Oiz, povo! Mais um cap da fic tola no ar.....

Agradecimentos: A SnakeEye's PK, por estar acompanhando a minha fic.... Olha, mto obrigada pelos elogios à fic, eu ainda insisto em postar ela pq tou recebendo seus coments.... Qto aos pais verdadeiros da crianças..... Num vou falar nada! u.u Tb agradeço ao meu pc, senão a fic não seria escrita, já q eu tenho preguiça de escrever à mão.... A um quase impossível leitor anônimo, à CEMIG, q sem ela não teria energia pra ligar o pc e à Telemar, q sem ela eu não teria net..... Aff..... Povo, comentem minha fic q eu agradeço no próximo cap!

No próximo cap. eu termino temporariamente a Gina e volto pra Mione.....(asterisco) travada na parte da Mione(asterisco) Depois eu num sei o q q acontece, não.... u.u'

Pq não pode mais colocar asterisco?? (ASTERISCO)Revoltada(ASTERISCO)

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Chega de falar abobrinha..... boa leitura!

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Um apartamento trouxa

Um vulto encapuzado deslizava pelas sombras numa rua vazia de Londres. Era um Sábado chuvoso e o bairro, que normalmente já era pouco visitado, graças ao tempo ruim estava deserto. O caminho seguido pela pessoa era obviamente conhecido, pois ela o fazia rapidamente, passando pelos cantos e se escondendo agilmente em vãos de portas ou qualquer outra coisa que servisse de refúgio quando eram ouvidos quaisquer sons que pudessem denunciar presença humana. Parou em frente a um prédio velho e pobre, parecia estar abandonado há algum tempo. Entrou e se pôs a subir as escadas apressadamente, eram cinco lances, e em pouco tempo o terceiro era vencido. Mais alguns passos e estava no último andar. A porta ao fim do corredor estava fechada, mas nem por isso o ser encapuzado se inibiu; ainda a rápidos passos alcançou a porta e girou a maçaneta, estava destrancada.

-Pensei que não viria mais. -Uma aborrecida voz masculina se fez ouvir, vinda de um canto invisível do apartamento bem decorado, quase luxuoso, a despeito do resto do prédio, mas mal iluminado, sombrio.

O vulto se livrou do capuz que cobria seu rosto e belos e longos fios vermelhos balançaram, caindo finalmente em liberdade sobre os ombros de sua dona.

-Não pude vir antes, me desculpe. Houve um imprevisto.

-Imprevisto! -Draco surgiu Merlin sabe de onde, trazendo em cada uma de suas mãos uma taça cheia de vinho. Entregou uma a sua interlocutora. -Sempre há um imprevisto que nos atrapalha. Estou me cansando disso, sabia?

Gina se livrou da capa negra que usava e tomou um gole da taça que lhe foi oferecida, antes que o homem tomasse o objeto de suas mãos e a beijasse.

-Pois aqui estou eu. -pegou de volta o que Draco havia lhe tirado, se sentou em uma poltrona e ficou o observando. -Eu não podia simplesmente desaparatar de casa e deixar os meninos lá. Tive que esperar o Harry sair para o trabalho e depois fui mandar as crianças para a casa da minha mãe, eu não tenho culpa se zelo por minha família. -tomou mais um gole de vinho.

-Eu também zelo pela minha, ao meu modo, claro. Mas -esvaziou a própria taça, a fez desaparecer com um feitiço e se aproximou de Gina, que o olhava seriamente. -, você veio aqui para me dar sermões ou para outras coisas? Não sentiu minha falta? - levantou-a pela cintura e voltou a beijá-la.

Gina deixou a taça cair no chão assim que foi suspensa pelo amante, passou os braços em torno do pescoço dele e disse, logo que teve oportunidade, entre os lábios do homem:

-É claro que senti sua falta. Demais, queria muito te ver.

Ele sorriu maliciosamente:

-Só me ver?

-Lógico que não.

-Bom mesmo. -a tomou nos braços e levou até o quarto, onde uma cama de casal já os esperava.

Começava a escurecer quando Draco teve coragem de se livrar de Gina, que até então tinha a cabeça repousando em seu peito, e se levantar. O fez para pegar sua varinha, e a usou para acender a lareira e conjurar uma garrafa de vinho e duas taças.

-Você bebe tanto assim quando está em Hogwarts? -a ruiva perguntou, sorrindo, enquanto o admirava, deitada entre pesadas cobertas de lã. Fazia frio e a chuva só intensificara o clima, mas o ambiente dentro do quarto era perfeitamente aconchegante.

-Não. Sou professor, tenho minhas responsabilidades. Mas posso tudo quando estou com você, não? -estendeu a ela uma das taças. A viu se sentar e esticar um dos braços, mas não entregou nada a ela, se limitou a observá-la; estava coberta até a cintura, os cabelos emolduravam seu rosto, um tanto despenteados, os olhos refletiam o fogo da lareira.

-Você é linda...

Ela tirou a taça e a garrafa das mãos do amante e colocou sobre a mesa-de-cabeceira. Puxou-o pela mão para cima da cama, até que o deitou, então pousou o próprio corpo sobre o dele. Após beijar-lhe os lábios repetidas vezes, aproximou a boca do ouvido do homem e murmurou:

-Eu te amo...

Ele a virou e se deitou sobre ela, fitando seriamente o rosto de Gina:

-Então por que não foi embora comigo, há nove anos? Você provou, na época, que não queria de mim nada além do meu corpo, pois preferiu o amor do Santinho Potter.

-Você está sendo injusto comigo. Eu tive meus motivos.

-Que você nunca me disse. - Se levantou, foi até onde se encontrava a garrafa, encheu uma taça e tomou todo o seu conteúdo num só gole. -Nós namorávamos, escondidos, é verdade, mas namorávamos. Eu acreditava que era importante para você.

-Era, e é até hoje. Mas você tinha sua vida, estava meio envolvido com as Trevas, eu não sabia até que ponto podia confiar em você. Eu tinha medo de ser traída ou, se você se enfurecesse comigo, ser abandonada, assassinada, sei lá. Eu precisava de estabilidade.

-E por isso me deixou te esperando no dia que marcamos de ir embora juntos e, o pior de tudo, se casou no dia seguinte?

-O casamento já estava marcado! -ela tentou se defender.

-Então você marcou casamento com o Potter enquanto fazia planos comigo? Eu não acredito! Você é pior do que eu imaginei, Virginia!

O clima, antes extremamente agradável, agora estava muito tenso. Nenhum dos dois falou por longos instantes, Draco terminava a garrafa de vinho enquanto Gina chorava baixinho.

-Você não entende, Draco...

Ele suspirou. Já haviam tido a mesma discussão diversas vezes, e nunca havia dado em nada; tudo que acontecia era eles ficarem sem se encontrar por alguns dias. Foi até Gina e enxugou suas lágrimas enquanto acariciava seu rosto.

-Me desculpe. É que eu às vezes fico irritado porque o Potter está sempre entre a gente.

A mulher se aproximou mais dele e foi abraçada. Escondeu o rosto no peito do amante e procurou se acalmar, conter as lágrimas:

-Eu não gosto de saber que a Parkinson tem você quando ela bem entende, e isso sem ter que se esconder de ninguém. -Gina se afastou um pouco de Draco e olhou nos olhos dele. -E eu não queria chorar, me desculpe você.

-Está tudo bem.

Logo os dois voltaram a ficar "de bem". Beijos, abraços, carícias, e depois se amaram novamente. Ambos caíram no sono, já que estavam exaustos, e despertaram quando a noite já ia alta. Gina, assustada por causa do horário, se vestiu rapidamente. Draco não tinha tanta pressa. Precisaria estar em Hogwarts só na segunda-feira e para Pansy ele estava na Escola, logo, estava bem tranqüilo.

-Eu queria dormir com você esta noite...

Gina sorriu enquanto terminava de fechar um de seus sapatos, e respondeu sem olhar para o loiro.

-Eu também, meu amor. Mas não dá, mesmo. -Não viu ou ouviu um movimento sequer de Draco, quando deu por si, ele já a abraçava. Ainda estava nu e, como Gina já pudera comprovar depois de tantos anos de relacionamento, ele não tinha a menor inibição de permanecer nesse estado; ao contrário dela, que ainda corava, às vezes, diante de certos olhares do amante sobre seu corpo.

-Daria, se nós estivéssemos oficialmente juntos. -falou entre o cabelo dela.

-Ah, não, Draco! -Gina se impacientou. Já estava muito tarde, teria que bolar uma estória muito mirabolante para convencer a todos de que não estava fazendo nada de errado, e agora Draco voltava no mesmo assunto! -De novo isso?

-Calma, Weasley. -ele usou o mesmo tom desdenhoso que sempre usara ao proferir o sobrenome de batismo da amante. -Eu não quero discutir com você. Eu quero ficar com você, é diferente...

-Como ass... -Gina foi interrompida.

-Foge comigo.

As palavras do homem parecerem demorar alguns minutos no trajeto entre os ouvidos e o cérebro da ruiva. Como assim fugir com ele?

-Draco, você está louco? Tem a Pansy, o Harry, as crianças...

-Esquece tudo isso. -ele fez um gesto de impaciência com uma das mãos. -Você pega a Emily e nós vamos embora daqui. Não vai ser difícil, depois que nós tivemos que suportar estar no meio dos trouxas idiotas. Suponho que essa foi a tarefa mais dura em nossos encontros... -ele sorriu com malícia.

Gina estava perplexa. Ele falara tantas coisas de uma só vez que ela tinha dificuldade em processá-las.

"Harry, Pansy... não, eles não podem ser deixados....", ela pensava, "As crianças... Emily... eu não posso levá-la! Oh, os trouxas! Não são idiotas... mas.... levar a Emily? Eu não posso e..."

-O que me diz?- Draco interrompeu os pensamentos de Gina.

"A hora! Eu tenho que ir!"

-Draco, depois a gente se fala. Olha, eu realmente tenho que ir agora...

-Sim, ou não?

Não queria respondê-lo naquele momento; é claro que sempre quis estar constantemente ao lado do homem que amava. Mas também tinha Harry, ou melhor, haviam muitas pessoas envolvidas. Teria que pensar com muita cautela e definitivamente não tinha tempo para tal.

-Eu preciso pensar. Tchau, Draco. -E desaparatou, para aparatar instantaneamente na rua em frente ao prédio. Gina não viu, mas Draco a observava, sorridente, da janela do apartamento que servia de palco para seu romance proibido. Não esperava melhor reação dela, e isso o felicitava; talvez tivesse chances de ouvir um 'sim'. Se vestiu tranqüilamente, mas assim que terminou desaparatou do lugar; a única coisa capaz de tornar suportável, talvez agradável, sua permanência num edifício trouxa, era a presença de Gina. Ele não sabia, mas tudo que lhe dissera fora suficiente para que ela repassasse toda sua vida mentalmente e chegasse em casa com o rosto banhado em lágrimas.