Diamante sentia a tensão naquele elevador. Assim que ele entrou, ela mudou de atitude. Ela ainda ficava nervosa na presença dele. Quando iria esquecê-lo? Darien Chiba, como Diamante o odiava e ao mesmo tempo sentia inveja. Ele tivera tudo o que ele queria e não tinha. O amor de Serena.

-Princesa está tão pensativa. –diz ele tentando chamar atenção.

-Sabe Di, estou ansiosa com o desfile. –diz ela desviando o assunto.

-Pra dizer a verdade eu também. Ainda mais que as suas roupas foram desenhadas para você. –diz ele.

-Eu sei. Isso não é demais? –questiona ela sorrindo tal qual uma criança.

-Sempre é demais realizar seus sonhos. –encoraja ele.

-Bem estava pensando nos exames. Tenho que pegá-los de uma vez. Se estiver doente quando mais cedo descobrir. Mais cedo poderei me tratar. –diz ela pensativa.

-Você não está doente. –diz ele.

-Quem sabe eu não peguei Hepatite ou HIV do traste com quem dividia a cama? –questiona ela como se ele não estivesse com ela. –Sabe-se lá com quantas ele não foi para cama? Será que ele usava preservativo com todas? Ou só as que ele levava pra casa? –as palavras dela eram como adagas cravadas no peito dele.

-Rena...

-A única mulher com quem eu não usei preservativo em toda minha vida foi você. Eu posso ter sido um canalha mas nunca poria e risco a tua saúde. –diz ele ferido.

-Não sei. Não acredito em você. Não sei por que. –diz ela. –Ah, sei sim. Por que você é um cafajeste. -A porta do elevador se abre e ela sai por ele. –Vem Di, chegaremos atrasados.

Darien sentia-se humilhado, mas acima de tudo envergonhado. Ela estava ferida também, dizia coisas sem pensar, devia estar se sentindo humilhada também, muito mais que ele. E com medo de estar doente... DOENTE??? O que ela tinha? Ela estava doente?

A preocupação falou mais alto, talvez se ela estivesse doente ela precisaria que alguém a apoiasse, e quem sempre estivera ao seu lado quando ela precisava era ele. Por mais que os irmãos Black a apoiassem ela sempre correu para ele. E esse seria o momento em que ela mais precisaria dele.

-Minha bunny. –sussurrou ele.

Ele sabia que ela não deixaria que ele chegasse perto dela. Mas teria que tentar. Sabia que seria humilhado, mas ela precisaria dele, e tudo valeria a pena. Não é isso o que é amar? Sacrificar-se para o bem dos outros? Ele sacrificaria seu orgulho para estar ao lado dela, mesmo se depois ela fosse embora com Diamente, era o que ele merecia não era? Ele era um CAFAJESTE como ela mesma disse.

-O que você fez não se faz. –a voz controlada de Beryl soou em seus ouvidos como um disco arranhado. –Mas estou disposta a lhe perdoar... –quem tinha que pedir perdão era ela. -... se me der uma boa noite de sexo selvagem. –afirma ela avançando até ele. –E então o que acha? –indaga ela envolvendo-o com seus braços.

-Que deveria parar de se humilhar. –diz ele a empurrando gentilmente para que ela se afastasse dele.

-O que houve com você? Está tão frio. –questiona ela.

-Eu sou assim Beryl. Sempre fui. –diz ele se afastando.

-O que há Darien? –indaga ela. –Não vá me dizer que está com remorso por ter se separado da pirralha. Está com peninha dela agora? É? Lembre-se quem esquenta a tua cama e te faz pegar fogo. –ela começa a se exaltar. –SOU EU!! NÃO ELA!! –grita ela. –EU TE AQUEÇO NÃO AQUELA PIRRALHA!! ELA NÃO É MULHER PARA VOCÊ!

-Controle-se Beryl! –diz ele sério. Ela o olha assustada. Ele nunca falara assim com ela.

-Olha o que você faz comigo! Olha como me deixa!! –diz ela ainda exaltada.

-Controle-se ainda estamos em um hospital. –estava começando a se irritar por isso afastou-se dela.

Ele se sentia humilhado por Serena e agora sentia que humilhava Beryl mas não podia evitar. Ela falava de Serena de forma que fazia seu sangue ferver. Ela escolhera essa situação ao tentar seduzi-lo não ele. Ele era casado e sempre deixou claro que sua única responsabilidade era com Serena.

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-Você tomou café hoje? –questiona o jovem dos cabelos prateados.

-Não. Não tive tempo. E estou sem fome. –responde ela.

-Mas você tem que comer. –diz ele enquanto entravam no hospital.

-Quanto eu estiver com fome eu comerei. –afirma ela.

-Mas ontem você comeu bastante. –afirma preocupado. De repente ele para e a puxa pelo braço, fazendo com que ela o encarasse. –Você está provocando vômitos?

-Agora está me acusando de ter bulimia! Era só o que me faltava. Eu bulímica. Não acha que tenho problemas demais em minha vida para achar mais um? –pergunta ela irritada seguindo ao laboratório de exames.

-Sere eu não quis dizer isso. –justifica-se ele indo atrás dela.

-Não. Mas disse. –diz ela brava.

-Não fique chateada comigo. –pede ele.

-Não. Não estou chateada com você. –afirma ela. –Estou brava.

-Mas Serena. –começa ele.

-Por favor Diamante. Não tente remediar.- diz ela seguindo seu caminho e deixando-o para trás.

A jovem passou conhecia aquele hospital como a palma de sua mão. Seu ex-marido trabalhava nele. Passou pela sala dele e imediatamente reconheceu a enfermeira. Ela estava diferente desde a ultima vez que a vira. A maquiagem estava um pouco mais leve, provavelmente por que deveria ser proibido o uso de maquiagens.

Pode sentir a energia negativa vinda dela assim que cruzou seu caminho, o que ela queria? Já tinha destruído sua família ou o pouco que ainda lhe restara, agora queria o que destruir sua vida? Quem era essa mulher? Por que a odiava tanto? Darien estava com ela. Não era isso que ela queria? O que mais ela queria de Serena.

-Desculpe menina, mas não pode ficar transitando pelos corredores do hospital. –afirma Beryl tentando atingi-la. Beryl a via como uma criança? Bem ela mostraria a criança.

-Obrigada pelo elogio SENHORA mas mesmo sabendo que um de seus empregos é neste hospital, não lhe devo satisfação de nada. –afirma a mulher dando ênfase a palavra senhora para pô-la em seu devido lugar.

-Meu único emprego é este. –diz a mulher ríspida.

-Um, então ser prostituta de homens casados é hobbie? – questiona Serena vendo que a mulher se irritara. -Deveria procurar outras maneiras de se divertir. –ela segue seu caminho.

-Sua pirralha! –a ruiva corre até ela e a puxa pelos cabelos fazendo com que ela se desequilibre e caia no chão. –Quem é prostituta agora? –indaga ela montando em cima da jovem caída. –Em quanto você estava em casa, ele estava comigo. Gemendo M-E-U N-O-M-E B-E-R-Y-L –diz ela gemendo as ultimas palavras para provocar a outra enquanto a esbofeteava.

-Quer saber o que lhe machuca? –indaga a castanha fazendo a mais velha girar e ficando sobre ela. –Que eu não me importo com isso. –afirma ela dando um soco na cara da ruiva. –Darien nunca lhe disse que eu brigo como homem? –pergunta ela. –Você só o teve por que eu não lutei por ele. –diz ela batendo a cabeça da ruiva fortemente no chão. –E está assustada. –afirma ela socando novamente. –Por que eu não estou lutando para tê-lo. E o tenho mais que você. –diz ela levantando-se.

Algumas pessoas estavam se aproximando, pois ouviram as vozes exaltadas, Diamante estava assustado ao ver Serena com o rosto arranhado, e o cabelo desalinhado, não era do feitio dela andar desleixada na rua.

-Sabe Beryl você como profissional da saúde deveria respeitar um hospital. –ela segue seu caminho até seu destino, passando por Darien que chegava do refeitório. – Deveria escolher melhor as vadias com quem anda. Pensei que tivesse bom gosto. Mas acho que sua única boa escolha fui eu. –afirma ela arrumando os cabelos.

-O que houve? Serena? –questiona ele indo atrás dela.

A jovem o ignorara. Seguia até a recepção do laboratório. Cumprimentou todas as enfermeiras normalmente, sem se importar com os arranhões que estavam ardendo em sua face. Infelizmente para chegar aonde queria teria que passar por um corredor vazio.

-Será que pode parar de agir como criança e me responder? –questiona ele segurando-a pelo braço.

-O que quer? –indaga ela brava soltando-se dele e se escorando na parede cansada. – Por que não foi atrás da sua mulherzinha? O que houve está com saudade da criança aqui?

-Para com isso! –pede ele. –O que houve lá?

-Fui provocada. –afirma ela. –Mas não se preocupe, não infle seu ego por minha causa. EU não briguei por você. –ela olhava-o com desdém, um certo ar de superioridade nunca visto antes. -Ela quem sabe. Enfim, acho que você não a corresponde muito bem na cama não. –alfineta ela sabendo que homens odeiam que falem mal de seu desempenho sexual. –Ela está com medo de mim. Uma criança. –ela solta uma sonora gargalhada. –como médico sei que não deve gostar, mas como homem, aconselho que comece a usar Viagra.

-Viagra? –indaga ele avançando até ela. –Você sabe tão bem quanto eu que não preciso de Viagra. –sussurra ele em seu ouvido.

-Eu não sei do que está falando. –diz ela brava, tentando não lembrar do elevador.

-Quer que eu refresque sua memória? –pergunta ele com a voz rouca.

PLAFT!

-O que foi, não gostou? –questiona ele.

-Não!! –afirma ela.

-Você não é uma boa mentirosa. –diz ele.

-Você é um desgraçado. –ela se afasta dele.

-Mas você me ama. – afirma ele.

-Vá pro inferno!! –ordena ela seguindo seu caminho.

-Eu já estou nele! Você não está comigo. –afirma ele. Ela se vira e olha para ele analisando-o.

-Foi você quem procurou. Não eu. –ela continua a andar.

-Eu sei... –sussurra ele ao vento com os olhos cheios de lagrimas.

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A jovem estava escorada na porta do laboratório. Seus olhos estavam cheios de lagrimas. Esses encontros ainda eram dolorosos, sempre seriam, fora até o banheiro lavar o rosto e passar maquiagem, certamente estava melhor que a outra. Sempre tivera o soco pesado. Provavelmente ela estaria com o nariz quebrado, e Serena não se arrependia nem um pouco do que fizera. Ela merecera.

Ela pegou o resultado dos exames, lembrava-se das palavras do médico dizendo que o hemograma era apenas para as doenças mais simples que ele conhecia, mas que se os resultados fossem negativos, ela deveria fazer outros tipos de exames.

No começo ela achou que não fosse necessário, sabia que alguma daquelas doenças daria positivo. Não que ela fosse pessimista, mas dentre todas as doenças, acreditava que se seu diagnóstico fosse simples, seu tratamento também seria. Conseguira escapar de Diamante, estava na cafeteria em que Unazuki trabalhava, estava nervosa.

-O que é isso Serena um teste de gravidez? – questiona a ruiva surpreendendo a amiga. –É seu? Ou outra pessoa fez no seu nome? Sabe eu lembro que você estava triste por que não poderia ser mãe.

-Unazuki!!! –exclama a outra assustada. –Não. São exames que fiz, para ver se não tinha alguma doença.

-Espero que de tudo negativo. –afirma ela.

-A jovem sorri para a amiga. –enquanto abre o envelope.

-E ai? –questiona ela.

-Negativo. Tudo negativo. –afirma a castanha olhando os resultados. –HIV, negativo. Hepatite C, negativo...

-E por que está triste? –indaga a ruiva.

-Queria ter certeza do que eu tenho. –afirma a jovem.

-E não tem? –indaga a ruiva. –Você é saudável, não procure chifre em cabeça de unicórnio. –diz ela se afastando.

-como? –questiona-se a outra.- Unicórnios tem chifres.

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N.A.: terminei mais um cap, espero que gostem, estou amando o desenrolar da história. Bem mais um cap postado, minha consciência ta limpa posso dormir.

Beka: sei como é estar ocupada, mas se puder aparecer para dizer um oi ^^ eu ficaria feliz. A cena do elevador era para depois, mas as palavras fluíram. Não pude evitar rsrsrs.

Syssa: Fico feliz com cada comentário, por isso estou me dedicando a responder todos antes de postar o cap. Se puder dizer apenas um oi ^^ eu fico triste quando vejo que alguma de vocês não comentou, quase que não posto o cap 9 para te esperar rsrs. Eu também não resistiria a ele, que mulher resiste a Darien Chiba?

Nandinha82: um cap sem chamá-lo de burro estamos progredindo. Também sinto um pouco de pena de Diamante. E quem pensa em controle quando tem um Darien tão próximo?? Quanto ao fato do preservativo, ele não percebeu as intenções da Beryl, ele só acha que ela não mereça tal confiança.

Moonstar2308: tento postar todos os dias ^^. E que noite sim para Serena e Darien, acho que vou ter que mudar a classificação da fic.

Mimi: que bom que gostou. Bem quanto a Serena e Darien, bem ela também deve estar se remoendo. Um momento de fraqueza.

Mais um cap, espero que tenham gostado, fiz meu melhor, manha tem mais, farei meu melhor para postar amanhã.

Kissus

Ja ne.