Idílico

Não parecia, nunca, ser de verdade. Era um sonho, uma mentira, uma fantasia, e entretanto era real. Tinha cheiro, gosto, som, presença. Tinha olhares, mentiras, falsidade e verdade, de tantos jeitos que não poderia descrever. Tinha os lábios uns sobre os outros, as mãos sobre a pele, o sabor agridoce de pecado. Tinha o suor dos dois misturado de forma que era igualmente santa e inaceitável, o sangue que ela derramou sobre seu corpo, a entrega inegável e inesquecível. Mas não poderia, nunca ser real, porque eram apenas sonhos e mentiras.

Nota da Autora: Para Christy, nunca real.