Disclaimer: Naruto e seus personagens não me pertencem, e sim ao Masashi Kishimoto.

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Reflexo e uma mudança.

Capitulo 10: Primeiro mês

Fiquei o dia todo no meu quarto, apenas sair para jantar, que meu pai havia preparado (finalmente comida de verdade, arroz, feijão, carne, batatas fritas e coca-cola), comi tanto que até meu pai ficou surpreso.
Depois eu lavei a louça e fui para o quarto, lá peguei o livro que minha mãe tinha comprado para mim e dormindo, e novamente tive um pesadelo, agora era diferente.

No sonho eu estava novamente naquela rua cheia de prédios, o carro ainda estava lá, preto, as janelas todas pretas, havia uma neblina tensa. Andava calmamente até o centro da rua, olhava para todos os lados, nada via.
Quando olhei para um lado ouvi umas risadas altas, então ouvi uma buzina e então vi uma figura que deveria ter medo, mas invés disso, sentir feliz.
Ali estava ele, uma figura alta todo de preto, seus cabelos rebeldes vermelhos, balançava com o vento, dando um ar mágico, seus olhos verdes, frios como sempre, chegavam a brilhar.

Ele vinha em meu encontro, andava como um felino, era fascinante, não conseguia tirar meus olhos daquela figura tão impotente. Eu o aguardava, mesmo ele andando parecia nunca chegar. Então um outro carro chegou e parou o lado oposto de mim, buzinando e chamando-o para lá, ele parou e olhou, olhava para eles e para mim, na indecisão, então ele virou-se e andou em direção dos caras tentei chamá-lo mais minha voz não saia, então o carro que já estava lá se abriu e Sasuke saiu, e novamente de um prédio um homem com avental manchado de sangue, os dois me puxavam. Gaara olhava do carro sem se importar, sem expressar nada nenhuma emoção. Então novamente a injeção e a escuridão.

Acordei suada e com anciã pulei da cama e corri pro banheiro, estava tremendo, fiquei um pouco ali no banheiro esperando meu estomago se acalmar, era a primeira vez que sonhava com ele, tentei não pensar nele enquanto estivesse aqui, na verdade pensei até em cortar minha amizade com ele, afinal ele estava no caminho errado, se ele estive fazendo coisas erradas não poderia ficar perto dele, se meu bebe nascesse homem, não poderia ter esse tipo de influencia.

Voltei para o quarto e deitei na cama me cobrindo até a cabeça, tentei imaginar como seria o rostinho do bebe, primeiro imaginei menino, olhos pretos iguais ao do Sasuke (arghh mesmo que odiasse ele, não podia deixar de pensar que sairia algo dele), cabelos loiros iguais o meu, ou talvez olhos azuis e cabelos loiros, nada do pai (seria ótimo se for isso), depois uma menina, olhos azuis iguais ao meu, cabelos loirinhos que pareceria um anjo. E foi assim que voltei a dormi mas depois voltei a ter o mesmo sonho de antes.

No domingo de manhã meu pai preparou um café especial, ovos mexidos, suco de laranja, panquecas (devo dizer que me entupi de comida de novo). Depois ficamos assistindo tv, não falamos nada.

Quando minha mãe chegou para me buscar meu pai entrou no meu quarto e me apressou, quando estava quase saindo ele me chamou.

Sim? --- parei na porta olhando para ele.

Err...to...não que eu já esqueci, mais não sou um pai desnaturado. --- ele me entrou uma sacola. --- abre só quando estiver no carro Ok?

Eu o entendo, talvez porque eu era assim também, sabe não gosta de mostrar seus sentimentos. Entrei no carro dando um beijo em minha mãe, ela apenas cumprimentou meu pai e depois fomos embora.

No meio do caminho eu quase ia me esquecendo do presente, minha mãe que perguntou curiosa sobre o que era. Abri e quase chorei de emoção, um pequeno macacão azul e branco estava lá, tinha umas meias pequeninas, uma toquinha. Minha mãe soltou uma risada, eu quase pedi para ela dar meia volta para eu dar um abraço em meu pai.

Quando cheguei em casa corri para o telefone e liguei para meu pai agradecendo, e falando que o amo muito, ele ficou meio sem jeito (como sempre rsrs) e também falou que me guardei a roupinha em uma gaveta (que era minha, mas tirei todas as roupas para colocar só do bebe), e fui dormi.

No dia seguinte como sempre fui para escola, como sempre atrasada, cheguei lá todos estavam já na sala, apenas um que não.

Gaara. --- falei quando me aproximei, ele virou e me encarou.

O que foi loira? Ta esquecendo de colocar o relógio para despertar? --- falou ele ironicamente.

Não enche, apenas dormi de mais ta legal? Uma mulher grávida tem esse direito não tem? --- perguntei sorrindo.

Mulher? --- ele riu --- Única coisa que vejo é uma criança carregando outra criança na barriga.

1...

2...

3... Ah vai a merda!

SEU IDOTA QUEM É CRIANÇA AQUI HEM?! --- berrei perdendo o controle.

Hem,hem escandalosa menos... --- falou ele tentando me fazer parar de berrar.

Escuta aqui SABAKU NO GAARA! Eu não sou nenhuma criança ouviu!

Como não? Só falei a verdade. --- (como ele é sinico!)

Quer saber tenho mais o que fazer. --- virei as costas e fui andando para sala de aula, que por sinal a aula já tinha começado.

Enquanto eu ia para classe notei que Gaara me seguia, não me importei, afinal ele também estudava em minha classe, quando cheguei lá notei que era aula de geografia, parei na porta, então dei meia volta e quase trombei com Gaara.

Que foi loira? --- perguntou se afastando a tempo, antes de bater com tudo.

É aula de geografia! --- falei saindo da frente dele e indo para o pátio.

Ora, ora, vai cabular a aula? --- zombou ele.

As vezes é preciso. --- falei sem olhar para ele e continuei a andar.

Andei rápido até a quadra, fazia tempo que não ia ali, sentei em uma arquibancada e abri o caderno, comecei a escrever coisas que precisava comprar para mim e para meu bebê. O dia estava gostoso, tava um sol fraco e um vento agradável.

Enquanto eu escrevia as minhas anotações quando um barulho de cadernos batendo no chão, ao meu lado, olhei e me deparei com os olhos verdes de Gaara, ele se sentou ao meu lado (não tão do lado entende) e se espalhou quase deitando.

O que faz aqui? --- perguntei fechando o caderno para ele não ver o que escrevia.

A quadra é publica... --- respondeu ele sem olhar para mim. --- mas como vi que estava vindo para cá resolvi te acompanhar.

E porque? --- ele me encarou, seus olhos pareciam brilhar agora, uma cara de frustrado tomou conta dele.

Eu não sei... --- seu rosto parecia sincero, calmo e confuso.

Eu não conseguir dizer nada, não sei por quanto tempo ficamos nos encarando daquele jeito, e pela primeira vez não sentir com vergonha. Pude ver cada detalhe de seu rosto, seus olhos que sempre estavam frios e distantes, agora estavam me esquentando e parecia gentil, o contorno de seus olhos com o lápis de olho forte, dava um toque a mais em seus olhos verdes, a tatuagem em sua testa, 'amor" que significava, de repente me passou na cabeça o porque daquela Tatuagem.

Será que ele fez isso em homenagem alguma namorada? Esse pensamento me incomodou,Então sentir o meu coração acelerar e meu rosto ficar quente, então desviei o olhar.

O que foi? --- a voz dele não parecia de deboche nem de irritação, era de confuso meio curioso.

Nada, apenas tava pensando. --- respondi olhando para a quadra vazia.

Em que? --- perguntou mostrando curiosidade.

Como você é esquisito. --- eu falei sem me importar se ele iria ou não ficar bravo.

E isso te incomoda? ---- perguntou parecendo frustado.

Não... --- confessei --- apenas...

Apenas? --- ele parecia interessado, o encarei.

Queria te entender, nem que fosse um pouco. --- a expressão dele mudou, ficou frio novamente então ele desviou o olhar.

Melhor não entender. --- falou ele depois de um tempo em silencio.

Porque?

Não ouve o que todos dizem? --- falou ele parecendo irritado.

Eu ouvi, mais queria ouvir de você. --- ele me encarou confuso. --- quero ouvir da sua boca sobre você.

Ele pareceu pensar, não sabia o que eu estava fazendo, porque queria saber sobre ele?

Queria entender os motivos dele estar tão dentro de minha vida.

Um dia... --- ele tirou-me de meus pensamentos. --- eu falo.

Ele se levantou e foi embora me deixando confusa e meio triste.

Tentei voltar a fazer a lista, porém meus pensamentos estavam a mil, queria entender as aquelas sensações que estava sentindo, como poderia estar interessada em uma pessoa que mal conhecia e parecia me irritar a cada brecha que tinha.

Depois disso, olhei a hora em meu celular e notei que já iria dar o sinal da segunda aula, e fui para a sala.

Ele não estava lá, nem quando cheguei e nem depois, ele havia cabulado todas as aulas.

Indo para casa meus pensamentos ainda estava voltado em Gaara, fui pelo caminho mais longo, passando no centro da cidade, queria andar, queria pensar e colocar meus pensamentos em ordem.

Então passei em frente uma loja de roupas de bebê, parei em frente e olhei as roupinhas da vitrine, eram de meninas e meninos, macacões, vestidinhos, sapatinhos e mais e mais roupinhas.

Então entrei na loja e fui ver as roupinhas, tinha cada uma mais linda que a outra, então vi era uma calça preta meio social só que para criança, e uma blusa de manga cumprida pequenina, ela era mais para batizado, era lindo, vi o preço e vi que não era tão caro, tirei a minha carteira da mochila e contei o dinheiro, dava em cima, então comprei, coloquei na mochila e sair da loja feliz.

Em casa corri para guardar a roupinha, já tinha duas roupinhas, uma de meu pai e a que eu comprei. Depois disso fui para a cozinha e fiz um miojo (escondida de minha mãe é claro).

À noite quando minha mãe chegou me informou que tinha medico amanhã, iria ver como estava o meu bebê. E naquela noite tive um sonho bom.

A consulta era para as 9 horas, mas minha mãe me acordou as 6, levantei contente, fui tomar banho e me arrumei, coloquei uma calça jeans preta e uma blusa de manga curta branca e deixei meus cabelos soltos.

Minha mãe me esperava impaciente lá em baixo, entrei no carro e fomos para a clinica, era aquela que o medico Jacob havia me indicado. Era realmente uma clinica muito chique, a recepção era toda branca, o balcão era branco e preto, a mulher que estava lá era jovem, de cabelos loiros e olhos verdes claros, sorriu quando agente chegou.

Senhora Yamanaka? --- perguntou a mulher, assim que assinamos uns papeis fomos na sala de espera.

Não demorou muito até o medico nos atender, ele era parecido com o medico Jacob, só que era mais novo, seu nome era Heitor, o consultório dele era bem espaçoso.

Então como tem se sentindo Ino? --- perguntou ele depois que estávamos sentadas em sua sala.

Bem na medida do possível. ---- respondi normalmente tentando manter a calma, eu estava meio nervosa O.o

Ta certo, seus exames deram tudo O.k --- falou ele lendo o resultado dos exames que fiz antes. --- Bem vamos marcar mais exames ta bem? --- ele marcou mais umas coisas --- Bem pode se deitar ali Ino, vamos fazer um ultra-som, é cedo para ver algo, porém vamos tentar não?

Deitei na mesa onde ao lado tinha uns computadores, assim que deitei lá ele pegou um frasco branco, levantei minha blusa e ele apertou o frasco em cima da minha barriga e um gel frio saiu.

Ele sorriu quando estremeci pegou um aparelho que parecia mais àquelas coisas de ver preço, e colocou sobre o gel na minha barriga, na tela do computador uma imagem preta estava lá, então ele passou uma vez, e nada, apenas o branco, passou de novo e nada novamente. Sentir medo.

Bem, como o normal, ainda não da pra ver ainda, só mais umas semanas --- falou ele olhando para mim sorrindo --- está de um mês não?

Sim, completou ontem. --- falei meio preocupada --- mais ta tudo bem?

Sim, sim, calma falei que era cedo ainda, na próxima vez que vim já dará para ver algo. --- limpei onde tinha o gel e me levantei.

Ele marcou os exames e depois deu mais algumas dicas para cuidar do bebe, depois fomos embora.


Olá Minna o/
Ta aqui mais um cap, espero que gostem, (ta meio longa a finc e meio sem "ação" mas jaja ela fica agitada O.o )
Bem sem mais delongas até o proximo....

E obrigados pelos reviews o/