dizer com isso? - Perguntou Lucius com frieza na voz.

-Ora, ora, papai, poupe-me de listar suas derrotas, Potter tem te derrotado desde que tinha 12 anos, ou o senhor se esqueceu que ele descobriu o seu plano para acabar com os sangue-ruins da escola? E pelo que soube, o Lorde das Trevas está tão insatisfeito comigo, quanto com o senhor...ou terei que refrescar sua memória, em relação a sua derrota para o Potter e os fedelhos da AD no ministério? Humilhante, pelo que soube...

- Já chega- disse Lucius apontando a varinha para o filho, que também sacou a sua ...

- Vai enfrente - Desafiou Draco .

- Não me tente, seu moleque - Respondeu Lucius.

- Já chega! - Disse Narcisa, e interpondo entre os dois- Temos que sair daqui antes que nos encontrem. (fim da parte escrita por Lunna Potter)

Um silencio ocupou todo o local, mesmo com o clima pesado, os três tinham que se unirem naquele momento, para então se salvarem. Narcisa também pegou a sua varinha, afinal todos ali tinham que estarem preparados para o pior.

Neste instante os vidros da janelas próximas a eles se estilhaçaram. Seus olhares fitaram o mesmo ponto, o local por onde os comensais adentraram.

-Poupe a vida dele.-Choramingou Narcisa para um dos comensais, ficando diante de Draco.

O rosto pálido do garoto tinha agora pequenos cortes por causa dos estilhaços de vidros que o acertaram, e sua coragem se esvaia juntamente com seu sangue, escondendo-se atrás de seus pais.

-O Lorde quer ele morto.-disse Rufus desdenhosamente.

-Mate-me e deixe-os em paz .- Disse Lucius, que estava ao lado de sua mulher.

Draco via e ouvia todo o desenrolar da situação, lembrando das palavras de Snape 'você não viverá muito desta forma Draco.' E naquele instante, mais que nunca, ele via que seu ex-mestre estava certo. Ele não viveria muito. 'pouco me importo se pelo menos eu morrer fazendo algo com as minhas próprias mãos, já será satisfatório ... 'Lembrou ele de suas próprias palavras ao se colocar diante de seus pais.

-Draco...-Sussurrou nervosamente Narcisa.

-Os Deixarão em paz, após fazerem o trabalho de vocês? - Perguntou Draco...

Os comensais, que eram no total quatro, sorriram friamente.

-Isso é um pedido garoto? Quer salvar a vida dos seus pais?- O comensal mais alto falara sarcasticamente.

-Sim, eu quero salvar a vida dos meus pais.-Respondeu com um sutil tom de orgulho.

Rufus se pôs à frente dos comensais, sua varinha em punhos, pronto para utilizar-la. Pronto para colocar um fim em tudo aquilo.

Draco abaixara a guarda, ambos braços colados ao seu corpo. Enquanto via seu assassino pronto para fazer o que lhe havia sido designado, ele sentia a respiração forte de sua mãe, e um soluço. Sem dúvida ela estava chorando. Mas o loiro não se virou, não queria ver a dor que estava causando fazendo aquilo. Porém ele também não queria fazer aquilo em vão.

-Eles ficarão bem?-reforçou a pergunta.

-O Lorde mandou matarmos você, por essa razão não vejo por que eles morrerem.-Respondeu o outro irônicamente.

Draco deu um suspiro de alívio, e depois deu um passo à frente... Os acontecimentos seguintes foram tão rápidos que ele não teve tempo de acompanhar.

Ele sentiu somente seu corpo ser jogada para outro lado, enquanto um jato esverdeado passa raspando pelo seu ombro.

O seu corpo se encontrou num baque alto a parede. Sentiu em seguida um liquido escorrer pelo seu rosto...Sua visão foi escurecendo, sentindo juntamente as suas forças sumirem... Quando por fim toda aquela sensação acabou, ele olhou a sua volta, viu o lugar que estava minutos atrás, contemplou sua mãe caída , e seu pai lutando contra dois comensais, enquanto os outros dois tentavam desesperadamente se salvarem das chamas que envolvia seus corpos.

-Mãe.-Murmurou ele ao se levantar.

Em passos vacilantes ele se aproximou da sua mãe, sentiu um arrepio percorrer o seu corpo, quando a viu de perto. Seus olhos azuis estavam abertos, olhando para o nada. Ele caiu ao lado dela, pouco se importando com o duelo que acontecia naquele sua mão tremula, ele começou a cariciar os cabelos loiros de sua mãe, sentindo a culpa lhe consumindo.

-Draco saia daqui.-Lucius gritava frenéticamente, enquanto tentava derrubar um dos dois comensais que lutava com ele.

Draco olhou na direção dele, olhou depois para os outros comensais, que naquele momento estavam caídos no chão já com as chamas devorando os corpos a cena se tornara para sua visão, um momento de derrotada e tristeza. Ele não queria sair, ali seria o lugar que morreria, afinal não tinha razão para continuar vivendo.

-Draco!-gritou Lucius novamente, fazendo o garoto olha-lo.

A angustia na voz do pai, lhe fez enxergar a situação de outra forma.'Não seria ele egoísta, simplesmente morrendo ali, enquanto seus pais sacrificaram-se para salva-lo?'

Num impulso ele se levantou, seus olhos percorreram rapidamente o chão, a procura de sua varinha que caiu quando ele foi jogado em direção a parede. Mas não encontrou a mesma, apenas viu duas varinhas, provavelmente eram dos comensais que naquele instante viravam pó. Ele olhou para sua mãe, vendo a varinha dela ainda em suas mãos. Ele carinhosamente a retirou de sua dona, e se juntou ao pai.

Parecia que isso dera mais ânimo aos comensais, em particular ao Rufus, que naquele momento começou a conjurar vários feitiços, todos em direção ao loiro.

-Sai daqui!-Gritou novamente Lucius.-você continuando aqui, será pior.

-Eu não vou...expelliarmus!-Disse Draco em direção a varinha de Rufus.

-Protego!-Gritou o outro ricocheteando a feitiço de Draco.

-Avada...

-Everte Statum!-Conjurou Draco em direção ao comensal, fazendo o mesmo voar longe, enquanto a sua varinha deixava escapar um pequeno jato de luz verde, que foi para direção dos dois Malfoys.

-Imperius!-Falou Lucius.

Rufus parou, o braço que estava segurando a varinha foi abaixando devagar, enquanto seus olhos fitavam o ponto qualquer da respirava com dificuldade, Draco deu uma leve olhada para o pai, e viu que ele estava sangrando.

-Pai.-Disse o rapaz se aproximando dele.

-Saia daqui Draco, fuja.

-Nã aqui...

-Não vê que desta forma você somente piora as coisas?

O rapaz se afastou do pai, um pouco atordoado. Lucius desviou o seu olhar do filho e mirou Rufus que naquele instante estava se liberando do feitiço.

-Vai logo Draco.

-Não...

-Por favor!

Os olhos de ambos se encontraram, pai e filho com seus sentimentos a mostra, mas sem tempo de apreciar os mesmos um com o outro.

-Isso realmente é muito comovente!-Os dois ao mesmo tempo se viraram para o homem.- pena que terei que acabar com isso...Primeiro o pai...

-Sai da...

-...Avada Kevada!

Draco não chegou a ver o corpo do pai cair no chão. Desaparatou do local, que ficara escondido por vários dias, antes de vê tal cena, indo parar defronte a sua velha casa, ainda sentindo o frio que a morte causava...