No outro dia...
-Inuyasha,pára
de fazer tanto suspense,conta logo qual a notícia - fala Sango
curiosa e animada.
-Tudo bem,eu falo...Eu ví uma casa bem
legal,mas queria que vocês olhassem para saber se gostam e se eu
posso comprar.
-Você sabe quanto é?Onde fica?Como é? - pergunta
Kagome.
-Calma,não vai adiantar falar,é melhor eu mostrar a
vocês.
-Tudo bem depois que o Miroku e a Sango largarem nós
vamos - fala Kagome.
Depois do café-da-manhã Miroku e Sango
foram assinar o foi arrastado por Sango,já que não
queria ir.
-Sango eu não quero ir - fala Miroku com birra.
-E
porque não? - pergunta Sango -Procuramos tanto um lugar para
trabalhar e quando achamos você não quer que?
-Por que
não gostei daquele gerente.
-E por que não?Afinal nem todas as
pessoas que trabalhamos são bondosas e amáveis.
-É,igual ao
Hoshi...Finge que é santo mas na verdade... - mas Miroku parou ao
perceber como Sango o olhava e achou melhor não continuar a
frase.
-Eu não sei o que você tem contra o Hoshi.
-Simples,ele
tirou a virgindade da sua boca.
-E por que você acha que ele foi
o primeiro garoto a me beijar?Eu posso ter beijado outros.
-Ah eu
não acredito você já beijou outros - fala Miroku
desesperado.
-Miroku deixa de frescura,temos que arrumar esse
emprego a qualquer custo.
qualquer custo.
-Tudo bem,mas eu
ainda vou me vingar do Hoshi pelo que ele te fez.
-Ele não me fez
nada Miroku,isso é coisa da sua cabeça.
Kagome tentava
ensinar a Inuyasha a fazer contas de matemática simples.
-Isso é
complicado demais - Fala Inuyasha perdendo toda a paciência -Não
tem outra coisa que você possa me ensinar?
-Você pediu para eu
te ensinar,agora aquente as consequências.
-Mas você não pode
mudar o assunto só um pouquinho.
-Não,você vai ter que aguentar
do mesmo jeito que eu aguentei.
Inuyasha ao ouvir o que ela
disse,cruzou os braços e virou a cara emburrado.
-"Ele fica
tão bonitinho quando fica abusado". - pensava Kagome. -"Acho
que eu nunca tinha visto que o Inuyasha tinha tantas qualidades
antes,acho que eu me preocupava muito já que ele gostava da Kikyo"
- pensa lembrando-se da sacerdotiza e sem perceber ficou com o
seblante triste.
-Kagome o que foi? - pergunta o hanyou ao ver o
rosto dela,como se tivesse ficado magoada -Você está assim por
minha causa?Eu juro que tentei fazer essas contas mas são muito
complicadas.
-Não é por isso.
-Então é por que?
-Eu me
lembrei de uma coisa de que não gostei muito.
-De que você
lembrou?
-É que...Ei por que está falando isso,não te devo
explicações.
-Mas eu só quero saber.
-Mas eu não quero te
contar,tenho esse direito?
-Tem,mas...
-Então cale a boca!
-E
quem você pensa que é para me mandar calar a boca?!
-Que sou eu
mesma e pronto...Eu vou dar um passeio para ver se eu relaxo um pouco
e nem se atreva a me seguir!
-Bah,que seja!Não me importo com o
que você faz ou deixa de fazer.
Kagome saiu de perto de Inuyasha
bufando de raiva e começou a caminhar em direção a porta,e ao sair
bateu fortemente a andava,pensava consigo mesma.
-"Por
que ele tem que ser tão irritante?Ele não tem nada demais além
daqueles olhos dourados,dos músculos perfeitos e do bonito cabelo
prateado...Ai não,a Sango tinha razão estou apaixonada pelo
Inuyasha e acho que a única coisa que ele sente por mim é
gratidão".Kagome deu um longo suspiro enquanto tentava
organizar seus pensamentos -"Eu esqueci que vou ver a casa que o
Inuyasha quer comprar,espero que eles não tenham ido sem mim" -
pensava enquanto voltava para casa.
Quando chega em casa,encontra
Inuyasha lendo um nem ousou olhar para ela,a única coisa
que fez foi o movimento com as orelhas alvas na direção da porta
para identificar o som.
-Você não ia dar uma volta para relaxar?
- pergunta Inuyasha ainda lendo o livro.
-Ia...não quero mais -
diz se sentando ao seu lado.
-Por que não?Ah,esqueci...você não
me deve nada.
-Olha não quero começar uma discussão com
você,Inuyasha..voltei por que eu quis e ponto final.
-Se você
está dizendo...Anda vamos.
-Aonde?
-O Miroku e a Sango vão
nos encontrar lá,só estava esperando você voltar para
irmos.
-Irmos aonde?
-Não vamos dar uma olhada na casa que eu
falei, por acaso esqueceu?
-Não esqueci,só não
entendi o que você queria dizer com 'irmos'.
Eles se levantaram e
saí de um tempo de caminhada,passando por várias lojas e
prédios,Inuyasha quebra o silêncio e fala sem deixar de olhar para
a frente:
-Olha Kagome,você não está falando comigo pelo que
aconteceu hoje,não é? - mas Kagome nada respondeu -Eu só queria
pedir desculpas...Além do mais,não seria muito bom brigar com você
para mostrar minha gratidão por tudo o que me que isso
não diminua nossa amizade.
-Sempre vou te considerar um amigo
Inuyasha."Mas será que é assim que eu o considero de verdade"
- pensa ela.
-É bom saber."Ela só me considera um amigo?"
- pensa ele -Olha já chegamos.
-Inuyasha!Kagome!- chama Sango ao
vê-los.
-Vocês já chegaram,achei que iam demorar um pouco
mais.
-Saímos logo por que só vamos começar a trabalhar
oficialmente amanhã - explica Sango -Apesar do Miroku não querer
ir.E então,onde é a casa?
-Eu mostro,é logo ali - fala
apontando para uma casa.
Eles entram na casa para dar um olhada.A
casa estava repleta de poeira e teias de aranha e o chão de madeira
parecia querer cair sob os pés deles.
-Eu achei que você tinha
comprado uma casa Inuyasha - fala Miroku olhando melhor a casa.
-Em
primeiro lugar eu ainda não comprei nada,segundo é uma casa só
precisa de uma ajeitadinha.
-Nem parece uma casa...Olha quantas
instantes com livros parece uma biblioteca - fala Sango.
-O antigo
dono era bibliotecário,mas ele se mudou e deixou os livros aí,acho
que vem junto com a casa - explica Inuyasha.
-Por falar nisso,onde
é a casa?Eu só vejo a biblioteca.
-É ali em cima,subindo as
escadas.
-Que escadas?
Eles vão até os fundos da
biblioteca,onde havia uma porta e perto um balcã abrem a porta
e encontram uma escada e na parede em frente a escada outra
porta.
-Aonde essa porta leva? - pergunta Kagome.
-Lá fora,é
a segunda entrada sem precisar passar pela biblioteca.
Eles
subiram as escadas e passaram a vasculhar a casa.
-Apesar de meio
velha,a casa é enorme e os cômodos estão em tamanho bom- fala
Miroku depois de andar por boa parte da casa -Quanto é
mesmo?
-Trezentos reais por mês - responde Inuyasha.
-Aposto
que essa casa não vale nem duzentos - fala Sango.
-Por mês? -
pergunta Kagome.
-Não,o valor total da casa - responde
Sango.
-Mas,e então...O que acham? - pergunta Inuyasha.
-Por
mim,você já devia ter comprado a um bom tempo - fala
Miroku.
-Concordo com o Miroku - fala Sango -O que você acha
Kagome?
-Bem legal,mas acho que vai precisar de uma boa
arrumação.
-Então,na semana que vem a gente arruma tudo,depois
que eu comprar a casa.
-E porque na semana que vem?
-Porque eu
estou atrasado e vou ter que ficar no pet shop neste sábado.
-Então
encontramos você lá em casa - fala Kagome -Tchau Inuyasha.
-Tchau
pessoal.
Sesshoumaru e Rin já estavam andando há algum
tempo e pararam para Rin descansar um pouco,afinal ele não estava
cansado.
Sesshoumaru estava sentado abaixo de uma enorme
cerejeira,enquanto brisas quentes de verão passavam por ele fazendo
seus longos cabelos prateados se esvoassarem ao sabor do
brincava perto de algumas flores que pareciam ter acabado de
desabrochar.
Ela pegou uma flor amarela e foi na direção de
Sesshoumaru.
-Sesshoumaru-sama,é para você - disse estendendo a
mão com a flor.
Ele pegou a pequena flor e colocou sobre os
cabelos de abriu um sorriso e o abraçou fortemente.O
daiyoukai estava sem movimentos,como aquela criança conseguia fazer
ele sentir tanta paz?Jurou a si mesmo que a protegeria,nem que para
isso tivesse que arriscar a própia vida.
-Sesshoumaru-sama,você
é meu pai? - pergunta Rin depois de soltá-lo.
-Seu pai? -
pergunta arqueando a sobrancelha, mas sem mudar sua face
impassível.
-É que se você for embora eu vou ficar sozinha,mas
eu não quero isso - fala com a voz chorosa.
-Por que eu iria
embora?
-Por que você não gosta de mim - respondeu deixando
algumas lágrimas peroladas rolarem pelo seu rosto.
-Nunca vou te
deixar sozinha.
Rin enxugou suas lágrimas com as mangas de seu
kimono e perguntou:
-Sesshoumaru-sama,podemos ver a Kagome?Estou
com saudades dela.
-Sei que vou me arrepender por isso mas
vamos.
Rin deu um belo sorriso enquanto via Sesshoumaru se
levantar,e eles voltaram a de alguns minutos Rin
começa a cantarolar algumas músicas infantis que conhecia enquanto
pegava flores com a idéia de levar para Kagome,e não percebeu que
estava aos poucos se afastando de Sesshoumaru.
Quando olhou para
os lados e viu que Sesshoumaru não estava lá,se encolheu abraçando
os joelhos e começou a chorar.
-Rin - chamou Sesshoumaru.
Ele
veio caminhando tranquilamente,sabia que ela não devia estar
vê-lo Rin corre na direção dele e começa a caminhar
segurando na manga do haori ela não notou que uma parte dos
frágmentos haviam ficado para trás.
Algumas horas
depois...
Kanna estava seguindo o rastro de Sesshoumaru quando
encontrou os frágmentos da pedra junto de algumas flores,mal podia
faltava pouco para reviver Naraku e ter sua
vingança.
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Notas:
Youkai:
criatura sobrenatural da mitologia japonesa, um tipo de espírito
surgido da natureza humana, de sentimentos como ódio, raiva,
tristeza, dor, medo e que com o passar do tempo, passou a procriar
entre si, embora alguns, continuem surgindo, dos sentimentos
negativos dos homens, que pode derivar de figuras de animais ou
plantas.
Daiyoukai – grande youkai – Dai ( grande,
)
Hanyou – meio youkai - han(meio) , you ( o kanji you, é
o mesmo do kanji you de youkai, então seria uma alusão a Youkai). È
o ser que nasceu da união de um youkai e humano.
Sama:
sufixo após o nome que indica uma forma muito respeitosa de se
dirigir à pessoa, geralmente com alguém de hierarquia superior,
como por exemplo os senhores feudais, imperadores, príncipes,
princesas, monges, sacerdotisas, etc
