Título: E O FUTURO NÃO VEIO
Autor: Diadorim
Beta: Sem beta.
Personagens: Harry Potter, Ava, Sirius, Remus, Tonks e grande elenco! rs
Resumo: Harry tem uma madrinha e sente que, finalmente, terá um lar. Mas há muitos obstáculos no caminho desta misteriosa bruxa.
Disclaimer: Apenas Ava Wezen Sheppard é criação minha. De resto, infelizmente, é da Rowling!!! FIC SEM FINS LUCRATIVOS! Apenas fins puramente divertidos... rs
Notas: é minha primeira fic...
"Não queira ser bravo,
quando basta ser inteligente."
P.C.
Cap.10 – O Interrogatório
Ava não conseguiu dormir aquela noite. Várias vezes acionou a conexão com Sirius, para desabafar. Ela estava um pouco inquieta, apesar de negar para si mesma. "Deve ser indisposição", pensou. Uma pergunta não saía de sua cabeça: teria que contar a verdade ao Ministério e ao mundo? A verdade de sua condição? O aguardado interrogatório finalmente tinha chegado. Ela não recebera ainda a coruja com a convocação oficial, mas sabia que era questão de dias.
Dumbledore não estava no castelo desde a última vez que tinha falado com ele junto com McGonagall. Como precisava de um conselho naquele momento!
Ela tinha levantado de sua cama e caminhado até a varanda. O ar estava fresco, uma brisa suave caminhava inconstante por Hogwarts. "Eu preciso é me libertar logo dele!" Ela toca em seu colar, cujo pingente era uma chave. "Não posso esperar que alguém veja comigo a biblioteca, preciso procurar mais." Ela sabia que era perigoso investigar sozinha o local sem um bruxo ao lado, pois não conhecia todas as armadilhas que a biblioteca poderia ainda esconder.
Por um breve momento ela hesita, mas resolve arriscar. Vai até seu quarto e entoa o poema mágico, abrindo a porta, que se materializou a sua frente, com a chave pingente.
A biblioteca continua do mesmo jeito que tinha deixado, com alguns livros sob a mesa, algumas prateleiras remexidas. E nenhum espaço vago entre os livros. "Cresceu mais? Merlim, até quando? Quantos livros são no total?" Pasma, ela percorre um corredor, observando os volumes antigos distribuídos nas estantes. Retira alguns ao acaso e os leva a mesa, lendo o primeiro da pilha: "Somnium: portal de outro mundo", que tinha bem mais de oitocentas páginas e cheirava a mofo. Era escrito a mão, com uma letra trabalhada, e tinha algumas iluminuras, muitas destas com personagens simpáticos que lhe sorriam, sobretudo um galante senhor com uma pena numa mão e em outra um manuscrito.
O livro debaixo era bem menor, com capa negra e letras em prata: "Feitiços sob a lua". Ava imediatamente se interessou. "Será que há algo pra ajudar o Moony?". Ela folheia o livro, que continha receitas de poções para diversas utilidades: de conquistar o amado a crescer cabelo, passando por mudar a cor de um olho só (!!!!) e combater gnomos carnívoros. "Urgh!"
"Há centenas e centenas de livros... talvez bem mais. Preciso de ajuda urgente. Será que Dumbledore não permitiria que Sirius e Remus viessem aqui? Não... não a Sirius. Talvez só Remus. Mas seria estranho se um homem viesse aos meus aposentos toda noite." A bruxa bufou chateada. "Hum... será que Tonks viria junto? Aí não seria muito estranho. Só atiçaria a curiosidade de Hogwarts..." E esse era um grande problema: atrair mais atenção para si.
Uma pessoa apareceu em sua mente, uma pessoa inteligente que certamente seria uma grande ajuda. "Nunca!"
Ela se levanta, deixando os livros em cima da mesa e sai do portal muito irritada. "Droga, ele nunca. Aquele traidor..." Snape era uma opção viável, porém Ava não tinha nenhuma confiança nele. "Mas ele é da Ordem e tenho certeza que Dumbledore contou a ele como acionar a biblioteca oculta. Não deve ser nenhum segredo."
Ava tranca a porta, que desaparece diante dela. "Certamente ele contará todos os segredos para Voldemort, aquele canalha..." ela franze o cenho. "Não! Ele não trairia assim... Dumbledore confia nele. Snape não deve ser mais... tão ruim." Ela tira seu robe e deita debaixo das cobertas, dizendo "Nox". "Não, ninguém muda tanto. Apesar que... na escola ele era ótimo. Meu amigo sisudo." Um sorriso aparece em seu rosto por alguns segundos. Ao perceber, Ava balança a cabeça. "Chato, mau humorado... Como eu pude ter sido amiga dele?" Ela puxa o cobertor até ficar totalmente coberta. "Não quero mais pensar nisso, quero dormir!! Dormir... dormir... Ava, se concentre e ordene a si mesma um bom sono. Vamos lá: sono, eu vou ter sono e dormir!"
Alguns minutos depois a bruxa se levanta impaciente e vai até a saleta, onde tinha a mesa um bolinho que tinha sobrado. "Nada como um bolinho para dar sono..." e ela come o pedaço, lambendo os dedos com chocolate. "Hum... mas quem disse que dava sono? Oh, acho que trapaceei a mim mesma! Isso que é fundo do poço, Ava Sheppard!"
Ela retorna a sua cama, se cobrindo inteiramente, vendo somente o escuro a sua frente. "Sem luzinhas desta vez!" – ordenou a si mesma, lembrando-se da sua infância. "Sirius vai me matar se eu chamá-lo de novo. Pela quinta vez..." Ela se vira para outro lado. "Mas Snape é chato mesmo, sempre foi. E traidor." Ela observa o nada a sua frente e percebe uma mudança em seu coração. "Mas ele tem razão... a Lily o perdoaria, com certeza." Ava suspira e, de olhos bem fechados, várias imagens de sua amiga apareceram em sua mente.
"-Ava, vamos até o lago! Sev está lá! – e a garota de olhos muito verdes lhe sorri, pegando em sua mão e a arrastando em direção a um rapaz de vestes negras e cabelos oleosos.
-Ih, ele deve estar estudando, Lily! – disse a menina loira tentando brecar a amiga. – Vai nos azarar se nós interrompermos!
-Não vai não, - e os olhos verdes atingem seu olhar - ele é nosso amigo."
"-Lily, você é minha primeira e única amiga trouxa. – diz Ava, enquanto as duas estavam caminhando em direção ao campo de quadribol.
-Decepcionada? – pergunta Lily, a encarando insegura.
-Não... na verdade, você fez minha opinião mudar em muitas coisas... Obrigada.
Lily ergue as sobrancelhas, espantada, e sorri maravilhosamente. – Vamos, então... McKinnon nos espera na arquibancada. Vamos ver Potter e Black treinar e cair das vassouras.
E risadas ressoam no ar daquela manhã."
-Vamos estudar sobre a Lei do Uso da Magia do século II. – avisa Ava diante da classe do segundo ano. – Página 12, alunos!
Ruído de várias páginas se virando enche o ambiente. A lição transcorria normalmente com os alunos ansiosos para entrar no espelho. Tinham ouvido seus colegas de outros anos e casas comentarem e aguardavam a vez deles.
-Bernighan? Sim, leia para nós a introdução.
Um tímido menino ruivo inicia a leitura, segurando o livro com as mãos trêmulas. Um ruído estranho é ouvido pela sala, mas a professora não identifica logo o que seria. "Ninguém está escrevendo nada, apesar de parecer uma pena." O barulho se intensifica e uma aluna de cabelos longos e rosto cheia de sardas levanta a mão, interrompendo a leitura do colega.
-Sim...? – Ava franze o cenho, não lembrando o nome da aluna.
-Willians, professora. Clarice Willians.
-Sim, Willians. O que há?
-Tem uma coruja lá fora arranhando o vidro da janela. – disse apontando para aquela direção.
A coruja arranhava com uma das patas a janela trancada da sala de aula. Tinha nesta pata um pergaminho amarrado e na outra um brasão, que Ava reconheceu ser o brasão do Ministério.
Durante o intervalo, Ava procura a diretora em exercício, McGonagall, para informar da convocação. A professora leu impassível o pergaminho do Ministério. Sheppard estava sentada a sua frente, em seu escritório, tentando aparentar certa tranqüilidade. De vez em quando se pegava esfregando as mãos.
-Bom. – disse Minerva devolvendo o pergaminho à professora. – O interrogatório será na sexta pela manhã. E Merlim sabe que horas terminará. Vou convocar um substituto neste dia, para não prejudicar as aulas.
-Dumbledore ainda não voltou? – indaga Ava. – Gostaria que ele fosse comigo.
A diretora da Grifinória ergue uma sobrancelha: - Cara Sheppard, com certeza ele estará de volta ainda hoje, mas creio ser impossível ele a acompanhar. Fudge não permitirá mais a presença do diretor de Hogwarts no Ministério. Isso desde o fiasco de sua audiência contra Potter, é claro.
-Certo, então. Chamarei outra pessoa. – Ava se levanta – Obrigada, McGonagall.
Caminhou pelo corredor em direção a uma sala cheia de alunos: havia mais aulas a dar naquele dia. E uma idéia assomou em sua mente: "Chamarei meu amigo Moony para me acompanhar."
-Bom dia, classe... como sabem sou a nova...
Ela é interrompida por um aluno ruivo que entra afobado em sua aula. – Av... Professora Sheppard! – era Rony – Rápido, venha logo! Harry está passando muito mal! – os alunos arregalam os olhos e um falatório explode na sala.
-Classe, quietos! Aguardem todos aqui! – diz rapidamente a professora, recolhendo suas coisas da mesa – Um monitor chegará para cuidar de vocês. – e se dirige para a porta – Comportem-se!
Ao chegar à enfermaria, viu que encontrava-se vários alunos em volta de um leito e Ava reconheceu os estudantes como os amigos do Harry: Ginny, Hermione, Dean e os irmãos gêmeos Weasley. – Ele está ali! – apontou Rony, obviamente na direção deles.
-Harry! – chamou Ava ao se aproximar do afilhado. Ele suava, dizendo coisas incoerentes e mantinha os olhos fechados – Como você está?
O garoto resmungou algo mas não respondeu. E nem abriu os olhos. Muito menos deu a entender que compreendia algo em sua volta.
-Como aconteceu? – virou-se a professora aos alunos.
-Não sabemos. – disse Hermione, que de vez em quando levava a mão ao pescoço – Ele estava tomando água e de repente começou a suar e... bem, ele caiu, parecendo desmaiado e não sabíamos como reanimá-lo. O professor Flitwick o trouxe até aqui, com um Petrificus Tot...
-Hermione – cortou Ava. – onde está esse copo de água?
-Ah, copo... – ela desviou o olhar para Rony, que baixou a cabeça. Ginny coçou a testa, olhando para Harry.
Dean comentou: - Muito estranho, ele não soltava o copo de jeito nenhum. Madame Pomfrey conseguiu retirar e averiguou o conteúdo, algumas gotas que sobraram.
-E a conclusão foi muito absurda. – acrescentou Fred Weasley.
-Mas não impossível. – completou George.
-Qual conclusão? – perguntou Ava impaciente.
-Bom, Ava, - disse Hermione respirando fundo - parece que a água do copo veio daquele lago.
-Que lago? – Ava franzia a testa, não compreendendo – Lago de Hogwarts?
-Não. – disse Rony. – O do gigantes... – acrescentou, aguardando a reação da professora. - ... da nossa aula, lembra?
-Claro que lembro, Weasley. – respondeu rispidamente a professora. – Mas como foi que Harry pode pegar aquela água? Eu disse a ele que não podia...
-Não sabemos – disse Hermione. – O problema é que Madame Pomfrey fará um relatório detalhado sobre isso. E na conclusão colocará o possível culpado.
Todos ficam em silêncio, olhando para a professora, agora pensativa. – Sim, serei acusada, mas isso veremos depois. E essa água não é mortal, claro. Nunca colocaria a vida de vocês em risco, - todos respiram aliviados. Ginny derrama uma lágrima, olhando para seu amigo adoentado - mas é muito incômoda e por vezes dolorida por causa da substância "clarus" que ele ingeriu, e ela precisará completar seu ciclo para ser expelida do corpo dele. – Hermione solta um "não" - Sinto que Harry estará translúcido daqui a um tempo e por um tempo.
Madame Pomfrey veio até eles com expressão zangada, carregando um pote cheio em uma mão e sua varinha em outra. – Sim, Srta. Sheppard, ele ingeriu "clarus" e agora terá que conviver com isso por uma boa semana. – os alunos se afastaram um pouco do leito, dando passagem para a enfermeira. - Eu tenho a poção anestésica e ele ficará confortável dentro do possível.
-Obrigada.
-Não me agradeça. – disse enquanto conjurou um copo e derramou um pouco da poção do pote – Fiz meu relatório e tive que informar como Potter conseguiu a substância. Isso trará sérios problemas, não há dúvidas. – e murmurou mais para si mesma: - Como se já não tivéssemos muitos! – e se vira para os estudantes – Vão para a aula todos vocês! Venham somente no intervalo, deixem ele descansar. Vão!
-Rony! – chama Ava – Avise McGonagall sobre Harry e que ficarei aqui com ele até ele acordar. Talvez ela dispense as minhas aulas desta tarde.
Ele assentiu com a cabeça e Ava viu os alunos, um a um, se retirarem da ala hospitalar. Seu olhar pousou no afilhado e uma incredulidade assaltou sua mente: "Ele não ia pegar essa água, não parece do feitio dele. Ou estou enganada quanto a isso?"
Madame Pomfrey, após fazer Harry beber um copo inteiro da poção, se retira silenciosamente. Ava se posta ao lado do garoto, segurando a mão dele enquanto o observava. Certa transparência já se divisava nele, na sua pele opaca. – Está tudo bem, Harry. – murmurou para o menino adormecido. - Você ficará bem.
A nevasca invadia as casas, deixando todas as coisas soterradas num mundo branco e frio. Ela caminhava com dificuldade, suas botas afundando na neve fofa e funda. O caminho estava incerto e não havia ninguém a quem recorrer: estava tudo deserto em sua volta. Uma voz ao longe foi ouvindo... primeiro muito baixa, depois foi ficando nítida: "Ava... Ava..."
-Ava, acorde!
A professora desperta confusa, olhando as pessoas em sua volta. Ela se vê numa cadeira, próxima a uma cama onde seu afilhado estava deitado e olhando atento para sua madrinha. Ela sentiu que seus olhos estavam embaçados, pois pareceu a ela que Harry não estava muito sólido. Madame Pomfrey estava em pé, juntamente com Dumbledore e McGonagall, aguardando por algo.
-B-boa noite. – disse Sheppard, que percebeu a escuridão pela janela.
-Boa noite, minha filha – diz Dumbledore gentilmente. –Você caiu no sono, nada demais – ele se senta na cama de Harry, olhando para o garoto atentamente. – Você está no ápice do efeito do feitiço, Harry. Totalmente translúcido.
-Oh, Harry... – disse Ava – eu sinto muito!
Harry observou suas mãos que emitiam certa transparência e que ele podia ver o outro lado sem dificuldade. Seu olhar caminhou pelos seus braços. Pediu um espelho e observou que seu rosto estava com a mesma transparência das mãos.
-Quanto tempo ficarei assim? Pareço um fantasma! – perguntou em pânico.
-Uma semana, se tivermos sorte – respondeu Dumbledore. – Ficará por um tempo na enfermaria, Harry. Essa sua condição inspira cuidados especiais.
-Eu tenho aulas, quadribol...
-Sinto muito, Harry – disse Madame Pomfrey. – Isto está terminantemente proibido.
O garoto bufa muito chateado, olhando com súplica para o diretor. – Eu posso voltar toda noite, se precisar...
-Não, Harry. É definitivo. – responde McGonagall secamente.
-Querido, deixe-me perguntar algo. – pede Ava. – Por que você pegou a água do lago? Eu tinha pedido...
Harry olha espantado para ela: - Não, eu não peguei, eu juro! Até sequei minhas mãos!
-Então... – a professora estava confusa. – Como foi que aconteceu?
O garoto pousa seus olhos verdes no diretor e depois na professora McGonagall e suspira fundo: - Não sei, acho que foi depois do Quadribol, depois dos treinos. Estava calor e uma aluna da sonserina, acho que do segundo ano, me ofereceu um copo d´água. Estranhei, mas ela ofereceu para outros também. Pensei que o discurso do Chapéu Seletor tinha surtido efeito. – ele pensou um pouco – Aliás, muito estranho: os sonserinos andam menos antipáticos neste começo de aulas.
-Sonserina... – murmurou Ava – Posso até adivinhar quem seria. – e deu um sorriso triste.
-Sem conclusões precipitadas, filha. – alertou o diretor – Não podemos dizer essas coisas sem provar. – e voltou-se para Harry – Vamos deixá-lo sozinho agora. Seus amigos irão visitá-lo, eu dei permissão. – e ele se levanta. – Vamos, Ava. Preciso conversar com você.
A loira concordou, depositando um beijo na testa do afilhado em despedida. – Qualquer coisa mande me chamar, sim?
Ava acompanhou o diretor até seu escritório e notou a expressão preocupada dele. Aguardou, enquanto se acomodava na cadeira, o que Dumbledore tinha para lhe dizer.
-Esse incidente de hoje acarretará algumas dores de cabeça. Mais do que pensamos. Malfoy já soube do ocorrido.
Ava faz um muxoxo – Óbvio que sim, pois sabemos quem aprontou essa armadilha! E vou mandar uma coruja a Sirius, ele precisa saber disso.
-Mas nunca é demais pedir a Sirius discrição e nenhuma precipitação. E sim, sabemos quem foi. E Malfoy também, claro. Mas... ele usará esse episódio para declarar, na Reunião do Conselho da Escola, que ele já marcou, que você é inapta para o cargo.
-Como? – Ava se levanta, indignada – Acidentes acontecem a todo momento com os alunos, vários ficam acamados todos os anos! Isso é comum!
-Acalme-se e sente-se - disse o diretor calmamente. - Soube da convocação do Ministério para um interrogatório. Minerva me disse. Tenha cuidado, minha filha, eles usarão os seus métodos. E não estarei por perto.
-McGonagall disse que o senhor não poderia...
-É verdade, tenho tentado deixar claro para Fudge minha posição quanto aos seus absurdos. E, por isso, quero que você leve alguém com você.
-Já pensei nisso, vou chamar Remus.
-Ah, imaginei isso. – mas o diretor faz uma pausa – Será véspera de noite de lua cheia, ele não estará bem...
-Oh...
-Então deve pensar em uma alternativa, talvez a Minerva...
-Não! Eu insisto no Lupin, senhor. – disse categórica.
-Posso saber por quê? Você sabe dos riscos, filha.
-Ele é meu melhor amigo. Se o senhor não pode ir, gostaria que fosse ou ele ou Sirius. São as pessoas que mais confio na minha vida. Além do mais, ele tem tomado a poção.
O diretor sacudiu a cabeça - Tomar a poção não é garantia que ele fique inteiro. Lupin não estará bem para acompanhá-la.
-Se me permite dizer, senhor, gostaria que ele decidisse isso. Se Remus não se sentir em condições, irei sozinha, então.
-Está bem, Ava. Ele decidirá isso.
O interrogatório havia sido marcado logo pela manhã, às 10h. Ava havia sido instruída por Dumbledore a ir o mais cedo possível, devido a mudanças repentinas de horários.
Remus concordara imediatamente em acompanhá-la, porém ao vê-lo, a bruxa percebeu seu estado miserável: olhos fundos, muito pálido, magro e com aparência muito cansada. Ela sentiu uma grande pena do amigo e com remorsos por tê-lo convidado.
-Não, Ava, eu vou com você. – disse Lupin, convicto. – Estou tomando minhas poções... E a lua cheia será no sábado.
A bruxa tinha ido a Grimmauld Place na véspera do interrogatório. Sirius, ao ouvir a história, tinha logo se prontificado como acompanhante.
-Não, Pad, você não pode ir comigo. Nem como cachorro e muito menos como Sirius Black! – afirmou Ava com impaciência.
-Eu sei que não! Mas... EU PRECISO FAZER ALGUMA COISA! Não agüento mais apenas assistir a tudo que acontece, saber pelos outros, não agir! Minha noiva está indo para um interrogatório no Ministério e eu não posso fazer nada! – ele se aproximou dela enfurecido – Sabia que você pode não voltar, caso eles não acreditem em você? E agora tem essa do Conselho Escolar. Malditos Malfoys! – ele passa a mão pelos cabelos – Graças a Merlim que sabemos como montar lagos de mentira, senão Harry poderia estar morto agora! E você presa!
-Acalme-se, Sirius. – pediu ela, passando as mãos no rosto dele – Eu entendo você, sei que, se pudesse, faria o impossível para resolver todos os problemas que aparecem. Sei disso, sabemos disso. Mas estamos em uma situação delicada, querido. Se souberem da minha ligação com você, aí sim serei mandada para Azkaban!
Black tinha se acalmado, olhando fixamente para os olhos de Ava. Veio a memória dele uma lembrança muito terna, quando os dois estavam nessa mesma posição: ele olhando profundamente nos olhos azuis dela, sentindo toda doçura de seu sentimento.
Ava desviou o olhar, sentando-se no sofá da sala, pensativa. Ela sabia que Sirius tinha consciência que não podia aparecer à sociedade, que devia permanecer escondido. Mas ela sentiu nele uma necessidade imperiosa de afirmar seus desejos, de declarar sua vontade de lutar, como se divulgasse que ainda estava vivo, que ainda podia.
-Não se esqueça, Sirius, - disse Ava - que fui uma das melhores aurores. Nós fomos, lembra? Eu sei como agir. – e olha para Remus -Então amanhã, Remus, - disse Ava com olhar baixo - nos encontraremos em Hogsmeade? No "Três Vassouras", às 7h.
Sirius também se sentou com olhar baixo, fixo no tapete – Ava, qualquer coisa, entre em contato comigo. Me prometa.
-Eu prometo, Sirius. Claro que sim. – ela se aproxima dele e lhe deposita um beijo suave na face. Também acaricia os cabelos negros e lisos de Sirius, que iam até os ombros.
Remus limpa a garganta – Eu vou a cozinha preparar um chá para nós. E talvez umas torradas.
O casal sorriu ao ver o amigo se retirar rapidamente. Sirius, de repente, puxa Ava para si, a beijando calorosamente, fazendo o coração dela acelerar.
– Não aceito só beijos na face, Ava Sheppard.
Ela ri, corada, colocando sua cabeça no ombro dele. Ela pega uma das mãos de Sirius e beija a palma, a depositando de leve em seu rosto, sentindo seu calor suave e terno. Sirius a observa, vendo os olhos dela se fecharem e sua boca sorrir. – Você parece um anjo, aquele ser do outro mundo, dos trouxas, sabia? – diz Black.
-Talvez, agora, eu seja um. – ela diz ainda com olhos fechados – Há momentos especiais na vida em que a gente pode ser o que quiser.
Ele sorri – Então, sou aquele que pode beijar muitas vezes um anjo.
Remus deu uma espiada na sala e viu o casal se beijando carinhosamente no sofá. Discretamente voltou para cozinha, observando o chá esfriar.
Ava esperou sozinha numa ante-sala. Vez ou outra um funcionário passava pelo corredor, distraído, com alguma papelada. Ou documentos voadores circulavam apressados, em busca do destinatário, e há muito ela deixou de contá-los quando a conta ultrapassou os duzentos.
"-Srta. Sheppard, aprovada para auror! Com louvor, eu diria! – disse um senhor baixo, de cabelos violetas e olhos avermelhados – Parabéns!
Um moço muito bonito estava ao lado dela, sorrindo docemente"
Após um longo tempo, que Ava calculou como horas, uma funcionária de óculos grossos e cabelos curtos entrou no recinto. – Ava Wezen Sheppard?
-Sim. – respondeu se erguendo.
-Acompanhe-me, por favor. – pediu, saindo para o corredor.
Enquanto andava pelo corredor, logo atrás da funcionária, Ava sentiu muitos olhares sobre ela, cochichos e desconfianças.
-Entre. – disse a bruxa, abrindo uma porta. – Sente-se e aguarde.
Ava entrou numa sala de tamanho médio, estranhamente vazia de móveis. Apenas uma mesa, com sua cadeira, e mais duas cadeiras a sua frente. A janela mostrava uma imagem fictícia de um belo dia.
A funcionária fechou a porta, deixando-a sozinha com seus pensamentos. Aproveitou para inspecionar o ambiente. "Que feitiços escondem aqui?". Verificou que tinham enfeitiçado a cadeira com uma espécie de poção Veritaserum em forma de feitiço. "Como era mesmo o nome do feitiço? Sirius azarava o Snape com ele... droga, não me lembro. Desfazer!" O restante dos móveis não possuíam feitiços que valessem a pena quebrar. "Talvez o pergaminho e a pena que tragam possuam algum..."
Ava se sentou, repassando mentalmente todos os métodos de interrogatório que, como auror, ela tinha aprendido. Recordou que, primeiro, deve-se usar legilimência no interrogado, facilitando a obtenção da verdade. Caso não desse certo, sendo o interrogado um excelente oclumente, usariam a poção Veritaserum. O auror, por determinação do Ministério, é obrigado a avisar o interrogado desses dois métodos, deixando a opção de recusa. E a recusa valeria uma prisão, por resistência à ordem.
Ela sorriu pra si mesma: ser um excelente oclumente também é deixar a mostra apenas coisas sem importância, ocultando tudo que queira esconder. Mas isso poucos aurores percebem ao aplicar a legilimência, só os melhores. E Ava sabia que, no Ministério, havia poucos com tamanha habilidade, senão nenhum. "Que sorte a minha..." pensou satisfeita "... sou uma excelente oclumente..."
Naquele momento um bruxo, aparentando uns 50 anos de idade, ar ferino, com papeladas na mão, entra na sala. Ele fechou a porta e cumprimentou secamente.
-Sou Carl Morris, auror. Vou colher algumas informações sobre a srta., coisas de rotina.
A porta se abre e Ava pode ver Tonks entrando por ela, com ar sério. – Me chamou, Morris?
-Sim – responde rispidamente. – Fique de guarda aí fora, não deixe ninguém entrar. Não quero ser interrompido.
-Claro. – e, antes de sair, olha rapidamente para Ava.
Morris se calou e começou a andar de um lado para outro, lendo atentamente um documento em sua mão enquanto retirava um cachimbo do seu bolso e fumava de forma lenta. Vez ou outra ele levantava os olhos para a bruxa que estava sentada próxima a ele. Ele, experiente, percebeu nela uma estudada máscara de tédio. "O que ela tem a esconder, afinal?" – pensou ele, finalmente se sentando e colocando o documento em cima da mesa.
-Sei que a srta. foi uma auror. Portanto, sabe que aplicarei legilimência, para facilitar meu trabalho e liberá-la mais rápido para sua casa... melhor dizendo, para Hogwarts.
-Sim, estou ciente.
-Certo, então... – ele estende a varinha em direção a ela murmurando "Legilimens!".
Naquele mesmo instante Ava fecha sua mente, selecionando rapidamente algumas imagens sem ligações a Sirius, a biblioteca, ou a Voldemort, somente aulas, sua estada no Cazaquistão, seus tempos de aluna, seu primeiro contato com a neve...
-Srta. Ava Wezen Sheppard. – ele diz para ela. – Correto?
-Sim, senhor. – confirma a bruxa despertando dos devaneios.
Ele analisa mais uma vez o documento a sua frente. – A senhorita permaneceu 13 anos desaparecida, correto? Foi nesse lugar deserto?
-Não, não é correto. – afirmou séria. – Estive 13 anos morando fora do país. Não estava desaparecida nem fugitiva. – nova invasão a sua mente, imagem confusas de um beijo, um choro, de flocos brancos caindo suavemente, de brigas...
Ele sorri sarcasticamente. – Claro, claro... Morando fora do país, sem contato com ninguém, totalmente incógnita. Na época, o Ministério procurava pela senhorita e não a localizou. Uma auror deveria se reportar aos seus superiores. Demitir-se formalmente para, depois, fazer o que bem entender. Concorda?
...um baile... rapidamente mudando para uma imagem de aula, todos sonolentos, provas...
Ava suspirou profundamente, se ajeitando melhor na cadeira desconfortável. – Tive razões: meus amigos foram mortos, meu noivo foi preso, acusado de matar um outro amigo nosso. É suficiente para o senhor? – perguntou sarcástica.
...um lago, amigos numa taverna, risos, doces, abraços...
O auror depositou seu cachimbo sob a mesa, avaliando abertamente a bruxa a sua frente. – Conte-me, srta., onde estava durante esse tempo. Lugares, cidades, países. Onde?
-Estive na fronteira do Cazaquistão. Lá foi minha morada durante esse tempo, e é o tal lugar deserto. Também estive visitando diversos países.
...televisão, uma igreja, um padre ouvia uma confissão, um pulso esvaindo em sangue...
Morris limpou ruidosamente a garganta e voltou a fumar seu cachimbo, pensativo. – Qual a ligação da senhorita com Você-Sabe-Quem?
-Nenhuma de minha vontade. – respondeu rapidamente.
-Explique-se melhor.
-Minha família foi seguidora, é uma ligação.
Uma imagem atravessa a mente de Ava, um homem que a olhava avidamente.
O auror segura uma risada satisfeita, soltando apenas uma baforada. – "É uma ligação" – repete ele. – Qual é a outra?
Ava suspira, aborrecida – É a ligação. Expressei-me mal.
A mente da bruxa vai se esvaziando, apenas com memórias da janela com paisagem fictícia rondando seu interior.
Morris estreita os olhos, avaliativo - Creio que a senhorita não se oporá a aplicação de Veritaserum, não? Essa poção ajuda o Ministério na busca por mais detalhes, talvez esquecidos... – ele sorri – Nossa mente é, por vezes, traidora, precisa ser ajudada para nos ajudar.
-Se eu me recusar? – Ava arrisca.
-Srta. Sheppard, tal recusa resultará em processo, por obstruir a justiça. Sabe disso.
Ela dá um meio sorriso – Não tenho muitas opções, pelo que vejo. – o auror concordou com a cabeça – Aceito.
-Ótimo! Vamos providenciar... – ele se levanta animado e se retira da sala, retornando rapidamente. – Pedi para buscar. – em pouco tempo, Tonks adentra o recinto com um frasco e um copo. – Obrigado, Tonks. Pode se retirar. – ela se retira sem nenhum olhar para amiga – Meio copo é o bastante. – ele derrama o líquido no copo azulado e pequeno e estende a interrogada – Tome de uma vez.
O gosto do líquido era tão amargo que chegava a doer na garganta, como se queimasse, o que a bruxa estranhou: lembrava-se perfeitamente, quando era auror, que a poção era "sem gosto". E Ava não sentiu diferença física; como auror, sabia quais eram os efeitos, mas estranhamente não sentiu nenhum indício de leveza, de alheamento, nada. Morris a olhava atentamente com uma ponta de expectativa e uma quase felicidade mórbida.
-Bom, srta., vamos novamente ao interrogatório. Creio que agora teremos respostas substanciosas.
"Há algo errado, Ava, pense! Alguém adulterou a poção, ou a trocou por um chá bem amargo."
Ela assentiu com a cabeça.
"Eu terei que fingir, senão ele desconfiará".
-Claro, - diz ela - apesar que não quero responder.
Os olhos do auror brilharam, percebendo que a poção já estava em ação.
-Mas vai ter que responder, a srta. sabe disso. – ele faz uma pausa estudada – Muito bem, diga-me sobre sua ligação com Você-Sabe-Quem.
Ava arregalou seus olhos e suas mãos tremeram levemente. Observou o efeito que isso causou em seu interrogador, e experimentou gaguejar em sua resposta.
-Oh... é m-uito difícil falar sobre isso. É uma parte de minha vida que gostaria de esquecer... – seus olhos lacrimejaram.
-Conte tudo, é melhor. Quanto mais sabermos, melhor lutaremos contra aquele criminoso. – disse com voz indiferente.
-Bom... – ela pegou um lenço em seu bolso e levemente o encostou em seus olhos – Minha família era seguidora dele, mas não Comensal. Isso nunca! – o auror acompanha lágrimas pesadas brotarem dos olhos dela e Ava deixou que elas fizessem um caminho doloroso pela sua face, até que gotas caíssem sobre seu colo. – Papai e mamãe se arrependeram, no final, de ter acreditado naquele monstro. Mas isso era traição paraaquele... – um soluço ressoa no recinto – Desculpe-me. – ela assoa o nariz.
O auror a observava atentamente, sentindo uma leve comoção pela bruxa. – Continue, por favor.
-Ele matou os dois por isso. Sabe, papai só queria um mundo bruxo melhor, mais próspero, sem ameaças de trouxas. Ingênuo, é claro... – ela enxuga mais uma vez seus olhos.
-Muitos bruxos acreditam nisso, até eu penso, às vezes, que isso seria o melhor... – divaga Morris – Mas o preço é muito alto, muitas mortes...
-Verdade! – diz Ava com olhos vermelhos, não prestando atenção no que o auror disse – Os trouxas têm direito de viver neste mundo tanto quanto nós. Não temos o direito de expulsá-los! Acho que papai entendeu isso, afinal.
-Sim, claro... – o auror limpa a garganta e se endireita na cadeira - Fale-me do seu irmão.
-Oh... – Ava faz uma pausa dramática e retorna a chorar copiosamente. Morris se atrapalha, arranjando uma caixa de lenços de papel e percebendo que não trouxera água nenhuma para o interrogatório.
-Aguarde um pouco, srta. Vou buscar água... Acalme-se...
Quando o auror sai da sala, Ava respira fundo, levemente sorrindo. "Concentre-se, Ava, não ponha tudo a perder!"
Morris retorna com uma bandeja contendo uma jarra e dois copos, além de outra caixa de lenços. – Vamos tomar um pouco d´água para acalmar-nos... tome. – disse estendendo um copo cheio. Ava registrou o "acalmar-nos".
-O-obrigada... – responde a bruxa trêmula.
Ele se senta, suspirando profundamente. – Não são fáceis esses tempos, Srta. Sheppard, não são. Mas devemos continuar o interrogatório, vamos cumprir o protocolo. – novamente os olhos dela lacrimejam – Serei rápido, eu prometo. Logo estará liberada.
A sessão de perguntas se inicia e Sheppard sempre intercalava suas respostas com alguma reação emotiva, observando discretamente as atitudes de seu interlocutor.
"Edouard? Oh... precisamos falar dele?"
"... ele teve sim a ver com a morte dos meus pais."
"... quero mais lenços sim, obrigada..."
"... ele era estranho..."
"... vou requerer minha mansão de volta, sim... Não o fiz antes por não estar preparada para enfrentar..."
"... gosto de dar aulas, sempre foi meu sonho..."
"... não vêem que Harry Potter é um ótimo menino de quinze anos. Não exijam mais que isso..."
"... e tenho uma elfa..."
"... sim, nunca mais vi Sirius Black, eu o odeio! Será que precisamos mesmo falar dele?"
"Aceito mais água, obrigada..."
"Nunca me casei."
"... melhor amiga de Evans..."
"... os trouxas, para mim, são tão interessantes quanto os bruxos. E só..."
"... não conheço mais a Sra. Lestrange..."
"... conheci o Sr. Malfoy na infância..."
"Não, não quero me comprometer com ninguém, no momento. Fiz votos."
"... o senhor quer saber o que são votos?"
"Eu que agradeço pela gentileza. O senhor é um verdadeiro gentleman!"
A bruxa, ao sair da sala do interrogatório, sentiu um alívio crescente em seu peito. De posse de sua varinha, percorreu até hall onde Remus estava a esperando, já aflito.
-Ava, por Merlim, você estava lá todo esse tempo? Seis horas?
Ela suspirou, cansada – Sim, Moony, esse interrogador me deu trabalho. Mas deu tudo certo, acho. Não estão sabendo do incidente com Harry, pelo menos não perguntou nada. Creio que ficarão um bom tempo sem me chamar.
Ele a abraça, sorridente – Ainda bem, querida amiga. Está com fome?
-Morrendo! Vamos a Hogsmeade, comer no Hog´s Head? – perguntou Ava com olhar suplicante.
-Ah, com esse olhar não vale! Sabe que não nego nada a você...
-Então vamos! Quero comer costeletas, coisas assim. E cerveja amanteigada... – e riu ao ver o olhar espantado de Remus. – Como nos velhos tempos, Moony! Pelo menos desta vez a gente pode voltar a ser pessoas normais, com hábitos normais, fingindo viver em um mundo em paz e tranqüilo. – e olhou melancólica - Só desta vez. – e Remus concordou com um sorriso.
Desaparataram logo depois em uma ruazinha estreita e deserta, atrás de uma taverna um pouco afastada dos demais. Ava sentiu uma brisa fria soprando, que espalhava e juntava as nuvens no céu, escondendo e mostrando o sol pálido. Andaram em direção a uma outra rua mais freqüentada, com transeuntes lentamente caminhando, como se aproveitassem o sol fraco daquela tarde.
-Ali! – apontou Remus para uma placa ao longe: "Hog´s Head Tavern".
-Espero que tenham ainda almoço... – murmurou Ava, sorrindo. – Gostaria do Pad aqui conosco.
-Eu também. – e ele suspira – Um dia isso será possível, Ava. Pegaremos aquele rato...
Remus vai um pouco à frente, observando algo se mexendo próximo a uma touceira. "Um gato?" A touceira se mexe mais uma vez.
-Tem algo ali, Moony. – diz Ava, desconfiada. – Será um animal?
Remus segura sua varinha, alerta – Parece que sim, mas sabe como temos sorte... pode ser algo pior.
Ava também segura sua varinha, por hábito. Da touceira, algo grande e negro irrompe, tão rápido que impede os bruxos de reagirem.
Nota da autora: Reviews, comments, please!!!!!! Snif snif snif...
Estou sem beta. E com certeza a fic tem milhares de erros, seja gramatical, seja de continuidade, de nomes (uma hora é ginny, outra é gina... aaaaaaah!). Quem se habilita a me ajudar?????
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Capítulo: Inimigo vivo sempre retorna
