Bom, depois de mais 6 semes eu posto mais um capitulo dessa fic... acho que qndo eu tiver uns... sei lá, 35/40 anos eu consigo terminar minha fic XDDD
Enfim, agradeço muito aos fantamas que lêem essa fic, e agradeço mais ainda aos que deixaram reviews que são: Tami-chan, que seu eu tivesse como entrar em contato ia agradecer o comentário e perguntar o que exatamente é "uma fic lombrastica"; Ale-ann, que leu a meu pedido e gostou dos personagens (oras, eu pedi pra ela ler sim, descaradamente... Propaganda, pessoas, propaganda...); Priscy-Lockheart, que se pergunta o mesmo que meus personagens ("E se fosse possível...?"), e assim como James Foxy travou de rir lendo a parte sobre o chapéu(capítulos anteriores, caso tenha entrado direto na última página...)
Mais uma vez agradeço a todos vocês... Chega de enrolação, sigamos adelante
Capítulo 4 – Reencontros
Parte 2 – Jin, Marcy e Joe
O sol estava um pouco mais alto do que antes, mas ainda assim Jin não continha os bocejos. Perdera um considerável tempo vestido sua armadura, com um pouco de dificuldades. Mas tão logo vestira a mesma, rumara para fora de seu aposento, em direção ao local onde seria servido o desjejum, não sem antes dar mais uma olhada para dentro: um quarto simples, mas amplo, possuindo em seu interior o colchonete que usara, uma pequena mesa de centro, e um armário.
Verificou que todos e cada um de seus pertences estava consigo, e prosseguiu. Então percebera que não sabia exatamente para onde seguir. Ficou apelas ali, parado um instante, quando da esquina do corredor, vinha uma das empregadas da hospedaria, que ao vê-lo, curvou-se em reverencia ao samurai ali presente, e prosseguira.
- Espere. - Jin falou, sendo o maias polido possível para ele, naquela hora da manhã. - Preciso que me dê uma informação, senhorita.
- Em que posso ser útil, mestre?
- Apenas... – sorriu Jin, um tanto envergonhado, tanto pela polidez da mulher a sua frente quanto por pura vergonha. - Apenas preciso que me indique onde será servido o desjejum. - e coçou a cabeça.
Após um breve risinho, que fora seguido de pesadas desculpas por parte da criada, por desrespeitar honroso guerreiro, indicou o caminho a Jin, que após agradecer e dizer que não havia motivos para se desculpar, seguira na direção indicada.
Após pouco tempo de caminhada, Jin chegou ao local que se assemelhava a uma restaurante comum para aquela época: era um grande salão, que pelo lado que vinha Jin, estava um pequeno balcão onde as pessoas que não estavam hospedadas pagariam por suas refeições. O salão era dividido como se fossem pequenos cubículos, mas ainda assim espaçosas o suficiente para que um grupo de cinco pessoa pudesse se acomodar sem problemas. Era visível que algumas pessoas já se encontravam ali, mesmo com o silêncio que pairava sobre o local.
Tão logo adentrou o salão, uma outra criada direcionou-o a um cubículo vazio, onde poderia se alimentar sem ser incomodado, e desapareceu para, instantes após, trazer em suas mãos uma bandeja com tigelas de comida, que foram ordenadamente colocas sobre a mesa diante de Jin, que agradeceu a criada, agradeceu pela comida, e pôs-se a comer.
Neste mesmo momento, sem receber muita atenção de Jin, passava diante de seu cubículo uma jovem trajando-se de vermelho, em trajes curtos, que davam uma boa visão daquele corpo de mulher. Seguia a passos calmos em direção ao balcão.
- Bom dia, - dizia a jovem, numa voz que não parecia mais alta que um sussurro. - Gostaria de ser servida.
A jovem por de trás do balcão olhava para ela, como se fosse uma criatura de outro mundo, mas sem demonstrar nenhum tipo de aversão.
- Sinto muito, - numa voz tão alta quanto a anterior, respondia – mas estamos com todas as nossas mesas ocupadas.
A jovem que entrara não havia desistido, tendo ouvido aquilo. Argumentava com a atendente, numa tentativa de talvez servi-la em outro local, mas sem o efeito desejado. Jin, que estava em um dos cubículos mais próximos ao balcão, agora prestava atenção, sem parar de se saborear com seu café da manhã.
- Seu trajar incomoda meus clientes. - por fim respondeu a atendente.
- Não sei como esta pessoa está se trajando... - dizia Jin, parando para engolir para poder falar de forma melhor entendível – Mas eu não me incomodaria de dividir este espaço.
A atendente relutou um pouco em levá-la a mesa daquele samurai, mas também temia pelo que poderia acontecer caso desobedecesse. Muitos eram aqueles que a mataria por tal desobediência, então, um pouco a contra-gosto, levou a jovem para o mesmo cubículo que levara o samurai.
- Obrigado, senhor. - falava a jovem, sem nem sequer olhar para o rosto do estranho que lhe dera um local para comer. - Tão logo eu termine, sairei de seu espaço. - desta vez, já ajoelhada, curvara-se em agradecimento.
- Não se preocupe. - Dizia Jin, da mesma forma que a jovem. - Será bom ter alguém para conversar.
E ambos levantaram suas cabeças, e ao mesmo tempo abriram seu olhos. E durante um curto tempo, ficaram ali assim, apenas se observando. A atendente mais uma vez entrava naquele cubículo, e coloca mais tigelas por sobre a mesa, a frente da jovem. Tão logo saíra do local a atendente, Jin colocou a tigela que segurava sobre a mesa, levantou-se, deu alguns passos até a jovem, que estava imóvel, e a abraçara.
- Nunca pensei que fosse encontrar um rosto conhecido tão cedo, Marcy.
Diante da reação de Jin, Marcy havia se tornado um parente próximo do tomate, se não um deles. Demorou um pouco a reagir de volta, mas respondeu da mesma forma que o amigo. Não falou nada. Apenas sua ação respondia a Jin que ela sentia o mesmo.
Minutos se passaram, que Marcy sentira como uma eternidade, até que se separaram. Marcy agora sorria, ainda um pouco vermelha, enquanto olhava para o amigo voltar para seu lugar. Tão logo ele se arrumou em seu lugar, ela pôs-se a falar.
- Você... percebeu não é? - ela dizia, procurando não fitá-lo diretamente nos olhos.
- Sim. E ainda não entendo como aconteceu, ou ainda porquê aconteceu.
Ambos pegaram suas tigelas e puseram-se a comer. Não havia necessidade de conversarem naquele momento, ambos sabiam. Poderiam conversar tão logo terminassem.
Pela porta entrava, naquele mesmo momento, uma figura no mínimo suspeita e encapuzada, e seguia em direção o balção.
- Lugar para um. - o homem, de voz gutural rugiu em direção a atendente, que procurava manter a calma diante daquela figura.
- Perdão senhor, mas estamos cheios.
- Ótimo. Assim está bom. - e sacou por de baixo de sua capa, uma longa lâmina curva, uma katana. Apontou-a em direção a atendente, que estava aos prantos, caída no chão, devido ao medo e susto, e anunciou. - Sem gracinhas e heróis, passem todos os seus pertences!
E junto do trovão que vinha da voz do homem, surgiam mais dois capangas, ambos portando espadas e um grande saco.
Jin ouvia a cena, e mantinha a calma. Apenas continuava a se alimentar, como se esperasse por algo. Não era a primeira vez que passava por essa situação em sua vida, mas dessa vez sua calma era assumidamente um sinal de que iria sair triunfante dali.
Já Marcy estava um pouco mais agitada. Em pouco menos de dois minutos, alcançava suas ninjatou inúmeras vezes, mas suas mão tremiam. Não sabia dizer ela naquela hora se era de medo ou de excitação antes de sacar uma arma real pela primeira vez na vida.
Um dos bandidos que haviam surgido tão logo o roubo havia sido anunciado surgiu diante do cubículo onde Jin e Marcy estavam. Jin ainda comia, inabalável. Parecia que não era ele que estava ali naquele momento.
- Passe seus pertences, caso tenha algum apreço pela sua vida! - gritava o capanga, fazendo sua voz se sobressair aos gritos de pânico dos outros presentes no local.
Jin não respondia.
- Anda logo! Passa tudo! - agora berrava com o dobro do volume, tentando se impor no grito.
Jin mantinha-se a comer.
- Certo, corajoso! Vamos ver como responde se eu matar essa prostituta barata sua! - e apontou sua espada para Marcy.
Como se treinada nas artes ninja a anos, Marcy levantou em um movimento rápido e sacou sua ninjatou que ficava na altura de seus quadris, e partiu para o ataque. O som de metal se batendo era inconfundível, mesmo para aqueles que não conheciam muitas coisas.
- Sua vadia! Como ousa se opor a mim?
O homem louco de raiva, enquanto se defendia com sua espada do ataque de Marcy, desferiu-lhe uma joelhada no estômago, que a fez perder o ar dos pulmões e cair. Satisfeito com o golpe, levantou sua katana, ponta voltada para baixo, e iniciou sua trajetória em direção a Marcy.
E sangue jorrou.
E um grito pode ser ouvido.
Vinha de um homem. Um homem com as mãos feridas, e deixou cair sua katana.
Jin, num rápido movimento havia impedido o assassinato de sua amiga.
Com katana na mão, parecia não ser ele mesmo. Mas ainda assim estava calmo. Ele sabia muito bem o que acabara de fazer. Não se sentia bem, mas também tinha nenhuma culpa. Era isso ou deixar que Marcy fosse morta, e isso ele nunca permitiria.
Com katana em mão, saiu do cubículo, e fitou aquele que havia entrado antes, e ele acreditava ser o líder do bando.
- Seu homem não mais poderá empunhar uma katana, devido aos ferimentos nas mãos. - dizia, sem nenhum movimento desnecessário, e sem tirar os olhos de seu inimigo. - Se gosta de viver, saia daqui e leve seu companheiro, ou tente sua sorte contra a minha lâmina.
Marcy, agora recuperada, tinha para Jin um olhar que mostrava um pedido de desculpas. Desviando um pouco o olhar de seu inimigo, Jin apenas sorriu. Isso irritava seu alvo.
- Não deixe sua guarda aberta, imbecil! - estourava a voz gutural, partindo para cima de Jin, que bloqueava o ataque utilizando sua katana. E mais uma vez o som de metal se encontrado era ouvido. E outra vez, e mais outras tantas vezes, todas as investidas aparadas por Jin.
- Isso que vou fazer agora, é pelo que disseram sobre minha amiga. - e sorriu, um sorriso de confiança.
Jin avançou, espada em punho. Seu oponente, não desistindo de investir, tentou cortar seu ombro, e seu ataque fora parado, encontrando-se com a lâmina da espada de Jin. Este, por sua vez, realizou a rápida descida de sua espada no peito de seu oponente, que caíra inconsciente. Marcy olhava com certo horror para Jin.
- Foi apenas superficial. Ele vai sobreviver. - E sorriu para sua amiga. Desviou o olhar para aquele que havia atacado primeiro, e continuou – Felizmente, para você, apenas a katana não pode mais ser empunhada.
E limpou a lâmina de sua katana, e embanhou-a, despreocupado com o terceiro membro do bando, que não se movia de terror. Apenas estava ali, vendo seu líder caído, e seu companheiro gemendo de dores, e não pensou duas vezes: fugiu.
Tão logo cruzara a porta em corrida frenética, apenas podia ser ouvido um grito e, logo após, o homem estava estirado no chão. Jin e Marcy entreolharam-se, e voltaram-se para a porta.
- Agradeço pela ajuda na captura desse bandido.
- Ah, qualé, Jin. Para com isso, assim você me deixa envergonhado. - e pode ser ouvida uma risada gostosa, que quebrava toda aquela tensão de instantes atrás.
Vestindo sua roupa "à lá Raiden", lá estava ele, Joe, inconfundível nas vestes brancas, assim como seus cabelos. Mas acima de tudo devido ao seu chapéu.
- E eu achando que ia ter uma vida calma por aqui, talvez casar. - nova risada.
- Bom ver que esteja aqui também. Junte-se a nós.
- "Nós"?
- Marcy também está aqui.
- E ficar entre um casal de pombinhos? Não, segurar vela não faz meu estilo. - dessa vez, gargalhava como tivesse ouvido a melhor piada do mundo, mas entrou e apertou a mão de seus companheiros. - À quanto pouco tempo, heim...?
As pessoas ao redor agora se mostravam, ainda um pouco apreensivas, pelo estranho comportamento do monge que acabara de adentrar o local Passaram então a observar o samurai, que conversava com o monge e sorria largamente, o que foi o suficiente para que se acalmassem e se pusessem a agradecer aos três benfeitores que haviam impedido os bandidos.
Joe apreciava o momento, como se fosse o maior rock star que o mundo conhecera, enquanto Marcy era observada por grande parte do público masculino do local, que a reverenciavam como a uma deusa, e esta por sua vez apenas se curvava em agradecimento. Já Jin, era o centro das atenções femininas, que lhe lançavam olhares e risinhos insinuantes, mas não correspondia a nenhum, apenas se mantinha parado recebendo os agradecimentos. Após algum tempo que isso se estendia, Jin voltou sua atenção para seus oponentes anteriores: o primeiro a enfrentar estava de pé, e mantinha Jin em seu campo visual. Ao ser percebido pela multidão, esta ficou no mais absoluto silêncio, pois não sabia o que esperar dele.
Jin não se movia. Ele apenas observava aquele homem se aproximar, algo que não demorou a acontecer. Mais uma vez estavam cara à cara, mas ambos desarmados. O homem, que não poderia empunhar uma katana, curvara-se diante de Jin, agradecera por ter lhe poupado a vida, e com grande esforço, carregara seu líder para fora daquele local. Jin não se movia. Saíram do local, onde o terceiro membro do bando os esperava. Os outros presentes no local mais uma vez voltaram aos seus agradecimentos. Agora Jin concentrava-se em pegar o saco e devolver a cada um seus pertences. Terminara pouco tempo depois. Seguia agora em direção ao balcão, onde a atendente, agora recomposta, estava. Apenas apontou para Joe, e esta concordou com um simples movimento de sua cabeça e trouxe mais algumas tigelas, estas para Joe, como havia sido pedido.
Jin mais uma vez se acomodava para comer e, vendo que tudo estava mais uma vez como era instantes antes, outros fizeram o mesmo, incluindo Marcy, e agora, Joe.
Após algum tempo naquele que parecia ser um silêncio eterno, Joe resolveu quebrá-lo.
- Cara, valeu mesmo pela comida... - e tentou, sem sucesso, suprimir um pequeno arroto.
Diante de tal situação, Marcy não se conteve e timidamente ria da cara de Joe, que agora parecia ser Marcy, ficando cada vez mais vermelho pelo ocorrido.
Jin apenas sorria. Estava contente por não ser o único ali, e agradecia por isso. Levantou-se e pôs-se a falar.
- Eu não sei vocês, mas depois dessa adrenalina toda, eu preciso de descanso. Eu ofereço a vocês um espaço em meu quarto.
- Pára de fala bonito, porquê eu não to quase entendendo o que você tá falando. - e riu Joe.
Marcy apenas liberou um bocejo como forma de aceitação ao convite. Jin então se dirigiu ao balcão e, mesmo em dúvida se deveria pedir para que colocassem mais colchonetes em seu quarto ali, o fez. E guiou Marcy e Joe ao quarto e ainda teve tempo de ver uma jovem sair de lá após colocar os ditos no mesmo. E adentrou, seguido de Marcy e Joe, que desabaram de cansaço em seus colchonetes, enquanto Jin removia a armadura. E deitou-se também após removê-la. Queria conversar, mas naquele momento, ansiava por um curto descanso para se recompor.
