O Que Homem É Capaz De Fazer...
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Último Capítulo: Datas Especiais
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Lie awake in bed at night
Deite acordado na cama à noite
And think about your life
E pense sobre sua vida
Do you want to be different, different?
Você quer ser diferente, diferente?
Try to let go of the truth
Tente superar a verdade
The battles of your youth
As batalhas da sua juventude
'Cause this is just a game
Porque tudo isso é só um jogo
"- Eu... – suspirou. – Eu não me chamo Skulde. Eu não sou mulher e muito menos tenho um, ou uma, irmão – ou irmã – gêmeo. Acho que da para descobrir quem sou. – sorriu um sorriso derrotado."
"- Florzinha, eu te amo muito!"
"- Eu... – suspirou. – Eu não me chamo Skulde. Eu não sou mulher e muito menos tenho um, ou uma, irmão – ou irmã – gêmeo. Acho que da para descobrir quem sou. – sorriu um sorriso derrotado."
" - Sakura, você é a mulher da minha vida, não duvide disso."
"- Eu... – suspirou. – Eu não me chamo Skulde. Eu não sou mulher e muito menos tenho um, ou uma, irmão – ou irmã – gêmeo. Acho que da para descobrir quem sou. – sorriu um sorriso derrotado."
Farsa!
Mentira!
Mentira!!
MENTIROSO!!
- MENTIROSO!
Lágrimas escoriam pelo rosto de Sakura. Lembranças de seu namoro com Yukito martelavam em sua mente. Precisava gritar, precisava chorar, precisava... De um alguém verdadeiro, de um amor verdadeiro. Justo... Justo ele? Ela aceitaria que qualquer um mentisse para ela, até mesmo seu pai, menos ele. ELE não! Todos, tudo, menos ele. Sakura não queria acreditar, ela se recusava a acreditar. Shoran olhava todo o sofrimento dela sentindo-se impotente! Ele causava esse sofrimento. Queria abraçá-la dizer que aquilo era uma brincadeira, no entanto iria se afundar mais em mentiras. Cada soluço, cada lágrima... Como queria espancar a si próprio por tamanha atrocidade! Ele tentava a todo custo dizer algo, fazer alguma coisa para ela parar de chorar, parar de fazê-los sofrer. Abaixou a cabeça esperando ela se acalmar, enquanto sentia em suas mãos, apoiadas nos joelhos, pequenas gotas das suas próprias lágrimas. No fundo, pensando um pouco racionalmente, parecia uma tempestade em copo d'água, porém não sabia o que realmente acontecera com ela, não sabia o que Yukito lhe dizia, o ele lhe dava... Mais soluços dela adentraram seus ouvidos, aumentando as suas lágrimas. As lágrimas dela eram as suas. O sofrimento dela era seu também. Aos poucos os soluços foram diminuindo, notando assim que ela estava se acalmando, enquanto a angústia se apoderava do coração dele.
- Eu... Só quero ter certeza de uma coisa. – respirou fundo. – Isso é realmente verdade? Você me enganou todo esse tempo? – Sakura virou-se para Shoran, seus olhos pareciam o mar levemente agitado por estarem úmidos. O rapaz prendera a respiração, sua vontade era dizer que não, ou simplesmente fechar os olhos e ao abri-los, descobrir que aquilo não passava de um sonho. Entretanto fitar aqueles olhos, chorosos, percebeu que aquilo, aquele dia, não era um sonho. Nada era um sonho. Era totalmente real.
- Estaria mentindo se dissesse que Skulde e Shoran não são a mesma pessoa. Porém seria hipócrita se dissesse que eu não amo você... Apesar disso não fazer diferença agora. O que interessa é que eu menti, te enganei, te iludi e, por mais que não pareça, eu me iludi também. Eu me deixei levar, me deixei ser uma coisa que eu abominava!
Sakura respirou fundo. Ainda tinha esperanças de ser uma brincadeira de mau gosto. Mas realmente não tinha como negar! Desde que ele... Ela... Bem, desde que aquele ser pediu para falar com ela, percebera que havia alguma coisa estranha. Ainda mais o vendo sentado, momentaneamente calmo, e de repente voltou a ficar tenso. Assim que se manifestou, sentando-se ao seu lado, sentia que algo não ia bem. Só não imaginava... Shoran levantou-se e Sakura espantou-se com a ação repentina. Só naquele momento percebera que estivera chorando, pois limpava o rosto, de costa para ela. Sakura fitou-o, cada parte do corpo dele, sentindo um arrepio passar por sua espinha. Apesar de se sentir traída e estar profundamente magoada, ainda o amava. Mas não daria esse gostinho ele! Na verdade, ela percebeu que, talvez, ela realmente não o ame e sim uma imagem. Afinal, será que quando estavam juntos ele fora ele mesmo? Será que não estava fingindo também?
- Eu vou voltar para China. – a voz dele adentrou seus ouvidos. – Sei que o que eu fiz não tem perdão. Para você, não. Eu fui vil e tenho certeza que você deve se sentir traída e com razão. Por tanto... – respirou fundo, tentando controlar a vontade de chorar novamente. Não conseguia chorar com muita freqüência, entretanto quando acontecia, não parava mais. – Por tanto eu não vejo motivos para ficar aqui. E se ficasse, faria você sofrer ainda mais. – Sakura o olhava incrédula. Era muita informação!
- Mas...
- Eu vou embora Sakura! – virou-se para ela, as lágrimas fugindo de seus mesmo fazendo um esforço sobre humano para contê-las. – Eu vou embora e nada nem ninguém vai me fazer ficar!
- Mas... – Sakura queria dizer alguma. Não podia simplesmente ver tudo acontecer assim: de repente... Mas também... Estava magoada não estava? Mas...
- É melhor assim. – "será?" Sakura o viu se afastar sem ter argumentos contra isso. Ele mentira, enganara, isso era fato, mas não conseguia... Simplesmente não conseguia ver sua vida sem ele. As lágrimas novamente banhavam seu rosto. Seria melhor assim? Terminar assim? Mas... Isso teve realmente um começo?
Where has my heart gone
Aonde foi parar meu coração?
An uneven trade for the real world
Em um comércio irregular para o mundo real
Oh I... I want to go back to
Oh! eu... eu quero voltar
Believing in everything and knowing nothing at all
A acreditar em tudo e saber de nada
- Shoran? Eu ouvi alguém batendo a porta e...
Tomoyo parou estarrecida. Shoran arrumava as malas as pressas, enquanto limpava o rosto marcado de lágrimas, tudo ao mesmo tempo. Ao assimilar a cena, fechou a porta, agarrou Shoran pelos braços o chacoalhando. Este a olhou espantado até perceber quem era e depois voltou a chorar dessa vez parecendo uma criança mimada que não ganhara o que queria. Soluçava sem importar se iria escutá-lo ou não. Tomoyo, ainda perdida, abraçou Shoran. Este dizia entre soluços que iria embora e que contara tudo a Sakura. Agora sim as coisas se encaixavam. Não totalmente, mas encaixavam. Ficaram abraçados até o garoto parar um pouco de chorar.
- Shoran, tente não ser tão radical... – disse Tomoyo tentando convencê-lo a ficar.
- Não adianta Tomoyo! Eu me traí, eu a traí. Não tem jeito.
- Não quer tentar?
- Não dá Tomoyo! Não consigo. Eu... Eu sei que perdi.
- Mas você nem lutou!
- Eu não posso lutar contra o passado dela! Ela ainda sofre com o que aconteceu e não quero me tornar mais uma fonte para o sofrimento dela! – Tomoyo se calou. Não iria conseguir convencê-lo a ficar.
- Tudo bem Shoran. – respondeu suspirando. – Só espero que não se arrependa.
O...O...O
Cinco meses depois...
- Hum... Isso! Aaah Assim! Aperta um pouco mais!
- Ta gostando?
- Huuumm... Muito!! Só vai um pouco para a direita!
- Que mandona!
- E eu tenho culpa que você se preocupa com um lado e esquece o outro?
- Ta bom! Eu dou atenção aos dois, satisfeita?
- Ainda não!
- Ah é?
- Aaaaaaah Touya!
- Satisfeita agora?
- Não! Aaaaaah
- Caramba! To me esforçando ao máximo e ainda não ta bom?
- Vai ficar melhor se você me der um beijo!
- Huum...
- Touya!! Vê lá onde você coloca essa mão!
- Mas que putaria é essa? - Touya pulou para o lado da cama, saindo de cima de Hikaru, que estava mais vermelha que seu cabelo ruivo. Tomoyo olhava de um para outro sem entender muito que acontecia, mas desconfiava. O rapaz estava inquieto.
- Tomoyo... Não pense besteiras, nós... Digo, eu...!
- Me poupe dos detalhes, Touya! Só esperava que vocês fossem escolher um lugar melhor. – falou zombeteira, mas só aumentou o nervosismo dos dois.
- É sério Tomoyo! Não é nada disso que você...
- Touya? Não completa essa frase, por favor? Se fizer isso, é ai mesmo que a Tomoyo não vai acreditar em você.
- Mas ela ta pensando que...
- Sim, eu sei! Mas se falar que não é o que ela ta pensando, ela vai pensar que é exatamente o que ela esta pensando, então ela não vai acreditar se contarmos que você só estava me fazendo uma massagem! – disse Hikaru o mais rápido que seu fôlego permitia.
- Todos os gemidos eram só pela massagem? – perguntou Tomoyo, com um tom mais que malicioso.
- Tomoyo! Sua mãe sabe que você tem uma mente tão poluída? Se não sabe, eu faço questão de contar!
- Conte. – disse dando de ombros. – Ela vai estar depressiva demais para dar atenção.
- O fato é que não estava acontecendo nada que essa sua mente poluída estava pensando! – finalizou Hikaru, antes que um clima chato surgisse...
- Que discussão toda é essa? -... Porém não fora muito eficaz. Sakura estava na porta olhando todos no quarto com uma cara curiosa. Não era como se parassem de falar com ela depois do "acontecido", Mas teriam que ser muito cuidadosos com certos assuntos.
- Esses dois! Estavam se amassando e não querem admitir.
- Ora Tomoyo! Como você quer que eu admita o que não aconteceu?
- Pera aí Touya! Explica direito Tomoyo! – Sakura já abria um sorriso divertido. Era muito difícil ver seu irmão corado.
- Eu tinha ido resolver alguns trabalhos da escola e quando chego perto da porta escuto os dois gemendo e tendo uma conversa... Hum, digamos, suspeita, se é que me entende... – disse Tomoyo com um sorriso perverso.
- Oh! Será que isso é só o começo para o Touya se tornar ninfomaníaco?
- É... Pode ser...
- Então é bom eu trancar meu quarto quando for para casa dos meus pais. Assim eu não corro o risco de entrar no quarto e encontrar os dois... – deixou a frase por terminar. Antes que alguém retrucasse, Tomoyo continuou a brincadeira.
- A Hikaru vai ser pior do que coelha, já que o Touya esta se tornando ninfomaníaco...
- A casa dos maus pais vai ficar animada, toda cheia de criança...
- Já imaginou? Um monte de Touya-kun e Hikaru-chan correndo pela casa!
- Que kawaii¹!
- MENINAS! CHEGA, POR FAVOR! – as duas caíram na risada.
- Calma Hikaru! Era tudo brincadeira!
- De muito mau gosto você quis dizer, né Sakura?
- Ah! Mas foi divertido!
- Pra você!
- Ta bom gente! – falou Tomoyo. – chega de briga.
- Só se vocês pararem de zuar! – pediu Hikaru.
- Esta bem, nós paramos. – declarou Sakura, sorridente.
If fears what makes us decide,
Se é o medo que nos faz decidir
Our future journey,
Nossa futura jornada,
I'm not along for the ride,
Não vou para a viagem,
Cuz I'm still yearning,
Porque ainda estou ansiosa
To try and touch the sun,
Para tentar e tocar o sol
My fingers burning
Meus dedos queimando
Before you're old you are young,
Antes de ser velho você é jovem,
Yeah I'm still learning.
É, ainda estou aprendendo
- E então Hikaru, decidiu se vai para chácara com a gente nas férias? – desconversou Sakura.
- Não sei...
- Se esta com medo dos sogros, pode ficar tranqüila! Eles são uns amores! – declarou Tomoyo.
- Eu sinceramente não sei...
- Se você não for eu vou até a sua casa e passo as férias com você.
- Touya!
- É sério Hikaru.
- É sério mesmo! – intrometeu-se Sakura.
- Ainda acho melhor cada um passar as férias na sua casa...
- Nem adianta insistir, Hikaru! Touya é tão teimoso quanto Sho... – Tomoyo interrompeu na sua própria fala. Mas já era tarde. Percebera que Sakura engolira em seco, e um silêncio constrangedor se formou. – Gomen! Escapou, eu... – tentou consertar.
- Tudo bem Tomoyo. Não posso obrigar ninguém a não tocar no nome dele.
- Você ainda gosta dele, não é?
- Touya! – interveio Hikaru.
- Não adianta! Meu nii-kun² é assim mesmo! – sorriu. – Sim, eu gosto dele. Não vou ficar negando, é perca de tempo. Mesmo por que eu ainda estou confusa com essa história! Ele apareceu e sumiu tão rápido...
- E você não quer entender a história?
- Como assim Touya?
- Não conversar com ele? Eu sei o que aconteceu. Você não quer sentar e conversar? Analisar os fatos?
- Analisar o que, Touya? Não tem o que analisar. Shoran foi apenas uma tempestade no verão: vem sem anunciar e some sem previsão.
- Esta bem Sakura. Você é quem sabe.
I'm standing out in the street
Estou na rua
The earth is moving
A terra está girando
I feel it under my feet
Eu sinto debaixo dos meus pés,
And I'm still proving
E ainda estou provando,
That I can stand my ground,
Que eu posso agüentar meu chão,
And my feet are there, haven't washed my hair
Eu meus pés estão ali, não lavei meu cabelo
Too be lost before you are found
Estar perdido antes de ser achado
Don't mean you are losing.
Não significa que você está perdendo
- Filho! Vem almoçar?!
- Obrigado, mãe, mas não posso. Tenho dois trabalhos para terminar.
- Mas filho...!
- Esta tudo bem mãe!
Yelan sabia que não. Conhecia seu filho com a palma da sua mão e desde que ele voltara do Japão anda um pouco depressivo. Não come, vive trancafiado no quarto, não sai com os amigos... Nem mesmo com a prima, que conseguia sempre arrancá-lo de casa para ir ao shopping com ela! Está mais calado que o normal, não brinca mais com ninguém, é de casa para escola, da escola para casa e direto para o quarto. Yelan tentava de tudo para fazê-lo se animar, mas parecia que não adiantava. Suspirou, enquanto descia as escadas. Suas quatro filhas estavam casadas e com suas famílias, mas assim que souberam que Shoran voltara, vieram correndo para visitá-lo e até mesmo com elas ele agira de modo distante. Estava chateado e ela não queria pressioná-lo a contar o que acontecera no Japão, apesar de ter uma leve desconfiança. Sentara em sua cadeira na ampla mesa da sala de jantar, sozinha. Odiava ficar sozinha. Isso a fazia lembrar que perdera o marido e que os filhos estavam crescendo... Estava ficando velha. Velha e sozinha. Não gostando desses pensamentos, levantou-se e voltou para o quarto do filho, abrindo a porta sem bater e o encontrou deitado na cama, olhando o teto. Passou a observá-lo mais atentamente: alto, forte, sinais de barba... Não tinha mais aquele rosto de menino, muito menos altura e corpo. Quem o visse de longe, ou até mesmo de perto, nunca acreditaria que ele tem apenas 17 anos! Seus olhos embaçaram, iria chorar a qualquer momento.
- O que foi mãe? Esta passando mal? – estava tão abalada que nem vira que o filho a havia notado.
- De saúde eu estou bem. – disse se aproximando da cama, sentando na beirada. – No entanto me sinto um pouco... Angustiada.
- Ora! Mas por quê? – estranhou. Sua mãe era sempre tão altiva e independente...
- Estou ficando velha! E meus filhos também... Suas irmãs já não moram mais aqui... Você passou um bom tempo longe de mim e logo irá embora para cuidar da sua família enquanto eu... Bem, sou viúva e vou ficar aqui, com os empregados, sozinha...
- Mãe! Se a senhora quiser pode ir morar comigo, ou eu continuo aqui! – ele a abraçou, acariciando seus cabelos como ela fazia quando se machucava ou ficava triste, apoiando o queixo em sua cabeça.
- Claro que não, meu anjo! – disse com a voz embargada. Fazia muito tempo que não tinha tal atenção. – Não posso obrigá-lo a morar aqui! Aposto como, quando você se casar, que sua esposa vai querer uma casa para vocês dois e para sua família, sem a sogra por perto.
- E quem disse que eu vou me casar? – indagou, tentado mostrar indiferença, falhando miseravelmente.
- E porque não? Você é um rapaz bonito, respeitável...
- Eu não irei me casar! – Yelan não insistiu. Percebeu que suas suspeitas estavam certas: a volta dele fora por causa de uma desilusão amorosa. Mas sabia que era mais que isso. Shoran não estaria desse jeito se fosse uma coisa sem muita importância e logo se lembrou da ultima escola em que freqüentava antes de voltar para a China, o motivo em que se encontrava ali. Esperava que um dia seu filho se sentisse preparado para contar o que acontecera. Só não queria que fosse tarde demais.
- Tudo bem meu filho! Esta é uma escolha sua e não posso interferir. – separou-se um pouco para fitar o rosto de Shoran. – Só não quero que sofra por causa dessa escolha.
- Pode deixar! – respondeu sorrindo. Yelan novamente notava mais algo de errado – ou mudado – no filho: o sorriso, antes tão cativante, agora parecia tão... Vazio.
- Espero que você me conte o que aconteceu... – deixou escapar, enquanto acariciava o rosto do filho. – Meu tempo de vida já esta acabando e eu...
- A senhora esta ótima!
-... Não quero morrer sem antes saber de todas as angustias, medos, felicidades, desejos dos meus filhos. Estamos entendidos?
- Sim mãe. – respondeu com um suspiro resignado. Era a primeira vez que via sua mãe falando desse jeito e começou a se sentir culpado. Voltara para sua terra natal justamente para acabar com qualquer sofrimento e percebera que não fora bem sucedido, já que sua mãe se encontrava nesse estado. Percebeu que não tinha motivos para não contar. Ela era sua mãe! Tinha todo o direito de saber! Mesmo hesitando um pouco, contou tudo o que acontecera. Desde que entrara no colégio, até o momento em que saíra. Tudo! Não omitira nada!
Yelan nada disse diante do que o filho lhe contara. Sabia que ele podia ter resolvido de outro jeito, mas talvez – talvez... – ele tivesse razão. Seria melhor assim. Eram jovens, tinham todo o tempo do mundo para pensarem, reverem seus atos, consertá-los... Talvez, até, esse afastamento ajude a juntá-los no futuro e se caso o destino não faça nada para que eles se reencontrem, ela mesma tomaria suas providências. Ou talvez nem precise dela. Talvez os dois encontrem caminhos diferentes... Tratando de não pensar mais no assunto, se aninhou no peito do filho, aproveitando aquele raro momento, conversando, contando histórias, trocando carinhos... Afastando a solidão que os dominavam.
It's time to forget about the past
Chegou a hora de esquecer o passado
To wash away what happened last
E passar uma borracha no que aconteceu antes
(happened last)
(No que aconteceu antes)
Hide behind an empty face
Se esconda atrás de um rosto vazio
Don't ask too much, just say
Não há muito a dizer
'Cause this is just a game
Porque tudo isso é só um jogo
Sábado, 14h30min. Começo das férias no Japão.
- Simplesmente não estou acreditando que meus pais me deixaram passar as férias com vocês!
- Eu não te disse Hikaru? Meu irmão deveria ser advogado! Ele faz de tudo até conseguir o que quer!
- Aí Sakura! Nem me lembre o que Touya teve que fazer! – pediu, ruborizando.
- Ué? E o quê que tem? Ele só quer passar as férias com a namorada e foi pedir para os sogros! – respondeu dando de ombros.
- Eu pensei que meus pais iam me matar! Eles já não gostam muito de mim, agora aparece um cara que eles nunca viram na vida dizendo que é meu namorado e que quer autorização para eu passar as férias em Tomoeda!
Estavam as três garotas ajudando Hikaru a arrumar seu quarto na casa de campo que Touya sempre alugava para passar as férias com a família, depois que ele começara a trabalhar. Todos já tinham seus quartos, inclusive Tomoyo, que se encontrava quieta ultimamente. Para falar a verdade, ela se encontrava mais quieta desde aquele baile e todos os que se sucedeu, ela não fora. Disse que pegara trauma de bailes. Mas hoje ela estava estranhamente quieta, porém ninguém resolvera perguntar, já que nunca dava para adivinhar o que se passava pela cabeça dela. Hikaru estava muito nervosa, inclusive por ainda não ter conhecido seus sogros já que eles ainda não haviam chegado e Touya fora buscá-los. Estava com medo de fazer algo errado e estragar tudo, apesar de dizerem que não havia porquê de se sentir assim. Já Sakura... Esta tentava agir naturalmente. Tinha alguns sonhos estranhos com ele. Ainda se sentia perdida com tudo o que aconteceu, mas... Fazer o que? Ele saíra correndo, sem deixar brecha para nada! Sabia que ainda gostava dele, que sentia saudade, mas... Será que isso não era invenção da sua cabeça? Será mesmo que gostava dele? Não sabia se agia como se nada tivesse acontecido ou se dava importância aos fatos... Apesar de ter se sentido muito chateada na época, pensando um pouco racionalmente, percebera que, se ele contasse os seus motivos por ter feito o que fez, talvez o perdoaria... Percebera que ele não fizera por mal... O modo como ele chorava... Seria impossível aquilo ser atuação! Suspirou, guardando uma blusa no guarda roupa. Pensara no que seu irmão lhe perguntara, alguns meses antes das férias:
"- E você não quer entender a história?
- Como assim Touya?
- Não conversar com ele? Eu sei o que aconteceu. Você não quer sentar e conversar? Analisar os fatos?
- Analisar o que, Touya? Não tem o que analisar. Shoran foi apenas uma tempestade no verão: vem sem anunciar e some sem previsão.
- Esta bem Sakura. Você é quem sabe."
Depois de pensar um pouco, uma conversa não faria mal. Porém... Talvez ele nem queira mais tocar nesse assunto. Balançou a cabeça para afastar esses pensamentos. Não adiantaria de nada mesmo. Após alguns minutos depois de todo o quarto de Hikaru estar arrumado, quarto este que era ao lado do de Touya, o que arrancara risos de Tomoyo e Sakura e exclamações revoltadas de Touya e Hikaru, os pais de Sakura chegaram, juntamente com Touya. A namorada deste quase expeliu o coração pela boca. Estava nervosíssima! Tentava agir naturalmente, mas tremia muito e gaguejava. Nadeshico e Fujitaka trataram de serem os mais simpáticos possíveis, deixando Hikaru mais calma. O fim de semana havia sido agitado e divertido para os presentes naquela casa de campo. Logo na segunda-feira, Hikaru resolvera fazer um telefonema um tanto quanto... Estranho, se referindo ao destino da chamada...
Segunda-feira, 15h22min. Férias na China.
Um rapaz comia um lanche calmamente enquanto conversava com sua mãe, sentados numa mesa na beirada da piscina da mansão onde moravam. Shoran aproveitava cada momento, cada segundo, para ficar mais perto de sua mãe. Nunca chegara a passar pela sua cabeça que ela tinha seus temores. Após terminarem os lanches, conversaram mais um pouco e logo em seguida Yelan se despedira, dizendo que ia à casa de uma amiga, convidando Shoran, na qual negara educadamente e dissera que queria tirar um cochilo, já que não tinha outra coisa para fazer e também... Seria um encontro de mulheres, com certeza, portanto o que ele faria ali? A senhora Li concordou e saiu o deixando sozinho naquela enorme casa. Tinha que admitir: era realmente assustador morar ali sozinho. Não era de se espantar que Yelan não quisesse isso. Subiu até seu quarto e deitou-se na cama, olhando o teto. Novamente via o rosto dela ali, como se estivesse pintado. Todas as suas lembranças passavam como um filme numa tela de cinema. Remexeu-se na cama, desconfortável. Não gostara de lembrar-se daquela época. Fora um pouco imaturo, mas como dissera, seria melhor assim. Cada um no seu canto. Pensando em deixar esses assuntos de lado, resolveu deixar o sono o dominar e quando estava prestes a dormir, um som estridente percorre o cômodo, fazendo-o olhar para o criado mudo onde se encontrava seu celular. Pegou-o sem nem prestar atenção no visor.
- Alô? – atendera com voz sonolenta.
- Konnichiwa³ Shoran! – respondera uma voz animada do outro lado da linha. – Te acordei?
- Não. Para falar a verdade nem estava dormindo... Ainda.
- Gomen⁴!
- Daijoubu. – declarou, usando a língua da pessoa na qual ligara.
- Imagino que não se esquecera da minha voz?!
- Claro que não, Hikaru. Só não entendo por que está ligando.
- Não quer vim para cá? – perguntou sem rodeios. – Touya está louco para te conhecer! Naquele baile vocês não tiveram oportunidade de conversarem direito...
- Pelo o que eu te conheço, Hikaru, tem mais coisa envolvida. Se o Touya quer mesmo me conhecer, e não faço a mínima idéia do porque, ele arranjaria outros meios, não?
- Eu sei! Mas seria melhor pessoalmente, não? – continuou como se ele não tivesse percebido a sua real intenção.
- Não.
- Credo Shoran! Também não precisa ser grosso!
- Não estou sendo grosso apenas sincero.
- Ta... Vou fingir que acredito... Mas agora falando sério! Não quer mesmo vir para cá? Curtir as férias com a gente?!
- não se faça de boba Hikaru! Sabe muito bem que não quero passar as férias aí, como também sabe o motivo.
- Mas ela sente a sua falta! Quer conversar com você, te dar uma chance! Vai jogá-la fora!
- Sei que é mentira...
- Não é! Se quiser, passo o celular para ela, daí vera se realmente eu estou mentindo...
- Ora, por favor...
- Por favor, digo eu! Vem para cá Shoran...!
- Arigatou pela oferta, mas não vou aceitar.
- Certeza?
- Absoluta!
- Não quer a ajuda dos universitários?
- Não.
- Está certo disso? Posso perguntar?
- Hikaru?! – disse entre risos. – anda vendo muito programa brasileiro!
- São bem bacanas, sabia? Devia assistir também!
- Vou pensar no seu caso...
- E sobre vir para cá? Vai pensar também?
- Hikaru...!
- Poxa Shoran! Pensa, pelo menos! Promete que vem para o meu aniversário?
- Não sei...
- Olha Shoran, não vou aceitar não como resposta! Venha só para comemorar meu aniversário, depois você faz o que quiser!
- Esta bem. – concordou com um suspiro. – Vou somente ao seu aniversário. Ta feliz?
- Hã... Posso te pedir mais uma coisinha?
- Lá vem! O que é?
- Fica para o aniversário do Touya? – pediu esperançosa.
- Aí já é pedir demais!
- Esta bem! Não precisa ficar estressado! Vejo-te no dia nove!
- Nove? Mas seu aniversário é no dia dez de fevereiro, não é?
- É! Mas é melhor você vir um dia antes...
- Negativo!
- Mas Shoran...!
- Vou só ao dia do seu aniversário.
- Ta certo. – respondeu designada. – Vê se aparece ein?!
- Claro! Se eu disse que vou, eu vou.
- Bom mesmo. Tenho que desligar. Beijo!
- Tchau! – e logo ouviu o barulhinho de final de chamada. Shoran olhou o celular, divagando um pouco, colocando-o no criado mudo ao lado da cama. Ficou encarando o teto por alguns instantes... O próximo ano prometia...
No Japão.
- Nossa Hikaru! Que pressa em desligar o telefone...
- É que... Eu...
- Tudo bem! Você só tem que dar explicação ao Touya, não a mim.
- Desculpa Sakura...
- Já disse que está tudo bem! – Sakura sorriu.
Hikaru suspirou aliviada. Por muito pouco Sakura descobrira com quem estava falando. E Sakura não pode saber! Hikaru mordeu o lábio inferior. Tinha que conversar com Tomoyo urgentemente! E por falar nela, Tomoyo se encontrava na varanda da casa, sentada numa cadeira de balanço, olhando o jardim. Sentia falta de alguma coisa e não sabia o que era. Na verdade sabia, mas não queria dar o braço a torcer. Desde aquele baile não tivera mais notícias dele. A garota balançou a cabeça com força. Não era para estar pensando nele! Nunca! Estava confusa e perdida. No fundo sabia que esse afastamento não seria nada bom, porém seu orgulho, que quase nunca se manifestava, falara mais alto. Agora era tarde... Teria que levantar a cabeça e dizer de uma vez por todas:
- Adeus Eriol!
Take a breath and I try to draw from my spirits well
Tomo fôlego e tento elevar meu espírito
Yet again you refuse to drink like a stubborn child.
Mais uma vez você se recusa a beber como uma criança mimada
Lie to me,
Minta para mim
Convince me that I've been sick forever
Convença-me de que eu sempre estive doente
And all of this
E que tudo isso
Will make sense when I get better.
Fará sentido quando eu melhorar
But I know the difference,
Mas eu sei a diferença
Between myself and my reflection.
Entre mim e meu reflexo
I just can't help but to wonder:
Não posso evitar de me perguntar
Which of us do you love?
Qual de nós você ama?
- TOMOYO!! Preciso de você para...
- O que foi Hikaru?
- Esta chorando por quê?
- Eu? Chorando? – Tomoyo tocou o rosto e percebeu que realmente estivera chorando. O mais engraçado é que não percebera isso. Secou o rosto devagar, como se não fosse nada.
- Eu ein! Povo doido!
- O que você queria Hikaru? Gritar meu nome pela casa?
- Claro que não sua boba! É que... Eu tive uma idéia! – disse com os olhos brilhando.
- Boa coisa é que não deve ser...
- Credo Tomoyo! Pensei que você podia me ajudar, mas do jeito que as coisas vão vou ter que pedir ajuda para o Touya e não estou muito feliz com isso... – terminou a frase mais para si do que para Tomoyo.
- Desembucha logo Hikaru!
- Vai ajudar?
- Se você disser logo o que quer... Vou pensar no caso. – a outra suspirou.
- Esta bem! Eu convidei o Shoran para vir aqui no Japão no meu aniversário. – disse baixinho, olhando para os lados para verificar se a Sakura não estava vendo.
- Ta. E Onde eu entro nisso?
- Como "onde você entra nisso"? Você tem que me ajudar a juntar os dois!
- E pra que juntar os dois? Deixa isso quieto!
- Credo Tomoyo! Também não me precisa "morder"!
- Tudo bem! Gomen. Eu vou ajudar, está feliz?
- Beleza! Quando estiver chegando o dia do meu aniversário, eu vou pegar no pé do Touya para ele me ajudar! – sorriu maquiavélica enquanto Tomoyo meneava a cabeça.
Dia Cinco de Fevereiro No Japão.
- Mochi, Mochi⁵!
- Hikaru?
- Ela mesma! É você Shoran?
- Sim, sou eu. Só liguei para avisar que não vou poder ir ao seu aniversário esse ano...
- COMO É QUE É? – Hikaru teve a leve desconfiança que Shoran afastou o fone do ouvido. Mas também! Se ele não vier seu plano vai por água abaixo! Ainda mais agora que conseguira a participação de Touya nessa história. Por muito, mas conseguiu.
- Pô Hikaru! Eu não sou surdo!
- Eu sei, mas... Você não pode faltar!
- E porque não?
- Por que... Por que... Vai ser legal! E... E...
- Já entendi Hikaru. Você quer que eu vá para falar com a Sakura, certo?
- Estraga prazer. – o rapaz do outro lado da linha riu.
- Eu te conheço! Mas pode ficar tranqüila, ano que vem eu vou para o seu aniversário, está bem?
- Ah não Shoran! Vem no aniversário da Sakura então!
- Hikaru!
- Ta bom... Não foi uma boa idéia... Então vem no aniversário da Tomoyo!
- Hikaru, esse ano não dá! Minha mãe esta pegando no meu pé para eu estudar e conseguir passar em algum vestibular... Nem em festa do Clã eu vou! Já esta decretada: Festa só no ano que vem.
- Mas Shoran...!
- Ordens são ordens! Minha mãe não gostou nada, nada das minhas notas no ano passado. Agora tenho que suar a camisa, se não, nem no ano que vem eu vou poder ir.
- Está certo! – concordou derrotada. – Mas ano que vem eu quero ver você aqui, ein?
- Certo! Eu vou, pode deixar!
- Bom mesmo. E trate de estudar muito viu? Se não eu mesma vou falar com a sua mãe!
- O que? Vai vir até a China só para pedir permissão a minha mãe para eu ir ao Japão no seu aniversário?
- Larga de ser baka⁶! É claro que não! Mas vou falar com ela por telefone! E ai de você se não me passar o telefone para ela!
- tudo bem Hikaru, tudo bem! Eu vou ter que desligar agora! Tchau!
- Tchau.
- Por que essa cara murcha?
- O Shoran... Ele não vai poder vir.
- Não?
- Não, né Touya!
- Calma koi⁷!
- Como calma! – exclamou nervosa. – já estava quase tudo pronto!
- Mas pelo menos ele avisou com antecedência! Já pensou se ele não avisa? Iríamos ficar esperando feito patetas.
- Tem razão... AÍ QUE ÓDIO!
- Não fique com ódio Hikaru! Faz mal ao coração. – nessa hora Hikaru gelou. Já estava odiando essa mania de Sakura de aparecer "do nada".
- E Sakura! Dá próxima vez que você for aparecer, avisa! – e saiu pisando duro.
- O que deu nela?
- E eu vou lá saber!
- Mas você é o namorado dela! E estava com ela agora pouco...
- Parece que um dos convidados acabou de ligar dizendo que não vem a festa.
- Mas a festa é daqui cinco dias!
- Ta, mas, não se esqueça que faz tempo que ela esta falando da festa!
- Tem razão.
- Eu sempre tenho razão.
- Falou Kami ⁸ agora!
- Não ironiza não porque você sabe que é verdade!
- Ah ta! Isso mesmo...
Alguns dias depois, ainda no Japão
- Tomoyo! Vamos! É só uma fugazinha...
- Já disse que não! – como todas ainda estavam em ano letivo, tiveram que retornar a escola. Naquele dia era um sábado, poucos dias após o aniversário de Sakura, e Hikaru queria sair para comemorar a data, já que quando fora o aniversário da Sakura ainda era dia de semana. Agora a ruiva tentava convencer a morena a ir num bar de Karaokê.
- Mas Tomoyo! Vai ser divertido! A Sakura quer ir, o Touya já falou que vai, não conhecemos mais nenhuma menina para convidar. Só falta você!
- Pare com essa chantagem Hikaru!
- Não é chantagem! É só você ir tomar banho, se arrumar e sair! Mesmo que seja só para ficar de "corpo presente".
- Está bem!
Tomoyo sentia que esse passeio não era boa coisa, porém, enfim, decidiu ir. O restaurante era grande, e era praticamente iluminado pelo palco que era um tanto quanto grande e logo em frente havia uma televisão onde passava as letras das músicas. No palco havia um grupinho de garotas cantando completamente desafinadas. A garota dos orbes violetas tampou os ouvidos entes aquela barulhada terrível. Conseguiram uma mesa bem perto da parede, porém, infelizmente, perto do palco também. Tomoyo desabou na cadeira. Não queria estar ali, nem um pouco. Ainda mais tendo que segurar vela para Hikaru e Touya o que era realmente algo torturante! Após a quarta ou sexta pessoa - o tédio não lhe deixara contar – observou todo o salão até parar no bar onde uma pessoa lhe chamou atenção. E a pessoa que acompanhava também. Fechou a cara na hora. Pelo jeito, Eriol nunca iria mudar. Apesar de que... Não! Eriol nunca estaria entediado com uma mulher quase se jogando em cima dele! E, por incrível que pareça, ele começou a observar o salão até parar o olhar em Tomoyo, que corou um pouco, assim como arregalou levemente os olhos, mas não deixou de fitá-lo. Eriol sorriu, mas seu sorriso murchou tão rápido quanto apareceu, fechando a cara ainda mais quando a mulher tentava lhe chamar a atenção de novo. A garota estranhou. Será que tudo não passava de fruto da sua imaginação? Pensou intrigada.
- Vai lá Tomoyo! – disse Sakura, despertando-a de seus pensamentos.
- I... Ir aonde? – gaguejou, arregalando os olhos. Será que alguém notara...
- Cantar! Onde mais? – disse Hikaru.
- Ah! Melhor não...
- Vai lá Tomoyo! Por favor! Como presente de aniversário! Vai!
- Esta bem Sakura! – bufou. Sabia que quando Sakura queria ninguém conseguia fazer sua cabeça do contrário. Levantou-se da mesa e se encaminhou ao palco. Sabia que cantava bem, mas não estava muito a vontade, no entanto pedira a música que queria e subiu no palco, já que estava vazio. Aos poucos uma introdução de bateria enchia o ambiente. Não era muito roqueira, mas adorava esta banda.
I took their smiles and I made them mine.
Tirei seus sorrisos e fiz deles meus.
I sold my soul just to hide the light.
Eu vendi minha alma apenas para esconder da luz.
And now I see what I really am,
E agora vejo o que eu realmente sou,
A thief, a whore, and a liar.
Um ladrão, uma prostituta, e um mentiroso.
Sabia que estava chamando atenção. Sabia que estava impressionando até mesmo seus amigos, que não imaginavam que iria cantar algo tão forte, mas não queria pensar nisso. Não agora.
I run to you (run away from this hell),
Eu corro para você (fugir deste inferno),
Call out your name (giving up, giving in),
Chamar seu nome (desistindo, entregando),
I see you there (still you are), farther away.
Eu te vejo lá (ainda estiver a), bem longe.
Fitou o bar e encontrou os olhos de Eriol presos nela. A mulher acabava de levantar do banquinho e sair pisando duro. Involuntariamente, sorriu. Gostara imensamente daquela sena, apesar de não entender porque o rapaz não fora atrás da "paquera".
I'm numb to you - numb and deaf and blind.
Eu sou inexistente para você - inexistente e surda e cega.
You give me all but the reason why.
Você me deu tudo, menos o motivo
I reach but I feel only air at night.
Eu alcanço, mas eu sinto apenas ar na noite
Not you, not love, just nothing.
Não é você, nem amor, apenas nada.
Apesar da distância, Tomoyo percebeu que a expressão de Eriol mudou. Parecia que não concordava com o que cantara. No entanto, era a mais pura verdade...
I run to you (run away from this hell),
Eu corro para você (fugir deste inferno),
Call out your name (giving up, giving in),
Chamar seu nome (desistindo, entregando),
I see you there (still you are), farther away.
Eu te vejo lá (ainda estiver a), bem longe.
Fechou os olhos ao cantar refrão, porém quando os abriu, notou que Eriol não estava mais no bar. Por mais estranho que lhe parecesse, doeu. Dor que imaginara nunca mais sentir, por mais pouca e tola que tenha sido.
Try to forget you,
Tentei esquecer você,
But without you, I feel nothing.
Mas sem você, eu não sinto nada.
Don't leave me here, by myself,
Não me deixe aqui, sozinha,
I can't breathe.
Eu não posso respirar.
Os olhos violetas começaram a ficar úmidos. Não fora uma boa idéia cantar aquela música. Por mais que tentasse, não conseguia esquecer Eriol e a importância que ele teve em sua vida.
I run to you (run away from this hell),
Eu corro para você (fugir deste inferno),
Call out your name (giving up, giving in),
Chamar seu nome (desistindo, entregando),
I see you there (still you are), farther away.
Eu te vejo lá (ainda estiver a), bem longe.
Farther away,
Bem longe,
Farther away,
Bem longe,
Farther away,
Bem longe,
Farther away,
Bem longe,
Farther away.
Bem longe.
Assim que terminara de cantar, correu do palco indo direto ao banheiro, onde era perto da mesa onde estava. Nem prestara atenção na salva de palmas que era direcionado a ela, se trancara numa cabine e chorava alto. Sabia que aquele passeio não seria nada bom!
- Ah! Vê se eu mereço! – exclamou uma das mulheres que estavam no banheiro. – Fui completamente ignorada por um Deus Grego e agora tenho que agüentar chororô de garotinhas! Essa boa!
- Também né?! Você queria o que? Tava quase arrancando a roupa para o cara! Parecia uma desesperada. Era lógico que ele não iria ficar com você!
- Isso é inveja! Só porque eu tive a coragem de ir lá falar com ele...
- Ah claro! – ironizou aquela que estava falando com a primeira. – eu posso até estar com inveja pelo fato de ter ido falar e eu não, mas que você ficou se mordendo quando ele ficou babando por aquela garota que estava cantando agora poço, ah isso estava!
- Ora! Me poupe!
- Há! Eu te conheço! Você ficou mordidinhha sim!
- Cala a boca! – e logo as vozes foram se distanciando, mostrando que as duas mulheres saíram do banheiro.
Tomoyo saiu da cabine um pouco mais feliz. Pelo menos não era a única que não tivera uma boa noite. E foi bem feito! Não gostara daquela mulher mesmo...
°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-Versão Tomoyo-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°
Eu sabia que aquele dia no bar ia ser terrível! Sabia. Minha intuição é infalível! Já passou duas semanas desde o ocorrido. No fundo, no fundo gostei do que aconteceu, mas por fora... Pergunto-me se fiz a coisa certa. Ele tentou me impedir, mas o que adiantava? Estava bêbada e decidida a fazer aquilo. Sinceramente, não sei o que deu em mim. Estava lá, tomando nihonshu⁹, naquela hora, aos poucos. Até que, de repente, a mesma mulher que tava dando em cima de Eriol, voltou agarrá-lo enquanto dançavam uma música qualquer que um possível bêbado estava cantando. A cena era um tanto bizarra, mas me deu tanto ódio! Via que ele tentava escapar dos braços dela, só que a mulher parecia uma lula! Ele se sentia desconfortável e ela não largava dele, com isso eu bebi todo o meu copo de nihonshu de uma vez, levantei e fui até ele. Chegando lá, dei um puxão num braço dele e o agarrei pelo pescoço. "Sabe como detesto essa sua mania de se agarrar a outras mulheres quando brigamos, nee, koi?", disse a ele. Estava claro que estava bêbada, já a bebida fez efeito enquanto eu o alcançava, entretanto parecia que a mulher não percebeu isso e que Eriol entendeu minha jogada, apesar de estranhar. "Mas você sabe que não quero nada com elas, não é? Aishiteru¹⁰ mais do que tudo no mundo!", declarou ele. Aquilo me deixou sem ação por alguns instantes, porém recuperei-me rápido. "Isso é o que você sempre diz.", falei indiferente.
- E você sabe que é verdade. – Eriol sussurrou no meu ouvido, me arrepiando toda.
- Se fosse verdade você não teria mentido para mim todo esse tempo.
- Sim. Eu sei. É por isso que resolvi te esquecer. – e com isso, me soltou. O peguei pelo braço e enlacei seu pescoço de novo.
- Você não vai fugir de mim!
- E eu não quero te fazer sofrer... – arregalei os olhos. – Me solte Tomoyo. Antes que nós dois nos arrependemos dessa conversa.
- E se eu não quiser?
- Você não está em condições de querer algo.
- Duvida?
- Não vai ser preciso. Seus olhos vermelhos, seu hálito e seu comportamento te denunciam.
- Acha que eu não sei o que esta acontecendo? Acha que eu não separei você daquelazinha por mim mesma? Saiba que quando levantei daquela mesa já estava decidida a fazer isso! – disse séria.
- Mas a bebida afeta as suas decisões. E não adianta negar, eu vi você bebendo! Pode não ter bebido muito, mas bebeu!
- E acha que só um gole pode me transformar numa delinqüente?!
- Nunca te chamei de delinqüente. Só quero dizer que, dependendo da bebida e de quem bebe, o álcool pode afetar em suas ações, fazendo com que a pessoa faça algo que vá se arrepender depois.
- Eu não vou me arrepender depois, se é disso de que tem medo...
- Tenho medo disso sim. Mas não adianta tentar conversar com você nesse estado.
- E por que não? Sabe muito bem que vou me lembrar desse dia mesmo...
- Mas não totalmente...
- Por que foge tanto de mim?
- Por que você me pediu?
- E agora você faz tudo o que eu mando?
- Claro que não Tomoyo. Faço aquilo que acho sensato fazer.
- Só agora?
- Antes tarde do que nunca. – eu sabia, por mais bêbada que estava: eu o estava irritando.
- Muito tarde você quer dizer...
- Realmente, não da para conversar com você...!
- Só por que eu disse a verdade?
- Então foi para isso que você veio falar comigo? Jogar verdades na minha cara?
- Não...! Claro que não...
- Ah! Já sei! Foi para inflamar seu ego não foi? Teria feito isso com qualquer cara que visse pela frente, mas aproveitou o fato de que me conhecia e juntou a fome com a vontade de comer!
- Não! Eriol, não é isso...! – naquela hora eu senti vontade de surrá-lo!
- Quer saber? Que se foda! Da tua vida quem cuida é você. Só te peço uma coisa: não me meta nela! Não to nem um pouco afim de ser acusado depois...
- Eriol, que bosta! Me escuta, pelo menos?
- Escutar o que? Que te deu vontade de fazer showzinho foi?
- Cala a merda da boca e me escuta!
- Tenho mais o que fazer do escutar uma bêbada!
- Eriol, da pra fazer o favor de calar a boca!
- Vem calar! Se é que você tem... – parecia que havia voltado no tempo... Primeiro uma discussão, depois... O beijo. Eu o beijei com desespero! O agarrei pelo pescoço e não o largava. Não era aquele beijo de língua, mesmo por que... Bem, eu não sou muito expert nesse assunto... Ele tentava me separar dele, mas eu não queria isso. Quanto mais ele tentava nos separar, mas eu me agarrava nele. Até que eu inclinei minha cabeça para trás e entreabri meus lábios, deixando claro o que eu queria. Apesar de ele ter hesitado um pouco, senti sua língua quente e temerosa encostar-se à minha. Acabei por gemer baixinho e ele rendeu-se, me beijando de modo alucinado. De repente ele parou.
- Não posso continuar com isso... – murmurou rouco mais pra si mesmo eu diria.
- E porque não? Você quer isso, eu quero isso...
- Você só quer por que bebeu. Duvido queira se estivesse sóbria.
- Duvida mesmo? Olha que é capaz de perder. – percebi que ele se assustou com a resposta, mas como não estava "nem ai" para reação dele, mordi seu lábio inferior.
- Você não quer isso Tomoyo.
- Vou te provar o quanto está errado... – e o beijei outra vez. Não só uma, como várias, até ele render-se, o que não demorou muito.
Agora, parando para pensar, talvez... Só talvez, ele estivesse certo. Eu me sinto um pouco... Incomodada. Não diria arrependida, nunca direi. Havia dado a minha palavra e com isso não vou voltar atrás, mas... Aquele beijo mexeu mesmo comigo. Quer dizer, aqueles beijos mexeram comigo. Percebi que, mesmo que ele não tenha mudado, mesmo que ele não me ame de verdade, eu quero lutar por ele, só que... Não agora. AH! Quer saber? Não me arrependo do que fiz, mas não vou ficar me rastejando não! Ele disse que queria me esquecer... Então esqueça! Começou tudo errado mesmo. Preciso de algo que dê certo desde o inicio e com ele isso é impossível! Vou deixar esta questão em aberto por enquanto...
°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-Versão Shoran-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°
Nossa! Quanto tempo que eu não narro, não? Essa Nyla vai me pagar um dia...! (#alto lá! A fic é minha e tenho doto o direito de modificá-la u.u#) – ingrata – (# eu ouvi isso!#) Certo, certo! Não vamos criar confusão!
Bem... Já estamos em outubro! - Eu sei... O tempo passou absurdamente rápido, mas são ordens da Nyla... O tempo tem correr já que o ultimo capítulo esta enorme de grande! - Havia recebido um telefonema da Hikaru, pedindo pelo amor de Kami, que eu fosse ao aniversário da Tomoyo. Isso está me deixando uma pilha de nervos! E o pior é que não pára por ai! Quem tinha atendido ao telefone, que por um milagre – não sei -, foi a minha mãe! Lógico que a ruivinha doida ganhou uma aliada. E com isso eu me ferrei. Minha mãe falou para eu ir de qualquer jeito, se não ela mesma ia me levar até lá, assim ela aproveitaria para conhecer a Sakura. Bem, depois dessa, vocês até podem imaginar o que vou fazer... – Ei! Não pensem que eu vou fugir ok? Preciso resolver logo isso!
Como a festa, com certeza, vai demorar a acabar, vou ter que passar a noite na casa da Tomoyo. Com isso tive que arrumar minhas coisas numa mochila. Já é véspera e tinha que ir logo para o Japão. Por pouco eu não fui no jatinho particular da minha família, o que por sinal eu odiaria do mesmo modo que eu odiei a idéia quando minha mãe propôs aquilo. A viajem foi tranqüila, a recepção foi razoável, o passeio que fui obrigado a dar para poderem arrumar o salão – já que acabei chegando muito cedo – e assim a Sakura não me encontraria antes da festa, o que, por sinal, eu achei completamente desnecessário, mas já que eu estava nas mãos da Hikaru... Pois bem, tudo correu do jeito que elas queriam. Arrumei-me no horário e fiquei enrolando a festa inteira. Até certo ponto, para falar a verdade. Já tava lá no meu quarto copo de refrigerante – resolvi não encher a cara para não dar vexame. – quando um rosto conhecido passa por mim, vestindo um uniforme verde pastel. Não sabia se ria ou se partia para briga, então resolvi ficar no meu canto. Percebi que a pessoa em si já me notou, mas não falou nada. Continuou a fazer o que estava fazendo, que era verificar a mesa do Buffet. Estava sério, bem compenetrado no trabalho, diferente de Tomoyo, que não tirava os olhos dele. E o que mais me impressionou na noite – por enquanto – foi o olhar de Tomoyo. Parecia confusa e saudosa. Continuei a tomar meu refrigerante, até que o vi entrar na cozinha, já que estava na porta desta. Ele olhou para mim e abaixou a cabeça. Vi que Tomoyo quase veio atrás dele, mas controlou-se. O problema nisso tudo é que sou curioso! Com isso entrei na cozinha e encontrei Eriol sentado numa cadeira de frente para um balcão.
- Já sei pra que veio e já adianto que esta perdendo o seu tempo. – quase não o reconheci. A voz séria, o semblante neutro.
- Eu sei. Não vim por causa disso. – Ele me olhou incrédulo. – Também... Não é pra menos.
- Veio pra que então? Pra ver minha cara linda é que não foi!
- Claro que não! – sentei-me numa cadeira de frente a ele. – Tem outras caras muito mais bonitas que a sua...
- Fala logo! Veio me testar?
- Não. Vim para entender. Não se esqueça que sempre fui curioso. – disse rindo.
- Ah! Alguém te contou alguma coisa?
- Não. Por quê? Tinha algo a me contar?
- Se você gostar de ficar ouvindo fofocas, sim tinha.
- Fofocas? – indaguei irônico – Hum... Não... Prefiro uma fonte mais confiável para ficar mais informado dos assuntos...
- Ou seja, da vida dos outros?
- Também. Anda homem! Desembucha! A coisa é tão grave assim?!
- Não! Foi só uns beijos, o que me deixou uma insônia ferrada por meses!
- Beijos, hã? Sei...
- É sério caramba!
- Eu sei que é sério. Mas sabe que não gosto de não soltar alguma piada de vez em quando...
- É... Você é do tipo: perco o amigo, mas não perco a piada.
- Exato! E o houve de tão estranho nos beijos? – fiz questão de frisar as ultimas palavras.
- Desespero. Ela me beijou como se sua vida dependesse disso. Disse que não iria se arrepender do que aconteceu, mas... Ela tava bêbada.
- Você a embebedou?
- Não! Havia ido num bar de karaokê, para passar o tempo, rir de quem canta mal... Só que ai uma mulher começou a me encher, dizendo que me achou bonitinho e um monte de coisa com "inho". Se tem uma coisa que eu me enchi, não agüento mais, é mulher fácil. Aí a mulher continuou no pé e tentava de tudo para ignorar ela, nisso eu vi a Tomoyo uma mesa onde estava a Sakura, um cara grande e uma ruiva que não desgrudavam...
- Touya, irmão da Sakura e Hikaru, namorada dele.
- É... Deve ser. Só sei que teve uma hora que ela levantou da mesa e foi para o palco, cantou uma música com letra forte, coisa que não era muito a cara dela, mas até que combinou bastante quando ela cantou... Bem estou desviando um pouco. Aí, enquanto ela cantava, eu não tirava os olhos dela, só que a mulher que tava me enchendo ficou com raiva e saiu. Assim que a Tomoyo terminou de cantar, saiu correndo para o banheiro, porque acabou chorando enquanto cantava. Depois de um tempo, eu vi que a Tomoyo voltou para mesa e pediu nihonshu. Até aí, pensei que não ia ter mais nada para fazer, só que a mulher insuportável voltou e implorou uma dança, o que eu achei horrível da parte dela porque tinha um cara bêbado tentando cantar uma música em francês. Foi horrível! Só não ficou pior porque do nada eu senti alguém me puxando pelo braço e me agarrando pelo pescoço, logo vejo que era a Tomoyo. Disse umas coisas como se fôssemos namorados e dei graças a Kami por ela ter tido essa idéia. Só que, num certo ponto, não foi tão bom assim. Discutimos e com isso ela me beijou.
- Pera ai! Vamos com calma... Você cansou de mulher fácil e a Tomoyo te beijou? Fala sério, isso está surreal demais!
- Mas é verdade! Antes ela só tivesse me dado um beijo, mas não! Ela me beijou tanto que perdi até as contas. Agora é que não entendo mais nada!
- Realmente, isso está bem estranho. Mas, essa é a vida de vocês e não estou afim de me meter.
- Não mesmo?
- Não! Só faria isso se a situação fosse diferente... – agora que eu percebi... Depois de muito tempo eu tive uma conversa decente com Eriol. Ele realmente mudou. Está mais sério, agora parece homem! – Percebeu uma coisa?
- O que?
- Estamos conversando!
- Ta... E daí? – mas a tapadisse... Isso não muda nunca!
- Dã! Esqueceu que não estávamos nos falando?
- Ah é! Verdade! Incomoda-se com o fato?
- Não. Nem um pouco. E você?
- Também não.
- Então, quer saber? Vamos esquecer o que aconteceu antes? – disse, estendendo uma das mãos.
- Certo. – ele apertou minha mão.
Tá certo, isso foi estranho. Mas era uma amizade tão antiga... Não que a Tomoyo não merecesse, porém o Eriol mudou, de verdade. Eu, mais do que ninguém, poderia notar isso. Acabamos conversando sobre vários assuntos, sabem? Colocar a fofoca em dia? Pois é, conversamos sobre tudo! Até que a Hikaru apareceu lá reclamando que tava faltando alguma coisa, com isso eu voltei ao lugar de antes. Pensando bem, eu não estava me divertindo nem um pouco naquela festa. Tirando a conversa que tive com Eriol, não teve nada mais interessante ali. Saí do lugar em que estava e andei perto da mesa de Buffet, foi quando eu me encontrei com Sakura. Ela estava parada, comendo algum doce, com certeza! Estava diferente, vestida de um modo mais... Sexy. – aposto como tem dedo da Hikaru! – Ela me viu e ficou parada esperando eu falar com ela, coisa que não estava em condições de fazer. Uma, porque estava entediado demais e quando eu estou entediado, meu humor fica uma porcaria. Duas, porque ela estava sexy demais... Isso vai afetar meu juízo! Sendo assim, eu segui reto e deixei-a lá. Sei que ela não gostou nada, nada do que eu fiz, mas eu já disse! Meu humor está um lixo!
°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-Versão Sakura-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°
Certo! Ali vem o Shoran! Agora é só esperar que ele venha falar comigo... Eu acho... Ele não está com uma cara muito feliz e isso não é legal. Será que é por causa da minha roupa? Eu falei para Hikaru que aquilo na era preciso, mas ela me escutou? Não! Ela não me escutou! Tudo bem, deixa estar! Continuei lá, paradinha! Sabem, desde que a festa começou eu venho observando ele. Parece que esta vendo aquelas exposições chatas de artes, onde você anda e anda e só vê quadros e mais quadros. Por mais que seja lindo e fascinante, aquela falta de movimentação mais intensa torna as coisas mais enfadonhas. Vi que ele estava conversando com Eriol, o que, a princípio, estava cheio de tensão, tornou-se algo mais agradável até mesmo para ver. E eu continuei lá, paradinha. Só que filha da mãe passou reto! Tem noção? Detesto quando as pessoas me ignoram! Se não for propositalmente, até entendendo, mas proposital? Me poupe!! Ele vai me olhar, custe o que custar!
°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-Versão Shoran-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°
Só não entendo porque a narração da Sakura ai no meio, mas tudo bem! Quem manda é a Nyla mesmo... Sei que a Sakura deve estar procurando uma bazuca agora, para me fazer em pedacinhos em alguns segundos... Legal, nee? Tudo bem, tudo bem! Isso vai passar um dia. Bem, resumindo a festa até aqui: Hikaru ficou delegando ordens a todo mundo, Touya tentava conter a namorada, Tomoyo ficava observando a Eriol de longe e este fazia o mesmo e ao mesmo tempo atendia as ordens de Hikaru, Sakura sumiu por um breve instante e voltou, mas se manteve distante, o resto dos convidados que eu não sei quem é estavam ou dançando; ou no jardim conversando ou fazendo algo mais interativo; ou estavam comendo e bebendo; ou estavam se afogando na piscina, ou seja, nada fora do comum. Fiquei andando pelo salão da casa – por que não dava para fazer a festa na sala... Isso acabaria com os móveis – e fiquei encostado na parede no lado oposto a mesa do Buffet. Estou, novamente, tomando refrigerante, o que já esta me enchendo, quando um garçom passa com copos de conhaque, obviamente para os poucos adultos que havia ali, mas quem disse que eu ligo? Peguei um copo e fiz minha melhor cara de mal, fazendo o garçom vazar rapidinho sem reclamar.
– adora fazer isso! – Comecei a tomar devagar, aquilo descendo rasgando minha garganta, só me amaldiçoava pelo fato de não ter comido muita coisa, o que vai me ajudar a ficar bêbado num instante, mas tudo bem! Vou bebendo devagar, assim que sabe não vou assimilando as coisas, para assim não ficar bêbado de vez. O pior é que mal comecei a beber o que tava no copo e vi a Sakura se aproximar... – Tipo... Será que já estava bêbado? O.o – Aquilo não era bom. Parecia que ela esperando a música certa. Veio toda provocante para cima de mim, os lábios pintados de vermelho forte. Por mais vulgar que isso seja, ela ficou incrivelmente linda e até mesmo um pouco inocente. Aquele andar provocante, fazendo um conjunto sugestivo com o olhar e o sorriso travesso. – Tudo isso só porque eu passei reto? Õ.o
You sit and you stare and you wait and you wonder
Você senta e devaneia e espera e imagina
You think "Maybe it's me and I'm being a fool."
Pensa: "Talvez seja eu e estou sendo um tolo"
You start to believe it's a curse that you're under
Começa a achar que amaldiçoado
And you're just a doll for a girl who is cruel
E que você é um boneco para uma garota cruel
With a pin.
Alfinetar
Sabe aquele sentimento de que alguma coisa vai dar errado, mas mesmo assim você joga tudo para o alto e quer viver o momento? É o que eu sinto agora. Ela ficou bem próxima, pegou o copo que estava na minha mão e tomou um gole, pensei que ela faria uma careta horrível, mas até que fez uma aceitável. Olhou-me de forma séria nos olhos, mas dava para ver um brilho travesso. Ela queria acabar com a minha compostura...
So let me out,
Então me liberte
Or let me in
Ou me aceite
And tell me how
Me diga como
We can win.
Podemos vencer
Cause I really wanna know now,
Porque quero muito saber
Before I begin
Antes de começar
To let you go.
A esquecer você
So let me know.(let me know)
Então me ensine (me ensine)
Ela chegou bem perto de mim, mas não encostou seu corpo no meu. Era proposital, sabia disso. Fiquei parado, tentando entender o que ela queria, o que na verdade eu sabia, mas não queria admitir. Sakura estava perdendo o controle, por mais que ache que não. Roçou seus lábios bem delineados no meu, lentamente. Se o que ela queria era me provocar... Está conseguindo.
I'd rather be wandering hungry and homeless
Eu preferia estar vagando com fome e sem teto
Than here in the warmth of a silent defeat
A estar aqui no calor de uma derrota silenciosa
You've gotta be honest with me and be ruthless
Seja honesta e cruel comigo
'stead of shifting uncomfortably there in your seat
Em vez de se mexer desconfortável na sua cadeira
And your skin
E na sua pele
Ela estava me testando e aproveitei para testá-la também. Até aonde aquilo iria? Ela continuava a roçar seus lábios nos meus, talvez esperando que eu faça algum movimento. Se o Eriol estivesse por perto, estaria segurando o riso agora. Pode ser a garota mais linda do universo, mas quando alguma mulher me provoca, eu fico parado, apenas testando a paciência dela. E no final, eu sempre ganho! Apesar de que dessa vez, acho que vou perder...
So let me out,
Então me liberte
Or let me in
Ou me aceite
And tell me how
Me diga como
We can win.
Podemos vencer
Cause I really wanna know now,
Porque quero muito saber
Before I begin
Antes de começar
To let you go.
A esquecer você
So let me know.(let me know)
Então me ensine (me ensine)
Porém, me enganei. Logo senti os lábios dela prensados nos meus, como uma derrota. Mas mesmo assim eu não me mexi, fazendo com que ela prensasse com mais força, chegando há encostar um pouco seu corpo do meu. E mesmo assim eu não fiz nada. – Agora vocês se perguntam: por que diabos ele não agarra ela de uma vez? Eu não vou fazer isso. Ela ainda esta me testando, apesar um pouco incerta sobre isso. – Bem, eu achei que era só teste, até ela me pegar pelo pescoço e me dar um belo de um beijo. Correspondi de imediato! Apesar de ainda ser um mistério para mim o porquê de tudo isso... Aos poucos, os beijos – claro, não foi só um! – foram se tornando mais ardentes. Sabia que tinha que parar com aquilo, mas acho que a bebida afetou meu corpo, porque ele agia por conta própria. Separamos por falta de ar e logo vi os olhos verdes escurecidos, as faces coradas, e o batom borrado e, por incrível que pareça, a achei muito atraente. Ela me puxou pela mão, e eu fui. Ela conseguia me dominar completamente...
°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-Versão Eriol-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°
Nossa... Agora percebo porque reclamam tanto da Nyla... Só agora é que eu vou narrar! Cara, já é o ultimo capítulo! (#Não reclama ù.ú Antes tarde do que nunca#) – Tu gostou dessa frase não? ù.u – (#Vai narrar logo e não me enche ò.ó#) – esta bem, o Madame TPM! – (#prefiro, sinceramente, não comentar... u.u#) – Ok! Lá vou eu!
Tô lá, trabalhando numa boa, achando, desde o começo, que é muito estranho o fato de terem contratado o restaurante onde trabalho, mas... Isso já não é comigo. Ok, tava lá, trabalhando, ouvindo aquela ruiva doida gritar na minha orelha, sentindo os olhares da Tomoyo, dando uma espiada nela de vez em quando... Tudo estava bem! Até que sou puxado pelo braço até o jardim...! – to falando sério, essa mania da Tomoyo ta me irritando! – Resolvi nem brigar, porque sabia que não adianta... Ela puxando com força, sinal de que por mais que eu tente, ela não vai me escutar. Ela foi andando e eu estranhando... Íamos ficando cada vez mais longe da mansão e ela não parava de andar. Aposto como Tomoyo esta me levando para o labirinto... – Ah! Isso não. – Paro e puxo meu braço, fazendo com que, acidentalmente, ela batesse contra meu peito. Certo... Fiquei balançado por causa desse contato físico, mas ela não precisa saber. Tomoyo ergueu a cabeça, os olhos levemente arregalados e a boca entreaberta. – merda! Acabei lembrando aqueles beijos...
- Não pense mocinha, que vai me levar para o labirinto. Sabe como não gosto daquele lugar.
- Você não gosta porque tem medo! – entendi a jogada dela, mas não cair.
- Esta certa, eu tenho! Feliz? – vi que ela pensava em outra técnica.
- Então porque não tenta perder esse medo?
- Pra que se essa é uma possível ultima vez que piso aqui?!
- E se não for a ultima vez?
- Só o tempo dirá. Gomen, Tomoyo, mas tenho que ir trabalhar. Não se esqueça que estou aqui a serviço. – ela não gostou do que eu disse.
- Certo... – disse devagar. – alerta! Alerta vermelho! – Mas tem um, porém, Eriol. Não vou deixá-lo ir, a menos faça algo para mim.
- Eu sei o que quer e sinto muito, mas não vou poder te ajudar. Entenda Tomoyo! Não vai dar certo.
- Então ta! – e assim ela saiu. Estranho... Muito estranho... Mas, deixa para lá! Entrei no salão e continuei com o que estava fazendo antes.
Às vezes não entendo a Tomoyo. Quando faço a coisa errada ela corria para longe, agora quando tento fazer algo certo, ela corre atrás de mim! Será que é tão difícil entender que eu não quero machucá-la? Tudo bem que eu to agindo feito um bruto, mas tenho que afastá-la. Para o bem de todos! Só que Tomoyo é teimosa! Estou verificando outra vez a mesa com as comidas e bebidas e a encontro conversando com um cara. Droga! Eu conheço o cara. Eu era galinha, mas ele era mais. Era e é. O que me deixa completamente desesperado! Tomoyo ta pegando pesado! Pego uma das bandejas com um garçom que estava passando e fui até eles.
-... Uma moça tão bonita não deveria estar sozinha... – disse aquele cara de pau! A mina é minha!
- Muita gentileza da sua parte. – disse Tomoyo, com um sorriso provocante, pegando um dos copos da bandeja, fingindo que não me viu.
Tá certo... Ela quer que eu me humilhe... Então, tudo bem. Assim que eles terminaram de pegar seus drinks, simplesmente virei às costas e saí. Para que correr atrás? Sei muito bem no que isso vai dar: brigas, brigas e mais brigas. Poderia acontecer de novo o que aconteceu naquele bar de karaokê, com uma pequena diferença: ela não repararia no meu desconforto. Se for para ficar desse jeito, prefiro continuar do jeito que esta. Ela não largava aquele galinha miserável em momento algum. Detesto esses joguinhos. Só não esperava que justo Tomoyo o fizesse. Mas deixa quieto. Percebi que aos poucos ela foi se esquecendo de mim, e por mais estranho que pareça aquilo doeu... Aos poucos fui me sentindo sufocado e logo saí do salão e fui para jardim e quando eu menos esperei, estava no labirinto. - Sempre me perdia naquela porcaria! – Chutei uma pedra e senti meu rosto quente, e minha visão estranha. Chorava e não sabia por quê... E logo uma imagem da Tomoyo rindo alegre como se não tivesse mais ninguém a sua volta a não ser ela e mais aquele canalha, veio em minha mente com força total, aquela dor incomoda voltou forte... Depois senti braços me abraçando por trás e uma cabeça se apoiar nas minhas costas.
- Perdão Eriol... Não sei o que deu em mim! Perdoa-me?
- Melhor não, Tomoyo. Mesmo porque eu não tenho motivos para te perdoar... Você é livre e desimpedida e eu... Nós não daríamos certo.
- Mas nem tentamos...!
- Porque não dava para tentar! – a interrompi. Virei de frente para ela. – Já disse que te amo Tomoyo. Não estou mentindo. Mas hoje eu percebi que você merece ser feliz e isso não vai acontecer ao meu lado. Na verdade, percebi já faz um bom tempo, mas agora eu tive certeza.
- Por que, ao menos não tentamos? – indagou-me esperançosa.
- Sabes que iremos fracassar.
- Você não é o Eriol que eu conheço.
- E você não é a Tomoyo que eu conheço, apesar de apreciá-la ainda mais por isso.
- Poderia me dar um presente de aniversário? – sabia o que ela queria, mas... – Por favor! Não se esqueça que você não me deu nada de aniversário! Você sempre me deu um presente nos anos anteriores... – droga! Ela sabia me convencer!
- Certo! O que é?
- Um... Beijo de... Despedida. – Isso era sinal de que... Então é assim? Realmente isso nunca daria certo. Aproximei-me e a beijei levemente e teimosa do jeito que era, acabou tornando aquele beijo avassalador!
°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-Versão Touya-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°
Eita que a Nyla está boazinha hoje! Deixou até um espaço para mim! Pois bem, não quero criar confusão, já que esse capítulo está enorme. Agora, o que eu acho da festa? Até está bom, tirando o fato de que não consigo ficar parado, porque minha querida namorada não para quieta! E olha que a casa não é dela e o aniversário não é dela, e isso esta me deixando uma pulguinha atrás da orelha com relação a esse tal de Shoran. Mas eu tenho que fazer essa garota parar!
- Hikaru...!
- Pera aí Touya, to ocupada! – e com isso ela saiu correndo de novo. Bufei e andei atrás dela.
- Se você continuar a fugir de mim, vou ser obrigado a procurar outra companhia! – esse truque sempre funciona!
- Vai. Pode ir! Ah! Uma boa sugestão é aquela loira que não pára de comer! Nunca vi, come feito uma desesperada e é um palito! Ela parece metida de longe, mas é uma pessoa legal. Depois me diz como foi! – disse normalmente, como se estivesse encorajando um amigo.
- Hã... Hikaru, você sabe com você está falando?
- Sei! – disse sem se virar para mim em momento algum. – Touya, meu namorado.
- E... Você diz isso como se não fosse nada!
- Aí Touya! Chaga desse seu ciúme bobo, hai¹¹? Eu estou muito, muito, muito ocupada, entendeu?
- Por Kami! Você não tem motivo nenhum de continuar com isso! A aniversariante sumiu, Sakura também, esse tal de Shoran faz tempo que não vejo, e esse resto dos convidados que se danem! Você Não é a dona da casa, não é parente e a festa não foi surpresa, então esqueça esse povo e vai curtir um pouco!
- Mas Touya...
- Poxa Hikaru! É tão difícil assim convidar minha namorada para dançar? – disse fazendo manha. Até eu me espantei.
- Nossa Touya! Não sabia! Mas é que...
- É claro que você não sabia. – digo sarcástico. – Você só se preocupa com essa festa e se esquece de mim... Até parece que nos vemos todos os dias.
- Tá bom, menino carente! Eu vou dançar com você, ta? – sorri de lado. Já vi que o truque do ciúme não funciona, mas o da manha... Esse realmente é infalível!
E por ironia do destino começou a tocar uma música lenta. Não me fazendo de rogado, apertei Hikaru nos braços e comecei a distribuir beijos no seu pescoço. Precisava mantê-la ocupada, se não ela começaria a surtar de novo. Ela estremeceu e inclinou o pescoço para o lado me dando espaço. Sabia como o pescoço dela era sensível. Ta, não só o pescoço, mas isso não vem ao caso! Ela afagava meus cabelos enquanto dizia baixinho o meu nome. - Droga! Por que ela tinha que fazer isso? – Mordi de leve o pescoço dela. Era assim, não era? Um provocava e outro também! É por isso que eu adorava aquela menina... Ela levantou meu rosto e mordeu meu lábio inferior.
- Não me provocar, garota.
- Nyaa, você até gosta, que eu sei.
- Sim... Eu gosto. E gosto de outra coisa também... – digo malicioso.
- Ah é! – disse maliciosa, entrando no jogo. – Pois então sossegue seu apetite! Ou se esquece do que aconteceu semana retrasada?
- Aconteceu semana retrasada! Saiba que senti saudade logo no dia seguinte.
- Homem insaciável!
- Não vem que não tem! Quem foi que pediu de novo?
- Touya? – ela ficou envergonhada! xD
- Sim? – digo fingindo inocência.
- Cala a boca! – eu ri, logo a beijei com desejo.
°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-Versão Nyla-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°-°
Shoran deixava ser guiado por Sakura, levemente desconfiado, enquanto a garota não prestava atenção no que fazia, parecia que seu corpo criara vida própria e sua mente estava vazia. Abriu a primeira porta que viu pela viu pela frente, coincidentemente, o quarto onde Shoran iria ficar. Jogo o rapaz sobre cama e deitou-se sobre ele, beijando-o de forma libidinosa. O rapaz hesitou um pouco, mas deixou-se levar pelo momento. Aos poucos, os beijos começaram a se tornar mais selvagens, os corpos ficaram mais quentes, as carícias sem restrições.
And who'd thought I'd have the strength to say
E quem diria que eu teria forces para dizer
"Let me out or let me in"?
"Me liberte ou me aceite"?
But as the words are forming in my mouth
Mas conforme as palavras se formam na minha boca
I wanna say them again, and again, and again, oh!
Eu quero repeti-las, repeti-las, repeti-las...
Shoran sentia que Sakura estava cada vez mais entregue, tentava se conter ao máximo, mas... Sentia falta dela, do calor que ela emitia, da sua voz, do seu sorriso. Sentiu sua camisa sendo puxada e deixou-se ser despido por ela. Os olhos verdes revelando que sua dona estava fora de controle. Sabia que também estava. Beijou-lhe o pescoço, ouvindo um gemido alto sair daquela boca na qual fora o primeiro a explorar, sentindo o estremecer daquele corpo cheio de curvas. Estava inebriado pelo momento e do perfume dela. Tocou um dos seios, por cima da roupa, com as mãos tremulas e hesitantes e ela respondeu a carícia inclinando a cabeça para trás e embrenhando os dedos por seus cabelos. Se continuassem assim, fariam algo que... Shoran nem pode terminar sua linha de raciocínio, pois Sakura começou a distribuir beijos por seu abdômen. Aquilo... Eles... Estavam fora, completamente, de controle! Não resistindo mais, despiu Sakura com urgência. Não queria que as coisas acontecessem desse modo, então, assim que terminou de despi-la, tentou controlar-se um pouco, mas visão de Sakura sem uma peça de roupa o deixou louco.
- O que quer de mim Sakura? – disse rouco, venerando-a com o olhar.
- Você. – pediu baixinho. Shoran gemeu.
- Sabe que não posso. Não podemos...
- Basta querer.
- Sakura...
- Venha Shoran!
Aquilo foi o suficiente, beijou-a com ardor. Ah! Como sentia saudade dela! Perder-se no corpo dela era algo que sonhara por mais de um ano. Os gemidos; o modo como se contorcia, como arqueava o corpo... Era sua perdição, com certeza. Amava-a por si só, agora amava seu corpo, suas carícias. Sakura o marcava de todas as formas. Não fisicamente, mas... Seus gestos, seus toques... Ficaram guardados para sempre na memória dele. Logo estava pele a pele, enlouquecidos por um prazer criado por acaso. Shoran sentia que estava se apaixonando ainda mais por Sakura. Ela se tornaria dele. Ele se tornaria dela. Nada mudaria esse fato. O momento estava cada vez mais próximo, sabia não por ele, mas pelos gestos dela. Ela o apertava e dizia com todas as palavras que o queria... Queria-o agora. Atendeu aos pedidos dela de imediato, tomando todo o cuidado para não machucá-la. Sakura o recebia de bom grado. Arqueava, arfava, contorcia... E o enlouquecia. Shoran sentiu-se extasiado quando se sentiu dentro dela. Ambos se completavam e exterminavam com a saudade que reinavam em seus seres. Shoran fascinou-se com a visão de Sakura chegando ao seu limite, acompanhando-a em seguida. Ambos respiravam com dificuldade. O rapaz retirou-se da garota com gemido de reclamação. Queria que aquilo não terminasse nunca! Deitou-se ao lado dela e a abraçou, fazendo com que ela deitasse em seu peito. Sentia-se pleno. Completo.
O...O...O
Os raios de sol incomodavam a sua vista, mas não sentia nenhuma vontade de sair dali, abrir os olhos. Não queria, pois tinha medo de que tudo aquilo que vivenciou com Sakura não passasse de um sonho. Tateou a cama, numa tentativa vã de encontrar aquela que tanto amava. Ela não estava ali. Sentou-se rapidamente, tendo uma leve tontura e dor de cabeça como conseqüência. Não havia bebido muito, mas também não comera o suficiente para não lhe dar uma pequena ressaca no dia seguinte. Olhou todo o quarto e não a encontrou. Procurou pelas roupas dela e nada! Ela simplesmente sumira! Jogou-se contra a cama e sentiu as lágrimas banhar seu rosto. Sentiu-se completo durante a noite e destruído na manhã seguinte.
So let me out,
Então me liberte
Or let me in
Ou me aceite
And tell me how
Me diga como
We can win.
Podemos vencer
Cause I really wanna know now,
Porque quero muito saber
Before I begin
Antes de começar
To let you go.
A esquecer você
So let me know.
Então me ensine
#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#.#
N.A.: Até que enfim!! Glória a Deus!! Finalmente o ultimo capítulo!
Não tenho nem palavras sobre esse capítulo. Na minha opinião, está um lixo! Só enchi lingüiça... Sem contar que praticamente nada se encaixou nos planos. – como sempre. – A única coisa que eu queria que acontecesse e aconteceu foi a noite do Shoran com a Sakura. Apesar de não ser bem assim que eu queria. Outra coisa que não saiu do jeito que eu queria era o capítulo pronto. Demorei muito dessa vez. Sinceramente não foi minha intenção. Antes de falar mais sobre isso, vou dar alguns esclarecimentos básicos sobre os casais, começando com o casal principal...
Shoran e Sakura. Aquela parte onde a Sakura conversa com o Touya sobre o que aconteceu entre ela e o Shoran, que ela o compara a uma tempestade, isso só piorou a minha situação, mas até que ajudou um pouco. Atrapalhou pelo fato dela ter feito "pouco caso" sobre o que aconteceu, parecendo que ela não se interessava muito, agora, ajudou porque mostrava que ela tinha curiosidade sobre o fato. Com isso, eu mesma me deixei confusa. A noite dos dois foi fundamental! Isso me dará munição para continuação, que, aliás, quero e vou fazer com que o Shoran seja mais sério e mais distante, indiferente, só mesmo para dificultar as coisas. Só que, aí, vem um pequeno "porém": a conseqüência desse ato. Com isso, qualquer um logo pensa em gravidez, e com gravidez vêm dois assuntos, um é aborto e o outro é ter o filho. O aborto trás mais três assuntos que são aborto natural, provocar um aborto propositalmente e a criança nascer morta, o que, aliás, não é bem um aborto, mas mesmo assim ninguém ficara com criança nenhuma. Já em ter o filho vêm também mais três assuntos: a criança fica com mãe, a criança fica com o pai, ou a criança vai para adoção, no entanto há também a possibilidade da criança ficar com outros parentes, ou seja, ficar com os avós ou com os tios e com isso viriam mais e mais assuntos para ambos os caminhos. É aí que a coisa complica... Ainda não tenho certeza em qual desses escolher. Só que também posso optar por não ter conseqüência, ou a conseqüência ser alguma espécie de dor ou doença. Claro que não vai ser AIDS, nee minna-san (né pessoal)? Os dois são saudáveis e não pretendo usar assuntos muito fortes. Até aí, resta à dúvida. Agora vem o casal – ou casais? Õ.o – secundário...
Tomoyo e Eriol. Deu para perceber que eles estão bem confusos...? Pois é, culpa minha. Tirando esse fato, me resta imaginar o que diabos eu vou fazer na continuação... Estou pensando seriamente em juntá-los bem rápido, porém ainda não tenho certeza. Maaaaas, de uma coisa eu tenho certeza! Os dois vão receber uma enorme bomba! E já adianto que o Eriol não engravidou ninguém, então pode tirar a idéia de que o Eriol pode ser pai, da cabeça! Essa dúvida só vai ficar no Shoran... Resumindo, sobre esse casal eu não tenho muito a dizer, mas que eles vão ser mais felizes na continuação, isso, provavelmente, vai. Agora vem o outro casal...
Touya e Hikaru. Realmente não sei se esse casal é secundário, mas isso não vem ao caso. Acho que deu para perceber em que grau está o namoro deles, nee? Só que, como alegria de pobre dura pouco, ou nunca tem, o namoro dos dois não vai ser um mar de rosas! A única coisa que eu sei que vou ter maneirar é no drama. Tanto nesse, como nos outros casais, porém mais nesse. Ainda mais se referindo ao Touya, que é uma personagem – não se enganem! Gramaticalmente a palavra "personagem" é no feminino, se eu não estiver enganada. – bem complicada de mexer usando drama. Ah, mas, que uma briga feia vai rolar, ah isso vai! Agora vamos ao casal terciário...
Yukito e Nakuru. Pensaram que eu me esqueci deles? Não, não. Eu só não tinha um lugar para colocá-los. O mesmo serve para a continuação. Eles não vão aparecer muito, vão ter dois ou três capítulo deles e alguns em que eles só vão fazer figuração... Só estou em duvida – mais uma ù.u – no que eu vou fazer com eles. Esses dias eu estava vendo um clipe de uma música que a Ryhanna regravou – e que tinha a tradução no clipe xD – que falava sobre uma mulher que traia o namorado, mas gostava dele só que não conseguia parar de traí-lo. Talvez eu use essa música como base, ou talvez eu use outra...
Pronto! Os casais já estão bem explicados, acho... Agora vêm as músicas! Repararam na quantidade de música que tem nesse capítulo? Uma verdadeira overdose! Têm, exatamente, seis músicas: A Beautiful Lie (30 seconds to Mars), Field Of Innocence (Evanescence), Falling Down (Avril Lavigne), Breathe No More (Evanescence), Farther Away (Evanescence), Let Me Out (Ben's Brother). As músicas estão na ordem em que aparecem na fic. Em relação a ultima música, Let Me Out, muitas pessoas já devem ter escutado essa música na novela Duas Caras, que, aliás, eu não vi a novela, mas tinha visto o clipe num canal que fornecia a tradução e achei tudo a ver com momento! Acho que, com a explicação que dei lá encima, deu para perceber porque eu coloquei essa música.
Aqui vêm as minhas humildes, e imploradas, desculpas! Comecei essa fic sem nenhum planejamento, base, nada! Simplesmente surgiu a idéia e joguei, sem nem pensar nela direito. Sem contar que ando muito desmotivada, não pelos leitores, mas pelos maus pais mesmo. Li e leio em algumas fics que os pais se interessam pelo o que o (a) filho (a) fazem, querem ler e tal, e os meus? Bem, por eles isso não faz diferença alguma... Até agradeceriam se eu parasse com isso. E isso me desmotiva muito, bastante. Sem contar essas minhas doenças que aparecem e somem do nada, me prejudicando em tudo... É realmente super barra! Quero muito fazer a continuação dessa fic e se possível revisá-la e arrumá-la tudo bonitinho. Fica realmente difícil. Sem contar que pretendo entrar numa Escola Técnica para cursar o colegial e vou ter que me dedicar mais na escola, o que é meramente impossível porque não bem com quase nenhum professor e estou cheia de faltas... A coisa está realmente complicada...
Certo povo! A fic chegou ao seu final! E pretendo ficar sumida por um bom tempo... Vou planejar tudo bonitinho a continuação e não fazer o mesmo que fiz com essa. Ah! E uma novidade! Como a Katryna Greenleaf Black deu uma idéia sobre a Sakura passar pelo o que Shoran passou e faça com que ele pense estar se tornando gay, estou pensando muito séria em fazer uma fic que não seja bem exatamente isso. Nada contra a idéia, aliás, agradeço, porém já têm pessoas já pensaram nisso e estão com suas fics firmes e fortes! Então não quero ser mais uma, portanto irei fazer uma fic, bem curtinha mesmo, com uns três a cinco capítulos no máximo, onde a Sakura se veste de homem porque gosta e por causa de um comercial em que o Touya está trabalhando como ator e Shoran como diretor, ela acaba vestindo roupas femininas meio que a contra gosto; Touya percebe um clica que acaba rolando entre os dois – "falando isso só para resumir" – e resolve virar cupido. Pois é, é bem curtinha a coisa.
Sobre aquelas palavrinhas em itálico, vou explicá-las agora, resumidamente.
Kawaii: fofo, bonitinho...
Nii-kun: irmão
Konnichiwa: Boa tarde, olá
Gomen: Desculpa, perdão
Moshi, mochi: Termo usado para atender telefone (alô)
Baka: idiota
Koi: amor (substantivo)
Kami: Deus
Nihonshu: Sake (não utilizei essa palavra, pois "sake" se refere a todo o tipo de bebida alcoólica)
Aishiteru: Eu te amo.
Kissus minna-san! Até próxima!
Respostas as reviews do capítulo
Capítulo 7:
Agradeço as reviews curtinhas da Rahime22, Gabii, tomoyodaidouji2007, Bruma cm Yamashina, vah-chan. Apesar de serem reviews curtinhas, ajudaram-me bastante!!
Hannah Burnett: Perdão se não consegui fazer comédia nesse capítulo (T.T), eu bem que tentei, mas o tempo passa e eu vou ficando séria (õ.o). Pode deixar que eu capricho, pelo menos, na continuação da história. Não digo no ultimo capítulo, pois já programei na cabeça que não teria muita comédia (ñ.n). Nyaa!! Vou fazer de tudo para o casal Touya/Hikaru ficar lindíssimo!! (n.n) Aí ninguém vai ter do que reclamar (P).
Katryna Greenleaf Black: Que review grande, nee? (õ.o) Sobre os casais… Eu tenho a mesma opinião que a sua!! (\o/) Já li alguns yuri's da Sakura com a Tomoyo e, por mais bonitinhos que sejam eu não gostei (o.õ). Sei lá!! Acho mais kawaii a Sakura com o Syaoran (n.n).
Sakura briga com o Syao?? Já estava nos meus planos, mas não vou colocar o Syaoran numa escola só para garotos... Nada contra, mas vai ficar super complicado colocar a Sakura numa escola dessas sem um motivo plausível. Mesmo porque fica uma salada enorme!! Adorei a dica, porém já tem um monte de histórias aonde a Sakura vai para um colégio masculino, aí fica parecendo plágio... Uma parte também que você citou foi que, se invertessem os papéis, o Syao pensaria que é gay... Já vi isso tanto numa história de SCC como de Inuyasha... Quem sabe eu faça uma fic mais curtinha onde eu faça alguma coisa para a Sakura se transformar em homem e o Syaoran se apaixonar por ela... (n.n).
Nyaaaa!! Disposição é o que anda me faltando, mas obrigadão pela dica!!
Capítulo 8:
Primeiramente vou agradecer as reviews curtinhas!! Obrigadinha à Natsumi Shimizudani,Vanessa li, Gabii GLO xD. Obrigadinha pela review!!
Katryna Greenleaf Black: O baile deve ter sido bom, nee? Não estava lá, infelizmente (Y.Y). Bota "quem ri por ultimo, ri melhor" nessa história... Se tudo der certo, e espero que dê, vou fazer uma confusão tão grande na continuação (xD). Espero que a parte do Touya com o Yukito tenha sido explicada direitinho (o.õ).
ATSUKO SATO: Nyaaa!! Estou tão feliz que você gostou do Touya com a Hikaru!! (n.n) Também, nee, a Hikaru é uma personagem minha... (o.o). Nyaaaa arigatou!! Eu posso até ter talento como diz, mas ainda falta muito para eu ser alguma coisa (/).
Ma Ling Chan: Nyaaaa adoro quando alguém diz que amou minha fic!! (n.n) Agora, o Syao Psicólogo foi o OH!! Fala sério, o Syao com aquele jeito doidinho dele... (xD) Mas pelo menos ele teria uma clientela feminina de dar inveja!! (xD) Nyaaa Arigatou!! Sucesso é o que todo mundo quer (xD).
Capítulo 9:
Nesse só tem duas review curtinha (:o), to de queixo caído!! Agradeço muitíssimo à Gabii GLO xD!! Tem bastante review teu!! (xD) E a Jéssica!! Obrigadinha meninas!!
Katryna Greenleaf Black: Antigamente era difícil escrever seu Nick, mas agora ta ficando fácil!! Já estou ficando acostumada a responder review tua (xD). Jogar jaca podre? (õ.o) Não faz isso!! Manda uma boazinha, pó sedex, aí eu dou para minha mãe (n.n), ela adora jaca!! Quanto ao final de Tomoyo... Vocês vão ver que eu vou ser boazinha com ela e vou pegar pesado com Eriol!! Ele aprontou, agora vai ter que pagar (u.u). O PC é uma coisa de louco!! Agora ele ta leeeeeentoooo... E eu to melhor sim, sim!! Obrigadinha por se preocupar!! (n.n)
Nat-chan: Desistir?? (Õ.O) Nunca!! Eu sou brasileira, não desisto nunca!! Eu vou demorar (xP), porém não vou deixá-la!! Ela me trouxe tanta alegria... Olha que eu vou ver mesmo se vai ler a continuação, ein?
Souless Doru: Calma menina (õ.o) também não precisa passar mal!! Eu até que sabia que era má, mas não imaginava que era tanto... (o.õ) Sossega a sua ansiedade!! Quando chegar as férias aí você pode soltá-la (P).
Sakura Lindah: O que a Sakura vai achar? Ih... Nem te conto!! Só sei que a coisa vai ficar feia para os dois lados... O Eriol vai sobreviver sim, sim!! Aliás, ele vai parecer com dois personagens da história original!! Tomoyo vai melhorar sim, sim!! Ela não é brasileira, mas não vai abaixar a cabeça tão fácil... Nyaaaa (Nyla corre pela casa, gritando com os braços para alto) gostaram do meu casal, gostaram do meu casal!! (Nyla se recupera) Ahn... Bem. Perdoe-me esse meu momento de loucura (n.n)... Soltou sem querer...
natynhaNá-chan: Happy end?? (Pensando) uhn… Será que eu faço um happy end?? Vou pensar bastante no caso... E não adianta me mandar um monte de review dizendo que amou a fic, ta?? Brincadeira!! É sério, eu vou pensar com carinho... Já tinha todo o final montado na cabeça, mas não sei... Talvez eu mude de idéia...
