Um ser sem sonhos – Teffy-Chan
Desclimer: Saint Seiya não me pertence, mas os sobrenomes Veuliah e Leôkritos e o nome Kerina são criações minhas, portanto, créditos são bons.
Resumo: por um lado, um rico empresário com seus sonhos destruídos, e pelo outro um homem que para si, a vida mal começou. Será que ele pode devolver a felicidade a um outro ser? (Yaoi) (KamusxMilo) (POV em algumas partes)
Cenas do capitulo passado:
Ele e Milo vieram apoiados um no outro pelas escadas, já que no prédio desligavam o elevador depois das 22:00. O Francês seguiu para dentro de casa, seguido pelo grego, entrando em seu quarto.
-Vou ter que arrumar um colchão pra você.
-Não precisa não... Eu durmo na sua cama... –Disse empurrando Kamus para cima da cama e caindo por cima do francês, acabaram por rir, mas durou pouco, à distância entre os dois era mínima, e o beijo não pode ser evitado.
Um beijo selvagem, mas mesmo assim, demonstrando muito amor. Acabaram por dormir assim, abraçados.
Cap. 9 – O Fim do mistério, e o começo de outro?
O dia seguinte amanheceu radiante, o sol brilhava alto e adentrava nas casas através das janelas, enquanto as pessoas acordavam aos poucos nesse lindo dia de domingo.
Na escuridão do quarto do aquariano, já que as grossas cortinas impediam a entrada do sol, os dois corpos respiravam calmamente e pausadamente. Tudo em uma perfeita sincronia. Um dos dois remexeu-se de leve, abrindo as pupilas avermelhadas.
Sua cabeça doía horrores, e nem se lembrava direito como tinha chegado ali. Foi então que percebeu os grossos braços em sua cintura, assim como o peso de outro corpo acima de si. Reconheceu os cachos dourados, assim como a pele bronzeada e o cheiro característico.
"Milo...".
Mas como tinha ido parar na sua cama? E ainda por cima, com o Milo? Essa parte sua mente tinha feito o favor de esquecer. Isso também não importava muito, afinal, estava na sua cama, com o seu amado, e abraçado a ele... O que mais poderia querer?
Ok, ele queria algo mais, não só estar abraçado a ele, mas já era um bom começo.
Ajeitou-se melhor na cama, voltando a abraçar Milo, e fechou os olhos. Não queria acordar desse magnífico sonho... Não agora...
-... Kamus? –Disse o escorpiano, abrindo os olhos e vendo a situação que estava.
Na realidade já tinha acordado há algum tempo também, mas estava tão bom estar ali, nos braços do ruivo. Só resolveu chamá-lo assim que percebeu sua movimentação. Talvez estivesse incomodo ter ficado a noite inteira, ou ao menos uma parte dela, sustentando seu corpo. Ou então quem sabe ele queria sair dali? Derrepente ele não gostava de si como gostava dele.
-Fale...
-'Tá incomodo?
O que ele respondia agora? Se ele respondesse que não, derrepente poderia falar que só estava com sono, mas se falasse sim, derrepente iria magoa-lo.
-Non... Pode ficar... –Disse, abrindo os olhos calmos. A face era serena, e parecia que não mentia.
-Então tá... –Disse se enroscando ainda mais no aquariano, os cabelos caiam-lhe em cascata pelas costas, enquanto seu rosto se encontrava contra o peito do francês, fazendo com que seu queixo ficasse no topo da cabeça do loiro.
Kamus sorria de leve enquanto acariciava os cabelos do grego. Era estranho, não sabia porque estava fazendo isso nem mesmo porque Milo estava ali ainda, mas não iria se opor.
Ouviu a campainha tocar, não queria se mexer, mas a pessoa parecia que provavelmente não iria desistir. Mexeu-se de leve e Milo, conformado, se levantou, dando espaço para que o ruivo também levantasse. Eles não tinham trocado nenhuma só palavra, mas se sentiam, estranhamente mais próximos um do outro. Os olhares se cruzaram ao aquariano se levantar, as faces estavam extremamente próximas.
A campainha tocou mais uma vez, fazendo o aquariano piscar diversas vezes e seguir para a sala, abrindo a porta.
Viu sua irmã se aproximar da porta, os olhos vermelhos, tão iguais aos seus, fitaram algo atrás de si. Não conseguiu virar-se para ver o que era. Ela o puxou contra si e os lábios se tocaram.
Só sentiu seu corpo ser jogado contra o chão e viu os cabelos loiros abandonando sua casa.
-O que é isso Kerina? –Bradou, irado o outro ruivo, levantando-se e encarando a irmã frente a frente.
-Um Beijo. –Disse com sarcasmo - Não quero você mais perto daquele grego!
-Ele, é meu amigo... –Disse ainda bravo, encarando a ruiva.
-Se você acha que pode vir contra mim, boa sorte. Não tenho medo de você, e além do mais, você vai ter que seguir minhas ordens! –Disse, mudando completamente de personalidade, não sendo mais aquela pessoa meiga e boa. Ela cerrou os olhos e depois voltou a abri-los, encarando Kamus – Quero você longe daquele grego Veuliah, está avisado.
-E o que você pode fazer contra mim? –Disse, não se preocupando.
-Tenho algo para lhe incriminar. Não só não vai ter mais clientes, como também vai perder sua querida empresa!
-Foi você que forjou a divida! –Disse entendendo finalmente como tinha se metido naquele rolo.
E era verdade. Ela gargalhou e mostrou-lhe uma foto com ele e Milo se beijando, na sua própria cama.
-Não seria ótimo isso aparecer em um jornal maninho? –E saiu de lá gargalhando, enquanto entrava no elevador.
Kamus caiu de joelhos no chão. Aquela garota. Não, sua própria irmã, aquela mulher, tinha forjado tudo para si. Tinha forjado a divida, a sua chegada, a casa revirada, as fotos. Tudo fora ela.
A divida fazia uma parte incrivelmente grande nessa conduta, já que se não a pagasse, mesmo sendo forjada, iria perder a empresa. Talvez até se conseguisse provar iria se livrar dela.
Mas como?
Deixou que as lágrimas tomassem seu rosto assim como os soluços fossem tomando o corredor escuro e vazio, assim como sua casa.
-OoO-
Milo tinha seguido Kamus até a entrada da sua casa. Queria conversar com ele, apesar de tudo, já não estava mais conseguindo esconder tudo aquilo que o seu coração pedia para liberar, e achava que finalmente era a hora.
Viu a irmã de Kamus na porta. Não tinha gostado dessa garota dês do começo. Não sabia exatamente se era por ciúmes, ou simplesmente por ter o sexto sentindo aguçado. Só não ia com a cara dela.
No começo achava que não era a irmã de Kamus, mas acabou se enganando, e agora tinha quase certeza que iria aprontar alguma coisa.
Ela o fitou, tendo nos olhos um brilho de vingança, puxou Kamus para um beijo.
O seu Kamus, que tinha o beijado, estava beijando sua própria irmã!
Saiu correndo, nem percebeu exatamente o que estava fazendo, somente que tinha esbarrado em alguém, e torcia para que esse fosse Kamus. É ele estava morrendo de raiva dele neste momento.
"Droga! Aquele... Aquele...! Droga! Nem mesmo odiá-lo eu posso!".
Seus olhos estavam cheios de água, suas pernas continuavam no mesmo ritmo, com medo de que se parasse, não teria mais forças para se levantar. Chegou em um belo precipício¹, deixou-se cair de joelhos no chão, enquanto os ventos acariciavam seu rosto e lhe proporcionavam um sentimento de ter sido abandonado.
-Αναθεματισμένος καθένα Kamus! (Maldito seja Kamus!)–Praguejou em plenos pulmões. O Grego afiado, que saia por sua boca, se misturava ao japonês, treinado pelos anos que passara naquele país, e praguejava nas duas línguas contra o francês.
Aquela cena jamais sairia de sua cabeça. Tivera o francês para si por uma única noite. Após disso ele voltou para a sua... Irmã?
E o pior de tudo, não conseguia odiá-lo. Talvez, e só talvez, se o francês odiá-lo, ele poderia odiar por si e por ele mesmo.
Mas não era a pura verdade que o ódio e o amor andam juntos?
-OoO-
Fechei a porta. Só agora consegui normalizar minha respiração e colocar meus sentimentos, assim como meus pensamentos em ordem.
Agora, além de estar sem ninguém, ter que batalhar em cima de uma divida que nunca existiu e acobertar uma irmã que é uma bomba que irá explodir. Ainda por cima teria que seguir suas ordens e...
... Se afastar de Milo!
Isso é a pior coisa! Como eu pude ser enganado por ela? E o pior! Não só vou ter que atura-la como também não vou poder me desculpar com Milo. Tudo por causa dessa maldita empresa e essa minha maldita divida que eu nem posso provar que é falsa!
Sentei-me na sala, e instantaneamente liguei o rádio como sempre, a melodia era baixa, eu sabia que a conhecia, tinha quase certeza.
Logo entrou a voz do locutor de rádio. Ignorei.
"Agora, uma música a aqueles há essa hora estão sozinhos em casa sentados no sofá e pensando naquele seu amor! Vamos curtir o som dos Engenheiros do Hawaii²".
Olhei desolado para o rádio, será que tantas pessoas no mundo passavam exatamente o que eu estava passando no momento? Será que nesse momento, várias pessoas estariam tendo essa mesma reação?
A Melodia tranqüila começou, algo nela me chamava a atenção.
"Pra ser sincero não espero de você: Mais do que educação, Beijos sem paixão, Crimes sem castigo, Aperto de mãos... Apenas bons amigos...".
Voltou o corpo para o rádio, como poderiam estar tão à parte do que sentia?
"Pra ser sincero eu não espero que você: Minta. Não se sinta capaz de enganar, Quem não engana a si mesmo".
Sorri triste, era tão verdadeira, aliás, tão perfeita, para si.
"Nós dois temos os mesmos defeitos, Sabemos tudo a nosso respeito. Somos suspeitos de um crime perfeito, Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos".Levantei-me, sentia-me tão bem ao som daquela melodia calma e estranhamente triste que saia do rádio.
"Pra ser sincero não espero de você: Mais do que educação, Beijos sem paixão, Crimes sem castigo, Aperto de mãos. Apenas bons amigos... Pra ser sincero não espero que você: Me perdoe. Por ter perdido a calma, Por ter vendido a alma ao diabo".
Eu bailava com calma, e solitário pela sala, me imaginando em um belo lugar, junto do meu escorpiano. Sorri enquanto dançava, as vezes tropeçando em algumas coisas, ou no próprio tapete.
"Um dia desses... Num desses encontros casuais, Talvez a gente se encontre... Talvez a gente encontre explicação. Um dia desses... Num desses encontros casuais, Talvez eu diga: Minha amiga, Pra ser sincero, Prazer em vê-la, até mais!".
Parei de dançar. Era realmente, talvez até mesmo o orgulho, ou sua seriedade tomasse sua liderança, e agisse de forma fria com ele. Mas como pensar nisso agora? Justo agora, que ele estava sonhando com ele.
Um dia, quem sabe, ele seria seu?
Voltei a dançar, como se valsasse com outra pessoa.
"Nós dois temos os mesmos defeitos, Sabemos tudo a nosso respeito. Somos suspeitos de um crime perfeito, Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos".
A melodia chegou ao fim, mas meu corpo parecia não me obedecer, acabei por cair exausto no sofá, após ter dançado várias e várias músicas, algumas até não conhecidas.
Continua...
Observações: ¹ - Não sei se existe precipícios no Japão, então deixem a imaginação rolar! Se não tiver, por favor, me corrijam Ok?
² - A Música que está ai é deles, e eu achei bem a cara dos dois. O Nome é "Pra ser sincero" Procurem ouvir. É muito bonita.
N/a: (fugindo das pedradas) Hehehe... Acho que eu atrasei um poquito né? É que eu estive tão entretida nos jogos da copa que liguei pouquíssimas vezes o computador, e...
Non deu pra atualizar...
Mas to aqui! E prometo non atrasar, e inclusive, responder aos reviews k eu non respondi (nem ao menos postei no meu blog... oO) e os desse cap.
Agradecendo, muitas e muitas vezes a: Anjo Setsuna (Fiel ajudante de publicação... xD), Cating Misao-chan (Que provavelmente ficou brava por eu ter demorado... xD), Ana P. (Vou ver se dou um jeito de colocar votação na fic... –gota-) e Thyana (Que ainda não tinha reviwzado, mas já reviewzou... Portanto, virou minha ídola... xD) Beijos a todas vocês!
Ah claro! Vou responder as reviews no endereço que está no meu profile Oka?
E por favor, não me matem pelo o que eu fiz aos dois... o.o tinha que ter um draminha né? xD
Sobre a música, eu ouvi no rádio e não resisti, gente, é muito a cara dos dois não?
Kissus!
Teffy
PS: Comemorando os 1509 hits! o/
