*Boa leitura! E comentem, quero conhecê-los!

-Posso entrar?

Sakura sentiu seu coração acelerar, estava nervosa. Não, não pode. Era o que gostaria de dizer.

-Pode.

Ele entrou e esperou que ela fechasse a porta, se encararam.

-Bela casa.

Ele comentou.

-Arigato.

-Vou direto ao assunto. Isso é uma besteira, seu lugar é na nossa casa, me casei com você para que cuidasse dela e de nossos filhos. Sarada precisa de você e eu também.

Sakura ficou tão surpresa que não conseguiu emitir uma palavra se quer e pelo que parece Sasuke encarou isso como um sim. Ele se adiantou e embalou o corpo de Sakura com seus braços adentrou seus cabelos com os dedos e beijou seus lábios com desejo. Sakura ficou aturdida, com o ataque repentino e o beijo arrebatador, mas assim que se deu conta empurrou o Uchiha com tudo, dando um tapa certeiro no rosto dele.

-Me solta!- pela primeira vez na vida ela viu Sasuke surpreso, os olhos negros estavam arregalados. Se a situação não fosse séria e a raiva que sentia não fosse tão grande ela certamente cairia na gargalhada. -Saia agora da minha casa. Ou melhor, não saia.

Ela baixou o dedo que apontava para porta e se pôs na frente dela para impedir a saída.

-Você está de brincadeira com a minha cara? Só pode estar. O que acha que sou uma idiota? Sim, eu sei eu era, ERA entendeu?

Ele parecia impactado demais porque continuava a olhar para ela com cara de surpreso.

-Você nunca me ouviu, nunca reparou na casa ou em mim, nunca se preocupou em manter a família unida. Agora entra na MINHA casa e acha que vai me ofender desta forma? Pois não vai! Não sou mais burra, desperdicei minha juventude esperando você que nunca estava ao meu lado, nem quando poderia estar... Mas a vida inteira é pedir demais, não vou desperdiça-la mais.

Ela se aproximou do corpo dele e apontou o dedo espetando em seu peito, ela seria capaz de rosnar de raiva, e encarou seus olhos negros com decisão.

-Nunca mais entre em minha casa se for para pedir para voltar, você não tem esse direito e eu não irei voltar. Agora saia da minha casa.

Ela abriu a porta com força e o encarou. Ele não precisou que ela falasse duas vezes, logo sua expressão habitual estava de volta e ele saiu.

Sakura fechou a porta e trancou, tremia da cabeça aos pés. Ela resistiu à vontade de sentar ali mesmo e se debulhar em lágrimas e foi para seu quarto, se enrolou em baixo dos lençóis como uma gata e se permitiu chorar. Parecia que Sasuke só entrava em sua vida para fazê-la chorar. Como ele era injusto, quando quis conversar ele nunca quis ouvi-la, quando precisou da companhia dele ele nunca esteve presente, quando precisou dele como homem de sua força, de seu corpo, seu carinho ele não estava lá. Agora se achava no direito de lhe cobrar razão, louca ela estava quando casou, achando que poderia mudá-lo.

Seus soluços dificultavam sua respiração ouviu um trovão ensurdecedor e um raio clareou seu quarto. Agarrou-se nas cobertas e se encolheu, a tempestade que começava parecia ser igual a que acontecia em seu interior em que raiva, injúria, tristeza, dor e o medo de tempestade se misturavam. Em meio a tantos sentimentos, ela adormeceu. Definitivamente não era assim que esperava que sua noite relaxante fosse terminar.

Neji estava exausto, voltara de madrugada no meio da tempestade não conseguira voltar no prazo da missão. Fora na casa da prima avisar a Naruto que chegara e a chuva caíra com tudo, acabou por dormir no clã. Entrou no seu quarto, a chuva estava intensos raios clareavam toda a casa. Tomou um banho rápido colocou uma calça folgada e se deitou pesadamente sobre a cama. Estava com saudade de Sakura, para ele isso era novidade, nunca sentira falta de uma mulher, nem quando namorava Tenten. O último pensamento que teve antes de entrar no mundo dos sonhos foi a lembrança da noite que tivera com ela sobre aquela cama.

Neji acordou com beijos molhados em seu pescoço, mãos suaves vagavam sobre seu corpo e ele sentiu um corpo sobre o seu. Ele sorriu, seus sonhos estavam muito reais, mas assim que o perfume lhe atingiu ele despertou abrindo os olhos rapidamente. Aquele perfume não era dela.

- Hanabi? O que faz aqui?

Ela estava com uma camisola branca meio transparente, sobre seu corpo ele a afastou de seu pescoço pelos braços.

-Ficou louca, garota?

-Deixe-me provar para você o quanto te amo.

Neji não pensou duas vezes.

-Já chega.

Ele se levantou agarrou Hanabi pelo braço envolveu o corpo dela com um lençol e saiu do quarto arrastando-a junto a ele.

-O que está fazendo Neji? Me solta!

Ele ignorou as reclamações da garota e parou apenas um momento antes de sair de casa para apertar o braço ainda mais e falar com raiva.

-É melhor você ficar quieta Hanabi, eu não quero ninguém acordando por causa das suas idiotices.

Ele cruzou o clã em direção à casa principal. Não tinha ninguém nas ruas, ainda era muito cedo, deviam ser quase 6 horas, estava começando a amanhecer.

Hanabi parecia ter percebido o que ele pretendia, parecia chocada demais para falar qualquer coisa.

Neji entrou na casa com raiva, mas procurou se contiver, se dirigiu direto para os fundos da casa, sabia que Hiashi sempre treinava nas primeiras horas da manhã.

-Neji não... te imploro.

-Pensasse antes Hanabi.

Ele chegou ao jardim e caminhou decidido para onde o tio treinava.

-Neji?! O que faz aqui a essa...

Neji empurrou Hanabi na direção do pai ela tropeçou e caiu aos pés do pai.

-Hiashi-sama, me perdoe. Sua filha invadiu meu quarto nessas roupas peço que o senhor tome alguma atitude não gostaria que fosse eu a tomá-la. Mais uma vez peço perdão. Ele deu mais uma olhada para a prima que estava de cabeça baixa.

Neji se curvou em sinal de respeito e saiu pisando forte da casa. Topando com Hinata.

-Hinata-sama, o que faz aqui?

-Vim conversar com meu otou-san, ainda o problema sobre a liderança do clã.

-Venha comigo, agora não vai conseguir conversar com ele.

-Aconteceu alguma coisa?

-Seu pai e sua irmã estão bem. Vou contar o que aconteceu, vamos lá para casa.

Ele e a prima caminharam com calma até a casa de Neji.

Ele fez um chá verde e soba para comerem, era o que Hinata mantinha na dispensa do primo. A chuva agora era fina, uma garoa tinha esfriado consideravelmente.

Ela arrumou a mesa e eles se sentaram e começaram a comer calmamente.

-Hanabi foi à minha casa hoje. de manhã, ela entrou em meu quarto enquanto eu dormia.

Hinata ficou paralisada encarando o primo, com os hashis no ar à caminho da boca. Ela ruborizou.

- Meu deus! Me perdoe onii-san, nunca poderia imagi...

Ela se curvou na mesma hora.

-Ora, por favor, não me deve desculpas. Não a culpo pelas atitudes dela e você também não deve se culpar, tem sua família suas responsabilidades não é obrigação sua cuidar de uma mulher de 30 anos.

-Mas ela é minha irmã.

-Não sua filha.

Ela o encarou, sabia que ele tinha razão, mas ela amava Hanabi como se fosse. Por mais que a diferença fosse pequena ela e a irmã tinham perdido a mãe muito cedo e isso tinha feito com que ficassem mais próximas e Hinata como a mais velha se sentiu responsável pela irmã.

-Amo Hanabi como uma irmã, nunca foi diferente e nunca vai ser.

-Eu sei, mas ela não aceita isso.

Não sei como Hiashi-sama vai resolver isso Hinata, mas não irei me casar com Hanabi.

- Sim, entendo. Mas depois do que ela tem feito ultimamente duvido muito que meu pai entregará a liderança do clã nas mãos dela.

-Quanto a isso cabe a vocês decidirem.

Eles terminaram o café da manhã com conversas mais amenas.

-Deixe-me ir, as crianças já devem ter acordado e deixá-las sozinhas com Naruto não é uma boa ideia sempre fico com receio de como a casa estará quando eu chegar.

Neji riu, e se desculpou com a prima pelo contratempo.

Ele fechou a porta e suspirou massageando as têmporas era o começo de uma longa semana.