Obrigada a Caroline Evans potter, eu upei o outro arquivo é que eu o salvei errado.

Beijos.

:D

CAPÍTULO VIII

Em seguida visitaram a ilha de Lesbos. Depois rumaram pelo mar tranqüilo para a ilha de Andros. Bella continuava a repelir o marido. As desculpas eram variadas. Uma vez explicava que estava se sentindo desorientada, outra que seus nervos estavam à flor da pele. Ele tinha que lhe dar tempo.

— Bella— o disse já exasperado, — o que há com você? Você é uma moça inteligente, sensível e que compreende as coisas...

— Naturalmente, Edward — e ela interrompeu-o, com a voz falsamente trêmula, — mas casamento é... É uma mudança muito drástica para mim.

— Você sabia que haveria uma mudança!

— Acho que você é muito malvado.

— Você me ama?

— Sabe muito bem que sim.

Edward mordeu os lábios, confuso, e ela teve vontade de rir. Ele estava na palma de suas mãos... E era ali que ela o deixaria ficar.

— Minha adorada, deixe que eu lhe ensine... Prometo ser terno e paciente. Meu amor, eu preciso tanto de você!

Ela então o abraçou e encostou seu rosto no dele.

— Eu o estou ferindo muito, querido Edward? — murmurou. — Não quero fazê-lo sofrer!

Ele a beijou carinhosamente, antes de afastá-la um pouco e olhá-la nos olhos.

— Sim, Isabella, você está me fazendo sofrer demais. Não, isto não é verdade — ele corrigiu. — Estou desapontado, como você pode muito bem imaginar. Eu queria que nossa lua - de mel fosse cem por cento perfeita, e que pudéssemos nos lembrar dela com saudades até ficarmos velhinhos... Mas está sendo estragada, pois já perdemos quatro dias!

— Se tiver paciência por mais algum tempo, Edward — pediu ela, — tudo ficará maravilhoso entre nós.

— Paciência? Por quanto tempo mais? — Ela virou-se para ele.

— Você só se casou comigo por causa disso?

Edward a olhou completamente atônito, sem conseguir articular palavra durante alguns minutos. Depois respondeu com franqueza:

— Foi uma das razões. Não é uma coisa tão absurda que um homem queira fazer amor com a sua mulher! Especialmente quando acabou de se casar!

— Temos toda a vida diante de nós...

— Mas nada substituirá esta lua-de-mel — interrompeu-o, e não havia dúvidas da angústia em sua voz. — Fiz tudo o que podia para torná-la perfeita...

— Exceto ter um pouco de paciência — disse ela impensadamente.

— Paciência! Já perguntei uma vez. Por quanto tempo mais? — Ela segurou o rosto com as mãos e estremeceu. No mesmo instante seu marido a estava abraçando e pedindo perdão.

— Minha querida, meu amor, perdão! Mas veja, minha adorada, não consigo compreender.

— Só porque as outras mulheres que teve eram... eram...

—... devassas, creio. E você é tão pura e inocente! Que bruto que eu sou, sem a menor sensibilidade. Você me perdoa, minha alma?

— É lógico que sim, Edward! Oh, abrace-me bem apertado meu amor!

Por um longo tempo ele a abraçou docemente, mas dentro dela só havia um ódio que a queimava toda, e o orgulho da vitória. Como ele estava dócil e humilde!

Só mais tarde Bella descobriu como conhecia mal seu marido, e como ele tinha herdado a dureza de seus ancestrais pagãos!

Já haviam passado pela ilha de Mykonos, e se dirigiam para a ilha desabitada de Delfos, berço dos gêmeos Apolo e Artemis. A lenda dizia que a mãe deles, Leto, perseguida pela serpente Piton, tinha procurado abrigo na ilha, sendo protegida por Poseidon, e, assim, Artemis e seu irmão Apolo tinham nascido em segurança naquele lugar, que se tornou tão sagrado para os gregos que não era permitido a ninguém nascer ou morrer em seu solo.

Edward deixou o iate ancorado em Mykonos e levou Bella para Delfos em um caíque, aportando numa pequena enseada, pois o meltemi, o vento das ilhas, estava soprando forte, castigando o mar que batia violentamente nas pedras. Logo eles se viram entre as ruínas milenares, colunas caídas e templos arruinados, construídos em honra ao dourado deus do sol, Apolo, cujo culto era muito importante, tanto ali como em Delfos, onde mais tarde ele matou a serpente Piton, que havia perseguido tão impiedosamente sua mãe Leto.

Bella estava maravilhada e por algum tempo se esqueceu completa-mente de sua obsessão, tornando-se a noiva exuberante, com que sonhava seu marido atormentado. Ele imediatamente reagiu à sua alegria, acompanhando-a sem restrições pelas caminhadas e subidas ao Monte Cynthus, a fim de terem uma vista melhor das ilhas vizinhas de Mykonos e Rhenae.

— Oh, Edward! — exclamou ela, radiante, quando finalmente pararam para descansar. — Adorei cada minuto deste passeio!

— Eu também — concordou ele, animado por vê-la feliz.

Ela percebeu que Edward estava completamente à sua mercê, e, por um instante, enfraqueceu seu desejo de vingança. Mas logo a lembrança de sua humilhação quando era uma menina ingênua é indefesa reapareceu diante de seus olhos, com todo o terror que sentira ao ficar sozinha e desamparada no mundo, sem dinheiro e sem amigos.

Lembrou-se do momento em que despertara no hospital e da profunda angústia que sentira quando lhe disseram que estava desfigurada. Lembrou-se ainda daqueles longos e sombrios meses que passara no hospital, sofrendo sucessivas operações, até que finalmente o cirurgião se sentisse satisfeito com o resultado.

Ninguém a visitara durante aquele tempo terrível e aparentemente sem fim. Não recebera flores, frutas ou chocolates, como os outros pacientes, a não ser o que era dividido com ela por compaixão, ao verem aquela menina, quase uma criança, ali sozinha, com o rosto deformado.

— Vamos agora? — disse ele, interrompendo suas recordações. — O mar está ficando cada vez mais bravo.

— Vamos então. — Estendeu a mão longa e branca para a mão bronzeada e forte de seu marido, e ficou de pé com o apoio dele. Com um dedo, ele levantou seu queixo.

— Eu a amo, Bella— sussurrou, apaixonado, os olhos verdes cheios de amor. — Minha amada, vamos ser felizes. Vamos tentar tornar a lua-de-mel verdadeira, esta noite.

Ela afastou-se, muito tensa, e percebeu imediatamente um brilho diferente nos olhos dele. Sob o bronzeado do rosto, viu que ele empalidecia que seus olhos perderam o carinho, a boca tornou-se dura.

— Ainda não me sinto preparada — disse ela. — Vai ter que esperar um pouco mais.

Desta vez não houve resposta e, enquanto caminhavam para o famoso Terraço dos Leões, Bella olhou para ele e estremeceu, ao ver seu rosto sério e misterioso. Ela nunca tinha visto aquela expressão dura e impiedosa. Sem entender por que, sentiu medo. Repetia para si mesma que ele estava na palma de sua mão. Era um brinquedo dócil, ela não precisava ter receio. O amor de Edward por ela era enorme e profundo e tudo o que ele aspirava no presente era fazê-la feliz, satisfazer a seus mínimos desejos. Naturalmente chegaria o dia em que as coisas iam se definir, mas certamente não era ainda hora. E mesmo quando ela chegasse, Bella estava determinada a fazer com que ele se humilhasse, pois tudo o que queria era rir na cara dele!

O caíque os esperava e embarcaram em silêncio. O mar encapelado assustou Isabella, pois a pequena embarcação jogava de um lado para o outro. Mas ela não ousou segurar a mão do marido, à procura de proteção, ou mesmo olhar para ele, esperando as palavras de conforto.

Repentinamente, Isabella, percebeu que alguma coisa havia mudado!

Bella estava de pé, no meio da cabina, vestida numa fina camisola de rendas e musselina. O decote era ousado, revelando o colo perfeito, e a fazenda leve modelava os contornos de seu belo corpo. Ela voltou-se para o espelho... E gostou do que viu. A sorte havia batido em sua porta, no dia em que foi atropelada pelo ônibus, embora não pudesse adivinhar isso naquela hora. Achava-se tão feia e pensava que para ela não haveria esperanças. Mas o cirurgião havia lhe dito que sua estrutura óssea era perfeita, e assim ele a tinha tornado muito mais bela ainda do que sua prima, a quem ela tantas vezes invejara.

Os pensamentos de Bella foram interrompidos quando a porta da cabina foi aberta pelo marido, vestido com um robe preto e verde, segurando o cinto como os gregos costumavam segurar seu komboli, agitando as pontas.

— Quer alguma coisa? — perguntou ela, imperturbável.

Ele não disse nada, mas deu um passo para a frente... e fechou a porta atraía de si, fazendo com que Bella estremecesse. Seus olhos verdes observaram sem pressa a figura adorável da esposa, sob o tecido fino que mais mostrava do que escondia seu corpo sensual. Imediatamente ela percebeu que estava perdendo o controle da situação e sentiu os cabelos se arrepiarem. Mas, apesar de tudo, ela mesma se surpreendera com sua voz controlada.

— Se quero alguma coisa? — disse ele, a tensão envolvendo todo o seu corpo forte. — Acho que a primeira coisa a fazer é conversar, mas não tenho certeza.

Não tinha certeza! Que coisa inacreditável ouvir dele uma afirmação destas! Bella baixou os olhos para que ele não visse o fulgor que os iluminava. A satisfação de fazê-lo chegar a esse ponto de insegurança era enorme!

— Está um pouco tarde para conversarmos — disse ela. Mas notou imediatamente os sinais de impaciência naqueles olhos torturados.

— Não vim só para conversar, Isabella... — Ele aproximou-se dela, os braços estendidos. — Minha Isabella, eu a amo tanto, preciso de seu amor, meu anjo. Venha, sente-se a meu lado, e vamos conversar com calma.

Mas Bella abanou a cabeça. Sentia um grande desapontamento, pois sabia que o desenlace viria muito antes do que planejara. Pensou poder torturá-lo vagarosamente, enquanto Edward esperava em vão que suas pretensas inibições desaparecessem, sofrendo cada dia, até a humilhação final. Gostaria que ele pouco a pouco fosse percebendo que a esposa que amava tão apaixonadamente não o amava, nunca o havia amado. Esta revelação seria o golpe final, pondo por terra toda aquela imunda arrogância, todo aquele convencimento! Contaria a ele que havia se casado por causa do seu dinheiro.

— Ainda não estou pronta para ser sua mulher, Edward — disse afinal. — Já lhe disse isso. — Será que ele agora a deixaria em paz e voltaria para a sua cabina, onde ia ficar rolando na cama, sem sono, querendo descobrir o que estava errado em seu casamento?

Mas ele não se mexeu. Em vez disto, sentou-se numa cadeira, os olhos fixos no rosto da esposa, observando-a intensamente. Enquanto a olhava, a expressão de seu belo rosto transformou-se e Bella sentiu-se gelada por dentro. Pois via, sem sombras de dúvida, um brilho de crueldade, o maxilar apertado, a boca dura. As narinas dele se abriram... Como as de um animal selvagem, observando sua presa.

— Quando você estará pronta para ser minha mulher, Isabella? — ele perguntou, em voz baixa mas carregada de ameaças. — Agora já estamos casados há uma semana.

Ela encolheu os ombros, como se aquilo não tivesse nenhuma importância.

— Uma semana não é nada, Edward — disse, protestando suavemente, com uma ponta de censura na voz. — Não sou a primeira noiva a ter este tipo de problemas.

— É verdade — respondeu ele, no mesmo tom de voz. — Mas garanto que é a primeira que se preocupa tão pouco com isso.

Ela arregalou os olhos.

— Não duvido — respondeu. — E não vejo por que tenho que ficar chorando por causa de meus problemas.

— Problemas, hein? — repetiu, sombrio. — Então admite ter problemas?

— Sou honesta em reconhecer que minha relutância não é normal. — E depois, procurando falar com ele carinhosamente, para conseguir protelar o desencadeamento final e gozar o espetáculo da agonia do homem que fora tão insensível com ela, disse com ternura: — Querido Edward, por favor, tente compreender. É tão difícil para mim, especialmente quando eu o amo tanto...

— Ama? — disse ele, e aquela palavra parecia vir do fundo de seu coração dolorido. — Isabella, minha adorada esposa, isto é mesmo verdade? Diga novamente que me ama, mas me olhando bem nos olhos... pois eu agora duvido que você realmente me ame.

Então ele estava sofrendo! Ela o olhou fixamente e viu o tormento naqueles olhos verdes, a esperança afinal desaparecendo. Todo o seu corpo foi envolvido pelo êxtase da vitória. Repetiu a declaração, mas não teve forças para enfrentar os olhos dele.

— Eu o amo, querido Edward. Tenha um pouco mais de paciência...

— Por quanto tempo, Isabella? Por quanto tempo?

— Mais uma semana, um mês, talvez até...

— Um ano... dois anos... dez anos! — Ele perdia o autocontrole rapidamente, e Bella percebeu tarde demais que não havia representado tão bem o seu papel. Não entendia por quê. Tinha ensaiado tantas vezes!

— Não fique zangado comigo! — implorou. — Já estou bastante infeliz com tudo isso. — Mas imediatamente percebeu que aquelas palavras soavam completamente falsas.

— Está infeliz? — E ele a olhou com ceticismo. Abruptamente levantou-se, sua altura dominando a cabina. A arrogância voltara, expulsando o sofrimento de seus olhos. Novamente as narinas se dilataram e a expressão impiedosa dominou seu rosto bonito. — Acha que pode comparar seu sofrimento com o inferno que tenho passado?

— Mas isto pode ser medido? Edward, não olhe para mim deste jeito! Você... você me assusta.

— Assusta? Por que, Isabella? — Ele parecia surpreso com a afirmação dela. Bella percebeu, então, que a violência era tão natural nele que nem ao menos percebia que possuía esta característica.

— Você... você é diferente... — Ele ficou sério.

— Diferente, como?

— Você parece ser... ser muito cruel... — Por alguma razão, Bella sentia que agora toda aquela encenação era dolorosa para ela também.

Arrependimento e dor voltaram ao rosto do marido, que novamente lhe falou com ternura e compaixão!

— Cruel, Isabella? — Balançou a cabeça, como se abominasse esta idéia. — Não, isto não, minha querida.

Minha querida... Ela novamente sentia-se confiante, a coragem voltando.

— Talvez eu esteja enganada, então. Mas por favor, Edward, deixe-me agora. Estou realmente muito cansada.

— Esta é a nossa lua-de-mel — disse ele, e havia um lampejo de raiva e impaciência em sua voz. — Mas até agora não passou de uma farsa.

Foi isto exatamente o que eu planejei, pensou Isabella, satisfeita.

— Você é tão impaciente...

— Você teima em repetir isso — interrompeu ele, exasperado. — Impaciente? Do que pensa que eu sou feito?

Ela estava agora consciente do silêncio, que lhe parecia sufocante. Estava também consciente dos sons que vinham lá do lado de fora... o som das ondas batendo no casco do iate, fiapos de música de uma bouzauki a bordo de outro barco ancorado no porto, ali perto.

— Não posso ser sua mulher, Edward...

— Conte para mim — começou ele, não tentando mais esconder sua revolta. — Pensava mesmo em um casamento platônico?

— Naturalmente que não, mas...

— Então, que história é esta? — perguntou Edward, chegando mais perto dela. — Você fala de amor, mas fica indiferente até a uma carícia. — Repentinamente, ele deu uma gargalhada, tão dolorida que ela sentiu que os pêlos de seu corpo se arrepiavam de medo. — Amor! Estou começando a duvidar que você saiba o que isto quer dizer!

— Então, por que eu me casaria com você? — perguntou ela, impressionada por aparentar tanta calma quando seus nervos estavam em pedaços.

— É isto exatamente o que pretendo descobrir — disse ele, com os dentes cerrados, muito perto dela, sua altura dominando, seus olhos verdes agora duros, encarando a mulher. — Por quê?— perguntou, ríspido. — Por que você quis se casar comigo?

Agora Bella estava realmente assustada, e, para piorar as coisas, não conseguia ordenar seu pensamento para continuar a farsa que havia planejado. O problema é que tinha subestimado a paciência do marido, fazendo com que seu esquema original ruísse. Ele continuava a repetir incessantemente a pergunta, e cada vez havia mais violência em sua voz.

— Nós estávamos apaixonados — ela tentou dizer, mas Edward a interrompeu.

— Responda à minha pergunta! — disse ele, enquanto a sacudia pelos ombros. — Se não pode ver que minha paciência acabou, é uma idiota! Responda, eu exijo!

— Eu me casei por amor.

— Não minta! — Ele a sacudiu novamente, abandonando muito rapidamente o controle. — Agora eu posso perceber que você representou o tempo inteiro, e muito bem por sinal, porque eu fui completamente enganado! — Com grosseria, ele levantou o queixo dela, para poder ler em seus olhos a verdade. — Mas agora quero ter uma explicação. Exijo que me diga a verdadeira razão que a fez se casar comigo!

Bella ficou ali na frente dele, trêmula e pálida, sem conseguir se mover, aprisionada por aquelas mãos fortes, uma nos ombros e a outra segurando seu queixo com brutalidade. Ao perceber que a farsa chegara ao fim, Bella suspirou profundamente. Tinha tentado protelar ao máximo aquele desenlace, pois sonhara com uma tortura lenta, em que ele aos poucos descobrisse que a esposa que adorava não o amava, nunca o havia amado! Pois, se não fosse assim, nunca lhe teria negado seu corpo para selar este amor. Seus planos tinham fracassado e ela se sentia roubada, sentia que todo o seu esforço fora em vão. Mas não, não era bem assim, pois sem dúvida ela o fizera sofrer. E poderia fazê-lo miserável, se continuasse a agir como planejara. Mas precisava reconhecer que o trunfo que guardara tinha de ser jogado agora e infelizmente perderia muito do impacto que ela imaginara.

Mas antes libertou-se das mãos dele, e depois, esfregando o ombro, marcado por seus dedos, falou, com crueldade:

— Eu me casei com você, Edward, por causa do seu dinheiro.

Bella não sabia o que iria acontecer a seguir; sua mente não estava clara. Ela havia imaginado aquela cena centenas de vezes, e nela via seu marido, atônito com a revelação, alquebrado pelo sofrimento; ela o via voltando-lhe as costas e indo para o quarto, com o coração em pedaços, a noite inteira sem dormir. E ela? Bella também não dormiria, mas para gozar a vingança, pensando naquele infeliz homem por algum tempo, e finalmente dormindo o sono dos justos.

Mas Edward ainda estava lá, olhando para ela, e seu rosto era uma máscara impenetrável. O tique-taque do relógio de uma mesinha era o único som no silêncio mortal da cabina. Subitamente, Bella sentiu o desejo histérico de fugir daquele grego, que agora a olhava com uma expressão tão brutal.

— O que foi que você disse? — perguntou ele baixinho.

— Eu acho que você... me ouviu. — Ela agora sentia um medo horrível e a voz estrangulada na garganta. Será que ele a mataria? Olhou à sua volta, procurando uma maneira de fugir dali.

— Por causa do meu dinheiro... — Os olhos verdes extremamente escurecidos soltavam chispas de ódio. — Explique-se melhor, por favor.

Edward agora parecia tão calmo... mas Bella não se deixou enganar. Seu marido estava consumido pelo ódio.

— Explicar? Não sei o que quer dizer.

Edward olhou para ela em silêncio e aqueles minutos lhe pareceram horas.

— Devo então concluir que você sempre pretendeu se casar por dinheiro... que não se importava com quem fosse o homem?

Ela concordou e, com voz rouca, explicou melhor:

— Aconteceu que era você — disse ela, aliviada por sua voz parecer agora mais firme. Não podia deixar que aquele homem a dobrasse. Tal fato não cabia em seu esquema, planejado com tanto cuidado.

— Aconteceu que o idiota fui eu! — repetiu ele e Bella comparou o som de sua voz com o grunhido de um animal selvagem prestes a atacar sua presa. — Sempre teve a certeza de que conseguiria agarrar um milionário!

Bella não negou. Na verdade, não conseguiria dizer nada, pois a garganta estava fechada, o coração batendo furiosamente, o medo envolvendo-a.

— Sempre foi consciente de sua beleza... — continuou ele — provavelmente desde pequena. E planejou usar esta beleza para alcançar seu objetivo.

Ela ficou calada, e como Edward não continuasse a falar, a cabina ficou novamente em silêncio, um silêncio tão dramático que Bella sentia a pele se arrepiar e o coração bater soturnamente em seu peito.

— Então essa sua inibição foi apenas uma encenação? — disse ele afinal, e prosseguiu sem esperar resposta: — O que me deixa intrigado é saber por quanto tempo você esperava me tapear.

Ela encolheu os ombros, fingindo uma displicência que estava longe de sentir.

— Isto tem importância? — perguntou. Por que ele não ia embora? Ela não tinha conseguido humilhá-lo, não o tinha arrasado?

— Não! — Esta única palavra abalou-a como uma chicotada. — Não, isto não importa... não agora... — Os olhos verdes quase negros dele a olhavam febrilmente, a paixão desprezada consumindo-o. — Agora não mais, minha linda esposa.

Ele deixou cair o robe ao chão e o chutou para, o lado. Ela o olhou com os olhos arregalados e tentou alcançar a porta. Mas foi impedida e envolvida nos braços de Edward. Antes que percebesse o que estava acontecendo, o corpo dele dominava o seu, e aqueles lábios sensuais esmagavam os seus com toda a crueza pagã dos ancestrais gregos. Bella sentia-se completamente entorpecida, depois de sua inútil tentativa de fuga, e cessou de lutar. Aceitou então o que a fúria irresistível exigia dela. O contato daquele corpo másculo e grande feria sua pele delicada. Os braços dele eram cintas de aço que a esmagavam. A boca ávida, apossando-se da sua com a arrogância dos vitoriosos, dominava-a inteiramente. De repente ele afrouxou o abraço e Bella novamente tentou soltar-se. Edward soltou uma gargalhada.

— Pode lutar à vontade, minha Bella! — exclamou ele, levantando o queixo dela com brutalidade e forçando-a a encará-lo. Ele a manteve assim por um tempo que para ela parecia ser eterno, para que visse bem quem era o senhor.

Bella tentou mover-se e viu um brilho irônico nos olhos dele, que, percebendo agora o medo nos dela, baixou a cabeça e exigiu mais uma vez seus lábios.

Quando Edward finalmente a deixou, Bella recostou-se, sem fôlego, àquele corpo sólido, consciente de que suas pernas estavam a ponto de não agüentar mais o corpo. Ela nunca havia tido uma experiência dessas, e, agora, do fundo de seu coração, desejava nunca ter começado essa aventura. Devia ter pensado melhor nas conseqüências que iria sofrer por ter se casado com Edward por vingança.

— Mas você não está mais lutando! — disse ele, com desprezo. — Ora, ora, não acredito que vá desistir assim tão facilmente... — Seus olhos profundos brilhavam e a boca se entreabriu num leve sorriso. Seus dedos tocaram muito levemente o rosto de Bella e depois desceram pelos ombros, até a curva dos seios. — Eu pensei que você fosse lutar bem mais.

Ela sentia-se consumir pela raiva, que sobrepujou o pavor, e novamente tentou se libertar. Mais uma vez ele riu e Bella percebeu que ele estava brincando de gato e rato com ela. Sua mão ficou presa entre aqueles dedos longos e fortes; no momento seguinte, arrogantemente, ele a puxou para si. Depois, acariciou lentamente seu pescoço.

Será que ele vai me estrangular?, e depois me jogar no mar?, pensou, e depois falou em voz alta, com os olhos cheios de lágrimas:

— Por favor, vá embora... Saia da minha cabina...

— Está falando com o seu marido — interrompeu-a ele calmamente. — Você quis casamento. Pois é casamento o que vai ter! Agora o palco é meu, minha cara Isabella!

— Não! Oh, por favor, vá embora daqui! Eu não quero... — Não conseguiu continuar e começou a chorar, profundamente envergonhada, mas sem poder reter as lágrimas. — Não me sinto muito bem.

Ele sorriu.

— Vai sentir-se melhor daqui a pouco, meu amor. — Mais uma vez ele a tomou nos braços e a beijou com furor. Bella começou a entrar em pânico. Por isso sua força aumentou e recomeçou a lutar. — Assim é muito melhor.— comentou ele. — Continue lutando; vai ter menos forças para me resistir depois... A vitória será mais doce se eu precisar arrasar sua resistência antes. — Edward calou-se um instante e depois concluiu, como se tivesse pensado naquilo somente naquele momento: — Seu espírito, minha bela e inteligente mulherzinha, será arrasado, mais tarde, devagar ou depressa, dependendo da sua capacidade de resistência.

As lágrimas continuavam a cair sem cessar, e Bella tentou afastá-lo com as mãos. A autopiedade tomou conta dela, excluindo as outras emoções. Esqueceu-se de que tinha pedido tudo aquilo, que havia corrido riscos sem pensar com cuidado nos resultados. Não tinha se preocupado em pensar no ponto de vista do marido e não previra que haveria uma reação da parte dele, nem que fosse somente para preservar seu orgulho. Ela agora só sentia autopiedade, o que levou imediatamente ao ressurgimento do ódio contra Edward Cullen, o homem que causara tanta miséria e dor a Marie Denali.

— Saia! — gritou ela, esmurrando o peito dele com todas as suas forças. — Saia ou eu gritarei tanto que todos os barqueiros aqui do porto virão em meu socorro!

Novamente Edward sorriu, abanando a cabeça de um lado para o outro.

— Você não vai gritar — ele disse com firmeza, e uma onda de resignação a invadiu. Não havia possibilidade de fuga. — Como acabei de dizer, o palco agora é meu. E permanecerá meu até a hora em que eu decidir que esta farsa foi longe demais. Então, fecharei a cortina.

— E quando será isso? — perguntou ela, assustada. Ele a encarou, a expressão endurecida.

— Quando eu me cansar de você e quiser variar. — Bella enrubesceu violentamente.

— Então eu... eu... — Não teve forças para terminar.

— Afinal de contas, você acabou se transformando em minha amante. Eu a terei até encontrar outra mulher que me atraia mais. — Calou-se um instante, e depois prosseguiu, impiedoso: — Mas haverá uma diferença, Isabella. Como meu "travesseiro amigo", você não teria certos privilégios, mas seria regiamente recompensada. Agora, você não gozará de privilégios e não irá embora com nada além do que tinha quando veio. — Sem que ela tivesse tempo de reagir, Edward levantou-a do chão e a carregou como uma boneca. Levou-a para a sua cabina, fechando a porta atrás de si. As lágrimas continuavam a cair, mas Edward estava indiferente à aflição dela. Com um movimento de braço, apagou a luz e a cabina mergulhou numa escuridão total.

NA: Meu Avô morreu semana passada, vitima de atropelamento, na verdade não era atropelamento a causa da morte, mas sim de infecção nos ossos, que ficaram machucados devido ao acidente, o que me indignou não ele ter sido atropelado, o rapaz não viu o meu avô atrás e ele já era muito idoso (89 anos) não percebeu o carro andando, o motorista ofereceu socorro, e levou-o para o hospital, chegando lá os enfermeiros apenas limparam e fizeram um curativo, sem raio x para saber se tinha fraturado, nada! Deram alta, depois de uma semana de febre alta e muita dor eles o encaminharam para um hospital em Brasília o hospital é um caos! tiveram que amputar os dedos dos pés dele mas não adiantou, ele precisava urgente de uma UTI mais não havia vaga, tivemos que entrar com um processo para ele conseguir uma vaga (e tivemos sorte) não adiantou ele morreu sedado.

Toda vez que eu assisto o jornal ou vejo uma noticia na net sobre esses políticos filhos duma mãe que roubam o dinheiro da população eu me sinto revoltada, é pizza é mensalão, é dinheiro na cueca, na meia, só não tem nada nos hospitais, nas escolas, na segurança.

Os prefeitos roubando o dinheiro da merenda das crianças ou deixando de pagar os servidores da cidade.

Onde eu morro é Santo Antonio do Descoberto GO, e pertinho da capital a 1 hora de viagem, se forem no youtube veram como é o centro da cidade "dormitório" esburacada, não há geração de emprego, o que faz com que tenhamos, como no meu caso que trabalhar a 2h e meia de distancia da minha casa, são 5h que eu perco diariamente de condução de casa para o trabalho, por que aqui não tem ou é apenas um salário mínimo, ou é cargo comiciodado, escolhido pelos prefeito ou vereadores. Foi feito concurso publico alguns meses atrás, mas antes desse houve outro, uma golpe para a população, não houve edital, simplesmente colocaram o anuncio do concurso, milhares de pessoas fizeram a inscrição, mas era falso, a "empresa" responsável pela aplicação da prova era fantasma, o dinheiro sumiu, e a população ficou sem o dinheiro da inscrição e com muita revolta mais não fez diferença, afinal o dinheiro depositado na conta "desapareceu" e ninguém foi ressarcido do prejuízo, agora vem as perguntas quem foi o responsável pela divulgação do concurso? quem sacou o dinheiro? quem foram os envolvidos?

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Lamento muito pelo quase abandono da fic, mas esse mês foi difícil demais para a minha família principalmente para o meu pai. Eu tenho três capítulos prontos que será postados nessa semana, que serão inadiáveis enquanto eu tiver acesso a internet amanha, na quarta e no sábado.

Muitos beijos, para todas vocês.

PS: eu virei tia! a minha Irmã Agatha acabou de ter um bebê, ela é uma fofura toda rosada, aqueles que me acompanham a muito tempo talves se lembrem dela, ela assumiu a minha conta no FF por umas duas semanas quando ocorreu aquele lamentável erro em feitiços de amor, que me acusaram de ter clonado de uma outra adaptadora que alias é ótima.

Bye!