Quando Steve desce, a mesa já está praticamente posta, Catherine sentada no sofá e Dominic jogando bola na frente de casa.

Senta no braço do sofá, sorri para a esposa, mas não recebe um sorriso de volta e sim um olhar de reprovação.

- Precisava bater nele deste jeito?

Steve vira os olhos, mas tenta responder de forma que não inicie uma discussão e ele acabe passando a noite no sofá – No Daniel? (Catherine, faz uma cara como quem diz, não, no Papa) – Sim, precisava. Ele vive testando os limites, se eu não responder de forma efetiva...

A porta da sala está aberta, Dominic vem entrando, ouve os pais conversando, pára ali mesmo e fica ouvindo.

- Eu odeio aquela vara, Steve. Já pedi que você não usasse.

- Está bem... então oque você sugere? Porque do meu cinto ele já não tem mais medo.

- Claro que tem. Ele só finge e você sabe disso.

- Se ele finge ou não, é problema dele. Só sei que enquanto ele não souber qual é o lugar dele, quando deve se calar, obedecer... vai apanhar e vai apanhar pra valer. Ou você quer tentar outro método? Castigo você sabe que não funciona muito bem com ele... agora nem com Derek.

- É... não precisa ficar tacando na minha cara... eu tentei, nós tentamos... só acho aquela coisa medonha.

Steve ri – Se não colocasse medo de que serviria? Embora eu não queira que eles tenham medo, quero que tenham pavor, assim evitam se meter em encrencas.

- Está certo... mas me prometa que não vai usar sempre...

Steve respira fundo – Quantas vezes eu usei a vara, Cathy?

- Não sei... três, quatro...? Só estou

- E quantas vezes eu precisei corrigir estes meninos, só este mês? Muito mais que três ou quatro, tenho certeza. Enfim, eu não quero, mas se precisar eu não vou pensar duas vezes. Por falar em corrigir... já não conversamos sobre escutar a conversa dos outros, Dominic?

Steve levanta, fica esperando ele entrar. Dominic engole a seco, foi pego e agora? Faz o mais sensato, entra com cara de arrependimento, se desculpando, esperando o socorro da mãe.

- Desculpa... eu só não quis passar e interromper, pai.

- Venha aqui! (Fala apontando pra frente dele)

- Steve...

Steve levanta a mão, Catherine se cala. Dominic havia adquirido este péssimo habito de ouvir as conversas e depois passar para frente, ela mesmo já tinha dado umas boas chineladas nele por isso.

- Eu vou terminar de por a mesa.

Dominic olha aflito a mãe sair.

- Estou esperando Dominic.

- O senhor vai me bater?

Steve ergue uma sobrancelha, Dominic faz cara de choro, mas é logo cortado – Comigo isto não funciona e você sabe. Vamos, venha aqui logo!

Dominic vai devagar, pára na frente do pai, Steve pega no braço dele, dá cinco palmadas fortes o suficiente para deixar a bunda do caçula ardendo.

- Encare essas palmadas como seu ultimo aviso. Se eu te pegar ou souber que você ficou ouvindo conversa de quem quer que seja... você vai apanhar de cinto, entendido?

Dominic balança a cabeça afirmando, passa o braço no rosto para tirar algumas poucas lagrimas, não que as palmadas não tivessem doído, mas a dor não chegou nem perto de quando o pai dava uma surra de verdade.

- Agora vá chamar seus irmãos para almoçarmos, não sei porque ainda não desceram, estou morto de fome. E Dominic, lave o rosto e as mãos antes de vir para mesa. Rápido!

- Sim senhor.

H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0 H5.0

Dominic vai primeiro no quarto de Derek, bate e de fora mesmo fala alto – O pai mandou descer para almoçar.

Derek abre a porta do quarto, praticamente se arrasta pra fora. Se Dominic não soubesse que ele tinha apanhado, descobriria agora, só de olhar pra ele. Dominic repete – O pai mandou chamar vocês.

– Tô descendo, só vou passar no banheiro e... ... que cara é essa, Domi, você chorou?

Dominic vira os olhos, não responde, já vai batendo na porta do quarto de Daniel, mas nem chega a chamar, Daniel abre a porta do banheiro . A cara dele sim estava péssima. Tanto que os dois não conseguem disfarçar e sem perceber fazem careta imaginando a dor que ele devia estar sentindo.

Dominic lembra do que os pais estavam falando na sala: Daniel tinha tomado de vara. Se encolhe com a imagem. Por isso ele estava daquele jeito, devia ter chorado e chorado muito, os olhos estavam vermelhos e inchados.

Daniel finge que não nota os olhares, odeia que tenham dó dele. Passa por Derek como se ele não existisse. Mas mal dá dois passos e pára para respirar fundo. Sabe que os dois estão olhando, então se controla para não voltar a chorar. Fala consigo mesmo " Vai Daniel, você não é mole deste jeito!"

Antes de Derek entrar no banheiro, Dominic corre na frente, passa uma água no rosto, lava as mãos e sai deixando a base da pia molhada e a toalha enrolada sobre ela.

Derek entra no banheiro, balança a cabeça, sempre a mesma coisa... se não estivesse com tanta dor, corria atrás do moleque e fazia ele arrumar a bagunça.

Se olha no espelho, tirando a boca um pouco inchada, quase não dava pra notar que Daniel tinha metido porrada nele, visto as circunstâncias, ele até tinha se saído bem nessa. Mas quem ele queria enganar? Se não fosse o pai, ele nem sabe como estaria agora. Daniel teria destruído ele, na certa. Derek levanta a camiseta, precisava ganhar mais peso, mais musculatura, voltar a treinar direito. Se estivesse mais forte, não teria sentido tanto os socos, dobra o corpo, as costelas e o estomago doem, gira os braços, o direito parece que vai cair. Não entende, Daniel tinha só um ano a mais que ele,por que tinha que ser mais mais alto e mais forte? OK, ele sabia a resposta... apesar dos dois terem herdado a genética do pai, Daniel tinha aproveitado melhor dela, se alimentava bem, fazia exercícios, lutava...diariamente. Quem consegue fazer isso todo dia? Ninguém normal, ao certo. Ele fazia também se alimentava, razoavelmente bem e fazia exercícios, porém na marra. Quando era criança adorava tudo que era atividade física, as lutas então... Agora? Só ia na academia três vezes por semana e não pisava no tatame há mais de um mês! Só de pensar nisso o estomago aperta, quando o pai descobrir vai ser outro inferno. Lava o rosto para afastar o pensamento ruim.

Dominic saiu apressado do banheiro na intenção de falar com Daniel, precisava saber – Dan... eu ouvi o pai falando pra mãe que te bateu de vara...

Daniel vira os olhos – E...?

- Nada...

Daniel continua andando, se apoiando na parede em alguns trechos.

- Dói muito?

- Não... eu tô andando deste jeito porque eu tô sem pressa.

Dominic fica quieto, conhece o irmão, se continuar falando vai acabar levando uns tapas.

Daniel dá mais dois passos, pára – Você disse que ouviu eles conversando... Ele te pegou, não foi? Por isso você tava chorando...

- Eu não chorei, porra! Porque vocês ficam falando isso.

Daniel ri – Porque a gente te conhece bem?

- Ufffffffffff eu quase não chorei tá?

- Se você diz...

– Eu chorei só pra valorizar, mas nem doeu.

Daniel não aguenta, dá uma gargalhada – Só você mesmo pra me fazer rir numa hora dessas... Caraca... dói até pra rir, então os tapas do pai, não doem mais, é isso? rsrs

- EU VOU TER QUE IR BUSCAR OS TRÊS OU VOCÊS VÃO DESCER POR LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE?

Derek sai do banheiro no mesmo minuto, Dominic corre pra avisar que eles estavam descendo. Daniel respira fundo, o caminho até a sala nunca foi tão longo.

Quando chegam na sala de jantar, Daniel pára atrás da cadeira, olha pra a superfície de madeira, depois para o pai – Pai... eu posso comer na cozinha?

- Não.

- Então... posso comer de pé?

Steve cruza os braços – Oque você acha?

- Que não custa perguntar...?

- Sente Daniel e você também Derek.

Daniel não fala mais nada, pedir duas vezes, era o máximo que seu orgulho permitia. Senta devagar, mas no momento que a bunda toca a cadeira, apoia os cotovelos na mesa, baixa a cabeça entre as mãos e fica assim uns segundos respirando pesadamente.

Catherine olha para Steve de forma acusadora. Steve não mexe um musculo, começa a servir-se como se nada estivesse acontecendo

Derek percebe que a mãe esta do lado deles, aproveita – Eu não vou aguentar sentar, pai, eu levei duas surras seguidas...

- Você quer uma terceira, Derek?

Derek sussurra um "não senhor", mas ainda não senta.

- Eu não entendi.

- Não senhor (fala em voz mais alta puxando a cadeira para sentar)

- Então trate de sentar e pelo amor de Deus, vamos comer! Meu humor fica consideravelmente pior quando estou com fome.

Os três olham pra ele ao mesmo tempo, nem precisavam dizer nada.

Derek segura nas bordas da cadeira e vai soltando o peso do corpo devagar, geme quando encosta na cadeira, quer levantar, mas um olhar do pai, o mantem sentado.

Começam a almoçar em completo silencio. Catherine espera todos se servirem e entra em um assunto corriqueiro para amenizar o clima. Dominic vendo que o pai já perdeu aquele ar severo, arisca algumas brincadeiras, o faz rir.

Daniel observa calado, aproveita de sua fama de estar sempre com fome para manter a boca ocupada e não precisar falar. Está com dor, não tem a menor vontade de socializar, mesmo assim a mãe insiste em coloca-lo no assunto ou em fazer alguma pergunta direta, coisa que ele não pode deixar de responder, nem que seja com monossílabos. Derek por sua vez, não está conseguindo comer, não tem o menor pudor em admitir que não é forte como Daniel para a dor. Pra ele tudo está péssimo, a cadeira, a comida, a conversa, não tem o menor apetite. Quando a mãe fala com ele, o máximo que faz é olhar, balançar a cabeça. Obvio que recebe alguns olhares vorazes do pai por isso. Um a um, vai terminando, inclusive a sobremesa e ele ainda estava com a comida no prato.

- Derek, coma pelo menos o assado que você tanto gosta. (Catherine fala carinhosa)

Derek não responde, olha para o pai, preocupado.

Steve pára de comer a sobremesa, não diz nada, só aponta para o prato com a cabeça, Derek pega o garfo, corta um pedaço pequeno da carne. Steve limpa a garganta, Derek acrescenta alguns grãos de arroz com feijão , leva a boca e mastiga como se estivesse comendo pedras.

- Steve, ele não está conseguindo comer... talvez se ele ficar de pé...

- Ele vai comer como todos! Não vai Derek?

- Mas eu já comi pai... tô sem fome

- Ah está? Bom, que tal um incentivo pra abrir seu apetite (Afasta a cadeira, Derek arregala os olhos enquanto assiste o pai tirar o cinto)

– Eu vou comer pai, eu vou comer

Steve deixa o cinto dobrado sobre a mesa. Catherine pede licença e sai da mesa, sabe que Derek fica ainda mais manhoso quando ela está por perto e como Steve já estava sem paciência...

Derek trata de comer com mais afinco. Faltando apenas algumas garfadas, olha novamente para o pai – Posso deixar só isso, pai? Meu estomago tá muito cheio...

- Está bem Derek, eu decididamente não quero me aborrecer mais com você. A noite você vai jantar melhor, entendido? Ou já sabe, não vai ter conversa... (coloca a mão sobre o cinto)

Derek concorda rápido.

Daniel já tinha terminado há algum tempo, mas como a regra é ficar na mesa até todos terminarem...fica esperando Derek acabar. Se fosse um dia "normal" ele até pediria para sair da mesa antes, mas hoje, todo cuidado era pouco.

– Pai, eu posso sair da mesa agora?

Steve concorda com um movimento de cabeça. Dominic só olha pra ele e é liberado também.

- Derek você tira a mesa.

Derek abre a boca pra protestar, Steve estreita os olhos, imediatamente ele fica mudo.

- Daniel, espera, eu quero falar com você. (Fala dando a ultima colherada em sua salada de frutas)

Dominic olha pro irmão, depois para Derek, resolve sair de cena, recolhe os pratos, leva pra cozinha, volta para pegar mais, Steve segura no pulso dele – Valeu, campeão, mas agora deixa seu irmão fazer o resto, OK?

- Tá bom pai... desculpa... eu só

- Eu sei, não fiquei bravo com você, aprecio sua solidariedade. Agora vai descansar um pouco... tipo uma hora, uma hora e meia e começamos aquela maratona que você me propôs, oque você acha? (termina a frase com uma piscada e um sorriso)

- Sério? Oba!

Daniel de pé apoiado na parede, sorri quando vê a alegria de Dominic, mas logo lembra da situação dele, oque ele teria feito agora, para o pai querer "falar" com ele?

Steve limpa a boca com o guardanapo, levanta da mesa e começa andar para a sala, passa por Daniel – Vamos? (E já vai subindo as escadas)

Daniel olha em volta, só tem Derek na sala. Cadê a mãe quando ele precisa dela?

Derek fala sem pensar - Oque ele quer agora?

Daniel está andando para a escada, nem vira para olhar pra ele - Faz um favor pra nós dois? Não fala comigo, tipo pra sempre, pode ser?

Derek fica mudo, agora sim era oficial, o irmão o odiava, pega o que resta na mesa e vai para cozinha se sentindo a merda do casco do cavalo.

Steve aparece na ponta da escada – Daniel?

- Eu tô subindo, pai. (respira fundo, ignora a dor e sobe as escadas Chega na parte de cima, o pai o esta esperando na porta do quarto dele.

- Vamos Daniel, eu tenho outros planos pro resto do dia.

Daniel entra e logo procura ir pra mais longe possível do pai – Oque eu fiz agora?

Steve vira os olhos – Nada, você não fez nada. Se você colaborar, vai ser rápido. Tire a bermuda, vire e baixe a cueca para...

Daniel arregala os olhos, engole a seco - Mas o senhor acabou de dizer que eu não fiz nada!

- Calma Daniel, eu só quero ver se não te machuquei...

Daniel dá um passo pra trás, segura a bermuda com as duas mãos - Não tem nada pra olhar, eu já olhei no espelho, não tem machucado nenhum. Só tá doendo pra cara...ca.

- Eu não te entendo, que vergonha é esta agora? Eu estou cansado de brigar com você pra você não andar pelado pela casa. Faz oque eu pedi, por favor.

- Mas não é necessário! Eu não quero que

Steve puxa ele pelo cós da bermuda - Eu estou falando com você com a maior calma do mundo, Daniel, mas não abuse, OK? Você vai tirar, ou quer que eu tire? O resultado vai ser o mesmo.

Daniel, respira fundo, balança a cabeça contrariado, abre o botão da bermuda, desce o zíper, vira devagar e desce a bermuda com a cueca – Feliz?

Steve dá uma palmada na bunda dele, Daniel cobre a bunda com as duas mãos – PORRA PAI!

– Olha essa boca! Tem mais de onde veio esta, você quer?

Daniel olha pra ele de cara feia, mas não responde nada, vira pra frente, cruza os braços.

Steve respira fundo, conta até mil, senta na cama, observa os vergões que a vara deixou... de fato não havia nenhum corte, mas com certeza alguns lugares ficariam roxos.

- Pode vestir a roupa.

Daniel sobe a cueca devagar para não pegar na bunda, chuta a bermuda pra cima da cadeira.

- Ahhh agora você não se importar em ficar sem roupa?

- É diferente...

- Tá certo, eu entendo.

Daniel olha pra ele de rabo de olho – Entende? Então porque me bateu?

- Você diz aquela palmada? (Ri, balançando a cabeça) Se você obedecesse sem impertinências não a teria levado, Daniel. E tenho certeza que não doeu tanto assim também.

- Claro que doeu! O senhor acabou comigo hoje... Não tem um musculo que não esteja doendo.

- Que bom, assim você pensa duas vezes antes de perder o controle e sair socando seus irmãos.

- Eu nunca soquei o Dominic, pai.

- E acho bom isso NUNCA acontecer. E nem o Derek, nos entendemos neste ponto, certo?

Daniel tem que se segurar para não virar os olhos.

- Daniel?

- Não posso prometer nada, não consigo prever o futuro.

Steve passa a mão no rosto – Eu não acredito que você tem a cara de pau de me falar isso depois da surra de vara que eu acabei de te dar. Será que preciso te dar outra pra colocar um pouco de juízo nesta sua cabeça?

- Não! Não, pai, não precisa, pelo amor de Deus. Eu só fui sincero. ... O senhor tá exigindo demais de mim... ele acabou de fazer uma puta sacanagem comigo, eu não vou bater nele, mas nem raiva eu posso sentir? É pedir demais.

Steve pensa uns segundos, aí começa andar pra fora do quarto, Daniel abraça a cabeça, sente a garganta doer de vontade de chorar – Não pai, não vai buscar a vara...

Steve pára na porta, franze a testa , volta, Daniel já tem lágrimas nos olhos – Hey campeão, o que é isso, hein? (Puxa Daniel num abraço) Eu não ia buscar nada, desculpa se fiz você entender assim... respira, isso, de novo... Olhe pra mim, eu prometo que só vou usar a vara para assuntos extremos, OK? Não quero que você tenha medo de falar comigo, você pode falar sobre oque quiser, com respeito, claro. Eu vou ouvir e mesmo que não goste, não vou te bater sem um bom motivo, muito menos com a vara. Ou eu já fiz isso?

- Não senhor... eu não consegui controlar... desculpa... ... eu não sou assim mole.

- Pára com isso, filho. Eu não vou te recriminar se você chorar. Comigo você não precisa ser durão, lembra? Eu já te falei que sei o quanto dói. Imagina, depois de uma surra de vara, eu chorava horas e só do seu avô olhar pra mim, meus olhos já enchiam de lágrimas.

Daniel ri, ainda tirando as lágrimas do rosto – É mentira... o vô fala que o senhor sempre foi cheio de marra, apanhava e não chorava.

- Ah agora ele acha isso bom? Apanhei muito por causa desta marra, te garanto. E isso de não chorar... acho que eu já tinha uns 18 e mesmo assim só não chorava na frente dele, porque ele ficava muito mais bravo se a gente fizesse escândalo.

- Tipo os que o Derek faz?

- Mais ou menos... (fica pensativo) Derek na mão dele teria morrido.

- Ou aprendido a não ser tão maricas.

- Daniel...

- Tá bom... sensível.

Steve não aguenta, cai na risada, depois mesmo sorrindo, fala mais sério – Sem tirar sarro dele por isso, certo? Cada um é de um jeito.

- Vou tentar...

Steve ergue uma sobrancelha – Tente com vontade. Agora, espere aqui, eu já volto.

Daniel balança a cabeça que sim, mas ainda sem entender.