Opa, capítulo novo! Saberemos o que tem na segunda Deck Map. Boa leitura!
Capítulo 10 – Rede suspensa
John foi o primeiro a romper o silêncio que havia se instalado na sala:
– O que diabos isso significa?
O pedaço de papel exposto na palma da mão de Sherlock, mostrava a planta detalhada de uma intrincada rede de tubulações de um imenso complexo de prédios, com várias passagens, corredores e salas, num certo ponto à esquerda da planta, destacava-se um círculo vermelho ao lado do qual despontava a seguinte orientação: 31/12 /16 - 10:00AM – E.M.H.
– Parece um mapa da tubulação de algum prédio grande. Algo como a distribuição de água de algum lugar. – Lestrade disse meio incerto.
– É de fato um esquema de tubulações, mas não necessariamente de distribuição de água na forma padrão. Observem. – Sherlock apontou. – as tubulações correm por todo o prédio com pontos de vazão na parte superior das salas, ou seja, no teto e não em pias e chuveiros, como seria de se esperar. Isso aqui é o esquema de um sistema anti-incêndio.
– Mas de onde? E por que ele é tão importante? – John indagou ansioso.
Sherlock encarou o esquema de tubulações e seus olhos desfocaram por alguns instantes, sinal claro de que sua mente estava trabalhando em possibilidades e simulações e depois emergiu murmurando espantando:
– Genial...
– Vai compartilhar com a gente o que descobriu? – Lestrade perguntou com uma ponta de irritação.
– O plano por trás desse esquema é simples e genial. – Sherlock afirmou admirado. – O Às de Copas indicava a arma perfeita a ser usada e o Rei de Espadas traz a maneira adequada de utilizá-la para se ter uma eficiência máxima e um resultado impecável!
– Ok, já está me assustando, desembucha logo, Sherlock. – John exigiu.
– O "V" do VX, o produto químico referido no Deck de Copas, simboliza elemento de longa persistência, por isso é tão perigoso, pois não se dissipa rapidamente no ar como o gás Sarin e o Mostarda, ele é extremamente adesivo e duradouro, podendo inutilizar a área de contaminação por muito tempo. É perfeitamente solúvel, incolor e inodoro, senhores! O que eu quero dizer com isso? Se você quer inutilizar toda uma área e ainda de quebra realizar um bom número de baixas em um edifício, o melhor meio é borrifar o VX através do sistema antincêncio, o sistema garantirá uma distribuição eficiente e uniforme em todos os setores. É simplesmente perfeito! – o detetive relatou quase num fôlego só, finalizando a explicação dando uma palma excitada no ar.
– Eu diria que é assustador. – Lestrade murmurou repentinamente pálido.
– Eu digo que é preocupante. – John falou sério. – pois ao que tudo indica, aqueles números ali perto do círculo vermelho é uma data.
– Isso mesmo. – Sherlock confirmou lanceando um olhar satisfeito para seu namorado. – Está melhorando seu senso de observação, John. Esses números são de fato uma data pré-agendada e o "E.M.H." parece ser as iniciais do nome de alguém, mas quem?
– Alguém para quem seria entregue o Deck Map? – John arriscou.
– Pode ser – Sherlock murmurou pensativo.
– Estou com uma desagradável sensação de déjá vu aqui. – Lestrade afirmou coçando a cabeça.
– De fato, inspetor. Voltamos ao nosso jogo de gato e rato com alguém fanático por venenos e contaminação em massa. Mas dessa vez, não sabemos onde, apenas quando vai acontecer. – Sherlock afirmou.
Quando o detetive e o médico voltaram ao 221B naquele dia após conseguir o conteúdo da segunda Deck Map, John passou para o quarto para por no seu devido lugar as mudas de roupa que havia levado consigo dias atrás, depois catou a lata de chá e foi para a cozinha muito ansioso por uma boa e relaxante xícara da sua bebida favorita.
– Quer chá? – o médico perguntou ao detetive estirado no sofá.
– É aquele sabor horrível pelo qual você se apaixonou dias atrás?
– É.
– Não, não quero, prefiro café. – Sherlock respondeu relaxando o corpo e fechando os olhos para submergir em seu palácio mental.
John não fez café, não era difícil de deduzir a inutilidade da tarefa, Sherlock certamente estava comparando o esquema encontrado no Deck Map com centenas de arquivos em sua mente e isso iria demorar muito. Ele não emergiria enquanto não tivesse esgotado sua análise comparativa.
Enquanto isso, o médico preferiu ficar perto do fogão aguardando a água ficar quente para sua bebida, havia voltado a chover quando entraram no apartamento e o ar morno que emanava da água se aproximando do ponto certo, era uma carícia agradável que ajudava-o a relaxar. Descobrir-se novamente dentro de um caso de ameaça coletiva, estava lhe esgotando os nervos. Nessas horas gostaria de ter a calma e frieza que o namorado estava manifestando comodamente deitado no sofá.
Com chá pronto na sua xícara, John foi para a sala e sentou-se em sua poltrona ao lado da lareira que Sherlock havia acendido antes de largar-se no sofá. A temperatura estava agradável e o efeito relaxante do líquido morno e doce que descia na sua garganta o fez sentir sono, suas pálpebras pesaram como se ele não dormisse há semanas e os detalhes da sala foram se dissolvendo em uma profunda cortina difusa de exaustão.
Num clarão exasperante de um relâmpago, o médico viu uma silhueta diante da janela encarando-o, fazendo seu corpo gelar e seu senso de perigo disparar de forma sufocante. Ele precisava de sua arma, mas estava no quarto. Sem outra opção, John atirou sua xícara em direção ao intruso e tudo o que ele conseguiu foi o som estilhaçado da louça que bateu na parede bem perto da vidraça e disparou cacos de porcelana inglesa para todos os lados.
– John?
O médico percebeu, com certo alarme, que Sherlock estava diante dele segurando seus ombros com força, ostentando respingos de chá em sua roupa.
– Sherlock? Eu machuquei você? – o homem perguntou apalpando nervosamente o rosto do detetive.
– Não, eu desviei a tempo. Você estava estranho, tinha o olhar desfocado e repentinamente me atirou a xícara. Eu vim perguntar pelo café. Você está bem? – Sherlock perguntou olhando-o com preocupação.
John ainda estava com a respiração irregular e agradeceu internamente por sua arma ter ficado no quarto, pois o detetive poderia ter obtido sucesso em desviar de uma xícara, mas talvez não tivesse a mesma habilidade quando o assunto fosse o projétil de uma Browning 9mm L.A1 do exército.
– Eu pensei ter visto alguém ali na janela – John informou se levantando meio trêmulo para olhar o local mais de perto. – parecia ameaçador...
Não havia sinal algum de qualquer outra presença que não a dele e a do seu companheiro. Sherlock o observava com estranheza crescente e isso estava piorando o desconforto do médico.
– Me desculpe, Sherlock... eu não sei o que aconteceu, parecia tão sólido, tão real... meu Deus, eu podia ter acertado você, me desculpe...
– Você está cansado, John. – Sherlock afirmou pegando-o pela mão. – Precisa tomar um banho, deitar-se e descansar. Tome seu banho, vou arrumar os cobertores.
– Tudo bem, você tem razão.
John entrou rapidamente no quarto e, enquanto Sherlock pegava os cobertores, o médico catou discretamente em sua bolsa os remédios que sua terapeuta havia passado, ele havia sido negligente desde a noite anterior, pois não havia tomado nenhum dos comprimidos até ali. Quando entrou no banheiro, olhou-se no espelho e viu o quanto ele parecia cansado. Sorriu fracamente para si e então tomou seu remédio para em seguida ir tomar uma ducha rápida.
Quando voltou para o quarto, Sherlock estava deitado, já em seu pijama de algodão. O médico foi recebido com um olhar atento e uma mão de dedos longos que gesticulou para que ele deitasse ao seu lado. John atendeu rapidamente e com prazer, sendo envolvido por longos braços que o aninharam num peito magro e quente e ali ele ficou por longos e agradáveis instantes sentindo Sherlock afagar suas costas com lentidão e empenho amoroso, eventualmente depositando pequenos beijos em seu cabelo. John suspirou satisfeito com aquela carícia morna e dormiu profundamente segundos depois.
John sonhou caminhando descalço na areia de uma praia em um dia ensolarado. O mar estava calmo e azul rivalizando com um céu turquesa com algumas nuvens robustas e brancas como os carneirinhos que crianças imaginam pulando por uma cerca baixa até adormecer.
A claridade do sol deslizava morna pelo seu corpo imitando uma sensual carícia humana, despertando-lhe desejo e excitação. Suas pernas tremeram e ele ajoelhou na areia clara entreabrindo os lábios ofegantes subitamente secos, desabotoando sua camisa para deslizar sua mão pela pele do seu peito, sentindo uma excitação maior ainda crescer nele. Então decidiu remover as calças e cueca e sentiu-se muito melhor assim, nu, recebendo o sol por todo o seu corpo, a sensação de puro prazer percorrendo seus músculos era quase orgástica, fazendo-o gemer de forma preguiçosa e desinibida em seu sonho erótico.
John acordou vocalizando um dos seus gemidos oníricos para descobrir-se alvo da carícia diligente de uma destra branca de dedos longos enfiada dentro da calça do seu pijama enquanto lábios quentes e úmidos distribuíam beijos em sua nuca fazendo os pequenos fios de cabelo dourado na parte de trás da sua cabeça arrepiarem-se apreciativamente. O loiro estava deitado de lado com Sherlock grudado em suas costas, pressionando levemente seus quadris em suas nádegas evidenciando sua ereção confinada em suas calças de algodão.
O médico não interferiu nas carícias, entregou-se à agradável recepção matutina, suspirando e murmurando seu agrado.
Estimulado com os murmúrios do namorado, Sherlock deixou momentaneamente o pênis excitado do médico e puxou-lhe a calça do pijama junto com sua peça íntima recebendo ajuda do médico que moveu as pernas para que a peça fosse retirada totalmente do seu corpo, ficando parcialmente nu com os glúteos redondos expostos. Sherlock ainda dedicou alguns segundos afagando as nádegas macias do loiro com interesse lascivo antes de deslizar a mão novamente para a ereção que voltou a ser acariciada no espaço perfeito e quente da sua mão diligente. O músculo túrgido ia e vinha naquele túnel que apertava e soltava, amassava e cutucava sua glande inchada fazendo-o grunhir e gemer embevecido.
John sentia-se imerso numa piscina de água marinha sob o sol da manhã veraneia com a espuma da rebentação do mar espocando suas bolhinhas em torno da sua pele sensível, enviando faíscas quentes de carícias múltiplas por todas as suas terminações nervosas fazendo-o perder a noção de si mesmo enquanto uma onda de magma invadia suas veias, rasgando seu caminho rumo ao sul numa maré crescente e sufocante que chicoteava sua consciência semi-ativa prenunciando seu orgasmo próximo, mas antes dele se desintegrar como a espuma marinha na rebentação da areia, a mão habilidosa que o estava levando ao paraíso, afastou-se por alguns instantes relegando sua ereção latejante ao ar frio e desalentador do quarto.
Incomodado com o abandono, o médico abriu os olhos mareados de prazer para ver por que Sherlock tinha parado a masturbação, mas voltou a fechá-los imediatamente movendo o joelho para frente ao sentir um gordo volume lubrificado exigir passagem entre suas nádegas.
– Oh! Céus! – John gemeu agarrando a fronha onde sua cabeça estava afundada de lado, sentindo o pênis de Sherlock abrir espaço e afundar até a base em seu reto e tocar sua próstata com uma eficiência que os últimos meses de sexo regular havia lhe proporcionado desenvolver com louvor.
Sherlock agarrou a cintura do companheiro e começou a empurrar-se em movimentos moderados de vai e vem, respirando com o rosto enterrado no pescoço do loiro que ofegava totalmente entregue, relaxando seu corpo para acomodá-lo o máximo possível, perdendo-se na dual sensação de êxtase e queimação que as penetrações lhe provocavam.
Os dois dançaram juntos entre os lençóis, gemendo languidamente, um envolvido no prazer do outro, trocando beijos erráticos com línguas que se tocavam, molhadas e preguiçosas e lábios que sugavam um ao outro estalando sons alegres entre os gemidos que foram crescendo de doces e mansos para urgentes e necessitados.
Os dedos de Sherlock afundaram com mais força no flanco do namorado, dando sinal claro que gozaria em breve e John sentiu a urgência fazer as estocadas em sua entrada tornarem-se mais vigorosas, jogando seus quadris com força repetidas vezes para frente de forma cada vez mais célere, atacando impiedosamente sua próstata, lançando-o em um caldeirão de óleo fervente onde ele se dissolveu com um grito estrangulado.
– Sherlock! – John arquejou despejando seu esperma na cama enquanto o espaço entre suas nádegas continuava sob o ataque faminto do pênis do detetive.
Foram mais alguns segundos batendo suas virilhas contra as nádegas do médico e Sherlock sentiu-se dissolver, tendo uma fração de lucidez para pregar os dentes no ombro do parceiro antes de empurrar profundamente sua ereção dentro do homem preso em seus braços e depositar sua ejaculação dentro dele.
Os dois permaneceram abraçados em posição de concha por mais algum tempo buscando recuperar o ar repentinamente escasso em seus pulmões. Enquanto recuperava o fôlego, John reconhecia que havia sentido muita falta do sexo matinal durante os dias em que esteve fora. Se John pudesse ouvir os pensamentos de Sherlock, saberia que o detetive estava pensando a mesma coisa enquanto beijava a mordida em seu ombro.
Para a infelicidade de John Watson, ele não podia se dar ao luxo de ficar muito tempo na cama a despeito do calor dos braços do namorado ser algo demoniacamente tentador. Era segunda-feira e ele tinha que dar o expediente dele no Barts. Relutantemente, ele mexeu-se liberando-se do agarre já amolecido do companheiro que deslizou para um agradável sono pós orgasmo. John o observou dormir por uns segundos sentindo seu coração aquecer com a visão do rosto relaxando e quase inocente do detetive que parecia um menino sonhando com dias de verão à beira de um lago.
O médico sorriu e saiu da cama pegando a calça do pijama que havia sido removida do seu corpo minutos atrás. Ele caminhou para a janela do quarto e afastou a cortina observando com agrado o sol resvalar por nuvens cinzas ralas que estavam se dissolvendo prometendo algumas horas de dia bonito e com menos umidade.
John afastou-se e foi para o banheiro, tomou um banho rápido para remover os vestígios do sexo matinal satisfatório, depois escovou os dentes, trocou rapidamente de roupa, tomou sua medicação, agarrou sua maleta de trabalho e foi para a cozinha comer e deixar algo para Sherlock comer quando acordasse.
Estava feliz terminando o conteúdo quente da sua xícara quando o canto do seu olho esquerdo percebeu um movimento estranho na sala fazendo-o erguer-se imediatamente alerta e olhar o ambiente com cuidado. Nada. Não havia ninguém.
– Meu Deus. – John suspirou nervoso sentando-se em sua poltrona. – estou enlouquecendo... – concluiu passando a mão no rosto suado tentando desmanchar a expressão de terror incrustada em sua face.
Com a mão trêmula, ele pegou um dos calmantes prescritos por sua terapeuta e serviu-se dele, rezando intimamente para que fizesse efeito, ele não queria vestir uma camisa de força. O que o estava assustando mais ainda era que ele não compreendia a origem dos seus delírios. A terapeuta insistiu em apontar a recusa do seu pedido de casamento como gatilho para a paranóia persecutória, mas John não estava muito convencido disso. Tudo bem que isso o machucou muito, mas seria de fato algo suficiente para causar um dano psicológico a esse nível? Bem, ele não era especialista na área, se não melhorasse, iria voltar e pedir nova medicação.
– Doutor, eu sinto uma dor forte cortar aqui no peito e eu acho que é coração. Será que vou precisar de cirurgia? Oh! Não quero nem pensar, meu irmão mais velho fez uma ponte de safena ano passado, foi terrível! – uma mulher tagarelava sentada na maca de exames da sala do ex-militar enquanto John mantinha sua atenção nos exames diante dele.
– Estranho, Sra. Aldry, seu eletrocardiograma mostra um coração funcionando melhor do que o de uma adolescente de quinze anos. – John comentou.
– Mas eu sinto essas dores terríveis no peito toda final de semana. Não estou mentindo. – a mulher insistiu meio chateada.
– Espere um momento. Tem hora e dia marcado para os desconfortos que a senhora sente? – John perguntou franzindo a testa.
– Tem sim, é impressionante, doutor! Acontece sempre algum tempo depois do almoço em família na casa da minha irmã mais nova, ela faz um refogado de repolho com cebolas assadas que é um pecado, o senhor devia experimentar.
– Repolho com cebolas assadas? Melhor não, Sra. Aldry, acho que acabo de descobrir a razão da sua dor no peito e fique feliz, não vai precisar de cirurgia para curá-la.
Depois de passar remédio para gazes e recomendar moderação no consumo de repolho com cebolas à sua paciente, John olhou o relógio constatando o final do seu turno. Ele levantou-se da sua cadeira esticando-se e sentindo os ossos estalarem buscando posições mais confortáveis em seu corpo. Não choveu o dia todo e isso parecia refletir no humor das pessoas pelos corredores do São Bartolomeu, estavam animadas e aqui e acolá se ouvia trocas de convites para uma cerveja ou café num Pub. John teve que recusar alguns convites tentadores de uma boa bebida e conversa animada, pois seu interesse estava no 221B da rua Baker Street. Antes de ir para o vestiário, desviou caminho para visitar alguns pacientes em observação na enfermaria para verificar se continuavam estáveis. Realizada a tarefa, o médico pegou um atalho próximo ao necrotério e entrou calmamente pelo longo corredor sem movimento, parando subitamente ao avistar uma pessoa parada na extremidade oposta da passagem mal iluminado onde ele estava.
– Olá, você está perdido? – John perguntou estranhando uma presença desconhecida nas proximidades do necrotério, mas imaginou que fosse alguma pessoa desorientada depois de reconhecer o corpo de um parente falecido.
O indivíduo na extremidade não respondeu, continuou parado olhando em sua direção.
– Quer ajuda para sair? – John insistiu sentindo-se estranhamente nervoso com a falta de resposta. – A saída fica por ali. – ele apontou, mas nada aconteceu.
John deu um passo em direção a pessoa e essa finalmente se moveu e, para desgosto do médico, o movimento foi em sua direção, fazendo-o congelar em seu lugar, mas a pessoa não parou, continuou avançando lentamente em sua direção e durante sua lenta marcha, John percebeu uma arma de fogo ser puxada de um coldre e erguida em sua direção, fazendo todos os seus sistemas de alerta enlouquecerem vertiginosamente movendo suas pernas numa carreira desabalada para trás no corredor.
Correndo desesperadamente, ele dobrou uma esquina e entrou num quarto vazio fechando a porta por dentro e esperou. Sentindo os curtos cabelos de sua nuca arrepiar-se, ele viu a sombra passar lentamente com a arma em punho e teve que apertar a mão na boca para não provocar nenhum som enquanto sentia o coração querer estourar suas costelas. Tremendo, ele pegou o celular e digitou uma mensagem para Sherlock rezando para que o moreno lesse imediatamente. Não podia ligar, sua voz poderia denunciar sua localização para o louco armado no corredor e ele estaria perdido.
JW: Preciso de ajuda, tem um homem armado me caçando no corredor perto do necrotério do Barts.
Segundos depois seu celular vibrou em sua mão com a resposta ao seu apelo:
SH: Estou indo. Mantenha-se longe da vista dele.
JW: Ok. – John digitou sentindo uma onda de alívio amenizar seu nervosismo.
Alguns minutos se passaram sem que qualquer movimento pudesse ser ouvido no corredor, Sherlock já devia está perto de chegar e certamente quem quer que seja o homem que o perseguiu, já tinha ido embora. Ganhando coragem para sair do seu esconderijo, John destrancou a porta e espiou cuidadosamente o corredor constatando não haver mais ninguém além dele.
Mais confiante, o médico saiu do quarto vago e disparou pelo corredor a passos apresados se esforçando para não sair correndo feito um louco. Passou pela ala de pacientes em observação e quebrou para a ala que levava para o vestiário entrando no recinto percebendo que os colegas já tinham se trocado e ido embora enquanto ele estava fugindo de um cara armado alguns corredores atrás. John suspirou e sentou-se no banco longo no meio da sala sentindo-se muito cansado, em breve Sherlock estaria ali para juntos tentar descobrir quem poderia ser o cara no corredor e então isso tudo teria um fim.
Com esse pensamento, ele ergueu-se e abriu seu armário dobrando e deixando seu jaleco na prateleira superior, logo em seguida fechou a porta espelhada do seu guarda pertences a tempo de captar o reflexo de um homem armado bem atrás dele.
John estava perdido.
Notas:
Eita! O cara pegou o John! Estou ansiosa pelos comentários de vocês ;)
