CAPITULO 10: R X R = Ranhoso X Ruiva

Lilian deixou-se ser envolvida pelos braços de Tiago por um momento.

- Vou te fazer feliz para o resto da vida. Porque te amo. – murmurou Tiago

- Como pode me amar mesmo eu fazendo tudo o que fazia? – perguntou Lilian

- Não sei. Fiz essa mesma pergunta um milhão de vezes ao meu coração. – respondeu Tiago

Lilian sorriu sem graça e o encarou.

- Você é louco. – brincou ela

- Herança de família. – disse Tiago

Tiago a beijou novamente e pegando-a depois nos braços rodou-a.

- MERLIN COMO EU TE AMO! – gritou ele enquanto Lilian ria

- Eles se acertaram. – comemorou uma voz do outro lado da sala

- Ninguém tem privacidade nessa escola? – perguntou Tiago abrindo a porta

- Eu disse pra você calar a boca Sirius. – repreendeu Manu

- E quem disse que ele consegue fazer isso? – perguntou Mila

- Não culpem o cachorrinho, qualquer um comemoraria vendo o casal "Você vai desistir primeiro" juntos. – brincou Alice indo abraçar os amigos

- Não vão nem pedir desculpas? – perguntou Lilian rindo envergonhada

- Desculpas pelo o que? – disse Mila

- Por terem invadido a nossa privacidade. – respondeu Tiago

- Esperem sentados. – disse Frank

- Ou deitados, como vocês preferirem. – falou Sirius olhando maliciosamente para o casal

- Acho que vocês têm que ir tomar café. – sugeriu Dumbledore

- Até você? – perguntou o casal

- Não consegui resistir. – respondeu ele sorrindo

- É melhor irmos, mais tarde teremos reunião do clube de duelos. – disse Manu

- Antes eu tenho que fazer minha monitoria, depois colocar os deveres em ordem e ainda por cima estudar para os NIEM'S. – falou Lilian

- Aonde tem espaço para o seu namorado gostoso? – perguntou Tiago segurando-a pela cintura

- Quando você o ver nos avise, não sabia que a Lilian conhecia alguém tão gostoso. – brincou Alice

- Só não te respondo senhorita Alice porque eu te respeito. – disse Tiago rindo

- Pensei que era porque você tinha medo do Frank. – falou Sirius

- O único que tem medo de alguém aqui Almofadinhas é você, e esse alguém não é um menino. – disparou Tiago

- Eu? Medo? De quem? – perguntou Sirius REALMENTE ofendido

- De uma sonserina talvez – disse Tiago

- A única sonserina que eu tive medo foi a minha mãezinha, não só eu, metade da família também. – falou Sirius ficando vermelho

- Eu jurava que ele estava falando da Agatha. – disse Remo segurando o riso

- Agatha? Quando ficou tão intimo dela? – perguntou Sirius

- Desculpe, mas acho que foi a partir do momento que você começou a sentir ciúmes. – respondeu Remo

- Não estou com ciúmes de ninguém. – disse Sirius alterado

- De qualquer modo acho melhor vocês irem. – falou Dumbledore

Os marotos e as meninas saíram do escritório. Lilian olhou confusa para Tiago, não sabia muito bem o que fazer, foi quando o garoto segurou sua mão.

- Acha mesmo que eu vou te deixar solta por aí? – perguntou ele rindo

A ruiva sorriu e apertou sua mão com força, no que ele retribuiu. Lilian era corajosa, mas precisa sentir que Tiago estava ao seu lado.

- Vamos nos preparar para o show. – anunciou Sirius

Quando eles entraram pelo salão principal todos os olhares automaticamente se viraram para Tiago e Lilian. De repente tudo ficou muito agitado, pessoas cochichavam fervorosamente enquanto o casal se sentava. De todos os olhares o mais irreconhecível era o de Amos, parecia que o mesmo tinha engolido uma porção de fadas mordentes.

- Até que está correndo tudo bem né? – disse Sirius

- Como assim? – perguntou Lilian

- Ninguém tentou contra a sua vida, amiga. – respondeu Mila

- E NEM VÃO TENTAR. – berrou Tiago

- Ah claro que não. – desdenhou Sirius

- Lilian nós precisamos ver como ficou a situação das detenções que o Snape protestou. – falou Remo

- Tinha me esquecido disso. – disse Lilian levando a mão a testa

- Tudo bem, acho que a McGonagall entendeu. – tranqüilizou-a Remo

- Mesmo assim é melhor resolvermos isso logo. Vamos? – perguntou ela

- Vai me abandonar aqui? – protestou Tiago fazendo bico

- Tenho que ir Ti, nos encontramos na aula. Guarda meu lugar? – disse Lilian dando um selinho rápido

- Claro. – suspirou ele

Logo depois que viu a cabeleira ruiva da menina sumir pela porta do Salão Principal, Sirius fez questão de zoar o amigo.

- Não acha melhor te darmos um babador? Assim quem sabe você pára de molhar a camisa com essa coisa escorrendo da sua boca agora que vê a ruivinha te chamando de "Ti"? – perguntou Sirius debochadamente

- Ou quem sabe uma almofada para você se sentar sempre que ela mandar? – completou Rabicho

- O fato de vocês serem uns insensíveis não quer dizer que o Tiago seja também. – falou Manu

- Eu não sou insensível meu amor. – disse Sirius olhando-a sedutoramente

- Não? – desdenhou ela

- Quem sabe você não queira ver como eu sou realmente. Sabe como é, palavras o vento leva. Atitudes contam mais. – falou Sirius baixinho para que só ela escutasse

- Acha mesmo que conseguiria me provar alguma coisa Sirius? – perguntou Manu igualmente sedutora

- Não me provoque. – avisou ele

- Gosto do perigo. Ser boazinha não faz o meu gênero. – disse Manu sorrindo maldosamente

Sirius encarou-a no fundo dos olhos sorriu marotamente para ela, sem dizer mais nada

Na sala de Transfiguração.

- Professora, Crabbe e Goyle foram os culpados. – protestou Lilian

- Senhorita Evans, verificamos as varinhas. Não há sequer vestígios de algum feitiço que possa ter mandado aquele primeiranista para a enfermaria daquele jeito. – falou Minerva seriamente

- Sabe tão bem quanto eu que eles podem ter trocado de varinhas. São aprendizes de comensais, podem possuir duas varinhas para não serem descobertos. – argumentou Lilian

- Sabe tão bem quanto eu que não posso castigá-los sem provas. – disse a professora

- Espero que nenhum outro aluno seja ferido daquele jeito. – falou Lilian fortemente

- Assim eu também espero. – desejou a professora

Lilian se virou para sair da sala

- A propósito senhorita Evans, parabéns pelo namoro. – falou McGonagall sem deixar escapar nem um sorrisinho

- Obrigada. – respondeu Lilian saindo da sala batendo pé

- Desculpe professora. – pediu Remo desconcertado

- Não se preocupe senhor Lupin, a Lilian tem uma cabeça dura e difícil, mas tem bom coração. É perfeitamente entendível essa revolta. – disse Minerva abrandando a expressão.

- Acho melhor ir, estou atrasado para a aula. – disse Remo

- Claro. Pode ir. – falou a professora

PRIMEIRO ROUND

Lilian caminhava furiosa pelos corredores do castelo. Se havia alguma coisa que poderia acabar com o seu dia era justamente a injustiça que estava acontecendo. Foi quando alguém parou em seu caminho. Ela levantou os olhos e encarou grandes olhos negros.

- O que você quer? – perguntou Lilian

- Está mesmo com o Potter? – perguntou também Snape

- Não sabia que podia pensar tanto. Como conseguiu chegar a essa conclusão sozinho? – respondeu a ruiva

- A convivência com o Potter está te deixando tão arrogante quanto ele. – falou Snape irritando-se

- Talvez seja mesmo contagioso, conviver com os outros. Já começou a torturar as pessoas como seus amiguinhos comensais ou ainda está se contaminando? – perguntou Lilian debochada

- Não sabe o que está falando. – respondeu Snape contraindo os lábios

- Acho que é você quem não sabe o que dizer. – disse Lilian – Continue mais tempo com essas pessoas que será infectado com tamanha maldade e jamais haverá volta.

- Não haverá volta para você Lilian, ficar do lado oposto do Lord...

- Prefiro morrer...

- Não fale isso nem brincando

- A nossa amizade acabou Snape, desde o momento em que você mudou.

- Ainda há tempo Lilian

- Eu não quero tempo, quero paz. Como consegue se olhar no espelho sabendo que apóia a morte e o sofrimento de tantas pessoas? – perguntou Lily seriamente

- Ele não se olha. – respondeu Remo chegando perto dos dois

- Você também não deve se olhar não é mesmo mestiço? Desejar alguém que não se pode ter...por simplesmente ser um monstro. – falou Snape

- Monstro é aquele que escolhe a maldade, e por não conseguir ninguém que Lhe agrade revida nos outros suas frustrações. – disse Lilian puxando Remo, deixando Snape atônito...

- Desculpe, não devia ter te deixado sozinha. – disse Remo

- Você não tem culpa se o Snape existe. – falou Lilian de cabeça baixa

- Não precisa mentir pelo menos na minha frente Lily. Sei que sente muito por ele estar indo por esse caminho. – confessou Remo

- O Severo era meu amigo Remo, mesmo que eu não queira, não consigo lhe desejar mal. – disse Lily

- Você não conseguiria desejar mal a ninguém Lily. – falou Remo sorrindo

- Por favor, não fale nada para o Tiago, do jeito que ele é vai querer matar o Snape. – pediu Lily

- Não vou contar nada, prometo. – assegurou-lhe Remo

- Só me diga uma coisa Remo. Por que você ainda se mantém longe da Mila?

- Acho que o que o Snape disse é verdade.

- Pelo amor de Merlin Remo, isso não. A Mila não é assim

- Posso saber como a Mila é então? – perguntou Mila sorrindo vindo juntamente com Tiago, Sirius e Manu

Pelo sorriso os dois perceberam que ela não havia escutado a conversa.

- Uma amiga muito gentil que vai me fazer o favor de levar os nossos amigos daqui para eu ficar com a MINHA namorada. – disse Tiago percebendo que pela palidez de Remo a conversa estava no campo perigoso; O CORAÇÃO DE REMO

- Claro, claro. Nós já íamos andando mesmo. – falou Sirius fingindo-se de irritado

- Não seja sentimental Sirius, você terá o Tiago sexta a noite toda. – implicou Manu

- Ah me sinto bem melhor. A branquela, ruiva, de olhos VERDES fica com o bofe nos dias de folga dele e sozinha com ele, fazendo sabe lá Merlin o que. Enquanto euzinho, moreno, lindo, gosto e de olhos AZUIS fico com ele só nos dias que por acaso tenho que dividi-lo com um rato e um Lobisomem. – disse Sirius como se fosse uma mulher

- Nós estamos namorando há só algumas horas. Nem tivemos tempo de ficar sozinhos. – reclamou Tiago

- Não se preocupe Sirius o lobinho pode ser amansado e o rato é só dar comida. – falou Mila

- Vai me trocar pelo Sirius mesmo, Tiago? – perguntou Lily entrando na brincadeira

- Qual o problema meu amor? – disse Sirius desmunhecando

- Se ele preferir pêlos à minha pele macia.... - falou a ruiva baixinho no ouvido de Tiago

- Ele é um VEADO, será que você ainda não entendeu? – falou Sirius

- Sinto muito querido, mas esse CERVO aqui já tem dona. – disse Lilian abraçando Tiago

- Então eu viro homem e pego essa loira. – falou Sirius agarrando Manu

- Não é capaz o suficiente. – desdenhou a loira

- Você não sabe com quem está brincando menina. – avisou Sirius empurrando a menina contra a parede na frente de todos.

- E quem disse que eu estou brincando? – perguntou ela sorrindo marotamente

- Vamos parar vocês dois, precisamos ir para a aula. – repreendeu Lilian

Todos concordaram e foram caminhando em direção às masmorras. As aulas ocorreram normalmente durante aquele dia. É claro não levaremos em consideração os olhares furtivos que Lilian recebeu e alguns garotos que só de olharem a ruiva assinaram a sentença de morte. Depois da ronda Lilian e Remo correram para o Salão Principal para a reunião do Clube de Duelos.

- Hoje faremos algo diferente. – disse o professor – Selecionaremos alguns alunos para que duelem entre si, os que não forem selecionados não se afobem, terão sua vez em breve.

- Primeiro duelo: Lilian Evans e .... – a professora Minerva parou e encarou a ruiva com uma expressão de preocupação. – E Severo Snape

Lilian permaneceu séria, mas Tiago tinha entrado num pequeno estado de desespero. Snape perdia para ele, simplesmente porque ele era melhor. Mas uma coisa Tiago não podia negar, o Ranhoso sabia duelar, por diversas vezes ficou num estado de risco.

O maroto estava tão absorto em seus pensamentos que não viu que Lily já estava no tablado esperando Snape que avançava como uma cobra.

- Ela é uma bruxa fantástica Tiago, não precisa se preocupar. – falou Remo

- E o Ranhoso não vai tentar uma magia das Trevas na frente da escola toda. Até mesmo ele sabe aonde ser comensal. – disse Sirius tentando tranqüilizar o amigo

- Se ele usar qualquer feitiço das Trevas, eu não vou me importar de usar uma maldição imperdoável. Ele vai pensar que a Luz verde que o atingiu foi o reflexo dos olhos da Lilian. – avisou Tiago que nos olhos saiam faíscas de ódio.

- Não vai acontecer nada Tiago, fica calmo. – disse Mila

- Pronto para perder a namoradinha? – perguntou Crabbe

- Sem antes nem ter dado uns amassos nela. Triste esse fim não acham? – disse Goyle

Tiago fechou a mão apertando a varinha, mas quando ia empunhá-la Agatha apareceu.

- Acho que deviam estar perto de seus companheiros, e não se misturando a ralé dos corajosos grifinórios. – disse ela friamente parando no frente de Tiago.

Enquanto dizia isso ela abaixava a mão de Tiago sem que os dois percebessem, apenas os marotos e as meninas.

- E quem você pensa que é para falar assim conosco? – desafiou Goyle, mas logo perdeu a cor.

Algo na expressão de Agatha havia se tornado medonho era o sorriso frio e desdenhoso que ela lançou para o sonserino.

- Não vale a pena te lembrar, pelo menos não agora. Mais tarde, porém se quiser....

E dizendo isso puxou o braço esquerdo do sonserino que logo fez uma cara feia de dor.

- Vamos logo. – disse Crabbe assustado puxando Goyle pelo o outro braço.

Agatha saiu sem ao menos se virar para trás, para olhar os grifinórios. Sirius estava pronto para fazer um comentário provavelmente sem sentido, mas parou quando ouviu o professor de DCAT pigarrear.

- Vamos começar o duelo. – falou ele – Não preciso repassar as regras para vocês não é mesmo? É apenas para paralisar ou desarmar o oponente.

Os dois acenaram com a cabeça. Não paravam de se encarar, os olhos não desviavam. Esmeraldas perdidas num mar de negro e frio. Cumprimentaram-se e num movimento rápido Snape lançou-lhe uma azaração. Lilian, porém também foi rápida e conjurou uma barreira de proteção.

- [i] Impedimenta [/i] – gritou a ruiva

Mas Snape desviou

- [i] Alarte Ascenderae [i] – bradou Snape com um pouco de má vontade, não queria machucá-la.

Porém mesmo assim o movimento foi rápido e Lilian não conseguiu desviar, sendo assim lançada longe e batendo violentamente no chão.

- Não é para ferir, apenas para desarmar. – repreendeu o professor

Lilian se levantou com dificuldade, seu corpo todo doía por causa da força em que fora lançada. Mal conseguia se colocar de pé, porém não daria o braço a torcer tão fácil.

Snape se preparava para lançar um outro feitiço, não um que pudesse machucá-la novamente, pelo contrário, um feitiço que havia aprendido para aliviar a dor de alguma pessoa. Por estar distraído não viu a ruiva se levantar

- [i] Estupefaça [/i] – disse Lily.

O feitiço havia sido tão forte que Snape acabou caindo a metros de distância em cima de alguns alunos, desacordado no chão.

Enquanto Snape era carregado para a enfermaria, o professor Slughorn se dirigiu aos outros aluno que ainda estavam boquiabertos com a potência mágica de Lilian.

- O objetivo era apenas desarmar e não ferir. – disse ele olhando diretamente de Lilian que agora havia sido pega no colo por Tiago

- Ele a machucou. – protestou Mila

- Podia ter acontecido alguma coisa grave. – disse Manu

- E o feitiço que Lilian fez não era tão perigoso. – falou Remo

Tiago permanecia quieto, e quieto saiu com Lilian nos braços fazendo seus protestos.

- Tiago eu estou bem, me coloca nos chão. – mandava a ruiva

Ela, porém ficou quieta quando viu o olhar que ele lhe lançara. Era um olhar carinhoso e de preocupação. O maroto foi seguido pelos amigos. Quando chegaram na torre da Grifinória Tiago falou.

- Ele vai pagar.

- Tiago, isso foi um duelo. Não podia esperar que ele conjurasse flores não é? – perguntou Lilian antes de fazer uma pequena careta quando se sentou.

- Claro que não, se ele tivesse te conjurado flores já estaria morto a essa hora. – disse Sirius

- Mas você está sentindo dor. – falou Tiago se sentando ao lado da ruiva

- O filho de vocês vai causar dor a ruiva e você vai querer matá-lo? – perguntou Sirius

- Não é hora de falar de filho né Sirius!? – disse Remo

- Amor, eu estou bem. De verdade, não precisa ficar desse jeito. – falou Lily abraçando Tiago e lhe dando um beijo

- Gente eu preciso ir dormir, boa noite. – despediu-se Manu

- Boa noite. – disseram todos

- Boa noite amor, sonhe comigo. Mas cuidado com a classificação desse sonho, sou um menino muito inocente para ficar nas suas sandices. – disse Sirius

Manu revirou os olhos e subiu.

- Senhorita Evans. – chamou a professora Minerva McGonagall parada a porta da Sala Comunal

- Ela não é culpada professora. A senhora mesma viu o que aquele pedaço de ranho fez. – falou Tiago

– Eu sei senhor Potter. Uma poção para ela. Vai aliviar a dor que está sentindo. – explicou a professora sendo compreensiva.

Tiago se levantou e pegou a poção.

- De três em três horas até amanhã à noite e estará melhor. – ela completou sorrindo RAPIDAMENTE para Lilian

- Obrigada professora. E desculpe. – disse Lily

- Não precisa se desculpar. Eu teria feito muito pior. Só acho que você precisará ter aulas extras com alguém para aprender a controlar o seu poder. Muitos futuros comensais viram que uma bruxa fantástica existe na casa Grifinória. Boa noite. – falou a professora

- Professora? – chamou Lilian

- Sim. – falou ela

- Ele está bem? – perguntou a ruiva

- Sim, Lilian. Ele está bem. – respondeu Minerva saindo

- Ela é tão esclarecedora. – zombou Sirius

- Amanhã teremos reunião com Dumbledore e comentaremos isso. – disse Remo

- Por falar na Ordem alguém viu o Pedro? – perguntou Mila

- Querida, Ordem e Pedro são palavras opostas. – respondeu Sirius

- Deve estar na cozinha Mila. – disse Remo

- Obrigada Remo. – agradeceu Mila sorrindo o que fez o rosto do maroto corar um pouco

- Me excluindo assim é dona Mirella? Me usa e me joga fora? – disse Sirius

- Menos senhor Black, menos. – falou Mila rindo

Enquanto eles discutiam Tiago acariciava Lilian com o olhar perdido enquanto ela apenas o encarava tentando imaginar o que estaria passando pela cabeça dele.

- O que foi? – perguntou ela baixinho em seu ouvido

- Só estou pensando. – respondeu Tiago com a voz vaga.

- Pensando? – repetiu a ruiva

- Só pensando, amor, só pensando. – disse ele beijando a testa de Lilian

- Lily, acho melhor irmos dormir. – falou Mila.

- Eu também acho, você precisa descansar Lírio. – disse Tiago

- Mas....

- Boa noite meninos. – falou Mila puxando Lilian dos braços de Tiago

- Boa noite. – disseram

Quando as meninas subiram Sirius olhou para Tiago e não conseguiu esconder a sua preocupação

- Está com essa cara por que, Pontas? – perguntou ele

- Estou preocupado com a Lily. – respondeu ele encarando a janela – Agora que todos viram o poder que ela tem, ela corre muito mais risco.

- Você já sabia que um simples feitiço estuporante da ruiva poderia fazer isso tudo? – perguntou Sirius

- Não. Mas isso é fato. Dá pra sentir. Ela está correndo risco. – respondeu Tiago aflito

- Todos nós estamos Pontas. Mas se o problema é com a Lily, daremos as nossas vidas para protegê-la. – falou Remo colocando a mão no ombro do amigo

- E se você morrer, eu e o Aluado, faremos um duelo para ver quem vai consolar a viúva. – brincou Sirius

- Nem se atreva. – ameaçou Tiago

- Ah qual é? Vai deixar aquela ruiva para os vermes só porque você bateu as botas? – implicou Sirius saindo correndo

Sem muita demora Tiago e Remo já foram correndo atrás do amigo cachorro.

No meio da madrugada Snape acordou assustado por uma sombra em cima de sua cama na enfermaria

- Você foi um fraco, como foi derrotado por ela? – perguntou a pessoa

- A Lilian é mais forte do que pensa. – respondeu Snape friamente

- Você foi piedoso quando mandou aquela azaração, poderia ter mandado um feitiço silencioso, ou acertado ela com mais força. Diga que é mentira. – falou a pessoa se controlando para não gritar

Porém Snape permaneceu quieto.

- Então o Lord das Trevas tem razão, você ainda sente algo por essa sangue-ruim. – disse a pessoa

- Não sinto nada por ela, a não ser desprezo. – falou Snape

- Então prove. O Lord das Trevas já sabe do casal sensação do momento e te mandou uma missão e espera sinceramente que você não falhe. Porque os dois juntos, são mais fortes do que imaginamos.

- Qual é a missão? – perguntou Snape sem excitar.

Um sorriso maquiavélico surgiu das sombras e Snape a encarou firmemente. Ela não precisava falar, ele já tinha entendido.

Na manhã seguinte Lilian se levantou bem melhor e com isso Tiago fingiu estar mais tranqüilo. Porém algo em seu coração ainda andava apertado. As aulas passaram se arrastando. Alguns Sonserinos olhavam feio para Lilian, fora as meninas que ainda não acreditavam que ela estivesse com Tiago.

- Não sei por que elas estão assim. Ainda tem muito Sirius para elas. – disse Sirius que havia acabado de chegar de um encontro

- Pára de palhaçada e vamos logo, Dumbledore deve estar nos esperando. – falou Mila

-Cadê a Manu? – perguntou Sirius, mas Remo apenas deu de ombros.

- Esquece Sirius, ele está de mal humor. – falou Mila enquanto o outro maroto avançava deixando o amigo sozinho

Quando chegaram ao escritório o diretor não estava presente. Remo continuou em silêncio. Tiago abraçado com Lilian. Remo, Sirius, Pedro e Mila conversando até que Dumbledore entrou com Agatha.

- Desculpem a demora. – pediu o diretor ao entrar

- Sem problemas. – disseram todos

Agatha cumprimentou todos com um aceno e foi para sua costumeira cadeira no canto afastado e escuro da sala.

- Bom acho que o primeiro assunto a ser tratado aqui é a senhorita Evans. Como vai Lilian? – perguntou Dumbledore

- Melhor diretor. – respondeu Lilian timidamente.

- Que bom. Hoje você não participará da nossa reunião. Como será apenas para informar o que Voldemort realmente tem feito, não será necessário. Há coisas mais importante como sua segurança. Por isso hoje você irá para a Sala Precisa com a senhorita Lestrange, que te dará algumas aulas para você aprender a controlar seus poderes. – disse Dumbledore

Lilian olhou insegura para Agatha que a olhou do mesmo modo que fazia com todos, vazia e fria.

- Claro. – falou Sirius ironicamente. – E que tal se a gente fazer com que Voldemort encontre a Lilian mais rápido?

- Você é tão primitivo que não consegue ver quem está do seu lado e quem não está. – falou Agatha se levantando para encarar Sirius

- Seu amiguinho machucou a Lilian. – acusou Sirius

- Eu pensei que ele não tinha se importado muito. – comentou Pedro

Tiago o mandou calar a boca rapidamente.

- Ele devia ter machucado mesmo, pelo menos agora a Lilian estaria apenas na enfermaria com Voldemort pensando que ela é apenas mais uma aprendiz de bruxa de sangue impuro, que Dumbledore recrutou para seu exército – falou Agatha

- Você preferiria ver a Lily ferida? – perguntou Sirius alterado sem dar o braço a torcer

- MELHOR DO QUE ESTAR MORTA! – respondeu Agatha e pela primeira vez ouviram ela sem aquele tom frio e distante.

Uma sombra de temor passou pelos olhos da Sonserina, porém ela não parou de encarar Sirius. Todos assistiam a briga, silenciosos. Tiago apenas abraçava Lilian com força a cada segundo que sua segurança era dita em risco.

- Quando deixar esse preconceito bobo de lado e se perguntar quem está realmente presente para ajudar. – disse Agatha voltando ao seu tom habitual

- Dumbledore, por que a Manu não estão aqui? – perguntou Sirius despertando com o que Agatha havia dito

- Alguém denunciou a senhorita Lestrange a Voldemort. Foi preciso muita habilidade dela para se desfazer deste mal entendido. E temos nossas duvidas com certos membros.

- Frank e Alice também? – perguntou Lily

- Não. Frank e Alice não vieram hoje por que Alice está fazendo sua ronda de monitora e Frank está em detenção. – respondeu Dumbledore tranquilamente

- O senhor está duvidando da Manu e acreditando nela? – perguntou Sirius

- Peço que mantenha sigilo Sirius. – pediu Dumbledore – Agatha, Lilian, podem ir à Sala Precisa. Os demais aguardem. Principalmente você Sirius, precisamos conversar.

Lilian saiu dos braços de Tiago dando-lhe um beijo e um sorriso animador. Agatha olhou apenas para Tiago, como se quisesse saber se ele pensava o mesmo dela.

- Confio em você Agatha. – falou ele

- Não ligue para o sarnento, depois ele volta ao normal. – disse Mila sorrindo e segurando a mão de Agatha.

A Sonserina esboçou um sorriso e saiu andando acompanhada de Lilian.

- Agora me explique essa história. – exigiu Sirius

- A Manu não é uma aluna de confiança. Na última reunião que teve com comensais da morte o nome dela foi mencionado e dito ainda que se Snape falhasse na missão seria ela quem terminaria. – explicou Dumbledore

- Acredita mesmo nisso? – perguntou Sirius

- Não tenho por que não acreditar. – respondeu Dumbledore simplesmente. –

- E quem disse isso a você? A Agatha? – perguntou Sirius irritado

- Sim, foi. – respondeu Dumbledore

- Ela estava lá, por que não é suspeita?

- Há coisas sobre a Agatha que no momento vocês não podem saber, só peço que confiem. – disse Dumbledore

- ELA É UMA SONSERINA.- gritou Sirius

- E a Emanuelle foi selecionada para a Grifinória, mesmo se juntando com os comensais. – disse Dumbledore

- Sirius, se você continuar acreditando na Emanuelle teremos que fazer algo a respeito disso. – dessa vez quem disse foi Frank que estava entrando juntamente com Alice

- Eu vejo a áurea das pessoas e a da Emanuelle é tão negra quanto a do Snape. – falou Alice

- Você, pode? – perguntou Mila

- Sim. Herança de família. – respondeu Alice envergonhada por ter escondido isso a tanto tempo

- Então você sabia? – perguntou Remo

- Não creio que seja essa a pergunta. – falou Dumbledore olhando para Sirius

- Qual é a cor da áurea da Agatha? – perguntou ele

- Mais clara que a sua. – respondeu Alice

Sirius abaixou a cabeça confuso.

- Você não podem a fazer duvidar que você sabe de toda a verdade. Continuem conversando com a Manu. E na próxima reunião eu falarei que a Agatha era uma mentirosa. Assim a deixaremos conformada de que a Agatha não é uma traidora. – disse Dumbledore

- Ela quer fazer mal a minha ruivinha. Como quer que eu a trate bem? – perguntou Tiago

- Pelo simples fato de que se você não fizer, ela estará muito pior. – respondeu Mila

Quando as duas chegaram à Sala Precisa o lugar havia se tornado uma ampla sala cheia de almofadas e um pequeno tablado para duelo.

- Sente-se Lilian. Antes de qualquer coisa, acho que preciso fazer essa pergunta. Você confia em mim, ou acha que sou uma espiã? – perguntou Agatha

- Se eu não confiasse em você não teria vindo aqui Agatha. – respondeu a ruiva sorrindo

- O primeiro passo para você aprender a controlar os seus poderes é você saber controlar as suas emoções. Principalmente se o Tiago estiver perto. – disse Agatha

- Acho que não tenho esse seu auto-controle. – murmurou Lilian

- Pode acreditar em mim quando digo que foram anos de prática. – disse Agatha soltando uma pequena risada

- Não precisa se controlar na minha frente. – falou Lily

- Acho que desaprendi ser normal na frente dos outros. – disse Agatha desviando o olhar

- Já está na hora de mudar não acha? – perguntou Lily

- Com o tempo quem sabe Lilian. – respondeu ela

- Lily, pode me chamar de Lily. – disse Lily sorrindo

Agatha retribuiu o sorriso rapidamente e logo começaram alguns exercícios de auto-controle. Saíram da Sala Precisa atrasadas, a hora de dormir já tinha passado.

- Vamos levar um detenção se alguém nos encontrar. – falou Lily preocupada

- Dumbledore avisou a todos sobre nós. Não se preocupe, Lily. – disse Agatha indo na direção das masmorras. – Se cuide.

- Você também. Obrigada. – disse Lilian

Agatha virou para trás rapidamente e sorriu, logo depois voltou a fazer seu caminho. As masmorras não eram tão longe quanto à torre da Grifinória e mesmo andando devagar enquanto Lilian estava ainda a caminho do salão comunal da Grifinória Agatha havia chegado primeiro a sala comunal da Sonserina

- O Lord das Trevas mandou uma missão para ele. – ela ouviu Goyle dizer

- Amostrado, já quis fazer logo. – falou Crabbe e no momento Seguinte Agatha estava correndo em direção a Torre da Grifinória

Se eu demorei me desculpem espero q gostem do cap.

BJS