-Surpresas de uma Festa-
Passei boa parte do sábado na biblioteca, infelizmente. Remus e eu colocamos os deveres em dia, às vezes ajudados por Tiago, já que eu precisava de um pouco de ajuda pra decifrar o que ele tinha escrito. Claro, Remus tinha muito mais coisa atrasada do que eu, já que eu tinha me adiantado bastante, durante a semana, mas, mesmo assim, cumpri o prometido e o ajudei a repor a matéria.
No domingo, a manhã foi inteiramente ocupada pelo maldito treino de quadribol. Fizemos treino tático, técnico e, por fim, jogo-treino. Fizemos o caramba, né? Porque eu fiquei a maior parte do tempo voando atrás daquela bolinha desgraçada, já que eu não tinha posicionamento pré-determinado... é, apanhadora sofre. Os únicos momentos em que eu não treinei sozinha foram os que Tiago passou umas dicas sobre como achar o pomo e os que eu fiquei treinando escapar de balaços. Nossa, Merlin, como eu tinha pavor daqueles balaços. Pra piorar, a exaustão do treino deixou meu corpo dolorido por uns três dias.
Os hematomas de Rachel desapareceram rapidamente, por conta da poção de Madame Pomfrey e, logo no domingo, ela já estava animada como sempre. Bom, isso significa que a vida de Marlene voltou a ser atormentada, até que ela se cansou e largou do Diggory, cedendo às brincadeiras insistentes da Leans.
À medida que os dias passaram, Remus diminuiu sua preocupação super-protetora, afinal, a lua cheia tardaria a chegar novamente. Volta e meia, eu e Lene pegávamos os dois em conversas mais felizes e isoladas. Claro, não pudemos deixar de tirar um sarrinho da nossa amiga.
A mudança de Tiago – que eu pensava ser temporária – mostrou-se permanente. Eu estava começando a conhecer seu lado preocupado, compreensivo e solidário, sempre acompanhado daquela velha face descontraída e brincalhona... bom, ele era um maroto.
A sexta-feira chegou depressa. Acordei com fogos de artifício... de Rachel, com certeza.
-Caramba, Leans, você podia ter dado uma trégua por hoje! – Marlene esbravejou, com voz e cara de sono.
-Não hoje, criatura. Feliz aniversário, Lene!
-Haha, está ficando velha, hein? Parabéns, Lene – juntei-me a Rachel, pulando em cima de Marlene e abraçando-a.
-Parabéns, Lene! Juízo, hein? Nada de sair aprontando só porque é mais velha – Alice juntou-se a nós.
-Dá pra vocês... eu não consigo... respirar. Hmm, e obrigada, apesar de terem me chamado de velha.
E libertamos a sujeita. Marlene tinha feito questão de divulgar seu aniversário durante toda a semana, então, resolvemos dar uma festa magnífica, em vez de comprar presentes individuais.
Descemos para a Sala Comunal, após nossa nem tão breve arrumação rotineira. Lene carregava um pacote vermelho retangular com um leão dourado incrustado, que se mexia e rugia, ocasionalmente. Olhamos para aquilo sem perguntar nada, embora, acredito eu, todas desconfiássemos do que era.
-Feliz aniversário, Lene! – Tiago e Remus foram abraçá-la no exato momento em que ela apareceu. Sirius veio depois, abraçando-a de maneira mais lenta e apertada.
-Feliz aniversário – escutei ele sussurrar ao pé do ouvido dela. Troquei um olhar significativo e um sorriso com Rachel.
-Pra você também, Black – ela rompeu o longo abraço, estendendo o pacote para Sirius – Já que eu não ajudei na preparação da sua festa, comprei um presente.
-Hmm, então quer dizer que você também foi escondida para Hogsmeade? – Sirius abriu um sorriso, recebendo o pacote e retirando uma caixinha do bolso. – Como eu também não ajudei, comprei algo pra você, Lene, espero que goste.
Antes que eles pudessem abrir os presentes e continuar com aquela melação, fomos parabenizar e abraçar Sirius, afinal, ele também era aniversariante.
-Wow, A Bíblia do Batedor! Muito obrigado, Lene, fazia um tempo que eu estava querendo este livro! – exclamou Sirius, após desembrulhar o pacote. Marlene sorriu e começou a abrir a caixinha.
De dentro daquele cubículo surgiu um colar de prata com um pingente semi-transparente. Parecia gelo perene, iguais àqueles que enfeitam Hogwarts no natal. Depois de observar a maneira como Lene o pegou, no entanto, deu pra notar que não era gelado... devia ter algum encanto extra. Tinha o formato de uma fênix e era lindo.
-Nossa, Black, não sabia que tinha um gosto tão bom... obrigada.
-Black... Você bem que poderia me chamar de Sirius, não, Lene?
-Deixa de ser besta e me ajuda aqui, Black – Lene sorriu e virou de costas. Sirius ajudou-a a colocar o colar.
Sei que a cena foi tão íntima que todos nós – o resto – fizemos questão de sair andando. Antes de sairmos da Torre da Grifinória, os dois morenos voltaram a nos acompanhar.
Ao caminho do Salão Principal, várias pessoas vieram cumprimentar o casal, de forma que nosso trajeto foi mais lento.
-E como será a festa, hein? – perguntou Sirius, mordendo uma torrada, em seguida. Remus revirou os olhos.
-Magnífica o suficiente, Sirius – Rachel respondeu, rindo.
-E é bom que vocês gostem, porque deu muito trabalho fazer aquele bolo de caldeirão e todas aquelas comidas, viu? – Alice foi um pouco para o lado, abrindo espaço para Frank sentar.
Quando o correio matinal chegou, Lene recebeu uma carta e um perfume de seus pais e Sirius ficou brincando de se exibir com o chapéu fedora preto que ganhara dos pais de Tiago.
O dia seguiu desta maneira, tendo o aniversário de Sirius e Marlene como assunto principal. Tratamos de enfeitiçar as comidas, evitando que estragassem de um dia para o outro, o que evitaria trabalho corrido e mal feito.
Quando as aulas vespertinas acabaram, voltamos à Torre da Grifinória. Agora Alice estava com um vestido azul-claro, Rachel com um preto, Lene com um azul meia-noite e eu com um verde escuro. Eram vestidos simples, mas, ainda sim, bonitos. Lene ainda tinha os cabelos ondulados levemente presos e usava o colar que Sirius lhe deu.
Os meninos até que estavam arrumadinhos também. Tiago tinha o mesmo cabelo bagunçado de sempre, usava óculos mais finos e achatados e uma camisa preta. Remus vestia uma camisa branca e estava com um ar mais vívido do que de costume. Sirius estava com seu novo chapéu e sua camisa era da cor... azul escuro. Eu ri ao imaginar ele e Lene em frente ao bolo, combinando como um belo casal.
-E então, vamos? – Sirius estendeu o braço para Marlene, retirando o chapéu e recuperando-se da cara embasbacada que tinha, quando ela desceu.
-Vamos – ela passou reto.
-Estonteante, mas sempre uma McKinnon – ele suspirou, seguindo-a e voltando a colocar o chapéu na cabeça.
A Sala Precisa estava maravilhosa, da exata maneira como tínhamos deixado. Tiago e Remus compraram bebidas e mais alguns itens em Hogsmeade, enquanto eu, Rachel, Alice e Frank cuidamos das comidas e da organização do lugar.
Havia muitos balões que mudavam de cor, luzes que imitavam vagalumes, voando sincronizadamente com a música de cellos que tocava ao fundo, neve encantada na pista de dança e mesas cheias de comes e bebes. Alunos do quinto, sexto e sétimo ano, todos devidamente selecionados, claro, rodeavam o local.
-Nossa, vocês bem que capricharam – Sirius entregou um copo de uísque de fogo para Marlene e outro para Rachel, enquanto mantinha o seu na mão esquerda. Lene o bebia misturado com chá e Rachel com bombons de chocolate.
-Capricharam? Olha essa festa, Black! Duvido que Hogwarts tenha sediado tantos eventos como esse.
-E não é que a Lene também sabe elogiar? – Tiago chegou com uma garrafa de hidromel, rindo e enchendo o meu copo e o de Remus, além do dele, claro. Hidromel era uma das poucas bebidas alcoólicas que eu tomava.
Quando os aniversariantes começaram a andar para falar com o restante dos amigos, ficamos apenas Tiago, Remus, eu e Rachel na mesa, comendo.
-Dança comigo? – Tiago levantou-se, estendendo-me a mão.
-Ahn, Tiago...
-Vamos, prometo me esforçar – ele piscou e indicou Remus e Rachel com os olhos, de forma que duvido que tenham notado.
Relutantemente, aceitei o convite, andando para debaixo da neve encantada e colocando a mão em seus ombros, enquanto ele enlaçava minha cintura.
-Acha que eles se acertam antes do natal? – perguntei, encarando seus olhos que, no momento, estavam âmbar. Ele riu.
-Não sei, Aluado é meio complexo... Se tem alguém que pode lhe trazer mais confiança, este alguém é Rachel. Acho que se acertam sim, mas não tenho certeza.
-Bom, até o final do ano é certeza – eu sorri.
-Marlene e Sirius?
-Hmm, acho que nunca – nós rimos.
-Eu e você?
-Pensei que tinha parado com as cantadas baratas, Potter.
-Eu não estou te cantando, Evans, apenas fazendo uma pergunta hipotética.
Eu torci no nariz. Não estava gostando daquela conversa...
-Então, e eu e você, quanto tempo dá?
-Hmm... – fiquei algum tempo olhando fixamente para Tiago, vendo ele sorrir esperançosamente. – O tempo necessário para você aprender a dançar melhor, eu diria.
-Ah, que bom, esse dia pode chegar. Não estou tão mal, então, se meu único defeito é ser péssimo dançarino.
-Eu nunca disse que esse era seu único defeito, Tiago. Mas, sim, você até que não é tão mau.
-E pensar que algum dia você me odiou.
-Tudo está na lei de ação e reação – eu sorri e ele fez o mesmo. – Ele não dança? – eu apontei para Remus e Rachel com a cabeça. Os dois estavam em uma conversa divertida, aparentemente, em pé e com copos na mão.
-Eu tentando puxar conversa e você fugindo do assunto, não é?
-Ah, desculpe.
-Brincadeira – ele riu, parando apenas quando encarei-o com um olhar de censura, já que aquela palavra não me trazia boas lembranças. – Aluado dança melhor do que eu, até onde sei. Não lembra do quarto ano, no aniversário dele?
-Ele ficou um tempão dançando valsa com a Danielle Bastos... Gostaria de ter visto a cara da Rachel, se fosse nos tempos de agora – eu ri, sem sucesso na imaginação, e Tiago pareceu se divertir também.
-Não sei se ela iria demonstrar alguma frustração... não consigo imaginá-la brava ou mesmo triste.
-Olha lá, eles continuam só conversando. Você me paga, Tiago, usou a desculpa daqueles dois só pra eu dançar com você.
-Todo maroto tem seu lado sacana.
-E ainda se orgulha disso...
-Bom, consegui te tirar pra dançar, não? - Ele sorriu marotamente.
-É, conseguiu. Você ficou mais bonito com esses óculos, sabia?
-Acha mesmo? – Ele desviou o olhar quando confirmei com a cabeça. – Ah, obrigado... mas não são muito confortáveis, acho que continuarei com meu aro redondo mesmo. Não consegui arrumar o cabelo, a propósito – ele levou a mão à cabeça.
-Fica bom assim, deixa.
Não sei o que deu em mim. Lily Evans elogiando Tiago Potter, quem diria? Devo ter começado a achá-lo mais bonito, não sei... Eu costumava vê-lo como um desleixado, feio e arrogante, que bagunçava os cabelos apenas para dar um ar de quem acabou de desmontar uma vassoura. De uns tempos para cá, no entanto, tenho achado que Tiago é sim um cara bonito...
-Ah, não, diga-me que não estou vendo isso! – exclamei em voz baixa, fazendo com que Tiago olhasse por cima do próprio ombro.
Sirius e Marlene estavam se beijando apaixonadamente. Em um primeiro momento, achei que ele estivesse forçando a situação, mas, depois de um tempo, notei que Lene o abraçava. O beijo passava uma certa imagem de paixão e delicadeza, não de urgência. Eles estavam sobre a neve encantada, que caía sem molhar e sem ficar depositada sobre objetos e pessoas.
Parei minha dança com Tiago imediatamente, boquiaberta.
-Eu disse que Pads gostava dela...
-...do mesmo jeito que você gostava de mim – completei meio que automaticamente, sem encará-lo.
-É, mas Lene não parece odiá-lo como você me odiava.
-...não mesmo.
Minha atenção mudou de foco, no entanto. Quando a música orquestrada ganhou um ritmo mais acelerado e passou a ser acompanhada de guitarras, baixo elétrico e bateria, o lugar tornou-se um grande salão de dança. A neve encantada e as mesas desapareceram, com exceção das que sustentavam comidas. As luzes dançantes aumentaram de número, velocidade, tamanho e intensidade, mudando de cor insanamente. Os casais ficaram um pouco mais afastados, a maioria se divertia sem par.
Tiago adaptou-se bem melhor ao novo ambiente, ganhou passos mais seguros e animados. Rachel puxou Remus até o nosso lado e ficamos conversando, enquanto dançávamos sem preocupação. Ao contrário de Tiago, Remus parecia mais desconfortável com o ritmo agitado do que tinha sido em seu quarto ano, em uma valsa.
Depois de algum tempo, porém, todos os convidados passaram a dançar mais discretamente, concentrando-se nas bordas do local. Exatamente no meio do salão, iluminados por um holofote que surgira, Sirius e Marlene davam um show de habilidades, abusando de rodopios. Ele a conduzia em grande estilo, levantando-a, jogando-a para todos os lados e segurando-a com firmeza. E Marlene, bom, ela era uma das melhores dançarinas que eu já tinha conhecido... Sem dúvidas, o casal de aniversariantes foi o grande destaque do dia.
A festa não acabou muito tarde, visto que era proibido perambular pelo castelo a partir de certa hora. A vantagem da Sala Precisa é que não precisamos arrumá-la, ao sair.
Quando chegamos à Sala Comunal da Grifinória, tratei de puxar Lene para o dormitório, com Rachel e Alice em meu encalço.
-Acho que tem algo a dividir conosco, não tem, Lene?
-Err...
-Marlene e Sirius, quem diria? – Alice empolgou-se.
-Ah, pára...
-Que isso, Lene, não precisa ficar com vergonha... nem esconder as coisas, como a traíra da Rachel – sentei em minha cama e Rachel revirou os olhos.
-Não foi nada demais.
-Bom, pra quem vivia "Black, seu estúpido", "Black, seu imbecil", pra lá e pra cá, sim, é sim algo demais – Rachel sentou ao meu lado e Alice forçou Lene a sentar-se de frente para nós, enquanto ela se acomodou no chão, segurando uma almofada.
-Na verdade, ele continua sendo um estúpido.
-Engraçado, não foi o que pareceu em noventa por cento da festa...
-Quieta, Leans.
-Desembucha logo, Lene – lancei meu travesseiro nela, acertando o rosto, há.
-Eu não sou de ferro, tá? O Black pode ser arrogante, mas continua sendo Sirius Black!
Nós rimos, mas Alice adiantou-se, manifestando vontade de falar.
-Isso quer dizer que você realmente tem uma queda por ele!
-...às vezes. Raramente, antes que venham com gracinhas!
-Desde quando? – perguntei, ansiosa.
-O quê? Que eu acho ele bonito? Desde que ele sempre foi assim, né, Lily!
-Ah, por favor... – Rachel revirou os olhos. – Que Sirius é bonito todas sabemos, só você que não admitia. Aliás, por que resolveu admitir de uma hora para outra?
-Não foi de uma hora para a outra!
-Tá, e como é o Sirius? Ele beijou bem? – Alice abriu um largo sorriso, divertindo-se com a cena tanto quanto eu e Rachel. Lene desviou o olhar e demorou um pouco para responder.
-Claro que sim... como sempre.
-Esperem um pouco...
Todos os olharem se voltaram para Rachel, que tinha a mão na boca e o olhar no teto, pensativa. Ouvi Marlene bufar, prevendo uma reação da amiga... isso porque Rachel Leans pensando não é bom sinal. Mas acho que peguei sua linha de pensamento...
-Você briga com Sirius de maneira insuportável desde o sexto ano, né?
-E o que isso...
-Calma, Lene, deixa eu terminar. Você briga com ele desde que... Por que você não nos contou que fica com Sirius desde o ano passado?
O queixo de Alice caiu e Lene congelou, adquirindo um tom avermelhado aos poucos. É, eu tinha pego a idéia... mas não imaginava que era desde o sexto ano.
-Como você...
-Disse que não iria esconder nada, Lene – Rachel deu um sorriso triunfante.
-Humpf, ok, eu conto.
-Lene, sua traíra! – Outra que tinha escondido um segredo, vê se pode?
-Calma, Lily, calma... Black é charmoso e elegante, quando quer... Bom, vocês o conhecem. Foi perto do natal, quando Hogwarts estava tão agitada que ninguém percebeu... eu fiquei acordada até mais tarde para fazer o último dever de Transfiguração e, bom, Black foi me ajudar.
-Ajudar, sei... – Alice recuperou-se do choque. – E por que você ainda o chama de Black mesmo?
-Porque ele é um... arrogante! Deve estar se gabando, uma hora dessas!
-Na verdade, Lene, se Rachel não sabia até hoje, quer dizer que ele não saiu espalhando, né? – Olhei para Rachel e ela confirmou com a cabeça. – Mas, nossa, garota, que surpresa, hein? Quer dizer então que vocês dois fingem se odiar, mas na verdade têm um caso?
-Não! – Lene jogou meu travesseiro de volta, mas eu o capturei. – Eu ainda o odeio, às vezes. Mas não custa nada aproveitar quando ele está legal, né? – Ela sorriu de um jeito que nos fez balançar a cabeça negativamente.
-E... você gosta dele? – Alice tornou a perguntar, com um tom de preocupação.
-Não, Alice, não pira! Meu caso com o Black é circunstancial, não permanente!
-Nossa, Lene falando com palavras bonitas... Aposto dez sicles que ficou bolando essa frase de definição por meses – Rachel riu, mas Lene revirou os olhos e bufou.
-E esse seu... caso... é muito constante? – perguntei, levantando uma sobrancelha.
-Não, eu disse que é circunstancial, Lily! Além do mais, eu estava ficando com Diggory há alguns dias...
-Nós sabemos – eu, Alice e Rachel falamos juntas, em um tom tedioso.
Fomos dormir não muito tarde, pois Lene ficava mais irritada à medida que o assunto Sirius Black se estendia...
Essas minhas amigas, viu... Será que não dava pra elas dividirem esses "segredinhos" não? Marlene tinha vergonha de admitir que tinha ficado com Sirius várias vezes e Rachel não quis nos contar sobre seus estudos sobre animagia... nem que estava gostando de Remus. Algo me dizia que esse envolvimento com marotos não estava fazendo bem para a sanidade de minhas amigas...
Para quem acompanha Contos Hogwartianos, pretendo postar lá algo inspirado neste capítulo, narrado pelo Sirius. Não deixem de conferir, assim que estiver online ^^ Sirius/Marlene sempre é divertido de escrever xD
Enfim, depois de alguns capítulos focados nas amigas de Lene, acho que Lily e Tiago já tiveram tempo pra se aproximarem, não? Semana que vem, J/L voltam a ser o centro das atenções \o/
