10. "Então lute, Rony"

Rony sabia que devia dizer alguma coisa. Qualquer coisa. Ela estava ali na sua frente, parada, encostada à pia, com um copo de suco de abóbora na mão e era a oportunidade dele, e tudo que ele conseguia fazer, era olhá-la. Era tão ridículo ter dito apenas um "oi, Hermione" tão patético, no momento em que ele a viu entrar na cozinha com sua mãe. Mas ele estava apavorado. Não sabia como começar aquilo, nem sequer havia se preparado. E a maneira indiferente de Hermione, não ajudava.

_ Como você está?_ ele finalmente se ouviu dizendo. Sua voz soou mais calma do que ele imaginava, mas o pânico ainda estava lá, dentro dele.

_ Bem! E você?_ Hermione perguntou, mas Rony notou que ela não parecia interessada. Ela não olhava para ele, seus bonitos olhos castanhos vagavam pela cozinha aleatoriamente, como se procurassem alguma coisa que não estava lá. Mas Rony sabia que ela apenas não queria olhá-lo.

_ Bem_ ele respondeu baixo, desviando o olhar do rosto dela.

Há alguns minutos atrás, quando todos haviam deixado a cozinha e Gina tinha conseguido convencer Hermione a esperá-la lá embaixo, Rony se sentiu animado com aquilo, porque seria sua chance, mas assim que todos saíram e Hermione começou a agir como uma pedra de gelo, Rony definitivamente não tinha mais certeza do que fazer. Agora tudo que ele queria, era que todos voltassem.

_ Será que Gina vai demorar muito? Nós vamos nos atrasar_ Hermione comentou, mas para Rony, ela parecia mais estar falando sozinha. "Como se eu não estivesse aqui".

_ Onde vocês vão?_ Rony perguntou, ao mesmo tempo em que queria um pouco da atenção dela, estava curioso.

Hermione o olhou pela primeira vez desde que haviam ficado sozinhos. Por um instante, ele viu algo na expressão dela, que ia além da indiferença, mas foi tão rápido, que ele não soube dizer o que era.

_ Encontrar com uns amigos na casa de um deles_ ela respondeu. Os dois se olharam nos olhos, mas foi por poucos segundos, porque logo Hermione estava encarando a madeira da mesa.

_ Alguém que eu conheço?_ ele continuou a aproximação, tentando sorrir, mas sem realmente poder. Ele sentia como se um bolo estivesse entalado em sua garganta.

_ Não!_ ela respondeu sem emoção.

Foi então quando Rony se encheu de coragem. Ele se levantou da cadeira e deu alguns passos até estar de frente para ela. Hermione, que tinha os olhos fixos na mesa, os ergueu para Rony, parecendo surpresa por ele estar agora a sua frente.

_ Hermione, acho que precisamos conversar_ ele disse cheio de receio, mas ao mesmo tempo sabendo, que era o que precisava fazer.

_ Sobre?

_ Você sabe.

_ Não, eu não sei, não sou adivinha_ Hermione respondeu, cruzando os braços na frente do corpo, defensivamente. Rony se encostou à mesa e a encarou.

_ Eu falo de nós_ ele insistiu e viu o rosto de Hermione endurecer.

_ Até onde eu sei isso nunca existiu_ ela falou.

_ É, por minha culpa_ Rony admitiu, olhando para o chão e depois de volta para Hermione_ Se eu não tivesse sido tão estúpido, nós...

_ Nós, o quê?_ Hermione perguntou com as sobrancelhas erguidas, para Rony, ela parecia confusa e chocada_ Olha, Rony, eu não faço idéia do que você está falando, ok?

Rony passou as mãos pelos cabelos. Ele não sabia como continuar. Obviamente, Hermione, ou não queria falar sobre aquilo ou não se importava mais. De qualquer forma, aquilo era ruim.

_ Eu não voltei só pelo meu pai e a minha família, eu voltei por você também_ ele disse, atropelando as palavras. Hermione o olhou espantada.

_ O quê?

_ É isso que você ouviu.

_ Eu não estou entendendo_ ela colocou o copo com suco de abóbora sobre a pia e se afastou, dando alguns passos de distância de Rony.

_ Eu fui embora..._ ele comentou, incoerente. Depois se voltou na direção da porta, onde Hermione estava parada agora.

_ Acho que todo mundo pôde perceber isso, Rony_ Hermione falou, sarcástica_ Você foi embora. E daí?

Rony pôde sentir a mágoa dela. Estava ali agora, borbulhando sobre a indiferença, transbordando por cada poro. E tinha fúria também, quase palpável, flutuando no ar, no espaço entre eles . Ele engoliu em seco. Sabia que seria difícil, mas mesmo em seus piores pesadelos, ele não estava preparado para lidar com uma Hermione tão magoada.

_ Eu não devia, não devia ter ido...

_ Você pode me explicar, por favor, qual o propósito de você estar falando sobre isso?

_ Só tem um propósito: perdão. É... Eu quero que você me perdoe_ Rony a encarou. Por um momento, ela pareceu chocada, mas no instante seguinte, ela soltou uma risada forçada, cheia de deboche.

_ Não seja ridículo_ Hermione disse, o olhando com tanto desprezo, que Rony julgou, que se esse sentimento pudesse matar, ele cairia duro no chão da cozinha a qualquer momento_ Eu não tenho que te perdoar, Rony, porque você simplesmente não tem mais nada a ver com a minha vida.

_ Você me odeia, não é?_ ele perguntou, reunindo todas as suas forças para o sim, que tinha certeza que ouviria.

_ Eu acho que você não me entendeu. Quando eu disse que você não tem mais nada a ver com a minha vida, eu quis realmente dizer isso_ ela continuou no mesmo tom_ Você se julga tão importante, não é? Tão inesquecível... Mas então, vamos esclarecer as coisas aqui. Eu não odeio você, Rony. Eu nem sequer penso em você.

E aquilo foi o pior de tudo. Saber que Hermione, o desprezava. Ver nos olhos dela, algo que ele nunca tinha visto, que nunca achou que veria. Não direcionado a ele, pelo menos. É, o estrago fora grande. Grande demais e possivelmente, não tinha mais conserto. O impacto daquela revelação, doeu em Rony até seus ossos.

_ Já estou pronta, Hermione_ Gina disse, aparecendo na porta da cozinha_ Você está bem, Rony? Está meio pálido...

Ele fez que sim com a cabeça, pois não conseguiu emitir nenhum som. Sua cabeça estava estranha, como se alguma coisa estivesse pressionando seu cérebro, havia uns zumbidos estranhos em seus ouvidos e havia também aquela sensação louca de falta de ar. Mas ele sabia que era só porque estava doendo muito. E não era físico, era tudo dentro dele.

_ Vamos então? Não quero chegar atrasada em outra reunião do Roger ou ele mata a gente_ Hermione disse com naturalidade.

Tão naturalmente, que parecia que Rony nem estava lá. Como se instantes atrás, ela não tivesse quebrado o coração dele em milhões de pedacinhos. Mas ele entendia, porque de qualquer forma, ele havia feito isso com ela primeiro.


_ Seu grande traidor_ a voz de Meg lhe chamou a atenção, assim que Rony entrou em seu quarto.

Ela estava sentada em sua cama, com as pernas e os braços cruzados, olhando com reprovação, mas ao mesmo tempo, ela parecia querer sorrir.

_ Obrigado, Meg, era tudo que eu precisava ouvir_ Rony falou com ironia e se deitou na cama, de barriga pra cima e os braços cruzados atrás da cabeça. Meg se inclinou na cama, apoiando a cabeça em dos braços.

_ Por que não me falou sobre a Hermione?_ ela perguntou, o encarando. Rony notou que ela tentou parecer ofendida, mas a vontade de sorrir ainda estava lá.

_ Falar o quê sobre ela?_ Rony perguntou, evitando os olhos da amiga.

Há minutos atrás, Hermione havia saído com Gina e logo em seguida ele se dirigiu para o quarto. Ele tinha esperanças de apenas deitar na cama e se lamentar, queria ficar sozinho. Mas Meg estava ali, o encarando com aquela curiosidade típica dela e ele sentia que não teria como fugir. Os pedacinhos do seu coração, ainda estavam latejando em seu peito. Ele se perguntou se conseguiria juntá-los de novo.

_ Anda, o que você tá esperando? Me conta_ Meg continuou.

_ Contar o quê?

_ Como o quê? Quem é a Hermione?_ ela revirou os olhos.

_ Achei que você tivesse acabado de conhecê-la agora a pouco_ desviar do assunto principal, doía menos.

_ Não se faça de bobo comigo, Rony_ Meg reclamou_ Você sabe o que eu quero dizer. Estou perguntando o que ela significa pra você... Você nunca me falou dela.

_ Porque não tinha nada pra falar, até horas atrás_ Rony suspirou, sentando na cama, Meg o imitou.

_ O que você quer dizer?

_ É complicado!

_ Pra você tudo é complicado ultimamente. Por que simplesmente não me conta?_ Meg resmungou, ela voltou a cruzar os braços na frente do corpo, do mesmo jeito que estava quando Rony entrou no quarto.

Rony a olhou e então fez que "sim" com a cabeça. Ele podia contar à ela, pelo menos parte da história. Aquela parte que não faria ele parecer um louco. Suspirou de novo.

_ Hermione e eu éramos amigos de infância, junto com o Harry, que você, provavelmente vai conhecer logo, nós três éramos inseparáveis.

_ Você nunca me falou muito bem sobre a amizade que você tinha com o Harry Potter_ Meg comentou_ Na verdade, estou começando a achar que você não me contou muitas coisas... Mas continua.

_ Eles eram meus melhores amigos. Hermione era minha melhor amiga_ ele deu ênfase a essa parte, lembrando-se de quando ser amigo de Hermione era bem mais fácil. Meg enrijeceu ao seu lado. Rony a olhou bem, e surpreso, se viu quase sorrindo.

_ Ah não! Você não está com ciúmes, não é?_ ele perguntou, divertido. Até sem querer, Meg tinha a capacidade de fazê-lo se sentir melhor, mesmo quando o seu mundo estava um completo caos.

_ Eu não_ Meg respondeu, virando a cara_ Era engraçado, mas às vezes ela parecia uma criança. Agora, definitivamente, ele estava sorrindo_ Só achei que eu fosse a sua melhor amiga. Pelo jeito, me enganei. Você já tem uma melhor amiga, muito mais antiga que eu...

_ Você me ouviu bem, sua doida? Eu disse que ela era minha melhor amiga. Ela me despreza agora, aposto que por ela, eu teria ficado na Nova Zelândia pra sempre_ o sorriso foi embora, o divertimento também. Ele devia saber que aquele momento de descontração seria breve.

_ Por que você está dizendo isso?_ sua amiga perguntou, se voltando pra ele.

Rony ficou em silêncio.

"Eu não odeio você, Rony. Eu nem sequer penso em você."

Aquelas palavras invadiram o pensamento dele, sem permissão. Se esgueirando entre as frestas. Machucando mais do que ele podia suportar. Ele sentiu Meg o encarando, então ele também olhou para ela, encarando os olhos azuis a sua frente.

_ Sabe quando você cresce com alguém e vive coisas importantes com essa pessoa e de repente, descobre que está apaixonado por ela? Foi assim comigo e Hermione... Nós fomos amigos que se apaixonaram.

_ E não deu certo?_ Meg segurou a mão dele. Rony sabia que era porque ela podia ver. Ver o que estava transbordando na superfície. Aquela dor... Ele não sabia se era porque ele não estava sabendo esconder bem ou se era, simplesmente, porque nesses dois anos de convivência, Meg podia lê-lo como se ele fosse um livro aberto, exposto.

_ Não deu certo, nem errado. Simplesmente não deu em nada.

_ Por quê?

_ No dia em que eu fui para a Nova Zelândia, ela me pediu pra ficar, ela disse que me amava...

_ E o que houve?

_ Bom, Meg, eu estive os últimos dois anos na Nova Zelândia. O que você acha que eu escolhi?_

Rony disse, um pouco impaciente.

_ Mas você não gostava dela?

_ Depois de um tempo que eu fui embora, eu achei que não. Achei que era paixão de adolescente, não dei mais importância. Aparentemente, eu tinha superado, só que ela não. No começo, ela me mandava cartas, se declarava em todas elas, me pedia pra voltar, perguntava se podia ir me visitar... Eu respondia a princípio, vagamente, mas respondia. Depois aquilo começou a me irritar. Eu me deslumbrei com as mulheres que a fama havia me trazido, então eu comecei a achá-la infantil. Então eu passei a ignorá-la.

_ Rony..._ Meg disse baixinho. Rony sabia que era porque naquele momento ele estava extremamente infeliz, e era óbvio que Meg notara isso.

_ Eu não respondia mais as cartas dela_ ele continuou. Seu desespero agora, era para falar, para despejar aquilo, para que alguém o ouvisse_ E mesmo assim, ela continuou me escrevendo durante uns dois meses, aí depois, ela parou. E, eu fiquei contente, achando que ela tinha se mancado que eu não queria nada com ela.

Tinha sido exatamente isso. Quando ele dizia para Meg que ficou contente achando que Hermione tinha se mancado, era porque na época, foi exatamente isso que ele pensou. Essas foram as suas palavras. "Hermione se mancou". Suas palavras, saídas de sua boca para ele mesmo, sem tirar nem por. Só isso, suas palavras. Doeu um pouquinho mais lembrar.

_ Então Harry me escreveu uma carta, perguntando o que estava havendo, porque eu não respondia mais as cartas dele, nem de Hermione, nem da minha família... Sabe o que eu respondi?

Meg fez que "não" com a cabeça. Os olhos dela estavam cheios de lágrimas, e Rony sabia que era só porque os dele, estavam também.

_ Eu respondi "porque eu tenho mais o que fazer". E não houve mais linha nenhuma, foi uma carta de uma linha só. Eu fui curto e grosso, como dizem_ uma lágrima rolou por sua bochecha. Mais dor.

Ele fora horrível. O pior filho, o pior irmão, o pior amigo. Ele foi o pior tudo que alguém poderia ter. E ele se envergonhava disso.

_ Depois disso, Harry me mandou uma outra carta, dessa vez, era um desabafo. Disse que por minha causa, Hermione estava com depressão. Ele me chamou de cretino e de outras coisas. Ele e meu pai foram os únicos que me disseram tudo o que eu merecia. E eu fingi pra mim mesmo, que não me importava. Eu enterrei bem fundo qualquer sentimento de culpa, arrependimento e saudades. Mas às vezes, antes de dormir, eu me pegava lembrando das palavras do meu pai durante a briga que tivemos e de tudo que Harry disse na carta... E eu me odiava por pensar nisso. Eu me sentia o Rony fraco de antes e eu odiava. Odiava ser o Rony que todo mundo conheceu. Odiava tanto, que me transformei em outro. Esse que você conhece...

Agora, Meg definitivamente estava chorando. Ela passava uma das mãos freneticamente pelo rosto e com a outra apertava a mão dele.

_ Eu não tinha idéia de que era assim. Eu sabia que você não tinha um bom relacionamento com sua família e amigos, mas eu não sabia que... Você nunca conversou muito comigo sobre eles. Por quê?

_ Porque eu não queria me importar, Meg. Eu queria ser feliz, independente deles. E eu fui. Do meu jeito distorcido, mas eu fui.

_ E a Hermione Granger? Eu não entendo... Como ela se encaixa? Digo, você nunca falou dela, você nunca nem sequer pareceu apaixonado por ninguém... Mas agora, eu olho pra você e eu vejo que a conversa com ela te deixou arrasado.

_ Eu a amo_ Rony respondeu, simplesmente.

_ Rony, desculpe, mas eu não entendo_ Meg franziu a testa_ Você descobriu isso só agora? Até pouco tempo atrás, você nunca nem tinha tocado no nome dela. Eu nem sabia que ela existia... E você mesmo acabou de me dizer que a ignorava... Eu não entendo.

Rony olhou para Meg e depois olhou para o chão de madeira do seu quarto. Não tinha como explicar aquilo. Aqueles dois meses, que na verdade, foram só cinco minutos. Era insano, era inacreditável. Não era real.

_ Meg, eu... Eu não sei como explicar. Eu acho que no fundo eu sempre a amei... Eu só não via isso antes.

Meg balançou a cabeça e Rony pôde ver que ela ainda estava confusa.

_ Ok_ ela disse, mas ele sabia que sua amiga estava se esforçando para entender_ Vocês estavam falando sobre isso lá embaixo?

_ Não, quer dizer, eu tentei. Mas ela não me deu oportunidade... Eu mal comecei.

_ Ela está muito brava?_ Meg perguntou, apertando a mão dele.

_ Eu não sei, é difícil dizer... Acho que ela simplesmente não sente mais nada por mim. Além da mágoa, eu quero dizer...

_ Se ela está magoada, é porque você ainda significa alguma coisa, Rony. A gente não sente mágoa de alguém que nos é indiferente.

Rony se levantou, ele caminhou até a parede oposta e a encarou por um instante, então se voltou para Meg.

_ Eu a perdi, Meg. Eu a perdi no dia em que eu fui embora.

Meg se levantou também e se aproximou dele.

_ E você não vai nem ao menos lutar por ela?_ sua amiga perguntou, o encarando, já não haviam lágrimas nos seus olhos, ela estava séria agora.

_ Meg...

_ Ela não é maravilhosa e tudo mais?_ Meg o interrompeu.

_ Ela é.

_ Você não acabou de me dizer que a ama?

_ Sim, eu disse. Eu a amo!

_ Então pare de se lamentar, Rony. Faça alguma coisa. O Rony que eu conheci e eu não dou a mínima se é o Rony de antes o não... O que eu sei é que o Rony que eu conhecei, lutava, lutava muito. Eu nunca o vi se conformar com um não. Eu não vou fazer isso agora. Então lute, Rony_ ela finalizou, obstinada.

Houve um silêncio, no qual os dois apenas se encararam.

_ Eu estou com medo_ Rony finalmente disse.

Meg suspirou, se aproximou mais e o abraçou.

_ Eu sei_ Rony sentiu a respiração quente dela, contra o seu pescoço, enquanto ela falava_ Mas todo mundo tem medo, Rony. E sabe o que devemos fazer quando temos medo? Enfrentar. Faça isso, respire fundo e enfrente. Se Hermione realmente valer à pena, e eu sei que ela vale ou então você não estaria assim, enfrente. Não desista, por estar com medo. Não faça isso com você.

Rony fez uma careta tentando conter as lágrimas. Odiava chorar, mas isso para ele, estava se tornando quase tão comum quanto respirar ou andar... É só que ele não podia se conter. Ele não conseguia. Era tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. E era pesado demais. Simplesmente não sabia onde poderia encontrar a força que Meg queria que ele tivesse.

_ Eu estou com você, Rony. Sempre vou estar. E mesmo se Hermione continuar te rejeitando... Bom, eu vou continuar aqui.

_ Por quê? Você não precisa..._ Rony comentou baixinho.

Ainda estavam abraçados e era engraçando como Rony se sentia quando estava assim com ela. Se sentia protegido. Era quase como estar no colo da sua mãe.

_ Porque você é minha família_ ela disse com a voz meio trêmula_ E eu nunca vou te abandonar. Nunca!

Ele sorriu comovido, quando ouviu ela começar a fungar. Apesar de tudo, ele tinha sorte de tê-la. Se não fosse pela mão amiga dela, pelas palavras de conforto sempre na hora certa, ele já teria desabado. E ele acreditava no que Meg disse, que ela nunca o abandonaria. Nessa altura do campeonato, essa era única coisa da qual ele tinha certeza.


N/A: Se eu disser que demorei a atualizar, porque tenho estudado muito, estou perdoada? Digam, que sim, please (*-*). Então aí está, galera, o capítulo 10, meio curto, mas achei que o suficiente. Então, digam-me o o que acharam do reencontro R/H... Espero que gostem.

Respondendo as reviews de um jeito diferente, a partir desse capítulo. Acho que assim, fica mais "limpo". Do outro jeito era meio confuso. Vai ficar enorme, mas tudo bem.

Liih Cullen, sério que é a melhor fic R/H que você já leu? Estou honrada. Obrigada!

Srt. Black, os irmãos do Rony tão muito magoados com ele... Vamos ver como fica. Obrigada pela review, Srt.

Lyke, suas perguntas foram respondidas nesse capítulo. E parabéns bem atrasado, tudo de mais maravilhoso pra você (^^).

Andreia, obrigada pelas duas reviews. Rony foi desprezado o suficiente? Acho que você gostou desse capítulo, hein. Muito obrigada Andreia.

Siriusly Cute, obrigada pela review. Espero que goste desse capítulo.

Mari, que bom que está gostando da fic. Obrigada!

Lua Tonks, sempre adoro escrever algo Rony/Arthur, ainda mais se houver alguma emoção. Ah, você é malvada sim, querendo ver meu Roniquinho sofrer (rsrsrs). Bom, está aí. Devidamente desprezado.

Ron and Mione 4ver!, o Rony é tão previsível, né? Acho que foi você uma vez que me disse comentando na outra fic, que o Rony é o Rony em qualquer lugar (apoiada!). Mais uma vez obrigada.

Gaby Weasley, curiosidade assassinada (hehe). Espero que goste desse capítulo, Gaby. obrigada!

E um agradecimento especial a MiCullen31, por ter comentado em "De volta ao seu coração". Nem sei se ela vai ver isso, mas tá valendo. ^^

N/A 2: Gente, vocês não sabem como foi difícil de escrever esse capítulo. Primeiro, porque eu queria que o reencontro deles fosse O reencontro. E segundo, porque fazer o Rony sofrer, parte o meu coração, mas eu sabia que tinha que ser assim...

O niver dessa escritora aqui tá chegando (dia 5 de abril) e de presente ela quer reviews. Combinado? -pisca-

Bom, meninas, aproveitem o capítulo e desculpem pela N/A enorme. Feliz Páscoa e adoro vocês! Até o próximo capítulo!

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