No dia seguinte, os gêmeos ainda estavam furiosos com Hermione, Hydra decidiu usar o tempo livre que tinha antes da aula de Alquimia para escrever a carta para a sua mãe, fez várias tentativas até finalmente uma lhe agradou.
"Querida mamãe,
Eu sei que não deve estar muito contente comigo agora, mas eu preciso que me entenda, eu e Peter ficamos noivos durante o verão depois que sai de casa, foi uma surpresa muito grande para mim, não era algo exatamente que eu planejava que acontecesse agora e muito menos algo que eu planejasse não lhe contar.
Eu quero muito que você faça parte do meu casamento, da minha vida, eu não deixei e nem nunca vou deixar de ser sua filha apesar de tudo, só tente entender o meu lado, tente pensar em tudo que já passei nessa casa, tudo o que você deixou acontecer e tudo que eu não concordo que esteja acontecendo, pense mamãe, por favor, eu nunca deixei de te amar, mas eu escolhi um rumo muito diferente do seu e eu sei que isso não lhe agrada.
Eu quero que saiba que eu ia lhe contar sobre o casamento por carta, eu queria somente encontrar as palavras, eu nunca planejei um grande segredo sobre isso. Eu ainda não sei quando será ou aonde será, mas eu quero que você saiba que quero muito que você esteja lá quando isso acontecer.
Com amor,
Sua filha,
Hydra B Malffoy"
Hydra subiu até o corujal e enviou por Lydra a carta, não sabia bem o que fazer ou como sua mãe iria reagir, mas sentiu que fizera pelo menos a sua parte em tudo isso. Mas acabou pensando que além de Narcisa, Draco também não havia sido avisado sobre o noivado, queria contar para ele antes que outra pessoa contasse desceu então decidida a contar tudo quando o encontrasse.
- Eu nunca recebi tanto dever de casa na minha vida, nem mesmo no quinto ano! – Disse Hydra para Angelina e Alicia na Biblioteca um dia depois das aulas.
- Pois é, mas acho que com os N.I.E.M.s esse ano letivo, nem da para ser diferente – Disse Alicia
Angelina não respondeu nada e parecia muito emburrada encarando um canto da parende ao invés de escrever em seu papel.
- O que houve Angelina? – Perguntou Hydra
- O Harry, você acredita que ele arranjou uma detenção com a Umbridge bem na sexta-feira? No dia dos testes? É como se ele não tivesse consideração nenhuma pelo time! – Disse ela furiosa.
- Angelina, ele não está de detenção porque quer, ele com certeza iria querer ir para os testes, você acha que não? – Disse Hydra
- Eu também acho Angelina, da um desconto para o menino, ta parecendo até o Olívio... – Disse Alicia e Angelina pareceu ficar mais furiosa.
- Quer saber? Ele tinha razão! Agora eu vejo que tinha, além disso, o Harry não precisava ter provocado a Umbridge e ter arranjado uma detenção e Hydra, você também não pode falar nada, ao invés de me ajudar e ser nossa goleira, fica ai planejando casamento...
- Angelina, eu nem toquei em nada do casamento ainda, eu estou aqui estudando, eu tenho N.I.E.M.s e eu preciso ir bem, você não entende isso? Pelo amor de Deus! – Disse Hydra, furiosa, pensando que talvez Fred e Jorge tenham razão e mais uma briga pudesse ocorrer esse ano.
- Eu entendo que você quer me deixar na mão...
- PAREM! – Gritou Alicia (a Bibliotecária dessa vez quem ficou furiosa e pediu silêncio) – É sério, vocês são amigas, não vão brigar agora, vão? De novo? É nosso último ano juntas, é sério! Não quero vocês brigando, parem AGORA!
Angelina ficou emburrada, Hydra que geralmente não gostava de dar o braço a torcer decidiu falar.
- Tem razão, Angelina, me desculpe, eu já disse que vou lhe ajudar com tudo que for preciso, eu vou te ajudar até a treinar o novo goleiro, te prometo, só não posso me comprometer com o time, ok?
- Ok... Eu acho... – Disse Angelina
Na Quinta-feira, Hydra estava tendo sua aula de transfiguração.
- Feitiço Enjaulius, alguém sabe do que se trata? – Perguntou a Professora Minerva para a turma.
Hydra e Rita levantaram a mão, a Professora apontou para Rita.
- Feitiço Conjurador de Jaula – Respondeu ela
- Muito bem, cinco pontos para a Grifinória – Disse a Professora – Esse feitiço faz com que seja possível conjurar uma jaula que prende apenas animais mágicos, e, já em seu interior, os impede de utilizar qualquer habilidade extraordinária.
Minerva olhou para ver se a turma estava prestando atenção.
- Tenho aqui um Bowltruckle – Disse a Professora revelando um pequeno guardião feito de gravetos ou folhas, como uma minúscula árvore – Eu irei primeiro ensinar o feitiço e depois irei pedir para que cada um tente conjurar a jaula ao seu redor – De novo ela olhou ao redor da turma – Primeiro peguem a varinha, segurem firme, isso – Disse vendo como cada um fazia – Vocês irão girar três vezes e dizer "Enjaulius".
A turma toda fez, mas nada aconteceu, Minerva então explicou que precisava ter firmeza e apontar para o animal, cada pessoa teve direito a uma tentativa, apesar de apenas cinco pessoas em toda classe conseguirem conjurar de fato a jaula, mas apenas de forma parcial, incluindo Hydra, então a Professora mandou que estudassem e praticassem o feitiço para a próxima aula.
- Senhorita Malfoy – Disse a Professora no final da aula – Eu gostaria por favor que às nove horas a senhorita me encontrasse na entrada do escritório do Professora Dumbledore, creio que lembre aonde fica.
Hydra a olhou com os olhos arregalados, o que ela e Dumbledore queriam com Hydra? Teria acontecido alguma coisa que ela não sabe?
- Sim, professora, mas aconteceu algo? – Perguntou Hydra preocupada.
- Não, mas o Professor precisa falar com a Senhorita, por favor, sem atrasos – Disse a Professora.
Hydra passou o dia inteiro intrigada com o ocorrido.
- Vai ver ela quer saber se você viu algo em sua casa – Disse Jorge durante o jantar.
- É, pode ser – Respondeu Hydra – Mas por que ele não me disse isso na casa? Ele esteve lá, não esteve?
- Pouquíssimas vezes, vimos muito mais o Snape do que ele lá – Respondeu Fred tomando um pouco de sopa
- Snape? Snape esteve na casa? – Perguntou Hydra espantada
- Você não sabia? – Perguntou Fred baixinho e como se tivesse falado algo muito óbvio (e aparentemente deveria ser) – Ele faz parte da ordem também.
- Não, eu não sabia – Disse Hydra espantada olhando para o Professor que estava sentado na mesa dos professores conversando com Mcgonagall.
- Pois é, vários professores na verdade, a Mcgonagall também far parte, acho que Dumbledore deve arranjar isso – Disse Jorge
- Sim, provavelmente sim, eu só realmente não sabia, não passei tanto tempo lá quanto vocês – Disse Hydra ainda olhando para a mesa dos professores.
Hydra seguiu pouco antes das nove para o escritório onde estivera três anos antes, chegou até a gárgula de pedra que guardava o aposento e encontrou a Professora Mcgonagall a espera dela.
- A, senhorita Malfoy, bem a tempo – Disse ela séria, porém de bom humor, então ela se virou para a gárgula e disse - Delícia Gasosa.
A gárgula ganhou vida e saltou para o lado; a parede atrás se dividiu em duas e revelou uma escada de pedra que se movia continuamente para o alto, como uma escada rolante em espiral, as duas subiram, a porta se fechou com um baque surdo e eles subiram em círculos fechados até alcançar uma porta de carvalho excepcionalmente lustrosa com uma maçaneta de latão em forma de grifo.
A Prof a McGonagall bateu três vezes com a aldrava em forma de grifo, a porta se abriu sozinha e a professora entrou com Hydra.
A sala estava mergulhada em sombras; os estranhos instrumentos sobre as mesas estavam zumbindo e expelindo baforadas de fumaça; Os antigos diretores e diretoras nos retratos que cobriam as paredes dormiam contidos em suas molduras. Atrás da porta, um magnífico pássaro vermelho e dourado do tamanho de um cisne cochilava no poleiro com a cabeça sob uma das asas.
Dumbledore estava sentado em uma cadeira de espaldar alto, à escrivaninha; inclinou-se para o círculo de luz das velas que iluminavam os papéis à sua frente.
- A, senhorita Malfoy – Disse ele muito simpático com sua veste roxa quase cintilante – Por favor, sente-se.
Hydra se sentou em uma cadeira na frente de sua escrivaninha, a Professora Mcgonagall se sentou ao seu lado e para sua suspresa, o Professor Snape que até então ela não tinha notado a presença na sala do outro
- Professor, aconteceu alguma coisa? São os meus pais? – Perguntou Hydra agitada e nervosa, realmente não costumava subir até o escritório do diretor, especialmente para coisas boas.
- Calma, calma – Disse Dumbledore dando uma risada bondosa.
Novas batidas na porta surgiram, entrou então Kingsley Shacklebolt a quem Hydra conheceu na ordem.
- Boa-noite Professor Dumbledore, Snape, senhoritas... – Disse ele acenando a cabeça para todos parecendo também muito simpático e Hydra cada vez mais confusa.
- A Shacklebolt, por favor, por favor, sente-se – Disse Dumbledore apontando para uma cadeira vazia ao lado de Snape que não parecia satisfeito com nada.
- O que está acontecendo? – Disse Hydra nervosa não conseguindo se controlar.
- Bem, senhorita Malfoy, acho que já a assutamos o suficiente – Sorriu Dumbledore – Posso oferecer algo para algum de vocês? – Perguntou ele e todos negaram, Hydra ficava cada vez mais impaciente.
- Bom então, continuou ele, Senhorita Malfoy, o Professora Snape trouxe ao meu conhecimento alguns anos atrás que a Senhorita tem uma aptidão extraordinária para Poções, é verdade?
- Sim, eu acho... – Disse Hydra ainda sem entender nada olhando para o Professor Snape que não retribuía o olhar e olhava apenas para frente.
- Ele disse também que lhe ofereceu aulas particulares, das quais a Senhorita tem tido muito êxito e também aprendido algumas coisas a mais, como a arte da Oclumência, está correto? – Perguntou Dumbledore muito calmo de novo. Será que era isso? Será que ele estava irritado que o Professor Snape ensinou Oclumência para Hydra?
- Sim Professor, mas eu que pedi, o Professor Snape não tem culpa de nada – Disse ela meio desesperada.
- Calma, calma – Disse Dumbledore de novo dando uma risada simpática – Não estamos lhe julgando por isso, Severo me informou de cada passo e eu é claro concordei, acho importante os jovens se prepararem para o pior, é claro... Ainda mais em seu caso, estando em uma casa cheia de pessoas ruins...
Hydra se sentiu levemente sem graça e corando.
- Mas também não é disso que queremos falar – Disse Dumbledore como se lendo seus pensamentos – Senhorita Malfoy, é de meu entender que sua ambição depois de Hogwarts é se tornar uma Mestre em poções? – Perguntou ele esperando algum tipo de confirmação e Hydra deu depois de alguns segundos pensando no que poderia estar acontecendo de verdade.
- Sim, sim Professor Dumbledore – Respondeu ela ainda olhando para os lados para ver se tinha alguma pista.
- Pois bem, como a Senhorita sabe, todos nós aqui e seu noivo e futuros sogros fazemos parte de uma ordem, uma ordem que visa combater Voldemort (Hydra tremeu com a menção do nome).
- Sim, eu sei disso – Respondeu ela.
- E é de meu entendimento que a Senhorita queira ingressar na ordem depois de acabado seu ano letivo, certo também? – Perguntou calmamente Dumbledore.
- Sim, correto, eu com certeza quero, gostaria até antes se fosse possível – A Professora Mcgonagall bufou de leve.
- Isso não é possível de fato – Disse Dumbledore – Mas, temos que lhe falar que caso concorde em entrar na ordem, muitas responsabilidades virão, muitos sacrifícios...
- Eu sei disso Professor, quero entrar mesmo assim, eu quero fazer parte disso, tenho certeza absoluta do que estou falando – Disse ela decidida.
- Muito bem, muito bem, então Senhorita Malfoy, o primeiro desses sacrifícios será pedido já agora, será que estaria disposta a fazê-lo? – Perguntou de novo calmamente Dumbledore. Hydra olhou espantada e por um segundo o ar parecia ter deixado seus pulmões, o que Dumbledore iria querer dela? Seria espionar sua família? Seria voltar para casa?
- Senhorita Malfoy? – Perguntou ele vendo o silêncio e o rosto reflexivo de Hydra.
- Sim, Professor, seja o que for, eu faço... – Respondeu Hydra sem ter muita certeza, mas sabendo que tudo valeria a pena para um fim importante e em comum.
- Muito bem, coragem, uma bela qualidade em uma mocinha, especialmente na Grifinória – Respondeu Dumbledore sorridente – Mas não se preocupe, não é nada para agora, Shacklebolt irá lhe explicar melhor.
Hydra olhou para o bruxo que sentada quieto ao lado de Snape e que se virou sorrindo para ela e começou a falar.
- O nome de seu pai, Lúcio Malfoy é muito grande no ministério, tem um grande peso como você sabe... – Disse ele
- Sim, eu sei, infelizmente... – Respondeu Hydra, corando sem graça.
- Não é do conhecimento de ninguém lá dentro a sua disputa com seu pai ou até mesmo que saiu de casa, temos poucos bruxos na ordem de fato envolvidos no ministério e quem sabe no futuro o que possa acontecer, talvez sejamos ainda menos... – Disse ele meio melancólico.
- Mas como eu posso ajudar nisso? – Perguntou Hydra – Meu pai não me confidencia muitas coisas, nunca confidenciou, somente ao Draco na verdade...
- Não é isso que queremos – Disse Shacklebolt interrompendo gentilmente – Queremos usar esse nome do seu pai para que possamos ter mais uma bruxa no Ministério em breve e que esteja ao nosso lado...
- Quem? – Perguntou Hydra espantada.
- A Senhorita... – Respondeu Shacklebolt
- Mas como? - Perguntou Hydra, quase levantando da cadeira com o susto da informação.
- Gostaríamos que a Senhorita entrasse para o Ministério após a sua formatura – Disse Dumbledore – Em nome da ordem, adiaria um pouco os seus planos de ser uma mestre em poções, mas nos ajudaria muito, é de nosso conhecimento que Fudge não recusaria uma Malfoy lá dentro, inclusive dando um cargo de confiança – Disse Dumbledore.
- Mas eu ano que vem não serei mais Malfoy... – Disse Hydra pensando se teria que adiar o casamento.
- Isso não é um problema – Respondeu Shacklebolt – Sendo filha de Lúcio Malfoy já é mais do que o suficiente, se a Senhorita aceitar, iremos arrumar uma reunião com Fudge nas férias de Natal para um possível estágio rápido com possibilidades de contratação depois do ano letivo, temos certeza que ele iria aceitar no mesmo momento.
- Então eu teria que trabalhar com o Fudge? – Perguntou Hydra ainda tentando assimilar aquilo tudo.
- Sim, Senhorita Malfoy, mas apenas se quiser – Disse Dumbledore – É muito para se pedir de uma jovem, eu sei, mas precisaríamos que você ao menos fingisse lá dentro se dar bem com seus pais e aceitasse tudo que o Ministério pedisse.
- Mas o Percy, o Percy sabe de tudo, ele não iria contar? – Perguntou Hydra
- Não se preocupe – Disse Shacklebolt – Eu tenho tudo planejado quanto a isso, Fudge não saberá de nada sobre seu envolvimento com a ordem mesmo que o Senhor Weasley diga ao contrário – Disse ele um pouco desgostoso.
- O Senhor Shafiq filho está envolvido nisso também, Fudge irá acreditar que assim como Percy, a Senhorita será uma forte aliada para descobrir todos nossos planos já que tem proximidade com os membros, mas assim como o Senhor Weasley, sua suposta forte ambição superaria isso – Disse Dumbledore
- Então eu tenho que fingir? – Disse Hydra – Fingir querer ser um membro do Ministério mais do que tudo?
- Exatamente – Disse Dumbledore – O Professor Snape concordou em lhe dar aulas de habilidades que lhe serão uteis lá dentro– Disse Dumbledore
- Eu também irei lhe ajudar sobre como agir no Ministério para que ninguém perceba nada – Disse Shacklebolt – Garanto que pode funcionar muito bem.
- Lembrem-se Malfoy, isso tudo não é uma obrigação, você tem o direito de dizer não, de seguir o seu sonho de ser mestre de poções longe de tudo isso... – Disse a Professora Mcgonagall pela primeira vez parecendo um pouco desesperada.
- Não, eu quero, eu quero ajudar, eu estou dentro, eu topo com certeza, o que eu preciso fazer? Mais alguma aula de N.I.E.M.
Dumbledore e Shacklebolt riram.
- Calma, tudo a seu tempo Senhorita Malfoy – Disse Dumbledore – As aulas que a Senhorita está fazendo já são mais do que o suficiente para lhe garantir uma boa posição no Ministério, assim como suas boas notas que creio que irão prosseguir até os exames – Disse ele sorrindo e olhando bondosamente para Hydra – Só pedimos que mantenha tudo isso em segredo e que se esforce o máximo para manter esse bom padrão de notas no final do semestre.
- Segredo de todos? Ou quem está envolvido com a ordem pode saber? – Perguntou Hydra.
- Se quer saber se pode aos jovens Senhores Weasley – Disse Dumbledore – A resposta é sim, só peço que não conte para mais ninguém além deles, os membros atuais da ordem, incluindo o jovem Senhor Macmillan e seus pais já sabem de tudo, souberam hoje, assim como a Senhora Weasley, que, me fez prometer que lhe diria que ela acha tudo isso "um grande absurdo e você não deveria aceitar" – Disse ele, citando a Sra. Weasley, Hydra conseguia imaginar ela falando essas paalvras de verdade, pelo jeito que ele a citava- Os de fora peço que apenas os jovens gêmeos Weasleys saibam, como são sua maior companhia, por favor – Disse Dumbledore gentilmente olhando para Hydra.
- Tudo bem Professor, sem problemas.
- Você pode contar aos seus demais amigos que planeja ir para o Ministério, mas não que isso não tenha sido ideia sua, compreendido? – Disse Dumbledore.
- Claro, sem problemas Professor – Tentou dizer sorrindo Hydra, mas estava nervosa demais para isso.
- Muito bem, está resolvido, só preferimos lhe contar agora para que pudesse fazer suas preparações – Disse Dumbledore – Não quero é claro que deixe sua vocação para poções em segundo plano e que continue estudando com vigor a mesma, esperamos que um dia muito em breve tudo seja resolvido e a Senhorita possa de verdade trabalhar com o que sempre quis.
- O Professor Dumbledore concordou que nos encontremos aqui em Hogwarts para discutir assuntos do Ministério e como melhor se infiltrar nele, se estiver de acordo com a Senhorita – Disse Shacklebolt
- Sim, estou de acordo – Disse Hydra
- Excelente – Disse o Professor Dumbledore – Então combinaremos um dia e lhe diremos, agora já é tarde e a Senhorita precisa ir para a cama.
Hydra se levantou e se despediu de cada um na sala que continuaram aonde estavam, desceu então correndo as escadas e mais rápido ainda foi até a sala comunal da Grifinória.
- Senha? – Perguntou a mulher gorda quando Hydra chegou sem nem perceber que já estava ali.
- Mimbulus – Disse Hydra nervosa com o coração palpitando.
O retrato se afastou e ela entrou pelo buraco, a sala comunal estava quase vazia, mas Fred e Jorge se encontravam com um número de alunos do primeiro ano ao seu redor dando novos produtos para que eles testassem.
- É seguro, testamos em nós mesmos – Dizia Fred para um menino magrinho que parecia muito assustado.
- Meninos, eu preciso falar com vocês – Disse Hydra ainda nervosa. Eles notaram seu nervosismo já que olharam espantados.
- Mas nós não estamos fazendo nada de errado, Monitora Chefe – Disse Jorge um pouco chateado.
- Não é sobre isso – Disse Hydra
- Ok... Então amanhã na mesma hora aqui, ok? Iremos testar novos produtos – Disse Fred para o grupo que se dispersou e então eles seguiram com ela para uma poltrona no canto da sala perto da lareira.
Hydra contou absolutamente tudo que conseguia lembrar com detalhes sobre o ocorrido na sala do Dumbledore, o queixo de Fred e Jorge caiam com cada frase.
- Mas isso não é justo, por que você pode ajudar a ordem já e nós não? – Disse Jorge
- Eu não vou ajudar já, só ano que vem, eu só vou me preparar – Disse Hydra
- Mas nós também queremos nos preparar – Disseram os dois juntos.
- Vocês podem se preparar aprendendo feitiços, o que eu sei que é difícil com aquela maluca da Umbridge, mas podemos pelo menos tentar – Disse Hydra
- Por que você não nos ensina Oclumência? – Perguntou Jorge
- Porque eu preciso saber como invadir a mente de vocês para testar se vocês conseguem bloquear, mas não se preocupe, eu vou pedir para o Professor Snape me ensinar isso esse ano, ai vou poder ensinar a vocês – Disse Hydra baixinho.
- Ok, mas de qualquer maneira Hydra, será que você está preparada para isso? – Perguntou Jorge
- Eu não sei, mas eu tenho um ano para estar, eu preciso estar...
- Você vai abrir mão do seu sonho de ser mestre de poções mesmo? – Perguntou Fred.
- Por enquanto, por um bem maior, por que não? Não é nada torturante não trabalhar com poções por um tempo, da para fazer, além disso, tem muitas coisas legais no Ministério -Disse Hydra.
Hydra subiu para o quarto e pegou seu espelho no malão, todas suas amigas dormiam, ela então desceu de novo para a sala comunal que estava agora vazia e tentou chamar por Peter, durante três vezes ela viu apenas a parede da casa de Peter, Hydra sabia que ele não estava por perto, então depois de meia hora tentou novamente e finalmente Peter apareceu.
- O que houve? – Perguntou ele – Tentei te chamar na hora combinada mas você não estava.
- Eu sei, eu estava na sala do Professor Dumbledore... – Disse ela
- A, então ele já lhe contou... – Peter se sentou na cama e parecia um pouco pálido.
- Sim e ele também disse que você e seus pais só souberam hoje de tudo.
- Hydra, eu não sei se concordo com isso, é claro que a decisão é sua e só você pode tomar, mas eu tenho medo e se alguém descobre?
- Peter, a ordem é feita para se lutar contra Você-sabe-quem, não se esconder do perigo, eu vou sim fazer o que me pediram, acho ainda muito pouco, nós temos que estar preparados para o momento que precisarmos de fato lutar, fisicamente... – Disse Hydra
- Eu sei, você tem razão, eu só me preocupo, além disso você não vai poder trabalhar com poções como sempre quis...
- Eu sei, mas eu posso continuar minhas experiências em casa, vai valer a pena Peter, eu sei que vai, além disso, é ok esperar por um tempo para trabalhar com poções...
- Ok, meu amor, eu vou te apoiar em tudo que você quiser, você sabe disso, certo? – Perguntou Peter.
- Eu sei disso e isso me consola e ajuda muito, acredite...
